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quarta-feira, novembro 30, 2005
Koeman confirma interesse KOEMAN confirmou, na televisão holandesa, que o polaco Dudek e o romeno Lobont estão na lista de possíveis reforços para a baliza do Benfica, já emJaneiro. O primeiro está no Liverpool e pode entrar na Luz no âmbito do interesse da equipa inglesa em Simão; o segundo está insatisfeito no Ajax, joga pouco e o seu passe está avaliado em um milhão e 200 mil euros. Bogdan Lobont foi titular no Ajax quando Koeman era o treinador. Agora é a terceira escolha de Danny Blind (actual técnico da equipa holandesa) e um dos nomes que o Benfica tem na lista de possíveis reforços para Janeiro. Quem confirmou a hipótese de negócio foi o próprio Koeman, anteontem à noite, num programa da estação televisiva RTL5. «É verdade que um dos principais problemas da nossa equipa é na baliza. Lobont é um dos nomes que temos, mas também Dudek», explicou o treinador. Jerzy Dudek representa o Liverpool e não é a primeira vez que nele se fala para reforçar o Benfica. O clube inglês parece disposto a avançar para mais uma tentativa de contratar Simão — já o fez nos últimos dias do passado mês de Agosto — e o guarda-redes polaco poderá ser incluído neste processo. Até porque actualmente está tapado pelo titularíssimo Reina. Ajax aceita negociar e Bolloni recomenda Bogdan Lobont tem contrato até 2008 com o Ajax, mas aparece em terceiro no pódio dos guarda-redes. A culpa, diz quem conhece o campeonato e o jogador, é das muitas lesões que teve desde que chegou ao futebol holandês. O passe está avaliado em um milhão e 200 mil euros e o clube está disposto a negociar. «A situação não é boa para nós, nem para Lobont, pois não está a jogar. Lobont poderia entrar em qualquer equipa de topo europeia, mas até ao momento não recebemos qualquer proposta», esclareceu o director desportivo do Ajax, Van Gill, em declarações à Rádio Renascença. Elogios fez também Lazlo Bolloni, romeno que já treinou o Sporting e é conhecedor do futebol português: «É um jogador com muita qualidade, que joga sempre na selecção. Penso que é um guarda-redes do nível de Ricardo.» Dúvidas para a Madeira KOEMAN ainda tem muitas dúvidas em relação aos jogadores que poderá utilizar sábado, frente ao Marítimo. Moreira, Simão eMiccoli estão lesionados e não jogam, mas as situações de Quim e Karagounis ainda alimentam alguma esperança. Petit cumpriu castigo e estará de volta à equipa. Quim está a recuperar bem de uma operação na Alemanha, motivada por hérnia inguinal, e tem grandes possibilidades de recuperar a titularidade já nesta jornada, na Madeira. O processo de recuperação não está concluído, os médicos encarnados estão com a máxima atenção, mas Quim deverá ser opção. Outro jogador que pode reaparecer, no Campeonato, é Karagounis. O médio grego há algum tempo que faz trabalho de relvado e ginásio, mas está muito melhor da lesão na tibiotársica direita. Mais difíceis estão as recuperações de Simão (edema no músculo anterior da coxa esquerda) e Miccoli (estiramento na coxa direita). Os dois são baixas praticamente asseguradas nesta jornada. E dúvidas para o encontro da Liga dos Campeões, no dia 7 de Dezembro, frente aoManchester United. O departamento clínico está a fazer o possível para colocar estes dois jogadores no lote dos disponíveis, para a Champions. O guarda-redes Moreira, que necessitou de um enxerto de cartilagem, no joelho direito, não joga mais esta época. Nuno Gomes ouvido na Liga NUNO GOMES foi chamado para prestar declarações na sede da Liga de clubes, durante a próxima semana, no âmbito do processo de inquérito instaurado pela Comissão Disciplinar daquele organismo ao avançado por causa do gesto polémico no final do jogo de Braga. Logo após o terceiro golo do Sp. Braga no encontro com o Benfica, no Minho, Nuno Gomes foi captado pelas câmeras da Sport TV a fazer um gesto polémico: simulava uma injecção na veia do braço esquerdo. Na terça-feira seguinte, e na sequência de uma queixa apresentada pelo FC Porto, a Comissão Disciplinar (CD) da Liga instaurou um processo de inquérito ao jogador e a nova etapa do processo vai passar pela audição do próprio Nuno Gomes. O avançado vai prestar um depoimento na Liga durante a próxima semana— segunda ou terça-feira, pois na quarta há o jogo com o Manchester e quinta é feriado. Defesa em marcha Os argumentos que Nuno Gomes vai apresentar serão muito próximos do que A BOLA já deu conta: o 21 terá sido provocado pelo defesa Nem e este, a quente, terá dito algo do género: «Estás drogado ou quê?» O depoimento do benfiquista será fundamental para a nova fase do processo: ou é arquivado ou transforma- se em processo disciplinar e, nesse caso, Nuno Gomes corre o risco de uma suspensão até três jogos, segundo prevê o regulamento disciplinar da Liga. terça-feira, novembro 29, 2005
Quim voa para a Madeira QUIM treinou-se ontem no relvado da Luz com o treinador de guarda-redes, Abe Knoop, e repete hoje a dose, sem direito a folga, por forma a concluir o trabalho específico que foi acertado após a visita à médica alemã que o operou. Se tudo correr conforme o planificado, Quim poderá juntar-se amanhã aos colegas e acelerará até ao jogo com o Marítimo, sendo para já o único dos lesionados com hipóteses de recuperação para esse desafio. O treino no relvado da Luz durou cerca de três quartos de hora. Um imenso relvado só para o guarda-redes e para o seu treinador, Abe Knoop. Um trabalho específico, embora se tenha notado que Quim se mostrou solto e praticamente nem se queixou do esforço físico. De resto, só no final da sessão o médico António Barata se deslocou ao relvado para ver os últimos exercícios de Quim e trocar com o guarda-redes umas curtas palavras. Não foi ainda uma sessão a 100 por cento, nem tal era o objectivo. De resto, na sequência da visita que o guarda-redes do Benfica fez a Munique, onde foi observado pela médica Ulrich Mushaweck, o departamento médico decidiu-se por poupar o atleta para o jogo com o Belenenses, submetendo-o a três dias de trabalho específico. Em causa, consolidar o trabalho de recuperação ou, numa linguagem mais corrente, dar um pequeno passo atrás para que possa dar dois, em força, para a frente. Sem direito a folga O plantel do Benfica goza hoje o seu dia semanal de folga. Uma das excepções é, naturalmente, a de Quim. Hoje terá mais trabalho pela frente, o quinto dia após a deslocação à Alemanha. Ou seja, se se cumprir o programa que o próprio departamento médico anunciou na passada sexta-feira, no site oficial do clube da Luz, Quim estará em condições de regressar ao trabalho normal no treino matinal de amanhã. Facto que permite alimentar todas as expectativas sobre o regresso à competição. O Benfica desloca-se esta sexta-feira para a Madeira e no sábado defronta o Marítimo. Um jogo de elevado grau de dificuldade, num palco tradicionalmente difícil para os encarnados, razão pela qual o concurso de Quim é considerado como importante. De resto, Quim até já tinha regressado à competição, mas a persistência de algumas dores, segundo o próprio, levou-o à Alemanha, na passada quinta-feira, para reavaliação. A necessidade de consolidar o trabalho feito levou à paragem pois o importante mesmo era salvaguardar Quim para que se apresente totalmente recuperado da intervenção cirúrgica a que foi submetido a uma hérnia inguinal há um mês. E os teus milagres Mantorras? HABITUADO a ser o talismã da equipa na última época, com golos obtidos de forma quase miraculosa, Mantorras tarda em fazer o gosto ao pé. O mais curioso é que tanto na Champions como na Liga, o apito final dos árbitros continua a soar a seguir a falhanços clamorosos do angolano. Mantorras continua a ser o protagonista dos últimos minutos, mas com uma enorme diferença em relação à época passada. Ao contrário do que acontecia, os milagres não têm acontecido, para desespero do próprio e da massa associativa. Na época passada, quando a caminhada para o título parecia mais penosa que nunca, a sua acção foi verdadeiramente empolgante: lançado por Trapattoni quase sempre em fases de desespero, correspondeu positivamente e os três golos que apontou nas últimas oito jornadas (Marítimo, U. Leiria e Estoril) valeram sete pontos, suficientes para por o Benfica a coberto de quaisquer surpresas. Mesmas oportunidades, eficácia diferente Esta época, decorridas 12 jornadas, o internacional angolano só actuou 128 minutos, cenário insuficiente para traçar com rigor o seu momento de forma. Mas, não fossem os golos, ou melhor dito a ausência deles, Mantorras continua a ser interveniente directo nos últimos lances dos jogos em que os encarnados não conseguiram ganhar. Foi assim em Manchester, quando entrou a cinco minutos do fim e desperdiçou a última grande oportunidade da equipa, com um remate à queima-roupa, e ante o Villarreal, na Luz, num cabeceamento para fora. Ainda na Liga dos Campeões, Mantorras voltou a estarem foco frente ao Lille: no último lance do desafio, o guarda-redes Tony Silva deixou cair a bola mesmo à sua frente, mas o angolano rematou já em desequilíbrio e a bola saiu para as nuvens. Na Liga o cenário tem sido idêntico: nesta última jornada teve remate de cabeça, por cima, no último segundo da partida com o Belenenses. Foi, tão só, o último acto de um filme que se tem repetido amiúde. Vide, também, o último lance do empate com a Naval, em que recebe a bola e tenta fazer um bonito de calcanhar, quando podia ter assistido um colega na área. Enfim, lances que continuam a ter como protagonista um jogador a quem tudo saía bem na época passada, actuandonumcontexto muito especial, mas que não tem tido a mesma felicidade e em condições idênticas, esta época. À beira de um ataque de nervos NÃO é fácil abordar um tema tão delicado quanto os prejuízos e benefícios de uma equipa em matéria de erros de arbitragem. Numa Liga em que os equívocos se têm sucedido, muitas vezes de forma grosseira, na Luz já ninguém disfarça a revolta. A BOLA faz uma análise objectiva de todos os casos. José Veiga, Ronald Koeman e os jogadores do Benfica parecem estar à beira de um ataque de nervos. Na Luz entende-se que o clube tem sido sistematicamente prejudicado, com claro reflexo na actual pontuação e posição classificativa. Com ou sem razão? O nosso jornal responde a esta pergunta através de uma análise objectiva dos factos. O ponto de partida reside nas apreciações feitas por A BOLA ao trabalho dos árbitros, em cada jogo do Benfica, nas quais são enunciados os erros cometidos e as decisões acertadas. Esclarece-se ainda que aqui não é feita qualquer relação erros de arbitragem/ perda de pontos/ classificação actual. Em boa verdade ninguém pode fazer contas tão subjectivas pois é impossível saber ao certo que rumo tomariam os jogos no caso de as decisões terem sido tomadas ao contrário. Por outro lado há erros em jogos que o Benfica venceu. A conclusão é de que o Benfica tem realmente razões de queixa em várias situações, num total de seis penalties não assinalados (três contra o Gil Vicente, um com o E. Amadora e dois com o Belenenses), três golos sofridos em fora-de-jogo (Naval, Rio Ave e Sp. Braga) e três expulsões perdoadas aos adversários (Carlitos, do Gil Vicente, Luís Loureiro, do Sporting e Barrionuevo, do Penafiel). Do outro lado da balança estão a grande penalidade (inexistente) frente ao Sp. Braga e a não expulsão dePetit pela entrada sobre Targino, no jogo com o V. Guimarães. Uma referência ainda para o fora-de-jogo mal tirado anteontem a Romeu, do Belenenses, embora no âmbito deste trabalho não sejam contabilizados os foras-de-jogo mal assinalados (também aí os encarnados têm motivos para protestar), mas sim os não assinalados e que resultaram em golos. Outras situações houve em que o árbitro mereceu o benefício da dúvida: casos do golo anulado ao E. Amadora na Luz. Uma última nota para referir que, nas restantes competições nacionais, o golo que valeu ao Benfica a conquista da Supertaça foi obtido na sequência de uma falta de Geovanni que não foi assinalada. segunda-feira, novembro 28, 2005
Benfica 0 - 0 Belenenses Arbitragem PEDRO PROENÇA (2) Duas grandes penalidades contra o Belenenses por assinalar (aos 29 e 78m) e um off-side assassino tirado a Romeu (59) foram nódoas importantes num pano que é de boa qualidade. Sala de Imprensa RONALD KOEMAN (treinador do Benfica) Koeman lamenta ineficácia KOEMAN estava resignado com o empate, justificado com um misto de falta de pontaria e de sorte. E acredita que a equipa vai saber dar a volta. — Como analisa o jogo com o Belenenses? —Tivemos muitas oportunidades de golo durante toda a partida e não as aproveitámos. A única coisa que nos faltou foi o golo. E bem tentámos de tudo, com muitos atacantes. Também tivemos sorte em duas ou três jogadas em que eles não marcaram. De resto, jogámos bastante bem, dominámos, mas para ganhar há que marcar. — Este foi o sexto jogo consecutivo sem ganhar e está a oito pontos do líder. Continua a acreditar no título? — Claro. Nenhuma equipa está muito melhor do que outra. Por outro lado, oito pontos são bastantes pontos... Neste jogo lutámos bastante, mas faltou algo na frente. — E agora? — Agora vamos seguir com o trabalho para ganhar os jogos. Estaria mais preocupado se estivéssemos a jogar mal. Claro que para ganhar é preciso marcar, mas nós fizemos tudo. É que de um lado está a qualidade, do outro a sorte. Temos de trabalhar, porque não há outra alternativa. Eu não sou pessimista, há que insistir. Voltaremos a ganhar. Contente com Assis, nem tanto com Geovanni e Karyaka — Este jogo era também uma oportunidade para jogadores como Nuno Assis, Geovanni e Karyaka. Aproveitaram a oportunidade? — Estou contente com o Nuno Assis. Fez um bom jogo, mas também lhe faltou sorte no lance em que rematou ao poste. O Nuno criou bastante perigo. Quanto aos outros, o rendimento deles fala por si mesmo. Não estou tão contente com os outros dois. — Vem aí o Marítimo sem poder contar com vários jogares... — Não vou queixar-me. Há outros a dar a cara e vamos lutar para mudar este período. Vai ser complicado, mas queremos vencer o Marítimo e ganhar moral para o jogo com o Manchester United. domingo, novembro 27, 2005
Melhorar plantel em Janeiro COM a proximidade do mês de Janeiro, altura em que se abre a janela do mercado de transferências, o tema das possíveis saídas e entradas passa a estar inevitavelmente sobre a mesa. Ronald Koeman não quer, para já, falar sobre a hipótese de perder Simão, ao mesmo tempo que classifica de «rumores» as notícias que dão conta do interesse de Milan e Inter de Milão em Nélson. Quanto a reforços, as contas são simples: o plantel está curto e precisa de ser melhorado. Já não falta assim tanto tempo para os habituais acertos de Inverno nas equipas. Efectivamente, o mês de Janeiro surge como esperança para todos os clubes que, por terem plantéis desequilibrados ou fustigados por lesões, necessitam de novas armas para atacar a segunda metade da temporada. Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, já disse que o Benfica não está vendedor e só por propostas irrecusáveis venderia alguma das suas jóias da coroa. São os casos, por exemplo, de Simão, cobiçado pelo Liverpool, e Nélson, seguido atentamente por Milan e Inter de Milão. Ronald Koeman contornou as questões relativas às possíveis saídas, mas reconheceu que, face às actuais limitações, o Benfica terá de ir às compras em Janeiro para tentar melhorar o plantel. — Está ansioso pela reabertura do mercado de transferências para receber reforços? — Com cinco ou seis jogadores lesionados e ainda Petit castigado, é normal que o plantel esteja curto. Em cada momento tentamos sempre melhorar e em Janeiro esperamos poder melhorar o plantel. — Nélson é cobiçado por clubes importantes, nomeadamente de Itália... — Para mim são rumores... Se um clube não chega a falar com o Benfica, nomeadamente com o presidente ou com José Veiga, para dizer que tem interesse por um jogador, não me preocupa. Se há jogadores que têm estado bem, é natural que os clubes maiores, com mais dinheiro, estejam atentos. É normal, não me preocupa. — Admite perder Simão em Janeiro? — É um assunto sem importância neste momento. Mantorras ou Assis no apoio a Nuno Gomes PEDRO MANTORRAS pode fazer a sua estreia como titular, esta época, frente ao Belenenses. No treino de conjunto em que o treinador ensaiou a táctica para o jogo de logo à noite, o angolano actuou ao lado dos titulares. Mas Koeman também deu indicações que poderá ser Nuno Assis o escolhido. Apenas hoje Ronald Koeman, poucas horas antes do jogo, irá informar os seus jogadores de quem vai fazer parte do onze. João Pereira, por exemplo, foi testado na equipa titular, no treino que antecedeu o despique com o Lille e afinal, acabou por nem sequer ser convocado. Mas, para já, Pedro Mantorras e Nuno Assis foram as soluções testadas para jogar nas costas de Nuno Gomes frente ao Belenenses. Sem poder contar com Simão, Miccoli, Petit, Quim e Karagounis, o técnico holandês vai terá de escolher jogadores que habitualmente não entram na primeira linha de opções para colocar em campo uma equipa que dê garantias de colocar fim a uma ausência de vitórias que dura desde a 8ª jornada, quando as águias derrotaram o Est. Amadora por 2-0. Para isso, Koeman conta com Rui Nereu, que terá, novamente, a responsabilidade de substituir Quim na baliza, e um quarteto defensivo formado por Nélson, Luisão, Anderson e Léo, embora este último possa avançar para a ala esquerda do meio campo, deixando via aberta a Ricardo Rocha. Mais à frente, Manuel Fernandes foi dado como apto, pelo que irá formar dupla com Beto, que parece ter caído nas boas graças do treinador e afirmando-se como titular. À direita, Geovanni volta a ter oportunidade de convencer o treinador, algo que ainda não aconteceu esta época, já que o brasileiro tem sido preterido, com alguma frequência, da equipa titular. Mas, sem Karagounis e com João Pereira e Carlitos fora dos convocados, são poucas as alternativas que restam para esse sector. A menos que Koeman decidisse repetir a estratégia experimentada frente ao Lille, adaptando Alcides à direita e adiantando Nélson no terreno. Kayaka é forte candidato a alinhar na esquerda, mas apenas no caso de Léo não ser utilizado no meio campo. sábado, novembro 26, 2005
Vaga na baliza O departamento médico deu Quim como inapto para o jogo com o Belenenses, entendendo que deverá repousar e continuar a consolidar o processo de recuperação. Rui Nereu perfila-se para regressar à titularidade, fazendo o sétimo jogo na equipa principal. Depois de Quim se ter deslocado a Munique para ser observado pela médica que o operou, ontem foi dia de balanço e de debate e reflexão sobre a situação clínica de Quim. E foi decidido que o guarda-redes não defrontará o Belenenses. A escolha de Koeman para a baliza deverá recair em Rui Nereu, que faria o sétimo jogo da época, o quinto como titular. Em Villarreal e com o E. Amadora (Luz) o jovem guarda-redes entrou a substituir Quim. A estreia de Rui Nereu, precisamente no jogo com o Villarreal, correu muito bem. Um punhado de belas defesas na segunda parte permitiram aos benfiquistas ficar um pouco mais consolados da súbita orfandade de Moreira e Quim. Mas o golo sofrido em casa, também frente ao Villarreal, criaram dúvidas e receios de efeitos negativos no ânimo do jovem jogador. Mas todos os responsáveis encarnados reiteraram votos de plena confiança e estão a transmitir a Nereu um clima de tranquilidade. Ronald Koeman tem ainda mais duas opções para o jogo com o Belenenses: Bruno Costa e Ricardo Janota. O primeiro até tinha boas hipóteses de lutar para ser o número 3 da baliza encarnada, mas uma operação ditou um atraso no arranque da época e viu Rui Nereu passar-lhe à frente. Ricardo Janota tem boas referências e nele se depositam muitas esperanças, mas é claramente o mais novo (18 anos) e deverá esperar oportunidades. Em exame A reabertura do mercado de transferências em Janeiro vai trazer novidades. É seguro que o Benfica pretende contratar jogadores, mas a falta de resposta do plantel, após a recente onda de lesões, pode obrigar a mexidas ainda mais profundas. A segunda linha da equipa da Luz entrou num processo de avaliação — em exame—e terá até final do ano para mostrar serviço. A administração da SAD está insatisfeita com o rendimento de alguns jogadores. Na opinião do Benfica, a segunda linha do plantel poderia ter aproveitado a onda de lesões para ganhar notoriedade e sublinhar a qualidade do grupo, mas os maus resultados dos últimos jogos — na Liga portuguesa e na Liga dos Campeões — mostram que a manta pode ser curta para aconchegar a intenção de revalidar a conquista do título nacional. É precisamente essa questão que dirigentes e directores, em sintonia com a equipa técnica, querem esclarecer rapidamente. Antes que seja demasiado tarde para continuar a perseguir os objectivos traçados no início da temporada. Janeiro de todas as decisões O timing definido pelo Benfica para reajustamentos, mais ou menos significativos, é o próximo mês de Janeiro, altura em que novamente será possível inscrever jogadores. É seguro que o clube encarnado pretende reforçar-se — um ponta-de-lança e um guarda-redes de qualidade são as prioridades —, mas o cenário de mais entradas e saídas ganha consistência. Durante este mês de Dezembro o plantel estará sob avaliação, dependendo dessa observação o avanço do Benfica no mercado. No início do ano, a águia quer estar novamente em condições de não descolar do grupo que lidera o Campeonato. O plantel tem consciência deste sentimento que existe no clube, mas, até ao momento, nenhum nome foi apontado por dirigentes, directores ou técnicos. Pelo contrário: confiança e tranquilidade são dois factores que os benfiquistas pretendem não descuidar. Mas são claros os sinais de insatisfação com o rendimento de determinados elementos. Karyaka, por exemplo, tem sido utilizado com muita irregularidade e em Paris, frente ao Lille, nem sequer saiu do banco de suplentes. O lado direito do ataque, onde Geovanni e João Pereira têm alternado, também parece ser um sector que causa alguma indecisão no treinador, Ronald Koeman. Mas, por outro lado, de Karagounis vimos ainda muito pouco e Miccoli também se lesionou antes de poder ser considerado titular. O técnico holandês, várias vezes, sentiu a necessidade de publicamente puxar as orelhas aos jogadores, ou pelo menos a discutir a atitude colocada em campo. Se várias vezes a elogia, Ronald Koeman também assumiu o papel de crítico, por exemplo, após a derrota sofrida em Braga (2-3). Contas da «Champions» É com base nestas e outras indicações que Janeiro se perfila como um mês muito importante para o futuro do plantel benfiquista. Mas o quanto também dependerá da carreira nas competições europeias. No próximo dia 7 de Dezembro a equipa ficará a saber se continua a jogar a Liga dos Campeões, se passa para a Taça UEFA... ou salta fora da Europa. Só com estas contas feitas o clube terá noção do que pode gastar e que investimento terá condições de fazer. sexta-feira, novembro 25, 2005
Quim observado em clima de sigilo Quim foi ontem observado em Munique, pela médica Ulrich Mushaweck, que precisamente um mês antes o tinha operado a uma hérnia inguinal. Uma viagem relâmpago para 45 minutos de consulta, da qual nada transpirou, por imposição do Benfica. Esta missão tinha um código: sigilo absoluto. Todavia, a médica alemã verificou que o jogador está a recuperar bem. Hoje, bem cedo, haverá reunião para decidir se Quim joga no domingo, frente ao Belenenses. Apontavam os ponteiros do relógio, com precisão, 14.45 horas locais (menos uma em Portugal) quando Quim, Rodolfo Moura, cinesoterapeuta, e Lourenço Pereira Coelho, assessor da SAD, chegaram à clínica Arabella, situada no primeiro andar do Arabella Sheraton Hotel, na capital da Baviera. À sua espera, os primeiros flocos de neve e um frio a quem ninguém está habituado em Portugal. O mesmo que terá contagiado os ânimos da comitiva, já que apenas Quim reagiu com naturalidade e esboçou um sorriso quando passou pela reportagem de A BOLA. No mais, o visível incómodo pela presença de jornalistas e desde logo o traçar de fronteiras, por ordem da SAD: nada de captação de imagens nem tentativa de obtenção de necessários esclarecimentos que respondam à questão que os benfiquistas, em especial, fazem: passa-se algo com Quim? Depois de uma viagem de pouco menos de três horas de avião e de mais meia hora de taxi, entre aeroporto de Munique e a clínica, era tempo de um almoço retemperador, num restaurante nos arredores do hotel. Não havia pressas, até porque a médica Ulrich Mushaweck estava ainda no bloco operatório, num ritual de quase uma dezena de intervenções diárias, todos para debelar hérnias inguinais. De 10 a 27 dias O primeiro a receber a comitiva do Benfica foi um dos médicos da equipa de Mushaveck. Esta chegou cerca de vinte minutos depois e com Quim, Rodolfo Moura e Lourenço Pereira Coelho esteve cerca de 45 minutos. Naturalmente que o tema de conversa foi o estado clínico de Quim. Para quem a 24 de Outubro último garantia que Quim não precisaria de mais de dez dias para voltar a jogar, e sem dores, naturalmente que importa à médica avaliar minuciosamente o que se passa. Não só o guarda-redes do Benfica só voltou a jogar 27 dias depois, em Braga, com o Sporting local, como confessava Quim no final do jogo com o Lille que ainda sentia dores. Dois factos que não batem certo com o que afiançava a médica alemã. Tudo isto e muito mais foi discutido entre as quatro paredes do consultório. A lesão, o tempo de recuperação, as correcções que se podem e devem fazer para que Quim volte a estar a cem por cento. Ao que A BOLA apurou médica não detectou nenhum contratempo no pós operatório e hoje o departamento médico e a SAD vão analisar o dossier. Depois se saberá se Quim vai jogar no domingo, ou parar para seguir tratamento. Médica constrangida No final da consulta, a médica alemã preparava-se para, à semelhança do que acontecera em todas as anteriores visitas, prestar esclarecimentos a A BOLA. Era a primeira interessada em não deixar que se colocassem dúvidas quanto ao seu trabalho, mas o Benfica invocou o sigilo médico-paciente para impedir qualquer declaração. E em termos tais que a assistente dra. Angie, assistente de Mushaweck, se mostrou constrangida à reportagem de A BOLA, pedindo desculpa por, desta feita, não serem possíveis esclarecimentos por oposição clara do Benfica. Simão falha Manchester SERÁ um mata-mata sem Simão Sabrosa. O capitão não deverá recuperar a tempo para a recepção dos encarnados ao Manchester United, ano próximo dia 7 de Dezembro. Uma péssima notícia para Koeman... e óptima para Alex Ferguson, ou não tivesse sido o extremo a marcar o fantástico golo do Benfica em Old Trafford, no jogo da primeira volta do Grupo D da Liga dos Campeões... Foi uma decisão tomada nas vésperas do encontro frente ao Lille, realizado na terça-feira: Simão só voltará a jogar quando estiver a 100 por cento. A experiência foi má quando se optou por colocar o atleta em campo, nos jogos com o Villarreal e com o Sp. Braga, e por isso ficou estipulado que o capitão não iria forçar, sob pena de agravar ainda mais o problema e, consequentemente, permanecer no estaleiro durante muitas semanas. A estratégia passa agora por recuperar o tempo perdido. Simão padece de um edema subaponevrótico, o que em linguagem comum significa uma inflamação no tecido (aponevroze) que envolve o músculo (no caso, o reto anterior da coxa esquerda, ou para simplificar a zona próxima do joelho). Esta é uma situação que terá derivado do facto de a primeira lesão não ter ficado totalmente cicatrizada. O capitão contraiu uma microrrotura na ordem dos quatro milímetros no encontro com o Leixões, há quase um mês (26 de Outubro), e o facto de ter sido utilizado frente a espanhóis e bracarenses provocou o edema nos tecido em redor. Especialistas contactados por A BOLA asseguram que esta situação não é invulgar nos futebolistas mas é muito sensível e se não for tratada convenientemente pode acarretar problemas graves nos tecidos mais profundos. O tratamento leva entre três e quatro semanas. É fácil fazer as contas... Gerir com pinças Este caso está a ser gerido com pinças e é quase certa a ausência do capitão no jogo com o Manchester United, dentro de 13 dias (7 de Dezembro). Trata-se de um dilema porque se é um risco defrontar os red devils sem a influência do marcador do golo de Old Trafford, é igualmente arriscada, tendo em conta a sua integridade física, a utilização do jogador. A balança deverá pender, por isso, para a defesa do activo actualmente com maior valor de mercado do plantel. Miccoli em dúvida Também não é seguro que Miccoli recupere a tempo para o encontro com a equipa de Cristiano Ronaldo e Carlos Queirós. O italiano teve uma recaída na coxa direita (vinha de uma rotura muscular) na partida com o Lille e por isso colocam-se grandes reservas acerca de uma recuperação rápida. O problema não será tão grave como o primeiro, mas mesmo que consiga curar-se antes da partida com os ingleses não terá ritmo competitivo. MANUEL FERNANDES provoca mais um susto OS tempos são conturbados e qualquer toque ou queda ganha contornos alarmantes. Manuel Fernandes provocou ontem um susto à equipa técnica, ao apresentar dores no pé esquerdo. O médio foi obrigado a parar o treino, para lhe colocarem uma ligadura, e voltou a trabalhar sem limitações, mas resta saber se hoje voltará na plenitude das suas capacidades. Quando um plantel começa a ser fustigado por lesões, como é o caso dos encarnados, parece que o azar traz outro azar. O pensamento terá percorrido a mente da equipa técnica durante o treino de ontem. Sem ter chocado com qualquer adversário e numa fase em que os jogadores apenas realizavam remates à baliza, Manuel Fernandes sentou-se no relvado com dores no tornozelo esquerdo. Ali ficou durante cinco minutos a ser assistido pelo enfermeiro Vítor Saraiva, que lhe colocou uma ligadura funcional. Aparentemente terá sido apenas um susto, porque de seguida o médio continuou a trabalhar sem limitações: correu, rematou, meteu o pé. Se Manuel Fernandes se treinar hoje em perfeitas condições significa que a mazela foi momentânea. Caso contrário será motivo para suscitar maiores preocupações. Será apenas mais uma a somar às de Quim, Simão, Miccoli e Karagounis. Boa disposição O susto provocado pelo médio foi a nota de maior destaque no treino realizado ontem de manhã, no campo principal do Estádio Nacional, no Jamor. Face ao número reduzido de jogadores a sessão foi quase totalmente dedicada a exercícios de finalização e à realização de curtas peladinhas de cinco para cinco. O ideal para os jogadores se divertirem, pois neste tipo de situações não é necessário grande rigor táctico. O resultado foi simples: golos em cascata. Bruno Aguiar acabou por ser o mais certeiro, com 10 remates vitoriosos. E com boa disposição à mistura. Inquérito a Paulo Barbosa A polémica transferência de Miguel para o Valência -recorde-se que o jogador alegou justa causa na rescisão de contrato como Benfica -continua a dar que falar. A Federação Portuguesa de Futebol informou ontem, no seu site oficial, que foi instaurado um processo a Paulo Barbosa "com vista ao apuramento de factos eventualmente praticados" na sua qualidade de "agente do jogador". quinta-feira, novembro 24, 2005
Simão arrisca um mês e Quim na Alemanha SIMÃO apenas regressará à competição com a lesão totalmente debelada para evitar futuras recaídas. E o prazo para total restabelecimento poderá ir até um mês. O cenário clínico não é favorável. Quim irá hoje a Munique, para ser observado pela médica que o operou, mas na Luz acredita-se que poderá jogar domingo. Quanto a Miccoli será reavaliado nas próximas horas. Simão tem um edema subaponevrótico do músculo reto anterior da coxa esquerda, ou seja uma inflamação no tecido que envolve o músculo. Situação que decorre face ao regresso à competição numa fase em que a lesão anterior não estava totalmente cicatrizada. Para não voltar a correr riscos, o capitão encarnado apenas voltará a competir com a lesão totalmente debelada. Num cenário optimista, e se o tratamento resultar cem por cento eficaz nas próximas semanas, até poderá entrar nas opções para o jogo com o Manchester, dia 7 de Dezembro, dentro de duas semanas, mas neste tipo de lesões um mês é o tempo aconselhado de paragem. Quim em Munique um mês depois Situação igualmente preocupante vive Quim. O guarda-redes reconheceu após o jogo com o Lille jogar com dores, apesar disso não afectar o seu rendimento. Hoje viaja para Munique onde será observado pela médica Ulrich Muschaweck, que o operou a uma hérnia inguinal faz hoje precisamente um mês. Na Luz, os responsáveis clínicos acreditam, ainda assim, que poderá jogar domingo, com o Belenenses. A menos que hoje a médica alemã aconselhe o contrário. Miccoli faz ressonância Igualmente dado como apto, Miccoli, como todos terão observado, fez um sprint no jogo com o Lille, perto do intervalo, e logo se agarrou à coxa direita, tendo de abandonar o jogo de imediato. Tudo aponta para uma recaída da anterior lesão, uma rotura no músculo da coxa direita. Também ele fez, ontem, tratamento e ginásio, de resto tal como os restantes casos clínicos. Para as próximas horas está prevista uma reavaliação do seu estado clínico através de ressonância magnética. Falta ainda falar de Karagounis e Moreira, situações clínicas já conhecidas. O primeiro fez tratamento e ginásio, o segundo apenas tratamento. Koeman preocupado Naturalmente, Ronald Koeman tem-se revelado preocupado com tudo isto. Com o campeonato a chegar a meio e com decisões importantes na Liga dos Campeões, a falta de jogadores importantes tem-se reflectido. Por isso, procura explicações para perceber o que se passa com os jogadores que no final de uma semana são dados como aptos e no início da outra estão de regresso à enfermaria. Ontem, falou perto de um quarto de hora com o médico António Barata, em pleno relvado, e não custa adivinhar do que falaram. Quem joga com Beto? Petit é baixa certa para o jogo com o Belenenses, já que foi advertido com o quinto cartão amarelo no jogo com o Sp. Braga e terá de cumprir um jogo de suspensão. Ou seja, mais uma dúvida e uma preocupação para o treinador Ronald Koeman, que terá de eleger no restante plantel o substituto de Petit. A resposta mais óbvia é o regresso de Manuel Fernandes à titularidade, depois deste ter ficado no banco no jogo de Paris, com o Lille, onde cedeu o seu lugar a Beto. Neste contexto, Beto manteria a titularidade e Manuel Fernandes jogaria a seu lado. Mas resta saber como será gerida a gestão de esforço de Manuel Fernandes e qual a opinião que o treinador holandês tem de outro jogador que pode ocupar o lugar: Bruno Aguiar. O único jogador que ainda não tem qualquer minuto em jogos oficiais esta temporada. Faz agora 11 anos ONZE, número mágico de um desporto que dizem ser rei. Onze contra onze numa luta pela posse de uma só bola. Empolgante. Entre os que mais paixões despertam está Nuno Gomes, que no dia 20 de Novembro, no último fim-de-semana conheceu outro significado para o onze. É esse o número de anos que leva a marcar golos. Muitos... Longe vão os tempos em que Manuel José disse um dia a um menino com jeito para o futebol, que tinha brilhado nos juniores e acabara de ser promovido à equipa principal que não o queria a jogar como médio, pois era no ataque que o talento o poderia levar mais longe. Nuno Ribeiro - que passou a ser Gomes por ser grande fã do avançado de mesmo nome que na altura brilhava no FC Porto e na Selecção - lá se convenceu e começou a escrever uma história recheada de golos a 20 de Novembro de 1994. O Boavista venceu o União da Madeira por 3-1 e um dos golos acabou por ser marcado por esse jovem de 18 anos. Naquele momento ninguém deu grande importância ao que para Nuno foi um dia inesquecível. Mas, aos poucos, Nuno Gomes foi-se transformando naquele que hoje é o mais bem sucedido avançado da actualidade a jogar em Portugal. A profecia de Manuel José confirmou-se, Nuno Gomes brilhou no Bessa até ao final da época 1996/97 e quando rumou à Luz para representar o Benfica no currículo figuravam já 20 golos. Inspirado pelo nome Gomes com que foi baptizado - que até pertencia a um temível matador do FC Porto, grande rival dos encarnados - Nuno conheceu o brilho também na Luz. Marcou muito e convenceu a Fiorentina, em 2000, a levá-lo para Itália a troco de uma transferência milionária. Em 2002 regressou ao Benfica, foi visto como o filho pródigo, mas as coisas até nem lhe correm bem nos primeiros tempos devido à má influência de consecutivas lesões. Este ano, esqueceu os maus momentos e voltou a ver-se aquele temível avançado que a excepção é não marcar. São já 116 os golos que assinou e isso torna brilhante a sua carreira. Dois milhões O Estádio da Luz, inaugurado há pouco mais de dois anos, receberá no próximo fim-de-semana, durante o jogo com o Belenenses, o espectador dois milhões. Até agora passaram pelas cadeiras do recinto 1.986.453 adeptos em todos os jogos do Benfica. O Estádio da Luz vai receber no próximo domingo, precisamente dois anos e um mês depois da inauguração, o espectador número dois milhões, tendo em consideração somente os jogos do Benfica (todas as competições, particulares incluídos). Feito assinalável no panorama nacional e quando muito se discute a fraca afluência de adeptos aos recintos. O maior palco português tem recebido em média, desde a sua inauguração, assistências na ordem das 35mil pessoas, registando este ano ligeiro acréscimo em relação aos anteriores (35.889 na primeira época, 34.837 na temporada passada e 35.987 nos jogos já disputados até ao momento), mesmo tendo em consideração que na corrente temporada as bancadas da Luz ainda não tiveram nenhum jogo de lotação esgotada. Isso apenas acontecerá no desafio com o Manchester United, no próximo dia 7 de Dezembro. Para já, faltam menos de 14 mil adeptos para atingir os dois milhões, o número oficial de entradas é de 1.986.453 pessoas, pelo que bastaria contabilizar as entradas dos cativos no encontro com o Belenenses para se ultrapassar esse número. Mas até se aguarda boa casa. A noite de domingo terá, por isso, mais um motivo para passar pelo recinto encarnado. quarta-feira, novembro 23, 2005
Lille 0 - 0 Benfica Arbitragem MASSIMO BUSACCA (Suiça) Não foi muito brilhante o trabalho do árbitro. Alguns deslizes, o mais grave dos quais a deixar passar um fora-de-jogo de Moussilou (39) que podia ter acabado em golo... Melhor em Campo LUISÃO (8) Grande exibição do central brasileiro, que, desde o primeiro minuto de jogo, foi a voz de comando de uma defesa sempre em movimento, sempre sob brasas. Ele foi o general sem medo que decidiu, na hora, se a melhor táctica seria a A ou a B. Que deu o berro ao companheiro mais distraído, ou tentou puxar as orelhas ao adversário mais atrevido. Tecnicamente , esteve irrepreensível , pelo ar e, principalmente nas dobras. Revelou sempre uma leitura de jogo impecável, o que lhe deu uns segundos de avanço em relação aos adversários, e lhe permitiu garantir a segurança da área encarnada. Sala de Imprensa RONALD KOEMAN (treinador do Benfica) KOEMAN ainda acredita O Benfica precisa de vencer o Manchester na Luz para passar à fase seguinte e Ronald Koeman acredita que a sua equipa pode fazê-lo. Na análise ao jogo de ontem, o técnico considerou «justo» o resultado e justificou a escolha do onze por causa do relvado, estranhando, por outro lado, as constantes lesões... — Fica satisfeito pelo facto de ainda ter possibilidades de passar à fase seguinte? — O que mais me satisfaz é o facto de a equipa ter trabalhado, lutado e ter-se empenhado porque hoje [ontem] era muito difícil jogar futebol por causa do relvado. As duas equipas apresentaram um futebol muito físico e de muita luta, sobretudo a meio-campo. Foi um jogo com poucas oportunidades e as únicas que existiram registaram-se nos últimos 10 minutos, uma para eles e outra para nós. Por isso acho que o resultado é justo. — Considera bom o empate em Manchester? — É um bom resultado. Agora vamos receber o Manchester. Não será fácil mas vamos trabalhar para vencer e passar à fase seguinte. — Na sua opinião qual é a percentagem de o Benfica passar à fase seguinte? — É difícil falar em percentagens porque o grupo está muito equilibrado. Vamos ter o jogo com o Manchester em casa. Trata-se de uma equipa com bons jogadores, muito experientes, mas se os adeptos nos ajudarem penso que conseguiremos vencer. Temos tudo nas nossas mãos. Se ganharmos passamos. Mas vamos sofrer... — Mas como encara o facto de ter começado tão bem a prova e agora poder ser eliminado? — É importante marcar golos mas também é importante não os sofrer. Este grupo está muito equilibrado e espero que o ataque nos dê a vitória com o Manchester. Escolhi bem a equipa — Escolheu o onze em função das lesões ou porque achava que estes eram os melhores jogadores? — Na minha decisão pesou sobretudo o factor físico. Sabíamos que o jogo iria ter muita luta e tínhamos de formar um meio-campo mais combativo. Nós gostamos de jogar um futebol apoiado, vindo de trás, mas com este relvado era impossível. E como o adversário jogava da mesma maneira penso que escolhi bem a equipa. Os meus jogadores reagiram bem. Lesões estranhas — Miccoli voltou a lesionar-se no mesmo local. Qual o seu comentário? — É má sorte outra vez. Miccoli voltou a ter um problema no adutor e esta é uma situação que tem acontecido e que estranhamos. Trabalhamos bem para recuperar os jogadores. Em Braga, por exemplo, coloquei o Miccoli apenas alguns minutos para não correr riscos e depois acontece isto... Toda a gente decidiu que ele podia jogar, que estava bem e agora voltou a lesionar-se. É azar... É preciso GANHAR FALTAM 90 minutos. Um jogo. Um golo apenas. Depois do empate a zero com o Lille, no Stade de France, basta ao Benfica derrotar em casa o Manchester United no derradeiro jogo do grupo D para garantir presença nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. O adversário é poderoso mas a verdade é que a fé encarnada permanece intacta. Ninguém ousaria menosprezar o talento de Cristiano Ronaldo, Rooney ou Van Nistelrooy. Nem um louco poderia pensar sequer que será fácil vencer ao Manchester United. No entanto, são simples as contas do Benfica: com uma vitória está garantida a presença na próxima fase, objectivo que só depende dos encarnados. De hoje a duas semanas ninguém precisará de estar de ouvido colocado ao rádio para conhecer o destino da águia. A história tem sido madrasta, já que nunca o Benfica conseguiu ser feliz diante do Manchester, mas os encarnados podem muito bem agarrar-se ao facto de o seu adversário viver uma inédita crise de resultados e confiança para fazer história e continuar na Europa. O jogo de Manchester, na primeira volta do Grupo D, pode mesmo servir de inspiração, já que a águia esteve a segundos de conseguir o empate em terreno adverso e mostrou até que com um pouco mais de atrevimento a sua sorte poderia ter sido bem diferente. Ronald Koeman terá agora de estudar minuciosamente os pontos fortes do Manchester para os poder anular e deixar que o facto de um Estádio da Luz completamente cheio permita que a equipa portuguesa consiga a inspiração necessária para fazer o que todos os benfiquistas esperam: afastar um dos grandes colossos do futebol mundial. No dia em que do outro lado estarão os portugueses Cristiano Ronaldo e Carlos Queirós, bem como algumas das maiores estrelas do futebol europeu, não haverá espaço para o erro. Um golo pode bastar ao Benfica para seguir em frente e em apenas 90 minutos estará à prova o trabalho de muitos meses. O desafio dos encarnados passa por provar que é nos momentos de grande pressão que se vêem as grandes equipas. O apuramento é possível mas, depois de mais um empate, o Benfica só pode aspirar a ser segundo classificado, qualquer que seja o resultado do embate entre Villarreal e Lille. Em caso de empate, o Benfica pode apenas garantir um lugar na Taça UEFA e mesmo isso na melhor das hipóteses, já que para que tal acontecesse o Villarreal teria de vencer o Lille. Como prova de equilíbrio neste Grupo D está o facto de as quatro equipas poderem ainda estar nos oitavos-de-final. E o Benfica, com três golos (!), até tem o ataque mais realizador do grupo... Desesperava por oportunidade A surpresa reservada por Ronald Koeman para o jogo de ontem deu pelo nome de Alcides. O brasileiro apenas tinha jogado 24minutos na Liga portuguesa, em Alvalade, com o Sporting. "É verdade que já estava a desesperar por uma oportunidade para jogar, mas tenho consciência que o Benfica tem grandes jogadores para a minha posição e todos querem jogar. Graças a Deus que surgiu esta oportunidade para poder jogar e acho que desempenhei um bom trabalho ", considerou. Alcides jogou a lateral-direito, posição que não lhe é estranha: "No Schalke nunca joguei a central, sempre como lateral, por isso estive à vontade. Acho que a nossa equipa esteve bem, infelizmente não conseguimos vencer." Vitória é coisa que os encarnados necessitam com o Manchester para seguir em frente na Champions: "Temos de continuar a jogar assim e procurar o golo", resumiu. Beto, o melhor em campo Luisão foi considerado, por A BOLA, como o melhor homem sobre o terreno. O central brasileiro, porém, preferiu destacar o jogo colectivo, em detrimento de proezas individuais, suas ou de companheiros. A finalizar, no entanto, abriria uma excepção para falar de um colega: "Foi um bom jogo, muito bem disputado e equilibrado, digno da Champions. Acho que o Benfica está de parabéns pela exibição que fez e, até, pelo resultado, que continua a dar-nos esperanças de passar à fase seguinte da prova". Mau relvado Também Luisão fez questão de criticar as más condições do relvado do Stade de France, onde em 1998 se disputou a final do Campeonato do Mundo: "O campo prejudicou imenso o rendimento de ambas as equipas, pois tinha muitas falhas e não permitia aos jogadores colocar a bola no chão e, depois, tentar o ataque ou o contra-ataque. Os passes nunca nos saíram da melhor forma e acredito que grande parte dessa nossa falha se deveu ao mau estado do relvado, independentemente de considerar que o Lille tem uma boa equipa, à qual temos de dar grande mérito pelo trabalho que nos deu e pela forma como se bateu ao longo dos 90 minutos." Defesa do colega A finalizar a sua intervenção frente aos jornalistas portugueses e sem que lhe tivesse sido feito qualquer pergunta nesse sentido, o defesa central brasileiro abordou um tema que te estado na ordem do dia: "Para mim, Beto foi o melhor homem em campo, sabendo bem resistir a todas as críticas destrutivas que lhe foram feitas nos últimos tempos". E Luisão foi-se embora... Ainda sinto algumas dores Foram notórios os cuidados que praticamente toda a equipa revelou cada vez que a bola se aproximava da zona de intervenção de Quim. O guarda-redes não está a cem por cento e tem procurado não efectuar esforços desnecessários, como bater pontapés-de-baliza ou atrasos de bola dos companheiros, para não agravar a zona afectada. Foi o próprio que o assumiu no final do encontro, embora não se mostrasse muito à vontade a abordar o tema. "Não estou a fazer nenhum sacrifício, tenho entrado para ajudar a equipa e tentar fazer o melhor que sei. Felizmente não sofremos nenhum golo, e isso é importante para um guarda-redes. A lesão? Não quero falar muito sobre isso. Só não consigo bater os pontapés-de-baliza porque tenho receio de agravar ainda mais. O que posso dizer é que tenho um pouco de dores, mas com o tempo vou melhorar se Deus quiser." Sobre o jogo, Quim reconheceu que foi "de sacrifício ". "Entrámos bem no jogo, podíamos ter feito golo mas não conseguimos. De qualquer forma também não sofremos golos e isso foi importante. Agora fica tudo adiado para o jogo com o Manchester. Temos de vencer esse desafio para continuar na Liga dos Campeões ", resumiu o guarda-redes internacional português. Recorde-se que Quim esteve em dúvida para o desafio de ontem à noite depois de ter voltado a ressentir-se da lesão. Submetido a um teste durante o aquecimento, entrou mas durante o jogo ficou no chão a contorcer-se de dores após uma defesa em que teve de empenhar-se a fundo. Demos uma lição ao Mundo Luís Filipe Vieira não escondia, no final do jogo, a satisfação por ter visto mais de 40 mil portugueses nas bancadas do Stade de France. "Quero agradecer a toda a comunidade emigrante e a todos os portugueses que nos apoiaram. Demonstrámos hoje a grandeza do Benfica", afirmou o presidente dos encarnados, acrescentando: "O glorioso está cada vez mais em chama e isso se calhar vai preocupando muita gente. Chegar aqui e proporcionar a maior assistência deste estádio [recorde em recintos franceses em jogos das competições europeias] é relevante. Por isso demos hoje [ontem], aqui, uma lição ao Mundo do que é ser benfiquista e português." Quanto ao jogo, Vieira lamentou que a equipa não tenha vencido mas acredita na passagem à fase seguinte: "Não conseguimos a vitória que pretendíamos mas estou feliz pelo comportamento que a equipa teve. Temos de vencer o Manchester para passar à fase seguinte porque isso é muito importante para nós." terça-feira, novembro 22, 2005
Com Miccoli e sem Simão Simão é, indiscutivelmente, a grande baixa na equipa do Benfica para o jogo de logo, no Stade de Frasnce, com o Lille. A notícia foi avançada nua e crua por Koeman, o qual comunicou também a total disponibilidade do italiano Miccoli e a dúvida que persiste em relação a Quim. Foi uma conferência de imprensa rica em fortes emoções aquela que Koeman ontem protagonizou para projectar o jogo com o Lille, penúltimo da fase de grupos da Liga dos Campeões e para o qual o Benfica irá apresentar-se com a firme disposição de vencer conforme foi claramente expresso pelo treinador holandês, mesmo sem Simão. O pesadelo de Braga já foi digerido, com a promessa assumida por Petit de não mais se repetir semelhante situação. Então que Benfica será legítimo esperar hoje? O que defrontou o Villarreal, palavra de honra. É assim, sob um manto de incontida confiança, onde o sentido de responsabilidade e a ambição teimam coabitar em harmonia, que os jogadores benfiquistas se preparam para ter nota positiva neste difícil teste francês, embora não tanto como possa parecer, porque o entusiasmo colocado no anúncio da total aptidão de Miccoli dilui em muito o desalento provocado pela ausência do capitão. O italiano regressa e tendo sido ele o carrasco do Lille no encontro de Lisboa, apenas tem de se lhe pedir o favor de repetir. Léo talvez a meio-campo O que paira na mente de Ronald Koeman a ninguém é permitido desvendar, dado nenhum indício nesse sentido ter sido captado no ligeiro treino ontem à noite. Para já duas certezas: Simão de fora e Miccoli na equipa; se de início ou não é mistério, mas outra saída não se vislumbra senão a titularidade do italiano, com ampla liberdade, como primeira linha da frente de ataque, cabendo então a Nuno Gomes a responsabilidade de ficar em permanente comunicação com ele, numa tripla e desgastante tarefa: de devastador, de transportador e de finalizador. Com as acções ofensivas entregues a estes dois homens quase em regime de exclusividade poderá Koeman congeminar duas paredes para bloquear a organização francesa. Como solução mais lógica, prevê-se a entrada de Ricardo Rocha e o adiantamento de Léo para a intermediária, assegurando-se assim a solidez na asa esquerda. Mais problemático será resolver a questão do outro lado. Geovanni? Beto? Talvez este, de início. Uma terceira hipótese, embora mais distante: o sacrifício de Manuel Fernandes, em nítido sub-rendimento, como sucedeu com o Rio Ave, O mais provável será Koeman optar por duas barreiras consistentes (Nélson, Luisão, Anderson e Ricardo Rocha, a primeira; Beto, Petit, Manuel Fernandes e Léo, a segunda), guardando no banco o resto das peças de artilharia (ligeira) para o que der e vier... KOEMAN Ganhamos se todos correrem como Beto Foi com aparente tranquilidade - própria da personalidade que vem revelando - que Koeman analisou o jogo de hoje. Confirmou que Simão não joga e reconheceu o valor do Lille. A equipa francesa já ganhou ao Manchester, mas não assusta o holandês do Benfica. Isto é... desde que os seus jogadores dêem o máximo e sejam agressivos. Precisamente o inverso do que se passou na segunda parte do jogo em Braga, para o campeonato. E neste domínio, e em resposta a uma pergunta mais atrevida, o técnico deu como exemplo o empenho de Beto, um dos brasileiros do plantel. - Miccoli está apto para jogar? - Sim, pode jogar. - Vários jogadores têm sido utilizados e depois ressentem-se de lesões, o que se passa? - Em primeiro lugar, tenho de dizer que o que preciso é decidir sobre os jogadores que estão em condições de jogar, mas, além disso, não sou um treinador que pressiona para jogar. Não sou eu quem decide se joga, são os médicos e principalmente o próprio jogador. Devo dizer, sobre esta matéria, que Simão não vai jogar. Os médicos vão explicar porquê. Em relação ao Quim ainda vamos decidir. - Quem vai substituir Simão? - Outro jogador. - Criticou muito a atitude da equipa em Braga, como vai será agora? - Depois de um jogo sempre analisamos o que se passou. O que disse foi que não estivemos bem na segunda parte do jogo de Braga, que nos faltou agressividade e que eles fizeram mais para ganhar do que nós. E isso era importante perceber até pela importância do jogo com o Lille, em que necessitamos de uma equipa que dê tudo. Que dê o máximo, como sempre, embora lhe tenha faltado uma ponta de agressividade na segunda parte do jogo com o Sp. Braga. - É ainda mais importante ganhar depois da derrota do último jogo, em Braga? - É sempre importante ganhar, e isso não depende de perdermos, ou não, o último jogo. O grupo é muito parecido e o jogo será importante para nós, para o Lille, mas também para as outras equipas. - Em Paris vai ter muitos apoiantes, emigrantes portugueses. Esse será um factor importante? - Estamos muito contentes porque certamente teremos muitos adeptos nas bancadas, e isso é sempre importante. Esperamos um ambiente favorável, isso é verdade. Mas a verdade é que estamos habituados a sentir-nos em casa quando jogamos fora, pois o Benfica tem muitos apoiantes e em todo o lado. - Espera um Lille diferente daquele que jogou na Luz? Entretanto já ganhou ao Manchester... - Não espero um Lille diferente do que encontrámos em Lisboa. Até agora fomos os únicos que conseguimos vencer o Lille, nós vamos jogar com as nossas armas. Vi o jogo com o Manchester sei que são uma equipa fisicamente muito forte e que teremos de lutar. Mas não espero que seja mais complicado. - Quando Beto joga o Benfica não ganha. Vai jogar? - Essa pergunta é desprestigiante para um jogador do Benfica. Mas digo que se todos correrem como Beto faz sempre não perdemos o jogo. - Pela primeira vez a sua mulher vem consigo num jogo da Liga dos Campeões. É para dar sorte? - A minha mulher não vai jogar. Resultado vai depender de pequenas coisas O treinador holandês do Benfica acredita mesmo que a equipa tem condições para voltar a vencer o Lille, contrariando a série de maus resultados que vem acumulando, na Liga dos Campeões e também na Liga portuguesa. "Vai ser um jogo muito complicado, disso não tenho dúvidas, mas nós temos possibilidades de ganhar e seguir em frente na Liga dos Campeões, tal como também têm eles", analisou Ronald Koeman, com moderação, mas fazendo uso de um discurso confiante. "Na minha opinião, não existem grandes diferenças entre as duas equipas e ambas encaram este desafio com grande concentração, pois é muito importante. Penso que o resultado vai depender de pequenas coisas", finalizou o treinador, referindo-se a incidências durante o decorrer do desafio, agendado para hoje. Petit Em Braga não demos tudo Nem a derrota em Braga deixou Petit menos optimista para o jogo desta noite com o Lille, no qual o Benfica está praticamente obrigado a ganhar se quiser passar à fase seguinte da Liga dos Campeões. O médio só pensa na vitória e fala num factor que pode ser determinante: "Conhecemos bem a comunidade e sabemos que há muitos portugueses em Paris que vivem intensamente estes jogos. Contamos com o apoio incondicional deles. Os adeptos vão dar-nos mais moral e sabemos que nos vão apoiar do início ao fim do jogo." Petit promete uma atitude bem diferente da que a equipa teve na última jornada, dizendo mesmo que se assim não for fica comprometido o resultado. "Se quisermos ganhar temos de jogar como com o Villarreal, na segunda parte, em casa. Uma equipa como o Benfica não pode entrar como na segunda parte com o Sp. Braga. Não demos tudo o que tínhamos e isso não pode voltar a acontecer", diz. Confia-se no forte remate de Petit e o jogador não foge à responsabilidade: "O Benfica tem vários jogadores que podem marcar de bola parada. Isso é muito importante porque hoje em dia esses lances podem decidir jogos. Se tiver oportunidade..." Três jogos seguidos com golos fora-de-jogo O director-geral do Benfica reconhece que o segundo golo da equipa em Braga nasceu de um penalty inexistente, mas defende que tal só é notícia porque os encarnados não têm sido beneficiados. Pelo contrário. E lembra os cinco pontos perdidos nos últimos três jogos por golos sofridos em fora de jogo. Uma referência ainda ao "golo fantasma" do FC Porto. José Veiga voltou ontem a colocar o dedo na ferida, reiterando as queixas encarnadas sobre os erros de arbitragem. "Vamos no terceiro jogo consecutivo em que os nossos adversários fazem golos em fora de jogo, o que interfere directamente nos resultados e nos pontos. Esses três jogos davam-nos cinco pontos e estaríamos mais acima na tabela. Desta vez foi o senhor Bertino Miranda [n. d. r. árbitro auxiliar que validou o 3-2 do Sp. Braga] o felizardo. Penso que irá para a jarra, acompanhado claro pelo senhor Celso Pereira [n. d. r. árbitro auxiliar que validou o golo de César Peixoto frente à Académica], pelo golo fantasma que ninguém viu. Para a jarra já sabemos que vão, agora é importante saber quanto tempo lá ficam ", disse. Questionado sobre o segundo golo do Benfica em Braga, o director-geral reconheceu. "Penso que todos viram que não foi penalty e não custa admitir, mas isso só é notícia porque até agora o Benfica ainda não foi beneficiado. O mais importante são os três jogos consecutivos com golos sofridos fora-de-jogo ", sublinhou. Caso Nuno Gomes Segundo tema de conversa, o caso Nuno Gomes: "Estão a fazer uma tempestade num copo de água. Todos sabem que o Nuno Gomes é o exemplo de um grande profissional fora e dentro do campo. Sabemos do seu carácter. Não estamos muito preocupados, quem está que fale." Lesão de Simão e jogo com o Lille José Veiga falou em seguida de Simão. "Tenho confiança total no departamento médico. Ele estava a cem por cento para jogar com o Braga, ressentiu-se e isso pode acontecer a qualquer jogador. Estamos a atravessar um momento difícil de lesões, mas esperemos que passe depressa. Sinceramente, estamos convencidos de que seremos novamente campeões e não digo isso por dizer, é convicção minha e do grupo de trabalho", frisou. A terminar, manifestou confiança para o jogo com o Lille -"o grupo está moralizado e fará tudo por tudo para ganhar e dar uma alegria aos emigrantes"-e garantiu que a actual estrutura está para durar, mesmo que o Benfica seja eliminado da Champions. Se recusámos 15 milhões... O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, reuniu-se ontem ao jantar com 500 benfiquistas da comunidade portuguesa em Paris, na Sala Vasco da Gama da Rádio Alfa. Acompanhado por Eusébio e por mais alguns dirigentes, estava visivelmente cansado pela viagem que o trouxe dos Estados Unidos a França. Prometendo voltar a Paris quando for inaugurada a Casa do Benfica (já existe uma comissão instaladora), as palavras de circunstância do presidente incidiram sobretudo no Lille-Benfica. "Os benfiquistas têm de estar unidos para que amanhã [hoje] seja um grande dia. É um jogo muito importante e esperemos que seja um dia feliz", disse. Já no final, aos jornalistas, voltou a defender os jogadores: "Estamos esperançados e motivados para ganhar. Dou a cara pelos jogadores porque conheço o carácter que têm. Não vou deixar que transformem heróis em bestas." Tempo para comentar ainda o documento apresentado por um jornalista da SIC, segundo o qual teria aceite uma oferta de 15 milhões do Liverpool pelo passe de Simão para depois recuar. "Entendemos que não o devíamos vender por 15 milhões. Se recusámos é elucidativo...", afirmou. Falsa partida, discreta chegada Foi já com a comitiva dentro do avião que o comandante deu conta de um atraso de duas horas na partida, alertando para a impossibilidade de os passageiros regressarem ao terminal. A falta de condições do aparelho para tamanha espera acabou, contudo, por ditar o desembarque para novo embarque menos de uma hora depois. A viagem até ao Charles de Gaulle decorreu sem sobressaltos, mas não terá sido confortável para ninguém. Não será pelo maior ou menor conforto da viagem que o Benfica alcançará ou não os objectivos com que partiu para Lille, mas não deixa de ser algo incompreensível a falta de condições do MD 86, avião da companhia Blue Line, que fez a ligação Lisboa-Paris. Sem capacidade de arrumação para as bagagens pessoais de todos os passageiros e com as pessoas verdadeiramente amontoadas, sem o mínimo de espaço e conforto, a pior notícia surgiu com a atraso da hora de partida das 9.30 para as 11.30 horas. "Deve-se às difíceis condições de aterragem no aeroporto Charles de Gaulle", explicou o comandante, acrescentando que não seria possível o regresso ao terminal. Viveram-se então intermináveis minutos de sofrimento, devido ao calor e ao ar irrespirável, até que finalmente a situação foi desbloqueada. Todos os ocupantes (centena e meia, sensivelmente) voltaram ao terminal para, menos de uma hora depois, voltarem a embarcar. Desta vez sem falsas partidas. A justificação oficial para a falta de condições do avião chegaria entretanto pela voz do assessor de imprensa do Benfica, Carlos Garcia. "Não seria possível regressar a Lisboa logo após o jogo caso a viagem fosse efectuada com um aparelho de dimensões superiores, como é habitual, uma vez que à noite são proibidos determinados níveis de ruído nas descolagens do Charles de Gaulle. Não havia alternativa", disse. No regresso, portanto, esta noite, a dose será idêntica. Poucos adeptos à chegada a Paris A viagem decorreria depois sem sobressaltos, apesar de todo o desconforto. Muitos jogadores aproveitaram para descansar um pouco, enquanto outros conversavam ou optavam por colocar em dia a leitura dos jornais desportivos. A chegada a Paris foi bastante discreta. Cerca de vinte adeptos apenas manifestando o seu apoio à equipa, que rapidamente rumou ao hotel onde ficou instalada. segunda-feira, novembro 21, 2005
É nas horas difíceis que a equipa precisa de apoio Na sequência da derrota em Braga, Filipe Vieira, no jantar com benfiquistas da Califórnia, anteontem à noite, pediu que todos continuassem a "acreditar nos novos heróis do Benfica" e que não permitissem que passassem de "bestiais a bestas". Por isso decidiu "dar a cara" pelos jogadores e quem os dirige, consciente que "todos estão empenhados em ganhar ao Lille", amanhã. Perante uma plateia de 700 pessoas, Luís Filipe Vieira disse acreditar em vitória no jogo de amanhã com o LilleFilipe Vieira começou por lembrar os momentos em que "todos vitoriaram os jogadores, os novos heróis do Benfica que conquistaram o título". Por isso, foi claro: "Não gostaria que deixassem de acreditar neles, que deixassem que eles passassem de bestiais a bestas". E deu o mote: "Não deixarei de dar a cara por aqueles homens, na certeza de que vão continuar a dar-nos alegrias. Conheço os jogadores, quem os dirige, o carácter que têm. Ninguém tem mais vontade de ganhar. Queremos voltar a ser campeões e não são oito pontos, nesta fase da época, que nos impedem de acreditar". "Perder custa", reconheceu Luís Filipe Vieira, mas custa mais não acreditar no futuro. "Vamos ter outro jogo importante em Paris. Eles estão determinados em vencer. É nas horas difíceis que devemos estar perto dos que mais gostamos e nos dão alegria ". Tabu eleições Outro dos temas fortes do discurso foi o acto eleitoral do próximo ano. "Não ando a sonhar com eleições, não gostaria que falassem de mim como candidato, não ando em campanha, ando a cumprir uma missão. Acreditem que não penso em eleições nem a minha família sonha que possa ou não a candidatar-me", frisou. Por isso, pretendeu passar uma "mensagem bem clara": "É a última vez que falo sobre este assunto até ao fim do mandato". "Hoje olho ao espelho e vejo cabelos brancos. Quando entrei não tinha nenhum. Mas também vejo obra feita que me orgulha e à minha família. Tenho uma vida bonita, uma mulher e filhos que são a minha maior riqueza. Não vim para ser presidente, vim para cumprir uma missão ", sublinhou, "grato" a quem o elegeu. O presidente encarnado considera que "depois do trabalho feito, o Benfica é hoje um clube muito apetecível ". Benfica que "já tem mais de 150 mil sócios, e neste grupo há muita gente com capacidade para ser presidente". Importante é alertar para os perigos de um regresso ao passado: "Fizemos recuperação histórica, construímos um projecto que é um sucesso empresarial e desportivo, o Benfica poderia não resistir a voltarmos a experiências do passado. Mais nenhum presidente poderá enganar o Benfica". Filipe Vieira frisou que "em tão pouco tempo, fazer o que o Benfica fez é um milagre, possível porque todos se uniram". "Somos o terceiro clube em termos europeus e estamos perto de passar a ser o maior do mundo em termos associativos. O cartão de sócio é vital e continuo a acreditar na fasquia dos 300 mil. Sei que muitos me chamam megalómano. Mas eu pergunto: onde está a megalomania se a obra está feita e à vista de todos?", concluiu. Nuno Gomes em risco Nuno Gomes é o único jogador em risco de exclusão, caso seja admoestado com o cartão amarelo frente ao Lille. O avançado benfiquista viu o primeiro amarelo em Old Trafford, com o Manchester United e voltou a ser advertido pelo árbitro no segundo jogo com o Villarreal, realizado no Estádio da Luz. Se repetir a gracinha, ficará impedido de defrontar a equipa de Cristiano Ronaldo no último jogo desta poule, na Luz Mais descansados estão Luisão e Ricardo Rocha, os únicos, além de Nuno Gomes, que já foram contemplados com a cartolina amarela. O central brasileiro também foi admoestado ante o Manchester United, enquanto o seu parceiro de sector correu riscos logo no primeiro jogo do grupo, com o Lille. Por enquanto, o panorama é tranquilizador, mas a veia goleadora de Nuno Gomes não deixaria de ser indispensável. domingo, novembro 20, 2005
Braga 3 - 2 Benfica 21 m 1-0 por Anderson após cruzamento tenso de Petit, no lado esquerdo. Anderson salta ao segundo poste para golo. 90+3 m 2-2 por Nuno Gomes, de grande penalidade. Arbitragem JOÃO FERREIRA (3) Os últimos minutos foram desastrosos. Um penalty descoberto no nada e um golo aprovado em fora-de-jogo. Infeliz ou incapaz? Sala de Imprensa RONALD KOEMAN (treinador do Benfica) KOEMAN critica atitude FOI um homem desiludido, incrédulo, cabisbaixo mesmo, aquele que surgiu na sala de imprensa do Estádio Municipal de Braga. Mas nem por isso Ronald Koeman alterou o tom tranquilo do seu discurso, no qual deixou críticas à forma como os seus jogadores abordaram a segunda parte e deixaram escapar a possibilidade de vitória (primeiro) e empate (depois), reconhecendo a justiça do resultado. — Este era um jogo que não podia perder... — Para ganhar um jogo é preciso jogar bem e com agressividade durante 90 minutos e não apenas em 45. Na segunda parte o Sp. Braga foi mais agressivo e não conseguimos travá-los como no primeiro tempo porque jogámos para defender a vantagem e não para tentar marcar outro golo. Foi esse o grande problema. — A equipa relaxou depois do 1-0? — Sim, parece que sim... Na primeira parte jogámos com agressividade e controlámos bem o jogo. É inexplicável a forma como nos apresentámos na segunda parte. Ao intervalo falámos que o objectivo era continuar daquela maneira, sem nos limitarmos a defender o resultado, e as substituições que fiz também foram para jogarmos mais ao ataque. Mas temos de reconhecer que o Sp. Braga foi melhor e mais agressivo do que nós. — A confiança para o jogo com o Lille fica agora afectada... — Nestas situações o melhor é voltarmos a jogar o mais rapidamente possível. Temos de reagir porque a atitude da primeira parte do jogo não foi igual à da segunda. Quando se perde a confiança baixa um pouco, é normal. É duro empatar uma partida quando nem merecíamos, porque o Sp. Braga estava a jogar melhor, e logo a seguir sofremos o 3-2. Assim não é possível, não se aceita. É inexplicável. — Quim estava em condições de jogar? — Se coloco um jogador na equipa é porque está em condições. O Quim treinou-se bem nos últimos três, quatro dias e estava apto. Os médicos disseram-me que ele estava bem e depois a última decisão cabe-me a mim. Entendi que estava em condições. — E Simão? — É complicado... Durante dois, três dias o Simão treinou-se e fez tudo o que um jogador precisa de fazer para estar em condições de jogar. Existe sempre um risco, mas o que fazemos? Ficava parado mais um mês? Não poderíamos ter gerido as coisas de maneira diferente. — Mas não foi um risco utilizá-los? — Se não existem impedimentos do ponto de vista médico... Com a Naval, por exemplo, optei por não colocar o Simão. Agora ele estava bem, ninguém me disse o contrário. O que pode acontecer, e foi o caso, é um jogador não estar preparado para aguentar os 90 minutos e ser substituído. Simão sentiu dores "Simão sentiu algumas dores e, por isso, decidimos não arriscar", eis as palavras utilizadas por Ronald Koeman, na flash-interview da Sport TV, logo após o apito final de João Ferreira, para justificar a saída, ao intervalo, de Simão Sabrosa. Mais tarde, na sala de imprensa, o treinador do Benfica afirmou [ver abertura] que o capitão encarnado "estava bem", deixando apenas entender que não se encontrava nas melhores condições físicas. "A parte final do jogo é inexplicável. Chegámos ao empate mas não sei se é penalty. Perder assim é grave, não se aceita uma segunda parte como esta", prosseguiu o treinador holandês ainda em declarações ao canal televisivo codificado. Instantes depois, a conversa com os jornalistas continuou na sala de imprensa. Anderson - "Eles foram mais fortes" A noite de ontem foi de sentimentos mistos para Anderson. O defesa brasileiro marcou o primeiro golo pelo Benfica mas viu depois a equipa perder. "Fiquei feliz pelo golo mas triste pelo resultado", resumiu o jogador na flashinterview da Sport TV. Sobre a partida ficou uma sensação de surpresa pelo domínio imposto pelo Sporting de Braga, sobretudo no segundo tempo. "Na primeira parte estivemos melhor, até marquei o meu golo... Depois, na segunda parte, demos o contra-ataque ao adversário", analisou. Deste encontro é a defesa quem sofre mais, uma vez que a equipa ainda não tinha sofrido mais de dois golos. Anderson reconheceu a má noite mas projectou de imediato que o jogo de Braga tem de ficar para trás e o Benfica deve começar já a pensar em atacar o jogo com o Lille, a contar para a quinta jornada da Liga dos Campeões: "Ficámos tristes por sofrer três golos, a nossa defesa tem estado sempre bem, mas agora temos de levantar a cabeça e pensar no próximo jogo, importante, com o Lille." Anderson reconheceu também que a derrota em Braga deixa o Benfica um pouco longe do líder mas os erros de ontem não podem voltar a acontecer: "Para não estar a oito pontos do Sporting de Braga precisávamos de vencer este jogo, ou, pelo menos, empatar, mas sofremos o terceiro golo logo no final da partida... Agora temos de analisar os erros para, na terça-feira, com o Lille, não voltar a cometê-los." Por todos os erros cometidos, sobretudo no final, Anderson reconheceu que a vitória bracarense foi justa. "Na segunda parte eles foram melhores, vieram mais fortes, souberam aproveitar e fizeram três golos", resumiu. Golo de pai Anderson, que foi pai recentemente, fez questão de festejar o golo marcado ao Sporting de Braga da forma tradicional, juntando-se com os companheiros na linha lateral e fazendo gestos como se embalasse uma criança. Continuamos convictos no título Filipe Vieira não gostou da derrota em Braga, mas aproveita para desdramatizar o resultado, reiterar a confiança no título e enviar da Califórnia um abraço de solidariedade a José Veiga, treinadores e jogadores. Pelo meio, o reconhecimento de que ficará na história do Benfica. Durante uma entrevista radiofónica Vieira voltou a mostrar confiança no títuloDepois de 28 horas sem dormir, Filipe Vieira aproveitou a manhã de ontem para descansar um pouco e não acompanhou o jogo na televisão, embora fosse sabendo das incidências. Mais tarde, foi o convidado principal, com Eusébio, de uma entrevista na rádio KLBS, direccionada para a comunidade portuguesa da cidade de Los Banos. E aí comentou a derrota da equipa sofrida em Braga: "Não ficámos muito felizes, mas nada está perdido, como nada estava ganho. Sabemos qual o nosso percurso, qual o objectivo, que é voltar a ser campeões. Estamos a um terço do campeonato e continuamos convictos de que voltaremos a ser campeões", resumiu. No momento da derrota, Vieira entendeu "enviar uma palavra de solidariedade a José Veiga, jogadores e treinadores ". O presidente frisa que "há que levantar a cabeça, saber que já houve períodos de infelicidade, e ir a Paris com a convicção de que é necessário ganhar ao Lille ". Filipe Vieira considera que "se há grupo que quer ganhar é aquele". Ontem não foi possível, até porque "o Braga é um verdadeiro candidato ao título, um clube muito bem dirigido, com uma equipa muito bem orientada por Jesualdo Ferreira e bons executantes". Mas, "no final espero que seja o Benfica o campeão". Sobre a utilização de Simão, Quim e Miccoli, foi pragmático: "Se o Koeman os utilizou é porque o departamento clínico os deu como aptos. Mas não adianta individualizar, nem dramatizar. Estes são os campeões, devemos mostrar orgulho neles e acreditar nas suas capacidades". Ficarei na história No mais, Filipe Vieira falou da obra feita, do futebol português ou da hipótese da recandidatura. Neste capítulo, disse que "não é um cenário que equacione, apenas quero cumprir o mandato até ao fim".Mas reconheceu o seu papel: "Não quero parecer imodesto, mas não vou esconder que ficarei na história do Benfica". Também Eusébio se mostrou confiante na reconquista do título e na vitória com o Lille. Mais nenhum pára-quedista vestirá esta camisola Num emotivo discurso, na Califórnia, Luís Filipe Vieira, líder encarnado, elogiou todo o grupo de trabalho do Benfica, liderado por José Veiga e, no relvado, por Simão Sabrosa. Orgulhoso por acreditar que, hoje, todos os jogadores sentem o peso da camisola do Benfica, registou o cuidado nas futuras contratações: "Mais nenhum pára-quedista vestirá aquela camisola. " Além disso pediu aos benfiquistas para que, tornando-se sócios, ajudem quem dirige o clube a ganhar cada vez mais títulos. Depois de mais de 24 horas sem repousar, Vieira e Veiga recebidos com mordomias"Gostaria de deixar uma palavra de grande apreço para os homens que gerem o futebol e os nossos profissionais, que nos deram grandes alegrias e três títulos em duas épocas. São eles os heróis de todos nós, liderados por um homem como José Veiga e um capitão como Simão Sabrosa. Para eles o meu elogio", frisou Filipe Vieira, emotivo, num improvisado discurso para três centenas de Benfiquistas na Casa de S. José pouco depois de ter chegado anteontem à Califórnia. Estava dado o mote para uma tónica no seu discurso: "O orgulho que todos temos hoje em ser benfiquistas." "Há brio nos nossos profissionais, desde o funcionário administrativo ou financeiro até ao roupeiro. Hoje, todos sabem e sentem o que é o Benfica. Hoje, todos estão imbuídos dos objectivos: ganhar todas as provas. Podemos até não ganhar, mas saímos de campo com a consciência de que tudo fizemos, como aconteceu com o Villarreal, em que, perdendo, a equipa deixou o relvado debaixo de aplausos", enalteceu, orgulhoso, Filipe Vieira ainda antes do jogo de Braga. Para o presidente, "todos os profissionais são dignos dos valores do Benfica". E acrescentou: "Não há já nenhum jogador do Benfica que não sinta aquela camisola. Agora muito dificilmente qualquer jogador que envergue ou venha a envergar a nossa camisola o fará com leviandade. Isso não mais acontecerá. Quem dirige o Benfica tem a obrigação de escolher jogadores que venham a dignificar o clube. Nunca mais nenhum pára-quedista vestirá aquela camisola." Ajudem! Estava dado o mote para fazer a comparação entre o Benfica de há quatro anos e o actual para lembrar a "obra feita, por muito que haja quem a queira desmistificar ". Ganho o "título da credibilidade", é tempo do Benfica ganhar novas asas. "Sem dinheiro não é possível continuar a dar-vos grandes alegrias. Venham para dentro da nossa família, queremos estar mais perto, tornem-se sócios e vamos lutar para ganhar o mais possível. O projecto está lá, a obra também, o Benfica precisa de todos vós. Temos cada vez mais orgulho em ser benfiquistas ", concluiu. sábado, novembro 19, 2005
Aptos QUIM e Miccoli estavam confirmados para este jogo, embora com reservas, mas o grande motivo de satisfação para Koeman foi a recuperação de Simão Sabrosa, que ontem efectuou um teste decisivo, antes de ver o seu nome constar na lista dos convocados. O capitão já tinha reaparecido na véspera, a meio gás, e continuava em dúvida para a deslocação a Braga. Ontem dissiparam-se todas as dúvidas. A julgar pelas palavras do treinador, que minimizou os efeitos que duas semanas de paragem podem ter causado no ritmo competitivo do jogador, Simão vai mesmo jogar de início, estando nele depositadas muitas das esperanças que os adeptos benfiquistas acalentam para este jogo. Situação diferente é a de Miccoli, inactivo desde o jogo com o FC Porto e por, isso, com menos hipóteses de jogar de início. Certa é a utilização de Quim, que coloca fim à inesperada aventura do jovem Rui Nereu a titular da baliza encarnada. Simão O capitão decidiu... está decidido! Apesar de ser dado como recuperado pelo departamento médico, Simão fez apenas dois treinos nas últimas duas semanas e, em condições normais só deveria regressar na próxima terça-feira, contra o Lille. No entanto, à semelhança do que vem acontecendo desde a época passada, decidiu sacrificar-se para ajudar a equipa numa altura delicada da época. Hoje, em Braga, terça-feira em Paris. Ontem, enquanto os colegas se treinavam no relvado, Simão apurou a resistência e a velocidade no ginásio, para minorar os efeitos de um jogo tão duro como o que o espera hoje, em Braga. Quim Foi o primeiro dos três lesionados a ser dado como apto, já que Moreira tem ainda alguns meses pela frente até recuperar por completo. Pela especificidade da posição que ocupa, Quim é aquele que suscita menor preocupação aos médicos e à equipa técnica, esperando-se que o seu regresso seja em pleno. O guarda-redes começou a sentir dificuldades ao serviço da Selecção e no primeiro jogo com o Villarreal teve de abandonar o relvado, acabando por ser operado a uma hérnia inguinal, na Alemanha. Miccoli Outro regresso que deixa os adeptos satisfeitos é o do avançado italiano. Miccoli deixou-os encantados na sua estreia pelo Benfica, contra o Lille e, se não for utilizado frente ao Braga, o regresso pode dar-se, perfeitamente, ante o mesmo adversário. Com ele em campo, Nuno Gomes ganha mais liberdade, mas tudo indica que ainda não tenha o seu colega a tempo inteiro. Sim, somos nós os favoritos ASSUMIR a mesma atitude do Dragão é a receita de Koeman para ultrapassar o líder da Liga, no seu reduto. O holandês antevê um duelo dificílimo, mas assume o favoritismo «endereçado» por Jesualdo Ferreira à sua equipa. Treinador holandês garantiu que Quim. Simão e Miccoli estão em condições de jogarRonald Koeman sabe bem o que o espera hoje em Braga. O técnico holandês antevê um «jogo dificílimo» e teceu rasgados elogios ao adversário, destacando a sua boa organização, apesar de assumir o favoritismo da sua equipa. Afinal, disse, «o Benfica é o Benfica». — Vai poder contar com o Simão? — Conto com Simão porque ele está em condições de jogar. Mas também o Miccoli e o Quim estão em condições de jogar. — Acredita que, com Simão, as hipóteses de vencer são maiores? — Simão é muito importante. Ele é o nosso capitão. Mas não é apenas por isso, com ele em campo, também os adversários ficam em sentido, porque ele pode decidir um jogo. Mas não é só Simão, quantos mais jogadores disponíveis tivermos, mais fortes seremos. — Simão não vai correr os mesmos riscos do jogo com o Villarreal? — Ele está melhor que antes do jogo com o Villarreal. Nessa altura tivemos de correr riscos, agora é diferente. Tanto ele como Quim e Miccoli estão em condições de jogar. — Utilizar o Simão não implica riscos? — Depois de uma lesão muscular, há sempre riscos, mas com o Villarreal foram maiores. Simão esteve duas semanas sem jogar, é pouco tempo. Como no Dragão — O Sp. Braga é líder e está em grande momento de forma. Pensa jogar ao ataque? — O mais importante é fazermos o nosso jogo. Respeitamos muito o adversário porque está à frente pelos seus méritos. É um jogo dificílimo, mas temos de demonstrar que somos o Benfica, campeões da época passada, tal como fizemos no Porto. Se de Braga dizem que somos favoritos por ser o Benfica, então aceitamos esse estatuto. — Frente a frente vão estar o melhor ataque e a melhor defesa... — Sofrer apenas dois golos em dez jogos quer dizer que o Braga defende bem, não só com os defesas, mas também com um meio-campo trabalhador e um ataque que pressiona muito. É uma equipa bem organizada, que pressiona muito, tem jogadores rápidos e aposta no contra-ataque. No entanto, também tem pontos débeis e tentaremos explorá-los. Temos jogadores de qualidade que podem decidir um jogo. — O Sp. Braga é candidato ao título? — Acho que sim, pois já jogou com o Porto e outras equipas da frente e neste momento joga claramente para o título. Jogadores tranquilos — Se perder ficará a oito pontos do líder... — É uma situação parecida com a do jogo com o Porto. Eles tinham mais três pontos, mas tudo é possível. Este jogo é sempre importante pela diferença de pontos. — Miccoli vai jogar? — Não falo de titulares, apenas disse que a situação de Simão é diferente. Miccoli leva mais tempo sem jogar, ainda não tem ritmo para 90 minutos. — Defrontar o líder da Liga e logo a seguir ter um jogo decisivo da Liga dos Campeões não preocupa? — Há que pensar sempre em ganhar. Os jogadores estão tranquilos apesar de reconhecerem a importância do jogo. Em três dias, jogamos para a liderança do Campeonato e a sobrevivência na Liga dos Campeões. Durante a época, há muitos períodos similares. Há que pensar em ganhar em Braga e só depois começar a preparar o confronto com o Lille, da próxima terça-feira. sexta-feira, novembro 18, 2005
3 listas de compras JOSÉ VEIGA tem o trabalho de casa em dia, com listas de possíveis reforços para o Benfica, em Janeiro. Nesse sentido têm existido mesmo alguns contactos informais. Os encarnados, contudo, não vão avançar para qualquer tentativa de contratação enquanto não estiver clarificado o futuro da equipa nas competições europeias, uma vez que o investimento será proporcional. O desfecho dos jogos com Lille (terça-feira, em Paris) e Manchester United (7 de Dezembro, na Luz) ditará a posição do Benfica na reabertura do mercado de transferências, dentro de mês e meio. Isto porque o investimento dependerá de três cenários possíveis: passagem aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, qualificação para os 16 avos-de-final da Taça UEFA ou eliminação das provas europeias. Os problemas fundamentais do estão identificados, mas em Janeiro a resolução poderá ser apenas parcial, consoante a situação acima referida e dependendo das oportunidades de mercado. Se o Benfica continuar na Champions será maior a aposta no reforço do plantel, até porque os possíveis alvos ficarão bastante seduzidos pela possibilidade de disputarem os oitavos-de-final da Champions. Neste caso os objectivos seriam um guarda-redes (Moreira não deve jogar mais este ano), um médio ofensivo (Karagounis tarda em aparecer), um ou dois extremos (não há alternativas a Simão e Geovanni) e um ponta-de-lança (Mantorras está fora de forma e pode ir à CAN-2006, restando Nuno Gomes e Miccoli). Se a aventura europeia prosseguir na Taça UEFA a lista de compras englobará apenas o guarda-redes, o extremo e o pontade-lança. Em caso de eliminação das duas provas, os alvos são um guarda-redes e um ponta-de-lança... ou não contratar ninguém se não se vislumbrarem boas oportunidades de negócio. Ala esquerda com Rocha e Léo RONALD KOEMAN espera pelo veredicto do departamento médico sobre Miccolli e Simão para escalar o onze que vai defrontar o Sp. Braga. Caso não haja luz verde ou se entenda que é cedo para arriscar nos jogadores, deverá ser reeditada a ala esquerda formada por Ricardo Rocha e Léo, com Karyaka ao meio. Ou passar o russo para a esquerda, escolhendo o holandês alguém para o meio. A opção deveria cair em Beto. Se Miccoli e Simão forem dados como clinicamente aptos e for entendido que estão em condições físicas de jogar, as contas de Koeman são fáceis de fazer e o onze previsível. Mas, para já, as dúvidas permanecem. É que não basta serem dados como clinicamente aptos, é necessário que reúnam índices mínimos para competir e como a seguir a Braga se segue a deslocação a Paris, para o decisivo jogo com o Lille, a gestão terá de ser criteriosa. Karyaka joga Quim deverá jogar. Na defesa estão garantidos Nélson, Luisão e Anderson. Manuel Fernandes e Petit jogarão no miolo, Geovanni e Nuno Gomes no ataque. Falta compor a ala esquerda e o terceiro homem do meio-campo no apoio a Nuno Gomes. É seguro que Karyaka joga. Ou no lugar de Simão ou no apoio a Nuno Gomes. Sem Simão e Miccoli, Koeman deverá colocar o russo ao meio e pode reeditar na ala esquerda a solução adoptada com a Naval: Ricardo Rocha na defesa, Léo no ataque. Ou pode entregar a Karyaka as funções de Simão, escolhendo outro jogador para o meio-campo da equipa. Dada a dificuldade do jogo e a necessidade de o controlar, o holandês pode apostar num meio-campo mais musculado, fazendo entrar Beto. Ou talvez Nuno Assis, solução que não tem merecido a sua preferência nas últimas jornadas. Equações a fazer durante o dia de hoje. Miccoli espreita Braga FABRIZIO MICCOLI treinou-se ontem com os companheiros e tem boas possibilidades de ser convocado para Braga. Por outro lado, Simão continua a recuperar e permanece uma incógnita para o jogo de amanhã. Quim, o guarda-redes, está cada vez mais perto do regresso à competição. Miccoli recupera de uma rotura muscular, Simão de uma mialgia e Quim de uma operação, consequência de uma hérnia inguinal. São estas as três preocupações de Ronald Koeman para o jogo deste sábado, em Braga. O grego Karagounis já não o é: tem uma lesão no pé direito e vai ficar ausente durante, pelo menos, dez dias. Quim há muito que foi considerado apto pelos médicos do clube, mas continua a fazer algum trabalho específico. Deve, no entanto, ser convocado para o confronto com o Sp. Braga. Miccoli, à partida sem muitas possibilidades de voltar a jogar já nesta jornada, deu, no treino de ontem, indicadores que podem colocá-lo na rota de Braga: treinou-se com os companheiros e pode ser convocado. Mas atenção: o avançado italiano está sem ritmo e Koeman tem de pensar, também, no jogo de terça-feira, frente ao Lille, em Paris e a contar para a Liga dos Campeões. Quanto a Simão, o caso mantém-se igual aos últimos dias. A evolução do jogador é positiva mas apenas no limite, provavelmente no dia do jogo com os bracarenses, se saberá se o capitão pode, ou não, entrar em campo. quinta-feira, novembro 17, 2005
KARAGOUNIS falha três jogos STOP para Karagounis. O médio nunca recuperou da lesão contraída no jogo com o Lille, no pé direito, há um mês, tendo jogado condicionado desde então, recorrendo ao espírito de sacrifício para superar as dores. A paragem será por tempo indeterminado (mínimo de 10 dias), até que o grego esteja a 100 por cento. Mais uma grande dor de cabeça para Ronald Koeman: Karagounis está fora dos planos para os jogos com Sp. Braga, Lille e Belenenses. Na melhor das hipóteses voltará a estar disponível frente ao Marítimo (fora) ou ao Manchester United (casa). Karagounis foi dispensado mais cedo dos trabalhos da selecção grega devido a lesão, tendo começado ontem a trabalhar na Luz. Mas, ao contrário do que seria de esperar, não integrou a sessão matinal, permaneceu antes na Luz a realizar tratamento e exercícios no ginásio e na piscina. O departamento médico divulgaria o boletim clínico ao final da tarde: lesão óssea no pé direito. O problema físico que apoquenta Karagounis vem desde o jogo com o Lille, há um mês (entorse na tibiotársica direita), e nunca foi totalmente ultrapassado, razão pela qual o ex-Inter de Milão actuou sempre de forma condicionada. Segundo foi possível apurar pelo nosso jornal, o médio terá mesmo sentido dores durante os jogos, actuando por isso em sacrifício. Risco de fractura Jogador, departamento médico e equipa técnica optaram então pela paragem por tempo indeterminado (para já são 10 dias), uma vez que se continuasse a jogar Karagounis corria mesmo o risco de fracturar o pé direito. O grego vai agora cumprir um plano de recuperação com tratamentos diários e é dado adquirido que só voltará a entrar nas contas de Ronald Koeman quando estiver a 100 por cento. Todas as partes concordaram que o cenário existente até aqui — Karagounis a jogar condicionado— não beneficiava o jogador (muito longe daquilo que pode e sabe fazer) nem o próprio grupo, carenciado de um organizador de jogo com o ritmo e a condição física necessárias para fazer girar a equipa em termos ofensivos. Simão goleador em Braga ALÉM de muito importante no contexto desta Liga, a deslocação do Benfica a Braga , no sábado, tem muitos outros motivos de interesse: será um jogo de número 50, Simão foi o último benfiquista a marcar na cidade dos arcebispos e, agora, até pode nem ser convocado; o treinador Jesualdo Ferreira e outros que jogam no clube minhoto são caras bem conhecidas em Lisboa, para as bandas da Luz. Está cheio de emoções, este caldeirão da jornada 11. Pela 50.ª vez, o Benfica visita a casa do Sp. Braga, para jogos do campeonato nacional. Uma marca significativa, que se torna ainda mais interessante quando observamos que, desde a época 1947/48, data do primeiro confronto, os bracarenses apenas conseguiram ganhar em seis ocasiões, e empatar em 15. Estes números confirmam a tradição: o Benfica costuma jogar em casa quando está em Braga, cidade de muitos adeptos com cor encarnada. Mas a equipa minhota, agora, é treinada por Jesualdo Ferreira e tem demonstrado muita qualidade e ambição. A tarefa da águia, no sábado, não será fácil, tanto mais que Jesualdo também já treinou na Luz, e é velha raposa do futebol português. Em Braga, além do treinador, estão no plantel vários jogadores que já representaram o Benfica, como, por exemplo, Paulo Santos, Cândido Costa, João Tomás e Delibasic. Miguel, Sokota, Simão... No jogo mais recente com golos entre as duas equipas — há duas temporadas, pois na última época houve empate a zero—,Simão foi o goleador que festejou em último lugar: o Benfica ganhou por 3-0 e o capitão marcou o terceiro golo. Os outros dois pertenceram a Miguel e a Sokota: o primeiro agora joga no Valência, e o segundo no FC Porto. Simão não sabe se joga, nem sequer se será convocado para o jogo de sábado. O capitão de equipa recupera de uma mialgia na coxa esquerda e, por enquanto, as perspectivas de recuperar a tempo de voltar a marcar presença em Braga não são muito animadoras para Koeman. Vestir Paris de vermelho O Lille, próximo adversário do Benfica na Liga dos Campeões, já perdeu a esperança de ter nas bancadas do Stade de France, na próxima terça-feira, uma maioria de adeptos das suas cores, conforme desabafa o jogador Mathieu Bodmer. Em Paris, não há emigrante luso que passe indiferente a este jogo. «A vitória sobre o Manchester United foi muito importante e o apoio do público foi fundamental. Contra o Benfica existe o sério risco de o apoio ser ao contrário », comentou o jogador Mathieu Bodmer, do Lille, antevendo uma enchente portuguesa no Stade de France, casa emprestada do Lille na Liga dos Campeões. Um cenário esperado tendo em conta a enorme comunidade lusa residente na capital francesa. Na região de Paris existem também muitos clubes e associações portuguesas. «Sentimos uma grande alegria mal o sorteio colocou o Benfica e o Lille no mesmo grupo, sabendo que jogariam em Paris. O nosso clube tem por missão desenvolver a sua relação afectiva pelo Benfica e que maior prazer do que ver os nossos ídolos ao vivo?», questionava a A BOLA Daniel Silva, presidente e treinador do Paris Benfica Sport, colectividade fundada em 2003 e que milita nos distritais de Hauts de Seine. De resto, jogadores, dirigentes e apoiantes desta equipa estarão no estádio exibindo «com orgulho» a camisola encarnada. «Vão estar 150 pessoas do nosso clube no Stade de France. E vamos ganhar por 2-0», vaticina Carlos Martins, este presidente do Benfica Argo, outro clube da mesma região. E haverá receio dos distúrbios que varreram a França? «A nossa comunidade está bem integrada e dá-se bem com todas. E confiamos no sistema de segurança», comentava Fernando, um adepto português que se juntou à conversa e que vai ajudar a criar uma onda vermelha em Paris. quarta-feira, novembro 16, 2005
Simão sai se aparecerem propostas irrecusáveis LUÍS FILIPE VIEIRA voltou a afirmar que tudo fará para segurar, em Janeiro, na reabertura do mercado de transferências, o núcleo duro do plantel benfiquista, no qual incluiu o capitão, Simão Sabrosa. Só não conseguirá dizer que não a propostas irrecusáveis. Disto e muito mais falou o presidente do Benfica, ontem à noite, como convidado especial do Estádio Nacional, programa da RTP Internacional. A pergunta é actual e impunha-se: Simão vai sair em Janeiro? A resposta de Vieira não podia ser esclarecedora, como explicou: «Não faço futurologia. Importante é o compromisso que temos com os sócios de ir até ao limite para segurar o núcleo da equipa.» E qual é esse limite? Os 18 milhões que o Liverpool já ofereceu? Perguntou Paulo Catarro, o pivot do programa. «Senão já tinha saído », confirmou o presidente dos benfiquistas. E, mais tarde, já à saída dos estúdios da RTP, sublinhou: «Não está no nosso pensamento deixar sair jogadores, mas o que tiver de acontecer em Janeiro... acontecerá. Se aparecerem propostas irrecusáveis não poderemos dizer que não.» Na mesma altura, disse a propósito do reforço da equipa: «Não há nada. Não estamos compradores. Agora estamos a zero, nesse aspecto. » Mantorras e o Alverca Vieira chegou ao estúdio munido do contrato de compra dos 50 por cento do passe de Mantorras que pertenciam ao Alverca, clube que agora reclama mais dinheiro. «Se têm alguma queixa vão para Tribunal, falem com o Ministério Público ou falem com a Polícia Judiciária. Escusam de ir para a Praça Pública criticar o Benfica. Acabou a calúnia. Está aqui tudo, o contrato dos 5milhões de euros que o Benfica pagou por Mantorras.» Redução do passivo O líder encarnado garantiu ainda que «ninguém vai boicotar» o avanço do canal televisivo Benfica e garantiu determinação em vários projectos: nomeadamente a perseguição dos 300 mil sócios e a extensão dos braços do Benfica a vários continentes. Falou, igualmente, de uma reunião na Câmara de Lisboa para a construção de uma nova sede, perto do estádio. Sobre o passivo, disse que pode ser reduzido em «dezenas de milhares de euros. » Com as eleições diz não se preocupar, não avançando com certezas sobre a recandidatura daqui a um ano. «Esta Direcção nunca esteve tão apetecível.» SIMÃO já trabalha no relvado SIMÃO passou a nova etapa de recuperação de mialgia na coxa esquerda: já trabalha no relvado, sinal de que acelera para o jogo de sábado, em Braga. Quim é que está recuperado, embora necessite ainda de acompanhamento médico. O regresso de Miccoli está por dias. Boa notícia para Ronald Koeman: Simão Sabrosa está, desde ontem, a trabalhar no relvado — segundo o boletim médico do clube — o que atesta o carácter favorável da recuperação e alimenta alguma esperança sobre a possibilidade de Simão poder jogar esta jornada, frente ao Sp. Braga. O capitão juntou-se ao italiano Fabrizio Miccoli, que continua a fazer trabalho específico, ginásio e piscina. Em breve o avançado que veio do Inter de Milão estará a treinar-se sem limitações, não se sabe se já a tempo de alinhar em Braga. Olhos postos em Quim Em dois treinos com tantas ausências devido às selecções, todos os olhos estiveram ontem fixados em Quim. O guarda-redes, segundo o departamento médico, foi dado como apto para fazer trabalho normal, embora com «integração progressiva » e «sob vigilância médica».Efoi isso que aconteceu. Notou-se uma enorme evolução ao nível dos exercícios que cumpriu, grande parte deles já saltando e usando a perna direita para chutar a bola. Mas nota-se que a intensidade dos exercícios é mais baixa do que a aplicada aos jovens companheiros de baliza, ontem Ricardo Janota e Rui Nereu. Por outro lado, nota-se alguma natural defesa do jogador, que aos poucos vai ficando mais solto. Refira-se que Quim falou muito com o médico António Barata, que o acompanhou de perto nos dois treinos, comentando cada resposta aos mais diversos exercícios. Jogará com o Sp. Braga. Na Luz existe um optimismo moderado, mas é grande a esperança na recuperação dos três jogadores. Três dispensados do Treino Manuel Fernandes, Nélson e Mantorras foram dispensados do treino vespertino de ontem, no Estádio Nacional, e ficaram no ginásio a fazer trabalho específico. Se em relação ao avançado angolano tal situação já era esperada, já que Mantorras, em dia de dois treinos, acaba sempre por fazer trabalho específico num deles, já em relação aos dois restantes trata-se de uma novidade. Que se justifica em Manuel Fernandes pela necessidade de retemperar energias, já que não teve folga devido aos compromissos da Selecção sub-21, dos quais só foi dispensado por não poder hoje defrontar a Suíça. Já quanto a Nélson, não existindo razão clínica, trata-se de uma questão de gestão de esforço, tratando-se de um jogador com algum desgaste esta época. Refira-se ainda que o adjunto Bruins Slot ficou com este grupo na Luz. |
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