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quarta-feira, maio 31, 2006

Estágio na Áustria e Suíça
Estão definidos os locais onde o Benfica estagiará na pré-época. Ao contrário do inicialmente previsto, o programa não integra, para já, a utilização do complexo do clube, na Margem Sul. A 3 de Julho apresentam-se na Luz todos os jogadores (com excepção dos que marcaram presença no Mundial) e equipa técnica, com o dia a ser quase inteiramente dedicado à realização dos habituais testes médicos. A 4 de Julho a comitiva ruma à Áustria, onde trabalhará uma semana num dos centros de estágio preparados para o Euro-2008, na região de Villach. Um centro de treinos que Fernando Santos conhece bem, pois foi ali que estagiou com o Panathinaikos em 2002. Segue-se mais uma semana na Suíça, nas proximidades de Vevey e Montreaux, onde deverão realizar-se dois ou três jogos de preparação, cujas datas e adversários estão a ser ultimados. Jorge Rosário, adjunto de Fernando Santos, e Shéu-Han, secretário-técnico, viajam na quinta-feira de manhã para observarem in loco as condições oferecidas pelos complexos referenciados pela empresa Gamasport. Se tudo estiver em conformidade, a presença encarnada ficará definitivamente acertada.

Koeman quer Luisão
O PSV de Ronald Koeman poderá fazer chegar à Luz uma proposta para a aquisição de Luisão. O ex-técnico dos encarnados é um profundo admirador das qualidades do internacional brasileiro e estará encontrado o eleito do clube holandês para preencher uma vaga no centro de defesa se vier a confirmar-se a saída do compatriota Alex. Recordese que em recente entrevista a A BOLA, Koeman afirmou que gostaria de contar com alguns dos seus ex-jogadores. Luisão é um deles.

Poderá ser a última peça de um triângulo que envolve, e muito, Portugal e jogadores (ou ex-jogadores) da Liga nacional. Se Ricardo Carvalho sair do Chelsea (fala-se que poderá rumar ao Real Madrid), os londrinos já terão substituto: Alex, internacional brasileiro do PSV; o clube de Eindhoven, por sua vez, já terá na mira o homem certo para preencher a vaga do central que se sagrou campeão nacional pelo Santos, na companhia de Diego, Paulo Almeida e Léo: Luisão. As peças ainda não estão encaixadas mas o esboço do puzzle é claro: com o dinheiro que poderá receber dos blues de José Mourinho, o PSV estará em condições para avançar com uma proposta tentadora junto da SAD encarnada. Luís Filipe Vieira nunca falou em verbas a respeito de uma eventual saída de Luisão, mas é seguro que fasquia dos encarnados é alta, equacionando uma maquia a rondar os 20 milhões de euros. Recorde-se que há um ano o Liverpool ofereceu 10 milhões pelo passe de um dos quatro centrais da selecção canarinha com presença no Mundial da Alemanha e a resposta dos benfiquistas foi um rotundo não. Na óptica dos dirigentes, Luisão é um jogador que possui capacidade de liderança invulgar, característica que, aliada à qualidade técnica, faz dele um dos elementos mais importantes da equipa e apenas uma oferta milionária poderia pôr em causa a sua continuidade na Luz.

Boa relação com Koeman

Ronald Koeman está a par dos argumentos encarnados mas já terá demonstrado o seu interesse em recrutar um dos jogadores que mais o marcou na sua passagem pelo Benfica. Ficarão na memória as constantes alterações promovidas pelo holandês no sector defensivo, mas com uma excepção: Luisão foi sempre intocável. A relação entre ambos é, aliás, muito boa. O central sempre afirmou ter aprendido muito com Koeman (ex-defesa central de elite) e de todos os jogadores do plantel encarnado foi o que mais lamentou publicamente a saída prematura do técnico - tinha mais um ano de contrato. Recorde-se que na entrevista concedida na edição de A BOLA no dia 12 de Maio o novo treinador do PSV confessou que gostaria de contar em Eindhoven com alguns dos atletas que deixava para trás. E Luisão está no topo das suas preferências.



terça-feira, maio 30, 2006

Rigor financeiro dificulta contratações
CARTAS na mesa. Fernando Santos, Luís Filipe Vieira e José Veiga reuniram-se durante a tarde de ontem na Luz com o intuito de estruturarem o plantel para a época 2006/07, e os contactos vão manter-se nos próximos dias. Está identificado o perfil dos reforços pretendidos, mas os encarnados não podem entrar em loucuras financeiras, pelo que as escolhas terão de encaixar nas medidas dos cofres da Luz.

José Veiga, Fernando Santos e Luís Filipe Vieira já falam sobre reforçosApós uma primeira semana em que Fernando Santos procurou conhecer os cantos à casa, o trio em que assenta a responsabilidade de construir o plantel para a próxima temporada começou ontem a traçar o perfil dos reforços pretendidos. Em conjunto com o treinador, Luís Filipe Vieira e José Veiga identificaram as lacunas na equipa e a prioridade vai para a contratação de um médio de características defensivas e um ponta-de-lança, mas também dois médios-alas e ainda um defesa-esquerdo para competir com Léo, único no sector. O rigor financeiro que impera na Luz não permite aos encarnados entrarem em loucuras despesistas, pelo que a SAD tentará encontrar no mercado nomes que encaixem no perfil desejado e que constituam negócios financeiramente atractivos. Um pouco à imagem e semelhança do que sucedeu com Rui Costa, que chegou a custo zero e comum salário reduzido, privilegiando-se antes os prémios por objectivos.

Entradas presas às saídas

Os encarnados pretendem quatro ou cinco reforços, mas há que ter em atenção as saídas de jogadores do actual plantel. Além de Geovanni, que regressa ao Brasil , Robert é, para já, o único a quem os encarnados deram autorização para procurar clube. O francês esteve perto de assinar pelo Galatasaray, mas as negociações falharam à última hora. Nos próximos dias poderão surgir novidades sobre o futuro de Simão Sabrosa, sendo praticamente dado adquirido a sua saída para Inglaterra, onde Mourinho já revelou disponibilidade para o levar para o Chelsea. Quim também deve sair, mas por enquanto não tem propostas, apesar de serem fortes as possibilidades de regressar ao Sp. Braga. Beto é pretendido pelos gregos do Larissa, mas o Benfica pede um milhão de euros pelo seu passe. No que concerne a entradas, há jogadores que estiveram emprestados na última época que têm hipóteses de entrar nas escolhas de Fernando Santos, casos de Manu, Carlitos ou José Fonte. Neste caso tudo indica que a forma como se apresentarem na pré-época será determinante. Já no âmbito das contratações, o médio grego Katsouranis, do AEK, continua nas boas graças de Fernando Santos, tal como o avançado italiano Lucarelli, do Livorno. O primeiro pode encaixar no perfil financeiro traçado pela SAD, já o segundo exige maior esforço financeiro, tendo o Livorno já recusado uma primeira proposta. E há ainda Miccoli, cujas negociações com a Juve podem arrastar-se. Ontem foram dados os primeiros passos, mas há ainda muitas horas de trabalho pela frente até à definição completa daquilo que Fernando Santos pretende: ter o plantel fechado dia 3 de Julho.


As escolhas de Koeman eram um pouco esquisitas
DOS SANTOS já deixou o Benfica há seis meses, mas continua muito ligado sentimentalmente ao Benfica. Em Lisboa, para levar a mulher e os filhos, o lateral-esquerdo francês elogia Léo, mas diz ter sido vítima de decisões esquisitas de Koeman.

No Mónaco desde Janeiro, Dos Santos guarda com alguma mágoa a saída do BenficaJá se passaram seis meses desde que Dos Santos deixou o Benfica, mas o franco-cabo-verdiano continua ligado sentimentalmente à única equipa que representou em Portugal. Em Lisboa, para tratar da mudança da mulher e dos filhos, que por cá se mantiveram devido ao período escolar, o jogador lamentou a forma como se processou a sua saída da equipa e demonstrou continuar bem informado sobre a realidade encarnada. "Na primeira época correu tudo bem, com Trapattoni, mas com Koemam não tive a vida facilitada. Logo nos primeiros meses estranhei não jogar, mas as escolhas do treinador eramum pouco esquisitas. Por isso decidi sair assim que surgiu a hipótese de representar o Mónaco ", recordou. Dos Santos refere que fora de campo a relação com Koeman até era normal, o mesmo não se podendo dizer profissionalmente: "Como treinador, não vou dizer que gostava dele, mas também é verdade que no futebol há sempre um jogador que não agrada ao treinador."

Léo esteve bem

Apesar destas palavras, Dos Santos não contesta a titularidade de Léo, a quem dispensa rasgados elogios. "Adaptou-se bem e fez grandes jogos na Liga dos Campeões. Mas tinha condições para jogar e teria havido uma luta interessante entre mim e Léo se eu tivesse ficado", considerou. À distância, Dos Santos diz ter seguido a carreira do Benfica e só lamenta o facto de a equipa não ter ido além do terceiro lugar na Liga: "Continuo a ser benfiquista. A equipa tinha condições de lutar pelo título, mas penso que a Liga dos Campeões foi muito desgastante. "

GEOVANNI assina três anos pelo Cruzeiro
GEOVANNI chegou ontem a acordo com o Cruzeiro de Belo Horizonte, clube que o projectou antes de rumar ao Barcelona, para a assinatura de um contrato válido para as próximas três épocas. A formalização do vínculo com a raposa está, no entanto, dependente do ajuste que o jogador terá de fazer com o Benfica, uma vez que ainda tem mais um ano de contrato com os encarnados. Geovanni viaja na próxima semana para Lisboa, com o objectivo de se reunir com Luís Filipe Vieira e José Veiga. De parte está a possibilidade de haver uma negociação entre os dois clubes.

Após uma reunião com a duração de quase quatro horas, e após submeter-se a exames médicos, Geovanni chegou ontem a acordo com a Direcção do Cruzeiro de Belo Horizonte para a assinatura de um contrato válido até 2009. "Foi um dia bastante duro", resumiu para A BOLA o sogro e empresário, Roberto Assunção, explicando que a formalização ainda está dependente do encontro que o jogador terá com a administração da SAD para a rescisão do contrato que o liga ao Benfica até 2007. Ao que tudo indica os encarnados não deverão colocar entraves ao jogador, uma vez que este já não estaria nos planos do treinador. No entanto, Geovanni será obrigado a fazer algumas cedências a nível financeiro - nestas situações é hábito o atleta abrir mão de uma verba a rondar os 50 por cento do total dos salários. Posta de lado está, portanto, qualquer negociação entre Benfica e Cruzeiro - segundo garantiu a A BOLA Roberto Assunção.

O mais bem pago do plantel

Segundo a imprensa brasileira, Geovanni será o jogador mais bem pago do plantel mineiro, o que ajuda a reforçar o estatuto de estrela que regressa a casa. O avançado é muito bem visto no clube, uma vez que esteve envolvido na conquista do campeonato nacional (1997), Taça dos Libertadores (1997) e Taça do Brasil (2000). Essas exibições provocaram o interesse dos grandes tubarões da Europa e foi o Barcelona a antecipar-se, contratando o internacional olímpico brasileiro (Sydney-2000) em 2001, a troco de 15 milhões de euros. Cinco anos depois, a raposa volta a contar com o seu ídolo a custo zero.

Família pesou

O regresso de Geovanni ao futebol brasileiro deveu-se, segundo explicou Assunção, a uma decisão pessoal. "Ele poderia ter ficado na Europa mas achou que estava na hora de voltar, para ficar perto da família", afirmou, apesar de admitir a possibilidade de o avançado regressar ao Velho Continente. Afinal, trata-se de um jogador de 26 anos.



segunda-feira, maio 29, 2006

FALTAM três dias
FASE final do processo Miccoli. O Benfica tem até depois de amanhã para comunicar à Juventus se acciona, ou não, a cláusula de preferência acordada quando o campeão italiano emprestou o avançado aos encarnados. Dia 31 termina o prazo dado pelos juventinos para o emblema da Luz pagar cinco milhões de euros em troco do passe desportivo e rubricar com o jogador um contrato válido por três épocas. Mas porque há muitas questões em aberto, inclusive a incapacidade financeira dos benfiquistas para desembolsar verba tão elevada, aliado à crise directiva vivida na vecchia signora, devido ao escândalo calciocaos, prevêem-se 72 horas de muita ginástica mental.

Miccoli é considerado pela SAD e equipa técnica como um elemento importante para o Benfica 2006/07Fernando Santos já manifestou publicamente que gostaria de contar com Miccoli e Luís Filipe Vieira reforçou a ideia de o italiano ser um jogador à Benfica; estariam, posto isto, reunidas todas as condições para os encarnados chegarem junto da Juventus e pagarem os cinco milhões de euros acordados entre os dois emblemas aquando do empréstimo, para a compra definitiva do passe desportivo. Mas, na prática, não é assim tão fácil. Em primeiro lugar devido aos constrangimentos financeiros da SAD benfiquista, não lhe permitindo gastar verba tão elevada por qualquer jogador, independentemente de eventuais receitas provenientes da venda de Simão - grande parte desse dinheiro será encaminhado para a amortização do passivo. Ao alto preço pedido pela venda do passe alia-se, ainda, outro entrave relacionado com a contabilidade do Benfica: Miccoli tem um salário muito elevado e, para continuar em Lisboa, teria de baixar a fasquia - o pagamento de prémios por golos e presenças podem funcionar como contrapartida.

Aproveitar o caos em Turim

Luís Filipe Vieira e José Veiga deverão dedicar-se a este processo no decorrer das próximas horas, quase em regime de exclusividade. Ambos já mostraram em ocasiões anteriores usar o tempo e a paciência a favor do clube e até depois de amanhã poderá registar-se novo episódio, a relembrar o flash Karagounis. Um dos pontos a explorar pela dupla Vieira/Veiga será justamente o caos que se vive em Turim. A Juventus encabeça a lista de clubes acusados de corrupção, o director-geral, Luciano Moggi, já se demitiu, e, neste momento, a sociedade transalpina está a ser gerida pelo administrador delegado provisório Carlo Sant'Albano, em funções até dia 29 de Junho. A redução do preço estipulado será uma das propostas dos encarnados. A priori poderia constituir um cenário descartado pela Juve, mas, face à possibilidade de Miccoli poder rescindir com justa causa caso o clube desça à II B, a hipótese fica em aberto.

E para lá do prazo?

Apesar de o prazo terminar depois de amanhã, o Benfica poderá continuar a alimentar a esperança. Porque se a Juventus for despromovida, Miccoli poderá ficar livre e jogar onde quiser. E ele quer continuar no Benfica.

Reforços em cima da mesa
APÓS passagem fugaz pelo Algarve, Luís Filipe Vieira está disponível para ouvir das bocas de José Veiga e de Fernando Santos os nomes dos reforços pretendidos para a próxima época. Os perfis estão definidos, falta agora discutir os respectivos montantes, sabendo-se que a prioridade será dada a jogadores a custo zero ou com preço de mercado bastante acessível. Outro assunto que deverá ficar hoje definido diz respeito à programação do estágio de pré-temporada e jogos de preparação nesse período.

Altos comandos da Luz terão em análise, a partir de hoje, matéria reconhecidamente complexa como é a das contrataçõesChegou a hora de avançar para a contratação de reforços. Até agora, as conversas entre Luís Filipe Vieira, José Veiga e Fernando Santos privilegiaram a gestão da próxima temporada, nomeadamente, jogadores a dispensar e definição das posições que necessitam de ser reforçadas, mas, tal como o presidente benfiquista referiu, em entrevista à TVI, a partir de hoje as conversas passam a incidir directamente sobre os reforços que interessam à equipa técnica, estando igualmente em cima da mesa a programação, em definitivo, do estágio de pré-época e dos jogos de preparação a realizar nesse período. Neste momento, Fernando Santos já definiu quais são os jogadores que vão deixar o clube, mas nenhuma destas saídas será anunciada sem haver garantias quanto ao número de reforços entretanto contratados. Sabe-se que dinheiro é coisa que não abunda nos cofres do clube, apesar da excelente campanha na Liga dos Campeões, pelo que, face a esta óptica, ao treinador estará reservada a mesma filosofia de trabalho que norteou a passagem dos seus antecessores pela Luz. Compete-lhe definir o perfil dos reforços, mas, tal como José Antonio Camacho, Giovanni Trapattoni ou Ronald Koeman, terá de se contentar com a matéria-prima colocada à sua disposição, dando prioridade a jogadores possíveis de ser contratados a custo zero, cedidos por empréstimo ou então adquiridos por montantes ao alcance das possibilidades do clube. Entre os nomes apontados, torna-se difícil dissociar o do grego Katsouranis ao seu ex-treinador, que em momento oportuno manifestou a sua admiração pelo capitão do AEK, jogador considerado como um dos melhores do seu país e com potencial para discutir um lugar nas melhores equipas da Europa. A situação do italiano Lucarelli é outro caso que configura o cenário de contenção financeira. O presidente do Livorno, Aldo Spinelli, já afirmou publicamente que foi contactado pelos encarnados para vender o passe do goleador da equipa, mas tudo indica que os montantes em equação estejam a dificultar o negócio. Certo é que Fernando Santos já admitiu pretender quatro ou cinco reforços e as posições estão definidas: um defesa-esquerdo, dois médios-alas, um médio centro e um avançado. Ver-se-á até onde chega a capacidade negocial do director-geral da SAD...

Geovanni diz adeus à Luz
Geovanni deverá ficar com o seu futuro resolvido no decorrer do dia de hoje, garantiu, ontem, a A BOLA o sogro e empresário do jogador, Roberto Assunção. Há muito que ficou subentendida a saída do avançado da Luz, apesar de ter mais um ano de contrato, e muito brevemente o camisola 11 dos encarnados deverá chegar a acordo com um novo clube, muito provavelmente brasileiro. O Cruzeiro de Belo Horizonte, actual líder do campeonato, é uma das hipóteses mais fortes, não só por se tratar de um clube com capacidade financeira acima da média no panorama brasileiro, mas, fundamentalmente, por ter uma relação afectiva muito forte com Geovanni, abrindo sempre os braços a um seu eventual regresso. Mas o futuro do jogador poderá também contemplar ainda mais uma passagem pela Europa. "Estamos a estudar algumas propostas de clubes espanhóis", acrescentou Roberto Assunção, guardando mais informações para o dia de hoje. Mas, independentemente do seu destino, há um dado praticamente certo: Geovanni vai dizer adeus à Luz.

Manu - Tenho valor para discutir um lugar no onze
SE dúvidas houvesse sobre as capacidades de Manu, a digressão a Moçambique tê-las-á dissipado. Pelo menos é isso que configuram as felicitações que lhe foram endereçadas directamente por José Veiga e alguns companheiros de equipa nessa digressão. Manu não se assume ainda como membro da plantel para a próxima época, até porque a última palavra pertence a Fernando Santos, mas, pelo que mostrou, ninguém acredita que volte a deixar a Luz, quando se apresentar a 4 de Julho.

Manu quer ser uma alternativa válida para jogar no lado direito do ataque benfiquistaO discurso é cauteloso, Manu não se assume ainda como jogador do Benfica. Mas bastam as primeiras palavras para se aperceber que a cabeça já está na Luz e é com a camisola encarnada que se imagina a marcar golos e encantar a catedral na próxima época. Tranquilamente, à mesa do Franguinho Real, propriedade do genro do eterno massagista do Estrela da Amadora, Veríssimo, e frequentado com inusitada frequência por gente ligada ao Benfica e ao clube da linha de Sintra, foi com muita firmeza nas palavras que o avançado de penteado à Bob Marley se assumiu como alguém com argumentos suficientes para vencer no Benfica, pondo à disposição do novo treinador e dos adeptos a sua velocidade estonteante e destreza no um contra um. Em Moçambique adorou receber os parabéns de José Veiga e companheiros de equipa, mas lembra que, se voltar à Luz, será por tudo o que fez no Estrela da Amadora e não pelo resultado da digressão.
- Já está sossegado em relação ao seu futuro?
- Estou sossegado, mas sempre na expectativa de algum dirigente confirmar o meu regresso ao Benfica.
- Mas isso ainda não aconteceu?!
- Até agora ninguém falou comigo. Há grandes probabilidades de isso acontecer e espero fazer a pré-época com o Benfica. Mas ainda não está confirmado. Vai ser o novo treinador a decidir.
- Mas o que mostrou em Moçambique não foi suficiente para convencer a SAD?
- A nível individual, a digressão a Moçambique foi positiva. Reconheço que foi um indício forte de que posso voltar. Ter sido convocado para essa digressão foi mais um degrau. Estive bem nos jogos, mas penso que o teste final não foi pelo que fiz em Maputo. Já tinha sido observado por eles várias vezes durante o campeonato e dei provas de que tenho valor para discutir um lugar no Benfica.
- É verdade que José Veiga lhe deu os parabéns em Moçambique?
- Sim, José Veiga e alguns companheiros.

"A velocidade é o meu forte"

- Que definição faz de si como jogador?
- Sou um jogador rápido e cumpridor. A velocidade é o meu ponto forte, mas também tenho facilidades no um contra um. Acho que sou também muito consistente.
- Foi o melhor marcador do Estrela, com sete golos. Considera-se um goleador ou sente-se mais à vontade nas assistências?
- Sou mais de assistências, mas esta foi a minha melhor época e estive bem, quer num, quer noutro aspecto. Reconheço, no entanto, que beneficiei da presença do Semedo. Entendíamo-nos de olhos fechados. Isso tornou as coisas mais fáceis para mim.
- Confirma que esteve quase a mudar-se para a Luz em Janeiro passado?
- Comigo ninguém falou directamente. Soube pelos jornais. Mas estive sempre com os pés bem assentes no chão, apesar de ser uma situação que mexe com qualquer pessoa. Estava ao serviço do Estrela e nunca perdi de vista que tinha de dar tudo pelo clube.

"Sonho jogar a Champions"

- Seguiu a carreira do Benfica na época passada. Como analisa o seu terceiro lugar?
- O Benfica perdeu muitos pontos em casa e, claro, acusou também o cansaço na Liga dos Campeões. Perderam demasiados pontos perante equipas acessíveis e custou-lhes o título.
- Entusiasma-o a possibilidade de jogar na Liga dos Campeões?
- Claro, é o sonho de qualquer jogador. Mas primeiro é preciso saber se vou fazer parte do plantel.
- Já sabe ao menos onde é que se vai apresentar?
- Na Luz, no dia 4 de Julho. Mas ficaram de me telefonar.

Fernando Santos conhece futebol português
Por coincidência, Manu deixa o Estrela da Amadora, clube de onde saiu Fernando Santos rumo ao FC Porto, para o encontrar na Luz. O (provável) reforço encarnado não está identificado com os métodos do novo treinador por nunca ter trabalhado com ele, mas acredita que o facto de ser um técnico português pode ser vantajoso pare ele: "É alguém que dispensa apresentações. O novo treinador passou as duas últimas épocas na Grécia, mas é óbvio que conhece bem o futebol português. Acredito que ele conheça as minhas características, pois, de uma maneira ou de outra, deve ter acompanhado o campeonato. Desejo-lhe sorte e que consiga aquilo com que todos os benfiquistas sonham, o título."



domingo, maio 28, 2006

LÉO - Bola em Rui Costa e o génio faz o resto!
LÉO está cada vez mais entusiasmado com o Benfica e mais ficou ainda quando soube das novidades. «Já contrataram Rui Costa?!
O cara é grande! », disparou o internacional brasileiro, de férias no seu país e a descansar para reaparecer em boa forma no início da nova temporada. O novo treinador, Fernando Santos, também mereceu o aplauso do jogador.

Lateral-esquerdo quer ver novamente o Benfica a lutar na Liga dos CampeõesLéo soube por A BOLA que o Benfica já contratou e apresentou Rui Costa no Estádio da Luz, perante o entusiasmo de pouco menos de três mil adeptos. O lateral-esquerdo ficou
muito entusiasmado com esta primeira aquisição para 2006/07 e não poupou elogios ao português. "Já tinha dito antes e reafirmo: a classe de Rui Costa dispensa comentários. Tudo o que ele já conquistou no futebol... É certamente um grande
jogador e um grande homem", começou por analisar o brasileiro, que na temporada passada foi dos melhores da equipa e rapidamente conquistou o carinho dos benfiquistas. Jogar ao lado de Rui Costa representa para Léo um orgulho, confessa: "Rui Costa é mesmo muito grande, tem dimensão mundial e por essa razão também traz um peso maior para o Benfica, torna ainda mais conhecido o clube, que já é enorme. Combinar jogadas com ele vai ser um prazer. O cara é um génio! É só tocar a bola e
esperar o que ele vai fazer. "

Treinador terá apoio de todo o grupo

O novo treinador, Fernando Santos, também entusiasma Léo. Apesar de não ter um conhecimento profundo do trabalho do técnico, há um dado que considera fundamental: «Deve ser grande treinador e vai ter o apoio de todo o grupo. Existe a expectativa de
fazer melhor do que no ano passado. É um treinador com uma boa história, com conhecimento profundo do futebol português.»

Estou feliz neste clube

As boas exibições de Léo mereceram elogios e a atenção de outros clubes na Europa e sobretudo no Brasil, onde o prestígio do lateral-esquerdo benfiquista continua a ser grande. Mas Léo tem mais dois anos de contrato com o Benfica e parece determinado
a cumpri-los. «Valorização sempre existe e tenho a consciência de que a última época foi muito boa para mim. Agora, estou muito feliz no Benfica. Tenho contrato e a minha intenção é permanecer, é só nisso que penso e quando terminar as minhas férias devo apresentar-me na Luz.» Fernando Santos agradece.

BETO - A minha vontade é ficar
BETO tem conhecimento da proposta dos gregos do Larissa, que pretendem adquirir o seu passe. A SAD encarnada pede um milhão de euros para o deixar sair, mas o médio deixa tudo nas mãos do clube.
De férias no Brasil, Beto sabe que está a ser pretendido pelo Larissa, clube grego que se classificou em oitavo lugar no último campeonato helénico, e não fecha as portas à saída, embora ressalve que tem contrato com o Benfica. "Só sei o que me
falaram, mas o Benfica é que tem de decidir. Não é fácil chegar a um clube como o Benfica e logo na primeira época fazer 23 jogos. Estou muito satisfeito com o meu rendimento e a minha intenção é seguir", reagiu. Mas a transferência de Beto poderá
estar apenas dependente do acordo entre os encarnados e a formação grega. A SAD não pretende libertar o jogador por menos de um milhão de euros, verba que os gregos entendem ser demasiado elevada. Nesse aspecto, a decisão de Fernando Santos poderá
ser determinante, para a aproximação ou, então distanciamento definitivo entre as partes. Para já, sabe-se que o possível retorno de Diego Souza (vai fazer o estágio de pré-época) e a aquisição de mais um elemento para o sector intermediário
(Katsouranis?) poderão tapar o lugar a um jogador que mereceu a confiança do ex-treinador Ronald Koeman durante boa parte da
época, mas sem conseguir conquistar o coração dos adeptos. Faustino Gomes, empresário que representa o Larissa neste negócio não abre o jogo sobre o assunto, mas as suas palavras reflectem pessimismo. "Transmiti ao Larissa o valor pretendido pelo
Benfica, mas pela reacção deles será difícil haver negócio", avançando ainda um detalhe significativo: "Tinham-me dito para
aguardar pela decisão do novo treinador, mas se já existe um preço é porque já está tomada." O desfecho será conhecido em breve.



sábado, maio 27, 2006

Simão só sai por mais de 20 milhões
O presidente do Benfica mantém a posição assumida sempre que se fala em clubes interessados em contratar Simão Sabrosa: «Só sai por mais de 20 milhões de euros», reafirmou ontem Luís Filipe Vieira, em entrevista no jornal da noite da TVI, onde
abordou vários temas, entre eles o do capitão: «Simão está satisfeito no Benfica e só sairá se houver uma boa proposta e há números de que não vamos abdicar. 20 milhões? Sim, só acima desse valor sairá.»

Filipe Vieira diz que só venderá uma das jóias da equipaQuanto ganha Rui Costa?

«Não devo desvendar isso mas posso dizer que ele ganhava qualquer coisa como 800 mil contos por ano no Milan e que no Benfica vai ganhar qualquer coisa como dez por cento disso. O que importa realçar é a grande vontade do Rui Costa em voltar. É um
símbolo do Benfica e é uma alegria tê-lo de novo nesta casa, que é a dele.»

Código de conduta

«O Benfica tem um documento interno e vai ser anexado este ano um código de conduta para os jogadores. Têm de saber o que representa defender o Benfica. Frente ao Liverpool e ao Manchester vi um sentimento que não se repetiu em jogos como o da
Naval ou do Paços de Ferreira, por exemplo. Não posso aceitar que um jogador que substitua outro entre a passo, isso vai acabar. Luisão disse que aquela camisola não é para qualquer um, e não é mesmo! »

Só sairá um dos mais importantes

«Do Benfica só poderá sair um jogador, vamos tentar manter os mais importantes. Ainda não falámos de reforços, só a partir da próxima segunda-feira. Palavra de honra que ainda não temos nomes.»

Robert é aposta falhada?

«Não vou dizer se Robert é ou não uma aposta falhada, o que posso dizer é que não ganha de longe o que se tem dito (198 mil euros por mês), não sou louco e nem ganha metade disso. Volto a repetir: Luisão disse, e bem, que não é qualquer jogador que
este a camisola do Benfica.»

Geovanni vai sair? E Miccoli, fica?

«Não cortamos as pernas a jogadores que estejam insatisfeitos, esses podem sair. Sobre Miccoli, não sabemos com quem falar da Juventus. Mas tem as características para ser jogador do Benfica.»

Fernando Santos

«Foi a nossa primeira opção e é com este treinador que vamos dar muitas alegrias aos adeptos. Está identificado com o futebol português e com o Benfica. »

Ansioso por começar!
RUI COSTA ainda não se refez das emoções que sentiu na sua apresentação como jogador do Benfica e mal conseguiu dormir.
Agora, precisa de descansar uns dias, de colocar a cabeça em ordem. E reconhece que já sente ansiedade pelo dia em que vai regressar ao trabalho.
Depois das emoções da apresentação, Rui Costa confessa que teve noite mal dormidaPara onde quer que se vire Rui Costa tem sempre alguém que o cumprimenta, que lhe dá as boas vindas e deseja felicidades. Ontem de tarde voltou à Luz e expressou a A BOLA o que tem sentido nas primeiras horas após o regresso.

— Foi fácil gerir as emoções da sua apresentação na Luz?
— Já tinha passado duas noites mal dormidas devido à incerteza quanto à minha vinda para o Benfica e à vontade que tinha de concretizar esse sonho. Depois da apresentação, mais uma noite mal dormida, desta feita pelas emoções que tanto mexeram
comigo, pela alegria que sentia. Aos poucos está tudo a ir ao lugar.
— O seu telemóvel tem tido descanso?
— [sorrisos] Não. Não pára de tocar. Muita gente me tem ligado a dar os parabéns e a desejar-me felicidades. Amigos, futuros companheiros no Benfica, antigos colegas da Selecção... É bom sentir tanto carinho e saber que sou bem-vindo.
— Falar de regresso a quem nunca deixou de ser figura do Benfica talvez seja um exagero...
— Eu próprio também não sinto que é um regresso porque tenho a sensação de que nunca saí por completo. Sempre fui muito bem recebido na Luz, mas não deixava de ser uma visita. Agora o Rui vem para dentro de campo. Para tentar ajudar e dar muitas alegrias aos adeptos.
— Ansioso por pisar o relvado da Luz?
— Sim, claro. Mas primeiro preciso de descansar. De consolidar ideias. Mas claro que sinto ânsia de regressar ao trabalho como jogador do Benfica, de voltar a jogar com esta camisola, de voltar a tocar em todo este ambiente. De sentir os adeptos e ouvi-los chamar pelo meu nome.
— O Milan despediu-se de si com uma mensagem que tem tanto de sentido como de pouco usual. Que significa isso para si?
— Um motivo de orgulho. Mais um troféu na minha carreira e a alegria de sempre ter entrado e saído dos clubes que representei pela mesma porta: a grande. Agradeço tudo o que me deram em 12 anos de Itália.

Promover o kit

Rui Costa almoçou ontem no Restaurante do Museu do Pão, no Estádio da Luz, e depois realizou uma sessão fotográfica com o equipamento do Benfica, no âmbito das campanhas de promoção do kit de sócio. De cachecol bem levantado e em sinal vitorioso, o novo reforço encarnado será um dos rostos da campanha que visa angariar novos sócios. De resto, essa campanha será relançada em força no início de Julho, coincidindo com o regresso da equipa ao trabalho, com o início de férias dos emigrantes e com toda a agitação e esperança que sempre acompanha os adeptos encarnados nestas alturas. Noutro sentido, dizer que a realização de exames médicos por parte de Rui Costa será agendada para data oportuna.



sexta-feira, maio 26, 2006

Já não é sonho Rui
UM dia cheio de emoções. Rui Costa foi ontem formalmente apresentado como reforço do Benfica para a próxima época, com mais uma de opção. Depois, recebeu o carinho de cerca de três mil benfiquistas que gritavam pelo seu nome nas bancadas. «Prometo que serei o mesmo Rui que daqui saiu há 12 anos», garantiu.

Há quem diga que este não é o regresso mais ansiado pela simples razão de nunca Rui Costa ter saído do mais importante lugar para um jogador do Benfica: o coração dos seus adeptos. Há muito que não se via uma agitação assim no Estádio da Luz. Ainda o relógio não batia as 20 horas e já centenas de benfiquistas se acotovelavam à espera da abertura de portas para poderem entrar para as bancadas. Na sala de imprensa um corrupio de jornalistas e técnicos, para que nada falhasse na hora da apresentação oficial de Rui Costa. Com pontualidade britânica, o reforço encarnado entrou na sala de imprensa às 20.30 horas. Sorria. Consigo, o presidente Luís Filipe Vieira, o director geral da SAD, José Veiga, e o treinador, Fernando Santos. Na primeira fila estavam sentados os pais, Manuela e Vítor, e mais alguns responsáveis do Benfica.
A conferência de imprensa durou 15 minutos. Luís Filipe Vieira falava de um dos mais felizes dias da sua vida, Rui Costa retribuía no mesmo tom. O presidente sorria, parecia que ainda se surpreendia com a segurança e emoção das respostas do craque aos jornalistas. Sorrisos que se abriram ainda mais na hora de registar as primeiras imagens de Rui Costa com a camisola do Benfica.

«Desculpem estes anos de ausência»

«Hoje a Catedral está mais bonita. Bem-vindo Rui Costa ». Era o que rezava numa faixa colocada na primeira fila da bancada PT do Estádio da Luz. O batalhão de jornalistas foi o primeiro a entrar no relvado. E logo cerca de três mil vozes se soltaram. «Ninguém pára o Benfica», foi o primeiro tema de um vasto reportório. Temas cantados— melhor, gritados— com alma, para que Rui Costa sentisse o que afinal já se sabia. «Desculpem estes anos de ausência», comentava Rui Costa, de microfone na mão, por cima de milhares de vozes que chamavam pelo seu nome. «E salta Rui Costa, e salta Rui Costa, olé, olé».E o Rui saltou. «Agradeço o apoio que sempre me deram. Nunca deixei de sentir o vosso carinho. Prometo que serei o mesmo Rui que daqui saiu há 12 anos», garantiu o filho pródigo. Nesta festa de boas vindas não podia faltar a águia Vitória. Rui foi até ao centro do relvado e chamou pelo seu nome. Como se o conhecesse desde sempre, Vitória fez-lhe a vontade e sobrevoou o Estádio da Luz, com movimentos circulares e graciosos, poisando no posto de sempre antes de se fixar no braço do assustado Rui Costa e posar para as fotografias. Os olhos do jogador brilham. Um monstro dentro de campo que se emociona e revela até timidez na hora de receber tanto carinho dos adeptos. Dá uns toques na bola e trata de a enviar para as bancadas. Por troca recebe um cachecol que exibe, de braços no ar, com orgulho. Rui acenou com um até já e deixou o relvado. Selou aquele momento de emoção com um forte abraço ao pai, também ele muito emocionado. Bem vindo a casa, Rui. Finalmente!

Não vim para apanhar sol
CASACO preto, camisa branca, calça de ganga, ténis pretos com riscas brancas. A barba impecavelmente desfeita, um sorriso sereno e brilho especial nos olhos, impossível de disfarçar. Rui Costa estava finalmente em casa. Entrou na sala de imprensa para falar como jogador do Benfica e fê-lo com paixão, assegurando que estava a viver um dos dias mais felizes da sua vida. Reconhece que seria mais cómodo não dar este passo, mas sente-se em condições de ajudar dentro do campo e nem ele aceitaria voltar se assim não fosse. Não se sente um salvador, isso não, mas promete aos adeptos a mesma alegria e vontade de vencer que tinha quando entrou pela primeira vez no Estádio da Luz, tinha 9 anos.

— Está de volta. Sente-se nervoso?
— Não me levem a mal por começar por agradecer a Itália e às duas cidades por onde passei nestes 12 anos: Florença e Milão. Agradecer, ao Milan que foi o clube que permitiu concretizar um sonho. Principalmente ao doutor Galliani, que compreendeu o meu desejo de voltar ao Benfica e de voltar a casa. Era de facto o meu sonho poder terminar a carreira no clube do meu coração. Mais do que nervoso estou emocionado. Sempre senti que esta é a minha casa e hoje sinto que posso continuar a contribuir para ela.
— É verdade que assistia de cachecol aos jogos do Benfica?
— Alguns, alguns [risos]. O facto de ter saído há 12 anos não quer dizer que tenha deixado de sofrer pelo Benfica. Representei outros clubes e com o mesmo profissionalismo, mas no fundo este era o meu, onde cresci e me formei. Dinheiro nunca foi prioridade
— Assinou em branco. Quer dizer que o dinheiro já não é importante ?
— O dinheiro nunca deixa de ser importante para qualquer pessoa, há é prioridades e a minha era voltar a jogar no Benfica, pagar um pouco do amor que este clube sempre me deu. Nunca foi uma prioridade voltar por questões de dinheiro, nem hoje nem nunca. Muitas vezes as pessoas falavam que não voltava porque ganhava muito, mas esse nunca foi o caso. O que se passou foi que as transferências custavam um pouco mais do que aquilo que se pensava, mas nunca cheguei a negociar nenhum contrato com o Benfica. Nem desta vez.
— Que expectativas tem para a época?
— As mesmas que tinha quando comecei a jogar neste clube, com 9 anos. Neste clube não se pode pensar de outra maneira, só em ganhar. Regressando, obviamente espero e farei tudo para ajudar o clube a ganhar.
— O que promete aos adeptos? O Campeonato?
— O que posso prometer é que tenho a mesma vontade de jogar à bola, a mesma alegria e paixão que tinha há 12 anos. Posso prometer que tudo farei e darei a este clube. Posso prometer, também, apesar do que dizem da minha idade, que jamais aceitaria regressar se sentisse que não estava em condições. Nunca me senti um salvador, sou mais um jogador do plantel que tudo fará para conquistar um lugar e vitórias para o clube.
— Se vencer colherá louros, se falhar pode cair-lhe o céu em cima. Tem essa consciência?
— É um desafio que aceito. As pessoas nesta casa têm muito carinho por mim e seria mais cómodo não arriscar este passo. Mas arrisco e com a certeza de que posso contribuir para o sucesso do cube. É uma escolha de paixão, mas também de profissionalismo, porque se fosse só paixão ficaria na bancada a apoiar com os adeptos. Como me sinto em condições de ajudar dentro do campo, e garanto que o vou fazer, é também uma escolha de um profissional de futebol. E é isso que serei para o Benfica enquanto cá estiver.

Desde que me dêem uma camisola...

— Saiu como 10, foi sempre10 em Itália e agora no Benfica ainda não sabe que número terá...
— Como devem imaginar, para um jogador que assina um contrato em branco essa não será propriamente uma prioridade. Desde que me dêem uma camisola [risos]...
— Este é o dia mais especial da sua vida?
— É de facto um dia muito especial. Não posso esconder. Felizmente mudei pouco de clube: representei quatro equipas, metendo o Fafe, e em todas elas vivi emoções, mas não houve nenhuma que me desse esta satisfação. É de facto um dos dias mais felizes da minha vida. — Veio encontrar um clube com uma estrutura semelhante à de quando foi campeão,em1994?
— Cheguei e nem falei com os colegas, portanto não posso dizer nada sobre isso. Quando saí deixei uma grande equipa e um grande grupo de trabalho. Estou convencido de que vou encontrar o mesmo ambiente.
— Foi profissional na equipa principal do Benfica apenas três anos. Como explica que seja tão acarinhado?
— Sinto-me orgulhoso com esta recepção e acredito que tudo isto seja pelo facto de nunca me ter desligado deste clube. Durante os três anos em que fui profissional neste clube houve episódios que marcaram a minha vida, até mesmo quando saí.
— Era este o regresso que esperava?
— O que esperava, em primeiro lugar, era regressar. Obviamente que ter a família por perto e os adeptos à minha espera transforma tudo isso numa alegria ainda maior. Neste processo agradeci ao Milan, a Itália, ao presidente, ao Zé, ao mister — ainda tenho de o convencer [risos] —e agradeço à minha mulher que não pode estar aqui porque está a tratar das mudanças para Portugal, aos meus filhos, a todos os que estão comigo, da mesma forma que agradeço a todos os adeptos que continuam a acreditar que sou deste clube.
— Recorda, certamente, o golo que marcou na Luzpela Fiorentina, e que o fez chorar...
— Recordo. São momentos inesquecíveis. Jamais esquecerei.
— Este regresso é para a família ou para os benfiquistas? Como o sente?
— Não confundam as coisas. Queria regressar a casa mas queria também regressar ao Benfica. Tinha mais um ano de contrato no Milan e o desejo de voltar a casa e ao Benfica estavam aliados, era assim há muitos anos e desta vez acreditei que era possível e fui até ao fim. O Rui Costa não veio para apanhar sol em Portugal, de certeza absoluta. Estou muito contente por estar em casa, é o meu país, mas estou no clube onde queria estar.
— O que quer ganhar pelo Benfica?
— O queremos ganhar mister? Tudo! O mister diz Tudo [risos].

Contrato assinado em branco com Vieira
O presidente Luís Filipe Vieira não poupou elogios ao carácter de Rui Costa e revelou que o jogador pediu para assinar o contrato sem discutir ordenado. O montante ficou à consideração do líder encarnado. Um dado que reforça a «concretização de um sonho», num dia para não mais esquecer.

O presidente começou por frisar que ontem foi «um dos dias mais marcantes enquanto presidente » do Benfica. «Como de certeza que o é para todos nós benfiquistas», juntou. Isto porque o regresso de Rui Costa «é a concretização do sonho que os benfiquistas desejavam, no qual todos acreditavam, ou seja, o regresso de um símbolo.» «Ele está aqui hoje. Além de ser um grande jogador é também um grande homem », frisou o presidente encarnado. Vincando que Rui Costa «tem um passado irrepreensível». Depois, colocou ênfase «na maneira como foi tratado este contrato com o Benfica», algo que «é digno de registo». «Há dois anos esteve muito perto do Benfica e agora foi necessário alguma discrição. A primeira coisa a fazer foi discutir com ele as condições. Umas vezes ele trata-me por Luís e outras por presidente, neste caso disse-me: presidente, meta-me um contrato à frente sem verba, eu assino e depois o senhor mete a verba. Foi assim que foi feito. Ele só soube quanto iria auferir depois do contrato estar assinado». Todo este processo demonstra que «há da parte de Rui Costa um desejo enorme de voltar à sua casa e ele sente uma enorme gratidão por este clube que o formou, o que é mais uma prova do seu carácter, da sua seriedade». Por isso, Luís Filipe Vieira fez questão de frisar: Desejo muito sucesso ao Rui Costa nesta casa, que é a dele».Um discurso polvilhado de emoção e que terminou com um agradecimento do presidente: «Obrigado Rui Costa, de certeza que a partir deste momento estamos mais fortes e muito mais unidos.»

Fernando Santos sobre Rui Costa
É apenas mais um
O novo treinador, Fernando Santos, reconhece o enorme peso sentimental e até histórico que tem Rui Costa para o Benfica. Todavia, no que diz respeito à gestão de balneário, o técnico terá de ser menos emotivo. «Na verdade, Rui Costa é apenas mais um jogador do plantel, que vem para ajudar a ganhar jogos», explicou Fernando Santos, acrescentando: «Ele tem noção das responsabilidades e sabe o que representa para o Benfica. Sentese na plenitude das suas capacidades para dar essa resposta e ainda bem para nós.»

Quatro ou cinco reforços
FERNANDO SANTOS quer quatro ou cinco reforços para a época 2005/06. O novo técnico reiterou que o núcleo duro da equipa irá manter-se e o objectivo será ganhar tudo a nível nacional e ser campeão europeu num futuro próximo.

O novo técnico reservou para o jornal do clube, que vai hoje para as bancas, a sua primeira grande entrevista, desde que foi apresentado como sucessor de Ronald Koeman. O novo técnico relembrou o seu passado de benfiquista, destacando o facto de ter sido levado pela primeira vez ao Estádio da Luz com apenas 50 dias de vida, e assumiu que era um índio, tão de perto acompanhava o Benfica. Já virado para o futuro, Fernando Santos traçou aquilo que pretende para o Benfica. «O que é verdade é que vou ser o único treinador português a orientar os três grandes. E acabo, por último, a orientar aquele que foi a minha primeira ambição. Quero que o Benfica seja campeão europeu num futuro próximo. Penso que é isso que todos desejam. Em Portugal queremos ganhar. É isto que quero.» Para isso, o novo técnico encarnado espera contratar reforços que tragam mais qualidade à equipa: «Na minha opinião, o Benfica necessita de se reforçar em algumas zonas do campo. Agora, isso não quer dizer que os que cá estão não sejam jogadores de qualidade. Mas como o Benfica quer estar em todas as provas não pode contar apenas com dez jogadores de qualidade, tem de ter 20 que correspondam à grandeza do clube», referiu. Após este esclarecimento, Fernando Santos definiu o número de jogadores que pretende contratar: «Posso dizer que a equipa é globalmente equilibrada, mas que na realidade necessita de reforçar algumas zonas e alguns aspectos do jogo para mudar um pouco, até porque cada treinador tem a sua filosofia e eu, naturalmente tenho a minha. E nesse sentido, penso que são precisos quatro ou cinco reforços.» Neste ponto, Fernando Santos voltou a considerar fundamental manter o «núcleo duro» da equipa. «É um dado adquirido que iremos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para manter a espinha dorsal do plantel, não mexendo muito. Mas o Benfica já tem um plantel constituído e cerca de 80 por cento deverá manter-se», prometeu. Para levar avante o seu projecto, Fernando Santos conta, e muito, com o centro de estágio do Seixal. «Cada vez mais o treino é fundamental. O jogo é sempre o reflexo do que se faz no treino. Logo, quanto mais condições de treino tivermos, de certeza que melhor será o nosso nível de jogo. Penso que nos dois últimos anos não terá sido nada fácil trabalhar com a casa às costas, até mesmo ao nível psicológico. Estar sempre a entrar no autocarro para ir e vir do treino só é simpático nos primeiros dias. O futuro irá dizer que esse foi um bom investimento. »



quinta-feira, maio 25, 2006

É hoje apresentado
FINALMENTE será uma realidade o momento pelo qual muitos adeptos esperam há 12 anos: Rui Costa vai voltar a ser jogador do Benfica. Está concretizada a rescisão com os italianos do Milan e acertado o contrato que o vinculará ao clube da Luz por um ano. Vai ser apresentado hoje, ao final do dia. O futebol português ganha uma das suas referências e a equipa encarnada um maestro. O maestro.

Com apenas 10 anos umrapaz franzino da Damaia, concelho da Amadora, decidiu dar corda aos sapatos e tentar a sorte nos treinos de captação do Benfica. Chegou ao estádio cheio de sonhos mas também muito nervoso. Bastaram 10 minutos para mostrar que era diferente dos restantes e para Eusébio, atento na bancada ao treino dos miúdos, ficar impressionado. Até 1990 Rui Costa apurou o talento na Luz e depois foi rodar, ganhar experiência na Associação Desportiva de Fafe. Regressou no ano seguinte e iniciou uma caminhada que o tornaria um dos mais queridos jogadores da casa. Conquistou a camisola 10, o número de anos que tinha quando deixou a Damaia, o número de minutos que precisou para abrir as portas das camadas de formação do Benfica. Foi para Itália e com ele levou o 10, deixando órfão o Benfica. Maestro em Florença e em Milão, passeou classe e talento pelos maiores palcos europeus. Conquistou títulos. Agora está de volta à Luz, com 34 anos. Não com os mesmos sonhos de criança deslumbrada mas seguramente com semelhante grau de ansiedade. Rui Costa chegou anteontem a Lisboa e rapidamente definiu o futuro, como ele próprio previa. As três malas enormes que empurrou através do portão de chegadas, no aeroporto da Portela, davam a entender que vinha para ficar. O respeito e consideração de que goza no Milan facilitaram a desvinculação do clube italiano, depois foi só acertar agulhas com o Benfica. A SAD encarnada não entrou em loucuras, atendendo aos altos ordenados do jogador, e por isso ficou acordado um contrato válido apenas por uma temporada. Hoje será apresentado aos adeptos e à comunicação social. É mesmo desta, Rui.

Grandes jogadores dificilmente sairão
AO terceiro dia de trabalho Fernando Santos voltou a almoçar com José Veiga e todos os elementos que formam a estrutura de suporte ao futebol profissional. O novo treinador garante que a preparação da próxima época já está detalhada em 90 por cento e até ao final da semana ficará concluída. O perfil de plantel está definido e o técnico avisa que o caminho não passa por deixar sair os bons jogadores. Reforços é que por enquanto continuam a ser assunto tabu.

Fernando Santos continua a demonstrar grande disponibilidade no contacto com a comunicação social. À chegada à unidade hoteleira onde teve lugar, ontem, o almoço em que participaram todos os integrantes da estrutura do futebol profissional, o novo treinador abordou, sem hesitações, todos os pontos relacionados com a actualidade do clube e apenas se escusou, compreensivelmente, a desvendar os nomes dos reforços que se encontram em cima da mesa.

— Como encontrou o Benfica?
— O Benfica está muito bem estruturado e penso que é fácil trabalhar neste clube. Em termos de organização facultou-nos tudo o que necessitamos mas é óbvio que a preparação de uma época deve ser feita com tranquilidade e não a correr. Mas 90 por cento estão detalhados e esta semana tudo ficará pronto em termos de preparação da época.
— Já decidiu quais são os jogadores que saem e os que entram?
— Esta é a pergunta chave que todos vocês querem saber mas para a qual ainda não temos resposta. Sabemos o que queremos. A estrutura do plantel está perfeitamente definida.
— Quantos jogadores terá o plantel?
— Não mais de 24 ou 25 jogadores, de certeza absoluta. Talvez 22 jogadores de campo e 3 guarda-redes.
— Quantos reforços gostaria de ter à sua disposição?
— Temos de fazer contas aos que eventualmente vão sair e, depois, ver os que poderão entrar.
— Vai observar os jogadores emprestados?
— Tenho trabalhado nesse sentido, procurando ouvir as pessoas do Benfica que trabalharam ou conhecem bem os emprestados. Como sabem, já estive reunido com a formação e até ao final da semana irei visualizar vídeos, para depois tomar uma decisão. Mas alguns deles vão fazer a pré-época.
— Está preparado para perder Petit e Simão?
— Não estou preparado para nada. Vamos manter todos os jogadores, dentro das nossas pretensões. O Benfica é um clube ganhador e os grandes jogadores dificilmente poderão sair do Benfica.
— O Mundial vai ser a base de observação, com vista a contratações?
— No Benfica ou em qualquer outro clube há um rigor a observar mas poderemos fazer um esforço no sentido de adquirir aqueles que são bons e estejam ao alcance das nossas possibilidades.

A par de tudo

— Já falou com algum jogador?
— Sim, já falei com alguns.
— Sabe que Robert está a negociar com o Galatasaray?
— Conheço tudo o que se passa no Benfica.
— A Grécia será um mercado preferencial?
— Não será preferencial mas é um mercado como qualquer outro. Não sei se hoje veio na imprensa grega que contratei mais 10 jogadores mas quando estava na Grécia já diziam que eu ia levar carradas de jogadores portugueses e, como sabem, trabalhei apenas com dois ou três. No campeonato grego há jogadores de qualidade que poderiam interessar ao Benfica mas não é, de maneira nenhuma, um mercado preferencoteleira onde teve lugar o almoço. Lá dentro aguardavam-no o assessor Lourenço Coelho, o técnico Fernando Santos e os adjuntos Jorge Rosário e Fernando Chalana, o preparador físico Bruno Moura, o observador das equipas adversárias, Ricardo Santos, e o secretário técnico, Shéu-Han. Com pouca disposição para falar, o director-geral da SAD começou por manifestar a sua surpresa pela presença dos jornalistas, antes de se mostrar indisponível para prestar declarações. No entanto, confrontado com elogios de Fernando Santos, que dissera, momentos antes, ser fácil trabalhar no Benfica, não se fez rogado. «No Benfica é fácil trabalhar para qualquer treinador, pois temos uma estrutura que não tínhamos no passado», sublinhou. Colocado perante nova questão, nomeadamente a contratação de jogadores, ficou-se por uma frase: «Ainda é cedo para falar de reforços.»

Nélson é mais ofensivo mas eu defendo melhor
APÓS gozar alguns dias de férias no Algarve, Alcides vai agora recarregar baterias no Brasil até à data de apresentação do plantel. O brasileiro sente-se orgulhoso pelo que fez numa posição que não é a sua (defesa-direito) e só lamenta a lesão que o obrigou a acabar a época prematuramente.

Alcides dá-se por satisfeito por estar finalmente recuperado da lesão contraída no jogo com a Naval. Ligado contratualmente ao Chelsea, o central acredita que se manterá na Luz na próxima época e já perspectiva a luta por um lugar no eixo da defesa, posição onde se sente mais à vontade. Mas, se o novo treinador entender que deve continuar à direita, da sua parte não haverá problemas. Alcides admite que Nélson é mais ofensivo e cruza melhor mas considera-se mais dotado para a missão de defender.

— Lesionou-se frente à Naval e desde então não voltou a jogar. Foi assim tão grave?
— Lesionei-me num lance dividido com o Lito. Fui mole a meter o pé e senti uma dor forte. Ainda aguentei mais 15 minutos em campo mas não dava para mais, pois sofri uma rotura parcial do ligamento. Era véspera do meu aniversário e ainda por cima o jogo com o Barcelona estava bem próximo.
— Custou-lhe muito falhar esse jogo?
— Era um sonho defrontar o Barcelona, infelizmente não deu. Qualquer jogador gosta de defrontar os melhores e o Barcelona é uma equipa fantástica.
— Sendo central de raiz, esperava chegar à titularidade jogando na direita?
— Também para mim foi uma surpresa, apesar de ter jogado nessa posição no Shalke 04. Mas foi o reconhecimento do meu valor. O Nélson é um grande jogador, pessoalmente gosto muito de vê-lo jogar, mas, com todo o respeito, penso que cumpri a minha obrigação.
— Que diferenças encontra entre as suas características e as do Nélson?
— O Nélson é mais ofensivo e tem também mais facilidades nos cruzamentos. Eu sou mais defensivo, posso defender melhor que ele. Podemos alternar, porque cada jogo exige diferentes tipos de defesas, por isso o treinador colocava-o a suplente nalguns jogos e, noutros, a mim.

Surpreendido com Koeman

— Como viu a saída de Ronald Koeman?
— Fiquei surpreendido, pensei que ele ia ficar. Houve alguma insatisfação, por termos ficado em terceiro lugar no campeonato, mas só tenho a dizer bem dele. Pôs-me a jogar e só tenho de agradecer-lhe por isso. Fez um bom trabalho, foi vítima de alguma infelicidade mas é um grande treinador.
— Integrou um sector, a defesa, que chegou a ser considerado um dos melhores da Europa mas acabou por ser bastante criticado...
— Exacto. Estávamos a receber grandes elogios mas houve alguma infelicidade nalguns jogos e surgiram dúvidas sobre o nosso valor. É o futebol. Quando acontece alguma coisa errada aparecem logo críticas.
— O quarteto defensivo era constituído só por brasileiros. Trouxe vantagens?
— Uma coisa nada tem a ver com a outra. Qualquer um que fosse escolhido pelo treinador procuraria desempenhar bem as suas funções. Foi uma coincidência, talvez resultante de uma sequência de bons jogos, mas jogarmos nós ou o Ricardo Rocha teria o mesmo efeito.
— Que representa para si a presença de um colega, Luisão, em representação da selecção brasileira no Mundial?
— Senti muito orgulho porque, além de colega de equipa, Luisão é um amigo. Sou visita da casa dele lá no Brasil. Somos amigos dentro e fora do campo e a sua chamada foi mais que merecida. Acredito que vai jogar, apesar da concorrência ser muito forte.



quarta-feira, maio 24, 2006

Espero que seja desta!
ESTÁ cada vez mais perto de se tornar realidade o sonho de todos os benfiquistas: Rui Costa chegou, ontem, a Lisboa e nas próximas horas, ou dias, estará em condições de falar como reforço para o novo treinador da equipa encarnada, Fernando Santos. O jogador, ainda no aeroporto, apresentou um discurso cauteloso e contornou o entusiasmo dos adeptos, mas nas entrelinhas ficou a mensagem: «Se será desta? Também eu faço essa pergunta... Espero que sim, espero que sim.»

Veio para vestir a pele de embaixador e apoiar a selecção nacional de sub-21 no Europeu da categoria, mas o tema mais quente do momento é a possibilidade, concreta e forte, de voltar a jogar de águia ao peito. Ao final da manhã de ontem, no aeroporto da Portela, adeptos, entusiasmados, não deixaram que Rui Costa se esquecesse do enorme capital de confiança e simpatia de que goza em Portugal e especialmente entre os benfiquistas. «É bom saber que ainda sou acarinhado e que querem o meu regresso, também verifiquei isso pelas declarações que fizeram alguns dos jogadores do Benfica », começou por dizer o jogador do Milan. Pelo menos é assim que Rui Costa afirma sentir-se... ainda. «Estou num período de reflexão e ainda falta um acordo. Não rescindi porque em Itália, como todos sabem, estão a resolver uma série de trapalhadas. Mas tenho um agente a falar com o Milan. Creio que tudo estará resolvido nos próximos dias. Ninguém está a esconder o jogo e espero ter novidades até ao final desta semana.» Será que ontem, quando pisou solo lisboeta, o maestro pelo qual anseia a Luz já vinha convicto de que irá ficar? «De maneira nenhuma. É apenas uma possibilidade e seria uma estupidez minha estar a alimentar algo que é possibilidade há 12 anos. Vamos aguardar e nos próximos dias o meu futuro ficará esclarecido.»
Mais esclarecedora é a resposta, imediata e emotiva, à pergunta não menos intencional: «Se é desta? Também eu faço essa pergunta. Espero que sim, espero que sim. Mas neste momento nada está certo.»

Plantel fechado antes de 3 de Julho
O segundo dia de trabalho de Fernando Santos, ao serviço do Benfica, começou com a visita às instalações de treino do clube, prontas a receber a equipa a partir de 3 de Julho. Durante quase duas horas, o engenheiro conheceu os cantos à casa e ficou com uma impressão positiva, embora reconheça que há aspectos a melhorar. E voltou a frisar que quer construir uma grande equipa e espera que até ao arranque dos trabalhos fiquem definidas todas as entradas e saídas do plantel.

Fernando Santos começou por driblar o tema das contratações, mas acabaria por reconhecer que a reestruturação do plantel está em marcha. «Obviamente que estamos a tratar disso. Queremos ter uma grande equipa e o nosso objectivo é definir o plantel antes do dia 3 de Julho, quando arrancam os trabalhos. Depois teremos um mês para preparar a Liga dos Campeões. Só os jogadores que têm compromissos pelas respectivas selecções deverão começar mais tarde», disse. Recorde-se que o ano passado, por exemplo, Miccoli e Karagounis chegaram ao clube já com a época em andamento. O novo técnico não quer este tipo de situações, quer saber com o que poderá ou não contar quando reabrir a oficina encarnada.

Impressões positivas

Além da equipa técnica - Fernando Santos, os adjuntos Jorge Rosário e Fernando Chalana, o preparador físico Bruno Moura e o observador de jogos Ricardo Santos - a comitiva que ontem de manhã visitou o quartel-general do Benfica, na Margem Sul, integrou também José Veiga, director-geral da SAD, Lourenço Coelho, assessor da SAD, Shéu Han, secretário técnico, e Rodolfo Moura, cinesioterapeuta. No final, impressões positivas e alguns aspectos a melhorar. «As condições são excelentes. Naturalmente que as instalações ainda não estão habitadas e precisam desse toque. Neste momento ainda são um pouco frias para quem entra, têm um pouco ar de hospital. Há alguns aspectos que serão melhorados, tudo será preparado. Esta será a nossa casa a partir do dia 3 de Julho e temos de nos habituar rapidamente a ela», expressou Fernando Santos.

Estrangeiro sim, Nyon talvez não

No que à pré-época diz respeito, o engenheiro levantou um pouco o véu mas pediu mais alguns dias para que o programa definitivo seja anunciado. «A nossa base de trabalho será essencialmente aqui no Seixal. Devemos ir alguns dias para o estrangeiro, mas não será o típico estágio de pré-época, tem a ver com compromissos já assumidos pelo clube. As datas dos jogos amigáveis também estão quase acertadas», frisou, torcendo o nariz à possibilidade de a equipa voltar a Nyon: «É um aspecto a ver. Há cinco anos que o Benfica vai para o mesmo local, talvez fosse bom mudar. Não digo de país, mas pelo menos de local. Mas, como já disse, isto envolve compromissos já assumidos pelo clube. Há que estudar bem a questão.» Nos próximos dias a época 2006/2007 continuará a ganhar forma. «Vou continuar a trabalhar e a tratar do futuro do Benfica», garantiu Fernando Santos.

Diego faz pré-época no Benfica
O empréstimo ao Flamengo termina no final deste mês e tudo indica que Diego Souza vai fazer a pré-época na Luz. Para se mostrar ao novo treinador, Fernando Santos, e para tentar ganhar o lugar no plantel que lhe fugiu há um ano, quando foi contratado ao Fluminense. O empresário do jogador confirmou o regresso e assegurou que Diego virá «determinado a vencer» em Portugal.

Internacional sub-20 brasileiro, Diego, médio defensivo que marcou presença no último Mundial da categoria, realizado na Holanda, será um dos jogadores a observar por Fernando Santos durante o estágio de pré-época dos encarnados. «Damos com certa a ida de Diego para Portugal. Ele tem de cumprir os quatro anos que tem de contrato com o Benfica e o empréstimo ao Flamengo termina no final deste mês, explicou, em declarações ao site mais futebol o empresário do brasileiro, Eduardo Uram. O representante do médio esclareceu, também, que Diego Souza está empenhado em mostrar que tem valor para ficar na Luz. «A vontade dele é ficar no Benfica e por isso é natural que faça a pré-época e depois logo se vê o que acontece. Diego está determinado em chegar para vencer», assegurou, acrescentando que toma como esclarecedora a posição assumida pelo clube português: «Os responsáveis do Benfica já deixaram claro que não vão emprestar mais Diego. Por isso ele vai para Portugal.» Diego completa 21 anos no dia 17 de Junho e é um médio forte fisicamente (1,86 metros e 89 quilos) e dotado do ponto de vista técnico. São estes alguns dos argumentos que tentará fazer valer quando, no próximo dia 3 de Julho, se apresentar aos trabalhos na Luz.

Carrusca confirma proposta
O argentino Marcelo Carrusca continua na rota da Luz e agora é o próprio jogador quem o admite. Ontem, em declarações ao diário Olé, o médio criativo— actua preferencialmente pela esquerda — do Estudiantes de La Plata esclareceu a situação. «Existe uma oferta do Benfica, mas nada está ainda concretizado. Mas se existe a proposta pode ser o início de negociações», disse o atleta de apenas 22 anos. «Por um lado gostaria de ficar, mas, por outro, seduz-me sempre a possibilidade de uma transferência para o futebol europeu. Oxalá seja desta.» Marcelo Carrusca está em final de contrato e o valor do seu passe, nesta altura, estará fixado em pouco mais de um milhão de euros.



terça-feira, maio 23, 2006

48 horas
SE tudo correr normalmente, Rui Costa deverá voltar a ser jogador do Benfica esta semana, talvez mesmo dentro de 48 horas. O regresso a casa torna-se possível graças à rescisão com o Milan e graças à vontade do jogador e do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira. Para vestir outra vez a camisola 10 da Luz, Rui Costa não coloca qualquer obstáculo e muito menos financeiro. E só assim é possível a realização deste sonho comum.

Cautelosamente, Rui Costa ainda não o confirma, nem o Benfica, claro. Mas fontes da Luz e ainda do Milan garantem a A BOLA: está assinada a rescisão do contrato entre jogador e clube italiano. Foi ontem, em Milão, que Rui Costa pôs oficialmente fim a uma ligação de cinco anos aos rossoneri e a doze anos ao calcio. Finalmente, está pronto a cumprir um desejo alimentado desde que deixou a Luz, em1994: regressar um dia, voltar a vestir aquela camisola, acabar a carreira no Benfica.

Os elogios de Ancelotti

Apesar de falta de confirmação oficial, ninguém duvida que Rui Costa só negociou a rescisão do ano de contrato mais que mantinha com o Milan tendo garantida porta aberta do Benfica. Rui Costa deixará saudades no clube italiano. Ainda ontem, o seu técnico no Milan, Carlo Ancelotti, lhe dispensou os maiores elogios. Ancelotti foi, aliás, bem mais longe e na longa entrevista que concedeu ao canal de televisão do clube (Milan Chanel) e ainda adiantou: «A saída e Rui Costa é uma possibilidade, mas tudo faremos para o manter no Milan. Ele sempre foi um grande campeão. No Milan, apreciámos sempre a maneira como o Rui entendeu as circunstâncias em que perdeu a titularidade para Kaká».

O 10, claro

No máximo dentro de 48 horas, espera-se, Rui Costa e Benfica deverão anunciar então o casamento perfeito: talvez poucas vezes um clube tenha desejado tanto o regresso de um jogador, talvez poucas vezes um jogador tenha desejado tanto o regresso a um clube. Não há muito tempo, aliás, alguns jornalistas de A BOLA puderam testemunhar, por acaso, a reacção de adeptos benfiquistas ao verem o ex-10 da Selecção Nacional. Por falar em 10: apesar de ter sido Karagounis o 10 do Benfica na última época, julga-se como de todo improvável que o 10 da nova época não seja entregue a Rui Costa. O internacional grego não deverá sequer levar a mal que o 10 seja outra vez do grande 10 que o futebol italiano roubou ao Benfica.

Milan também poupa

Já muito improvável se via este regresso de Rui Costa à Luz, sobretudo depois de , há um ano, o Milan o ter convencido a renovar contrato até 2007, como prova do reconhecimento pelo exemplar comportamento profissional do criativo médio português. Mas, afinal, Rui Costa nunca abandonou o sonho e não descansou enquanto não fez sentir aos responsáveis milanistas o peso da vontade de regressar a casa. Segundo fontes do Milan, o acordo de rescisão acabou por não ser difícil. O presidente em exercício do Milan, Adriano Galliani, entendeu facilmente as razões de Rui Costa. E, como se previa, não se opôs. Primeiro, porque não perde Rui Costa para outro clube italiano, um sempre inconveniente concorrente directo; segundo, porque, mesmo indemnizando o jogador, poupa muito do dinheiro que teria de pagar-lhe no ano mais de contrato.

Queremos um plantel ganhador
FERNANDO SANTOS madrugou na Luz e deu ontem início a um novo ciclo. Passavam poucos minutos das oito da manhã quando o novo treinador chegou ao estádio para o primeiro dia de trabalho. Palavras poucas, mas muitas horas em reunião e, após almoço em comitiva, técnica e médica, a garantia de um plantel ambicioso, determinado em ganhar tudo e em assegurar o primeiro objectivo da época: entrar na fase de grupos da Liga dos Campeões. «É isso que queremos e é isso que vamos conseguir», assegurou Fernando Santos.

O primeiro a chegar ao estádio foi Fernando Chalana mas o novo comandante das expectativas encarnadas não demorou. Filipe Vieira juntou-se à hora de almoço e, de forma oficial, o Benfica lançou o desafio da nova época.
— Como está a ser o seu primeiro dia?
— Um dia de trabalho normal, uma casa nova, em que as coisas estão bem organizadas e quando assim é tudo é mais rápido. Em três quatro dias ficará delineado o nosso projecto.
— Falaram de reforços para a equipa?
— Ainda não estamos nessa fase. Estamos na fase de arrumar a casa à nossa maneira. Cada um tem o seu conceito e vamos primeiro conhecer o que está instituído em termos de organização e depois dar-lhe o meu toque pessoal. Estamos a tratar destas questões com serenidade e ponderação.
— Mas apresentou nomes de jogadores?
— Não apresentámos nomes... Nesta altura estamos apenas a falar com tranquilidade e muita ponderação. A falar do plantel do Benfica e do que queremos que ele seja. Em consonância com o clube, queremos que seja um plantel ganhador.
— Que mensagem pode enviar nesta altura aos adeptos?
— A mensagem que neste momento posso enviar é apenas de muito trabalho. Estamos a trabalhar e por isso começámos já hoje (ontem) para estarmos em boas condições no dia 3 de Julho, quando for a apresentação oficial. Nessa altura teremos de estar em boas condições para pensarmos no nosso primeiro objectivo... O primeiro objectivo da época já está definido e é muito importante: passar a pré-eliminatória e chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões. É isso que queremos e é isso que vamos conseguir.

Organização surpreende Fernando Santos
TRAÇAR o perfil de plantel pretendido e identificar a metodologia de trabalho a concretizar. Foram estas duas das principais razões que levaram Fernando Santos ao Estádio da Luz, ontem de manhã. E a tarefa até foi mais fácil do que o treinador poderia esperar: a organização do gabinete técnico e médico deixaram surpreendido o novo timoneiro encarnado.

José Veiga, Lourenço Pereira Coelho (assessor da SAD), Shéu Han (secretário técnico), Fernando Santos, Jorge Rosário (adjunto), Fernando Chalana (adjunto), Ricardo Santos (observador de jogos), Bruno Moura (preparador físico), Rodolfo Moura (departamento médico). Foram estes os elementos do futebol do Benfica que, durante o dia de ontem, discutiram nos gabinetes da SAD o plano para a nova temporada.

Reforços adiados

Reforços e outros temas de diferente grau de mediatismo foram certamente abordados durante o dia, mas os principais pontos discutidos ontem no Estádio da Luz foram mesmo a forma de trabalhar para a próxima temporada — necessariamente bastante diferente da do holandês Ronald Koeman, treinador que antecede Fernando Santos no comando. Treinos diários ou bidiários, relacionamento entre departamentos, locais de trabalho, regras da casa e outras questões funcionais marcaram a agenda dos responsáveis pelo futebol encarnado. Estes primeiros contactos costumam ser demorados e pesados do ponto de vista da exigência dos visados, todavia, desta vez, Fernando Santos foi agradavelmente surpreendido com a realidade benfiquista: o treinador português encontrou um clube muito bem organizado. De tal forma que o técnico acredita bastarem poucos dias para delinear toda a estratégia de actuação.



segunda-feira, maio 22, 2006

KATSOURANIS e PAPADOPOULOS na agenda de Fernando Santos
Os gregos Katsouranis e Papadopoulos poderão ser jogadores do Benfica na nova época. Como se sabe, Fernando Santos é profundo conhecedor do futebol helénico, pelas suas passagens no AEK (2001-2002), Panathinaikos (2002-03) e, novamente, AEK (2004-05 e 2005- 06), sendo natural que na elaboração de uma lista de possíveis reforços a apresentar ao presidente Luís Filipe Vieira, apareça um ou outro nome de um jogador grego que possa juntar-se ao compatriota Karagounis.

Na imprensa grega existe a versão de que o sucessor de Ronald Koeman no comando técnico dos encarnados gostaria de trabalhar na Luz com Katsouranis e Papadopoulos. Ambos, a exemplo de Karagounis, festejaram o título de campeões europeus pela Grécia, precisamente em solo português... Os futebolistas em causa são pouco conhecidos em Portugal. O primeiro, que poderá ocupar várias funções defensivas, renovou contrato com o AEK recentemente, mas isso não será obstáculo para a sua eventual transferência para o Benfica. A ex-equipa de Fernando Santos, qualificada para a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, a viver crise financeira - basta dizer que o seu orçamento é de apenas 6 milhões de euros em contraste com os 30 milhões de euros do campeão Olympiakos - poderá ter de vender algumas das principais figuras. E, certamente, o capitão Katsouranis é uma delas. "Não sei se ficarei. Mesmo que saia o AEK ficará entregue em boas mãos", anunciou há dias o polivalente jogador, que, aliás, já esteve para mudar de ares na época anterior."Nãoestou arrependido de ter permanecido no AEK no Verão. Julgo que foi uma boa opção", salientou o número 21 da formação ateniense. Katsouranis é admirador confesso de Fernando Santos. "É um treinador que, além dos aspectos tácticos, prepara os jogadores para defrontar qualquer equipa do Mundo. Ensina os futebolistas a jogar nas respectivas posições e bem. Na Grécia esse aspecto é muito importante ", salientou. "Nestes dois últimos anos, sob o comando de Fernando Santos, o AEK cresceu muito em todos os capítulos. O ambiente no balneário é fantástico!", reconheceu o jogador. "Esta época assumi novas funções, mas julgo ter estado em bom nível. A posição que mais me agrada jogar é à frente dos centrais, a médio defensivo", admitiu. Recorde-se, no entanto, que Katsouranis já foi testado em diversas posições. Actua por norma a trinco, mas não é de todo estranho vê-lo a defesa-central, numa versão que o seleccionador grego Otto Rehhaggel recorreu diversas vezes, ou a fechar o lado direito. Outro aspecto que contribui para que Katsouranis seja um dos jogadores mais cobiçados do AEK: a sua apetência em marcar golos.

Papadopoulos alternativa a Simão?

Papadopoulos poderá surgir na agenda do Benfica noutro contexto. O jogador nunca trabalhou sob as ordens de Fernando Santos, mas o português conhece bem as características do ainda jogador do Panathinaikos. Este poderá ser uma alternativa válida à eventual saída de Simão para a Premier League inglesa. O avançado não chegou, para já, a acordo para renovar contrato com o Panathinaikos, o clube que o projectou no futebol grego, depois de se ter estreado no modesto Akratitos (dois anos consecutivos na II Divisão) e de ter passado por Inglaterra, em serviço do FC Burnley (também duas épocas no escalão secundário).Mas desde que Papadopoulos passou a representar o Panathinaikos teve uma ascensão meteórica, sendo presença assídua na selecção principal. Papadopoulos joga prefencialmente no lado esquerdo, mas não tem problemas em actuar no flanco oposto. Mais: quando envergou a camisola da selecção olímpica nos Jogos de Atenas em 2004 foi utilizado, quase sempre, a ponta-de-lança, pela ausência de um avançado de raiz na equipa orientada por Stratos Apostolakis, antiga glória do Panathinaikos. Papadopoulos, um dos jogadores mais tecnicistas do futebol helénico, privilegia ainda os lances de contra-ataque e os disparos espontâneos à baliza. Na temporada finda marcou dez golos (oito em remates e dois em cabeceamentos), tornando-se o segundo melhor marcador da formação dirigida pelo italiano Alberto Malesani (o sueco Hans Bake será o seu sucessor), atrás do companheiro Gekas (15 golos).O extremo é pretendido, também, por outros clubes europeus, entre os quais o Desportivo da Corunha. Mas o facto de poder ser companheiro de equipa do compatriota Karagounis poderá pesar na decisão de vir para o Benfica. Aliás, os dois, mais Katsouranis (sem esquecer Fyssas), encontram-se neste momento em Melbourne ao serviço da selecção grega que, na quinta-feira, defrontará a Austrália, num jogo particular que está a suscitar inusitado interesse nos milhares de emigrantes helénicos residentes naquelas paragens. Será uma boa oportunidade, sem dúvida, para pôr a conversa em dia acerca do... Benfica.

Prefiro 20 Katsouranis a 11 Ronaldinhos Gaúcho

Fernando Santos é um defensor acérrimo de Katsouranis, um dos jogadores mais completos para o técnico português. Ainda recentemente, em finais de Fevereiro, o ex-treinador do AEK, convidado a participar num colóquio juntamente com os outros treinadores dos principais clubes helénicos — o noruguês Trond Sollied (Olympiakos) e o italiano Alberto Malesani (Pantahinaikos) — surpreendeu todos quando confessou que não trocaria Katsouranis por... Ronaldinho Gaúcho. «Preferiria ter 20 Katsouranis na minha equipa. Por outro lado, admiro-o como jogador, mas com 11 Ronaldinhos não alcançaria tantas vitórias», revelou na iniciativa promovida pelo Sindicato de Treinadores da Grécia. «É um jogador que se sacrifica em prol da equipa. Sei que há quem alegue que, em contraste com os 10 golos que obteve a temporada passada, Katsouranis não marcou qualquer golo no actual campeonato, mas agora joga mais recuado, ocupando a posição que era preenchida por Paulo Assunção », destacou, na ocasião, Fernando Santos. Diga-se que o capitão do AEK, em 29 presenças (2605 minutos) no campeonato agora findo, acabou por marcar seis golos — acertou nas redes do Levadiakos (1-0), Larissa (1-0), Ionikos (2-1), Panionios (2-0) PAOK (1-2) e OFI (2-0) — tendo sido o segundo melhor marcador da equipa, apenas sendo superado por Liberopoulos (14).

Competente e criterioso
«NÃO duvido minimamente da sua competência profissional.» Ou ainda, «é, por excelência, um sabedor da área que domina com perfeito à vontade ». Mas também «será óptimo para ele e para o Benfica em resultado de uma experiência de trabalho que vaticino enriquecedora». Três frases emblemáticas e igualmente demonstrativas da confiança que o pai tem no filho. Um chama-se Rodolfo Moura, o outro Bruno Moura. Rodolfo é cinesioterapeuta no Benfica, Bruno chega com Fernando Santos ao clube para tratar do físico dos seus jogadores.

Bruno Moura, preparador físico com formação académica, licenciado, integra a equipa de Fernando Santos para ser o primeiro responsável pela capacidade de resposta de coração, pulmão e músculos dos jogadores benfiquistas nas duas próximas temporadas. É filho de Rodolfo Moura, cinesioterapeuta do clube. O pai, ontem, em conversa com A BOLA, não lhe poupou elogios. Em seu entender merecidos, porque, justificou, «o Bruno tem grande capacidade, quer em termos do conhecimento na sua área específica quer em volume de trabalho, para além de, sendo ainda um jovem, já possuir, igualmente, significativa vivência na vertente desportiva. É competente e criterioso». E não tem, face a este quadro, dúvidas em vaticinar: «Será óptimo para ele e para o Benfica em resultado de uma experiência de trabalho que vaticino enriquecedora. » A Rodolfo Moura não escasseia, por conseguinte, confiança nas faculdades profissionais do filho. «Não duvido minimamente da sua competência profissional. É, por excelência, um sabedor da área que domina com perfeito à-vontade», sublinha. E chegada de Bruno Moura ao Benfica até nem foi uma surpresa para o pai. «Era já um dado adquirido que o meu filho integraria a equipa de Fernando Santos na próxima temporada, continuasse o Fernando na Grécia ou optasse por trabalhar noutro país. Portanto, a partir do momento em que começou a apresentar-se como séria hipótese o Fernando ser o sucessor de Ronald Koeman, comecei com natural serenidade a preparar-me para ter o meu filho a trabalhar comigo. Felizmente essa possibilidade transformou-se em realidade.» Fernando Santos no Benfica. Um treinador com quem Rodolfo Moura trabalhou no FC Porto e no Sporting, portanto alguém com conhecimento profundo sobre o homem que vai comandar tecnicamente os destinos do futebol dos encarnados nas duas próximas épocas, as constantes do contrato assinado entre as duas partes. E, também aqui, o cinesioterapeuta fez um comentário baseado em experiência feita. «Fernando Santos é um dos melhores treinadores portugueses, é mesmo um dos melhores da Europa. Vai ser para mim um prazer voltar a trabalhar a seu lado.»

Senti-me feliz no Benfica
MICCOLI aguarda desenvolvimentos relacionados com o seu futuro. O avançado revela que pretende reunir-se com a Juventus relembrando os bons tempos que viveu no Benfica. Isto enquanto em Itália o caso das escutas telefónicas continua na ordem do dia.

O tempo escasseia para Miccoli e Benfica. A opção de compra do passe tem de ser exercida junto da Juventus até ao final deste mês. «Vou decidir com a Juventus o que se pode fazer em relação ao meu futuro, mas senti-me feliz no Benfica », disse o jogador à imprensa italiana. Só que o escândalo das escutas telefónicas, que levou Luciano Moggi, director da Juventus, à demissão, está a atrapalhar o processo. Se a Juve descer de divisão Miccoli pode ficar livre: «Não quero falar sobre essa possibilidade. Tudo isso não é bom para o futebol », afirmou. O nome de Miccoli foi também envolvido neste escândalo, tendo sido reveladas conversas de Moggi garantindo que o avançado só fora chamado à selecção porque ele (Moggi) fez por isso, aconselhando-o a ter «juízo». «Quando fui chamado pela primeira vez estava a jogar no Perugia e tinha marcado quatro golos em dois jogos contra a Juventus, para além de termos vencido o AC Milan e o Inter para garantir a qualificação para a Taça UEFA. Por isso, ganhei o meu lugar na selecção e fiz por merecê-lo», justificou Miccoli.



domingo, maio 21, 2006

Palavra de ordem é ganhar
GANHAR. Uma palavra repetida até à exaustão pelo novo treinador do Benfica no momento em que foi apresentado. Sem querer abordar questões pertinentes como entradas ou saídas de jogadores, Fernando Santos pautou-se por um discurso sereno mas optimista, garantindo que não ficou surpreendido com o convite.

— Qual é o grande objectivo ao aceitar este desafio?
— Ganhar. É essa a palavra de ordem nesta casa. E é isso que vamos tentar fazer em todas as provas em que estamos inseridos. Sempre foi assim ao longo da história deste clube. Vamos trabalhar em conjunto, porque só com muito trabalho e dedicação aparecem os resultados. As pessoas que me conhecem sabem que esse é o meu espírito, sempre o foi e aqui não será diferente. A partir de segunda-feira todos estaremos 200 por cento empenhados. O Benfica deu passos muito fortes nos últimos anos, é um dos clubes mais conhecidos no Mundo e apenas pretendo reforçar esse trabalho.
— Duas questões: que avaliação faz desta equipa e se já pensou em reforços?
— Vamos conversar com serenidade e tranquilidade. Encontraremos, de certeza absoluta, as melhores soluções para o Benfica. O nosso objectivo é ganhar e vamos com muita determinação procurar fazer as coisas nos timings certos e encontrar as melhores soluções. Primeira escolha
— Ficou surpreendido com o convite?
— Não, não fiquei. Na quarta-feira, quando o presidente e o José Veigame ligaram, houve um momento de satisfação mais do que surpresa. Depois de termos conversado telefonicamente acertámos um novo encontro para depois de chegar a Portugal. Mas estava tudo acertado.
— Considera que José Veiga continua a ser uma pedra fundamental nesta estrutura do Benfica?
— Creio que ninguém tem dúvidas disso.
— Esta vinda para o Benfica é também uma escolha do coração?
— Eu tenho de trabalhar com a cabeça e não com o coração. Se fosse com o coração era campeão já hoje. Não é um desafio superior a outros que já tive. Sem dúvida que é um desafio aliciante porque estamos a falar de um dos grandes clubes mundiais.
— Qual foi o factor decisivo que o levou a aceitar este convite?
— O facto de tanto o presidente como José Veiga terem conversado comigo.
— Sente que foi a primeira escolha para treinar o Benfica?
— Acompanhei o processo à distância, mas apercebi-me que o meu nome foi sendo sempre equacionado pela imprensa. Não tenho dúvida alguma que fui primeira escolha.

Só Chalana se mantém
A apresentação de Fernando Santos como treinador do Benfica apanhou de surpresa tudo e todos. O Benfica manteve contactos adiantados com Carlos Queirós, que chegou a mostrar disponibilidade para desempenhar o cargo desde que os encarnados assumissem o pagamento da cláusula indemnizatória do vínculo que o prende ao Manchester United. Um milhão de libras (milhão e meio de euros) foi valor considerado incomportável e a dupla Vieira/Veiga avançou sem demoras para Fernando Santos, treinador que há algumas semanas anunciara a saída do AEK, da Grécia. Um contacto telefónico bastou para marcar encontro para a tarde de ontem, poucas horas após Fernando Santos ter desembarcado em Lisboa. Na reunião tripartida deste sábado ficou acertada a equipa técnica, mantendo-se apenas Fernando Chalana do tempo de Koeman. Jan Kluitenberg e Abe Knoop vão rescindir. Com Fernando Santos chegam Jorge Rosário, companheiro de longa data, Ricardo Santos, treinador de guarda-redes que já trabalhou nos juniores do Sporting e o preparador físico Bruno Moura, filho de Rodolfo Moura e que trabalhou a época passada no Beira-Mar. Fernando Santos nunca escondeu o seu benfiquismo e ontem fez questão de salientar isso mesmo ao dedicar os momentos que estava a viver ao seu pai: «Faz dez anos que faleceu e trouxe-me ao antigo Estádio da Luz tinha eu nascido há 50 dias.»

Dois anos de contrato
«Temos aqui o treinador estrangeiro que toda a gente vaticinava.» Com esta frase carregada de ironia, Luís Filipe Vieira apresentava, às 20 horas em ponto, e ao lado de José Veiga, Fernando Santos, sucessor de Ronald Koeman no comando técnico do Benfica. Pouco mais de 15 dias depois da despedida do holandês, os encarnados iniciam novo ciclo voltando a apostar num técnico nacional, o último fora Jesualdo Ferreira. Fernando Santos assinou, ontem, contrato válido para as duas próximas épocas e Luís Filipe Vieira garantiu que o técnico estava escolhido desde a última quarta-feira, dia em que o presidente encarnado esteve em Paris, a assistir à final da Liga dos Campeões. «Fernando Santos chegou hoje do estrangeiro e, curiosamente, há cerca de três dias que era treinador do Benfica», revelou, sorridente. «Temos aqui o homem que escolhemos e conhecendo o seu carácter tenho a certeza de que ele guiará o Benfica aos objectivos de todos os adeptos, que são as vitórias e os títulos.» Palavras que levaram Fernando Santos a sorrir com satisfação, ele que é tido como homem de rosto fechado. Vieira continuou desfiando o currículo de Fernando Santos: «O seu passado é bem conhecido, desde o Estoril, FC Porto, Sporting passando pela Grécia e trabalhando muitas vezes em condições precárias foi sempre treinador de sucesso. E é esse sucesso que esperamos seja passado para o Benfica», numa primeira alusão à necessidade de os encarnados voltarem aos títulos já na próxima época. «Além de tudo, Fernando Santos é um benfiquista convicto e de certeza que vem treinar o clube dos seus sonhos», enfatizou o líder encarnado, relembrando que o agora técnico do Benfica nunca escondeu a sua preferência clubista. «Este é o nosso treinador e já o era desde a última quarta-feira», repetiu, acentuando que «existiam alguns detalhes a acertar» o que foi feito durante a tarde de ontem. Antes do aperto de mão, Vieira soltou frase significativa: «Terá de certeza todas as condições para singrar.»

Aí vem Rui Costa
RUI COSTA deve assinar amanhã a rescisão do contrato com o Milan. O mais conceituado 10 do futebol português actual ficará assim livre para assinar pelo Benfica por uma época. Rui Costa está pois a um passo de cumprir o sonho de regressar ao seu clube de sempre e o presidente encarnado, Filipe Vieira, de tornar realidade um desejo já com alguns anos, o de fazer voltar a casa um verdadeiro símbolo benfiquista. Rui Costa não colocará obviamente qualquer dificuldade ao acordo com os encarnados; num caso destes, nem haverá lugar a negociações. Rui Costa, recorde-se, tinha um ano mais de contrato com o Milan e deverá ainda receber alguma indemnização do clube italiano. O fim da ligação com Rui Costa levará ainda o Milan a poupar bastante dinheiro em salários e prémios. Rui Costa cumpriu cinco épocas ao serviço dos milanistas. Fez no total 190 jogos e 10 golos pelos rossoneri; antes, esteve sete anos na Fiorentina, com um total de 277 jogos e 63 golos. No fim, em doze anos de calcio, Rui Costa, 34 anos completos a 19 de Março, somou o impressionante número de 467 jogos e assinou 79 golos. O Benfica vai evidentemente recebê-lo de braços abertos.



sábado, maio 20, 2006

Tenho saudades de casa e do Benfica
AINDA não foi ontem que Rui Costa conseguiu a desvinculação do Milan, clube com o qual tem mais um ano de contrato. O jogador viajou para Itália, ao início da manhã de ontem, dia em que se realizou uma reunião entre o seu representante, Giovanni Branchini, e o administrador-delegado do clube Adriano Galliani. Esse encontro, porém, não foi conclusivo, pelo que o futuro de Rui Costa continua em suspenso. Mas mantém-se forte a possibilidade de, 12 anos volvidos, abandonar o futebol italiano e regressar a casa.

Rui Costa madrugou para estar a horas no aeroporto onde o esperava mais uma viagem para Milão, talvez a derradeira. Na Portela, à sua espera alguns jornalistas e as declarações de circunstância, garantindo, no entanto, não terem mãos qualquer proposta proveniente da Luz. «Não recebi qualquer contacto a ponto de se dizer que, como Benfica, está tudo certo», avançou ao mesmo tempo que admitia conversas com os responsáveis benfiquistas mas somente por questões de menor importância. «Ligaram-me para me dar os parabéns por exibições ou resultados, apenas para isso». Esperava-se que ontem fosse possível desvendar-se já um pouco o futuro de Rui Costa, mas a reunião entre o seu representante, Giovanni Branchini, e altos representantes do AC Milan, com Adriano Galliani à cabeça, não foi conclusiva. Sabe-se, contudo, que se mantém inalterável o que sempre foi defendido por ambas as partes, ou seja, que neste final de época caberia ao Milan e ao jogador discutir e salvaguardar os interesses das duas partes. «O que prevalece hoje é o contrato que tenho por mais um ano com o AC Milan. Não estou num clube qualquer, por isso terei de avaliar tudo e tomar uma decisão », sublinhou Rui Costa ainda em Lisboa, mas acrescentando, igualmente, que as «saudades de casa, das coisas de Portugal e do Benfica» são mesmo muitas. Saudades que o fazem ponderar fortemente sair do Milan, desde que este não levante obstáculos para se colocar ponto final numa ligação iniciada em 2001. Mantém-se por conseguinte de pé a possibilidade de Rui Costa ficar livre para poder voltar a Portugal e cumprir aquilo com que sempre sonhou, ele e muitos milhares de adeptos do clube da águia: representar outra vez o Benfica. Para já será necessário aguardar mais alguns dias pelos próximos desenvolvimentos.

Não se esforçaram o suficiente por Pires
ROBERT PIRES garante que só na próxima semana tomará uma decisão sobre o seu futuro, negando ter chegado a acordo com o Villarreal. O pai confirma contactos com o Benfica e reafirma que o filho só não virá para a Luz porque o clube não se esforçou muito.

«Ele gosta muito do Benfica», diz o pai do jogador, aqui em luta com RonaldinhoDado como certo no Villarreal, Robert Pires insiste em dizer que apenas na próxima semana tomará uma decisão sobre o seu futuro, apesar de o presidente do Villarreal, Fernando Roig, ter anunciado a sua contratação. "É verdade que me ofereceram um contrato de dois anos, mas tenho três propostas em mãos. Tomarei uma decisão na próxima semana, mas ainda não sou do Villarrreal", esclareceu, em declarações reproduzidas pela imprensa inglesa. Curiosamente, o Benfica poderá ser um dos clubes que ainda condiciona a resposta ao Villarreal, a julgar pelas palavras do seu progenitor. "Eu também gostava que ele fosse para o Benfica", confessou António Pires contactado ontem por A BOLA. O pai de Pires admite que o Villarreal é a hipótese mais forte neste momento, mas responsabiliza os encarnados por isso. "Talvez ele vá para Espanha. O Benfica tentou, mas, em minha opinião, não se esforçou muito para contratar o meu filho. Eu gostava, e o rapaz também, mas eles não fizeram o necessário. Se o tivessem feito, conseguiam", garantiu. António Pires diz ter incutido no filho o amor pelo clube da Luz desde tenra idade, mas que no futebol há coisas difíceis de perceber. "Ele gosta muito do Benfica e, se pudesse, era para ali que ia. Já expressei a vontade de vê-lo jogar no Benfica e ele próprio afirmou que gostaria de acabar a carreira na Luz. Se isso não acontecer, a culpa não será minha nem dele. Mas tenho esperanças de que venha a acontecer. Se não for nesta, que seja na próxima época", referiu. Após salvaguardar o facto de não ter havido contactos directos da parte de José Veiga, o pai de Pires voltou a ilibar o filho de responsabilidades: "Além de excelente filho, o Robert é um grande jogador. Antes de emigrar para França eu já era adepto do Benfica e fiz questão de explicar-lhe desde muito cedo a grandeza do clube. Só não sei se a SAD estava mesmo interessada nele", concluiu.

Clube grego quer Beto
BETO recebeu uma proposta de um clube da Grécia e a sua saída só depende do novo treinador. Ao jogador é oferecido três anos de contrato e mais um de opção, mas o Benfica já avisou que pretende ser indemnizado.

A Grécia poderá ser o próximo destino de Beto. A proposta apresentada ao jogador é já também do conhecimento de José Veiga, que, no entanto, prefere aguardar pela chegada do novo treinador, a quem competirá assumir a decisão definitiva. Outro entrave diz respeito à pouca vontade dos gregos em gastar dinheiro na compra do passe do jogador. Beto iria auferir na Grécia um salário bem mais elevado do que aquele a que tem direito na Luz, mas, para o clube, o benefício seria deixar de ter custos com um jogador que foi muito utilizado por Ronald Koeman, mas não caiu nas boas graças dos adeptos. Apesar de não querer precipitar-se na operação, o Benfica já fez saber que pretende receber dinheiro para deixar sair Beto.

Em «stand-by»

A Bola contactou Faustino Gomes, empresário que trabalha regularmente com clubes daquela zona do mundo e que trouxe até à Luz a proposta grega, mas este prefere, por enquanto, não divulgar os contornos do negócio. «Tanto Beto como José Veiga sabem o que se passa, não posso dizer mais nada», reagiu, acrescentando, em consonância com o director geral da SAD encarnada que o melhor é aguardar pela chegada do novo treinador. Beto é, aliás, uma das incógnitas do Benfica da próxima época. Primeira alternativa a Petit ou Manuel Fernandes, terminou a época sem estatuto definido, podendo tanto ser considerado útil como dispensável.

Benfica questiona CNAD
O Benfica, que defende Nuno Assis no processo disciplinar que foi instaurado ao jogador devido à análise positiva num controlo anti-doping, apresentou argumentos que põem em causa várias questões técnicas relacionadas com a colheita e conservação da amostra de urina. Mais: a posição do CNAD também está a ser questionada pelos encarnados, que acusam este organismo de pretender culpar o jogador de forma prematura, não permitindo que haja espaço a uma investigação mais abrangente, envolvendo diversos especialistas defensores da inocência do médio.

Foi a 3 de Fevereiro que o Benfica, em conferência de imprensa, falou pela primeira vez deste caso do seu jogadorAinda não foi ontem que a Comissão Disciplinar da Liga tomou uma decisão definitiva quanto ao caso Nuno Assis - às sextas-feiras o plenário reúne-se para deliberar. O processo tem vindo a alongar-se devido à necessidade de o relator ouvir vários pareceres técnicos, mas é possível que a sentença esteja para breve uma vez que, apurou A BOLA, a FIFA está a pressionar a FPF e a Liga para que o caso termine o mais rapidamente possível. A troca de argumentos não tem sido pacífica e A BOLA sabe que os encarnados apresentaram junto dos responsáveis da Comissão Disciplinar vários dados que questionam duas instituições públicas que estão ligadas umbilicalmente: o Laboratório de Análises de Dopagem de Lisboa (LAD) e o Conselho Nacional Anti-dopagem (CNAD). Segundo o nosso jornal conseguiu apurar, o clube da Luz reuniu informações suficientes para colocar em causa a forma como foi colhida a amostra de urina do jogador (no final do Marítimo-Benfica, a 3 de Dezembro, no Estádio dos Barreiros) e a conservação da mesma. Ou seja, os benfiquistas alegam que a análise não deve ser tomada como totalmente fiável e, consequentemente, não pode servir de prova.

Acusação de parcialidade

As acusações prosseguem a montante e o CNAD como alvo. O organismo que tutela o LAD (o Instituto de Desporto de Portugal está à cabeça da hierarquia) não tem mostrado, segundo advoga o Benfica, imparcialidade na apreciação do caso. A vontade de «punir imediatamente » é uma das acusações feitas pelos benfiquistas, recordando a «posição intransigente» dos seus responsáveis de cada vez que um jogador é apanhado nas malhas do doping, quando podem existir indícios que apontem para a inocência. E o Benfica acredita que Nuno Assis não tem culpa.

CNAD dividido

Uma das diligências jurídicas dos encarnados, mal receberam na Luz a nota de culpa do jogador, foi requerer um parecer de não atenuação ao CNAD. Para esse propósito, realizou-se uma reunião do quadro técnico daquele organismo para apreciar o caso. Dos sete elementos, três votaram a favor do levantamento imediato da suspensão, enquanto os restantes quatro decretaram a culpa do camisola 15 da Luz. Recorde-se que Nuno Assis acusou níveis elevados de 19-norandrosterna; o jogador e a sua defesa alegam que a substância foi produzida pelo próprio organismo, sem ingerir qualquer produto ilegal. A Comissão Disciplinar tem a palavra.



sexta-feira, maio 19, 2006

Rui Costa e Milan decidem hoje o futuro
RUI COSTA deverá ficar a saber hoje se o seu futuro passará ou não pelo regresso ao Benfica, 12 anos depois de ter deixado a Luz. Em Milão, numa reunião entre o representante do jogador, Giovanni Branchini, e os altos responsáveis do Milan, com o administrador-delegado Galliani à cabeça, será decidido o futuro da estrela portuguesa. O mais forte desejo de Rui Costa é o de voltar ao seu clube de coração..

Rui Costa à espera de saber se volta ou não para casaNunca como agora é tão séria a possibilidade de Rui Costa pôr fim a 12 anos de futebol italiano e cumprir o sonho de voltar a vestir a camisola do Benfica. Aos 34 anos,mas ainda na posse de todo o talento que fez dele um dos melhores 10 do futebol mundial, Rui Costa esperará que da reunião de hoje entre o seu representante e o actual líder do Milan saia o fumo branco por que tanto anseia, acompanhado por muitos e muitos adeptos do Benfica. Branchini vai falar com Adriano Galliani, desde sempre o braço-direito do dono do clube e ex-primeiro ministro italiano, Sílvio Berlusconi. O encontro, marcado para hoje, deverá ser decisivo. Ou seja, dele surgirá o sim ou sopas quanto ao futuro imediato do jogador português. Como o próprio Rui Costa sempre afirmou, caberia neste final de época ao Milan e ao jogador discutir o que melhor defenderá os interesses das duas partes, sabendo-se que prende o português ao clube italiano uma época mais de contrato. Por outro lado, Rui Costa também sempre assumiu que, fora do Milan, apenas colocaria dois clubes como possíveis destinos para prosseguir a sua carreira: ou Benfica (o maior dos sonhos) ou, no caso de permanecer em Itália, a sua Fiorentina, que defendeu durante sete dedicadas épocas. Se Milan e Rui Costa se decidirem pelo fim da sua ligação (que começou em 2001), então o Benfica recebê-lo-á de braços abertos, como sempre foi desejo do actual presidente, Luís Filipe Vieira, quando ainda conduzia apenas o futebol encarnado, a convite do então líder Manuel Vilarinho. Para os benfiquistas em geral será o regresso do filho pródigo, do verdadeiro e há muito esperado 10, mas também de uma figura, nunca é de mais repeti-lo, que ultrapassa muito o corpo de um jogador de futebol. Em Itália, entretanto, já é dada como certa a contratação pelo Milan do jovem francês Yoann Gourcuff, de 19 anos, um talento do Rennes de Lazslo Boloni, já visto como o novo Zidane. Gourcuff pode ficar em França mais um ano ou aterrar já em San Siro.

Hiddink chama Kaz Patafta
KAZ PATAFTA, jovem promessa do futebol australiano contratado pelo Benfica em Janeiro último, foi ontem chamado pelo seleccionador do seu país, o holandês Guus Hiddink, para integrar o estágio da selecção australiana que se encontra concentrada a pensar no Mundial da Alemanha. O jovem, com apenas 17 anos de idade, foi chamado à condição tendo em conta que se lesionaram dois jogadores inicialmente convocados para o lote de 23. As hipóteses de Patafta ir ao Mundial da Alemanha, integrado no grupo de Hiddink, podem subir consideravelmente se os lesionados não recuperarem, o que, obviamente, não acontecerá se as referidas lesões forem de recuperação rápida. Por uma questão de precaução, o holandês resolveu voltar a chamar Patafta, tendo em conta que Hiddink já o conhece bem, pois já integrou diversos estágios da selecção sob a sua orientação. Os australianos estarão em estágio no seu país até dia 23 de Maio, dia em que partem para a Holanda, onde prossegue a segunda fase da preparação para o Mundial. O primeiro jogo dos australianos é com o Japão, a 12 de Junho. E, recorde-se, as convocatórias das selecções que estão no Mundial podem ser alteradas a qualquer momento até um dia antes da estreia na competição. Kaz Patafta chegou à Luz em Janeiro depois de ter impressionado António Carraça no último Mundial sub-17. Face à sua idade, os encarnados encontraram algumas dificuldades para inscrever o jovem, situação que foi ultrapassada com a vinda dos seus pais para Lisboa. Começou por jogar na equipa de juniores, mas acabou a época já integrado na equipa B. Patafta é um médio criativo a quem muitos auguram um futuro brilhante.



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