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domingo, abril 30, 2006
Perdemos o campeonato em casa RONALD KOEMAN admite que o campeonato foi perdido com os pontos esbanjados em casa, acrescentando que esta constatação constitui, só por si, motivo suficiente para os jogadores tudo fazerem para derrotar o V. Setúbal. Numa mensagem ao balneário, o técnico avisou que quem não suportar a pressão não terá lugar neste Benfica, numa clara alusão à luta particular travada com o Sporting pelo segundo lugar, e deixou novo alerta aos pupilos, sublinhando que terão de fazer «algo mais» para somar os três pontos ante os sadinos. Seja qual for o resultado com o V. Setúbal, as águias apenas podem sonhar com o 2º lugar, pertença do Sporting à entrada para a 33ª jornada, penúltima da Liga. A esta hora, os responsáveis da SAD já terão retirado as devidas ilações sobre as razões que inviabilizaram a revalidação do título, mas Ronald Koeman não tem problemas em apontar as facilidades concedidas aos adversários em casa como factor determinante para o fracasso. O técnico diz que só fará o balanço final à sua prestação à frente da equipa no final da época, mas acredita que a motivação dos seus jogadores seja suficiente para conquistar os seis pontos que restam. — Que conhece do V. Setúbal? — É uma equipa que assume o jogo, que tem jogadores jovens, dois do Benfica e um do Sporting, e que está apurada para a Taça de Portugal. Não vão poupar jogadores, talvez o façam na última jornada do campeonato, mas contra o Benfica não será assim. À semelhança de todas as equipas que nos visitam, o Setúbal virá à Luz com a máxima motivação, disposto a criar-nos dificuldades. — O que mais teme na equipa adversária? — O Setúbal fez uma grande campanha esta época, conseguiu chegar a uma boa posição no campeonato, vai à UEFA e à final da Taça de Portugal. É uma equipa bem trabalhada. Faltam dois jogos para o final da Liga e se quisermos algo mais para chegar ao segundo lugar, temos de conquistar os três pontos. — Vai utilizar Marco Ferreira de início? — Se tivesse de comentar as primeiras páginas de todos os jornais, teríamos de jogar com 20 jogadores. A formação que entrar em campo será uma equipa preparada, que luta. Este é o nosso último jogo na Luz e já perdemos demasiados pontos a jogar em casa. Temos de fazer um bom jogo porque o campeonato foi perdido nos jogos em casa. Os jogadores têm de fazer uma boa partida para agradar aos adeptos que vierem ao estádio. — Vai jogar sem Simão. Ainda conta com ele antes do final da época? — Uns estarão ausentes por lesão, outros por diferentes motivos, mas os companheiros que forem utilizados vão ter de resolver o jogo. A lesão de Simão não é grave, dentro de pouco tempo estará em perfeitas condições para voltar a jogar. Espero contar com ele dentro de uma semana, da mesma maneira que conto com Nuno Gomes e Alcides. — Os jogadores estão preparados para enfrentar a pressão de ter de ganhar os dois últimos jogos? — Pressão porquê? Qualquer jogador do Benfica tem de estar preparado e se não pode suportar a pressão, creio que não tem lugar neste plantel. — Se o Benfica ficar no terceiro lugar, considera que a época irá saldar-se por um fracasso total? — Não penso assim. A diferença está em que o Benfica teria de ir à pré eliminatória da Liga dos Campeões. Mas, neste momento, não penso nisso, a minha preocupação é conquistar os seis pontos que estão em jogo nas duas últimas jornadas. No final, podem fazer-me essa pergunta, ainda não é altura de tirar conclusões sobre a época, pois continuamos a lutar pelo segundo lugar. Veiga foi claríssimo vou cumprir contrato O próprio Koeman admitiu-o recentemente. Quando se ganha, é-se sempre bom treinador. O mesmo é dizer que quando se perde, nunca faltam críticas. Sendo verdade que a campanha na Liga dos Campeões dificilmente poderia ter corrido melhor, a perda do título para o FC Porto levantou muitas dúvidas sobre o futuro do técnico holandês, que ainda tem mais um ano de contrato por cumprir. Confrontado com a questão, Koeman foi desta vez mais taxativo, citando, inclusive, o director geral da SAD. «O meu futuro está claro, pois tenho contrato e vou cumpri-lo. Só não fico se o clube não quiser e, nesse caso, têm de falar comigo. Mas José Veiga foi claríssimo, tenho contrato e vou cumpri-lo.», afirmou. Não obstante estas palavras, o treinador esclareceu não ter havido nenhuma conversa entre ele e os dirigentes encarnados nesse sentido: «Estas palavras dão uma certa confiança, mas até ao dia de hoje não falámos nem organizámos a próxima temporada, porque, neste momento, há coisas mais importantes e, até ao último jogo, não há tempo nem me interessa falar do contrato. Nem do que penso, nem do que pensa o clube. Primeiro, tempos de somar os seis pontos em disputa e, depois, haverá tempo para nos prepararmos melhor, como sucedeu no ano passado.» Campeão da transparência A frustração pela perda do campeonato sai pelos poros de todos os benfiquistas, incluindo Luís Filipe Vieira, mas o presidente do Benfica afirmou ontem, em Sesimbra, que há valores mais altos que devem ser lembrados. Mais concretamente, a transparência das contas do clube. «Em Portugal ninguém nos bate neste campo», frisou o líder máximo das águias, alertando o poder político para a necessidade de pressionar o futebol português a abrir as cortinas. Foi na bela e soalheira Sesimbra, por ocasião da inauguração da sede da Casa local, e depois de um cortejo que parou o trânsito da vila e obrigou os banhistas a interromper os mergulhos para observar o magote de gente na marginal, que Luís Filipe Vieira colocou, ontem, na agenda do futebol português um tema já explorado anteriormente pelo seu aliado Dias da Cunha: a transparência das contas dos clubes. No discurso que fez aos mais de 200 benfiquistas presentes no salão de festas dos Bombeiros Voluntários de Sesimbra (Vieira informou posteriormente que não responderia a perguntas dos jornalistas), o presidente dos encarnados fez questão de minimizar a perda do campeonato para o FC Porto em detrimento de um valor que, na sua opinião, é moralmente superior. «É claro que fico frustrado por não sermos novamente campeões porque não gosto de perder. Mas somos o campeão da transparência, em Portugal ninguém nos bate. Qualquer benfiquista pode andar na rua de cabeça erguida, pois ninguém nos pode apontar nada. Quando fizemos uma auditoria às nossas contas fizemos questão de a mostrar ao Presidente da República, ao primeiro Ministro, a todos os deputados e aos nossos patrocinadores para mostrar que não fazemos operações de cosmética para camuflar resultados. Os resultados que mostramos são os que temos. Gostava de apelar ao poder político para que ajudasse a fazer uma limpeza às contas do futebol português, temos de ser completamente transparentes», sublinhou. Temos um passivo de 220 milhões Num discurso de improviso, o dirigente encarnado foi desenvolvendo os temas com a mesma velocidade que os convivas devoraram as sobremesas do boufet. Os números do passivo foram rebuscados para fazer um desmentido. «Dá-me vontade de rir quando dizem que o Benfica tem um passivo de 300 milhões de euros. Mas essas pessoas não sabem que 80 milhões não são exigíveis. O nosso passivo é de 220 milhões », concluiu. Riscados SURPRESA na lista de convocados. Apesar da ausência de Simão, lesionado, Koeman deixou de fora, por opção técnica, Geovanni e Robert. O brasileiro foi titular na Choupana, na última jornada, ao passo que o francês entrou para o lugar do capitão ainda antes do intervalo. Dois riscos sobre outros tantos nomes numa convocatória que promove os regressos de Petit e Karyaka. Não restam dúvidas de que o treinador do Benfica mostrou o cartão amarelo a dois jogadores influentes do plantel: Geovanni e Robert. A mensagem de Koeman é clara: ou rendem mais ou não jogam. O primeiro reapareceu a titular na Choupana, depois de quatro jogos como suplente, e a sua produção esteve longe de corresponder às exigências e expectativas do técnico. Já Robert substituiu o lesionado Simão, ainda antes do intervalo, e também o seu contributo foi, mais uma vez, insuficiente para servir os objectivos da equipa. Koeman ficou de tal forma irritado que, mesmo sem Simão, abdicou de dois jogadores habitualmente utilizados nas alas. Em relação ao jogo com o Nacional registam-se as saídas de Simão, Robert e Geovanni para as entradas de Petit, que regressa após lesão, e Karyaka (lista passa de 19 para 18 nomes). Moreira continua a ser suplente de Moretto (Quim de fora) e o jovem João Coimbra volta a integrar os planos da equipa técnica. Marco Ferreira e Mantorras no onze No actual cenário, tudo aponta para o seguinte onze: Moretto, Nélson, Luisão, Anderson, Léo, Petit, Manuel Fernandes, Marco Ferreira (direita), Manduca (esquerda), Miccoli e Mantorras. Destaque para os regressos à titularidade de Nélson, Petit, Marco Ferreira e Mantorras. Este último não é titular desde 12 de Março de 2005 (2-0 ao Gil Vicente, na Luz) e não marca na nova catedral desde 16 de Abril de 2005 (1-1 com U. Leiria). Há mais de um ano, portanto. sábado, abril 29, 2006
Nélson a titular e Robert finalmente à esquerda NÉLSON está apto para jogar, amanhã, frente ao V. Setúbal e até é possível que o faça a titular. O defesa direito costuma treinar-se com limitações, por causa da pubalgia que o afecta, mas ontem, no Jamor, trabalhou a cem por cento. Mantorras é outro dos jogadores a espreitar a titularidade, ao lado de Miccoli, enquanto Robert pode, finalmente, alinhar de início naquela que é a sua posição de raiz, e onde se sente melhor: na ala esquerda. Que estaria apto para integrar a convocatória para a recepção aos sadinos não é novidade, mas é quando aparece como hipótese para o onze titular, substituindo Ricardo Rocha na direita. Nélson treina-se com limitações, para não agravar um problema de pubalgia, mas, desta vez, termina a semana a trabalhar sem aparentes condicionalismos físicos, o que abre boas perspectivas à sua entrada na equipa titular para o jogo de amanhã. A recepção ao V. Setúbal pode, aliás, trazer mais novidades no que aos titulares diz respeito. Moretto será o guarda-redes de serviço, talvez com Nélson à direita; uma dupla de centrais formada por Luisão e Anderson, e Léo à esquerda. Depois, a meio-campo, Beto sairá para entrar Petit, que regressa após lesão. Manuel Fernandes será o outro elemento do sector. Na direita do ataque deverá continuar Manduca (dos melhores elementos frente ao Nacional, na última jornada) e Robert poderá ser o escolhido para substituir Simão, na esquerda. O francês já actuou nesse sector pelo Benfica mas nunca de forma continuada num jogo, face à presença de Simão. Na frente de ataque existem boas possibilidades de surgir uma nova dupla: Mantorras e Miccoli. O angolano, mais fixo na área, permitiria mobilidade ao italiano. Não marca na Luz há mais de um ano MANTORRAS é um ídolo dos benfiquistas e esta época já retribuiu o carinho com três golos. Curiosamente, nenhum deles foi apontado no Estádio da Luz, diante do público encarnado. No mesmo dia em que se prepara para voltar à titularidade e completar 100 jogos na Liga, o avançado tema última oportunidade da época para marcar na catedral e quebrar o jejum de mais de um ano. Mantorras quer voltar a festejar um golo diante do público que tanto o admira e acarinhaA titularidade de Mantorras no encontro de amanhã, com o V. Setúbal, é uma hipótese que ganha cada vez mais força, não só face ao bom rendimento que o angolano tem demonstrado, mas também devido às ausências de Simão e Nuno Gomes, ambos lesionados. A confirmar-se a inclusão no onze, será o regresso a essa condição mais de um ano depois, em jogos da Liga. Esta época, Mantorras foi titular em apenas uma ocasião e para a Taça de Portugal, diante do Leixões. No campeonato, a última vez que alinhou de início foi na temporada passada, a 12 de Março de 2005, na Luz, tendo apontado o primeiro golo da vitória do Benfica por 2-0 sobre o Gil Vicente (25.ª jornada). As 15 presenças que o camisola 9 regista em 2005/2006 foram todas na condição de suplente utilizado. Última oportunidade Outro dos principais aliciantes de Pedro Mantorras é voltar a marcar na catedral encarnada, diante do público que tanto o acarinha. Os três golos que apontou esta temporada foram todos fora de casa: primeiro ao Marítimo (vitória por 1-0 no Estádio dos Barreiros), depois ao Rio Ave (novo sucesso por 1-0, desta feita no Estádio dos Arcos) e, por último, ao Boavista (fez o segundo tento do triunfo por 2-0 no Bessa). Na temporada passada, o último dos cinco golos do internacional angolano também foi apontado com o Benfica na condição de visitante: golo da vitória no 2-1 ao Estoril, num encontro realizado no Estádio Algarve. Foi na 30.ª ronda. É preciso recuar uma jornada, até ao dia 16 de Abril de 2005 — há mais de um ano, portanto — para encontrar o último golo de Mantorras no recinto encarnado. A vítima foi o U. Leiria, que esteve perto de surpreender os encarnados na Luz. Mantorras, contudo, voltou a vestir o papel de salvador e, nos instantes finais da partida, assinou a igualdade e reduziu o prejuízo das águias, em plena luta pelo título. Para o Benfica este será o último jogo da época em casa, pelo que será igualmente a derradeira oportunidade para Mantorras, em dia de atingir os 100 jogos na Liga, quebrar o jejum de golos na Luz. Caso contrário, só para a próxima temporada. ANDRÉ LUÍS quer voltar ANDRÉ LUÍS está emprestado ao Marselha mas tem contrato até 2007 com o Benfica. E gostaria de regressar à Luz, garantiu, ontem, ao nosso jornal António Silva, o empresário do jogador. Revelou, também, que já existem alguns clubes brasileiros atentos a um eventual negócio, se a SAD encarnada não quiser o defesa-central no plantel e se os franceses não exercerem o direito de compra que garantiram no contrato de empréstimo. «Falei hoje [ontem] com o presidente Luís Filipe Vieira, que me disse para falar com José Veiga... Mas não consigo que ele me atenda o telefone! Preciso de saber o que pensa o Benfica sobre o André Luís», explicou ao nosso jornal António Silva, representante do defesa-central que os encarnados da Luz contrataram ao Santos e, no início desta época, emprestaram aos franceses do Marselha—o brasileiro fez 34 jogos pelos marselheses no campeonato. O contrato de André Luís com o Benfica dura até 2007 e, nesta altura, o empresário é muito claro sobre as intenções do jogador: «O André quer voltar ao Benfica. É essa a sua preferência, mas preciso saber o que pensa o Benfica sobre isso.» O Marselha tem opção de compra sobre André Luís, estipulada em cinco milhões de euros. «Por enquanto o Marselha também ainda não se pronunciou, não sei se vai exercer direito ou não», esclareceu António Silva. O empresário adiantou que, além das hipóteses Benfica e Marselha, o futuro do jogador também pode passar por um regresso ao futebol brasileiro. «Há vários clubes que demonstraram interesse, mas nada em concreto para já.» Este é, ainda, um dossier por resolver. Mais dúvidas que certezas A digressão a Moçambique, de 9 a 15 de Maio, está envolta em grandes dúvidas sobre a lista de jogadores para integrar a comitiva. Se é quase certa a ausência de sete ou oito unidades do plantel principal, devido às prováveis convocatórias para o Mundial e Europeu de sub-21, também não se sabe quem, dos emprestados a outros clubes, podem receber a convocatória para esse fim. Porque num rol de 15, cerca de metade dos jogadores deverá estar indisponível por causa das competições que ainda vão alimentar a fome de bola do povo. Karadas é um dos jogadores emprestados pelo clube que podem integrar a comitiva na digressão ao continente negroDe Quim a Nuno Gomes, passando por Luisão ou Manuel Fernandes, são várias as ausências certas na digressão a Moçambique, de 9 a 15 de Maio. Se o lateral Nélson for chamado por Agostinho Oliveira para o Europeu sub-21, que se realiza no nosso país, de 24 de Maio a 4 de Junho, serão oito os jogadores do plantel principal que não se deslocam a Maputo. Perante tantas lacunas será natural que a equipa técnica decida levar alguns dos jogadores emprestados esta temporada a outros emblemas. São 15 os que estão espalhados por clubes portugueses e estrangeiros, mas também no tocante a este contingente são muitas as condicionantes. Carlitos e Hélio Roque participam na Taça de Portugal, ao serviço do V. Setúbal, no dia 14 de Maio, e estarão, por isso, indisponíveis. Mas há mais: João Vilela, que participou no estágio de pré-temporada, deverá ser convocado para a selecção sub-20 no Torneio de Toulon, com início a 15 de Maio; José Fonte também tem hipóteses de ser chamado aos sub-21 para o Europeu da categoria, à semelhança de João Pereira; Amoreirinha também alimenta essa esperança, enquanto o brasileiro Everson está lesionado. Quanto a Diego Souza, médio brasileiro contratado na época passada ao Fluminense e entretanto emprestado ao rival Flamengo, dificilmente irá integrar o grupo — é conhecida a intransigência de José Veiga relativamente ao internacional sub-20 brasileiro, por não ter sido uma aquisição com o seu aval. Além disso, o Fla pretende prolongar a cedência até Dezembro e o jogador participa no campeonato brasileiro, que se encontra no primeiro terço. Karadas e Manu têm hipóteses Sobram, por isso, sete emprestados. E dois deles terão algumas hipóteses de viajar a Moçambique: os avançados Manu e Karadas. Já no que respeita a José Rui, Artur Futre e Rodolfo Lima será mais difícil a sua integração na comitiva benfiquista uma vez que nem sequer foram chamados para o última estágio de pré-época. Os casos de André Luís e Yannick têm também o seu carácter específico. O brasileiro continua a reclamar uma oportunidade na equipa e se a SAD tiver a indicação de que um dos centrais poderá sair, então a chamada do ex-jogador do Santos seria vista como um sinal acerca do espaço que poderia ocupar no plantel na próxima época. Já o guardião francês tem a vida mais dificultada e não deverá deslocar-se a Moçambique, uma vez que Moreira e Moretto estarão disponíveis e a equipa técnica não chamará três guarda-redes. Sei que não fiz tudo o que podia PAULO ALMEIDA rescindiu amigavelmente o contrato que o ligava ao Benfica, por mais dois anos, e regressou ontem ao Brasil. Luisão e Geovanni estiveram no aeroporto para se despedirem do compatriota, que viajou satisfeito com a experiência em Lisboa mas desiludido por não ter mostrado o valor que assegura ter. Num futuro próximo gostaria de voltar ao futebol português mas, por agora, apenas lembra: «Daqui a muito tempo, quando forem olhar o plantel campeão, eu vou estar lá!» Os amigos de Paulo Almeida não lhe faltaram na hora da despedida. Ficou em todos o desejo de um até breve...— Este é o adeus definitivo ao Benfica e a Portugal? — Não posso dizer isso, o futebol dá muitas voltas. Hoje, seguramente é o adeus ao Benfica. Gostaria muito de voltar e jogar em Portugal. Eu e a minha mulher gostámos muito de viver em Lisboa. — Como classifica a experiência? — Foi uma boa experiência. Como desportista não foi a ideal, mas valeu também para o homem. Fiquei triste por não ter conseguido aproveitar as oportunidades que tive. Todo o jogador tem fases más e boas, penso que o Benfica coincidiu com uma fase má. — Mas sai magoado? — Aqui, como em qualquer lugar do Mundo, os adeptos cobram bastante quando se está dentro de campo. E tinham o direito de cobrar pois sei que não fiz tudo o que podia. Saio feliz porque sei que da próxima vez terei de fazer melhor. Mas sei também que trouxe boa sorte ao Benfica, que estava no plantel que ganhou o campeonato após uma fase de 11 anos sem o título. Daqui a muito tempo, quando forem olhar o plantel campeão, eu vou estar lá. — Esperava mais oportunidades esta época? — Pensava que este ano contariam comigo, mas isso não aconteceu. Tem sempre jovens que aparecem num clube como o Benfica e o espaço fica reduzido. O futebol é assim. — Despediu-se de Koeman? — Não, não conheci o senhor Koeman. Tratei de tudo com José Veiga e só me despedi de alguns amigos brasileiros, pois com a maioria não tive assim tanta afinidade. — É verdade que teve oportunidades para sair antes mas não o fez porque ganhava muito bem? — Não, não é assim. Ganho muito em relação ao Brasil, onde amoeda é mais fraca, mas só isso. — Aceitaria regressar a Portugal para jogar num clube que não fosse grande? — Porque não? Gostei muito de Portugal e seria uma questão de sentar e conversar. Agora vou para o Brasil e tenho uns meses para pensar no futuro, só em Agosto abrem as inscrições. Não tenho nada ainda com ninguém. sexta-feira, abril 28, 2006
MANTORRAS pode fazer dupla com Miccoli PEDRO MANTORRAS poderá ter a grande oportunidade para se mostrar durante 90 minutos no encontro de domingo, frente ao V. Setúbal. O angolano foi ontem testado na frente de ataque ao lado de Miccoli e são fortes as hipóteses de ser esta a dupla que tentará marcar golos aos sadinos. Há mais de um ano que o angolano não é titular na Liga. Será uma estreia como titular na Liga na presente época e apenas na 33.ª jornada: segundo os indícios recentes Pedro Mantorras é um forte candidato ao onze. O angolano tem sido apenas suplente utilizado mas Ronald Koeman parece desta feita querer dar uma oportunidade a um dos ídolos da massa associativa na fase terminal da temporada. Esta época Mantorras foi apenas titular na Taça, com o Leixões. Para a Liga a última vez que jogou de início foi há mais de um ano, a 12 de Março 2005, com o Gil Vicente. Nesse jogo, curiosamente, marcou um golo. No treino realizado ontem de manhã, na Luz, Ronald Koeman testou uma dupla de avançados formada por Mantorras e Miccoli, apoiada pelos alas Marco Ferreira, no lado direito, e Manduca, no lado esquerdo. Tendo em conta que para o técnico os treinos de quinta-feira são determinantes para definir a equipa a apresentar ao domingo, pode dizer-se que a dupla M&M tem fortes hipóteses de subir ao relvado da Luz, com o V. Setúbal. Koeman terá duas razões para tomar a opção. Além das lesões de Nuno Gomes e Simão, pretenderá promover uma ligeira revolução e dar oportunidades a jogadores que queiram mostrar-se. Mais mexidas Será por este motivo que Marco Ferreira poderá ter igualmente aberta a porta da titularidade. O extremo-direito acumula 97 minutos na Liga divididos por três jogos e está, naturalmente, sequioso. A presença na equipa provável no treino de ontem pode ser um sinal positivo para o ex-jogador do FC Porto. Ganhar e encher barriga ADVERSÁRIO complicado no Bonfim, o V. Setúbal tem sido visitante simpático em casa do Benfica. Cinquenta foram as vezes que a águia ganhou, contra os cinco empates e as duas derrotas que aparecem no outro prato da balança. Golos foram muitos: os encarnados mostram um curioso gosto pelas goleadas e a última (4-0) foi já em 2004, com Simão e Geovanni a fazerem parte dos jogadores de pontaria afinada. Sokota e Karadas marcavam pelo Benfica em 2004Apenas duas vezes o Benfica não conseguiu marcar golos quando recebeu o V. Setúbal: em 1972 e em 1988. O primeiro desafio resultou num empate a zero e o segundo numa das duas derrotas que contabiliza o anfitrião (0-1). Nos restantes encontros os encarnados acertaram sempre na baliza defendida pelos sadinos, e na grande maioria das vezes conseguiram ganhar os jogos e por margens confortáveis no marcador. Ganhar por três ou mais por 22 vezes Na verdade, o Benfica venceu 16 encontros pela margem mínima de um golo, 12 pela diferença de dois golos e 22 por três ou mais golos de diferença. Estes números servem de prova para a superioridade que a águia regista em casa, quando recebe o Vitória, que historicamente coloca os da Luz perante um adversário fácil de bater. O último confronto nestas condições (no terreno do Benfica) aconteceu no passado dia 7 de Novembro de 2004, com a vitória a sorrir, mais uma vez, aos da casa. Karadas (ponta-de-lança norueguês que está emprestado aos ingleses do Portsmouth) abriu o activo e depois marcaram Sokota (agora a representar o FC Porto), Geovanni e Simão. Geovanni é provável que esteja nas opções de Koeman para o confronto de domingo, mas Simão, a contas com uma entorse na tibiotársica esquerda, não joga nesta jornada e é natural que já não seja utilizado nesta época. Estes são dados estatísticos que aumentam a expectativa dos benfiquistas para esta antepenúltima jornada, pelo menos para os que acreditam que o Sporting ainda vai escorregar do segundo lugar da tabela e que o Benfica lá conseguirá chegar, ganhando, assim, o direito à entrada directa na Liga dos Campeões. Simão apresenta evolução favorável O dia de ontem foi positivo para Simão Sabrosa. O capitão submeteu-se a exercícios no ginásio do Estádio da Luz, naquilo que pode considerar-se um bom sinal, já que em circunstâncias normais, e face ao tipo de lesão que sofreu, o camisola 20 ainda estaria apenas a receber tratamentos. A possibilidade de jogar no domingo é nula mas já o mesmo não se aplica ao encontro com o Paços de Ferreira. Mas uma coisa parece certa, neste momento: não tem o Mundial em risco. Ao ficar de fora no jogo com o V. Setúbal, Simão não vai poder despedir-se dos adeptos na LuzA entorse na tibiotársica esquerda, com estiramento em dois ligamentos, contraída no jogo com o Nacional, na Choupana, causou alguma apreensão junto do jogador e da equipa técnica, uma vez que a lesão empurra-o para o departamento médico por um período não inferior a 10 dias. No entanto, o capitão encarnado acordou ontem com menos dores e já conseguiu submeter-se a exercícios no ginásio do Estádio da Luz. Um sinal considerado positivo pelo departamento médico e que deixa antever uma recuperação rápida. O Mundial da Alemanha não estará em perigo e até existem hipóteses de o extremo recuperar para a última jornada da Liga, em Paços de Ferreira. Sem dizer adeus à Luz Mas ao ficar de fora no encontro de domingo, frente ao V. Setúbal, Simão Sabrosa perde assim oportunidade de se despedir dos adeptos da Luz, já que o seu destino na próxima época será muito provavelmente o Chelsea. Nuno Gomes de fora Nuno Gomes é outra das ausências de vulto para o jogo com o V. Setúbal. O avançado ainda se submete a trabalho específico e não está em condições para jogar. A Bola de Prata fica assim mais longe para o melhor marcador dos encarnados. Vou afirmar-me aqui MARCEL quer continuar no Benfica e fala, em entrevista publicada hoje no jornal do clube, como se a continuidade fosse já um dado adquirido, independentemente de Luís Filipe Vieira ter esclarecido que ainda está no clube por empréstimo da Académica. O ponta-de-lança brasileiro promete que rapidamente começará a jogar com regularidade, que voltará aos golos e conquistará os adeptos. Está em aberto a possibilidade de Marcel e Koeman continuarem a trabalhar juntos— Como foi a integração no grupo? — Não vou dizer que foi fácil! Ao princípio foi complicado, o grupo já estava formado. Aos poucos fui me integrando e agora estou a cem por cento. — Os brasileiros ajudaram à integração? — Sem dúvida que sim. — Mas chegou a desentender-se com Luisão num desafio (Nacional)... — É verdade, mas isso são coisas que acontecem no momento. — Tem sido pouco utilizado. Como lida com essa situação? — Não tem sido fácil porque em todos os clubes por onde passei joguei com frequência e marquei muitos golos. Tenho humildade para passar por isto e sei que no momento certo as coisas vão acontecer. Estou tranquilo e cada vez mais confiante. Acredito no meu futebol e quando tiver de ser vou começar a jogar mais e a marcar golos. — Não conseguiu ainda aproveitar as oportunidades que teve... — Sinceramente tive mesmo muito azar para não conseguir marcar nenhuma das oportunidades de golo que tive! Foram todas ao poste, ao lado, por cima, grandes defesas. — Mas ainda acha que vir para o Benfica foi a melhor opção? — Sem dúvida que sim! o Benfica é um dos maiores clubes da Europa! Sinto prazer em usar esta camisola e irei honrá-la. Não tenho conseguido o que me cobram: golos. mas acreditem que vou conseguir afirmar-me aqui! — Muitas vezes tem sido assobiado... — É uma situação complicada, mas tento não ligar. Quem paga quotas tem o direito de se manifestar. Mas penso que por vezes são um pouco injustos... e não falo só por mim. — Expectativas para o futuro? — Quero continuar aqui... O Benfica é uma instituição grandiosa. Quero afirmar-me aqui e honrar esta camisola. quinta-feira, abril 27, 2006
SIMÃO dois jogos em risco SIMÃO é baixa certa para o jogo com o V. Setúbal e, muito dificilmente estará apto para defrontar o Paços de Ferreira, na última jornada da Liga. O capitão fez, ontem, exames complementares que confirmaram a entorse na tibiotársica esquerda, com estiramento do ligamento do tornozelo. Ausência de Simão frente ao V. Setúbal é mais uma preocupação para o Benfica em final de CampeonatoExames complementares confirmaram a entorse na tibiotársica esquerda contraída por Simão no jogo com o Nacional, com "estiramento do ligamento perónio-astragaliano anterior e ligamento perónio-calcaniano ". Embora ninguém do departamento médico do clube da Luz tenha avançado com prognósticos quanto ao período de paragem que o jogador terá de cumprir, é fácil concluir que dificilmente o capitão estará em condições de dar o seu contributo à equipa nos dois jogos que faltam disputar, sobretudo o próximo, com o V. Setúbal. Na Choupana, diante do Nacional, Simão foi atracção até aos minutos finais da primeira parte, altura em que se lesionou sozinho, na zona do meio-campo. Assistido durante largos minutos, ainda regressou ao relvado, mas acabou mesmo por ser substituído por Robert. No dia seguinte, já em Lisboa, o jogador fez tratamento bi-diário e após gozar o feriado de 25 de Abril em casa, irá retomar esse programa de recuperação, sob a supervisão de Rodolfo Moura. Tendo em conta a sua influência na equipa, a ausência de Simão levanta questões pertinentes como o rendimento que a equipa poderá ter frente aos sadinos, na mesma jornada em que o Sporting, segundo classificado da Liga, joga também a sua presença na Liga dos Campeões, em Vila do Conde, frente ao Rio Ave. No decorrer da semana se saberá se Manduca vai finalmente ter a oportunidade de actuar na sua posição de raiz, ou se o treinador continuará a apostar em Robert. Na Choupana, o francês rendeu Simão, mas voltou a não ser feliz na exibição, ao contrário do brasileiro, que rubricou uma excelente segunda parte. Mas Koeman tem até poucas horas antes do jogo de domingo para decidir em qual deles irá apostar. Aliás, até pode ser que joguem os dois e ser Geovanni o sacrificado. Acreditamos até ao fim JOSÉ VEIGA, director-geral da SAD, garantiu, ontem, que o Benfica continua bem firme na intenção de alcançar o Sporting e o segundo lugar no Campeonato. À Renascença, Veiga reafirmou essa vontade e que Ronald Koeman está firme no banco a orientar a equipa na próxima época, cumprindo, assim, o contrato assinado no princípio da temporada passada. O director-geral da SAD confia na equipaO Benfica está, neste momento, a dois pontos do Sporting, que se podem transformar em três nas contas finais, uma vez que os leões têm vantagem no desempate por confronto directo. Sobram dois jogos e, como se sabe, nas duas últimas jornadas, as partidas que envolvam equipas que lutam pelos mesmos objectivos vão ser disputadas à mesma hora - já não há aquela hipótese de jogar sabendo o resultado do adversário, por isso a partir das 18.30 de domingo, é cada um por si. Mesmo assim, José Veiga foi bem firme na sua crença de chegar mais alto e entrada directa na Liga dos Campeões: "É possível conseguir o segundo lugar, por isso vamos acreditar até ao último momento. Temos dois jogos para ganhar, seis pontos para fazer e temos de esperar que o Sporting perca um. As contas são fáceis de fazer, por isso vamos acreditar até final." Quanto ao treinador, o futuro do holandês parece seguro na Luz. "Ronald Koeman tem contrato por mais um ano, que vai ser cumprido independentemente da classificação no Campeonato ", garantiu, sublinhando que o Benfica não pretende "despedir nem pagar indemnizações ". E reafirmou: "O contrato será cumprido religiosamente. " Benfica num torneio em Maputo O Benfica faz as malas logo a seguir à última jornada do Campeonato para, no dia 9, viajar até Maputo. O programa benfiquista na capital moçambicana tem como ponto alto a participação num torneio quadrangular. Defronta, no dia 12, o Costa do Sol, enquanto o Petro Atlético joga com o Super Sport United. No dia seguinte, jogam primeiro os clubes derrotados, logo a seguir os vencedores. À chegada a Maputo o Benfica realiza uma conferência de imprensa. Serão seus intervenientes Luís Filipe Vieira, que chefia a comitiva, o treinador e um jogador. Idêntica iniciativa terá lugar no dia 11, mas apenas com a presença do presidente benfiquista, para a apresentação do cartão Kit Sócio. No dia 13, de manhã, Luís Filipe Vieira e José Veiga estarão nas instalações da televisão do Maputo, para serem entrevistados. Alguns dos jogadores emprestados pelo Benfica, como, por exemplo, Manu (E. Amadora), José Fonte (Paços de Ferreira), Carlitos (V. Setúbal) e José Rui (Penafiel) deverão ser observados neste quadrangular. Aliás, relativamente ao avançado que esta época representou os estrelistas, António Oliveira, presidente do clube da Reboleira, afirmou o seguinte: «Para já, o Manu vai participar na deslocação que o Benfica vai realizar em Moçambique, mas se ele não for escolhido para integrar o plantel do próximo ano, nem for vendido, há possibilidade de continuar a jogar no Estrela, o que seria muito bom para nós». quarta-feira, abril 26, 2006
Enigma KOEMAN SE o Benfica não conseguir o segundo lugar na Liga e com ele o acesso directo à próxima edição da Liga dos Campeões, a permanência de Ronald Koeman na Luz ficará demasiado fragilizada, se é que não sairá mesmo, não cumprindo, assim, o segundo ano de contrato. Em caso de rendição no comando técnico, a certeza de que o próximo treinador será também recrutado no estrangeiro. O segundo poderá estar preso pelo segundo. Ou seja, se o Benfica não ficar em segundo lugar no Campeonato, o segundo ano de contrato que Ronald Koeman tem assinado poderá ficar sem efeito através de uma rescisão entre as duas partes. Que, a acontecer, admite-se que de carácter amigável. É verdade que o Benfica, sem dúvida causando grande surpresa, chegou merecidamente aos quartos-de-final da Liga dos Campeões e com essa performance arrecadou qualquer coisa como 15,5 milhões de euros. Mas esse excelente comportamento na prova milionária da UEFA não chegará, por si só, para disfarçar, quanto mais apagar, a intranquila e, pior ainda, irregular, quer em exibições, quer em resultados, carreira a nível nacional. Também não deixa de ser um dado adquirido que na gestão sempre implementada por Luís Filipe Vieira e José Veiga dificilmente se encaixam rescisões contratuais, mas nem sempre se torna também possível evitar excepções. O futuro de Ronald Koeman poderá ser uma. É que a seguir a uma época em que chegou ao título—perdeu a Taça de Portugal apenas na final, frente ao V. Setúbal—, o Benfica de Ronald Koeman já só luta pelo segundo lugar no Campeonato e foi eliminado da segunda prova mais importante do calendário português, e na Luz, por um clube que está praticamente com os dois pés na Liga de Honra. É esta , por conseguinte, uma temporada demasiadamente marcada pela frustração para o clube. Tanto mais que, com um plantel claramente superior, em termos qualitativos, ao da época transacta, a nação benfiquista, que nunca deixou entusiasticamente de apoiar a equipa, esperava, num sentimento legítimo, estar agora à beirinha de comemorar a revalidação do título. Portanto, nada melhor para Luís Filipe Vieira e José Veiga, se optarem pela rescisão com Ronald Koeman, que a realização de um Campeonato do Mundo. Com a época a terminar mais cedo, resulta daí ficar lhes mais tempo para a contratação do treinador substituto do holandês, embora este, caso se confirme a sua saída, deva acompanhar a equipa a Moçambique, cuja partida está marcada para dia 9 de Maio, com regresso a 13. E se Ronald Koeman não concluir o seu contrato, uma outra certeza para o universo benfiquista: o próximo treinador será estrangeiro. Males próprios virtudes alheias GARANTIR a presença na Liga dos Campeões poderá atenuar a frustração pela perda do título de campeão, mas há razões que explicam este insucesso. O des-gaste pela participação na Champions deve ser levado em conta, embora a regularidade do novo campeão FC Porto e a falta de qualidade (ou dificuldades de adaptação), dos reforços de Inverno em nada tivessem ajudado. Dia 10 de Setembro de 2005, 3.ª jornada: o Benfica deixa três pontos em Alvalade ao perder por 2-1Somar mais pontos que na época em que foi campeão pela última vez e arriscar-se a ficar em 3.º lugar. Eis o que pode acontecer ao Benfica, a dois jogos do final do campeonato. Mas, afinal, o que terá impedido Ronald Koeman de repetir a proeza de Giovanni Trapattoni, apesar de estar a apenas um ponto de atingir os 65 que deram o título à velha raposa, quando ainda faltam duas jornadas para o fim? Acima de tudo, há que reconhecê-lo, a maior regularidade dos novos campeões esta época foi um obstáculo de peso para os rivais de Lisboa e acaba por constituir um justo prémio para o FC Porto, sobretudo a partir do momento em que os seus jogadores assimilaram a estratégia descaradamente ofensiva de Co Adriaanse. Na época passada, passaram três treinadores pelo comando da equipa portista, que consentiu quatro derrotas e seis empates em casa, por isso, sabia-se de antemão que este cenário catastrófico dificilmente se repetiria nos anos seguintes. E foi o que se viu. Esta temporada, o novo campeão apenas cedeu uma derrota e três empates caseiros, melhoria reflectida nas contas finais do campeonato. Ganhar pontos aos dragões e oferecê-los aos leões Curiosamente, as águias perderam a possibilidade de revalidar o título na época em que exorcizaram um fantasma com quase quinze anos. Nuno Gomes vestiu-se de César Brito e, em pleno Dragão, aniquilou o poderoso rival com dois golos sem resposta, igualando o feito do antigo avançado do Benfica, em 1991-92. Foram três pontos moralizantes contra um adversário directo, aos quais se juntaram mais três no jogo da segunda volta, na Luz. Provavelmente, seriam decisivos, não fosse a cedência do mesmo número de pontos no duplo confronto com o eterno rival da Segunda Circular. O Sporting venceu na Luz por 3-1, encontrando mais facilidades que no encontro da primeira volta, em que se impôs por 2-1. Mas, pior que isso, foram os inúmeros pontos cedidos perante adversários de outro campeonato. Além dos leões, mais três derrotas (Sp. Braga), U. Leiria e V. Guimarães) e três empates fora de portas, aos quais haverá a acrescentar duas derrotas (Gil Vicente e Sporting) e quatro empates caseiros na Luz, que deitaram por terra qualquer possibilidade de revalidação do título de campeão nacional. Neste duelo particular, o FC Porto cedeu uma derrota e três nulos em casa, contra três derrapagens e seis empates na deslocação a outros recintos. O Sporting, actual segundo classificado, com mais dois pontos que os encarnados, escorregou três vezes fora de Alvalade e empatou quatro, tendo sido desfeiteado em três jogos no seu recinto e empatado duas vezes. Faltou o efeito Nuno Assis O actual plantel é reconhecido, unanimemente, como sendo mais forte que o da época passada, mas a integração dos reforços de Inverno não obteve o mesmo sucesso da época passada. Nessa altura, Giovanni Trapattoni não precisou de ir ao mercado internacional para encontrar o jogador cuja influência haveria de ser decisiva para a conquista do título. Nuno Assis chegou de Guimarães e pegou de estaca na equipa, lançando o Benfica para um ciclo vitorioso que só haveria de oscilar nas últimas jornadas, quando o desgaste era mais que evidente. Nesse capítulo, esta época foi de abundância para os lados da Luz, mas a integração dos novos não teve o efeito desejado. A saída de Carlitos, muito aquém do que tem demonstrado no Bonfim, não foi bem compensada e foi sempre com esquerdinos adaptados na direita que a equipa se apresentou em campo, enquanto Marcel, jogador em quem foram depositadas muitas esperanças para resolver os problemas de finalização, foi um inquestionável flop. Ao pé-coxinho PRIMEIRO foi Nuno Gomes, no Restelo, a 1 de Abril, à 29.ª jornada com o Belenenses. Agora Simão, na Choupana. Duas lesões de dois homens importantes, numa altura em que são também dois os pontos que separam o Benfica do Sporting, actual ocupante do segundo lugar, que dá acesso directo à Liga dos Campeões. Os encarnados enfrentam mais uma vez o número dois na quantidade de jogos que faltam para terminar o campeonato ao pé-coxinho. Dois momentos de dor que podem dificultar muito as contas do BenficaV. Setúbal e Paços de Ferreira são os dois adversários que faltam ao Benfica até ao final do campeonato. Com o FC Porto já campeão, os encarnados já só poderão ter olhos para o Sporting, ainda dois pontos à frente—dois pontos que se convertem em três, uma vez que os leões têm vantagem no confronto directo—, depois dos empates dos dois clubes no fim-de-semana, frente a Nacional e Naval, respectivamente. Para piorar, o departamento médico tem a seu cargo duas das pedras mais importantes do clube: Nuno Gomes e Simão. O primeiro lesionou-se no princípio do mês, durante o Belenenses-Benfica, não se sabendo, ainda, se voltará a tempo dos últimos jogos do campeonato. Para já, faz trabalho específico no relvado e complemento no ginásio, tendo já passado das três semanas de paragem inicialmente previstas. Quanto a Simão, a lesão foi mais recente, este domingo, na Choupana frente ao Nacional. O capitão, que contraiu entorse na tibiotársica esquerda, está em dúvida para, pelo menos, o jogo frente aos sadinos. Anteontem e ontem fez tratamentos na Luz, mas fará hoje uma ressonância magnética a fim de aquilatar a extensão desta lesão. Numa altura tão decisiva do campeonato, o Benfica precisava de todos os pés à disposição, mas parece que alguns estarão limitados e a equipa está, por isso, ao pé-coxinho. terça-feira, abril 25, 2006
Miccoli Koeman já o pediu à SAD FABRIZIO MICCOLI viveu no Benfica a época mais azarada da sua carreira desportiva. As lesões impediram-no de ser tão decisivo quanto desejaria mas nem por isso deixou de provar intocável qualidade. É hoje um dos jogadores mais acarinhados pelos adeptos e um homem da confiança de Ronald Koeman. Com Simão de saída, o treinador holandês já fez ver à SAD que a continuidade do italiano é fundamental. O estilo inconfundível de Miccoli conquistou a LuzDe acordo com o que foi possível apurar, Ronald Koeman já manifestou à SAD o desejo de contar como pequeno bombardeiro na próxima temporada. O holandês é grande apreciador das características do dianteiro cedido pela Juventus e já expôs os seus argumentos aos dirigentes encarnados. Coma saída de Simão no final da época — está a caminho do Chelsea de José Mourinho —a continuidade ou não de Miccoli torna-se um tema delicado. Porque a equipa precisa de manter jogadores de qualidade acima da média, como é o caso de Miccoli, e porque os próprios adeptos perdem uma das suas principais referências e terão de criar outras entre os jogadores que ficam e que já são idolatrados. Contas feitas, deixar sair Miccoli — depois do encaixe proporcionado pela Liga dos Campeões e pela venda de Simão— seria um acto difícil de justificar. E o cenário ficaria ainda mais negro no caso de a SAD resolver investir no brasileiro Marcel e não segurar o italiano. Jogador gostava de ficar Para ficar com Miccoli, a SAD tem de pagar à Juventus, até final de Maio, cinco milhões de euros. Nesse momento entra automaticamente em vigor o contrato de três anos já acertado. A vontade do camisola 30—cobiçado em Itália, Espanha e Inglaterra—será escutada. De acordo com os dados que recolhemos, o jogador está feliz no Benfica e gostaria de continuar, embora não rejeite a possibilidade de regressar ao país natal. Apesar de ter até final do próximo mês para tomar uma decisão, a SAD encarnada não pretende arrastar o processo e deve resolver a questão durante a primeira quinzena de Maio. Simão vai ser reavaliado amanhã SIMÃO SABROSA passou, ontem, o dia na Luz, submetendo-se a tratamentos de manhã e à tarde. Sabe-se que o capitão fez uma entorse na tibiotársica esquerda, mas só amanhã, após testes complementares, se poderá confirmar a gravidade da lesão. Simão pode terminar mais cedo a épocaO capitão de equipa só deverá ser reavaliado amanhã, 72 horas após ter-se lesionado na Choupana, e nessa altura se saberá com toda a segurança se o problema é só uma entorse na tibiotársica esquerda. No dia seguinte à chegada à Lisboa, o jogador fez tratamento bidiário, não tendo subido ao relvado e neste momento é dúvida para o jogo com o Vitória de Setúbal. Simão Sabrosa lesionou-se aos 35 minutos, sozinho, na zona do meio campo e, apesar de ter sido assistido durante cinco minutos, não resistiu às dores a acabou por ser substituído minutos antes do intervalo. Esta época, o capitão já se tinha lesionado com gravidade num jogo da Taça de Portugal, frente ao Leixões, tendo falhado vários jogos, do campeonato nacional e da Liga dos Campeões. A duas jornadas do final da prova, caso se confirme o seu afastamento, Simão seria, certamente, uma baixa de vulto para a equipa, que luta com o Sporting pelo 2º lugar, com acesso directo à Liga dos Campeões. Nélson sem dores Situação diferente vive Nélson, ostensivamente referenciado como estando limitado devido à pubalgia. A verdade é que, apesar de fazer trabalho específico durante a semana e de ser integrado apenas nos treinos de conjunto, o jogador não sente dores e a sua utilização depende apenas da vontade de Koeman. Pouco utilizado na Luz, após ter sido a revelação da Liga na primeira volta, o jogador que se diz estar referenciado pelo Barcelona poderá ter no Euro de Sub-21, que se realiza em Portugal, a oportunidade de se mostrar na Europa. Paulo Almeida rescindiu e Goiás é possibilidade PAULO ALMEIDA e o Benfica rescindiram ontem contrato, por mútuo acordo. O jogador vai viajar para o Brasil ainda esta semana, onde Cruzeiro e Goiás aparecem como duas alternativas para o futuro. Menos um problema para resolver na Luz, pois era claro que Paulo Almeida não estava nos planos para a próxima temporada, apesar dos dois anos que ainda o ligavam ao clube. Paulo Almeida chegou ao Benfica, foi campeão nacional e deixa o clube quase sem se apresentar aos adeptosApenas seis jogos na Liga portuguesa e nenhum golo marcado é o pecúlio de Paulo Almeida na equipa principal da Luz, antes de ser relegado para a equipa B. Chegou ao Benfica ao mesmo tempo que o treinador italiano Giovanni Trapattoni, mas foi o espanhol José Antonio Camacho quem o indicou ao clube. Internacional brasileiro, capitão do Santos e em final de contrato, portanto, a custo zero, não havia razão para desconfiar da qualidade do médio defensivo... Mas a verdade é que a aposta foi completamente falhada. Muito utilizado na pré-época, Paulo Almeida foi desaparecendo gradualmente da equipa. Chegou, agora, a acordo para rescindir o contrato de dois anos que ainda o ligavam ao Benfica: até 2008. Viaja para o Brasil no final desta semana, com o passe na mão, e pode regressar ao futebol canarinho. O Cruzeiro de Belo Horizonte está interessado, mas a possibilidade mais forte , neste momento, é o Goiás. Lembre-se, no entanto, que no Brasil existem apenas dois períodos para a inscrição de jogadores brasileiros que actuam em campeonatos estrangeiros. A primeira fase acontece entre 2 de Janeiro e 25 de Março, a segunda apenas de 3 a 31 de Agosto. Paulo Almeida tem, nesta altura, via verde para decidir o seu futuro. O Benfica já trabalha, portanto, na preparação da próxima temporada. Onze casos por resolver COM a aproximação do final da época chega também a hora de decisões para os jogadores emprestados pelo Benfica. Analisamos 11 casos, o que eles têm feito nos clubes que representam e algumas pistas de resolução. André Luís (Marselha) e Diego Souza (Flamengo) poderão ser casos mais mediatizados. Mas jogadores como Manu, João Pereira, Carlitos ou José Fonte, bastante utilizados nos actuais clubes, também obrigam a reflexão. Koeman e a SAD têm muitas decisões por tomarComecemos por André Luís, central brasileiro que chegou à Luz como campeão do Santos e foi emprestado ao Marselha, face à riqueza de opções na Luz. Se o Benfica atender à vontade de Ricardo Rocha sair e se aparecer uma proposta irrecusável por Luisão vê as portas da Luz escancaradas. O Marselha tem opção de compra, no valor de cinco milhões de euros. Flamengo quer Diego até Dezembro Outro caso é o de Diego Souza, contratado a época passada sem o aval de José Veiga e logo emprestado ao Flamengo. Com o actual treinador, Wanderlei Lemos, perdeu espaço, mas tem jogado com frequência. O Flamengo, de resto, quer prolongar o empréstimo até Dezembro. É jovem, com potencial, pelo que o Benfica tem margem de manobra para gerir o futuro. Manu e Carlitos confirmam Entre os jogadores emprestados, dois destaques pela forma que têm evidenciado: Manu é o melhor marcador do E. Amadora e tem legítima esperança de ser chamado à casa-mãe. Carlitos, uma espécie de patinho-feio no tribunal da Luz, tem sido uma peça fundamental no V. Setúbal, joga e marca golos e pretende lembrar que a grande época que fez no Estoril, que o levou à Selecção de Esperanças e ao Benfica, não foi obra do acaso. Mas também João Pereira tem sido trituradíssimo no Gil Vicente. José Fonte (P. Ferreira), Rodolfo Lima (Gil Vicente), José Rui (Penafiel) têm sido bastante utilizados. Vilela e Hélio Roque nem tanto, Everson está lesionado para alguns meses. Benfica preocupado com interferências APESAR de não referirem nomes, por o processo se encontrar em segredo de justiça, os responsáveis do Benfica falam em possíveis interferências de entidades e do próprio poder político para castigar Nuno Assis. O clube apresentou ontem, na sede da Liga, no Porto, dois peritos em matéria de doping para ajudarem a provar a inocência do benfiquista. Andrade e Sousa, João Paulo Almeida, Humberto Ferreira e Jorge Barbosa na LigaO Benfica esgrimiu ontem, perante a Comissão Disciplinar da Liga, os últimos argumentos para tentar provar que Nuno Assis está inocente, depois de ter acusado positivo num controlo antidoping realizado no final do jogo com o Marítimo, disputado no passado dia 4 de Dezembro de 2005. Para sustentar esta tese, e tendo em conta o facto do jogador ter acusado uma substância derivada da Nandrolona, a 19-Norandrosterona, em níveis superiores ao permitido—registou 4,5 nanogramas por mililitro quando o máximo permitido são 2 ng/ml —, o departamento jurídico do Benfica apresentou ontem como testemunhas de defesa Humberto Ferreira, docente da Faculdade de Farmácia, e o perito Jorge Barbosa, ex-director técnico do Laboratório Antidopagem. O chefe do departamento do Benfica, João Paulo Almeida, alerta para amorosidade do processo e garante que o clube não admite «qualquer pressão externa, quer por parte de outras entidades, quer pelo poder político ». O clínico defende-se no segredo de justiça para não avançar com nomes, mas diz que em devido tempo o Benfica tornará públicas «as anomalias técnico-científicas que considera graves». Pelo mesmo diapasão afinou o causídico Andrade e Sousa: «O jogador tem de ser julgado com toda a justiça e imparcialidade, mas não deixamos de estar preocupados, pois trata-se de um caso de doping e parece haver algumas entidades com vontade de condenar o Nuno Assis sem provas para isso...» segunda-feira, abril 24, 2006
Nacional 1 - 1 Benfica 47 m 0-1 por Miccoli. O italiano é um verdadeiro rato de área e, apesar de desapoiado, nunca deixou de cheirar o golo que apareceu na sequência de um passe de Manduca a que foi dado, com um remate forte e cruzado, de pé direito, o caminho do fundo das redes. Arbitragem OLEGÁRIO BENQUERENÇA (7) Trabalho limpinho. Melhor em Campo MICCOLI (7) Miccoli deu mais uma prova de que a diferença entre a banalidade e a qualidade está na atitude. Está mais fresco que os companheiros , mas se não lhe estivesse no sangue o sentido de baliza, a vontade permanente de rematar mesmo quando o golo parece impossível, a frescura de nada valeria. Depois de ameaças, fez o golo aos 47 minutos num tiro potente. Não merecia sair da Choupana sem a o gosto do êxito. Sala de Imprensa RONALD KOEMAN (treinador do Benfica) Koeman acha segundo lugar mais complicado RONALD KOEMAN apresentou-se carrancudo e fechado na sala de imprensa, preferindo as respostas curtas e revelando impaciência perante algumas questões. O empate com o Nacional na Choupana (1-1) reduziu as hipóteses de chegar ao segundo lugar e, talvez por causa disso, algumas perguntas ficaram por fazer e responder quando o tema foi Co Adriaanse e o título conquistado anteontem pelo FC Porto. Simão, que foi substituído ao intervalo por lesão que será reavaliada nos próximos dias, acabou por fazer falta para aguentar a vantagem conseguida pelo golo do italiano Miccoli logo no início da segunda parte. O Nacional cresceu e acabou por conseguir repartir os pontos. — Com este empate, ainda tem esperanças de alcançar o segundo lugar na Liga? — Não muitas, com este resultado é mais complicado, temos de esperar pelo resultado do Sporting [que jogou depois em Alvalade com a Naval]. — O que é que faltou ao Benfica, que até teve uns bons primeiros 15 minutos? — Começámos bem mas, não sei porquê, baixámos de forma. Na segunda parte aumentámos um pouco o ritmo, podíamos ter feito o 2-0 e sentenciado a partida. Porque até fomos melhores e tivemos mais oportunidades. Mas sabíamos que este era um campo complicado. — A equipa teve de mudar muito o seu estilo de jogo com a ausência de Simão na segunda parte? — Sim, Simão é um jogador que pode criar bastante perigo com o seu jogo. A sua ausência ajudou a impedir que conseguíssemos sentenciar a partida depois do golo de Miccoli e acabámos por dar oportunidade de marcar ao Nacional, através de cantos e livres. Aconteceu por intermédio de um canto já perto do final do encontro. — Começou o jogo sem um ponta-de-lança de raiz quando até tem Pedro Mantorras no banco. Ele não tem mesmo lugar no seu onze titular? — Não creio que se possa falar assim. Miccoli é um ponta-de-lança, actuámos com três jogadores na frente, com Geovanni como segundo ponta-de-lança e Manduca e Simão, que são atacantes, no apoio. Penso que são suficientes. Entorse de Simão preocupa Simão esteve cinco minutos a ser assistido mas acabaria por sair antes do intervaloO capitão do Benfica fez ontem uma entorse na tibiotársica esquerda e está em dúvida para o encontro com o Vitória de Setúbal, no próximo fim-de-semana, naquela que será a penúltima jornada da Liga. Simão lesionou-se sozinho, ao colocar mal o pé na relva, num lance perfeitamente casual com um adversário, nos instantes finais da primeira parte. O camisola 20 foi assistido durante vários minutos, com Ronald Koeman a pedir insistentemente uma indicação da equipa médica sobre o estado do jogador. Simão ainda regressou ao relvado, mas claramente inferiorizado e sem condições para continuar a dar o seu contributo. Muito queixoso e a coxear, acabaria por ser substituído ainda antes do intervalo, por Robert, que já tinha recebido ordens para aquecer. Mais tarde, à entrada para o autocarro continuavam a ser visíveis as dificuldades do extremo encarnado devido à entorse. Segundo foi possível apurar, a lesão de Simão não é muito grave, mas ainda assim não deixa de ser preocupante. O capitão será reavaliado hoje ou o mais tardar amanhã no Estádio da Luz e a presença no encontro com o V. Setúbal dependerá da evolução que se registar nos próximos dias. Outra vez o azar Recorde-se que Simão já falhou sete jogos da Liga portuguesa, esta temporada, devido a lesão: primeiro nas jornadas nove e dez (Naval e Rio Ave, respectivamente) e, depois de 45 minutos em campo com o Sp. Braga, que o levaram a ressentir-se, voltaria a parar entre as rondas doze e dezasseis — Belenenses, Marítimo, Boavista, Nacional e V. Setúbal. O azar volta agora a bater-lhe à porta, embora desta feita o problema pareça não se revestir de tanta gravidade. De referir que, neste momento, continuam entregues aos cuidados do departamento médico mais três jogadores: Alcides, Petit e Nuno Gomes, elementos igualmente importantes na estrutura de Ronald Koeman. domingo, abril 23, 2006
Este jogo é o mais difícil O Nacional, no papel de anfitrião, está longe de ser pêra doce e Ronald Koeman admite-o, sem rodeios. O técnico holandês prevê mesmo que este seja o jogo mais difícil entre os três que a sua equipa terá de disputar até final da época e, em caso de vitória na Choupana, acredita que o segundo lugar será mais fácil de alcançar. Apesar de lamentar as ausências de Petit e de Nuno Gomes, deu um voto de confiança aos seus substitutos. Koeman diz que o Nacional tem uma boa defesaKoeman encara o jogo com o Nacional como o mais difícil dos três que a sua equipa terá de disputar até final da temporada. Consciente de que só uma escorregadela dos leões permitiria ao Benfica chegar ao segundo lugar, que dá acesso directo à Liga dos Campeões, o holandês acredita que a missão pode ser cumprida, sobretudo se o resultado do jogo de logo, à tarde, no Funchal, for favorável à sua equipa. — Com que expectativas encara este jogo? — É importante porque estamos a lutar com o Sporting pelo segundo lugar. Queremos ganhar os três jogos que faltam e este, com o Nacional, é o mais complicado. Recebemos o V. Setúbal e terminamos com o Paços de Ferreira, mas se conseguirmos ganhar ao Nacional, teremos muitas possibilidades de alcançar esse objectivo. — A equipa vai jogar com baixas importantes na sua estrutura... — Sim, não poderemos contar com o Petit. É uma pena, mas faz parte do futebol. Nem sempre podemos ter todos os jogadores disponíveis. Não joga ele, mas outro irá fazê-lo em seu lugar e quem o fizer vai dar o máximo. — Ainda vai poder contar com Nuno Gomes antes do final da época? — O Nuno ainda não está operacional. É um jogador importante para nós, mas a lesão pode durar várias semanas. Além dele, faltam outros jogadores que também não vão poder ajudar a equipa, mas os que forem chamados têm de capacitar-se de que devem lutar e tudo fazer para ajudar o clube a cumprir os seus objectivos. — Nas últimas épocas, sempre que as duas equipas lutaram pelo segundo lugar, o Sporting foi ultrapassado pelo Benfica nas últimas jornadas. Isso pode ser uma vantagem, do ponto de vista psicológico, para a sua equipa? — Sim, é verdade que a vertente psicológica é sempre muito importante. Espero que o Benfica suporte melhor a pressão. Faltam-nos três partidas, o Sporting joga dois em casa, nós jogamos dois fora, parece que o calendário deles é um pouco mais fácil, mas, por outro lado, a pressão existe para nós , mas também para eles. Não podemos falhar e no final veremos quem soube aguentar melhor a pressão. — O Nacional foi sempre um opositor muito difícil para o Benfica nas duas vezes em que visitou a Luz. O que mais teme na equipa adversária? — Reconheço que esses jogos foram muito complicados, porque o Nacional tem uma boa defesa, é uma equipa com muita boa organização e, claro, nos jogos com o Benfica, ficam mais fortes do que o habitual. Empurrão para a vitória NÃO será por falta de apoio que o Benfica chumbará na importante final da Choupana. Só os três pontos servem os interesses encarnados na luta pelo segundo lugar e os adeptos benfiquistas, mais de 200, foram ao aeroporto do Funchal dizer presente e empurrar a equipa para a vitória. Luís Filipe Vieira agradeceu o apoio e o carinho. Só Luís Filipe Vieira falou, e pouquíssimo, na Madeira«É bom termos esta recepção calorosa, é bom para o jogo», soltou o presidente do clube da Luz. Um rasgo no silêncio apenas porque se impunha, tal o entusiasmo que os adeptos transmitiram a toda a comitiva na chegada à Madeira, ontem, à tarde, cerca das 18 horas. Nem os cerca de 30 minutos de atraso do voo retiraram ânimo à multidão, que foi enchendo a zona de chegadas do aeroporto do Funchal. Quando os jogadores, técnicos e dirigentes surgiram no horizonte, a loucura apoderou-se de miúdos e graúdos e soou alto o nome do clube. «Benfica! Benfica! Benfica!», ouvia-se, num cenário colorido de encarnado pelos cachecóis, camisolas e chapéus. No caminho até ao autocarro, quase todos os jogadores foram obrigados a parar por diversas vezes para satisfazerem os desejos de autógrafos e fotografias dos seus apoiantes. Simão, Mantorras e Miccoli foram dos mais solicitados, mas o banho de carinho e moral foi geral, como se o Benfica se preparasse para reconquistar o título. Manduca, no regresso à ilha depois de ter servido as cores do Marítimo, também foi diversas vezes abordado por alguns conhecidos. A comitiva deixou o aeroporto sob aplausos e gritos de incentivo dos adeptos. Marítimo a embarcar Por pouco a comitiva do Benfica não se cruzava com a do Marítimo, que instantes antes embarcou para o continente, onde hoje defronta o V. Setúbal. Face ao atraso de mais de uma hora no voo da turma insular, o presidente Carlos Pereira ainda aguardou um pouco na zona de chegadas pela comitiva encarnada, para cumprimentar os dirigentes do Benfica e também Manduca. A espera, contudo, prolongou-se demasiado e Carlos Pereira acabou por ter de rumar à respectiva porta de embarque. De referir que o voo do ainda campeão nacional decorreu de forma tranquila, apesar de alguma turbulência antes da aterragem. A comitiva regressa a Lisboa logo após o encontro desta tarde. Resposta de ouro sem bola-de-prata SEM o goleador de serviço, o Benfica decidiu atacar as balizas de uma forma mais alargada, com o protagonismo a ser repartido por vários jogadores. De Miccoli a Mantorras, passando por Petit ou pela ajuda preciosa do boavisteiro Tiago. Desde a lesão de Nuno Gomes, no Restelo, os encarnados aumentaram a média de golos marcados, naquilo que se pode considerar uma resposta de ouro sem o bola-de-prata, ou não estivesse o 21 da Luz à frente da lista dos melhores marcadores antes da entorse ao joelho esquerdo que o empurrou para fora dos relvados. Os desejos do Benfica em sair da Choupana com possibilidade de continuar a lutar pelo segundo lugar passarão, e muito, pela veia goleadora de MiccoliÉ um aparente paradoxo, mas os números não mentem: desde que Nuno Gomes se lesionou o Benfica aumentou a capacidade de concretização na Liga. Até ao jogo com o Belenenses, no Estádio do Restelo, os encarnados tinham uma média de 1,5 golos marcados por jogo e, a partir da saída do avançado, a equipa passou a marcar dois golos por encontro. As contas incluem o próprio compromisso com os azuis, uma vez que Miccoli fez o empate a um golo cinco minutos depois da substituição do 21 por Manduca, enquanto Karagounis fez o 2-1 à passagem da meia hora – o marcador não sofreu mais alterações. Daí para a frente (sem contar com o jogo com o Barcelona, em Camp Nou, para a segunda mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, no qual o Benfica perdeu por 0-2) a bitola foi sempre a mesma, mesmo que no jogo com o Marítimo os golos de Petit e Simão (penalty) não tenham sido suficientes para vencer, já que os madeirenses também marcaram outros tantos. Na deslocação ao Bessa, na passada jornada, o Benfica repetiu a dose. Aproveitou a benesse do boavisteiro Tiago, autor de um auto-golo, e depois Mantorras fez aquilo que tão bem sabe: não falhou na cara do guarda-redes. Várias alternativas Ronald Koeman parece ter encontrado uma forma de camuflar a ausência de Nuno Gomes: pedir ainda maior mobilidade aos jogadores da frente e aproveitar a capacidade ofensiva de Karagounis. Quando o 21 abandonou o terreno de jogo frente ao Belenenses, o grego subiu ainda mais no relvado e marcou um golo. Na partida seguinte, frente ao Marítimo, o técnico recuou Miccoli para a posição de falso 10 e colocou Marcel junto aos centrais contrários. A estratégia não funcionou e, por isso, no jogo seguinte, com o Boavista, o camisola 10 voltou à posição de organizador. Saiu ao intervalo, ficando apenas por se saber a razão: opção ou consequência da contusão na tibiotársica esquerda que empurrou Karagounis para o departamento médico no início desta semana. No jogo de hoje, frente ao Nacional, é possível que Ronald Koeman volte a apostar na estratégia da primeira parte na partida do Bessa. Mas com maior ou menor sorte, maiores ou menores dificuldades, maior ou menor sofrimento, a verdade é que a águia tem feito um voo mais cortante junto das balizas adversárias sem contar com amaior referência de ataque. Geovanni titular GEOVANNI deverá regressar hoje à titularidade, após quatro jogos da Liga em que ficou no banco. E no apoio a Miccoli, porque Koeman quer abrir brechas na defesa nacionalista com homens rápidos, sem posições fixas, capazes de melhor ludibriar as marcações. Um onze sem grandes surpresas, no qual se confirma a ausência de Petit e a presença de Ricardo Rocha no lado direito da defesa. Geovanni fará parte do vértice do meio-campo, com funções perto de MiccoliPor um lado, Nuno Gomes, o melhor marcador, estará ausente do jogo da Choupana, com o Nacional, já que ainda não recuperou de lesão. Por outro, não tem sido fácil ao Benfica marcar golos ao Nacional, equipa que sabe defender e tem jogadores experientes e voluntariosos. Por isso, Koeman vai querer apostar na mobilidade como forma de fazer ruir o esquema defensivo da equipa insular. Com os dados existentes, Koeman deverá manter o 4x2x3x1, com Miccoli sendo a unidade mais avançada, mas também com Manduca, Geovanni e Simão num apoio directo ao italiano. Um quarteto de jogadores que faz da mobilidade uma grande arma, trocando de posições com muita facilidade e que podem formal um carrossel de difícil controlo. Neste quarteto, o nome em destaque acaba por ser o de Geovanni. Não pelo valor em si, não porque ser titular constitua uma surpresa, mas porque há quatro jogos da Liga que não tinha esse estatuto, sendo relegado para o banco de suplentes. Ricardo Rocha na direita Mais atrás, as escolhas acabam por ser óbvias. Moretto é o senhor da baliza; Luisão, Anderson, Léo ocupam, sem contestação, três das quatro vagas na defesa. Logo, apenas no lado direito podem subsistir algumas dúvidas. Nélson já se treinou sem limitações, mas os problemas relacionados com a pubalgia de que padece têm condicionado a sua prestação física. O jogador garante estar bem, a trabalhar sem dores, mas nesta fase Koeman não quer correr risco algum e na hora de decidir pode muito bem voltar a escolher Ricardo Rocha para o lugar, ele que é o mais polivalente defesa do Benfica, tendo já sido utilizado em todas as posições do sector. Na intermediária, face à ausência de Petit, Manuel Fernandes e Beto jogarão à frente da defesa, na dupla missão de anular o ataque nacionalista e de ajudar os companheiros de ataque na direcção à baliza nacionalista. sábado, abril 22, 2006
Pintura solidária LUÍS FILIPE VIEIRA, José Veiga, a equipa técnica liderada por Ronald Koeman e os jogadores estiveram, ontem, no Atelier de Pintura ao Vivo, em Sete Rios, para autografarem e pintarem a Vaca Gloriosa, uma das estrelas da famosa CowParade que vai invadir as ruas de Lisboa a partir do dia 14 de Maio. O presidente foi o primeiro a pincelar a vaca de vermelho, seguido de todos os restantes membros da comitiva. Ao mesmo tempo, foram colocados autógrafos. De resto, os jogadores chegaram ao local perto do meio-dia, logo após o treino, e só depois é que regressaram à Luz para o retemperador banho. A recepção foi feita por um grupo de deficientes em representação da Fundação Calouste Gulbenkian, que têm na pintura uma das suas actividades. Uma recepção emotiva. Depois as pinturas, com alguns mais envergonhados do que outros. O adjunto Bruins Slot era o mais extrovertido e entusiasmado e teve de ser Ronald Koeman a obrigá-lo a largar o pincel, sob pena de nada restar para os outros pintores... Tudo em tom de brincadeira. A Vaca Gloriosa aparecerá no desfile pintada de vermelho, com quatro grandes águias em branco. Na zona das tetas serão desenhados os troféus ganhos pelo Benfica, de um lado, ficando a outra em branco para que dentro de alguns anos se possam pintar mais alguns troféus. A Gloriosa foi concebida pelo artista plástico Policas. Refira-se que a CowParade é o maior evento de arte público do mundo. Está presente em 25 cidades de todo o globo terrestre e, no fundo, é um desfile de vacas decoradas com os mais diversos motivos. Dentro de seis meses as vacas serão leiloadas e a receita reverterá a favor de associações como a ACAPO, AMI, APAV, Chapitô, Cruz Vermelha, Espaço T, Escoteiros de Portugal, SIC Esperança ou Liga dos Bombeiros Portugueses. À espera do segundo NESTE momento a SAD encarnada tem apenas uma certeza no que diz respeito à próxima época: a saída de Simão. De resto, todos os processos continuam dependentes da classificação na Liga, nomeadamente do acesso directo à Champions ou da presença na pré-eliminatória. A compra de Miccoli, a renovação de Geovanni e a definição dos locais e datas dos estágios são alguns dos casos em lista de espera. O empate ou derrota na Choupana poderão comprometer de vez as aspirações do Benfica em ultrapassar o Sporting e chegar ao segundo lugar da Liga, que dá acesso directo à Liga dos Campeões. Na eventualidade de se registar um resultado menos bom e de o Sporting vencer a Naval, a SAD encarnada avançaria de imediato para a preparação da próxima temporada, cujas linhas dependem precisamente do lugar final na Liga. Isto porque marca toda a diferença entrar directamente na Champions ou ter de realizar a pré-eliminatória. Desde logo na definição dos locais e datas dos estágios e dos jogos de preparação. No caso da presença na pré-eliminatória, o início da época teria de ser antecipado pelo menos em duas semanas. Por outro lado, existe a questão financeira, que fica bem mais salvaguardada com o acesso directo à prova milionária. Simão, Miccoli e Geovanni Face ao actual contexto, todos os processos referentes a entradas e saídas do plantel estão em stand-by, embora a SAD esteja atenta ao mercado e consciente dos acertos necessários no grupo de trabalho. A própria permanência de Ronald Koeman não é um dado adquirido embora o holandês tenha mais um ano de contrato. A única certeza é mesmo a saída de Simão, a caminho do Chelsea. Miccoli custa cinco milhões de euros e a SAD ainda não decidiu se avançará para a compra do seu passe à Juventus (tem até 31 de Maio para tomar posição). Geovanni tem apenas mais um ano de contrato e ainda não foi convidado a renovar, mas isso, é quase garantido, acontecerá em breve. sexta-feira, abril 21, 2006
PETIT KO LÉO OK para a Choupana PETIT deverá ser poupado para o jogo com o Nacional, depois do traumatismo craniano que sofreu no treino de anteontem. Já Léo, que sofreu uma forte pancada na cabeça, no Bessa, regressou ontem ao trabalho sem qualquer limitação. Petit deverá ser poupado, depois do traumatismo craniano de anteontemPetit passou ontem o dia em casa, em repouso absoluto. O habitual após um traumatismo craniano como o que sofreu no treino de anteontem. Foi observado bem cedo, em sua casa, e hoje deverá estar na Luz para nova observação. Apesar do resultado dos exames feitos nada terem apontado, em termos de lesão, Petit deverá ser poupado da deslocação à Madeira, para o jogo com o Nacional. Por uma questão de precaução, face ao curto espaço de tempo até ao jogo, que se disputa no domingo. Para quem sofreu tão forte pancada na cabeça e teve mesmo de parar em absoluto, poupa-se assim uma viagem e um jogo que será desgastante, logo só para aqueles que puderem apresentar-se a 100 por cento. Decisão que Koeman deverá tomar hoje. Sai médio, entra defesa Entretanto, o treino matinal de ontem trouxe boas novas para Koeman. A começar por Léo, que se treinou sem qualquer limitação. O esquerdino teve de abandonar o jogo com o Boavista, depois de uma violenta pancada da cabeça no joelho de João Pinto, chegou a perder a consciência e foi de imediato examinado no hospital de Santo António, no Porto. Não lhe foi detectado qualquer problema, apenas uma ligeira lesão cervical. Depois do descanso e de trabalho específico, ontem cumpriu todo o treino e está em condições de ser titular na Madeira, frente ao Nacional. Numa semana, dois casos relacionados com pancadas na cabeça. Só Léo deverá estar a cem por cento. R. Rocha disponível Tal como Léo, também Ricardo Rocha e Karagounis regressaram aos treinos sem limitações. O português deverá mesmo ser titular no lado direito da defesa, depois de ter recuperado de uma entorse no joelho esquerdo, contraída no jogo com o Marítimo, na Luz. Ontem, recebeu alta. Tal como o médio grego, que havia contraído uma contusão na tibiotársica esquerda, no jogo com o Boavista. Depois de ter feito trabalho específico, treinou-se, ontem, sem limitação aparente, pelo que estará à disposição de Koeman para o jogo com o Nacional. Menos sorte têm Nuno Gomes, Nélson e Alcides, tal como A BOLA noticiou na edição de ontem. Este trio continua a trabalhar de forma limitada, alternando entre o treino no ginásio e a relva. De resto, ontem, correram juntos no relvado do Estádio da Luz, procurando recuperar o mais rápido possível. No mais, este treino teve especial incidência nos aspectos de circulação de bola. Koeman começou por dedicar a parte inicial do treino à parte física, dividindo depois os jogadores para o treino de conjunto, as chamadas peladinhas. Muito trabalho com bola, apenas para manter rotinas. Nuno Assis - Processo mais lento do que é habitual Nuno Assis testemunhou, ontem, em sua defesa pela primeira vez desde que a Comissão Disciplinar da Liga de Clubes lhe instaurou um processo disciplinar na sequência do resultado positivo anti-doping. O jogador deslocou-se à delegação de Lisboa daquele organismo e prestou declarações durante aproximadamente uma hora, na companhia do especialista em doping Jorge Barbosa e do chefe do departamento jurídico do clube, Andrade e Sousa. À saída, o jogador não prestou declarações e foi o causídico dos encarnados a usar da palavra. Sem revelar o teor do testemunho de Nuno Assis, aludindo ao segredo de justiça, Andrade e Sousa aproveitou a ocasião para criticar a morosidade do processo. "Está a ser mais lento do que é habitual e não é por culpa do Benfica", frisou, realçando que o clube "está a fazer tudo" para que o caso "seja julgado o mais depressa possível". Existe, no entanto, um forte optimismo acerca de uma resolução favorável. "O Benfica está convicto da inocência do jogador e tudo fará para o provar", asseverou Andrade e Sousa. A próxima sessão está agendada para segunda-feira, na sede da Liga de Clubes, no Porto, para o relator do processo ouvir três testemunhas de defesa arroladas pelos encarnados: o chefe do departamento médico do clube, João Paulo Almeida, e os especialistas Humberto Ferreira e Jorge Barbosa. Recorde-se que Nuno Assis acusou a substância 19- norandrosterona no controlo a que foi submetido no final do Marítimo-Benfica, disputado a 4 de Dezembro. Mas só a 7 de Fevereiro a Comissão Disciplinar instaurou definitivamente o processo ao jogador. quinta-feira, abril 20, 2006
Nuno Gomes não recupera para a Madeira NUNO GOMES não vai recuperar a tempo para o encontro de domingo, frente ao Nacional. A recuperação da lesão no joelho esquerdo corre dentro dos eixos mas o avançado ainda não está em condições para jogar no imediato. Posto isto, é seguro que Fabrizio Miccoli voltará a jogar sozinho na frente de ataque, restando agora saber quem apoiará o italiano. Karagounis pode ser o eleito... se recuperar da lesão contraída no Estádio do Bessa. Nuno Gomes terá de esperar pelo jogo com o V. Setúbal para regressar à competiçãoA semana começou com indícios positivos acerca do possível regresso de Nuno Gomes à competição mas ainda não será no domingo que o avançado fará a sua reaparição. O camisola 21 da Luz, recorde-se, contraiu uma entorse no joelho esquerdo no jogo com o Belenenses, no dia 1 deste mês, está numa fase avançada da recuperação mas Ronald Koeman não quer arriscar a utilização do melhor marcador da equipa, apesar de Nuno Gomes carregar nas costas um simbolismo particular para este encontro, pois foi ele o autor do golo que selou a vitória dos encarnados no jogo da época passada, matando assim um borrego que durava há mais de uma década. Só na jornada 33, na recepção ao V. Setúbal, deve registar-se o regresso, porque agora Nuno Gomes limita-se a realizar ligeiras cargas no relvado e trabalho específico no ginásio. Quem acompanha Fabrizio Miccoli? Ronald Koeman será, deste modo, obrigado a readaptar a sua táctica, colocando Fabrizio Miccoli sozinho na frente de ataque encarnada, à semelhança do que aconteceu no jogo do Bessa. O grego Karagounis pode voltar a ser opção para apoiar o avançado, embora a contusão na tibiotársica esquerda que o aflige suscite algumas reservas quanto à sua total disponibilidade física para o encontro do fim-de-semana. Geovanni, Marcel, Manduca e Mantorras são as alternativas mais viáveis mas só nas horas mais próximas do jogo surgirão dados mais concretos quanto às ideias do técnico holandês. Petit sofre traumatismo craniano Petit sofreu ontem um traumatismo craniano na sequência de um choque de cabeça com Simão Sabrosa, no treino realizado à tarde, no Estádio da Luz. Decorria a parte final de uma sessão exclusivamente dedicada a jogos de futevólei quando ambos os jogadores saltaram para disputar a bola. O choque foi inevitável e bastante intenso, mas apenas o médio ficou combalido. Depois de observado pelos clínicos presentes na sessão, Petit foi levado em ombros pelos colegas para o departamento médico e daí transportado para o hospital da CUF, em Lisboa, para se submeter a exames neurológicos, nomeadamente uma TAC. Segundo a nota informativa disponibilizada no site oficial do clube, o jogador foi avaliado pelo "professor Ferro" e, segundo A BOLA apurou, não se registaram quaisquer lesões. Aliás, o jogador abandonou o hospital pelo próprio pé por volta das 20.30 horas. A Petit foi recomendado descanso por um período de 24 horas, pelo que o jogador não irá integrar o treino de hoje, agendado para as 10.30, no Estádio da Luz. No entanto, tem instruções para se apresentar à mesma hora junto dos responsáveis clínicos do clube para uma reavaliação médica. Apto para o Funchal Se não ocorrer qualquer imprevisto, e tendo em conta a resistência do internacional português, Petit deve estar apto para o jogo com o Nacional, agendado para domingo, no Funchal. É a segunda lesão, no espaço de uma semana, que obriga jogadores do Benfica a realizar exames neurológicos. Antes de Petit foi Léo o azarado, no jogo com o Boavista. Veiga será sempre o homem do futebol LUÍS FILIPE VIEIRA recusa falar, para já, das eleições de Outubro, sentindo que, nesta fase, a tranquilidade é um valor essencial. Mas deixa como garantia que terá sempre José Veiga ao leme do futebol. «O presidente eleito pelos sócios está muito feliz, mas há coisas a fazer até final do mandato»A seis meses do próximo acto eleitoral, e face ao levantar cada vez mais da questão da sua recandidatura, Filipe Vieira remete o anúncio de uma decisão para data posterior. "A minha equipa continua a trabalhar, o Benfica ainda tem um presidente e estamos muito longe das eleições. Por isso, entendo que não se deve falar por enquanto de recandidatura alguma", frisou o líder encarnado na conferência de imprensa ontem, após a apresentação do acordo celebrado com a Top Atlântico [ver noutra peça]. "O presidente eleito pelos sócios está muito feliz, cumprimos com aquilo que propusemos, mas há várias coisas que precisamos de fazer até ao final do mandato", juntou. A missão que levará a cabo até Outubro é "credibilizar cada vez mais o Benfica " e, para isso, o clube "deve estar o mais tranquilo possível para que se possa dar continuidade ao bom trabalho que se está a desenvolver." Apesar de cauteloso no discurso, e sem levantar o véu, Filipe Vieira considera que "o Benfica tem hoje pessoas muito responsáveis que podem salvaguardar umclube que tem a casa arrumada". Uma coisa é certa: se Filipe Vieira se recandidatar espera ter José Veiga a seu lado. "Qualquer quadro escolhido por mim será sempre meu braço-direito e o José Veiga é o meu braço-direito. Podem inventar o que quiserem, mas enquanto eu aqui estiver José Veiga estará sempre comigo. Se ele quiser será sempre o homem do futebol ", assegurou. Desmentido sobre Robert Filipe Vieira pronunciou-se, ainda, sobre uma notícia do Expresso que alegava mau ambiente entre Robert e os companheiros, particularmente devido ao salário de 190 mil euros por mês ganho pelo francês. "É mentira. O que o Robert ganha é menos de metade disso, pelo que vamos processar o jornal. Os sócios sabem que estou no Benfica para governar, não para desgovernar. Sabemos o que fazemos", sublinhou. Cruzeiro quer Paulo Almeida PAULO ALMEIDA ainda tem mais dois anos de contrato com o Benfica, joga pela B e dificilmente terá oportunidade de voltar a entrar no plantel principal. A solução para este problema poderá passar pelo regresso do jogador ao futebol brasileiro. O Cruzeiro de Belo Horizonte está interessado no empréstimo. Paulo Almeida treina-se e joga pela equipa B da LuzO Cruzeiro em breve deverá fazer chegar ao Estádio da Luz uma proposta para o empréstimo de Paulo Almeida, médio defensivo que chegou à Luz vindo do Santos e por sugestão do espanhol José Antonio Camacho, mas que entrou no futebol português quando já era o italiano Giovanni Trapattoni o treinador da equipa encarnada. Apesar de internacional e de ter sido um dos mais utilizados na pré-época do Benfica em2004/05, as exibições de Paulo Almeida foram muito contestadas pela crítica e pelos adeptos. Trapattoni deu-lhes razão e acabaria por tirar o jogador do onze, para nunca mais o fazer entrar. Paulo Almeida foi relegado para a equipa B do Benfica e por lá continua até agora, respeitando os dois anos de contrato que ainda o ligam ao clube. O Benfica está disponível para negociar a saída e o interesse do Cruzeiro parece uma boa solução para este caso. Pode, no entanto, esbarrar num pormenor: os ordenados de Paulo Almeida, que o Cruzeiro considera altos para a disponibilidade do clube. Segundo apurou A BOLA, por agora os brasileiros vão tentar apenas o empréstimo e sugerir o pagamento de apenas parte dos ordenados, comparticipando o Benfica nas mensalidades. Da Luz deverá surgir a resposta de que apenas haverá negócio mediante o pagamento integral dos valores auferidos pelo jogador. A venda definitiva do passe é uma alternativa que para já o Cruzeiro não considera, mas que também poderá ser colocada em cima da mesa. quarta-feira, abril 19, 2006
Karagounis aumenta para seis o número de lesionados O regresso ao trabalho após a vitória no Bessa ficou marcado pelo elevado número de jogadores indisponíveis devido a lesão. A mais recente baixa dá pelo nome de Giorgos Karagounis. O médio grego contraiu uma contusão na tibiotársica esquerda no jogo com o Boavista e ontem limitou-se a realizar corridas e trabalho de ginásio. O camisola 10 fez companhia a cinco colegas que motivam dores de cabeça a Ronald Koeman: Nuno Gomes, Alcides, Nélson, Léo e Ricardo Rocha. A lesão terá sido uma das razões para Karagounis ter sido substituído ao intervalo no jogo com o BoavistaKoeman voltou ontem a reunir os jogadores em mais um treino realizado à porta fechada, na Luz, e a nota mais relevante residiu no elevado lote de lesionados que não permitiu ao holandês apurar com maior rigor os mecanismos tácticos que serão apresentados na partida com o Nacional. Karagounis foi o último a juntar-se ao grupo. O grego lesionou-se na tibiotársica esquerda na partida com o Boavista, no Estádio do Bessa - poderá ter sido esta uma das razões para ter saído ao intervalo - e não participou no trabalho colectivo. Realizou corridas em torno do relvado e depois rumou ao ginásio para se submeter a trabalho específico de recuperação. Por enquanto o diagnóstico é reservado, embora as indicações apontem para a recuperação do camisola 10 para a partida no Funchal. Nuno Gomes e Léo ainda em dúvida Léo e Nuno Gomes também se treinaram à parte e ambos continuam em dúvida. O avançado recupera de uma entorse no joelho esquerdo contraída no encontro com o Belenenses, enquanto o brasileiro ainda se ressente da lesão cervical sofrida na passada jornada, diante do Boavista. Os dias seguintes serão determinantes para avançar com certezas quanto à recuperação desta dupla. O mesmo se aplica a Ricardo Rocha. A contas com dores no joelho esquerdo, continua a submeter-se a trabalho específico no relvado e no ginásio. Alcides realiza igual tratamento. Nélson também se treinou à parte, mas por questões de precaução. O lateral sofre de uma pubalgia e é obrigado a fazer tratamento durante a semana. No final da época deverá submeter-se a uma cirurgia. Beto pode continuar a lateral RONALD KOEMAN pode voltar a ser obrigado a mexer na defesa. As lesões no sector mais recuado da equipa reduzem o leque de opções e Beto pode começar o jogo frente ao Nacional a lateral-direito, caso Ricardo Rocha e Léo não recuperem das respectivas lesões. O médio voltou ontem a ser testado naquele posto, à semelhança do que se verificou no encontro frente ao Boavista, quando o internacional brasileiro se lesionou. Beto pode jogar no lado direito e Nélson no lado esquerdo: uma situação de recursoPor precaução, Ronald Koeman começou a preparar o plano B. Ontem, no regresso do plantel ao trabalho, o técnico fez questão de deslocar Beto para o posto de lateral-direito no habitual jogo de treino, de modo a não só habituar o ex-jogador do Beira-Mar às novas funções mas também para este ganhar maior entendimento com os centrais. Recorde-se que Léo e Ricardo Rocha estão lesionados e não é líquido que estejam a 100 por cento para a deslocação ao sempre difícil terreno do Nacional. Se não ecuperarem, Nélson ocupará o lugar esquerdo da defesa e Beto o lugar direito, com a dupla de centrais formada pelos habituais protagonistas: Luisão e Anderson. Um cenário já visto Não será a primeira vez que Ronald Koeman coloca Beto e Nélson nas laterais. Fê-lo no jogo do Bessa por obrigação, devido ao azar de Léo, mas também já o fizera por opção no início do Campeonato, quando tentou explorar um sistema de três centrais. No jogo com o Gil Vicente, a contar para a segunda jornada da Liga, realizado no Estádio da Luz, a 27 de Agosto, o técnico encostou o camisola 16 na faixa, transformando-o num falso lateral-direito, registando-se o mesmo no flanco oposto com Nélson. Apesar de os encarnados terem feito dos melhores 20 minutos dos últimos tempos, a verdade é que os gilistas venceram por 2-0 e Ronald Koeman desistiu de implementar um sistema que viria a dar frutos com o seu compatriota Co Adriaanse, no FC Porto - só lhe faltam três pontos para se sagrar campeão nacional. terça-feira, abril 18, 2006
Nuno Gomes quer contrariar a história AS melhoras são evidentes mas Nuno Gomes ainda é dúvida para a deslocação à Madeira. Para ele, é uma das derradeiras oportunidades de recuperar a desvantagem de dois golos em relação a Meyong, líder dos marcadores da Liga. Nuno Gomes corre para jogar na MadeiraNuno Gomes tem, na próxima jornada, uma das derradeiras oportunidades de reintegrar-se na luta pelo título de melhor marcador do campeonato, algo que aconteceria pela primeira vez na sua carreira. À altura da lesão, o benfiquista era líder dos marcadores, mas os três golos de Meyong ao Vitória de Setúbal colocam-no com uma vantagem de dois golos sobre o avançado benfiquista, numa altura em que apenas faltam três jogos para o final da época. Se falhar este objectivo, será a terceira vez que tal acontece na carreira do jogador, que se transferiu do Boavista para o Benfica na época de 1996/97. Tinha 15 golos marcados, os mesmos que Constantino, do Leça, mas acabou por ser o 5.º melhor marcador. Ao serviço do Benfica, Nuno Gomes atingiu logo no primeiro ano a contabilidade pessoal de 18 golos, mas depressa percebeu que combater a incrível eficácia de Mário Jardel era missão impossível para qualquer outro avançado no território nacional. Mesmo assim, os 18 golos foram suficientes para se sagrar vice-artilheiro do campeonato, a seguir ao incontornável avançado brasileiro, líder com 26 golos. A época seguinte terá sido ainda mais frustrante para o internacional português, que atingiu o seu máximo de golos numa época. Marcou 24, mas Mário Jardel fez ainda melhor que na época anterior e chegou ao fim com 36 (!) golos apontados. Sempre perseguido pelo fantasma de Jardel, Nuno Gomes despediu-se do futebol português para tentar nova aventura em Itália com 18 golos, menos de metade do brasileiro, que chegou aos 38 tentos. Na presente edição, talvez os 18 golos fossem suficientes para ganhar a Bola de Prata, porque o líder Meyong tem 17 e os perseguidores do benfiquista, André Pinto e Liedson, apenas 14, mas para aspirar a isso, Nuno Gomes terá de recuperar primeiro. Progressos Essa é, porém, a grande dúvida do momento. Entregue aos cuidados de Rodolfo Moura, Nuno Gomes tem feito progressos evidentes e neste momento faz trabalho específico no relvado. Se o jogo fosse a meio da semana, o jogador continuaria indisponível, mas neste momento todas as possibilidades são de ter em conta. Tanto Nuno Gomes como Alcides continuam a recuperar de forma satisfatória, sabendo-se que só receberão luz verde do departamento médico se estiverem totalmente recuperados. Por isso, só lá mais para a frente se saberá se Koeman vai poder contar com o seu melhor marcador na Choupana. Léo fez treino condicionado Juntamente com Nuno Gomes e Alcides, também Léo e Ricardo Rocha não desfrutaram ontem do dia de folga, tendo-se apresentado ambos na Luz, para fazer trabalho condicionado. O lateral-esquerdo fez ontem um exame que confirmou um traumatismo na região cervical, mas a sua utilização na próxima jornada pode muito bem ser realidade. No entanto, não há ainda qualquer decisão nesse sentido. Substituído aos 15 minutos do jogo, após ter batido com a cabeça, de forma violenta, no corpo de João Pinto, o brasileiro ficou caído no relvado sem se mexer e os gestos do árbitro, a mandar entrar a equipa médica encarnada, criaram algum sobressalto no público. O jogador seria levado para o hospital onde fez uma TAC, cujo resultado descansou toda a gente. Quanto a Ricardo Rocha, ressentiu-se de uma entorse no joelho esquerdo, sofrida no jogo com o Marítimo e, por indicação do departamento médico, a equipa técnica decidiu não arriscar. Tal como Léo, também o central continua a ter a presença no jogo com o Nacional em risco, pelo que só a meio da semana, provavelmente, se saberá se Koeman pode, ou não, contar com ele. Com Alcides lesionado e Léo a recuperar do golpe sofrido no Bessa, sem contar os problemas de pubalgia de Nélson, o técnico holandês tem motivos para sentir-se preocupado. Ricardo Rocha seria bem-vindo, por ser um central que actua, sem problemas à direita ou à esquerda. Koeman ultrapassa Trapattoni se vencer na Madeira BASTA uma vitória, o que poderá acontecer já na Madeira, frente ao Nacional, para Ronald Koeman ultrapassar a meta dos 65 pontos que valeram o título de campeão nacional na época passada, sob o comando de Giovanni Trapattoni. A três jornadas do fim da Liga os encarnados somam 63 pontos, têm possibilidade de fazerem um máximo de 72, que no entanto até poderão ser insuficientes para a equipa chegar ao segundo lugar. Porque se o Benfica está a fazer melhor que na época passada, FC Porto e Sporting também não ficaram a dormir: dragões e leões têm mais 10 e quatro pontos do que no final de 2004/05, respectivamente. Ronald KoemanNunca se ouviu da sua boca, nem mesmo nos momentos de maior exaltação (vitória no Dragão ou a melhor série de vitórias consecutivas da última década), afirmar que queria fazer melhor do que Trapattoni. Ronald Koeman sempre soube que o legado era pesado e, para superar o antecessor, o Benfica teria de revalidar o título e ganhar a Taça de Portugal (na época passada a equipa foi à final mas perdeu com o V. Setúbal), ao mesmo tempo que seria obrigado a fazer boa campanha na Liga dos Campeões - pressionado, também, pelo discurso ambicioso de Luís Filipe Vieira. A prudência terá sido boa conselheira para o técnico holandês. À 31.ª jornada o Benfica luta apenas pelo segundo posto que dá acesso directo à Champions e foi afastado da Taça de Portugal nos quartos-de-final pelo V. Guimarães, em pleno Estádio da Luz. Melhor fora, pior em casa Mas há um argumento que Ronald Koeman poderá utilizar no final da época: além de ter levado o Benfica ao lote das oito melhores equipas da Europa, terá feito mais pontos do que Trap na Liga. Isto no pressuposto de conseguir três pontos em outros tantos jogos que faltam até ao final do campeonato. Os encarnados estão neste momento a dois pontos dos 65 que valeram o título e podem passar para 66 se vencerem o Nacional, na Madeira (domingo, 18.30 horas). Numa comparação ao que ambos os técnicos fizeram no campeonato os números favorecem o holandês nos jogos fora de casa: com Trapattoni o Benfica ganhou 26 pontos e perdeu 25, ao passo que sob o comando de Koeman a equipa conquistou 32 e perdeu 16 - quando ainda tem mais duas partidas por disputar. Já nos jogos em casa é Trap quem leva a melhor: mesmo que os encarnados vençam o encontro que falta, frente ao V. Setúbal, a águia conseguirá 11 vitórias - menos uma que as 12 conquistadas na época do título. No confronto com os outros grandes Koeman também ganha. Seis pontos conquistados graças a duas vitórias sobre o FC Porto (perdeu os dois jogos com o Sporting) superam os quatro pontos alcançados por Trapattoni - vitória sobre o Sporting e empate com o FC Porto, no Dragão. A três jornadas para o final o Benfica pode ainda fazer 72 pontos, mais sete que Trapattoni. Só que a melhoria de FC Porto e Sporting relativamente a 2004/05 retira protagonismo à performance do treinador holandês. segunda-feira, abril 17, 2006
MANTORRAS ainda é para emprestar? O avançado angolano do Benfica personifica na perfeição o conceito de arma secreta. Não é apenas talismã, não é apenas ídolo dos adeptos, não é apenas um filho da casa. É tudo isso e algo mais que os números comprovam: eficaz e decisivo. Ainda é para emprestar? Avançado angolano festeja comSimão o segundo golo encarnado no BessaApós a prolongada paragem por lesão (dois anos), Mantorras regressou aos golos a 16 de Janeiro de 2005. Há mais de um ano, portanto. Seria o primeiro de cinco golos apontados na última temporada, quatro dos quais com carácter fundamental para a conquista do título nacional. O angolano desfez o empate com o Gil Vicente, apontando o primeiro golo da vitória por 2-0, desfez o empate com o Marítimo (triunfo por 4-3), evitou a derrota com o U. Leiria (1- 1) e selou nova vitória diante do Estoril. Contas feitas, sete pontos à sua conta. Esta época, depois de um período em que a sorte pareceu nada querer com Mantorras, o avançado volta a ser decisivo. Não tanto no Bessa, em que se limitou a selar a vitória, mas sobretudo nos jogos com Marítimo (1-0) e Rio Ave (1-0): mais quatro pontos. Perante o actual cenário, será que Koeman ainda coloca a possibilidade de emprestar Mantorras? Há um ano que não marca na Luz Curioso o facto de, esta época, o avançado ainda não ter apontado qualquer golo no Estádio da Luz. Os três remates certeiros foram todos fora de casa (Marítimo, Rio Ave e Boavista). Da sequência de oito golos que pode ver-se no quadro, os últimos quatro foram apontados fora. Ou seja, a nova catedral não festeja golos de Mantorras desde 16 Abril, fez ontem um ano. Mais três dados importantes: Sempre que Mantorras marca o Benfica não perde (sete vitórias e um empate); seis dos oito golos referidos foram apontados a partir do minuto 80, três dos quais em tempo de compensação; Mantorras tem a melhor média de golos entre todos os avançados do plantel (ver quadro), marcando a cada 89 minutos (um golo por jogo). Seguem-se, bem atrás, Nuno Gomes, Simão e Miccoli. Nuno Gomes quase apto NUNO GOMES quer lutar até final do campeonato pela Bola de Prata. Está quase recuperado de uma entorse no joelho esquerdo e acelera para ser opção já esta jornada, na Madeira. O plantel volta apenas amanhã aos treinos, mas hoje os lesionados fazem tratamentos na Luz. Léo e Ricardo Rocha, baixas do Bessa, estão em condições de defrontar o Nacional. Ponta-de-lança perdeu a liderança dos melhores marcadores para Meyong (Belenenses) mas continua na corridaEstá em segundo lugar e tem menos dois golos que o actual líder da lista dos melhores marcadores do campeonato: Meyong, com 17. Mas o benfiquista não desiste. Nuno Gomes esta empenhado em terminar a época e levar para casa a bola de prata. Com esse objectivo em mente, o ponta-de-lança do Benfica está a recuperar bem de uma entorse no joelho esquerdo, lesão que o impediu de jogar nos dois confrontos com o Barcelona, na Liga dos Campeões; além de Marítimo e Boavista, na Liga. Hoje, Nuno Gomes volta a trabalhar no ginásio e no relvado da Luz, ao mesmo tempo que cumpre tratamento. Este programa será igualmente seguido pelo brasileiro Alcides, defesa que ainda não está totalmente curado de uma rotura parcial nos ligamentos do joelho direito. Léo, que anteontem sofreu uma pancada na cabeça durante o jogo com o Boavista, e se deslocou ao hospital para fazer um TAC, continua em observações, mas tudo parece não ter sido mais do que um valente susto. Ricardo Rocha, que nem chegou a sentar-se no banco de suplentes porque se ressentiu de uma entorse no joelho esquerdo, fará trabalho especial, mas à partida estará em condições de alinhar nesta jornada. Aliás, ele e também Léo. Os restantes elementos do plantel gozam hoje o segundo dia das folgas concedidas por Ronald Koeman. O regresso do grupo completo aos treinos acontece apenas amanhã: está agendada uma sessão para as 16 horas, no Estádio da Luz. Inegociável até ao Mundial O valor de Luisão no mercado continua a subir mas a SAD apenas aceita pensar em negociar o brasileiro após o Mundial, onde é provável que o jogador marque presença. O Benfica já é dono do passe por inteiro e o peso de Luisão no plantel é grande, por isso não existe pressa na Luz. Tudo dependerá, também, dos objectivos da equipa na nova temporada. Luisão é o patrão da defesa encarnada e já conquistou um lugar de destaque no plantel e entre os adeptosOs encarnados começaram por comprar 25 por cento do passe de Luisão, depois 50 e finalmente avançaram para a aquisição da totalidade. Em boa hora, certamente, porque as exibições do jogador na Liga e sobretudo nesta edição da Liga dos Campeões -na qual a equipa da Luz chegou aos quartos de final - tornaram-no incomparavelmente mais valioso. E num futuro negócio pode render ainda mais, uma vez que é presença quase certa na selecção que Carlos Alberto Parreira vai levar ao Mundial da Alemanha. O Benfica, consciente desta realidade, apenas admite negociar Luisão após o Mundial, e só se os números apresentados forem suficientemente tentadores, possivelmente a rondar os 20 milhões de euros, como acontecerá na transferência de Simão para o Chelsea, como o nosso jornal oportunamente noticiou. A negociação das saídas de Luisão e outros jogadores dependerá muito, também, dos objectivos traçados para a nova temporada. Será necessário terminar este campeonato e perceber se a águia terá acesso directo à Liga dos Campeões, se vai à pré-eliminatória ou se terá de disputar a Taça UEFA, para a SAD decidir que tipo de investimento fará. À espera destes dados estão igualmente Fabrizio Miccoli (negociado com a Juventus se o Benfica pagar cinco milhões de euros já acordados por três anos de contrato) e Marcel, cedido pela Académica. |
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