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sexta-feira, setembro 30, 2005
KARAGOUNIS sem direito a folga KARAGOUNIS acelera para o jogo desta jornada e a prova é que ontem esteve a treinar-se no Estádio da Luz, não gozando a folga que Koeman deu aos jogadores do plantel. O médio grego deve apresentar-se em condições de jogar frente ao Vitória de Guimarães, na próxima segunda-feira. Chegou para ser o número dez da equipa benfiquista mas os adeptos ainda mal puderam cheirar o perfume do futebol do estratega grego. Karagounis foi utilizado no encontro com o Sporting, mas estava cansado (três dias antes tinha representado a selecção num jogo que se realizou no Cazaquistão), e pouco adaptado à forma de jogar dos companheiros. Depois entrou frente aos franceses do Lille, na Liga dos Campeões, onde já mostrou mais pormenores, mas acabaria por terminar o jogo em sofrimento devido a uma entorse na tibio-társica direita, problema que o impediu de ajudar a equipa nos confrontos com o União de Leiria, Penafiel e em Manchester. Na próxima segunda-feira, no duelo com o Vitória de Guimarães, no Estádio da Luz, Karagounis poderá finalmente assumir a condição que todos no Benfica pretendem. Karagounis tem talento e experiência que podem acrescentar qualidade à equipa e podem tornar mais sólida a perseguição de objectivos ambiciosos para esta temporada. No terreno e no ginásio É com a consciência da importância que o grego pode ter esta época que o Benfica desenvolve esforços para rapidamente o colocar a jogar. Ontem, Koeman deu folga ao plantel mas Karagounis não teve direito a descanso. Esteve à tarde no Estádio da Luz para realizar trabalho de ginásio e também no terreno, tudo na companhia do clínico Rodolfo Moura. Os indicadores mais recentes apontam para a recuperação física do jogador e deixam em aberto a possibilidade de Karagounis ser mesmo titular no jogo desta jornada. Resta saber se o treinador holandês vai abdicar de um extremo-direito e colocar Karagounis a funcionar como médio interior ou se prefere colocá-lo bem no centro, prescindindo para isso de um homem com características mais defensivas. Média de três golos para vencer Vitória A história é claramente favorável ao Benfica nos confrontos com o Vitória de Guimarães na Luz. Em 61 jogos, 52 vitórias, sete empates e duas derrota a águia marcou 183 golos, o que dá a média exacta de três por jogo. Se é verdade que a estatística tem um valor relativo, não o é menos que o Benfica é claro favorito para o jogo de segunda-feira, com o V.Guimarães. Dos 61 confrontos na Luz, apenas por nove vezes o Vitória roubou pontos na Luz. Curiosamente, num deles ninguém do Benfica se importou, já que as 120 mil pessoas que enchiam a antiga Luz queriam apenas festejar o título de campeão, em 1993/94. Uma festa que só não é recordada com maior saudade porque, na última época, o Benfica voltou a conquistar o campeonato. Nessa tarde, Toni fez a sua despedida da Luz como treinador do Benfica. Rui Costa e Schwarz também disseram adeus. À memória vem também Miklós Fehér, que fez um jogo de sonho na última jornada da época 2002/03, no Estádio Nacional. Marcou três na vitória por 4-0. No mais, refira-se que nunca Benfica e Vitória se defrontaram na Luz à 6.ª jornada. E que esta será apenas a terceira vez que o jogo tem lugar em Outubro. O Benfica venceu as anteriores. Em golos, o Benfica marcou a média exacta de três por jogo. E segunda-feira como será? Smart com motor Ferrari A boa imagem que a equipa apresentou em Manchester foi apenas mais um sinal de retoma após um início catastrófico dos encarnados. E um dos nomes que está directamente envolvido com a melhoria de produtividade e qualidade do colectivo tem um nome: Fabrizio Miccoli. Perceba o que tem este diabo italiano que mais parece um Smart com motor Ferrari. Não marcou em Manchester mas foi sobre ele que recaíram as maiores atenções dos defesas do United. Porque já granjeou respeito no futebol europeu devido à passagem pela Juventus, selecção italiana e Fiorentina, actual sexto classificado da Série A. E foi justamente após a sua saída de campo que os red devils assaltaram a área de Moreira, com as conhecidas consequências. Mas afinal que papel tão importante tem assumido Fabrizio Miccoli no Benfica de Koeman? Além da velocidade, inteligência no passe e desmarcação e o repentismo no remate, a resposta pode estar na estatística dos colegas mais próximos, nomeadamente Nuno Gomes e Simão. Graças à sua entrada na equipa e no retocado esquema táctico, os encarnados passaram a ter mais posse de bola, realizaram mais ataques e o perigo passou a rondar com maior intensidade na área dos adversários. Farol para Simão e Nuno Gomes Miccoli veio trazer à equipa uma nova forma de atacar, em benefício de Simão Sabrosa e Nuno Gomes, como atestam os números: o 21 já fez cinco golos no campeonato graças à maior liberdade que goza na área e dos três golos apontados pelo capitão, dois nasceram de faltas efectuadas sobre o italiano — Alvalade e Manchester, enquanto o golo apontado em Penafiel, uma recarga ao primeiro remate, nasceu de um livre gerado por Geovanni. Com Miccoli, Simão conseguiu também ganhar maior liberdade para realizar diagonais, uma vez que agora não é só o camisola 20 a obrigar à concentração dos centrais, laterais e médios defensivos, sob perigo de o transalpino entrar pela meia esquerda. Ficou para o fim a estatística pessoal: tal como Ibrahimovic (Juventus) e Ricardo Oliveira (Bétis), Miccoli é o jogador que mais rematou até agora na Liga dos Campeões, com sete remates, cinco direccionados à baliza. Quem disse que os carros pequenos não podem ter motores potentes? Colocação – BASTA UM PASSO (8) Um avançado não precisa de correr para estar no sítio certo, basta para isso ler o jogo e saber para onde o colega vai colocar a bola. Foi assim no golo obtido frente ao Lille: bastou dar um passo para o lado e ganhar posição perante o defesa. A cabeça serviu para pensar com antecedência... e rematar. Velocidade – CORRE, PICCOLO! (8) É o que lhe diz Petit nos treinos, com humor. Não é nenhum Pietro Menea, campeão olímpico italiano em 1980 e ainda detentor do recorde europeu dos 200 metros, mas Miccoli tem uma genética capacidade de explosão que faz dele um dos mais rápidos do plantel encarnado, a par de Simão e Nélson. Pé direito – FOGO NA BOTA (9) No seu currículo apresenta vários golos de pé direito, o seu melhor. De livre directo, de primeira, em drible ou simplesmente encostando a passe de um colega. Darem-lhe espaço pelo lado direito à entrada da área pode ser harakiri, pois raramente atira ao lado ou para a bancada quando tem espaço. Pé esquerdo – NÃO É SINISTRO (7) Sinistra em italiano significa esquerda mas a canhota de Miccoli não tem nada de obscuro. Não é a melhor arma do avançado, mas já fez no seu país vários golos de belo efeito, à semelhança do que o dextro Simão Sabrosa fez em Penafiel. E isso não tem nada de sinistro. Pressing – SITUAÇÃO A REVER (6) Miccoli não é um avançado (ou falso avançado) com tendência para efectuar pressing. Mas a menor capacidade defensiva do italiano evidenciada até agora ao serviço dos encarnados pode estar ligada à menor condição física relativamente aos colegas— apenas participou nos treinos da Juventus durante a pré-época. Visão de jogo – ESCOLA ITALIANA (8) Uma das razões para Miccoli também se sentir à vontade para actuar a médio ofensivo relaciona-se com a capacidade de passe. Raramente tem lances fúteis e quando entra nos últimos 30 metros consegue sempre descobrir um espaço para endossar o esférico e criar um lance de perigo. Gosta de espaços vazios porque é dali que pode nascer um golo... Jogo aéreo – RIR FAZ BEM (8) O próprio admitiu que lhe dá vontade de rir quando recorda que marcou um golo de cabeça ao Lille. Miccoli mostrou nesse jogo que a altura não é tudo, pois a forma como se colocou para fugir ao defesa e a força aplicada no pescoço para rematar ao ângulo compensam os centímetros a menos. A qualidade não se mede com fita métrica... quinta-feira, setembro 29, 2005
Simão conquista Inglaterra A exibição de Simão Sabrosa em Old Trafford foi a confirmação plena das qualidades do número 20 encarnado e provavelmente vai fazer reacender o interesse de Liverpool quando reabrir o mercado de transferências (Janeiro). Mesmo sabendo que Simão não pode jogar por outra equipa na Europa esta temporada, esta condição não tem a carga negativa e a porta continua aberta ao capitão encarnado, embora a última palavra pertença ao Benfica, que aposta na recuperação de grande equipa europeia (com Simão entre as figuras de cartaz), e o contrato com o jogador tenha blindagem até 2010. Mas o 20 apareceu na montra perfeita. O sétimo golo de Simão pelo Benfica na Europa, depois de termarcado a Lazio, La Louviére, Dukla Bystrica (2), Dínamo Zagreb e Beveren pode sido forte motivo para reacender o interesse do Liverpool no talentoso capitão encarnado, sobretudo tendo em que conta em que condições o livre e a exibição de Simão ocorreram. Foi o plateau perfeito: jogo para a Liga dos Campeões no templo de Old Trafford e frente ao rival de sempre do Liverpool. Rafael Benítez, managerdos reds, estaria por certo com vontade de apreciar as qualidades do número 20 encarnado ao vivo, mas a carregada agenda e o facto de ontem o Liverpool ter defrontado o Chelsea para a Liga dos Campeões foram motivos fortes para Benítez se demarcar do Manchester United-Benfica realizado em Old Trafford. Mas o técnico espanhol assistiu seguramente ao jogo pela televisão e terá apreciado uma vez mais as qualidades de Simão Sabrosa. Benítez já ficara plenamente convencido no início da época, pois foi dele que partiu a ordem para o raid surpresa que o Liverpool fez a Lisboa no último dia de transferências da época de Verão, mas a exibição de Simão em Inglaterra terá sido o complemento que faltava. Ele fez tremer Old Trafford Simão apareceu ontem em destaque na Imprensa inglesa e o The Independent coloca o golo de livre com um dos momentos mais marcantes do jogo. O título é bastante ousado mas realista: «Sabrosa fez tremer Old Trafford». Esta realidade seria ainda mais evidente se Van Nistelrooy não desse a vitória ao Manchester United a seis minutos do fim... Benfica mais europeu sempre com Simão O Liverpool pode voltar ao ataque na reabertura do mercado de transferências, em Janeiro, ainda que tenha presente que Simão não possa actuar na Europa esta temporada depois de ter jogado pelo Benfica na Liga dos Campeões. Este é dado é importante mas todavia não fulcral para fazer emorecer a cobiça dos reds, interessados no jogador português mesmo perante essa condição europeia que numa primeira impressão os prejudica. O Benfica, no entanto, já está refeito do efeito-surpresa gerado pelo ataque relâmpago do Liverpool no final de Agosto e pode da próxima vez assumir um papel mais liberal nas negociações, algo que era impossível acontecer no Verão , quando a venda de Simão não daria tempo para qualquer investida no mercado para encontrar umsubstituto. Mas muito para além do aspecto financeiro, Simão é a jóia da coroa encarnada, percebendo-se a partir daí toda a relutância de Luís Filipe Vieira teve, e ainda terá, em vender. O Benfica está agora em posição de expectativa e não muito preocupado com o previsível novo assédio a Simão, pois o contrato com o jogador tem uma boa blindagem e é válido até 2010. Para além disso, a forte presença do Benfica na Europa, como ficou demonstrado no jogo de quarta-feira, conduz a uma aposta muito séria na Liga dos Campeões, podendo ser um entrave significativo a possível transferência. Os encarnados querem recuperar a aura internacional e a presença de Simão, hojeumdos símbolos do clube, é condição número um para atingir recuperar esse estatuto histórico. A menos que apareça proposta irrecusável para a contratação. O diálogo com Ronaldo em pleno relvado Mas o jogo de Manchester não marcou apenas o reaparecimento de Simão na montra perfeita, ficou também marcado por uma conversa em pleno relvado entre o jogador do Benfica e Cristiano Ronaldo. O diálogo aconteceu quase em cima da hora de início de jogo, foi rapidíssimo mas observado ao longe parece ter sido muito sumarento. Ronaldo é sempre um bom veículo de publicidade do futebol britânico e um bom conselheiro para Simão , pois já tem significativa experiência em Inglaterra. O prometido é devido FAMÍLIA e amigos de Bruno Baião, no dia em que o malogrado jogador cumpriria 20 anos, deslocaram-se ontem a Fátima para assistirem à missa e, ao final da tarde, receberem amigos, ex-colegas de equipa e Rui Cunha, vice do Benfica, num autêntico museu dedicado ao jogador. Porque o prometido é devido, música que se ouviu tantas vezes, por ser essa canção de Rui Veloso a preferida de Bruno Baião. Um autocarro com 48 pessoas partiu bem cedo para Fátima. Ao meio dia foi celebrada missa em memória de Bruno Baião. Um ritual que se repete em datas que lembrem um jovem que morreu na flor da idade, após um treino. Ontem faria 20 anos. Ou melhor, ontem fez 20 anos no céu, enquanto dezenas de amigos se juntaram no café do Horácio, dos pais, para lembrarem o Bruno com um jantar. O espaço é um autêntico museu, com dezenas de fotos, de recortes de jornais, de camisolas, até de uma bicicleta. Em destaque a letra completa da canção de O Prometido é Devido, de Rui Veloso. Era a canção preferida de Bruno Baião e tantas vezes foi tocada naquele espaço, para emoção geral. Uma sala que nasce da vontade férrea da mãe Maria Celeste e que estará sempre aberta a quem quiser visitar, mesmo ao lado do conhecido Café Horácio. E em dias de jogos os amigos ali se juntam. Benfica manda flores Os pais foram de uma simpatia comovente a receber tanta gente. O pai vestia uma t-shirt que a mãe tinha oferecido ao Bruno, com fotos de quando tinha 12 anos. Outros vestiam t-shirts com o nome Bruno Baião. Do plantel principal esteve João Pereira, que tão bem conhecia o Bruno, além de toda a equipa B e jogadores mais conhecidos como Hélio Roque, João Vilela, Tiago Gomes ou João Coimbra. O Benfica fez-se representar por Rui Cunha, vice presidente e administrador da SAD, e enviou um ramo de flores. Foi ainda exibido um filme sobre o jogador, que Helena Resende, de Espinho, elaborou como trabalho de final do curso do jornalismo. Ficou amiga da família e esteve na festa. "Bruno Baião para sempre campeão ", pode ler-se numa das paredes. E tantos foram os amigos que o testemunharam. Karagounis está recuperado e já marca SERÁ desta? É a pergunta que se pode fazer a respeito de mais um regresso de Karagounis aos treinos sem limitações, depois de o grego ter trabalhado em pleno nas vésperas do encontro de Old Trafford mas que falhou à última da hora por se ter ressentido de problemas físicos. Na ressaca da derrota com Manchester United, a grande novidade foi a inclusão do camisola 10, mostrando os atributos que motivaram a sua contratação. Ronald Koeman volta a ter todos os jogadores disponíveis para mais um encontro oficial da sua equipa, nomeadamente a recepção ao V. Guimarães, na segunda-feira (20.30 horas). A razão para a desertificação do departamento médico está directamente relacionada com o regresso ao trabalho de Karagounis, impedido, recorde-se, de jogar frente ao Manchester United devido a um problema físico de última hora que obrigou o técnico holandês a refazer planos e colocar em campo, nos titulares, o brasileiro Beto. Pé direito, pé esquerdo... Durante a sessão de ontem, que marcou o regresso aos treinos após o encontro de Old Trafford, Karagounis apresentou-se solto, em boas condições físicas e revelando vontade de eliminar de vez os problemas que o têm impedido de se jogar pelo novo clube - surgiu pela última vez no jogo com o Lille. Na parte do treino dedicada a um jogo de seis para seis (mais um joker que alinhava por cada equipa, no caso... Karagounis), o internacional grego marcou três golos (a primeira vez que o fez em treinos abertos para a Comunicação Social), dois deles resultaram de bela execução: o primeiro de pé esquerdo, o segundo num tiro de pé direito, em arco, e o terceiro igualmente de pé direito. Candidato a titular? Tendo em conta que o próximo jogo da equipa se realiza apenas na segunda-feira, será ainda prematuro avançar com a possibilidade de Ronald Koeman fazer alterações na equipa, mas face ao regresso de Karagounis ao lote de disponíveis as hipóteses de o ex-jogador do Inter se estrear pelos encarnados frente ao V. Guimarães são bastante elevadas. Muito dificilmente Beto voltará ao lugar de médio interior direito e o grego poderá ocupar aquele posto, apesar de Geovanni ser sempre uma opção viável. quarta-feira, setembro 28, 2005
Manchester Utd 2 - 1 Benfica 58 m 1-1, por Simão, também de livre directo mas sem ajuda suplementar. Livre batido em arco, para a direita de Van der Sar Arbitragem LUBOS MICHEL (Eslováquia) O árbitro realizou trabalho ao nível dos pergaminhos que já conquistou no mundo do futebol. Excelente nível. Melhor em Campo M. FERNANDES (7) Está de volta às exibições que fizeram dele um dos jogadores revelação da época passada. É certo que entrou inibido em Old Trafford devido ao nervosismo que atingiu toda a equipa, quando em situações desta natureza se exigiam nervos de aço, mas subiu, e de que maneira, de produção ao longo do jogo, chegando a ter momentos magníficos, roubando a bola, driblando vários adversários, baralhando por completo as ideias aos homens de Ferguson. Algum receio em utilizar uma das suas armas, o remate de longe (dois disparos à baliza), mas foi grande, imenso o pulmão. Sala de Imprensa RONALD KOEMAN (treinador do Benfica) Koeman triste com o golo O treinador do Benfica Ronald Koeman diz ter ficado triste por ter perdido o jogo graças a um lance que estudou até à exaustão com os seus jogadores. Uma falta de atenção, diz. O holandês acredita que o empate seria o resultado mais justo, justificou a entrada de Beto pelo facto de ser um jogador muito trabalhador e acrescentou que o empate entre Lille e Villarreal acaba por ser um bom tónico. — Sente que o Benfica merecia o empate? — Sim... mas não foi isso que aconteceu. O Benfica fez um excelente jogo, atacou bem e por isso merecíamos um melhor resultado. Em futebol nem sempre quem joga melhor vence os jogos e foi isso que aconteceu. Não tivemos atenção naquele canto de que resultou o segundo golo e é pena porque o empate era, o resultado mais justo. — O que falhou? — Jogámos bem, conseguimos controlar as iniciativas do Manchester e até fomos nós que tivemos as duas primeiras oportunidades. Veja-se que encaixámos o primeiro golo fruto de má sorte, mas mesmo assim tivemos tranquilidade para esperar pelos momentos decisivos e empatámos com um grande golo de Simão. No fundo, fiquei aborrecido por termos falhado num lance em que devíamos ter tido mais atenção. Sobretudo depois de termos falado muito sobre este tipo de situações e treinado bastante aquela jogada. Fiquei triste... — Estando o Manchester limitado por falta de alguns jogadores importantes, porque não arriscou mais? — Sabíamos que estavam numa situação complicada e também eles acusaram algum nervosismo enquanto não marcaram o primeiro golo. Mas o futebol é assim: podemos fazer um bom jogo, mas o resultado é que manda... — Porque escolheu Beto para a direita em vez de lançar Geovanni? — Beto é um trabalhador incansável e precisávamos de mais equilíbrio defensivo no meio-campo. Com Nuno Gomes, Simão e Miccoli já tínhamos capacidade ofensiva suficiente. Acho que fez um bom jogo, seguindo as instruções que lhe foram dadas. — Se sabia que o Manchester não estava no seu melhor momento, como explica as alterações na equipa? — Tivemos as nossas oportunidades de marcar, jogámos bem, mas o Manchester não é uma equipa qualquer. Não era possível descompensar os sectores, permitindo depois as ofensivas do nosso adversário. Tudo fizemos para vencer, mas não conseguimos. Próximo jogo é decisivo — Qual a sua opinião sobre o empate no Lille-Villarreal? — Não escondo que é muito bom para nós. O próximo jogo será em Espanha e creio que será decisivo no que concerne à classificação final deste grupo. Temos de ter tranquilidade para enfrentar esse encontro e ultrapassar com sucesso as dificuldades que nos vão ser colocadas. Pode estar aí a chave do nosso sucesso. Penso que vamos passar O golaço de Simão Sabrosa congelou Old Trafford e fez sonhar os benfiquistas, mas a esperança morreria ao cair do pano. Ainda assim, e porque uma derrota pode não ter só aspectos negativos, sobretudo diante de um colosso europeu como o Manchester United, o capitão encarnado vê todas as razões para as águias sorrirem. Não pelo resultado, mas pela exibição. Foi um golo muito importante para mim e para a equipa, uma vez que naquele momento significou o empate», começou por dizer Simão na flash-interview da RTP1, após o apito final. Quando se esperava que os encarnados pudessem lutar por algo mais do que um ponto, aproveitando o balanço do tiro certeiro do seu camisola 20, a equipa acabou por adoptar outra estratégia. «Recuámos um pouco após o empate, por forma a tentarmos fazer o 2-1 em contra-ataque, mas não fomos felizes e acabámos por perder já perto do final, num pontapé de canto. Vamos levantar a cabeça, penso que todos estamos de parabéns pelo grande jogo que fizemos», analisou, sustentando a injustiça dos números finais: «As primeiras oportunidades de golo foram nossas, como é o caso daquele cabeceamento do Ricardo Rocha, e ao longo do encontro criámos várias situações para marcar. Sempre acreditei, antes e durante a partida, que poderíamos sair daqui com um ponto ou três, o que seria o ideal, mas infelizmente não foi possível. » Estávamos avisados! Simão lamenta a forma como o Benfica sofreu o segundo golo, nos minutos finais, até porque os jogadores encarnados tinham sido avisados de que Van Nistelrooy surge habitualmente naquela zona, em pontapés de canto, para finalizar. «É verdade que estávamos avisados e falhámos nesse aspecto. Apesar deste resultado, penso e acredito que vamos passar à fase seguinte da Liga dos Campeões. Ainda faltam muitos jogos», desdramatizou. Agora é a outra Liga A exibição de ontem à noite acaba por ser moralizadora para o Benfica, de acordo com a opinião de Simão, mas o capitão deixa um alerta: «Temos de ter os pés bem assentes no chão. Agora vamos pensar no campeonato e só depois outra vez na Liga dos Campeões.» terça-feira, setembro 27, 2005
Incerteza Karagounis Na fase final do treino do Benfica em Old Trafford, Karagounis conversou durante alguns instantes com Koeman e ter-lhe-á dito que ainda não se sentia em condições físicas para jogar. Se as aparências não iludirem, o grego tem poucas hipóteses de reentrar na equipa, o que significa que Geovanni mantém o espaço que tem sido seu. O brasileiro fica, pelo menos, de prevenção para o que der e vier. Para a grande maioria dos jogadores do Benfica o teatro dos sonhos deixou de ser uma visão televisiva ou fotográfica a partir das 18 e 30 horas de ontem. Depararam-se com Old Trafford vazio mas respeitador, ainda que o gigantismo do estádio não difira muito da bela Catedral. São complexos magníficos, do melhor que há. Foi na imponência do estádio do MU que o Benfica realizou um treino curto mas de grande importância, e onde já na recta final aconteceu um episódio que pode ter significativa influência na ordenação da equipa para o jogo. Quando os jogadores se preparavam para regressar aos balneários, Karagounis conversou durante breves instantes com Ronald Koeman e ter-lhe-á feito perceber que ainda não se encontra no patamar físico ideal para jogar. O encontro foi de circunstância e muito gestual, mas deixou perceber que o grego não estará a cem por cento. Se Karagounis, que já apontou um golo de livre ao MU em Old Trafford quando jogava pelo Panathinaikos não recuperar satisfatoriamente nas próximas horas, avança Geovanni para o lado direito do meio campo. O brasileiro recupera então o espaço que tanto foi seu nas duas últimas partidas dos encarnados, frente a U. Leiria e Penafiel, procurando dar profundidade ao flanco direito. O registo público que Geovanni está bem e recomenda-se aconteceu durante o treino em Old Trafford, onde revelou disponibilidade total. Tendo em conta todos estes acontecimentos, Geovanni fica, pelo menos, de prevenção para o que der e vier. Mas se Koeman tem um eventual problema para resolver, já Alex Ferguson se bate com soluções amenos, por força das ausências de Rooney (castigado com dois jogos), e de Gary Neville, Heinze e Keane, todos lesionados. O banco de suplentes do MU, com muitas caras novas, é o reconhecimento total dessas mesmas ausências. Se vamos defender nunca ganharemos Ronald Koeman pode estar a fazer bluff, mas, a avaliar pelo que prometeu ontem, os adeptos do Benfica podem esperar uma equipa que encara este jogo com notável sentido de responsabilidade, com a consciência de que este não é um jogo qualquer. O holandês garante que os seus jogadores não vão sentir-se pressionados e atira o peso do desafio para o Manchester, que precisa de pontuar perante o seu público. — O que é para si um bom resultado aqui em Manchester? — É vencer o jogo. — O Manchester tem muitos jogadores lesionados, isso será uma oportunidade histórica para o Benfica vencer? — Claro que sim. Eles têm os seus problemas com lesões, não estão nos melhores momentos, os últimos dois, três resultados comprovam isso. Mas é sempre o Manchester. E também devido a esses problemas vão querer fazer um grande jogo para acabar com a crise que estão a viver na liga inglesa. — Há muitos jogadores no Benfica que vão fazer pela primeira vez um grande jogo europeu. Psicologicamente isso poderá ser determinante? — É claro que vai existir alguma pressão devido ao público, mas não creio que isso seja determinante. Temos três pontos, lideramos o grupo e se calhar o Manchester até está mais pressionado coma necessidade de pontuar em sua casa. Verdade que têm jogadores mais experientes, mas um jogo destes é para desfrutar e para dar tudo por tudo para ganhar. — O Manchester tem muitos jogadores altos, isso pode motivar cuidados especiais nos lances de bola parada? — Eu apenas tenho de colocar a melhor equipa para vencer a partida, temos de fazer o nosso jogo, atacar quando tivermos oportunidade e obviamente estar muito concentrados aos lances de bola parada junto à nossa área. Não vamos estar inibidos por causa da altura. Temos é de jogar com determinação. Por exemplo, não fiquei nada satisfeito com a segunda parte em Penafiel. Já disse isso aos jogadores. Estando a vencer por2-0nãopodemoscomeçar a defender. E num jogo destes se vamos defender, então não ganhamos nunca. É preciso é concentração e repito... tirar proveito dos jogadores mais rápidos que temos. Ronaldo sem marcação — Vai manter o mesmo onze, ou pretende lançar Karagounis? — Não vamos mudar muito. A equipa melhorou nos últimos jogos, trouxemos 20 jogadores, apenas 18 podem ser chamados e só 11 é que jogam. E tenho a certeza que todos irão dar o seu melhor para tentar vencer o jogo. — Já disse que o Manchester não está muito bem... e o Benfica está? — Acho que ainda podemos melhorar em algumas coisas. Mas estamos mais tranquilos. Até agora tivemos 45 minutos maus, fora de casa, no jogo com o Sporting, e perdemos em casa num desafio que para mim foi o melhor que fizemos até agora. Com o Manchester há que jogar a um nível alto para vencer o jogo. —Vai jogar para o empate? — Eu disse que pontuar em Manchester seria sempre um bom resultado, e nesse sentido um empate nunca seria um mau resultado. Mas isso não é o mesmo de dizer que vamos jogar para empatar. — Pretende fazer marcação individual a Ronaldo? — Cristiano Ronaldo é um fabuloso jogador que pode decidir sozinho um desafio. Mas não vamos fazer marcação individual, porque ele tanto pode aparecer pela direita, pela esquerda ou pelo centro. Toda a defesa é que tem de estar muita atenta a essa situação. Mais confiantes — Ferguson foi assobiado pelos adeptos no último sábado, sente que não precisa de preocupar-se tanto com o público? — Quando uma equipa não vence há sempre muitas críticas, mas creio que Ferguson já fez o suficiente para estar tranquilo. Quando se perdem dois jogos seguidos, é óbvio que os adeptos começam a ficar descontentes... e as críticas surgem, mesmo de quem não percebe nada de futebol. Eu também já senti isso na pele. Mas quando se perde um jogo, ou o resultado não é bom existe sempre uma razão para isso acontecer. No caso do Manchester talvez porque tem muitos lesionados... — Sente-se que está mais confiante agora do que quando foi o sorteio? — Sim, é verdade. Estamos mais confiantes porque temos toda a equipa operacional. — Este é um desafio com grande peso histórico. Julga que pode repetir-se o que se passou em 66? — Nessa altura ainda não era nascido (risos). É evidente que a história é muito importante, mas o que conta é o presente para que o futuro seja risonho. Ganhar seria fechar a semana em beleza Nuno Gomes não deixou que a voz lhe tremesse. Afinal, a Liga dos Campeões é como andar de bicicleta. Quem aprende, nunca esquece. O avançado do Benfica está sereno e determinado em concluir uma semana fantástica de fura-redes com mais uma grande alegria. Marcar, explica, seria bom, mas, melhor do que isso, sublinha, seria o triunfo. Nuno Gomes é portador de uma grande taxa de confiança. — O que mudou nos últimos jogos? Foi apenas o facto de a bola ter começado a entrar? — Bom, penso que não mudou grande coisa, a não ser isso mesmo, o que não deixa de ser um factor muito importante. As bolas começaram a entrar. A equipa está a atravessar um bom momento e julgo que agora está tudo muito mais tranquilo. Os jogadores que chegaram também vieram ajudar e temos trabalhado com mais paz. Os resultados estão à vista, estamos no bom caminho. — Foi uma semana de sonho. Marcar aqui seria o final perfeito? — Claro que para mim seria bom poder marcar, mas se conseguirmos a vitória fecho a semana em beleza. — O Nuno tem sido herói e vilão para algumas pessoas ao longo da sua carreira. Que pensa disso? — Felizmente, há já alguns anos que jogo—entrei aos 18 para o futebol profissional— e já estou habituado. Se marcamos golos somos os maiores, se não marcamos é porque não prestamos. Sigo tranquilo o meu caminho, pois ninguém vai conseguir mudar isso. Há quem perceba de futebol e há quem não perceba. — O que é que um jogador sente antes de um jogo destes? Os companheiros lidarão bem com esta pressão? — Estes momentos são o sonho de qualquer jogador. São jogos que qualquer jogador do Mundo gostava de poder jogar e temos de desfrutar e estar orgulhosos de poder representar o Benfica na Liga dos Campeões. Jogar em estádios como este, em que, se calhar, nenhum de nós alguma vez na vida sonhou jogar. Temos de encarar o jogo de forma natural e honrar a camisola. Espero que o facto de jogarmos num grande estádio, mundialmente conhecido, com uma equipa fantástica e um público a apoiar de uma forma como só os ingleses o sabem fazer, não seja prejudicial à equipa. Mas tenho a certeza de que os meus companheiros estão já a contar com esse factor extra e julgo que não nos intimida, porque alguns de nós já têm a experiência de jogar a Liga dos Campeões e a maior parte dos jogadores do Benfica até são internacionais, portanto habituados a lidar com estas situações. É ir lá para dentro e tentar ganhar o jogo. Teatro de Sonho O Benfica, ao longo de um percurso glorioso no futebol mundial, já pisou todos os estádios míticos do planeta. Old Trafford, o Teatro dos Sonhos do Manchester United, onde hoje actua, não é excepção. Trata-se, quanto muito, em época de regresso benfiquista ao convívio com a elite da UEFA, do retomar de bons hábitos que já foram rotina para os lados da Luz... Wembley, Maracanã, Santiago Bernabéu, Camp Nou, Giuseppe Meazza, Old Trafford, La Bombonera, Giants Stadium, Centenário de Montevideu, Olímpico de Roma, Heysel Park, Parque dos Príncipes, Parkhead, Colombes, Olímpico de Munique, De Kuip, Olímpico de Amesterdão, Phillips Stadium, Ataturk, Los Angeles Coliseum, Nep Stadion. Todos estes estádios, que são património do futebolmundial, foram pisados pelo Benfica, clube que volta hoje a actuar num palco de primeira grandeza, Old Trafford, em Manchester, carinhosamente tratado pelos adeptos dos red devils por Teatro de Sonhos. Vai ser a quarta vez que os encarnados medem forças com o United, em casa dos gigantes ingleses, onde nunca venceram. Um empate (2-2 em 1962) e duas derrotas (3-2 em 1966 e 2-1 em 1977) são o pecúlio das anteriores expedições benfiquistas ao Teatro de Sonhos. Hoje, pela primeira vez numa competição a pontos, os campeões nacionais vão tentar evitar a derrota, perante um adversário inegavelmente mais bem apetrechado, que atravessa uma momentânea crise interna e que, por isso, vê no Benfica um trampolim para regressar à normalidade. Como resistir à pressão Jogar de forma desinibida em Old Trafford é uma espécie de código postal do sucesso para quem demanda, com ambições que vão para além do discurso politicamente correcto, o Palco de Sonhos. Daí que seja interessante projectar a reacção dos jogadores do Benfica perante tão electrizante ambiente. A equipa de Koeman, neste aspecto, pode ser dividida em duas vagas distintas. De um lado, a experiência, que conta com três internacionais A brasileiros (Luisão, Anderson e Leo), a que se juntam os internacionais portugueses Petit, Nuno Gomes e Simão, o internacional grego Karagounis e o internacional italiano Fabrizio Miccoli. Em tese, qualquer destes jogadores está habituado a grandes atmosferas e não deverá vacilar na hora da verdade. No outro lado estão jovens de inegável valor, mas anda sem a estaleca internacional dos companheiros: Moreira, que costuma portar-se bem nos grandes momentos; Manuel Fernandes, um jogador cheio de qualidades que ainda vai, de quando em vez, atrás das emoções; e Nélson, que tão boa conta tem dado de si no lado direito da defesa, mas cuja reacção perante Old Trafford constitui uma incógnita. E Koeman, como vai comportar-se o treinador do Benfica? Quer como jogador, quer como técnico, o holandês possui vasta experiência de competições europeias e estará apto a dar à sua equipa o melhor enquadramento para tentar ultrapassar tão exigente obstáculo. Mas há ainda outra verdade, invisível, que importa considerar: é que, quando se está perante um jogo como aquele que o Benfica realiza hoje emInglaterra, para lá da táctica, da estratégia ou da disciplina, há dois elementos capazes de fazer a diferença. O primeiro é a coragem com que se enfrenta o perigo; o segundo é a inspiração. E essa só aparece quando quer... segunda-feira, setembro 26, 2005
Karagounis e Geovanni no voo S49880 UM plantel na máxima força rumo a Manchester. Geovanni recuperou da contractura na coxa direita, contraída no encontro de Penafiel, e integra a comitiva que parte hoje para Inglaterra, num lote onde volta a estar incluído o nome de Karagounis, totalmente curado da lesão que o afastou dos jogos com o União de Leiria e Penafiel. Ou seja, nem um único lesionado para o embate de Old Trafford, situação que contrasta com aquela por que passam Ferguson e Queirós, a contas com muitas ausências forçadas. Aqui pode residir a primeira vitória dos encarnados... de Lisboa. Sir Alex Ferguson e Carlos Queirós andam fazer um esforço mental titânico para colmatar as ausências de jogadores importantes como Gabriel Heinze, Gary Neville, Roy Keane, Brown, Fortune, Saha, Solskjaer e John O’Shea, todos a contas com lesões que os impedem de jogar amanhã — Rooney também não pode alinhar frente ao Benfica devido a uma situação caricata vivida em Villarreal, pois foi admoestado com um amarelo e logo de seguida com outro, depois de ter aplaudido, na cara do juiz, a decisão anterior, sarcasmo que o dinamarquês Kim Nielsen não perdoou. Ao deparar-se com o estado clínico e disciplinar do adversário de amanhã, Ronald Koemanpode cantar pelomenos uma vitória antecipada: a sua equipa vai aManchester como boletim médico limpo, o que permitiu a Rodolfo Moura assistir ao treino de ontem numa postura invulgar: de mãos nos bolsos. Todos recuperados A ausência de lesionados deve-se às recuperações de Geovanni e Karagounis.O brasileiro treinou-se ontem sem limitações, contrariando desta forma as suspeitas que foram criadas em torno da impossibilidade de o camisola 11 recuperar a tempo da contractura contraída na coxa direita no jogo com o Gil Vicente. Já o grego trabalhou de acordo com o previsto: estão afastadas as dores na tibiotársica direita que condicionaram o jogador e provocaram a sua ausência nos encontros com U.Leiria e Penafiel. O médio participou em todos os exercícios ministrados ontem pela equipa técnica holandesa — desfalcada com a ausência de Bruins Slot, que ficou em Manchester depois de ter visto o encontro de anteontem entre os red devils e o Blackburn, referente à Premier League. Posto isto, voltam a nascer algumas dúvidas sobre o eleito para o lugar de médio interior direito. Karagounis pode levar vantagem por várias razões, comoa experiência — 33 jogos efectuados na Liga dos Campeões—mas só hoje, ou amanhã, antes do jogo, haverá luz. Certo é que os dois estão assegurados, tal como os restantes 18 colegas, no voo charter S4 9880 que leva hoje os encarnados aManchester. Koeman tem agora um problema de... abundância. Ganhar em Manchester Luís Filipe Vieira garantiu aos benfiquistas de Montreal que os jogadores do Benfica vão a Manchester com um único objectivo: vencer. De resto, com Eusébio a seu lado, manifestou o desejo de dar uma «grande prenda» ao pantera negra: a conquista da Liga dos Campeões. Mas para isso os benfiquistas têm de se fazer sócios. Com quase 170 mil sócios, o Benfica é já o maior do Mundo, mas pode crescer. Tempo ainda para elogiar Nuno Gomes, cujas qualidades chegaram a ser colocadas em causa. «Os jogadores vão com a mentalidade de ganhar em Manchester. Os nossos verdadeiros heróis irão dar-nos essa grande alegria», vaticinou o presidente, levando ao rubro cinco centenas de benfiquistas no jantar de aniversário do Sport Montreal e Benfica. Mas os objectivos são bem mais ambiciosos: «Estou aqui com o Eusébio. E esta Direcção tem trabalhado com afinco para tentar alcançar aquilo que ele tanto deseja e que ele já conquistou: sermos campeões europeus.» «Benfica já é o maior clube do Mundo» Filipe Vieira não quer os benfiquistas agarrados às recentes conquistas. «É preciso mais», desafiou. E a resposta começa pelos adeptos. «Devem sentir que este é um momento chave para o Benfica. Se se tornarem sócios podemos ambicionar o título de campeões europeus », sublinhou. «O verdadeiro benfiquista, em vez do bilhete de identidade deve mostrar o cartão de sócio como identificação». Considerando que «o Benfica não pode perder o título da credibilidade», frisou que «a recuperação feita em quatro anos ficará na história do Benfica», lembrando que quando chegou ao Benfica «nem havia dinheiro para comprar papel higiénico». Com 70 mil kits vendidos, o Benfica tem quase 170 mil sócios, o que o torna no «maior clube do Mundo em termos associativos». Mas não esquece a fasquia dos 300 mil até final de 2007, referiu. Elogios para Nuno Gomes «Todos diziam que o Benfica não tinha pontas-de-lança e o Nuno Gomes voltou a dizer que é um verdadeiro ponta-de-lança», frisou também. Sobre o assunto, referir que reagiu em protesto e desmentiu a frase que lhe foi atribuída pelo jornal Record sobre Nuno Gomes. Voltando ao discurso e às críticas que se fizeram a Nuno Gomes, Filipe Vieira lembrou que «não é só nas vitórias que se deve aplaudir os jogadores». E mais: Acreditamos no grupo, sabemos qual a mentalidade que existe no balneário, conhecemos quem está à frente do futebol do Benfica. Temos todas as condições para voltarmos a ser campeões.» Acreditar é palavra de ordem e o discurso acaba como começa. «Há bem pouco tempo ninguém acreditava que iríamos ser campeões », disse. Por isso, que ninguém duvide do «sonho» da Liga dos Campeões. «Estávamos no terreno para criar as condições para esta alegria. Independentemente de não termos começado como os benfiquistas ansiavam, estamos novamente no bom caminho. Os jogadores mostraram com o Penafiel o que são capazes. Estamos na senda das vitórias e queremos continuar », rematou. domingo, setembro 25, 2005
Sai Geovanni, entra Karagounis MUITO dificilmente Geovanni estará recuperado a tempo para o excitante embate de terça- feira, em Manchester. O brasileiro sofreu uma contractura na coxa direita ainda no decorrer da primeira parte da partida com o Penafiel, na sequência de uma entrada mais dura de Barrionuevo, e deve ceder a posição ao único jogador do plantel que já marcou aos red devils: Karagounis. Durante o dia de hoje as dúvidas serão dissipadas, mas é provável que Geovanni só possa começar a treinar-se no regresso da equipa de Inglaterra, podendo ser opção para a partida seguinte, na recepção ao V. Guimarães, na segunda-feira, dia 3 de Outubro (20.30 horas). Regressa o mais experiente da «Champions» Para substituir o camisola 11, Koeman deve recuar apenas um número — apostar no camisola 10. O novo dono dos dois míticos dígitos já estará em perfeitas condições para defrontar a equipa de Cristiano Ronaldo e Carlos Queirós, depois de ter sido poupado para o jogo de Penafiel devido a um traumatismo na tibiotársica direita contraído na partida com o Lille. Além disso, Karagounis já está entrosado com os colegas, algo que não se registou no derby de Alvalade e, mesmo assim, foi titular. O grego já deve treinar-se hoje de manhã com os colegas, no Estádio da Luz, e preparar a deslocação à velha Albion. O campeão europeu goza ainda de dois motivos extra que o empurram para a titularidade: é o jogador do plantel com mais jogos efectuados na Liga dos Campeões (33) e é o único que teve o privilégio de marcar ao Manchester United, na altura ao serviço do Panathinaikos: decorria a edição 2000/01 da Liga dos Campeões e o médio benfiquista fez um golo de livre directo em pleno Old Trafford, na vitória dos red devils por 3-1. Mais uma águia no mapa Luís Filipe Vieira e Eusébio cimentaram a influência e prestígio do Benfica em Montreal, não só junto da comunidade portuguesa, como das autoridades locais. Ao mesmo tempo, o presidente encarnado continua pleno de força a sensibilizar os benfiquistas para a necessidade de se tornarem sócios. Com visitas já em três continentes, Filipe Vieira continua a querer marcar o mapa com o símbolo do Benfica. O pretexto da visita é o 20.º aniversário do Sport Montreal e Benfica, mas Luís Filipe Vieira não esquece que um dos grandes objectivos de mais esta visita é alargar a influência do Benfica e cimentar o seu prestígio. Prestígio que ficou bem vincado na recepção que foi proporcionada a Filipe Vieira e Eusébio na câmara municipal, claro que também pela influência da comunidade portuguesa na cidade. Michel Prescott, vice-presidente para o desporto, referiu-se ao Benfica e Eusébio em termos bastantes elogiosos. No país do hóquei no gelo, Helen Fotopulos, presidente da junta de Plateau-Mont-Royal, onde fica a sede do Benfica local, mostrou maior desconhecimento, mas não deixou de estar presente. De resto, conferiram à delegação do Benfica a elevada consideração de assinarem o livro de honra num dia em que o edifício da autarquia foi aberto de propósito para o Benfica. E à noite, no jantar de aniversário do Sport Montreal e Benfica, foi o próprio presidente da Câmara, Gérald Tremblay, a agraciar o clube da Luz com palavras de elogio. Sempre a promover o «Kit» Luís Filipe Vieira não se tem cansado de promover junto dos portugueses, em especial dos dirigentes do Sport Montreal e Benfica, o kit de cartão de sócio. Exemplo disso o que aconteceu anteontem à noite, madrugada de ontem em Portugal, à chegada ao Canadá. Os responsáveis do Sport Montreal e Benfica levaram Filipe Vieira, Eusébio, e os jornalistas, ao muito concorrido Portus Calle, onde a portuguesa Helena combina gastronomia tradicional com bom gosto e se desfaz em simpatias. Eis que em cima da mesa é lançado o tema do kit de sócio. O mesmo Filipe Vieira que minutos antes dava conta da necessidade de descansar, devido à diferença horária e ao desgaste da viagem, deu sinal de vitalidade surpreendente, saltando a terreiro na defesa das vantagens do kit de sócio e da necessidade dos benfiquistas de Montreal se empenharem no sucesso do cartão. Traçou uma fasquia de mil kits como razoável, mas também alertou para as vantagens de se encontrarem parcerias com empresas locais. Quase 24 horas depois de ter acordado, em Lisboa, o presidente empolgava-se e transfigurava-se para defender mais um dos grandes projectos do seu mandato. O mesmo se passou no almoço de ontem, com os mesmos dirigentes. Há muito que Filipe Vieira traçou como prioridade não só o cartão como a necessidade de alargar a influência do Benfica em todas as embaixadas que tem pelo Mundo. De resto, já fez várias viagens a estas embaixadas: Canadá, Cabo Verde, Alemanha, Luxemburgo e Suíça. E não parará enquanto for presidente. sábado, setembro 24, 2005
Penafiel 1 - Benfica 3 5m 0-1 por Nuno Gomes. Canto de Geovanni, remate inicial de Anderson, confusão na área entre Jorginho e Sérgio Lomba, que o 21 aproveita 12m 0-2 por Simão. Livre do capitão, a barreira devolve a bola, recarga certeira, com o pé esquerdo, ao ângulo 83m 1-3 por Nuno Gomes. Assistência de Petit para golaço do avançado Arbitragem OLEGÁRIO BENQUERENÇA (5) Tecnicamente esteve bem. Na disciplina não. Foi amigo de Barrionuevo, que devia ter sido expulso e abusou depois dos amarelos quando o jogo estava resolvido. Ficaram alguns por mostrar. Melhor em Campo NUNO GOMES (8) Poucos minutos bastaram para dar um pontapé no fado que acompanhou o Benfica nas últimas deslocações a Penafiel. No raiar da partida colocou a bola no ângulo da baliza do Nuno Santos. Instinto puro, golo de temível matador que nas últimas épocas o 21 encarnado parecia ter perdido. Falhou muito mais tarde uma oportunidade flagrante, mas quando o Benfica tremeu fez um golo daqueles que se deve colar ao adjectivo... perfeito. Sala de Imprensa RONALD KOEMAN (treinador do Benfica) Treinador tocou no céu O treinador do Benfica sente a sua equipa a crescer de jogo para jogo e ontem chegou a tocar o céu perante a exibição encarnada na primeira parte. A um passo do paraíso, a verdade é que Koeman ainda ganhou para o susto durante três minutos, mas acabou a sorrir. O Penafiel já lá vai, o Manchester United é o senhor que se segue e o holandês projecta o jogo com respeito e confiança. — Considera que o Benfica fez um jogo quase perfeito? — O jogo foi perfeito, sobretudo na primeira parte. Começámos muito bem, com muita concentração e, claro, chegámos rapidamente a uma vantagem de dois golos, um deles um golaço do Simão. A partir daí, até ao intervalo, controlámos com muita tranquilidade. Na segunda parte a equipa esteve demasiado recuada a defender o resultado, embora o adversário também não tenha criado grandes oportunidades. Houve momentos em que poderíamos ter tomado a iniciativa de atacar e sentenciar o resultado, mesmo dando o controlo do jogo ao Penafiel. Depois do 1-2 tivemos a sorte de marcar quase de imediato. No geral a equipa esteve bem, concentrada e mereceu ganhar. — A equipa está a melhorar a cada jogo? — Sim, estamos a melhorar. Naturalmente que também é importante marcar cedo, dá mais tranquilidade e confiança. Penso que estivemos bem em termos defensivos e estamos melhor de jogo para jogo. Estamos num bom momento. — Houve mais mérito do Penafiel ou demérito do Benfica na segunda parte? — Também houve mérito do Penafiel, pela forma como entraram para tentar reduzir o resultado. Jogaram bem, mas volto a referir que o Benfica recuou demasiado para defender o resultado, perdendo oportunidades para atacar e matar o jogo mais cedo. — Chegou a temer o empate? — No futebol tudo é possível e ainda faltavam dez minutos, mas chegámos rapidamente ao 3-1. — A estatura da equipa acabou por não ser um problema... — Defendemos muito bem os cantos e livres, apesar de não termos muitos jogadores altos. É natural que, num ou outro cruzamento, o Nélson e o Léo possam ter dificuldades pela sua estatura, mas isso são situações normais. Tentar surpreender Manchester United — Agora, finalmente, poderá concentrar-se no Manchester United... — As últimas três vitórias dão um moral alto à equipa e há que continuar assim. Em Manchester será diferente, é uma equipa de muita qualidade, mas vamos tentar conseguir um bom resultado. São jogos diferentes, mas se jogarmos como hoje [ontem] na primeira parte, penso que podemos conseguir um bom resultado. Não podemos é pensar só em defender, temos de atacar. — O que considera ser um bom resultado? — À partida um bom resultado é ganhar, mas no final do jogo o empate até pode ser positivo. Sabemos a qualidade do adversário e vamos tentar ganhar, mas um empate fora até pode ser bom. — Geovanni estará apto para terça-feira? — Não sei. Não podia continuar, pelo que tive de o retirar ao intervalo. Penso que não é grave mas temos de esperar pelos próximos dias. — Karagounis pode ser o seu substituto? — Não sei, vamos ver, ainda faltam alguns dias. Autocarro apedrejado MANHÃ atribulada no quartel-general do Benfica, o Ipanema Park Hotel, no Campo Alegre, centro do Porto. O silêncio foi interrompido às 7 horas com o arremesso de dois paralelos que destruíram por completo o vidro traseiro do autocarro encarnado e provocaram mais estragos no interior. Os dois indivíduos responsáveis pelo acto de vandalismo fugiram mas terão sido vistos por um funcionário do hotel. O caso já foi entregue às autoridades. Nenhum responsável do Benfica ou do Hotel Ipanema Park — assim como o funcionário que, segundo informações recolhidas, terá testemunhado o acontecimento — quis prestar declarações sobre o sucedido, porque o caso foi imediatamente entregue às autoridades, chamadas ao local para tomar conta da ocorrência e recolher todos os dados relevantes. Passavam poucos minutos das sete da manhã quando dois indivíduos arremessaram dois paralelos contra o vidro traseiro do vermelhão, estacionado junto à unidade hoteleira. A violência do impacto destruiu por completo o vidro duplo e danificou um pouco o interior da viatura, mas os prejuízos ainda não foram calculados. Os responsáveis colocaram-se de imediato em fuga. Remendo de plástico Para remendar a situação e minimizar os incómodos para os jogadores e restantes elementos da comitiva, foi colocado um enorme plástico no local do vidro, com fita isoladora. Passeio cancelado Face ao sucedido, foi cancelado o habitual passeio matinal dos jogadores e equipa técnica, nas imediações do hotel, o que provocou a desilusão das dezenas de adeptos que se concentraram na porta principal da unidade. Recorde-se que estava previsto que a comitiva se instalasse em Santo Tirso, mas à última hora foi alterado o destino. sexta-feira, setembro 23, 2005
KOEMAN A solução é ganhar MANCHESTER UNITED menos importante do que o Penafiel? É verdade. Ronald Koeman não quer desviar a atenção dos seus jogadores para a partida da Liga dos Campeões, uma vez que o próximo jogo é fundamental na tentativa de recuperação pontual do Benfica. O treinador holandês, pragmático, concentrou-se, pois, no campeonato, prova que continua a encarar com todas as cautelas. Quanto ao onze, será pela primeira vez repetente, já que Ricardo Rocha, apesar de disponível, não irá além do banco dos suplentes. - Vai apostar na mesma equipa que defrontou o União de Leiria? - Pode ser que sim, mas quero falar primeiro com os jogadores e nesse sentido não vou dizer se é a mesma equipa ou se vou mudar alguma coisa. - Ricardo Rocha está de volta. Vai mexer na defesa? - Bom, Ricardo Rocha está entre os convocados, mas uma vez mais não vou dizer se joga ou não. - Já falou como defesa-central que vai ficar de fora? - Nunca comunico aos jogadores quem é que vai jogar. Antes da partida há uma palestra. Mas como eu já disse várias vezes, temos três defesas-centrais muito bons e podemos por isso mudar e avaliar quem está fisicamente melhor, ou quem está a jogar muito bem. Se temos defesas-laterais como Léo e Nélson, então temos mesmo de escolher de entre três jogadores quem serão os dois que vão ocupar as posições centrais. - Afirmou, a seguir à vitória frente ao Lille, que em equipa que ganha não se mexe. Julga haver agora alguma razão para fazê-lo? - Não vejo grandes diferenças entre aquela equipa que perdeu em casa com o Gil Vicente e aquela que tem jogado ultimamente. Se estiver em causa o rendimento no ataque, então é verdade que houve mudanças. Criámos muitas oportunidades contra o U. Leiria e também contra o Gil Vicente, só que neste jogo não as conseguimos concretizar. Então é essa, pois, a nossa diferença entre jogar bem ou jogar mal. Mas se ganhamos a partida então ganhamos também tranquilidade e não há tantas razões para fazer alterações, seja de sistema, seja de alguns jogadores. Mas temos um plantel suficientemente bom para encarar as partidas e tão-pouco há que pensar em apenas 11 jogadores, porque há jogos de três em três ou quatro em quatro dias. Equipa confia mais em si mesma - Já experimentou várias sensações: ganhou, empatou e perdeu. O que sente que pode ser melhorado na equipa? - Creio que a equipa está a confiar mais em si mesma. Os últimos resultados possibilitaram maior tranquilidade no seu jogo. É normal. Na primeira parte do jogo com o União de Leiria perdemos um pouco do controlo da partida e para mim isso não pode acontecer, sobretudo quando se está em vantagem. Temos de melhorar, não podemos ter tantas perdas de bola, enfim há muito ainda a fazer. A pouco e pouco estamos a melhorar, como mostram os resultados das últimas partidas. - Vai poupar alguns jogadores, tendo em conta a partida da Liga dos Campeões com o Manchester? - Não, não penso no jogo de Manchester. A próxima partida é sempre a mais importante e não estamos numa situação na Liga que nos permita pensar mais em Manchester do que em Penafiel. Neste momento a partida de Penafiel é muito mais importante do que a de Manchester. - Que leitura fez dos deslizes dos seus mais directos adversários na última jornada? Deram moral? - Não há equipa alguma que seja invencível. Creio que se trata de uma Liga forte e temos de ganhar domingo a domingo. Não há partidas fáceis e por isso é que eu disse, quando perdemos contra o Sporting, que a Liga é muito longa. Não acreditava que Sporting, FC Porto ou Sp. Braga ganhassem todas as partidas. Todos vamos perder pontos e até pode acontecer que ganhemos em Penafiel e o FC Porto, que tem uma partida complicada, não o faça. É claro, também, que quando perdemos pontos nas primeiras jornadas corremos o risco de, pouco a pouco, perder ainda mais... Para o Penafiel é mais fácil... - Que análise faz da equipa do Penafiel? - Pontuou na última jornada frente ao Marítimo. Julgo que tem mais confiança por causa desse resultado e julgo que é fácil para o Penafiel jogar contra as equipas chamadas grandes, porque há muito maior atenção em redor da equipa e mais ambiente no campo do que em outras partidas. Nada têm a perder, porque quando se perde com o Benfica é normal para toda a gente. Querem apenas fazer melhor do que aquilo que se espera deles e penso que é fácil trabalhar assim. - O treinador do Penafiel, Luís Castro, diz que há uma frase que o persegue diariamente, que passa pelo facto de não ter ainda uma vitória... - O Benfica não conseguiu ganhar esta partida nos últimos anos. Não é um campo fácil, é um campo onde teremos de trabalhar para ganhar. O nosso objectivo é ganhar e não me preocupam as declarações do treinador do adversário. Mas respeito-as. Ele pensa na sua equipa como eu penso no Benfica. É uma partida complicada, num campo complicado, mas se queremos recuperar os pontos que perdemos só há uma solução: ganhar o jogo. Não avalio os jogadores pela sua altura - O treinador do Penafiel disse que vai tentar explorar a baixa estatura média dos jogadores do Benfica. O que pensa disso? - Tem de pensar na sua equipa, não é? Na possibilidade de marcar através de pontapés de canto porque tem maior altura na equipa. Creio que é algo normal. Quanto a nós, temos de defender, temos de estar atentos. Se somos mais pequenos somos também mais rápidos e temos de procurar através do nosso jogo surpreender os jogadores mais altos. Como aconteceu nas partidas anteriores, há que estar muito concentrado quando houver pontapés de canto. - Já pensou seriamente na baixa estatura média da equipa? - Há diferentes maneiras de ver o futebol. Avalio os jogadores pela sua qualidade técnica, não avalio os jogadores pela sua altura. Primeiro, têm de ser jogadores tecnicamente bons. Se queremos fazer um bom jogo necessitamos de técnica e rapidez. Se o jogador tiver 1,95 m, tanto melhor. Todavia, normalmente, esses jogadores são mais fortes fisicamente e menos bons de toque de bola. Na generalidade é assim. Depende da forma como um treinador vê o futebol. Mas no Benfica do ano passado tão pouco havia muita altura. Simão e Geovanni, no meio-campo Petit, Nuno Assis e Manuel Fernandes... Miguel era um dos laterais. Não vejo que haja assim tanta diferença entre esta temporada e a temporada passada. - Mas não lhe parece que será sempre uma desvantagem? - Não entendo que seja um problema, porque há que estar muito atento à marcação e há que defender. Há que evitar dar pontapés de canto aos adversários. Vantagem para ANDERSON KOEMAN já decidiu: Ricardo Rocha vai ficar no banco de suplentes, Anderson fará dupla de centrais com Luisão. Desta feita o treinador holandês não fará qualquer adaptação, como chegou a testar nos primeiros jogos, colocando Rocha do lado esquerdo da defesa. As boas indicações da última jornada terão sido determinantes para as escolhas de Ronald Koeman. Está encontrada, pelo menos para já, a resposta para uma das várias dores de cabeça que Ronald Koeman terá ao longo da época: Anderson será o companheiro de Luisão no eixo da defesa. O Benfica tem quatro centrais de categoria internacional e apenas podem jogar dois de cada vez. Alcides tem sido habitualmente preterido, a concorrência maior restringe-se a Ricardo Rocha, Anderson e Luisão. Este último assume-se como o patrão da defesa, elemento preponderante na conquista do último título, e assim a corrida fica restrita a dois elementos: Rocha e o recém-contratado ao Corinthians, Anderson. Nos três primeiros desafios da temporada Koeman resolveu a questão concedendo a titularidade a estes três jogadores, ora colocando os três declaradamente como centrais ora entregando o lado esquerdo da defesa a Ricardo Rocha, uma adaptação que até já não era nova para o português. Mesmo onze Na última jornada, no confronto com o U. Leira, Ricardo Rocha viu o jogo da bancada, por força do cartão vermelho que recebera no derby de Alvalade, e Anderson protagonizou exibição segura e consistente ao lado de Luisão. Com o regresso de Rocha à actividade levantava-se a dúvida se Koeman iria mexer novamente na defesa, até porque, ultrapassado o Penafiel, o próximo compromisso é um exigente jogo em Manchester, para a Liga dos Campeões, mas o holandês opta por não efectuar qualquer alteração, prontificando-se para, pela primeira vez esta temporada, repetir o mesmo onze dois jogos consecutivos. No resto, saliente-se que a equipa técnica volta a confiar no sistema táctico que apresentou bons resultados com o Lille e depois com o Leiria, um 4x3x3 em que Miccoli se apresenta como o homem mais adiantado, vendo Nuno Gomes surgir nas costas. Cristiano rescinde contrato O defesa-esquerdo brasileiro Cristiano chegou ontem a acordo com o Benfica para a rescisão amigável de contrato, pelo que vai abandonar a equipa B, onde vinha actuando com algum destaque, tendo inclusivamente apontado um golo neste início de temporada. O futebolista, que chegou à Luz depois de boas temporadas no Beira-Mar, nunca se impôs na equipa de José Antonio Camacho e acabou por ser emprestado ao Belenenses na temporada passada. Infeliz, igualmente, no Restelo, voltou ao Benfica mas apenas por razões contratuais, já que tinha ligação até 2007. Agora Cristiano é um jogador livre e pode escolher o seu futuro sem qualquer tipo de condicionalismo. A mesma medida deve ser brevemente aplicada a Paulo Almeida, Everson e Anderson Luís. Todos brasileiros, todos jogadores que não fazem parte dos planos de Ronald Koeman, todos integrados nos trabalhos da equipa B, estes futebolistas encontram-se em negociações com a Administração encarnada tendo em vista a rescisão amigável de contrato. Se Paulo Almeida e Everson podem gabar-se ter terem feito parte da equipa campeã nacional, já Anderson Luís nunca vestiu oficialmente a camisola encarnada. Rio Maior vai receber Benfica LUÍS FILIPE VIEIRA, presidente do Benfica, visitou ontem o complexo desportivo e centro de estágio de Rio Maior, local onde, a convite da autarquia, as modalidades irão trabalhar de quando em vez. Em compensação, a equipa principal ali irá quando possível para um jogo particular com o Rio Maior. Para além das boas impressões, Filipe Vieira trouxe ainda a medalha de oiro da cidade. Tudo começou com uma cerimónia de recepção na Câmara, onde o Benfica foi agraciado com a medalha de oiro da cidade. Filipe Vieira revelou que recebeu várias chamadas questionando a sua presença ao lado do edil Silvino Sequeira em tempo de campanha eleitoral. O presidente encarnado separou as águas e até pediu desculpa porque há muito que a visita estava combinada e por diversas vezes fora adiada. E foi claro: "Não sou político, não faço campanha. Mas, como cidadão, já desde os tempos do Alverca que admiro o trabalho nas infra-estruturas desportivas feito em Rio Maior". Vieira revelou ainda um convite de Silvino Sequeira para o Benfica utilizar as excelentes instalações do centro de estágio e complexo desportivo. A equipa principal, com o Seixal, não precisa, mas as modalidades, cada vez mais exigentes, e apesar das boas condições que existem na Luz, de quando em vez precisam de estruturas de apoio. E foi isso que ficou combinado: quando estritamente necessário uma das equipas das modalidades fará ali um estágio. Porque o Benfica promove a cidade, a autarquia oferece as instalações, mas os encarnados querem retribuir e vão disponibilizar a equipa principal para um jogo amigável com o Rio Maior. Presidente impressionado Acompanhado pelas autoridades locais e por populares, Filipe Vieira ficou bem impressionado com uma infra-estrutura que já recebeu 156 mil atletas, de todas as modalidades e das melhores equipas do Mundo. Que já serviu 146 mil refeições e proporcionou mais de 50 mil dormidas. Uma estrutura que injecta 90 mil dos antigos contos por mês na economia local. E que se conjuga na perfeição com a Escola Superior de Desporto, com mais de 800 alunos, um velho sonho que começou a germinar há uma década. Filipe Vieira visitou um pavilhão polidesportivo; dois relvados; o estádio municipal; a piscina olímpica e a piscina de saltos; e a qualidade do centro de estágio e de todas as estruturas de apoio. Pelo caminho um feliz encontro com o maior símbolo do desporto da cidade: Susana Feitor, marchadora. Terminada a visita, o presidente deslocou-se ainda à sede da Casa do Benfica de Rio Maior, a convite dos seus responsáveis, feito no local, apreciando o excelente trabalho de requalificação das instalações. quinta-feira, setembro 22, 2005
Pronto para receber equipa SE Koeman quisesse a equipa poderia treinar-se já hoje no Centro de Estágio do Seixal, que recebeu ontem a visita dos jogadores, equipa técnica e dirigentes do Benfica. É certo que as obras só estarão completas dentro de cerca de três meses, mas o essencial já está pronto: seis relvados e balneários. Mas só em Outubro a equipa aqui chegará. Tonny Bruins Slot, adjunto de Koeman, baixou-se e passou a mão pela relva do campo número 4. Aprovou e de novo deu mostras de estar impressionado com o que via. Koeman, menos expressivo, fazia adivinhar que lhe agradava o que via. Mas o que viram, então, estes, os jogadores, e dirigentes, como o presidente Luís Filipe Vieira, o director geral José Veiga ou Paula Pinho, da Assembleia Geral? Viram seis relvados prontos. Cortados e pintados. Já lá se pode trabalhar. E se houver algum problema lá está também um viveiro de relva, para servir aqueles campos e o Estádio da Luz. Dos seis campos, três são de relva natural e três sintéticos. Apenas um dos sintéticos é mais pequeno, para futebol de 7. Os restantes têm as medidas oficiais. Praticamente pronto está também o mini-estádio. Uma estrutura composta, grosso modo, pelo relvado número 1, uma bancada para 1800 pessoas e quatro balneários. Por isso se sublinha que, com relvados e balneários, a equipa já aqui pode trabalhar. Aqui deverá jogar o Benfica B e a formação e os 1200 lux dos holofotes permitem a transmissão televisiva de jogos. E até as acessibilidades estão adiantadas, sendo já possível fazer o caminho até à entrada em estrada de alcatrão. De resto, as acessibilidades são um dos pontos forte deste projecto, já que o Centro de Estágio se situa perto do terminal fluvial, a 15 minutos de barco de Lisboa e do futuro metro do Terreiro do Paço. Alfredo Monteiro, presidente da Câmara, lembrou ainda o acesso por comboio, do eixo norte-sul e, no futuro, do metro do Sul do Tejo, que em 2006 estará no Seixal e chegará depois ao centro de estágio. Karagounis poupado para a Liga dos Campeões AS dúvidas ficaram ontem desfeitas relativamente à utilização de Karagounis em Penafiel. O grego voltou a trabalhar à parte e não joga amanhã. A medida é preventiva com vista a um objectivo mais ambicioso: ter o médio a 100 por cento na deslocação a Old Trafford. Deste modo não se prevêem alterações no onze que derrotou o U. Leiria, o que será inédito no Benfica de Koeman. Giorgos Karagounis continua a trabalhar de forma limitada devido à pancada sofrida no jogo com o Lille para a Liga dos Campeões, que lhe provocou um traumatismo na tibiotársica direita. O grego voltou ontem a submeter-se a tratamento e trabalho de ginásio no Estádio da Luz, enquanto os colegas se treinaram no Estádio Nacional, pelo que está descartada a possibilidade de o camisola 10 actuar na sempre difícil deslocação a Penafiel. A recuperação do médio grego tem revelado "progressos consideráveis", segundo informação oficial, mas os responsáveis do departamento médico do clube optaram por poupar o jogador para um jogo de outra galáxia: a deslocação a Old Trafford, no dia 27, para defrontar o Manchester United. Em termos práticos, as equipas técnica e médica estão a fazer com Karagounis o mesmo que fizeram com Petit nas vésperas do derby de Alvalade: o médio também tinha condições de jogar, mas o bom senso mandou que fosse poupado para o encontro seguinte, igualmente para a Champions - a recepção ao Lille. Ricardo Rocha no banco A ausência do campeão europeu na partida de amanhã vem confirmar um dado que já se esperava: Ronald Koeman não terá de mexer na equipa que venceu, convenceu e goleou o U. Leiria (4-0). A única dúvida poderia residir no homem escolhido para fazer dupla com Luisão no eixo defensivo, agora que Ricardo Rocha volta a ser opção depois de ter cumprido um jogo de castigo, mas o central português deverá continuar a ser preterido por Anderson, o qual rubricou boa exibição frente aos leirienses e esteve directamente envolvido no primeiro golo da equipa. Posto isto, o treinador holandês prepara-se para repetir, pela primeira vez esta época, o mesmo onze em dois jogos seguidos. Isto é: Moreira; Nélson, Luisão, Anderson e Léo; Petit e Manuel Fernandes; Geovanni, Miccoli, Simão; Nuno Gomes. A estabilidade parece ter chegado de vez ao grupo comandado por Ronald Koeman. Quatro vagas por abrir KARYAKA deverá ver em breve terminado o problema da exclusão das convocatórias - o russo tem sido preterido devido ao excesso de extra-comunitários - pois estão por abrir quatro vagas a curto prazo. Nélson e Mantorras estão prestes a adquirir dupla nacionalidade enquanto Léo e Anderson vão adquirir o estatuto de igualdade de direitos, pelo que deixarão de ser considerados cidadãos estrangeiros. Karyaka foi o sacrificado nas duas últimas chamadas de Ronald Koeman, por causa do excesso de extra-comunitários. A lei permite que um plantel possua seis jogadores com este estatuto, mas apenas quatro podem integrar a lista de 18 convocados. Foi por este motivo que Mantorras ficou de fora no derby e o russo nos dois últimos confrontos (Lille e U. Leiria). Aliás, o processo de selecção parece resumir-se a esta dupla, uma vez que os restantes extra-comunitários do plantel (Nélson, Anderson e Léo) são neste momento imprescindíveis para o técnico holandês. De cinco sobra um O ponto actual de situação resume-se a cinco jogadores extra-comunitários no plantel principal, mas o panorama será alterado em breve. Nélson e Mantorras estão perto de adquirir dupla nacionalidade (o cabo-verdiano tem familiares portugueses enquanto o angolano já vive em território nacional há tempo suficiente para requerer esse estatuto), enquanto os processos de consumação da igualdade de direitos de Anderson e Léo já estão em curso. A curto prazo o Benfica passará de cinco extra-comunitários para apenas um - Karyaka. Quatro vagas que se abrem e que poderão ser muito úteis em eventuais contratações na reabertura do mercado. Geovanni no clube dos senhores 100 GEOVANNI está a um passo de entrar para o ilustre grupo de jogadores que conseguiram fazer 100 jogos com a camisola do Benfica, em todas as competições. O brasileiro ganhou um espaço curioso no clube e alterna entre o brilho dos grandes momentos e algum alheamento na equipa. Esta marca, histórica, aparece num momento em que o jogador enfrenta novos desafios. É numa altura em que se questiona a sua titularidade que Geovanni pode ganhar novo fôlego para enfrentar a concorrência de Karagounis, reforço grego que em breve estará preparado para correr por um lugar na equipa. Mas a Geovanni já ninguém roubará a história que ajudou a construir no Benfica. Uma história que hoje ficará adornada em Penafiel, onde se prepara para fazer o jogo 100 com a camisola do clube da Luz. Pela mão de Camacho Geovanni chegou ao clube pela mão do espanhol José Antonio Camacho, que o foi buscar ao Barcelona. Veio por empréstimo e acabou por assinar contrato. Está na Luz vai para quatro épocas e durante esse tempo conquistou o seu espaço e conseguiu uma relação com os adeptos no mínimo curiosa. Homem dos grandes momentos O brasileiro tem sido o homem dos grande momentos, dos remates que decidiram jogos e entusiasmaram os benfiquistas. "Por aquele golo em Alvalade já valeu a pena a passagem pelo clube", terão dito muitos dos adeptos encarnados que estiveram em Alvalade no derby 2003/04 e mais que viram o jogo pela televisão, no conforto do sofá. Mas os mesmos terão adoptado uma atitude bem diferente em vários desafios nos quais quase não se deu pela presença da criatividade que Geovanni já mostrou ter e ser capaz de colocar em campo. Nem precisamos de ir longe, basta recordar a exibição apagada e os assobios que o brasileiro recebeu durante o jogo do passado dia 14, frente ao Lille, na Liga dos Campeões. Com Koeman, Geovanni enfrenta esta temporada um novo desafio. Apesar de ter sido convocado para todos os jogos, o avançado brasileiro não foi utilizado no encontro com o Sporting e, recentemente, mereceu alguns reparos do treinador, que lhe pediu mais empenho. Amanhã, com o Penafiel por adversário, Geovanni tem uma óptima oportunidade de tornar ainda mais significativa a marca dos 100 jogos. quarta-feira, setembro 21, 2005
Quem sai para entrar KARAGOUNIS? EXISTEM poucas dúvidas de que Karagounis vai ser titular assim que apresentar boas condições físicas e isso vai acontecer em breve. Resta saber quem sai da equipa para entrar o grego e a possibilidade mais forte parece ser o brasileiro Geovanni. Karagounis pode recuperar de lesão a tempo de Ronald Koeman o incluir na lista de convocados para Penafiel, mas dificilmente será titular já neste desafio. Ainda assim, a entrada do médio grego na equipa principal será em breve uma realidade. Karagounis foi contratado para ser o número dez do Benfica e dificilmente o treinador colocará de lado a sua qualidade e experiência. O maestro helénico joga no meio-campo e tem facilidade em entrar na área pelos flancos, sobretudo pelo lado direito. Em Itália, no Inter de Milão, Karagounis, quando era utilizado, jogava com dois médios mais defensivos nas suas costas e escolhia o lado direito para fazer as jogadas, embora também se sinta à vontade no esquerdo. Mas é realmente no flanco direito que se detecta o suspeito número uma sair do onze: Geovanni. O brasileiro tem merecido alguns reparos do técnico holandês e muito provavelmente será ele a ceder a titularidade. Manuel Fernandes e Petit parecem ser alternativas menos plausíveis. Certo é que Koeman terá de mexer no onze que venceu categoricamente (4-0) o União de Leiria na última jornada da Liga portuguesa. Não há forma de tantos avançados - Karagounis, Geovanni, Simão, Nuno Gomes e Fabrizio Miccoli - coabitarem e ao mesmo tempo manter o equilíbrio da equipa. Na selecção brasileira podemos encontrar uma situação semelhante e para a qual o seu treinador, Carlos Alberto Parreira, encontrou uma conclusão paralela: Kaká, Robinho, Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Ronaldo. Cinco nomes que à partida jogariam sempre mas dos quais sairá um para que Zé Roberto jogue no meio-campo ao lado de Emerson. Para já Karagounis acelera para mostrar aos adeptos benfiquistas a razão de José Veiga ao contratá-lo. A Ronald Koeman cabe gerir a sua utilização. As hipóteses 1 - Geovanni O avançado brasileiro aparece como o suspeito número um para dar lugar a Karagounis no onze titular. Não apenas porque o grego avança preferencialmente pelo flanco direito e transmite uma segurança defensiva que Geovanni não oferece, mas também na sequência de alguns indicadores deixados por Koeman, como a ausência do brasileiro na equipa que defrontou o Sporting e reparos feitos à exibição frente ao Lille. 2 - Manuel Fernandes Começou a época em má forma mas percebe-se que o treinador holandês aposta nele. Defensivamente pode ser uma referência e permite dimensionar o ataque na zona central do campo. 3 - Petit Também ele, tal como Geovanni e Manuel Fernandes, pode dar lugar à entrada de Karagounis, mas dificilmente isso acontecerá. Petit tem jogado sempre que se apresenta em boas condições físicas e até mesmo quando veio de recuperação, como aconteceu já esta temporada após debelar uma microrrotura na coxa direita. Parece ser o jogador preferido de Koeman para equilibrar as tarefas a meio-campo, depois do técnico ter experimentado várias vezes a inclusão do brasileiro Beto nessas funções. A sua posição parece acautelada. Lesão quase ultrapassada Karagounis fez um traumatismo na tibiotársica direita e por causa dessa lesão terminou em sofrimento o jogo frente aos franceses do Lille, que abriu a participação da equipa portuguesa no Grupo D da Liga dos Campeões. Desde então que o médio grego tem recuperado com a ajuda do clínico Rodolfo Moura e no treino de segunda-feira reapareceu no relvado a correr e também a fazer alguns exercícios com bola. É natural que durante a folga o grego tenha comparecido no Estádio da Luz para continuar os tratamentos e o trabalho de recuperação. Karagounis caminha para a melhor forma física e existe uma forte possibilidade de estar em condições de ser convocado já para o encontro de sexta-feira, frente ao Penafiel. É preciso não esquecer que o jogador vinha sendo pouco utilizado no Inter de Milão, seu anterior clube, e que por isso se torna necessário readquirir algum ritmo competitivo. Estreou-se em Alvalade com a camisola do Benfica e jogou alguns minutos frente ao Lille na Liga dos Campeões, mas ainda não teve tempo para mostrar as qualidades que os portugueses bem conhecem de quando, por exemplo, marcou ao serviço da selecção grega e ditou a dolorosa derrota da Selecção Nacional logo no jogo inaugural do Euro 2004. MICCOLI Opção de compra até 29 de Junho TERMINA no final de Junho de 2006 a cláusula que permite ao Benfica comprar o passe de Miccoli por cinco milhões de euros, conforme ficou definido no contrato de empréstimo assinado com a Juventus. Mas as negociações têm de começar antes, como deixou entender o empresário do jogador. "A situação terá seguramente de ficar definida muito antes do final da época ", afirmou a A BOLA Francesco Caleandro, que representa Fabrizio Miccoli e foi parte importante no negócio de empréstimo do jogador italiano ao Benfica. As palavras do empresário deixam perceber que o clube português não poderá demorar demasiado tempo para começar a conversar com a Juventus se quiser segurar Miccoli, até agora um valor acrescentado ao actual plantel e um caso sério de empatia com os adeptos. Aliás, de Turim chegam ecos de que também os responsáveis pelo clube italiano estão atentos ao sucesso do jogador em Portugal e esperançados em que regresse pela porta grande à Juventus. No contrato assinado entre os dois clubes e o jogador consta uma cláusula que permite aos benfiquistas a opção de compra até ao dia 29 de Junho de 2006, o dead-line para que o Benfica esclareça a sua posição neste processo. Ficar com Miccoli implicará pagar cinco milhões de euros à Juventus e acertar com o avançado os ordenados, ponto que poderá representar um problema se tivermos em conta a fragilidade financeira do Benfica. Até ao momento, Miccoli fez dois jogos na Liga portuguesa e um na Liga dos Campeões. Marcou um golo e revelou-se um grande reforço para a equipa da águia. terça-feira, setembro 20, 2005
Invasão a Manchester Invasão a Manchester Old Trafford será invadido por uma falange de adeptos vestidos de vermelho... português. Será uma autêntica invasão de benfiquistas ao teatro dos sonhos, só ao alcance de grandes equipas europeias, nomeadamente italianas e inglesas. Segundo as contas feitas por responsáveis do Benfica, estarão presentes nas bancadas cerca de 3500 vozes portuguesas a torcer pela formação de Ronald Koeman. Ou seja, a taxa de ocupação máxima autorizada pela UEFA ao clube visitante em jogos da Liga dos Campeões. Desde que o sorteio ditou o confronto dos dois históricos do futebol europeu no dia 27 do corrente mês, as Casas do Benfica espalhadas pela Europa começaram a mexer-se e até este momento os emigrantes espalhados por Inglaterra, Luxemburgo, Alemanha e França já adquiriram quase 3000 bilhetes. A isto somar-se-ão convites aos patrocinadores e o charter organizado pela claque oficial do clube, Diabos Vermelhos. Os interessados em ver ao vivo o Manchester United-Benfica terão, a partir de hoje, uma última oportunidade, uma vez que os ingleses enviaram para o Estádio da Luz uma última remessa de 400 ingressos, que estarão à venda a partir das 10 horas. Os preços variam entre os 45 e os 48 euros. NUNO GOMES Matador anti-solidão SETE anos volvidos desde que marcara três golos num só jogo, para o campeonato, Nuno voltou a fazer corar aqueles que o criticam, dando razão a um pedido seu antigo: com dois avançados tudo fica mais fácil. Brian Deane, Mantorras, Sokota, Fehér, Sanchez, Jimmy (no Boavista) e agora Miccoli. Todos têm em comum o facto de terem actuado, com maior ou menor sucesso, ao lado de Nuno Gomes, o jogador em actividade com mais golos marcados no campeonato, 109, somando os remates certeiros obtidos no Benfica e Boavista. Mais seriam se pelo meio não existissem duas épocas de interregno, quando se transferiu para a Fiorentina. Curioso destacar que Nuno transfigura-se quando joga acompanhado na frente de ataque. O próprio já o admitiu: gosta bem mais de actuar junto de outro avançado do que arcar com a responsabilidade de assumir sozinho o ataque às redes adversárias. O seu estilo de jogo, que não se limita a ficar à espera que os companheiros lhe entreguem a bola redondinha para marcar, pisando terrenos que por norma não são da sua responsabilidade à procura de jogo, beneficia com a presença de outro homem de área. E basta olhar para os números: a sua melhor temporada na Luz aconteceu quando junto a si actuava um senhor chamado Brian Deane, possante avançado inglês que não só fazia imensos golos como se encarregava de abrir espaços fundamentais para os remates de Nuno Gomes. Nos últimos anos, desde que regressou à Luz após Fiorentina, Nuno tem sido utilizado quase exclusivamente como único homem de área. Em consequência, na época passada fez somente sete golos em 23 jogos. Com a chegada de Miccoli, Koeman parece determinado em apostar num esquema táctico que permita a colaboração do italiano com o internacional português. Afinal, ele não gosta de andar sozinho lá na frente. Karagounis corre para Penafiel O médio grego que o Benfica contratou ao Inter de Milão está quase recuperado de um traumatismo no tornozelo direito e pode ser opção para o jogo de sexta-feira, em Penafiel. Ontem, enquanto os restantes jogadores do plantel encarnado se treinavam normalmente no Estádio da Luz, Karagounis também subiu ao relvado mas apenas para fazer trabalho específico de recuperação. O grego treinou-se na companhia do clínico Rodolfo Moura e fez de tudo um pouco: correu e também fez alguns exercícios com bola. A julgar pelos indicadores, é bem possível que Koeman possa contar com ele para o jogo da próxima jornada de forma a que ganhe ritmo para o jogo europeu, no dia 27 deste mês, em Manchester. Recorde-se, Karagounis chegou ao Benfica e estreou-se no desafio de Alvalade, frente ao Sporting. Depois disso voltou a ser utilizado na Liga dos Campeões, frente ao Lille, onde se lesionou. Continua à procura da boa forma física. 949 minutos só de bola parada O segundo golo do Benfica frente ao U. Leiria, apontado por Nuno Gomes, simbolizou o regresso dos encarnados aos golos de bola corrida, em jogos da Liga. A última vítima deste tipo de lances havia sido... o Marítimo, no dia 3 de Abril, para a 27.ª jornada da temporada passada. "Karadas salta e ganha de cabeça. Mantorras recebe, aguenta a carga e remata triunfante." Assim descreveu A BOLA o golo da vitória do Benfica sobre o Marítimo (4-3), aos 86 minutos de jogo. Curiosamente, nesta partida todos os tentos encarnados resultaram de lances de futebol corrido. O referido encontro remonta ao dia 3 de Abril, decorria a 27ª jornada da última edição da Liga. Desde então não mais a turma da Luz logrou balançar as redes adversárias sem ser na sequência de bolas paradas. Um total de 949 minutos (a contar do início do encontro seguinte, frente ao Rio Ave), onze jogos e cinco meses, como pode ver-se no quatro em baixo. Os oito golos registados até ao momento em que Nuno Gomes bateu Fernando, a centro de Nélson, resultaram todos da marcação de livres (directos ou indirectos), cantos e grandes penalidades, com Simão a assinar três desses lances, Mantorras e Luisão dois cada. O derradeiro golo pertence a João Paulo, defesa do U. Leiria, que desviou a bola para a própria baliza após Anderson tentar finalizar, na sequência de um pontapé de canto. Estes dados atestam as dificuldades do Benfica na concretização das manobras ofensivas, quer no final da temporada passada, quer no início da presente edição da Liga. Este ano, de resto, e até à recepção ao U. Leiria, as águias registavam um só golo em três jogos, apontado em Alvalade por Simão Sabrosa, na transformação de um livre directo que sofreu desvio na barreira e traiu Nélson. E dos quatro remates certeiros de anteontem, apenas dois resultaram de lances de bola corrida: o segundo e o quarto. Máquina dos sonhos QUEM disse que futebol e música clássica não podem unir-se no mesmo palco? Victorino D'Almeida deu ontem a resposta no Coliseu dos Recreios, erguendo a batuta para 80 músicos tocarem uma sinfonia escrita em honra ao Benfica, algo verdadeiramente inédito em termos mundiais. Mas à máquina dos sonhos, tal como o famoso maestro classificou o clube do coração, só faltaram os maquinistas: os jogadores que venceram o U. Leiria por 4-0. Só não foi uma noite em cheio porque o Coliseu não encheu e porque nenhum dos jogadores do Benfica marcou presença na cerimónia. Uma das razões que motivou Victorino D'Almeida a criar a sinfonia foi a conquista do título nacional em 2004/05, mas estranhamente nenhum dos artistas respondeu à chamada. As declarações do maestro na semana passada sobre a utilização de Carlitos em Alvalade terá sido o motivo da ausência do plantel, que terá demonstrado solidariedade para com o colega. De resto, também nenhum elemento do departamento médico esteve no Coliseu. O futebol, como departamento autónomo, esteve apenas representado por José Veiga e Ronald Koeman, além dos restantes adjuntos do holandês e dos demais assessores do director geral da SAD. Excluindo este facto a noite foi de festa. Porque os 300 benfiquistas que se deslocaram à emblemática sala de espectáculos vibraram com os acordes (o fado também se fez ouvir na voz de Carlos do Carmo) e exultaram com o carácter universal do clube que amam, pois se o Benfica é capaz de vencer um campeonato, também é capaz de organizar galas de música popular ou de música clássica, como aconteceu ontem à noite. Uma mistura estranha mas justificada pela estrela da noite. "É raro criar-se uma sinfonia para um clube de futebol mas é raro um clube cumprir 100 anos", disse o maestro. Que também gritou... "Benfica!". segunda-feira, setembro 19, 2005
Benfica 4 - 0 Leiria 3 m 1-0 por João Paulo, ao introduzir na própria baliza, na sequência de um canto apontado por Geovanni no lado direito do ataque encarnado. 45 m 2-0, por Nuno Gomes a tocar com oportunidade para o interior da rede, dando a melhor sequência a um centro de Nélson que Miccoli deixou correr para o companheiro do ataque 62 m 3-0, por Nuno Gomes. Livre de Manuel Fernandes ao poste mais distante e Nuno no sítio certo. 86 m 4-0, por Nuno Gomes, desvio subtil e... bonito golo Arbitragem ELMANO SANTOS (6) Não foi um jogo difícil. Condescendência no capítulo disciplinar e algumas indecisões em lances de bola dividida a suscitar aglomerações escusadas. Nem sempre bem assistido nos foras-de-jogo. Melhor em Campo NUNO GOMES (9) Os três golos que marcou são o que fica para a história e que tornam colorida esta noite mágica para o ponta-de-lança português. Mas mais importante talvez tenha sido a forma tacticamente inteligente como jogou. Esteve mais atrás de Miccoli, quase a meio-campo e com tarefas defensivas para cumprir. Apareceu depois, com velocidade e de forma astuta, para concretizar . Foram três mas podiam ter sido mais. Brilhante. Sala de Imprensa RONALD KOEMAN (treinador do Benfica) Caminho certo KOEMAN diz ter visto a sua equipa alcançar uma vitória tranquila, admitindo que o golo madrugador tenha contribuído para este desfecho. Para o técnico holandês, chegou a hora de recuperar o tempo perdido, pois o campeonato ainda está no início e muita coisa irá acontecer até ao final da competição. Dificilmente muda, o semblante de Koeman. Na vitória ou na derrota, o semblante do técnico holandês denota sempre uma serenidade impressionante, sendo difícil descortinar o sentimento que lhe vai na alma. Mesmo vencendo por 4- 0, Koeman não deixou transparecer qualquer sinal de euforia e até fez questão de alertar os seus jogadores para o perigo de tudo voltar à estaca zero, à mais pequena contrariedade. «Foi uma vitória tranquila. Tivemos a vantagem de marcar cedo e quando isso acontece, tudo é diferente. Há mais tranquilidade na equipa a confiança dos jogadores é muito maior», resumiu, elogiando, por outro lado a postura dos seus jogadores: «Hoje (ontem), houve alturas em que tivemos de jogar em contra-ataque, mas julgo que o resultado final, 4-0, fala por si.» Sem refugiar-se em lugares comuns, Ronald Koeman destacou a exibição de Nuno Gomes, o homem do jogo: «Ele e Miccoli trabalharam muito bem. O Nuno é um jogador que trabalha muito, não é qualquer um que vem ao meio campo defender e marcar o pivot do adversário, e ainda por cima consegue marcar quatro golos. Mas toda a equipa esteve bem. Controlámos com facilidade e ainda por cima marcámos quatro golos.» «Tudo pode mudar» Traçando um paralelo entre o jogo com os leirienses e os desaires consentidos nas primeiras três jornadas, Ronald Koeman identificou as diferenças com a maior simplicidade possível. «A equipa esteve bem neste jogo, tivemos um rendimento que não se registou noutros jogos», sintetizou. Apesar destas palavras, Ronald Koeman deixou o aviso aos seus jogadores: «Ganhar folgadamente é motivo de alegria, mas as coisas podem mudar rapidamente. Há que seguir nesta linha e trabalhar cada vez mais para não voltarmos a ser surpreendidos.» O técnico encarnado reconheceu que a equipa base andará perto da que foi utilizada nos últimos dois jogos, mas deixou claro que irá dar oportunidades aos jogadores menos utilizados. «Da maneira como estamos a jogar, não há possibilidade de mudar muito, mas há que dar uma mão a todos os jogadores. Foi o que aconteceu até aqui e há que seguir assim». Terá sido, provavelmente, por esse motivo que Ronald Koeman se decidiu pela substituição de Petit, que não parece estar ainda nas melhores condições físicas: «Optei por substituir Petit porque não valia a pena arriscar. O jogo estava ganho.» Pouco antes de entrar na sala de imprensa, Koeman tinha sido questionado no flash-interview sobre as perspectivas de a equipa e a possibilidade de chegar ao título. Koeman deitou água na fervura: «Ainda faltam muitos jogos, muita coisa vai mudar até ao fim.» Hoje gostei de Geovanni Em noite de regresso às vitórias, Ronald Koeman deteve-se algum tempo a falar de pupilos que, por um motivo ou outro, estavam sob observação especial. Geovanni foi um deles, após ter ouvido da boca do próprio treinador que teria de render mais. Ontem, Koeman estava bem mais satisfeito com o rendimento do brasileiro. "O Geovanni esteve muito bem. Ele e o Nélson dinamizaram bastante a nossa ala direita, especialmente na primeira parte. Graças a eles, controlámos e surpreendemos o adversário com muitos contra-ataques". Outra pequena dor de cabeça é a escolha da dupla de centrais, onde só Luisão parece ter lugar certo. Ronald Koeman declinou esclarecer quem está em vantagem, entre Anderson e Ricardo Rocha: "Sempre disse que tínhamos três grandes centrais. Todos eles fazem falta e não há razão para falar apenas de um deles. Haverá oportunidades para todos." Com dois avançados é sempre mais fácil RADIANTE. Não existe termo mais apropriado para definir o estado de espírito de Nuno Gomes no final do jogo de ontem, com o U. Leiria, em que o avançado português rubricou exibição muito positiva, marcou três golos, catapultou a equipa para a primeira vitória na presente edição da Liga. E logo por números bem expressivos. Nas entrevistas rápidas à TVI, canal que transmitiu o desafio, o 21 da Luz acabou por confessar que não se lembrava quando tinha sido a última vez que marcara três golos no mesmo jogo. Não é caso para menos. Desde 98/99 que não obtinha um hat trick, vai para sete épocas. A felicidade era, por isso, incontida. "Estou satisfeito, naturalmente. Não só em termos pessoais, mas sobretudo porque conseguimos os três pontos. Era preciso obter a primeira vitória no campeonato, e esse é que era o grande objectivo acima de qualquer objectivo pessoal", destacou o avançado, considerando ainda que "tanto a boa exibição como o resultado positivo foram plenamente cumpridos ". Especial relevo para o bom entendimento que Nuno Gomes ontem revelou com o avançado italiano Miccoli. Há muito tempo que o internacional português reclamava essa situação. Nuno Gomes nunca fez questão de esconder a sua total preferência por um sistema táctico que dê relevância ao posicionamento de dois avançados. E apesar de Koeman garantir que a sua equipa actua em 4x3x3, a verdade é que os dois pontas da equipa encarnada deram ontem muito trabalho à defensiva leiriense, tal como já o tinham feito no confronto da Liga dos Campeões, com o Lille, na última quarta-feira. E os resultados estão à vista: duas vitórias, duas boas exibições. "Miccoli chegou há pouco tempo, mas integrou- se bem na nossa equipa e não é só para mim que fica mais fácil jogar ao lado de outro avançado, para ele também o será seguramente. Jogando com dois avançados é sempre mais fácil tanto para mim como para ele, ou ainda para o Mantorras, que também se entende perfeitamente connosco ", realça Nuno Gomes. Feliz com o resultado, com a exibição e com a primeira vitória conquistada esta época na Liga, Nuno Gomes faz questão de salientar que o Benfica "tem um plantel vasto e com muita qualidade", daí que "qualquer jogador que o treinador entenda possa actuar em benefício da equipa. " Depois de as bancadas da Luz terem vibrado com o novo herói italiano, Miccoli, que construiu a vitória na Champions, ontem foi a vez de o terceiro anel fazer as pazes com Nuno Gomes, ele que tem sido tantas e tantas vezes alvo de contestações face ao menor rendimento que os adeptos esperam dele. E após um início de época atribulado, Nuno Gomes voltou a dar tranquilidade à equipa. domingo, setembro 18, 2005
KOEMAN Vamos partir do zero APROVEITAR o balanço dado pela vitória frente ao Lille e pensar que as três primeiras jornadas representaram uma falsa partida. Ronald Koeman sente que vai começar do zero e está confiante nas capacidades dos seus jogadores, no 4x3x3 implementado e não o 4x4x2 que viu estampado na Imprensa. Perceba as suas explicações. - Sente que vai começar a Liga do zero? - Sim. Tenho essa sensação e os jogadores também. É importante continuarmos com a atitude demonstrada frente ao Lille. Há que recuperar o prestígio! Temos respeito pelo U. Leiria e Penafiel, que são os próximos adversários na Liga, mas precisamos desses pontos. O U. Leiria também tem só um ponto e vem com a ambição de ganhar e por isso acho que não vai ser um jogo fácil. - Vai manter a mesma equipa? - Sim. A equipa esteve bem no último jogo, embora também tivesse estado bem nos dois anteriores. Mas melhorámos em alguns detalhes e por isso não vejo razões para mudar muito. - Está satisfeito com o entendimento entre Miccoli e Nuno Gomes no novo sistema táctico? - Acho que andam equivocados ao afirmarem que nós jogámos com o Lille em 4x4x2. Esse não é o nosso sistema porque nós não utilizamos dois pontas-de-lança. Temos, tal como eu prefiro, um avançado mais fixo e outro que vem detrás, que tanto pode ser Miccoli ou Nuno Gomes. Ou seja, jogamos num 4x3x3. A diferença está no falso avançado, que tanto pode ser Miccoli ou Nuno Gomes. É a mesma coisa quando jogamos com um centro-campista como Karyaka ou Nuno Assis. - Faz sentido dar muita importância ao esquema táctico no futebol moderno? É isso o mais importante? - Para mim isso não é o mais importante e por isso não compreendo porque se fizeram tantos comentários sobre o sistema de jogo. Um sistema é apenas um apoio para os jogadores. Eles é que têm de pôr o seu estilo dentro do esquema táctico. Por isso é que não há grande diferença se jogo com dois, três ou quatro avançados. Há que optar por um sistema que seja apenas uma muleta para os jogadores. Mas depois eles têm de ter liberdade, dentro do esquema, para atacar e defender. Miccoli vive de golos - Esta discussão não existiria na Holanda? - Os jogadores estão mentalizados para poder mudar de sistema. Reparem: se eu jogo com Ricardo Rocha mais encostado na esquerda não significa que jogue com três centrais, mas sim com quatro defesas. Não há que analisar a equipa pelos nomes! - Estava à espera de um Miccoli tão em alta? - Todos sabíamos do seu valor e por isso desde há muito tempo que pretendíamos contratá-lo. É um goleador, que vive dos golos, mas além disso é um jogador tecnicamente bom, que chuta bem com os dois pés e pode ser muito importante para nós. U. Leiria está como nós No regresso da Liga, o Benfica procura a sua primeira vitória para fugir da crise pontual acumulada com duas derrotas consecutivas e apenas um ponto conquistado. Ronald Koeman destacou que o União de Leiria, nos três últimos jogos, também teve muitas oportunidades para marcar. - O que espera do U. Leiria? - É uma equipa que tem os mesmos pontos que nós. Vimos os três jogos que fizeram e reparei que tiveram possibilidades de ganhar os três porque criaram bastantes oportunidades de golo. Mas aconteceu o mesmo ao Benfica e por isso não acho que vá ser um jogo fácil. - Será um jogo de paciência? - Sim, tal como foi frente ao Lille. É melhor marcarmos no início do jogo para ganharmos tranquilidade e obrigarmos o adversário a abrir. Mas se isso não acontecer há que ter paciência para esperar pelas oportunidades que sempre criamos. Será um jogo difícil porque o U. Leiria sabe defender, tal como outras equipas. Geovanni tem de trabalhar mais Ronald Koeman está a passar por uma situação vivida pelos seus antecessores. Geovanni é um poço de talento mas provoca algumas dores de cabeça. O técnico garantiu que o brasileiro vai ser titular, mas com a lição bem estudada... - Geovanni parece ter estado alheio no jogo com o Lille, parece que não tem a alegria de jogar e foi criticado. O que se passa? - As críticas fazem parte do trabalho. Geovanni é um jogador com muita qualidade mas tem de participar mais no jogo da equipa, quer em termos ofensivos como defensivos. Tecnicamente é muito bom mas logo na pré-época disse-lhe que teria de termais rendimento e maior participação no jogo. Na minha opinião Geovanni esteve bem na primeira parte do jogo com o Lille, mas na segunda baixou bastante de nível. Jogou muito na frente, porque quando temos na equipa Simão, Miccoli e Nuno Gomes, o Geovanni tem de defender mais. Mas já conversámos, porque ele vinha de uma situação complicada, que foi o facto de não ter jogado os dois jogos anteriores. Mas há concorrência neste plantel e todos os jogadores têm de trabalhar bem para terem uma oportunidade! Futebol português teve grandes êxitos Co Adriaanse criticou algumas situações do futebol português, Koeman discorda. - Como analisa as declarações de Co Adriaanse? - Devemos ter cuidado com as críticas. Também fiquei surpreendido com o aspecto do Estádio da Luz na quarta-feira, mas pode ter sido pelo horário, por várias razões... Mas o futebol português teve grandes êxitos durante muitos anos e tem uma forma concreta de jogar. Na Holanda é diferente, é mais aberto. Mas talvez seja por isso que os resultados das equipas holandesas não sejam muito bons. No futebol é igualmente importante defender bem e as equipas portuguesas defendem bem. Entendo as suas declarações mas acho que é mais aconselhável falar para dentro e não criticar. Anderson titular e sistema é 4x3x3 ANDERSON será a única novidade na equipa, que mantém o sistema utilizado na última quarta-feira, mas para Koeman trata-se de um 4x3x3 e não 4x4x2, como tem sido dito. Nuno Gomes ou Miccoli actuam como falsos pontas-de-lança. O Benfica derrotou o Lille no regresso ao 4x4x2? Foi o que toda a gente pensou menos o autor da estratégia, Ronald Koeman. Para o treinador dos encarnados o sistema utilizado na quarta-feira europeia, e que irá manter-se hoje, não é um 4x4x2 e sim um 4x3x3, com a particularidade de Nuno Gomes ou Miccoli actuarem como falsos pontas-de-lança. Provavelmente a leitura desta estratégia nunca será consensual mas, fiel ao princípio de que são as vitórias que fazem as tácticas, a única novidade em relação ao onze que derrotou o Lille é a entrada de Anderson para o lugar do castigado Ricardo Rocha. À boa maneira holandesa, Koeman não teve problemas em confessar publicamente a sua insatisfação perante o rendimento de Geovanni, facto que terá comunicado, cara a cara, ao brasileiro, mas irá mantê-lo no onze, na esperança de que arranque uma exibição mais brilhante que a última. Ainda à procura da primeira vitória na Liga, as águias têm, justamente, como primeiro obstáculo superar a ansiedade e o nervosismo inerentes a situações de género. Ainda há muitos pontos em disputa mas convém não facilitar! Karagounis efectuou corrida Karagounis é baixa confirmada para o jogo com o União de Leiria mas ontem já começou a fazer corrida no relvado, transmitindo a ideia de poder ser opção na jornada seguinte, frente ao Penafiel. O jogo será disputado na sexta-feira, em função do jogo da Liga dos Campeões, com o Manchester United, quatro dias depois, mas, se não houver contratempos de última hora, o grego marcará presença no duplo confronto, para a Liga nacional e a Champions. Recorde-se que Karagounis lesionou-se na sua segunda aparição com a camisola do Benfica, frente ao Lille, minutos depois de ter entrado em campo. Apesar de ter sofrido uma contusão óssea, Karagounis suportou as dores e continuou em campo até final, iniciando tratamentos no dia seguinte. Exames complementares confirmaram a "contusão com estiramento dos ligamentos periarticulares da articulação tibiotársica do pé direito", ficando irremediavelmente afastado da equipa para este jogo. Ao contrário de Miccoli, que já goza do estatuto de nova coqueluche, Karagounis ainda não teve oportunidade de mostrar o que vale e são imensas as expectativas sobre aquilo que poderá trazer de positivo à equipa. À procura de espaço Na estreia com o Sporting o polivalente jogador mereceu a confiança do treinador, apesar de ter feito dois jogos, no espaço de quatro dias, pela sua selecção e uma viagem desgastante, de 15 horas. A sua exibição foi, naturalmente, condicionada pelo cansaço, tendo sido substituído a 20 minutos do fim, quando já tinha dado um grande estoiro. A lesão foi mais uma pequena contrariedade mas na próxima sexta-feira já será possível conhecer as ideias do treinador sobre a forma como pensa obter o máximo rendimento do grego. Com Manuel Fernandes e Petit no meio, a ala direita pode ser o destino. Depende de Geovanni. |
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