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sábado, dezembro 31, 2005

Os números do 21
APESAR de uma época apoquentada por lesões, Nuno Gomes conseguiu finalmente ser campeão de Portugal, pelo Benfica, na época passada. Falhou sete jogos, não foi convocado noutros três e esteve castigado num, mas, mesmo assim, conseguiu festejar no Bessa, no terreno do seu ex-clube, o título que lhe faltava, tanto no Boavista como na Fiorentina. Contribuiu para o título que fugia há 11 anos aos encarnados com sete golos, numa temporada em que Simão foi o melhor marcador, com quinze.

Uma das imagens mais emblemáticas do 2005 de Nuno e dos benfiquistas: a festa do título, onze anos depois, fez-se não só no Bessa, mas também na Luz,, madrugada dentro, literalmente entre os adeptosEsta época, como ele próprio já frisou várias vezes, conseguiu completar a pré-época sem problemas, adquirindo a condição física necessária para a excelente temporada que tem desenvolvido até agora. Nos últimos três anos, várias lesões e operações tinham enguiçado o seu desempenho, que se pautava por alguma irregularidade. Foi titular em todas as partidas e jogou os noventa minutos, excepção feita ao jogo com o Sporting, em que ficou no banco mas entrou ao intervalo. Em sete rondas marcou tantos golos como na época passada, marca que atingiu no estádio do Dragão. À beira do fim da primeira volta, é o melhor marcador da Liga, isolado na frente com 12 golos: U. Leiria (3),Penafiel (2), F.C.Porto (2), E. Amadora (1), Naval (1), Sp. Braga (1), Nacional (1) e V. Setúbal (1). Esteve em branco nas três primeiras jornadas.

No «Top 10» da Luz

Antes dos dois anos que passou na Fiorentina teve, também, um aproveitamento superior: 18 golos em33 jogos em 97/98, 24 golos em34 jogos em 98/99 e 18 golos em 34 jornadas em1999/00. Desde o regresso, marcou muito menos, mas esta época parece apostado em ultrapassar tais marcas. Além destes resultados mais imediatos, os 95 tentos que apontou pelo Benfica permitiram a Nuno Gomes entrar para o top 10 dos melhores marcadores de sempre pelos encarnados, ultrapassando Mário Coluna, que fixou a sua conta nos 89.
Em2005 marcou também o 100º golo pelos encarnados (em todas as competições) e também o 100º na Liga. Por outro lado, Nuno Gomes é, neste momento, o melhor marcador da Liga portuguesa em actividade, com um total de 118 golos. Já passou João Vieira Pinto (111) e deixa para trás Gaúcho (98), Simão (68) e Meyong (64).
Para lá da conquista do campeonato, da liderança dos marcadores da Liga ou da ultrapassagem de vários «cem», outro grande momento deste ano de 2005 de Nuno Gomes foi a marcação dos dois golos ao FC Porto, a 15 de Outubro. Nuno imitou César brito e, 14 anos depois, fez um bis pelos encarnados no terreno do Dragão, que aí não ganhavam desde 1991 . «Este é o Nuno que eu quero », disse nessa noite.

2 reforços na segunda-feira
O regresso ao trabalho, agendado para segunda-feira, marcará também o início de uma nova fase, com caras novas na equipa de Ronald Koeman, estando prevista a apresentação de dois reforços logo no dia 2. Moretto, é quase certo, deverá ser um deles. E depois de Manduca, faltam chegar mais homens do meio campo para a frente, mas a SAD tem mantido as negociações em absoluto sigilo.

Estão a acabar as férias concedidas pela equipa técnica ao plantel encarnado e com o regresso ao trabalho, na segunda-feira, deverão chegar à Luz também algumas das caras novas pretendidas para reequilibrar a equipa. Depois de Manduca, já apresentado, mais dois reforços, tudo indica, serão anunciados dia 2. Moretto, guarda-redes do Vitória de Setúbal com quem os encarnados têm tudo muito bem encaminhado, deverá ser uma das novidades. A outra será seguramente mais uma alternativa do meio-campo para a frente, tendo em conta as prioridades definidas por Ronald Koeman para fortalecer a equipa durante o mercado de Inverno.
Cumprem-se assim as premissas traçadas pela SAD, que estabeleceu em devido tempo contactos exploratórios para assegurar atempadamente o reforço dos sectores considerados essenciais e ter na Luz as novas figuras logo nos primeiros dias do ano, de modo a que a integração se processe antes dos intensos desafios que se seguem em Janeiro. Poderão ainda não estar todos os desejados, devendo faltar pelo menos mais um jogador, mas é intenção não prolongar a reformulação do plantel por muitos dias além do início do ano.

Veiga no Luxemburgo, Koeman na Holanda


De férias na Holanda, Ronald Koeman manteve-se informado das negociações que decorriam (decorrem!) conduzidas por José Veiga com os jogadores pretendidos. E não deixa de ser curioso que o reveillon do director geral da SAD seja festejado a poucos quilómetros de distância do treinador holandês: Veiga está no Luxemburgo, junto dos seus familiares e ao mesmo tempo próximo de potenciais alvos de interesse para a equipa da Luz, não sendo de estranhar que regresse a Lisboa acompanhado de... novidades.
O perfil dos jogadores a contratar há muito foi traçado: elementos que constituam verdadeira alternativa, preferencialmente jogadores de qualidade indiscutível que estejam sem competir em grandes clubes europeus. Em ano de Mundial, há muitos craques que precisam jogar a tempo de entrarem nas convocatórias das respectivas selecções. E o Benfica tem um aliciante extra, a participação nos oitavos-de-final da Champions League. Claro que convém não esquecer o aspecto financeiro: se por um lado o panorama está menos problemático tendo também em conta a entrada do dinheiro proveniente da Liga dos Campeões, a verdade é que os euros continuam a não abundar. Importa por isso acertar na selecção: bom e barato. Um tabuleiro onde José Veiga joga com mestria.



sexta-feira, dezembro 30, 2005

Moretto protegido no Brasil por emissário da SAD
MORETTO continua de férias no Brasil, mas não está sozinho. Além da família, o guarda-redes está acompanhado de muito perto por um emissário do Benfica, que entendeu ser essa a melhor forma de proteger o seu futuro reforço de qualquer tipo de pressões. O jogador brasileiro continua a revelar-se muito cauteloso na forma como aborda o futuro, mas procurou inteirar-se com A BOLA sobre a forma como em Portugal tem sido seguida a situação. Moretto não o assume, mas está tudo muito bem encaminhado para que no início da próxima semana rume ao Estádio da Luz para assinar até 2010.

A pressão exercida sobre Moretto antes do embarque para o Brasil, nomeadamente por parte do FC Porto, levou o Benfica a precaver-se e a decidir proteger o guarda-redes até ao seu regresso a Lisboa. De férias, o jogador tem por isso a acompanhá-lo, além da família, um emissário do clube da Luz, que zela única e exclusivamente pela tranquilidade do novo reforço encarnado, impedindo que algo ou alguém possa fazer ruir o acordo estabelecido há alguns dias. A SAD benfiquista sabe que as exibições de Moretto ao serviço do V. Setúbal despertaram interesse, e não apenas por parte do Benfica. O guarda-redes sadino é umalvo apetecível e o forcing exercido pelo FC Porto para desviá-lo da Luz serviu para alertar os dirigentes encarnados para a necessidade de proteger um atleta muito cobiçado. Além disso, na mente de Luís Filipe Vieira e José Veiga estará, por certo, aquilo que aconteceu há cerca de um ano com o Sporting, que depois de ter tudo acertado com o Vitória de Setúbal para a transferência de Jorginho para Alvalade viu o jogador recusar a proposta, rumando ao Dragão no início da presente temporada. O Benfica não quer que o mesmo aconteça com Moretto e por isso entendeu prevenir qualquer situação incómoda, deixando ao mesmo tempo o guarda-redes concentrado no seu futuro de águia ao peito. O guarda-redes, que regressa segunda-feira (curiosa-mente o dia em que os encarnados voltam ao trabalho) a Portugal e tem tudo muito bem encaminhado para assinar até 2010, naquele que constituirá o maior salto da sua carreira.

Muito cauteloso

As declarações de Moretto a A BOLA [ver peça à parte] mostram grandes cautelas em abordar o futuro. Como aconteceu com Manduca, a SAD encarnada terá dado instruções precisas ao jogador para não alongar-se em considerações, deixando qualquer tipo de declarações para o dia da sua apresentação na Luz. No contacto estabelecido o guarda-redes tentou perceber, contudo, aquilo que se tem dito sobre a sua transferência para o Benfica, mostrando-se especialmente interessado naquilo que o presidente do Vitória, Chumbita Nunes, tem dito sobre o processo. O que se diz é claro: Moretto está certo no Benfica. Moretto respirou fundo e soltou um curto «quem sabe?»

Fonte e Moretto terão futuro brilhante em Portugal
NORTON DE MATOS conhece como poucos José Fonte e Moretto. Treinou os dois jogadores — o primeiro certo no Benfica, o segundo muito perto disso — no Salgueiros, apresentou-os a Diamantino Miranda quando se mudaram para Felgueiras e juntou-se a eles mais tarde no Vitória de Setúbal. Moretto já morava no Bonfim, José Fonte foi o primeiro jogador indicado pelo treinador à Administração sadina.

Norton de Matos não tem dúvidas de que ambos têm valor para singrar na Luz e, como treinador e amigo, deixa em A BOLA conselhos para o que será, na sua opinião, melhor para o futuro. Norton de Matos fala com conhecimento de causa. Conheceu José Fonte e Moretto no Salgueiros e desde logo percebeu que ambos reuniam condições para um futuro brilhante nos relvados portugueses. Não hesitou, por isso, em levar o central para Setúbal quando assumiu o comando técnico do Vitória — «José Fonte foi o primeiro jogador que pedi à Administração», lembra —,onde já se encontrava Moretto, que há poucos meses se mudara de Felgueiras para o Bonfim. O defesa está já certo no Benfica, o guarda-redes está a caminho e Norton de Matos não consegue esconder o orgulho por ver dois dos muitos jogadores que lançou enquanto treinador chegarem à Luz, onde, não tem dúvidas, ambos poderão brilhar. «É um salto qualitativo que prova o valor dos dois. Na minha opinião, ambos têm valor e qualidade para singrar em qualquer dos grandes. Não tenho dúvidas de que terão um futuro brilhante no futebol português », afirma o técnico, que prefere depois centrar as suas atenções em José Fonte, o único que está, afinal, comos dois pés no Benfica. «Sabia que estava ali uma pérola e fiz tudo para ajudá-lo», lembra Norton de Matos, que também não tem dúvidas em afirmar que os encarnados fizeram uma grande contratação: «José Fonte está, no meu entender, entre os cinco melhores centrais portugueses da actualidade. »

Qualidades e mais qualidades

Qualidades não faltam a Fonte. Provou-o no Vitória de Setúbal, como Norton de Matos não se cansa de afirmar sempre que convidado a enumerar as principais qualidades do agora central do Benfica. «É excelente na marcação e na ocupação de espaço defensivo. Apesar de ter um metro e noventa é rápido, o que lhe permite integrar-se com facilidade numa equipa que goste de jogar com a defesa subida no terreno, como acontece com o Benfica. Tem um sentido posicional excelente e por isso raramente perde um lance de cabeça. Além disso, apesar de vir da II Divisão fez todos os jogos do Vitória na Liga e ainda os da Taça UEFA. Não cometeu erros, muito por culpa dos elevados índices de concentração que revela, tanto nos treinos como nos jogos », atira, concluindo com uma mensagem de apoio ao jovem jogador: «Há-de ter o seu tempo, a sua oportunidade e não tenho dúvidas de que poderá ser um dos grandes centrais do futuro. »

Agora há luz para sorrir
Ano e meio em Portugal foi quanto bastou para que a carreira de Moretto se alterasse radicalmente. Depois de muitos anos a representar clubes modestos no Brasil, o futuro reforço do Benfica embarcou para Portugal com destino a Paranhos, onde se juntaria ao plantel do Salgueiros. Não chegou a fazer nenhum encontro pelo clube do Porto, que entretanto se veria envolvido numa série de problemas financeiros que conduziriam ao final do futebol sénior. Conheceu Norton de Matos e nada voltaria a ser como antes. Admirador das qualidades do guarda-redes, que entretanto se via sem clube em Portugal, o treinador apresentou-o a Diamantino Miranda, então técnico do Felgueiras, onde Moretto começou por dar realmente nas vistas. Fez apenas oito jogos, os suficientes para despertar a cobiça do Vitória de Setúbal, que o foi buscar em Janeiro deste ano. Não se assumiu de imediato como imprescindível, mas acabou por fazer a estreia no escalão maior do futebol português, sendo por oito vezes titular. O sucesso começava então a bater-lhe à porta. Em Maio ganhava a Taça de Portugal... ao Benfica. Alguns meses depois reencontrou-se com Norton de Matos e, aí sim, disparou para o sucesso. Titularíssimo, ganhou destaque por guardar a baliza da equipa menos batida da Europa. Os sadinos sofreram até agora cinco golos, mas Moretto só encaixou quatro—na derrota (0-1) em Alvalade era já Marco Tábuas quem estava na baliza, depois da expulsão do brasileiro. Começava então a ganhar destaque aquele que viria a ser um dos jogadores mais desejados no mercado nacional. O Benfica precisava de um guarda-redes e, no final do encontro que o Benfica realizou no Bonfim (Moretto esteve de novo em grande nível), Ronald Koeman não lhe poupou elogios, abrindo-lhe definitivamente as portas do Estádio da Luz. Um sonho, como disse o jogador brasileiro. Depois dos atribulados primeiros dias em Portugal, Moretto vai dar o salto. Pode lutar pelo título, pode jogar na Liga dos Campeões, pode finalmente esquecer os problemas financeiros que o assolaram em todos os clubes por que passou. Pode, ao mesmo tempo, ficar em Lisboa, bem pertinho da vida que, em Setúbal, construiu com a mulher e a filha, Duda, de três anos e meio. Tudo factores que jogaram a favor do Benfica, pormenores que Moretto recebe com um sorriso nos lábios.

Marítimo insiste em Aguiar
O presidente do Marítimo, Carlos Pereira, reuniu-se ontem com José Veiga e ambos concluíram as formalidades da contratação de Manduca. Carlos Pereira fez ainda muita força para o empréstimo de Bruno Aguiar, assunto que será analisado. Já José Fonte deverá ser emprestado para o estrangeiro, Carlitos está a caminho do Belenenses e João Pereira aguarda colocação.

José Veiga vai aos poucos colocando a casa em ordem e ontem ouviu da boca de Carlos Pereira o firme desejo de contar com Bruno Aguiar. Depois de ter sido dado como a caminho do Hearts, da Escócia, o Marítimo tenta inverter o rumo e considera o jogador essencial para o futuro próximo da equipa. José Veiga, depois de todas as formalidades para a contratação de Manduca, ficou de dar uma resposta, sendo que Bruno Aguiar está de férias em Cabo Verde e, no regresso, acertará com a SAD qual o caminho a seguir. Fonte no estrangeiro Entretanto, o central José Fonte será emprestado a um clube estrangeiro. O Benfica estuda várias possibilidades, procurando que a escolha recaia num clube onde o jovem tenha reais possibilidades de ser titular e evoluir, confirmando as qualidades apontadas. Carlitos é outro jogador a ser emprestado e, neste momento, tudo indica que o Belenenses seja o seu clube a partir de Janeiro. Finalmente, João Pereira. Será emprestado, mas ainda não se sabe para que clube. A escolha requer algum cuidado, até porque João Pereira, que não quer arriscar a presença no Europeu de Esperanças, pretende ir para um clube onde tenha condições para jogar com regularidade. Dossier a resolver em breve. Por último, Hélio Roque será emprestado ao Vitória de Setúbal.



quinta-feira, dezembro 29, 2005

Quero ser campeão
MANDUCA foi ontem apresentado como reforço do Benfica. Assinou até 2010 e frisou a concretização de um sonho. Entrar na Luz como jogador encarnado. E assumiu por seus os objectivos de reconquista do Campeonato e luta na Liga dos Campeões. Manduca tem passaporte comunitário e é a primeira aquisição benfiquista nesta fase.

Ponderado no discurso, tranquilo nos gestos, sem ponta de nervosismo na hora de enfrentar os jornalistas, já como jogador do Benfica e não do Marítimo, Manduca transmitia sentimentos de satisfação e esperança.
— Disse que o Benfica era um sonho. Está feliz?
— Sem dúvida. Tenho dito que o Benfica é um sonho para mime para qualquer jogador. No meu caso não só era um sonho como um objectivo pessoal e profissional, que se está a realizar neste momento. O que me deixa muito satisfeito. Por tudo aquilo que me tem acontecido.
— Chega para reforçar um sector onde Simão é o titular indiscutível. Como encara a luta?
— Penso que em qualquer grupo de trabalho tem de haver concorrência. Isso é bom, porque a fasquia fica mais alta e as pessoas exigem mais de nós. O Simão é um grande jogador e eu cheguei para ajudar o Benfica. Não para fazer competição a outros jogadores, mas acima de tudo para ajudar o meu clube. Tentarei ajudar em tudo o que me pedirem. Vou tentar corresponder sempre às expectativas. Vou dar sempre o melhor para continuar a ajudar o Benfica a ser campeão.

«Nem hesitei»

— Porque escolheu a proposta do Benfica?
— Nem hesitei na hora de decidir. Todos sabem das notícias de outras propostas que me chegaram, mas eu optei logo pelo Benfica porque é um grande clube.
Apesar das outras propostas serem igualmente bastante boas, o Benfica é o maior clube. O maior de Portugal e um dos maiores do Mundo. Era um sonho e um objectivo.
— Quais são os seus objectivos agora?
— Não costumo andar na vida sem ser com objectivos ambiciosos. Neste momento já realizei um, que é representar um grande clube como o Benfica. A seguir, o meu objectivo é o de lutar pelo que for melhor para o Benfica. Ajudar a equipa na conquista pelo título é o principal. Tal como ajudar os colegas a ir o mais longe possível na Liga dos Campeões. Os objectivos do Benfica vão passar a ser os meus. E ainda continuar a crescer como jogador e como homem.
— Como sentiu ao entrar no Estádio da Luz não como adversário, mas sim como jogador do Benfica?
— Mexe com qualquer um, mexeu comigo também. E é bem melhor entrar como jogador do Benfica do que como adversário... É muito bom vestir esta camisola, a do Benfica.

Karadas pode voltar
KARADAS tem sido pouco utilizado no campeonato inglês e pretende rescindir com o Portsmouth, clube ao qual foi emprestado pelo Benfica, até final da época. O empresário do jogador reconhece a situação mas não comenta o possível regresso à Luz, já em Janeiro. Essa é, no entanto, uma hipótese real e que em breve ficará esclarecida.

Não é a primeira vez que se fala na possibilidade de Azar Karadas regressar à Luz mais cedo do que o previsto. O Benfica emprestou o jogador ao Portsmouth até final da época, mas as coisas não têm corrido bem ao jogador: esteve lesionado durante meses e, no regresso, tem sido pouco utilizado pelo treinador. Insatisfeito com a situação, Karadas parece estar na disponibilidade de avançar para rescisão do contrato de empréstimo, colocando-se, no imediato, o regresso ao Estádio da Luz. O empresário e tio do ponta-de-lança faz poucos comentários sobre o futuro, e menos ainda sobre o Benfica. «Há sempre clubes interessados. No que diz respeito ao Benfica, por enquanto prefiro não comentar essa possibilidade. É melhor esperar para ver», afirmou Jack Karadas, à Rádio Renascença.

Saída em definitivo?

No plantel treinado por Ronald Koeman não existe nenhum jogador com as características físicas de Karadas, que Trapattoni tão bem soube aproveitar na época passada. Por isso e também porque a SAD tenta contratar um ponta-delança para reforçar o grupo, fará sentido que o clube aceite de volta o jogador norueguês. Noutro prisma, também é possível que, a confirmar-se a rescisão de contrato com o Portsmouth e o aparecimento de propostas nesta reabertura do mercado de transferências, O Benfica aceite negociar em definitivo o atleta. Tudo dependerá do valor das propostas que aparecerem por Karadas, bastante cobiçado antes do empréstimo ao Portsmouth. Jogador e empresário querem resolver a situação o mais rápido possível.

A Fonte de talento que se estende até à pintura
ALTO, esguio, com uma formação intelectual sólida, José Fonte mostra-se um jovem com mentalidade forte apesar da timidez que transpira no trato pessoal. Elemento de uma família totalmente dedicada ao futebol, pois até a mãe jogou a defesa-esquerdo e guarda-redes, o mais recente reforço dos encarnados recebeu A BOLA em sua casa para que pudéssemos conhecer mais a fundo o defesa-central que nunca desistiu de ser gente num mundo tão competitivo, apesar da tristeza que lhe varreu a alma quando foi dispensado pelo Sporting. Uma Fonte de talento que se estende até à pintura, um dos hobbies do gigante nascido em Penafiel mas com vivência no Bairro do Grilo, nos Fetais.

«Ele foi sempre grande, nasceu com 55 centímetros! ». Diana Rocha, mãe de José Fonte, vai até às profundezas do passado para ajudar a descrever o Miguel — o nome por que é tratado pela família e amigos; o Zé é para a escola e o Fonte para o futebol. O nome do ex-jogador do V. Setúbal ressoa pelas paredes do apartamento. Os noticiários televisivos citam os jornais para anunciar a mais recente contratação do Benfica e os elementos do clã ainda não sabem muito bem como lidar com os focos mediáticos: as 100 chamadas não atendidas no telemóvel do Miguel são a prova da fama. Mas a timidez é compreensível. As ideias ainda estão baralhadas porque o choque é grande: depois de ter sido dispensado do Sporting, quando os leões acabaram com a equipa B, em 2003, o Salgueiros foi a única alternativa que lhe surgiu pela frente. O timing foi infeliz porque o clube de Paranhos caminhava para a bancarrota. Um mês e meio depois sai com ordenados em atraso e o seu treinador, Norton de Matos, aconselha-o a tentar o Felgueiras. Desportivamente a escolha é acertada porque realiza 28 jogos e marca um golo. Mas financeiramente é um desastre: mais uma série de ordenados em atraso. Até que surge o V. Setúbal, outra vez pela mão de Norton. Ganha em termos futebolísticos mas volta a saborear o fel da falta da pagamentos. Agora assina pelo Benfica. Mesmo não integrando o plantel no imediato, fica já a saber que não terá de se preocupar com ordenados em atraso nos próximos quatro anos e meio.

Rejeitou tudo em nome do futebol

José Fonte nasceu ao lado de uma bola. O pai foi sempre uma inspiração. Artur Fonte jogou a defesa esquerdo no Belenenses, V. Setúbal e Penafiel e tem no currículo a presença no Europeu da Polónia em juvenis pela Selecção Nacional e o Mundial de juniores no Japão. «Foi nessa competição que nasceu um mito: Maradona. Arrasou com a Rússia na final e foi campeão », recorda. Mas a mãe tentou sempre desviá-lo. Colocou-o no karaté e no basquetebol mas Miguel torceu sempre o nariz. O futebol estava nos seus genes, pois até a mãe, a mesma que quis demovê-lo da modalidade, foi praticante. «Joguei futebol feminino no Penafiel. Jogava a defesa-esquerdo mas como não tinha força para fazer cruzamentos passei para guarda-redes porque era alta e havia uma crise naquele lugar», conta, abrindo os olhos azuis. «Mas não havia nada a fazer. O Miguel só queria jogar futebol, dentro e fora de casa, com o irmão. Foram muitas as vezes que peguei na faca para rasgar bolas pois partiam-me as coisas aqui em casa», conta, mostrando a fotografia de Rui Fonte, o mais novo da família, avançado nos juvenis do Sporting e uma promessa de qualidade e talento. A faceta escondida Acarinhado pela namorada Vera, José Fonte vai abrindo o coração e descobrem-se algumas paixões. A primeira move-se pelo chão, mesa e sofá: o irrequieto Flecha, o gato que de Garfield só tem a cor do pêlo. Não pára um segundo, rebola e serpenteia por entre as pernas longas do defesa-central. A outra paixão relaciona-se com a arte plástica: Zé para a escola, Miguel para os amigos, é um pintor em potência. Os melhores desenhos já não os tem, mas em alguns esboços nota-se o traço. Apenas lamenta não poder continuar a aperfeiçoar as capacidades uma vez que anda a tirar o 12.º ano à noite e a vertente Arte não está incluída nos cursos nocturnos. Mas a Fonte de recursos parece ser inesgotável. No futebol ou na tela, Zé para a escola, Miguel para os amigos, parece ter o futuro a sorrir-lhe.

Ainda não acredito no que está a acontecer
JOSÉ FONTE assinou ontem à tarde um contrato válido por quatro épocas e meia com o Benfica. Consumava-se o acordo verbal celebrado na noite anterior com José Veiga. Um «sonho que se cumpre», como teve oportunidade de confessar a BOLA.

— Já conseguiu descer à terra e perceber que oficialmente já é jogador do Benfica?
— Sinceramente ainda não acredito no que me está a acontecer. Estou lentamente a aperceber-me da situação, mas estou obviamente muito feliz. É um orgulho que qualquer jogador teria se estivesse no meu lugar. Mas sei também que o desafio é grande. O Benfica tem quatro dos melhores defesas centrais da Europa e por isso terei de trabalhar muito para mostrar o meu valor e justificar às pessoas que confiaram em mim a razão de me terem contratado. Tudo farei para me darem uma oportunidade.
— É possível que seja emprestado. Como encara esse cenário?
— Ainda não é seguro que seja de facto emprestado mas se isso acontecer, que seja para um clube onde jogue com regularidade de modo a continuar a evoluir e depois regressar em força no final da época para conseguir um lugar no plantel do Benfica. Mas também devo dizer que não representaria problema para mim se entrasse já no plantel. Seria difícil jogar mas acredito nas minhas capacidades.
— O V. Setúbal vai ser compensado apesar de você ter rescindido dias antes com o clube sadino. Como explica essa situação?
— Ainda bem que isso aconteceu, pois foi bom para todas as partes. Ninguém sai prejudicado. O que aconteceu já pertence ao passado e agora há que olhar em frente e esperar que desportivamente as coisas corram bem para todos. Gostava de aproveitar esta ocasião para dizer que gostei muito de representar o V. Setúbal, pois é um clube que possui uma massa associativa fenomenal. Foi com tristeza que rescindi mas isso foi para o meu bem. Sei das dificuldades por que passei noutros clubes e estava a ver que ia voltar a passar pelo mesmo. Já estava a passar por muitas dificuldades.
— Foi uma decisão sua ou foi aconselhado a rescindir?
— Ninguém me aconselhou porque eu já tinha feito isso no Salgueiros e no Felgueiras. Foram experiências muito más e por isso fiquei escaldado e capaz de perceber que não queria passar por tudo isso outra vez.
— Como encara a possibilidade de reencontrar Moretto?
— Joguei com ele no Salgueiros e no Felgueiras e puder reencontrá-lo no Benfica ficaria muito satisfeito.

Hélio Roque cedido ao Vitória de Setúbal
O jovem avançado Hélio Roque vai jogar em Setúbal, por empréstimo até final da época. Carlitos é cobiçado pelo Belenenses e Nuno Assis tem vários pretendentes, caso o Benfica decida cedê-lo. João Pereira está de saída e o Marítimo é forte hipótese.

Hélio Roque é um dos jovens da equipa B que melhor impressionaram Ronald Koeman durante o estágio de pré-época, realizado em Nyon, na Suíça. De tal maneira que passou a treinar-se com a equipa principal e até já jogou neste campeonato: três jogos, 13 minutos em campo. Pouco, no entanto, para um jogador a quem auguram uma carreira de sucesso. Foi com esta consciência que o Benfica avançou para o empréstimo de Hélio Roque ao Vitória de Setúbal, praticamente acertado.

Carlitos espreita Belenenses

Carlitos é outros dos jovens do plantel que a SAD pensa ceder, a título de empréstimo. O Belenenses é o destino mais provável para o avançado, embora nada ainda esteja certo. Vitória de Guimarães também não descarta a possibilidade de contar com o atleta. Apenas no início da próxima semana Carlitos deverá ficar a conhecer o seu novo clube. Carlitos esteve apenas 56 minutos em campo nesta Liga: um jogo. Menos que ele apenas Bruno Aguiar, que regressou de lesão e ainda não foi utilizado. Bruno deve sair da Luz. O Hearts, da Escócia, chegou a ser apontado como destino mas ainda não está assegurado.

Marítimo em Lisboa

O presidente do clube madeirense, Carlos Pereira, estará hoje em Lisboa para conversar com a SA benfiquista. Em cima da mesa o acerto da transferência de Manduca e o empréstimo de alguns jogadores. João Pereira é um dos nomes falados para o Marítimo. Que vai ser cedido é certo, pois não quer perder a oportunidade de representar a Selecção de Sub-21. Mas o clube madeirense também parece ter debaixo de olho Nuno Assis e José Fonte, que acabou de assinar pelo Benfica mas deverá ser emprestado — talvez mesmo a um clube estrangeiro. Nuno Assis é muito cobiçado e é um dos jogadores, considerados dispensáveis, com melhor mecado. Mas só em Janeiro a SAD decide o que fazer com ele, pois optou por lhe dar mais uma oportunidade de se afirmar no grupo. À margem destes casos, o Benfica continua a tentar contratar um médio e um ponta-de-lança. Até ao dia 2 de Janeiro, data do recomeço dos treinos, o plantel deverá ficar definido.



quarta-feira, dezembro 28, 2005

«Conquistei o objectivo de representar o Benfica» (Manduca)
Manduca já foi apresentado como reforço do Benfica. O brasileiro, ex-Marítimo, não esconde que representar os encarnados é um sonho que conseguiu tornar realidade. Agora, promete empenho para conquistar um lugar no «onze» de Ronald Koeman.

«É um sonho para qualquer jogador e para mim, para além de sonho, é um objectivo que está conquistado», disse Manduca.

O brasileiro pisa os mesmos terrenos de Simão, algo que parece não ser motivo de preocupação. Até porque, garante Manduca, acima de tudo estão os interesses do colectivo.

«Penso que no grupo tem de haver competitividade. Isso é bom, exige mais de nós. O Simão é um grande jogador, mas estou aqui para ajudar o Benfica e não apenas para competir com os jogadores», explicou, referindo: «Vou tentar corresponder às expectativas e ajudar o Benfica a ser campeão».

Manduca assinou contrato válido por quatro épocas e meia, ficando assim até 2010 na Luz, onde vai envergar a camisola número 23.




Mantorras até dia 8
O Benfica pediu à federação de Angola para que Mantorras se juntasse mais tarde aos seus companheiros, que no início do ano estarão no Egipto a disputar a CAN-2006. Oliveira Gonçalves, o seleccionador, não precisou de muito tempo para responder aos encarnados. «Não podia dizer que não. Temos de colaborar com os clubes que valorizam os nossos jogadores e com eles trabalham durante o ano», diz o líder dos palancas negras.
Pedro Mantorras apresenta-se no Estádio da Luz no dia 2 de Janeiro e terá uma semana para preparar o jogo com o Paços de Ferreira, onde encontrará o compatriota Edson, que no dia seguinte viaja com ele para Málaga, para integrarem o estágio dos palancas negras. A compreensão do seleccionador Oliveira Gonçalves fará com que Mantorras seja dispensado dos jogos particulares com a selecção da China (dia 2 de Janeiro), com o Málaga (dia 4) e ainda com os belgas do Brugges (dia 7). O angolano do Benfica chegará a Espanha no dia 9 pela manhã e pode já ser utilizado durante alguns minutos no duelo que a selecção de Angola fará com os alemães do Bayer Leverkusen, nesse mesmo dia. Três dias depois o avançado pode finalmente actuar sem desgaste, de novo frente a uma equipa alemã: o Hertha de Berlim. Aproveitando a paragem do campeonato germânico devido ao rigor do Inverno, os angolanos vão fazer alguns jogos com adversários competitivos e nem a ausência da estrela Mantorras preocupa Oliveira Gonçalves. «Mantorras e Edson chegam mais tarde, como Mendonça, que terá de actuar pelo Varzim. Mas isso não é um drama. Quando falámos comos três clubes deixámos bem claro que não tínhamos motivos para não colaborar, já que teremos ainda 13 dias antes do início da CAN e podemos preparar bem a viagem para o Egipto », afirmou. Por estes dias Angola trabalha com 31 jogadores, mas apenas 23 vão ao Egipto. Mantorras será certamente um deles.

Ricardo Rocha e Simão preparam regresso
SIMÃO está praticamente recuperado de lesão, na coxa esquerda, e Ricardo Rocha está bastante melhor de uma entorse, no joelho esquerdo. Ambos fazem ginásio, tratamento e corrida. Apresentam-se ao trabalho no dia 2 de Janeiro, provavelmente já em condições clínicas de pelo menos serem convocados para o jogo da próxima jornada da Liga, frente ao Paços de Ferreira. A confirmar-se a boa notícia para os benfiquistas, apenas o guarda-redes Moreira continuará no departamento médico.
A última vez que Simão jogou foi na 11.ª jornada e apenas 45 minutos, frente ao Sp. Braga. Depois, o capitão falhou, na Liga, os encontros com Belenenses, Marítimo, Boavista, Nacional e Vitória de Setúbal. A causa foi sempre a mesma: lesão no músculo reto anterior da coxa esquerda. Esta lesão é comum no futebol mas demora a sarar. Simão tem feito tratamento, ginásio e treino também no relvado. Faz reforço muscular e deverá estar em condições de rapidamente regressar ao treino livre, talvez já no reatamento dos trabalhos do grupo, a partir do próximo dia 2. Simão está a um passo de ficar disponível para as convocatórias de Ronald Koeman, mas resta saber se não vai sair, na reabertura do mercado. O Liverpool continua a piscar o olho a uma possível transferência, e poderá não estar sozinho nesta corrida pelo avançado benfiquista. Entre 19 e 20 milhões de euros é o que pede a SAD pelo passe.

Rocha acelera

Ricardo Rocha recuperou a titularidade no jogo com o Vitória de Setúbal, mas lesionou-se. Entorse no joelho esquerdo foi o diagnóstico. Não é a primeira vez que o jogador sofre deste mal, esta época. Mas desta vez a lesão não foi tão grave como inicialmente se poderia supor. Ricardo Rocha tem feito, à semelhança de Simão, ginásio, tratamento e já algum treino de relvado. Deve estar apto a ser chamado para defrontar o Paços de Ferreira. Moreira continua a recuperar de operação, que envolveu enxerto de cartilagem no joelho direito.

Sinto-me feliz no Benfica
Léo repudiou ontem todas as notícias que deram conta da possibilidade de querer romper o vínculo com o Benfica e continuar a carreira no Brasil para poder acompanhar a doença do pai. «Muita gente está inventando um monte de histórias. Eu estou aqui para cuidar do meu pai, nada mais do que isso», frisou à Rádio Renascença. Por isso, garante: «O regresso ao trabalho é dia 2 de Janeiro, pelo que dia 1 chegarei a Portugal.» Neste momento, garante Léo, apenas uma coisa o preocupa: «Apenas estou a pensar na integridade física do meu pai, não em sair ou ficar no Benfica. Não estou pensando nisso, não falei de nada, não prestei declaração alguma sobre o assunto, não percebo que se fale tanto nisto...» Léo esclarece que «o Benfica está a acompanhar a situação » do seu pai. «Muita gente está a falar disso, mas não sabem do que estão falando», juntou. E concluiu: «Tenho contrato por quatro anos com o Benfica, onde me sinto feliz. Não vejo razão para sair, quero ajudar a equipa a ganhar.»



terça-feira, dezembro 27, 2005

Nuno Assis recebe última oportunidade
A SAD do Benfica esperava um maior rendimento de Nuno Assis e já tinha tomado a decisão da sua dispensa, mas decidiu, face à qualidade do jogador, conceder-lhe mais uma oportunidade. Resta saber qual a posição do jogador. Braga ou mesmo estrangeiro são cenários em aberto.
Nuno Assis é um dos jogadores a quem se aponta como estando de partida do Benfica. Por empréstimo ou cedência definitiva, admitindo-se vários cenários. De qualquer forma, em relação a este caso específico, a SAD tomou a decisão de aguardar um pouco por aquilo que considera fundamental na sua tomada de decisão: uma mudança de atitude do jogador, a vários níveis. Aquele que assumiu um papel fundamental na conquista do título não estava a corresponder a diversos parâmetros de avaliação da SAD, mas esta sabe do valor do jogador e decidiu esperar pelo regresso de férias para fazer uma última avaliação. Neste caso, Nuno Assis pode ficar mais duas a três semanas para uma tomada de decisão, que até pode pender para a sua continuidade na Luz. Resta saber também qual a posição pessoal do jogador, que gostaria de competir mais e sabe ter interessados em Portugal (como o Sp. Braga ver pag. 29) ou no estrangeiro. Para o estrangeiro partirá Bruno Aguiar, reforço do Hearts. Citado pela Sky Sports, Bruno Aguiar assume o compromisso: «O meu objectivo é lutar pelo título na Escócia e provar o meu valor.»

Karyaka em espera

Não estando numa lista de saídas iminentes, Karyaka poderá ser outro dos jogadores a sair, em especial se FC Moscovo ou Zenit formalizarem junto da SAD propostas para a compra do passe, ou empréstimo, que se mostrem atractivas para a SAD do clube da Luz.

Manter Léo no plantel
LÉO disse no Brasil que está disponível para deixar o Benfica e regressar ao seu país, de forma a ficar ao lado do seu pai, que está doente. Sensível aos argumentos, a SAD encarnada deixou o jogador entrar mais cedo de férias, mas não está disposta a deixá-lo sair já em Janeiro.
«Estou bem no Benfica e tenho quatro anos de contrato com eles, mas o meu pai está doente e preciso ficar perto dele. Uma pessoa do Fluminense entrou em contacto e existe chance de acerto». Foram estas as palavras, à comunicação social brasileira, que alertaram o Benfica sobre as intenções do jogador.

Problemas familiares

O clube português dispensou o jogador do encontro com o Vitória de Setúbal precisamente por causa do problema familiar, autorizando o lateral-esquerdo a viajar mais cedo para o Brasil. Segundo apurou A BOLA, há algum tempo que Léo vem manifestando, no seu país, a vontade de regressar, para estar perto do pai. Agora, nesta fase, a posição do defesa brasileiro pode assumir outras proporções.

Sair só no final da época

Internacional de qualidade, não seria difícil para Léo encontrar clube, mas o problema, para o jogador, é que nesta fase o Benfica não o quer libertar. Não em Janeiro, uma vez que Koeman conta com ele para o ataque ao campeonato e à Liga dos Campeões. Leo é titular e não faria sentido deixá-lo sair nesta altura. A SAD admite, isso sim, negociar no final da época. O Fluminense já contratou um jogador para a posição de lateral-esquerdo (Jean) e parece ter descartado Léo, mas outros emblemas seguem este processo, mostrando cobiça por um dos mais bem cotados defesas canarinhos.

Multa a caminho

Consciente desta realidade, a SAD do Benfica não hesitará em mostrar mão de ferro neste tema. O primeiro sinal pode ser uma multa a Léo, assim que o jogador se apresentar na Luz, a 2 de Janeiro, dia da apresentação do plantel ao trabalho. O regulamento interno proíbe os jogadores de falar sem autorização, como aconteceu com Léo.



segunda-feira, dezembro 26, 2005

Bruno Aguiar no Hearts
BRUNO AGUIAR vai terminar a época no Hearts, da Escócia, por empréstimo. O médio formado na Luz ainda não jogou pela equipa principal esta época e, tendo em vista a escassez de oportunidades, vai experimentar pela primeira vez o estrangeiro. Nuno Assis [ver página 14], Carlitos e João Pereira também já receberam a notícia de que vão deixar o plantel, embora tenham ainda o futuro por definir.
Na época passada, Bruno Aguiar assumiu-se como alternativa no meio-campo a Petit e Manuel Fernandes, sobretudo depois do apagamento de Paulo Almeida. Esta época, depois da chegada de Beto, o seu espaço no plantel do Benfica ficou muito reduzido. Lesionado no início da época, o jovem médio ficou no plantel a recuperar de lesão. Conseguiu-o, mas não conseguiu assumir-se como opção para Ronald Koeman. Assim, o Benfica decidiu prescindir dos seus serviços até Junho. Bruno Aguiar ruma ao Hearts, da Escócia, que já no Verão pescara na Luz — na altura o grego Fyssas, este a título definitivo. João Pereira e Carlitos saem Também de saída estão João Pereira (o V. Guimarães está interessado) e Carlitos (pode ser envolvido no negócio Manduca, mas o Belenenses também é hipótese). Os jogadores já foram informados pela SAD da intenção de empréstimo para jogarem com regularidade, já a partir de Janeiro.

Sem descanso
O Natal é para todos, mas as férias só para alguns. Enquanto a maior parte do plantel se encontra de férias, há um trio, no entanto, que já hoje voltará a trabalhar no Estádio da Luz: Simão, Moreira e Ricardo Rocha. As lesões que os fustigaram obrigam-nos a realizar tratamento médico. No caso do central trata-se de uma repetição, pois há um ano também ficou privado do descanso natalício.
Ricardo Rocha começa a ser candidato ao prémio azar: mais uma vez volta a sacrificar as férias para tratar de uma lesão. O central apresenta-se, hoje à tarde, no departamento médico do Estádio da Luz para continuar o tratamento a uma entorse sofrida no joelho esquerdo frente ao V. Setúbal. Com ele estarão outros dois colegas, que há um ano passaram melhor a quadra: Simão e Moreira. Na interrupção do Campeonato, em 2004, ambos olhavam confortavelmente para o calendário. O momento era para curtir a família, saborear as iguarias da época festiva e, no caso de Simão, passar o fim de ano numa estância turística no Rio de Janeiro. Mas agora a situação é bem diferente. O guardião e o capitão são obrigados a apresentar-se hoje à tarde nas instalações do clube, onde estará Rodolfo Moura para os receber e reiniciar os tratamentos das respectivas lesões e intensificar programas de treino para os fazer regressar o mais rápido possível.

Simão apto

Deste trio, Moreira é o único que não faz parte das opções para o próximo jogo, a ter lugar no dia 8 de Janeiro. Ricardo Rocha e Simão são recuperáveis, embora no caso do central se levantem mais dúvidas, pois a lesão é fresca. Já o capitão deverá receber luz verde para defrontar o Paços de Ferreira. Simão nunca mais voltou a jogar desde o encontro com o Sp. Braga, a 19 de Novembro, para recuperar de vez de um problema que se foi agravando à medida que ia jogando. Mais de um mês depois a lesão na coxa esquerda parece estar debelada e nos últimos tempos o camisola 20 tem feito trabalho de campo para recuperar ritmo competitivo e apresentar-se fisicamente em condições.

História repete-se

Há um ano também os lesionados sacrificaram as férias. Eram seis os clientes do departamento: Miguel, Luisão, Ricardo Rocha, Everson, Paulo Almeida e Nuno Gomes. O objectivo era recuperar alguns para o encontro com o Sporting — que os encarnados viriam a perder por 1-2. Nem todos conseguiram um lugar em Alvalade, mas aos poucos o departamento médico foi ficando reduzido, ao ponto de no último terço do Campeonato o técnico de então, Giovanni Trapattoni, ter todo o plantel ao dispor. Depois de Ronald Koeman ter passado por um mês de Novembro negro, com muitas lesões, a história parece repetir-se. Resta saber se o holandês também será campeão.

Léo vai ser multado
«Estou bem no Benfica, tenho quatro anos de contrato com eles, mas o meu pai está doente e preciso ficar perto dele.» As declarações, estampadas pelo diário brasileiro Lance, pertencem a Léo e é com base nelas que a SAD vai multar o lateral esquerdo, pois é sabido que o regulamento interno proíbe os jogadores de falarem à comunicação social. Mas a multa não é motivada apenas pela forma. O conteúdo também contou. Os responsáveis pelo futebol encarnado não gostaram de ver o atleta a tornar pública a receptividade em regressar ao país natal já em Janeiro — recorde-se que Fluminense e Palmeiras terão mostrado interesse em contratar o internacional canarinho — quando foi facultado ao jogador a possibilidade de entrar de férias mais cedo, faltando ao jogo com o V. Setúbal, precisamente para estar perto do pai, cujo estado de saúde inspira cuidados. A BOLA apurou que não está nas cogitações da SAD vender o passe de um jogador que tem sido fundamental na equipa. Léo tem mais quatro anos de contrato—o próprio disse, quando foi apresentado, ser o contrato da sua vida—e apesar do interesse dos clubes brasileiros no pequeno lateral esquerdo, Ronald Koeman irá continuar a contar com o atleta.

Quero vestir aquele manto sagrado!
Uma reserva de luxo que o Benfica possui no Brasil. Diego Souza assinou no defeso um contrato de cinco anos pelos encarnados mas foi imediatamente emprestado ao Flamengo, sem data de regresso. O médio pretende que seja o mais rapidamente possível. Apesar de ter efectuado uma excelente carreira no clube carioca, marcando cinco golos, o objectivo do internacional sub-20 contratado ao Fluminense é convencer a SAD benfiquista a requisitar os seus serviços. «Só penso no Benfica e em vestir aquele manto sagrado», foi a frase que mais utilizou nesta entrevista a A BOLA.
Diego Souza foi protagonista, embora sem o pretender, de uma novela caricata durante o último defeso. Assinou um contrato com o Benfica até 2010, mas José Veiga foi pronto a afirmar: «Se ele entrar, eu saio pela outra porta». Uma forma de o director geral da SAD marcar a sua posição sobre uma contratação que não teve o seu aval. Optou-se por uma alternativa: o empréstimo. O Fluminense pretendeu recebê-lo de volta mas não tinha condições financeiras para comparticipar no seu ordenado, entretanto inflacionado. O Flamengo agradeceu e, com as devidas garantias apresentadas na Luz, roubou o médio ao arqui-rival. Com resultados à vista, já que Diego foi dos melhores elementos da equipa e marcou cinco golos... cinco grandes golos, fundamentais para evitar a descida do Fla à segunda divisão, o que seria um escândalo. Agora o pensamento está virado para Lisboa...

— Terminou o campeonato brasileiro. Gostaria de ir já para o Benfica?
— Sim. Até porque existe uma cláusula no meu contrato de empréstimo que dá o direito de o Benfica solicitar o meu regresso a qualquer momento. Sonho com isso!
— Está a contar os dias?
— Claro! Volto a dizer que sonho com isso. Mas acima de tudo tenho muita confiança nas minhas capacidades e naquilo que poderei fazer no Benfica. Tenho procurado ver maior número de jogos do campeonato português.
— E o que viu?
— Recentemente vi os encontros com o Manchester United e com o Sp. Braga. Já percebi que o futebol em Portugal é diferente do brasileiro, onde há pouco espaço para jogar. A marcação é forte e por consequência a dificuldade é maior.
— Isso inibe-o?
— Nada disso, pois além das capacidades técnicas sou um jogador de força. Estou acostumado a marcar o ritmo. Sempre que posso vejo o campeonato português, penso que é muito importante, pois não quero ser apanhado de surpresa. Quero chegar sabendo o que vou enfrentar. Fui bem recebido em Lisboa
— Esteve em Lisboa na altura em que se vinculou ao Benfica. Que recordações traz?
— Gostei muito. Fiquei impressionado com o estádio, não só pela beleza mas também pelo conforto. É muito lindo. Também sei que o clube é grandioso e tem uma torcida enorme, tal como o Flamengo. É o mais popular e isso motiva bastante os jogadores.
— O que lhe disse Roger sobre o Benfica quando jogaram juntos no Fluminense?
— Falámos várias vezes e ele disse-me sempre bem do clube e do orgulho que os jogadores têm em vestir aquela camisola. Isso deixou-me ainda mais empolgado!
— Esse conjunto de impressões criou-lhe uma expectativa grande?
— Sempre cria, mas não posso negar que foi tudo acima do que esperava. O Benfica é o clube que todos sabem: grandioso. E Lisboa agradou-me muito. Vi pouco mas gostei.

Tenho contrato mas não a certeza

— Mas está seguro de que vai jogar no Benfica?
— Contrato eu tenho, mas certezas ainda não... Diria que estou confiante e cheio de esperança. Repito: acredito nas minhas qualidades, no meu futebol. O que virá a Deus pertence, mas a confiança é muito grande. Quero vestir aquele manto sagrado, como me disseram lá em Lisboa.
— Como analisa a experiência no Flamengo?
— Não posso negar que no Fluminense, com Joel Santana, o treinador que me lançou, tive bons momentos. Entretanto fui para o Flamengo, encarei o facto com profissionalismo e acho que não decepcionei. Fui acarinhado e encontrei novamente Joel Santana. Ele conhece-me bem e tirou proveito das minhas características. Assim foi possível jogar o meu futebol e ajudar a equipa a ficar na divisão principal. Se tivéssemos descido seria um verdadeiro drama nacional.
— A boa prestação no Flamengo foi uma prova para quem começava a duvidar das suas capacidades?
— Sim. Eu estava parado quando vim para o Flamengo. Tinha saído do Fluminense e com a situação por resolver com o Benfica. Muita gente não acreditava em mim, até porque vinha do Fluminense, o grande rival. Mas dei a resposta dentro do campo e hoje não querem que me vá embora. Mas é o Benfica que vai ditar o meu destino.



sábado, dezembro 24, 2005

Morreu a lenda Lajos Baroti
LAJOS BAROTI, treinador campeão nacional no Benfica em 1980/81, faleceu ontem, em Budapeste, aos 91 anos. O antigo seleccionador do seu país, presente nos Mundiais de 1958, 1962, 1966 (onde perdeu, 1-3, com Portugal) e 1978, venceu ainda a primeira Supertaça portuguesa, referente à época 1979/80. Com amorte de Lajos Baroti desaparece uma lenda do futebol mundial, um homem que disputou, como treinador, 15 jogos em fases finais de Campeonatos do Mundo, apenas superado por outros grandes nomes como o alemão Helmut Shoen, o brasileiro Mário Zagallo, o jugoslavo Bora Milutinovic, o alemão Sepp Herberger, o italiano Enzo Bearzot, o belga Guy This e o brasileiro Carlos Alberto Parreira. Orientou 117 jogos da selecção húngara, tendo levado os magiares à conquista da medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Roma em 1960 e no Europeu de futebol de 1964, disputado na Espanha. Toni, adjunto de Baroti na segunda época do húngaro no Benfica, fez para A BOLA o seu retrato: "É justo que se diga que morreu uma lenda do futebol mundial e que entre nós, para além do campeonato ganho no seu primeiro ano no Benfica, deixa uma imagem de humanista muito profunda entre todos os que lidaram com ele de perto." Toni recorda pormenor com mais de 25 anos: "Quando estivemos em Madrid no início da época 1980/81, fui comprar um livro sobre futebol e o mister Baroti, quando me viu com ele na mão, virou-se para mim e perguntou-me se não queria ser seu adjunto. Disse-lhe que não, que queria mesmo é jogar, mas percebi que a minha carreira como jogador tinha chegado ao fim. Ainda fui campeão nacional, disputando o último jogo na Luz com o V. Setúbal, partindo depois, com Baroti, para a minha primeira experiência como adjunto."



Lajos Baroti e Néné e a 1ª Supertaça ganha pelo Benfica, referente à época de 1979/80


Precisava de uma exibição assim
GIORGOS KARAGOUNIS precisou de quatro meses para realizar a sua melhor exibição ao serviço do Benfica. Ou melhor, quatro meses e uma hora, pois apenas nos 30 minutos finais do encontro com o V. Setúbal o grego mostrou a classe que Ronald Koeman pediu para o meio-campo dos encarnados. "Ele andava a precisar de uma exibição assim ", confidenciou a A BOLA o seu empresário, admitindo que o jogador andava "triste" com a situação de lesionado. Os benfiquistas, diz, podem esperar "o melhor Karagounis" no regresso à competição.
Chegou à Luz e recebeu a camisola 10. A honra não pertence a todos e apesar de não se considerar um autêntico 10, a verdade é que também não hesitou em afirmar que o número não o assustava. Estava pronto para o desafio. No entanto, a carreira de Karagounis no Benfica começou mal. Entrou de chofre na equipa sem ritmo competitivo (apenas realizou treinos no anterior clube, o Inter de Milão) e uma lesão no encontro frente ao Lille, na Luz, adiou a integração do médio na nova equipa. Momentos que o seu empresário revela não terem sido bons para Karagounis. "Ele estava triste, obviamente, por estar lesionado. Nenhum jogador gosta", afirmou Roberto Callenda a A BOLA.

Agora é sempre a subir

Os bons momentos futebolísticos protagonizados por Karagounis no Estádio do Bonfim representaram um bálsamo para o helénico. "Precisava de uma exibição assim. Falámos depois do jogo e ele estava satisfeito ", acrescentou o representante, perspectivando uma evolução natural do campeão europeu no modelo de Ronald Koeman. "Depois de afastada a lesão e readquirido algum do ritmo competitivo perdido, as pessoas vão obviamente ver o verdadeiro Karagounis ", frisou Callenda, sem pretender com isto entrar no discurso fácil ou eufórico. Porque, lembra o agente, o campeão europeu de selecções tem um currículo que fala por si e não necessita que "falem muito dele". "Toda a gente o conhece e sabe o que ele faz numa equipa", concluiu Roberto Callenda.

SAUDADES da baliza
O povo que por norma enche as bancadas do Estádio da Luz tem saudades dele. Moreira sente o mesmo pela baliza, faz-lhe falta vestir o número 1. Entrar em campo, sentir o frenesim dos grandes jogos e receber o tradicional aplauso. Há quase três meses que está lesionado, mas mesmo assim Moreira deu ontem o exemplo e transmitiu mensagem de coragem aos jovens que sonham um dia tomar o seu lugar nas balizas.
A época começou bem para Moreira. o treinador Ronald Koeman desde cedo deu a entender que era ele o seu homem, que a baliza lhe pertencia. Explicou porquê, que em caso de igualdade optaria sempre pelo mais novo. Depois de uma excelente época de Quim tornava-se claro que o tempo passaria a ser de Moreira. O jovem guarda-redes do Benfica fez seis jogos consecutivos na condição de titular, depois de na pré-época ter havido alternância na baliza. Esteve em Guimarães mas horas depois chegava a notícia de que estava lesionado. Houve algum mistério, não se saberia de quanto tempo poderia ser a paragem. O pior dos cenários aconteceu: conhecido o diagnóstico - artrite no joelho direito - a ausência seria prolongada. No dia 18 de Outubro Moreira foi operado, numa altura em que já sabia que não estaria nas Antas para o embate com o FC Porto, que não poderia defender o Benfica e a sua baliza na sempre exigente Liga dos Campeões. Com empenho seguiu à risca a delicada recuperação e ainda há pouco deixou de necessitar das canadianas para se apoiar. Falta ainda muito para o vermos de regresso aos relvados, mas se alguém lhe pergunta como está o guarda-redes diz que vai bem, que vai recuperando devagarinho. Sente-se alguma nostalgia dos tempos em que brilhava entre os postes. Se tudo correr pelo melhor, Moreira só estará em condições de trabalhar sem limitação lá para o fim de Março e para trás poderá ficar a esperança de estar presente no Campeonato do Mundo da Alemanha. Nada que o faça desesperar, já que o momento é de pensar que os bons dias voltarão brevemente. Por tudo isto, o Natal não significará propriamente período de férias, como acontece com os seus companheiros de plantel. Os tratamentos continuarão e Moreira vai percorrendo os caminhos do Estádio da Luz a cada dia. As saudades, essas, vão aumentando.

Dupla inédita na forja
A lesão de Ricardo Rocha e a ausência de Luisão abrem portas a uma dupla de centrais inédita, para o jogo com o Paços de Ferreira, no regresso ao campeonato. O português está longe de ser uma carta fora do baralho, mas Anderson e Alcides surgem em boa posição.
Está em perspectiva a estreia de uma dupla inédita no eixo da defesa encarnada. Luisão fui punido com um jogo de suspensão, frente ao V. Setúbal, e Ricardo Rocha lesionou-se na jornada que precedeu o início das férias, correndo sérios riscos de não estar fisicamente apto para o jogo com o Paços de Ferreira. Embora seja central de raiz, Alcides nunca beneficiou de uma oportunidade nessa posição e foi com alguma surpresa que surgiu a lateral direito no jogo frente ao Lille. Koemam gostou do que viu e manteve-o nessa posição, continuando a apostar em Nelson como médio-ala. Como lateral, Alcides tem contribuído, sem lugar a dúvidas, para dotar de maior consistência o sector defensivo, que nos últimos cinco jogos, quatro para a 1ª Liga e um para a Liga dos Campeões, apenas consentiu um golo e frente ao Manchester United. Mas mesmo quando optou por alinhar com três centrais, Koeman nunca apostou no longilíneo jogador para a posição de central. Contudo, nas poucas oportunidades de que beneficiou na época passada, Alcides demonstrou ser alternativa credível a Luisão e Ricardo Rocha. A chegada de Anderson veio aumentar mais ainda as dificuldades de Alcides que desceu de terceira para quarta opção, passando largas jornadas sem alinhar ao menos um minuto.

De suplente a quase imprescindível

As lesões e a baixa produtividade de Geovanni e Carlitos na ala direito abriram-lhe as portas da titularidade, proporcionando-lhe outro estatuto junto do treinador, que prefere sacrificar aquele que é tido como o dono natural dessa posição, Nélson, adiantando-o no terreno, para manter Alcides na equipa. Por tudo isto, pressupõe-se que Alcides irá regressar à titularidade, mesmo que Ricardo Rocha recupere. Nesse caso, jogaria à direita, mantendo-se o figurino dos últimos jogos. Se Rocha não recuperar, Alcides irá jogar ao lado de Anderson, algo que só aconteceu nos jogos amigáveis da pré-época.

Manu fica na Reboleira
Manu vai realizar o resto da época ao serviço do E. Amadora, apesar de o Benfica, clube ao qual pertence o passe do jogador, ter equacionado o seu ingresso no plantel de Koeman. No contrato de empréstimo não existe nenhuma cláusula que permita ao Benfica recrutar o atleta quando entender, ao contrário do que se passa em relação a outros, como é o caso de Diego, cedido ao Fluminense. Mas não é por este motivo que Manu permanece no Estrela: os encarnados entendem que estão a valorizá-lo na Amadora, ao passo que os tricolores agradecem, pois trata-se de um elemento fundamental.



sexta-feira, dezembro 23, 2005

Canal BENFICA já tem parcerias
NUMA entrevista concedida à revista Prémio, o administrador executivo da Benfica, SAD, Domingos Soares de Oliveira, abordou os vários temas que marcam a estratégia de crescimento e globalização do clube.
O Benfica tem praticamente tudo acertado para avançar com o seu próprio canal de televisão, no primeiro semestre de 2006. Segundo Domingos Soares de Oliveira, já foram estabelecidas parcerias com Olivedesportos e RTP, detentores dos direitos dos jogos, com a PT Multimédia, detentora da TV Cabo, e com uma produtora de conteúdos. Estão previstas 12 horas diárias de emissão, com os treinos e jogos da equipa principal a merecerem transmissão em diferido, além dos directos dos encontros das modalidades e camadas jovens, assim como entrevistas exclusivas a jogadores e técnicos. O preço mensal para os assinantes do canal será de 9,95 euros, com desconto para sócios.

140 mil sócios

«Temos 140 mil sócios registados e mais 20 mil kits vendidos», sublinhou o administrador-executivo. Até ao momento foram vendidos 65 mil kits e o objectivo passa por atingir os 100 mil sócios até final da temporada, mais 75 mil em 2006/2007 e 75 mil em 2007/2008. As expectativas estão, para já, a ser cumpridas, de acordo com aquele responsável. Praticamente concluídas estão as negociações com mais dois parceiros: Intermarché e uma rede de telecomunicações. «Gostava de ter estes negócios fechados até ao fim do ano», referiu Domingos Soares de Oliveira, acrescentando: «O objectivo é que um sócio use o cartão pelo menos uma vez por dia.»

Internacionalização

A par da dinamização das casas do Benfica — «Têm de ser como o balcão de um banco, vendendo tudo o que se relacione com o Benfica» — está em curso o plano de internacionalização. As viagens de Luís Filipe Vieira aos Estados Unidos e África inserem-se nesta lógica, com o objectivo de atingir 20 mil sócios fora de Portugal, a curto prazo. Para tal foi estabelecido um protocolo com o BCP Bank para a cobrança de quotas na costa leste dos Estados Unidos. E a rede de supermercados americana AJ Seabra já oferece descontos para os associados. África é o próximo mercado a atacar.

SAD na bolsa

«Queremos ter resultados positivos a partir desta época e colocar a Benfica SAD na bolsa em 2008/2009 [n. d. r. uma empresa só pode ser cotada em Bolsa após três anos de resultados positivos]», anunciou o responsável encarnado. Ainda no plano financeiro, as receitas dos namings das bancadas e das rendas da zona comercial pagarão à banca, em seis anos, a dívida contraída para a construção do novo estádio. Quanto à dívida de 20 milhões de euros à Somague, será paga em quatro anos através dos lugares do estádio comprados por dez anos e que são renovados anualmente.

«Naming»

«Houve aproximações interessantes, mas não há ainda nada de concreto», garante Domingos Soares de Oliveira sobre a negociação do naming do estádio. Em Dezembro será anunciado o naming do segundo pavilhão da Luz e do complexo de piscinas, ao passo que em Janeiro será conhecido o nome do centro de estágio do Seixal.

Novas empresas

Uma última referência para outro aspecto mencionado no trabalho da referida revista e que diz respeito às novas empresas do clube da Luz. A Benfica Seguros já está a funcionar, ao passo que a Benfica Viagens, Benfica Telecom ou Benfica Auto Center estarão brevemente no mercado.

Luisão confiante e com brilho nos olhos
OS jogadores encarnados partiram ontem para férias da quadra natalícia com um dossier debaixo do braço, onde constam todas as orientações a seguir durante as férias. Cada um com um plano de treino individualizado que lhe foi traçado. Da mesma forma que ficaram a saber que devem manter-se em silêncio. O que não impediu Luisão de falar, com um brilho nos olhos e os dois polegares levantados em sinal de confiança. Como é doce o sorriso da vitória...
A debandada para férias foi precedida de uma reunião com José Veiga, no estádio da Luz. Os jogadores começaram a chegar por volta das 09.30 horas e a reunião não terá durado mais de 15 minutos, tempo suficiente para cada um dos elementos do plantel receber um dossier completo, onde constava o plano de treino individualizado e a lista de cuidados básicos a ter durante os dez dias em que estarão longe da Luz.
Para esta reunião, levantava-se a expectativa de os jogadores poderem aproveitar o período natalício para por em dia as conversas com a imprensa, especialmente os brasileiros, que têm consciência de que vão ser bombardeados pelos jornalistas do seu país, para quem a figura do blackout é estranha. A recomendação recebida foi bem explícita e os jogadores vão manter-se em silêncio, sob pena de os prevaricadores serem contemplados com multas .
Assim, pouco passava das 10 horas quando os jogadores abandonaram a Luz. Mesmo sem estar autorizado a falar, Luisão não deixou de falar com as mãos e de transmitir aos jornalistas um brilho nos olhos e um estado de espírito bem positivo: sorriu e levantou com os polegares, passando uma mensagem de confiança, enfatizada pelos resultados positivos alcançados nos últimos jogos.

Nélson só viaja hoje

O central fez parte do primeiro grupo a partir, rumo ao Brasil, juntamente com Alcides, Anderson e Geovanni, acompanhado da mulher e da filha. Trocaram-se gestos cúmplices e os jogadores só não se mostraram mais exuberantes pela dor de Geovanni que perdeu o pai. O voo para São Paulo, que saiu da Portela às 12.10 horas, coincidiu com os de Luanda e Praia e o grupo de brasileiros não teve mãos a medir para satisfazer os pedidos de fotos e autógrafos de adeptos, na sua maioria jovens, que os reconheceram de imediato. Beto, o outro brasileiro do plantel só viajou a meio da tarde, directo ao Recife.
Mas ontem foi também dia de viagem para os europeus, tendo Karagounis e Miccoli viajado para Itália, de onde o grego apanhou o voo para Atenas. Para hoje está prevista a viagem do cabo verdiano Nélson, que ontem marcou presença no jogo contra a pobreza, realizada na Alemanha, juntamente com Nuno Gomes.
Quanto aos portugueses, quase todos optaram por passar a consoada coma família, deslocando-se para diversos pontos do País, consoante a origem.
A Luz fechou para férias, até 2 de Janeiro.

Ricardo Rocha sem férias
RICARDO ROCHA iniciou tratamento ontem para debelar a entorse no joelho esquerdo e partiu para o Norte com a recomendação de apresentar-se na Luz a seguir ao Natal. Simão Sabrosa, quase recuperado, e Moreira, também, vão fazer-lhe companhia
Decorria o minuto 52 do jogo no Bonfim quando Ricardo Rocha, vítima de uma entorse no joelho esquerdo, sofrida no calor de uma disputa de bola com Sougou, foi substituído por Dos Santos.
Para o jogador, a primeira consequência desse infortúnio foi ter iniciado tratamentos no mesmo dia em que os colegas partiram para férias.
Como se não bastasse, Ricardo Rocha irá mesmo perder parte considerável dos 10 dias de férias, já que terá de apresentar-se na Luz, logo após o Natal, para prosseguir o programa de recuperação com Rodolfo Moura. De resto, o central português tem sido o mais azarado dos integrantes do quarteto defensivo, já que esta é a terceira vez, no que vai de época, que é obrigado a parar por lesão. O que vale é que é usual surpreender, recuperando sempre depressa.

Simão acelera

Ricardo Rocha não estará sozinho na tarefa de trabalhar arduamente durante as férias natalícias.
Também o capitão Simão Sabrosa irá fazer-lhe companhia, prosseguindo a recuperação à mialgia no reto da face anterior da coxa esquerda, contraída no jogo da Taça, com Leixões, em finais de Outubro. Jogar frente ao Lille revelou-se contraproducente e desde então não mais pôde ajudar a equipa. Tudo aponta, no entanto, para que Simão esteja à disposição de Koeman no regresso ao trabalho. Moreira completa o trio, realizando caminhada, ginásio e piscina.

Dezembro gordo vitórias magra
O calendário prometia ser espinhoso. Koeman não o temeu. Estávamos nos últimos dias de Novembro quando o holandês afirmou sem receios que o Benfica precisava de ganhar todos os jogos até ao Natal. O rombo na ambição viria logo depois, com um amargo empate a zero, em plena Luz, com o Belenenses. Sem o saber, começava aí um trajecto invejável, o início de um ciclo que já vai em cinco jogos sem que a bola entrasse na baliza encarnada.
Dezembro gordo para o Benfica, celebrado com vitórias magras, todas pela margem mínima. O Benfica repetiu o resultado de 1- 0 nas últimas quatro jornadas da Liga, tendo a caminhada vitoriosa começado com a sempre incómoda visita ao terreno do Marítimo. Foi Mantorras o homem que descobriu o caminho para a baliza e somou mais três pontos na perseguição aos primeiros lugares.
Esquecido estava o empate com o Belenenses. Os corações batiam forte: antes de o Boavista se deslocar à Luz, o calendário reservava aos encarnados o jogo do ano, frente ao Manchester United. A águia voou alto: conquistou os oitavos-de-final, novamente pela margem mínima, mas desta vez com um saboroso 2-1, sendo que os ingleses até marcaram primeiro. Em muito poucas situações durante a última década fez tanto sentido gritar-se... glorioso.
Era o momento de descer à terra, voltou a advertir Ronald Koeman. E o regresso à terra fez-se diante do Boavista. O adversário era terrível, o jogo de nervos. Anderson marcou o segundo golo na Liga, o Benfica voltou à rotina do 1-0, os pontos ficaram em casa.
O Benfica ia ganhando mas o goleador Nuno Gomes ia somando minutos sem voltar a encontrar o caminho do golo. A espera acabou frente ao surpreendente Nacional, com o número 21 a fazer a festa. Falou-se de um autocarro — o treinador encarnado até disse que afinal eram dois—e queixaram-se os insulares que o árbitro nem tivera aquele espírito natalício de defender os mais desfavorecidos ao considerar regular o lance que ditou a derrota dos nacionalistas.
A caminhada de 2005 terminou com a viagem ao recinto de um V. Setúbal em crise, com os jogadores sadinos a ameaçarem até com uma greve caso não recebessem os merecidos salários. Nuno Gomes voltou a atacar e no último minuto do tempo regulamentar deu mais três pontos ao Benfica perante um adversário que defendeu muito e quase conquistou um ponto.
Neste campeonato do mês do Natal, o Benfica foi mesmo a única equipa que contou por vitórias os cinco jogos disputados, o que lhe permitiu aproximarse do líder FC Porto e começar o ano com as esperanças de revalidar o título perfeitamente intactas.



quinta-feira, dezembro 22, 2005

Setúbal 0 - 1 Benfica

90 m
0-1, por Nuno Gomes. A jogada do golo, quando a pressão junto à área do V. Setúbal era sufocante, começou precisamente no número 21 encarnado, que conquistou uma bola perdida junto à linha lateral. Nuno Gomes envolveu Dos Santos na jogada, este solicitou Geovanni, que por fim lançou o pontade- lança encarnado com passe magnífico. Já dentro da área, e depois de ajeitar a bola com o peito, surgiu o remate do «capitão» encarnado, em jeito e com o pé esquerdo. Um grande momento...

Arbitragem

CARLOS XISTRA (7)
Em bela fuga aos tumultuosos últimos tempos, a arbitragem de Carlos Xistra atingiu óptimo nível, destacando-se apenas um erro, quando foi assinalado fora-de-jogo inexistente a Miccoli (60 m). Foi, aliás, um errozinho!

Melhor em Campo

GEOVANNI (7)
O mais interventivo do jogo, com grande qualidade em vários lances, ainda que intermitente. Geovanni jogou de luto, jogou em nome do pai, mas jogou como o fizera com o Man. United ou o Boavista— muito bem! Quando o Benfica quase não existia no ataque, tentou partir para o drible, tentou encontrar linhas de passe para a área. Bateu um livre às malhas laterais, assinou mais dois remates com muito perigo e fez a assistência para o golo de Nuno Gomes.

Sala de Imprensa

RONALD KOEMAN (treinador do Benfica)
KOEMAN «Vrolijk Kerstfest»
RONALD KOEMAN tem todas as razões para viver um Vrolijk Kerstfest, que significa Feliz Natal em holandês. Com a equipa nas três frentes em que iniciou a época—já depois de ter conquistado a Supertaça, precisamente frente ao V. Setúbal — o treinador encarnado recebeu ontem, do pé esquerdo de Nuno Gomes, a prenda que lhe faltava no sapatinho, conseguindo cinco vitórias consecutivas (quatro jogos da Liga portuguesa e um da Champions) e um Dezembro gordo, muito gordo, que até poderá terminar melhor se o FC Porto perder hoje pontos, frente ao V. Guimarães, o que deixaria o Benfica mais próximo do primeiro lugar. Na habitual conversa com os jornalistas, na sala de Imprensa, Koeman estava, naturalmente, bem disposto, classificando de merecido o difícil sucesso da sua equipa no Bonfim.
— Uma vitória complicada...
— Sim, foi um jogo complicado, sobretudo na primeira parte. Nesse período, jogámos de uma forma um pouco lenta, tivemos muita posse de bola mas não criámos muitas oportunidades de golo. Na segunda parte, estivemos melhor, mais agressivos no ataque, com cinco ou seis boas ocasiões para marcar. Por Miccoli, Karagounis e Mantorras, por exemplo. Acabámos por vencer já quase no final. Penso que com toda a justiça, com um grande golo do Nuno Gomes.
— O Benfica termina o mês só com vitórias. Era fundamental que assim fosse?
— Sim, foi um mês muito importante, com uma grande vitória na Liga dos Campeões, que valeu o apuramento para os oitavos-de-final, e vitórias importantes também na Liga portuguesa, que nos possibilitaram estar mais acima na tabela, perto do lugar que pretendemos. Estamos contentes como que fizemos nos últimos jogos e esta paragem do campeonato é importante para a recuperação física dos jogadores.

À espera de reforços

— Espera agora reforços para a segunda parte da época?
— Sim, trabalhamos sempre com o objectivo de melhorar o plantel, mas para já vamos aproveitar estes dias para descansar, também merecemos. Não vou falar do número de jogadores que pretendemos. Como já disse, tivermos a oportunidade de reforçar o grupo, e se o clube assim o entender, é o que faremos. vamos esperar pelos próximos dias.
— Espera ter já as caras novas no regresso ao trabalho?
— Como já disse, esperamos contar com reforços se surgir essa possibilidade, mas há que destacar o trabalho que tem sido feito pelos atletas que estão actualmente no plantel. Foi com eles que vencemos os últimos jogos.
— A lesão de Ricardo Rocha é grave?
— Lesionou-se numa entrada de um jogador do V. Setúbal e não conseguiu continuar. Não creio que seja muito grave, mas temos de esperar que seja reavaliado.
— Porque não convocou Nuno Assis?
— Porque entendi chamar outros jogadores, nada mais, não há nada de grave. Simplesmente optei por outros.

Vamos voltar ainda com mais força
MAIS um golo, o décimo segundo na Liga, e mais três pontos saídos dos pés (desta feita do esquerdo) de Nuno Gomes. O avançado encarnado voltou a ser decisivo e, no final do jogo fez, para as câmaras da TVI, o resumo daquilo que, no seu entender, se acabara de passar no relvado do Estádio do Bonfim. Tudo para dizer que a vitória do Benfica foi, no seu entender, o resultado certo.
«Acho que na primeira parte não estivemos muito bem. Mas no segundo tempo fomos superiores e pelo que fizemos acho que acabámos por merecer os três pontos. O resultado é justo », afirmou Nuno Gomes.
A pausa natalícia está aí e o Benfica parece estar de novo em bom momento de forma. Apenas hoje se saberá se a suada vitória conseguida em Setúbal servirá para aproximar os encarnados do líder FC Porto, mas esse é um pormenor em que os jogadores da Luz preferem não pensar de momento. Os azuis-e-brancos podem esta noite vencer e manter os seis pontos de vantagem, mas o plantel orientado por Ronald Koeman espera recuperar terreno com um novo ano repleto de bons resultados. Palavra de capitão. «Claro que gostava de estar em primeiro. Não estamos, mas a verdade é que temos recuperado pontos e depois do Natal vamos voltar ainda com mais força», atirou o melhor marcador da Liga.
A terminar Nuno Gomes falou do golo que, em cima da hora, haveria de carimbar a conquista dos três pontos frente, nada mais nada menos, que a defesa menos batida do campeonato. O lance deixou dúvidas— os jogadores sadinos protestaram com o árbitro, alegando que o avançado dominou a bola com o ombro —, mas não na cabeça de Nuno Gomes. «Dominei com o peito e rematei», disse, reconhecendo que a equipa estava já preocupada com a possibilidade de deixar o Bonfim com mais um resultado menos positivo. «O jogo estava quase no final e estávamos a desesperar porque o golo não aparecia. Fui feliz no remate, saiu bem e ganhámos. Ficámos felizes», concluiu o jogador que voltou a demonstrar a razão por que os adeptos encarnados lhe voltaram a chamar Nuno... Golos. Ontem foi mais um decisivo, à semelhança do que acontecera, por exemplo, na partida da última jornada, frente ao Nacional, que o Benfica venceu com um golo de Nuno.



quarta-feira, dezembro 21, 2005

Espero ficar aqui muitos anos
UMA declaração importante. Não tanto pelo conteúdo mas pela forma como foi disparada, sem engolir saliva ou pensar duas vezes. Quando lhe questionaram se gostaria de ficar muitos anos na Luz, Ronald Koeman não teve dúvidas a responder, esboçando um ligeiro sorriso...
Quem assistiu à conferência de imprensa de ontem concluiu que Ronald Koeman é a antítese de José Antonio Camacho (o antecessor) no que toca à abordagem do seu futuro no clube que representa. O espanhol sempre disse que só tinha projectos de um ano, recusando-se a admitir cenários prolongados. O holandês, por seu turno, não tem pejo em admitir que não se importava de permanecer na Luz durante vários anos. Confrontado com as declarações proferidas na semana passada a respeito de Simão, quando afirmou esperar que o capitão ficasse «muitos anos na Luz», os jornalistas colocaram ao holandês a mesma pergunta. E se Koeman é diplomático, agora foi curto e directo:
— Espera ficar muito tempo no Benfica?
— Claro! Espero! E não posso dizer mais nada agora.

Simão não é imprescindível mas é bom que recupere

Quem leu as linhas anteriores percebeu que Simão foi o mote. E de Simão fala-se agora:
— O Benfica conseguiu quatro vitórias consecutivas sem Simão. A equipa já conseguiu suprimir a ausência do capitão?
— Vários jogadores alinharam na sua posição porque não temos um extremo esquerdo com ele. Custou-nos. A equipa nota sempre a ausência de jogadores como Simão. Mas a equipa tem dado boa resposta nos últimos jogos e mostrámos que podemos ganhar ao Manchester sem Simão. Ninguém, nenhum jogador é intocável, embora espero que Simão recupere rapidamente da lesão, face aos jogadores que temos neste plantel.

Crise é económica não é futebolística
MUITAS cautelas na véspera do jogo com o V. Setúbal. Valendo-se da experiência, Ronald Koeman considera que os jogadores sadinos vão estar ainda mais motivados para o encontro com os encarnados do que normalmente estariam. A crise, diz o holandês, pode funcionar ao contrário e já advertiu os seus jogadores para o perigo de defrontarem colegas feridos no orgulho. Além disso, reforçou, o Vitória está um ponto à frente do Benfica e, por isso, é uma equipa com muito valor. Mas também é verdade que os níveis de confiança na Luz estão altos e Koeman quer passar o Natal com um «bom sabor na boca».
— O Benfica vai enfrentar um V. Setúbal mergulhado numa grave crise. Como está o Benfica a encarar este jogo?
— É preciso dizer que a crise é económica e não futebolística. E convém não esquecer que o V. Setúbal está à nossa frente com mais um ponto. E se acho que antes de existirem estes problemas o jogo já iria ser complicado, agora será ainda mais. Continuam a ter quase a mesma equipa. Os jogadores que vão substituir os que saíram estarão ainda mais motivados por jogar contra o Benfica e chegou outro treinador que não irá trocar muito, por não haver razões para isso, uma vez que a equipa está a fazer uma boa temporada. Eu disse aos meus jogadores que o jogo será ainda mais complicado por causa desta situação. As pessoas podem pensar que o jogo será fácil porque o V. Setúbal está em crise... mas vai ser muito complicado.
— A situação pode funcionar ao contrário, portanto...
— Exactamente. E não só nos jogadores do Vitória, mas como em toda a gente. O ambiente será diferente. É preciso não esquecer que não haverá grandes diferenças na equipa do V. Setúbal, o novo treinador irá manter a mesma estrutura. Vamos ter de lutar muito para ganhar, tal como fizemos nos jogos anteriores.
— Mas não estará o V. Setúbal mais fraco com as saídas de jogadores como Dembelé ou Tchomogo?
— Eu vi o jogo do V. Setúbal com o Belenenses, onde o treinador fez duas substituições. Pelo que me foi dado a ver os jogadores que estavam no banco não são inferiores aos titulares e por isso não se notou qualquer diferença. A equipa tem jogadores no banco que não são inferiores a esses que não vão jogar amanhã [hoje].
— O V. Setúbal continua a ter a defesa menos batida da Europa. Como pode o Benfica furar um bloco tão compacto?
— O Vitória só sofreu quatro golos e já temos a experiência do jogo da Supertaça, em que foi difícil vencer. Por isso, teremos de estar em grande forma. Mas o Nacional também tem uma defesa forte e soubemos criar oportunidades logo nos primeiros 10 minutos. É uma defesa complicada mas atenção que a nossa equipa também tem estado bem a defender nas últimas jornadas. Não é fácil sofrermos golos!

Karagounis na equipa
A titularidade de Karagounis no jogo de hoje, frente ao V. Setúbal, está quase certa. Mas outras mexidas deverão ocorrer no onze encarnado, nomeadamente a utilização de Ricardo Rocha ou Dos Santos no lugar do brasileiro Léo, que já está no Brasil, autorizado pela SAD. Nuno Gomes e Miccoli continuam a formar dupla no ataque.
Koeman prometeu e vai cumprir, procedendo a algumas alterações no onze, com o aparente propósito de refrescar a equipa que, em sua opinião, se apresentou algo cansada frente ao Nacional da Madeira.
Para lá da ausência forçada de Alcides, que proporcionará o regresso de Nélson à sua posição de origem, lateral-direito, as principais mexidas deverão acontecer do meio-campo para a frente, faltando apenas definir a posição que os eleitos vão ocupar no relvado.
Geovanni, por exemplo, tem brilhado no meio, mas poderá ter de voltar à direita, face ao recuo de Nélson; enquanto Karagounis, outro regresso à equipa, deverá descair para a esquerda. No meio, Miccoli deverá manter a titularidade, formando dupla com Nuno Gomes.

Manuel Fernandes provável no banco

A equipa tem-se apresentado nos últimos jogos sem extremos fixos, pelo que se prevê um ataque com muitas movimentações, com os jogadores a trocarem de posição com frequência, durante o jogo.
Estando Quim certo na baliza, Luisão e Anderson estão confirmados na defesa, cabendo a Ricardo Rocha, o favorito, concorrer com Dos Santos para o lado esquerdo.
No sector intermediário, Manuel Fernandes está recuperado, mas Koeman não deverá mexer na dupla Petit/Beto, a mesma utilizada nas últimas quatro vitórias, desde o jogo com o Marítimo. O brasileiro não pode adormecer à sombra da bananeira pois, em condições normais, dificilmente o internacional sub-21 deixará de ser titular.
Refira-se que Koeman admitiu surpresas no ataque, pelo que Mantorras pode muito bem ser lançado de início.



terça-feira, dezembro 20, 2005

JÁ ESGOTOU!
IMPRESSIONANTE. Os bilhetes para o jogo com o Liverpool foram colocados ontem à venda e 10 horas depois já estavam praticamente esgotados. A dois meses do grande jogo já existe a certeza de que o Estádio da Luz vai contar com 65 mil pessoas. Nunca se viu tanta procura num curto espaço de tempo, nem nas vésperas de clássicos ou mesmo para o encontro com o Manchester United. O inferno vai mesmo arder!
Uma procura desenfreada dá neste resultado: os bilhetes disponíveis para a partida referente à primeira mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, que terá lugar na Luz e com o Liverpool como adversário, no dia 21 de Fevereiro, voaram em menos de 10 horas.
É a primeira vez que a lotação do estádio esgota em tão pouco tempo. Nem mesmo quando a venda foi exclusivamente para sócios— desta feita qualquer adepto podia comprar um precioso rectângulo — se assistiu a algo assim.

41 casas com bilheteiras automáticas

Os indícios começaram a surgir nas primeiras horas do dia, com a formação de enormes filas nas bilheteiras da Luz. Quem chegou pela fresquinha só conseguiu obter ingresso à hora do almoço, pelo que os responsáveis encarnados cedo perceberam que a lotação iria esgotar rapidamente. O que viria a acontecer durante a tarde.
Mas não foi apenas na Luz que se verificou muita procura. Nas 41 casas que dispõem de bilheteiras automáticas iguais às da casa mãe também se registaram filas. E basta cada uma vender 500 ingressos para voarem 20 mil bilhetes...

Ingleses recebem 3200 ingressos

Convém recordar que não foram 65 mil os bilhetes colocados à venda, mas somente metade, uma vez que há parcelas já atribuídas.
Os detentores de camarotes, cativos e títulos fundador totalizam mais de 25 mil lugares fixos, ao que se juntam os 3200 bilhetes enviados para os adeptos do Liverpool.

Esperar pela desistência

Quem pretender comprar ingressos para o encontro frente aos campeões europeus em título não pode alimentar grandes esperanças. Pode, no entanto, rezar para que aconteçam duas coisas : os ingleses enviarem de volta algumas centenas de bilhetes (cenário pouco provável) e esperar que os detentores de cativos não exerçam o direito de opção pelo respectivo bilhete — têm de o fazer até cinco dias antes do jogo. Mas quem tem posses para possuir um cativo irá falhar um jogo tão empolgante e decisivo?

Manuel Fernandes recuperado
MAIS um ansiado regresso: Manuel Fernandes treinou-se ontem com os colegas sem qualquer limitação, dando sinais de estar clinicamente apto da tendinite do adutor da perna direita. Mas talvez seja ainda cedo para se equacionar o regresso à titularidade, até porque a dupla Petit/ Beto tem dado boa conta do recado.
Manuel Fernandes parou de jogar após o encontro com o Belenenses, no passado dia 27 de Novembro. Segundo o boletim clínico da altura, devido a uma tendinite do adutor da perna direita.
Ontem, reapareceu aos olhos de jornalistas e adeptos, que lhe acompanharam todos os movimentos para aquilatarem da sua disponibilidade física. Pois bem, Manuel Fernandes cumpriu todo o programa estabelecido por Ronald Koeman; começou por fazer corrida, depois exercícios específicos e finalmente integrou o treino de conjunto com bola. Aparentemente, em momento algum apresentou queixas. Não se resguardou na disputa dos lances, ensaiou o remate, esteve sempre em jogo, o que permite concluir que está clinicamente apto e operacional para as missões que o treinador holandês entender conferir-lhe. Muito provavelmente já para o jogo de amanhã.

Em Setúbal ainda no banco

Com Manuel Fernandes apto, resta saber o que vai fazer Ronald Koeman. Em princípio, será ainda cedo para o regresso à titularidade. Não só devido ao tempo de paragem como também ao facto da dupla Petit/Beto estar a fazer bem o seu papel. Numa altura em que a equipa vem de uma série de quatro vitórias consecutivas, o treinador holandês não quererá arriscar mexer num sector nevrálgico da sua equipa. Depois do jogo de Setúbal segue-se o interregno do campeonato e Manuel Fernandes consolidará o regresso à forma. Agora só falta mais um ansiado regresso: o de Simão.



segunda-feira, dezembro 19, 2005

Canal TV já tem preço definido

O projecto está ainda em fase embrionária, embora aos poucos comecem a ser avançados pormenores acerca do canal de TV do Benfica, projecto cujo arranque está prometido ainda durante o actual mandato de Luís Filipe Vieira.

O jornal O Benfica, órgão oficial do clube, avançou ontem que o preço mensal para os assinantes não será «nunca superior a 9,95 euros, já com IVA incluído», ao mesmo tempo que salienta que a PT Multimédia, detentora da TV Cabo, RTP e Olivedesportos são as entidades envolvidas para o lançamento do canal, cuja produção e exploração será entregue a uma empresa a revelar em breve.

O canal pretende ter emissão mínima de 12 horas/dia e transmitir treinos em directo, jogos de futebol em diferido e em directo de outras modalidades, entrevistas exclusivas com jogadores e dedicar atenção a reportagens históricas.

Reforços nos primeiros dias de Janeiro
O Benfica tem preparado todo o trabalho de casa, todos os cenários em que quer trabalhar e pretende apresentar reforços para a equipa nos primeiros dias de Janeiro. Um guarda-redes, um médio polivalente e um ponta-de-lança estão no topo das prioridades. Vender jogadores está fora de hipótese, excepto se surgir uma proposta irrecusável ou alternativas para jogadores menos utilizados.

Koeman e Veiga já conhecem o perfil dos jogadores pretendidos em JaneiroExiste um objectivo claro: reforçar a equipa com jogadores de qualidade, dando mais opções a Koeman e colmatando algumas lacunas. E Existe uma preocupação quanto à condução do processo: evitar o arrastar de negociações, não dar azo a especulações que afectem adeptos e grupo de trabalho. E é ainda intenção de apresentar os reforços logo no início de Janeiro, também para que se integrem com mais tempo e as mais-valias que trouxerem sejam optimizadas o mais cedo possível.
Poderão ser três os jogadores contratados: um guarda-redes que lute pela titularidade; um médio polivalente, adaptável a várias funções; um ponta-de-lança de qualidade.
A passagem do Benfica aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões faz com que a fasquia suba. Naturalmente, uma época não se planeia com costa à vista e no último defeso a SAD procurou dotar a equipa de todos os recursos entendidos por necessários, e possíveis, para uma luta séria em todas as frentes. Mas algumas contrariedades, como a grave lesão de Moreira ou os contratempos em redor de Karagounis e Miccoli, por exemplo, e a consciência de que um ou outro jogador não está a render o esperado levam a que dessa avaliação permanente resulte a necessidade de introdução dos necessários ajustes.

Ninguém sai. Só se...

Outro ponto assente pela SAD é a vontade de não vender ninguém. Existem, no entanto, duas excepções: a apresentação de uma proposta que, em consciência, não possa ser recusada ou uma proposta interessante sobre um ou outro jogador que não faça parte do núcleo mais duro. No primeiro caso o exemplo apontado é Simão: por 18 milhões de euros já teria saído. Quem o quiser que suba a fasquia e a SAD apreciará. Um exemplo da segunda hipótese é Karyaka. Desejado na Rússia, o facto de não ser considerado um titular indiscutível poderia contar na hora da apresentação da proposta. Bruno Aguiar e Carlitos também poderão estar de malas feitas, resta saber se em definitivo ou por empréstimo.

Onde é que já vimos este Nuno?
NUNO GOMES marcou mais um golo, desta vez ao Nacional, e agarrou com mais força o estatuto de goleador máximo no Benfica e na Liga (11 golos). O ponta-de-lança aposta forte nesta temporada— que preparou sem lesões ao contrário das anteriores — fazendo lembrar o jogador que, em 98/99, encantou os benfiquistas, quando apontou 24 golos no campeonato. São poucas as diferenças para esse tempo, na mesma fase do campeonato.

No sábado, Nuno marcou o seu 11.º golo e ficou sozinho no topo da tabela dos melhores marcadores. Em1998/99, à passagem da mesma jornada, marcou três ao Desportivo de Chaves e tinha 13 golos, menos três que o então líder desta competição particular: Jardel.
Era totalista e terminou esse campeonato com 24 golos, mais três na Taça de Portugal e sete nas competições europeias: foi a melhor temporada de sempre do ponta-de-lança português. Mas esta pode ser tão boa ou melhor que a de 98/99. Pelo menos é nisso que acredita Nuno Gomes, que aparece disparado a marcar golos e a decidir jogos. E tem uma vantagem em relação às últimas duas temporadas: fez toda a pré-época sem lesões. E tem um incentivo, que também não teve nas anteriores: é o capitão, enquanto Simão recupera de lesão.
O próprio Nuno Gomes disse que quer voltar a ser o mesmo que marcou 60 golos em três épocas. Parece disposto a concretizar esse desejo.



domingo, dezembro 18, 2005

Benfica 1 - 0 Nacional

71 m
1-0 por Nuno Gomes. Insistência de Mantorras no lado esquerdo do ataque do Benfica, surgindo Chainho a tocar-lhe, impedindo o angolano de prosseguir o lance. Na sequência do livre, apontado por Petit, a bola sobrevoou bem alto a área nacionalista, o guarda-redes Diego fez-se ao lance, parecia dono e senhor da bola mas, antes de lhe tocar, sofreu um desvio de Luisão, na pequena área, sobrando a bola para Nuno Gomes, o qual, quase frontal à baliza, rematou forte e colocado para o 1-0

Arbitragem

JORGE SOUSA (4)
Muito bem no intervalo das áreas. Uma grande penalidade por assinalar sobre Luisão (13), uma falta não assinalada de Luisão no lance que deu golo (71).

Melhor em Campo

NUNO GOMES (7)
Nuno não marcava há três jornadas (a última vez foi em Braga) e muitos começavam a perguntar se estaria extinta a luz do goleador benfiquista. Não, apenas estava mais tímida e, ontem, reacendeu-se para, mais uma vez, fazer de Nuno Gomes o homem que decide jogos e vale pontos para o Benfica. Marcou um golo (foi o 11.º esta época) e acrescentou mais uma boa exibição no currículo da temporada.

Sala de Imprensa

RONALD KOEMAN (treinador do Benfica)
Koeman vence autocarros
KOEMAN até aceita que o árbitro pudesse ter marcado falta no lance que deu origem ao golo do Benfica. Mas também acha que uma equipa que colocou «dois autocarros » à frente da defesa não devia estar a queixar-se do resultado. Sereno, reconheceu que a exibição do Benfica não correspondeu à bitola dos dois últimos jogos, mas considera o resultado justo.
— Manuel Machado considera que houve falta sobre o guarda-redes Diego no lance do golo do Benfica. Como analisa o lance?
— Creio que podia ter apitado falta, sim. Como podia ter tomado outras decisões. Mas o resultado é justo. Principalmente porque uma equipa só veio para defender. Não colocou um autocarro em frente à baliza, colocou dois. Logo, porque se queixa do resultado?
— Ele queixa-se do critério técnico e disciplinar do árbitro. Concorda com a crítica?
— É fácil dizer essas coisas no final do jogo. Não gosto de estar a falar disso, até porque nós também não estivemos bem. Em primeiro lugar temos de olhar para nós mesmos, para o que fizemos, onde falhámos. É fácil culpar um árbitro. Dizer que houve muitos cartões, mas quem foi expulso foi um jogador nosso. Hámuitas outras coisas que podem ter influência no desfecho de um jogo. O Benfica não ganhou por causa do árbitro. O Benfica criou oportunidades e concretizou uma delas. Mas também concordava se o árbitro marcasse falta.
— Gostou da exibição da sua equipa?
— Creio que complicámos um pouco. Até iniciámos bem a partida e tivemos duas ou três possibilidades no primeiro quarto de hora. Mas depois não jogámos bem. Tivemos muitos problemas para abrir espaços na frente, contra uma equipa que estava a defender muito. A minha equipa trabalhou muito. Reconheço também que se tivéssemos azar o Nacional poderia ter marcado golo, numa grande oportunidade na segunda parte. Resumindo, acho que não estivemos bem nem revelámos a frescura dos últimos jogos. Por isso esta vitória custou-nos muito.
— Miccoli não parecia estar em pleno em termos físicos. Porque apostou nele?
— Miccoli estava a cem por cento. Talvez não para 90 minutos, até porque foi um jogo complicado, já que lhe falta um pouco de ritmo. Tal como considero que para readquirir o ritmo há que jogar. Optámos por ele, frente a uma equipa que jogou muito à defesa, e até teve uma boa oportunidade no primeiro quarto de hora. Miccoli não teve espaço, foi muito complicado. E tínhamos o Mantorras sabendo que poderíamos trocar.
— Agrada-lhe mais jogar com o Geovanni a ponta-de-lança, como fez com Manchester e Boavista, ou mais recuado?
— Eu acho que o Geovanni deve jogar sempre na frente com alguma liberdade. Não lhe disse para recuar. Apenas que cobrisse os espaços e usasse de alguma liberdade. E penso que esteve bem. Também temos Miccoli para ensaiar algumas nuances, mas Geovanni deve ter liberdade.

Não pensamos vender Simão nem qualquer outro jogador
Os clubes que chegarem à Luz com o objectivo de contratar jogadores, especialmente Simão, têm de apresentar propostas verdadeiramente tentadoras, caso contrário terão de ir às compras para outro lado. Tanto mais que a SAD quer, em primeira instância, manter o plantel intacto para conquistar as três competições que está a disputar. É a regra imposta por Luís Filipe Vieira, a que José Veiga também já aludiu após o sorteio da Champions. Mas, mesmo assim, não deixa de ser cauteloso: «24 horas no futebol podem mudar tudo.»
Luís Filipe Vieira, visivelmente satisfeito com os resultados obtidos nesta deslocação a Moçambique, fez o ponto da situação do futebol do Benfica com os jornalistas portugueses que fizeram a cobertura desta viagem.
— Qual a meta para a próxima fase da Liga dos Campeões?
— Temos objectivos claros em todas as provas, que passam pela vitória em todos os jogos. O Liverpool será o nosso adversário e não vale a pena dizer se contávamos ou não com este resultado do sorteio, porque o que nos interessa são os valores que existem naquela equipa. Os adeptos sabem que podem contar com um Benfica solidário, rigoroso e com mística. O mais importante é estarmos todos unidos, como tem acontecido nos últimos encontros, sentimento esse, aliás, que nos conduziu ao título na época passada. Queremos que os nossos adversários sintam o que é o inferno da Luz, sendo muito importante manter esta empatia entre o público e os jogadores. Certo é que naquele balneário só existe um pensamento: ‘quem vier morre!’

Entradas e saídas

— O Benfica irá apresentar-se comprador na reabertura do mercado, em Janeiro?
— O Benfica não foge à regra e, como os restantes clubes, está sempre atento a essa possibilidade. Neste momento, no entanto, estou muito satisfeito com o plantel que temos, mas o mercado só reabre dia 1 e no futebol e não podemos fazer futurologia. Não está previsto fazermos aquisições mas 24 horas no futebol podem mudar tudo, por isso digo que ‘ninguém sabe o dia de amanhã’. Ainda não conversámos com os nossos técnicos sobre a possibilidade de reforçarmos a equipa, e não serei eu a falar sobre a necessidade de procedermos a reajustes no plantel.
— Muito se tem falado da hipótese de Simão sair em Janeiro? Qual a posição da SAD?
— Hoje não pensamos vender o Simão. Mas também é verdade que no futebol as coisas mudam num instante e poderá sair algum jogador do Benfica— essa é, aliás, a única certeza que temos. Já recebemos propostas por jogadores do Benfica, mas entendi que não era o momento certo para esses atletas saírem, porque os nossos objectivos — desportivos e financeiros—são muito altos, por isso não estamos a pensar deixar sair ninguém. Há números aos quais não poderemos dizer que não,mas se voltarem a aparecer números idênticos aos do passado, ninguém sai. Só se surgir uma proposta irrecusável.


O alerta Maciel

— O FC Porto, através de um comunicado no seu site, reagiu à denúncia do Benfica sobre a não utilização de Maciel, no U. Leiria-FC Porto. Quer comentar?
— É um comunicado sobre o Apito Dourado? Nem vale a pena comentar…
— Não, trata-se de Maciel…
— A única coisa que sei, e está gravado, é que o treinador do Leiria disse que não poderia utilizar o Maciel porque havia um acordo entre os dois clubes. Tudo o que o Benfica fez foi denunciar uma situação de desigualdade, pois temos a convicção de que não foi um processo ético, as regras têm de ser iguais para todos, assim como a competitividade, logo não podemos compactuar. Não gostaria de responder a perguntas sobre o FC Porto, porque o que conta é o futebol português no seu todo, e a sua credibilidade. Não respondo a situações isoladas e de onde vêm, muito menos terão resposta, pois é dar demasiado protagonismo… A única coisa que fiz, na qualidade de presidente do Benfica, foi alertar para a situação.



sábado, dezembro 17, 2005

MICCOLI joga de início
GEOVANNI vai ter de jogar descaído sobre a esquerda, para permitir a entrada de Miccoli, que voltará a formar dupla com Nuno Gomes. O italiano tem dado mostras de estar totalmente recuperado da rotura muscular e Ronald Koeman não hesitou em mexer na equipa que ganhou os últimos três jogos.
Miccoli regressa hoje à titularidade, frente ao Nacional da Madeira. Desde que se lesionou frente ao FC Porto, há dois meses, o italiano apenas tinha participado no encontro com o Lille, realizado a 22 de Novembro último, mas ressentiu-se e não mais voltou a jogar. Sem confirmar a titularidade do jogador, Ronald Koeman deixou, no entanto, transparecer essa possibilidade nas entrelinhas, ao abordar a partida com os madeirenses. «No jogo com o Boavista, quis dar minutos a Miccoli e Karagounis, mas o resultado não era muito confortável e por isso não arrisquei. No entanto, ambos têm agora mais uma semana de treinos e fisicamente estão muito melhores. Se vão ser titulares? É uma possibilidade. Em relação a Miccoli não existe nada que me leve a não equacionar a sua utilização», afirmou. O regresso do italiano pressupõe alterações numa equipa que tem vindo a somar resultados positivos nos últimos jogos, mas Ronald Koeman não se mostrou preocupado por esse facto: «Não acho que seja arriscado, apenas tenho de pensar no que é melhor para nós.»

Regressa Luisão

Nuno Assis será o principal sacrificado pelo regresso de Miccoli, parceiro de Nuno Gomes, tendo o banco como destino. Outra alteração prevista é a troca de Ricardo Rocha por Luisão, que recuperou da lesão e volta a formar dupla com Anderson. Alcides vai manter-se no lado direito da defesa, sector que deverá contar ainda com Léo, na esquerda, e Nélson prosseguirá a adaptação progressiva como médio-ala direito, enquanto Petit e Beto vão ter nova oportunidade para consolidar o entendimento a meio-campo. Por último, Quim tem presença garantida na baliza.

Simão só em 2006
Ronald Koeman confirmou ontem o que A BOLA já tinha dado conta no dia 8: Simão Sabrosa só voltará a competir em 2006. A lesão do extremo obrigou a uma paragem prolongada e ficou estipulado que só regressaria quando estivesse na plenitude das suas capacidades, algo que não se verificou nos jogos com Villarreal (Luz) e Sp. Braga (Braga), nos quais o capitão evidenciou claras limitações físicas. Simão deverá estar apto para a primeira jornada do novo ano — a recepção ao Paços de Ferreira. O caso de Manuel Fernandes, por sua vez, é menos grave. «Ele tem possibilidades de integrar a lista de convocados para o jogo com o V. Setúbal», afirmou ontem o holandês em conferência de Imprensa. O médio realizou trabalho específico «sob orientação médica», ao passo que o camisola 20 continuou o programa de tratamento, composto por exercícios no relvado, ginásio e piscina. Moreira continua a recuperar de uma intervenção cirúrgica ao joelho direito.

Liverpool favorito mas não é impossível
OPTIMISMO moderado na Luz sobre o sorteio dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Ronald Koeman queria o Arsenal mas errou por algumas centenas de quilómetros. O holandês respeita o Liverpool, atribui o favoritismo aos britânicos mas não vê o campeão europeu em título como uma equipa imbatível, lembrando a vitória frente ao Manchester United. No entanto quis deixar um recado, contrariando o optimismo de Luís Filipe Vieira: a prioridade é o Campeonato porque os encarnados ainda não têm condições para repetir o feito de Eusébio, Coluna e companhia.
— Que comentário faz ao sorteio? Preferia o Arsenal mas calhou o Liverpool...
— O Liverpool é uma equipa forte, o campeão europeu em título. É mais complicado que o Arsenal. Foi o primeiro de um grupo onde estava o Chelsea. Mas havia mais equipas fortes e por isso não considero que tenha sido um mau sorteio. Vai ser uma eliminatória complicada mas, como já disse várias vezes, nada é impossível.
— Pode concluir-se que está satisfeito?
— Ficaria satisfeito se tivesse calhado outra equipa. Estamos entre os 16 melhores clubes da Europa pelas nossas qualidades. Estamos a vir de baixo e estamos a melhorar. Dormiria tranquilamente se nos tivesse calhado o Chelsea, Barcelona ou Real Madrid. Tocou-nos o Liverpool e temos de respeitar o adversário. É sempre bonito jogar contra equipas inglesas. Quer dizer, inglesa e espanhola [referindo-se ao treinador e aos vários jogadores castelhanos].Mas temos tempo para preparar o jogo.
— Como receberam os jogadores a notícia?
— Tiveram uma boa reacção. Estavam a treinar-se e aceitaram como uma notícia normal, até porque estavam concentrados em algo mais importante, que é o jogo de amanhã [hoje] frente ao Nacional.

Queria jogar primeiro fora

— Após o jogo com o Manchester United Luís Filipe Vieira referiu-se a uma frase utilizada no balneário, afirmando que quem vier morre. Tem a mesma opinião?
— Tenho de respeitar a declaração do presidente mas acho que temos de ir pouco a pouco. Há muitos anos que o Benfica não se apresentava neste nível. Ainda há coisas para melhorar. Estamos contentes por ter passado à próxima fase mas entre chegar aos oitavos-de-final e ganhar a Liga dos Campeões há uma grande distância [risos]. Penso ganhar jogo a jogo e amanhã [hoje] temos um jogo para o Campeonato, que neste momento é mais importante que a Liga dos Campeões.
— Quem é o favorito, na sua opinião?
— O Liverpool. É o actual campeão e tem demonstrado ultimamente ser uma equipa forte. Mas nós já demonstrámos que sabemos vencer equipas fortes, como aconteceu no jogo com o Manchester United. Temos de nos preparar. Mas a eliminatória realiza-se apenas em Fevereiro. Teremos tempo para analisar e falar. Neste momento é mais importante o jogo com o Nacional.
— É uma desvantagem realizar a primeira mão em casa?
— Pode ser. Gostaria mais de jogar primeiro fora e depois em casa. Mas já sabíamos que ficando em segundo no grupo iríamos jogar a primeira mão em casa. Mas também não vejo assim tanta percentagem a favor do Liverpool por causa disso. São dois jogos em que vão passar-se muitas coisas.

Campeonato é prioridade

— Quem destaca no Liverpool?
— É uma equipa forte. O clube investiu muito dinheiro nos últimos tempos no plantel. Tem uma defesa muito forte e sofre poucos golos. Na frente tem jogadores de grande qualidade, alguns deles espanhóis, e no meio-campo tem um dos melhores jogadores ingleses: Gerard, o capitão. É uma equipa forte mas volto a dizer que nada é impossível.
— Qual é a prioridade do Benfica: Campeonato ou Liga dos Campeões?
O Campeonato, sem dúvida. Por isso não queria, agora, falar muito mais dos jogos com o Liverpool. Só vamos jogá-los em Fevereiro, ainda falta muito tempo até lá.

Jogadores importantes não são para transferir
Liverpool: adversário difícil no campo e fora das quatro linhas, tal a pressão para a contratação da principal estrela do Benfica, Simão Sabrosa. Para os dois jogos dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões com a equipa inglesa, cujo sorteio decorreu ontem na sede da UEFA, em Nyon, na Suíça, José Veiga, director-geral da SAD, deixou claro que pretende contar com a totalidade dos jogadores mais importantes do plantel. Conclusão: ainda não será na reabertura do mercado de transferências, em Janeiro, que o número 20 mudará de ares.
Liverpool, para muitos benfiquistas, é quase sinónimo de Simão Sabrosa. No último defeso, por pouco o capitão não rumou ao agora adversário do Benfica na Champions. E em Fevereiro, por quem torcerá o jogador português? Uma opção dependente da camisola que, à data, defender... «Simão está no Benfica e tem contrato connosco. Não pensamos transferir os nossos jogadores mais importantes numa época em que há muito a ganhar. A intenção é reforçar o plantel e não vender. A partir do jogo com o V. Setúbal, que antecede a paragem do Campeonato, pensaremos nisso», assegurou José Veiga após o sorteio da Champions. Na véspera, Ronald Koeman, em entrevista aos correspondentes internacionais em Lisboa assegurara que conta com Simão para o resto desta época, ontem o director-geral da SAD voltou a garantir que será difícil o capitão sair... já. Nos corredores da UEFA, antes e depois do sorteio, foram inúmeras as trocas de impressões com representantes de outros clubes: «Falámos de futebol. Com o representante do Inter, por exemplo, que me pediu para dar um abraço ao jogador, falei sobre Karagounis. »

Sempre o V. Setúbal

A ameaça dos jogadores do V. Setúbal de optar pela greve como derradeira forma de pressão sobre a administração que gere o futebol sadino, indirectamente, envolve o Benfica. Caso essa intenção se confirme, será frente aos encarnados, na próxima quarta-feira, que a equipa do Sado dará falta de comparência: «São assuntos que não nos dizem respeito. Trabalhar e não receber é desagradável, mas só os interessados poderão dizer o que realmente se passa.»

Queremos conquistar esta Liga dos Campeões
O futebol foi o momento alto da intervenção de Luís Filipe Vieira no jantar com que os benfiquistas da capital moçambicana o homenagearam. Deixou-os praticamente em delírio quando o ouviram garantir que o Benfica quer ganhar a presente edição da Liga dos Campeões. E, neste particular, deixou um aviso que funciona igualmente como um apelo à mobilização da família benfiquista: «Estamos muito bem e não é o Liverpool que nos vai assustar.»
Foi uma noite de alegria. Vários foram os seus momentos altos, um deles quando Mário Coluna dançou com uma esbelta jovem, mostrando o monstro sagrado ser também exímio executante na dança. Mas o êxtase deste jantar, que indelevelmente marcou a noite benfiquista de Maputo, aconteceu quando Luís Filipe Vieira falou de futebol, principalmente quando, numa referência à prova máxima organizada pela UEFA, garantiu querer fazer outra vez história. «Estamos muito bem, não é o Liverpool que nos vai assustar. A vida é feita de sonhos, um já se concretizou o ano passado, quando conquistámos o título nacional, e àqueles que acreditam como nós, digo que queremos ser campeões europeus este ano.» Sem perda de tempo, num discurso com conteúdo capaz de ser decifrado por qualquer presente... e ausente, o presidente do Benfica deu um exemplo para justificar a confiança que tem na equipa de futebol, do futuro que pode ser seu. «Viram o que aconteceu com o Manchester? Não são os favoritos que ganham, são aqueles que querem ganhar. Estamos a trabalhar muito bem, estamos no caminho certo e o nosso centro de estágio, com a sua inauguração marcada para Fevereiro próximo, vai ser fundamental na formação que nos ajudará a encarar de frente o amanhã.» Luís Filipe Vieira também falou do inferno da Luz. «Ressuscitámo-lo com o Manchester e com o Boavista e é garantido que ele vai voltar a aparecer amanhã [hoje] com o Nacional. É garantido que 55 mil estarão na Luz a apoiar a nossa equipa para a levar à vitória. É também assim que se vê a força do Benfica», sublinhou. O presidente benfiquista fez uma incursão ao passado— «recuperámos a nossa credibilidade, posta em causa por um senhor» — para relançar o futuro: «Quem vier a ser o meu sucessor só precisa de dar continuidade a um trabalho que foi feito com espírito de missão e que deixa o futuro do clube garantido. » Luís Filipe Vieira falou ainda de Coluna, Eusébio, Costa Pereira, Nené, «homens que honraram a camisola do Benfica ».E manifestou a sua esperança em que o protocolo assinado com o Clube de Desportos da Costa do Sol possa levar, muito proximamente, outros moçambicanos ao Benfica.



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