$BlogRSDUrl$>
|
quarta-feira, agosto 31, 2005
Liverpool ataca Simão SURPREENDENTE ataque do Liverpool ao capitão do Benfica, Simão Sabrosa. Ontem, ao princípio da madrugada, ainda os emissários do clube inglês tentavam convencer o presidente encarnado, Luís Filipe Vieira, a aceitar ceder Simão, mas, segundo apurou A BOLA, os ingleses apenas tinham chegado a uma proposta de 12 milhões de euros e o Benfica parecia não abrir mão do jogador por menos de 15 milhões de euros. À hora do fecho desta edição, não foi no entanto possível confirmar o estado das conversações entre o líder do Benfica e os enviados do Liverpool a Lisboa; apenas era certa a disposição dos ingleses de fazer tudo por tudo para levar Simão e confirmada a disponibilidade encarnada para dialogar. O Liverpool decidiu este ataque a Simão depois de perder o inglês Michael Owen (ex-Real Madrid), que ontem mesmo se vinculou ao Newcastle, de Graeme Souness. Por isso, o Liverpool decidiu enviar a Lisboa o empresário espanhol Manuel Garcia Quillón, representante do treinador do campeão europeu, Rafa Benitez. Sem confirmação, correu igualmente que o empresário brasileiro radicado em Portugal, Jorge Baidek, estaria também envolvido nas conversações, mantidas em nome do Benfica sempre por Luís Filipe Vieira. O mercado fecha hoje em toda a Europa pelo que não resta muito tempo para acertar transferências. A BOLA procurou ainda contactar Simão ao início da noite, tendo o 20 do Benfica manifestado surpresa pelas informações que nessa altura já corriam na capital. KARAGOUNIS é o dez KARAGOUNIS esteve poucas horas em Lisboa, as suficientes para assinar contrato para as próximas três temporadas, ser apresentado em conferência de imprensa, receber as primeiras palmas entusiastas na Catedral da Cerveja e partir de imediato para Milão. "Estou orgulhoso por vestir esta camisola, vim para vencer", frisou. "É um sonho antigo", vincou o presidente Filipe Vieira. E Koeman até lhe pediu para regressar depressa da selecção grega para poder defrontar o Sporting. Ele está pronto! Eram 8.28 horas quando o voo TP829, da TAP, aterrou em Lisboa. Trazia um passageiro especial que, até pela informalidade da indumentária, poderá ter passado despercebido: Karagounis, o novo reforço do Benfica. Roberto Calenda, empresário do jogador, vinha a seu lado. Este de fato, em contraste. José Veiga, director geral do Benfica, deu com um sorriso as boas vindas, ainda no aeroporto, e rumaram ao Hotel Marriot. Burburinho na Luz A notícia da chegada de Karagounis corre célere. Sente-se à volta da Luz, dos espaços comerciais a alguns serviços, agitação suplementar. Karagounis chegou à Luz e cruzou-se com Koeman, que tinha acabado de chegar do treino no Estádio Nacional. Recebeu as as boas vindas do treinador e o desejo de que esteja em forma para poder defrontar o Sporting. Por duas vezes a conferência de imprensa foi adiada. Estava prevista para as 12.30, começou pouco depois das 13 horas. Sonho e orgulho do número 10 José Veiga é o primeiro a entrar na sala de imprensa, atrás o jogador e Luís Filipe Vieira. O presidente tomou a palavra. Para falar de um"sonho antigo".O jogador retribuiu manifestado "orgulho" em vestir a camisola encarnada. E vaticinou: "Vim para vencer". Foram revelados os dados do negócio: transferência a custo zero, assinatura de contrato por três anos. Não se fala em salários, mas na Grécia as notícias dão conta de 800 mil euros por ano para o jogador. Carlos Garcia, assessor de imprensa, assume a tradução, mas José Veiga, que fala italiano de forma fluente, também quis dar uma ajuda. No final, Karagounis vestiu a camisola número 10, já com o seu nome nas costas. O aperto de mão e as fotos no relvado fecharam a cerimónia. Almoço com Koeman, palmas na Catedral O restaurante CIG, do Estádio da Luz, estava ontem fechado. Mas excepcionalmente abriu para receber uma equipa de luxo: Karagounis e Roberto Calenda, José Veiga, Ronald Koeman e o adjunto Bruins Slot. Uma oportunidade de ouro para todos se conhecerem melhor e começarem a ambientar-se. Karagounis passou pela Catedral da Cerveja, ponto de passagem para o restaurante do piso superior. Mais de uma centena de pessoas tomava a refeição e, num instante, ouviram-se muitas palmas e incentivos. Karagounis sorriu, meio envergonhado. E sentaram-se à mesa. Karagounis estava impressionado coma imagem de um estádio onde a Grécia fora tão feliz.... Depois de uma salada, de um bife grelhado e de fruta, tempo de despedidas. Ou melhor, de um até já. Vim porque quero vencer! KARAGOUNIS revelou que tinha vários convites em mão, mas o do Benfica foi mais forte. Pela grandeza do clube, pela história, por participar na Liga dos Campeões. Chega à Luz com um discurso de vitória e com as melhores referências do seu colega de selecção Fyssas. De resto, fala do Benfica quase como se fosse algo de inevitável. E apresenta, naturalmente, um discurso de vitória. - Porque aceitou o convite do Benfica? - O Benfica tem uma grande equipa e é respeitado em toda a Europa. Tem uma história muito grande. Estou orgulhoso por estar neste clube. - Quais os seus objectivos? - Vim para vencer. O Benfica joga sempre para ganhar. Espero vencer o campeonato e ir o mais longe possível na Liga dos Campeões. - Quando se iniciaram e como se processaram as negociações com o Benfica? - Começámos a falar há sete meses, oito meses. Chegou agora o momento certo para o acordo. O momento certo para chegar a uma boa equipa, num bom campeonato, com gente boa... - Porquê só agora o consumar da transferência? - Porque este era o momento certo para chegar a esse entendimento. Eu ainda tinha contrato com o Inter e foi preciso encontrar a melhor solução que agradasse a todas as partes. Chegou esse dia, desvinculei-me do Inter e assinei pelo Benfica para os próximos três anos. - Tinha convites de outros clubes? - É verdade que recebi propostas de diversos clubes de vários países da Europa. Mas para mim a melhor opção foi o Benfica. Porque me dá a possibilidade de jogar numa grande equipa, porque está a participar na Liga dos Campeões. Porque quero fazer coisas muito boas. Porque quero vencer. No campeonato e na Liga dos Campeões. - Já trocou algumas impressões com Ronald Koeman? - Falei com ele há pouco durante um ou dois minutos. Saudou-me, deu-me as boas vindas. E pediu que regressasse o mais depressa possível do jogo da selecção grega para poder jogar com o Sporting. Pronto a defrontar o Sporting - Sente-se em boas condições físicas para iniciar já a competir pelo Benfica? - Estou bem. Sinto-me fisicamente em forma. Tenho feito a pré-época no Inter, fiz dois jogos de preparação, e joguei na selecção. Creio estar em boas condições e pronto a jogar. - Espera estrear-se com a camisola do Benfica no jogo com o Sporting? - Isso depende do treinador não de mim. Esse será um jogo muito difícil e, se puder, darei tudo para ajudar. - Por si, então, está pronto a jogar essa partida? - Seguramente que não será fácil, tendo apenas um ou dois treinos para fazer com os novos companheiros antes do jogo. Mas da minha parte sinto-me pronto a jogar e a ajudar. Cabe ao treinador decidir o melhor. Os elogios de Fyssas - Falou com Fyssas sobre o Benfica? O que lhe disse? - Claro que falei com Fyssas. Falou-me muito bem desta equipa. Disse-me que as pessoas são muito boas. Falou-me bem de tudo. - Que sentiu quando entrou num Estádio onde, há pouco mais de um ano, a Grécia viveu momentos de glória? - Emoção. Neste estádio vivemos momentos fantásticos. Os adeptos portugueses foram muito acolhedores e respeitaram muito a nossa selecção e a nossa vitória. Foi uma conquista muito importante. Concretização de sonho antigo Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, abriu a conferência de imprensa com uma declaração em que começa por revelar que Karagounis "é sonho antigo". E explica: "Por pouco não vestiu a camisola do Benfica na época passada. Estamos a concretizar um sonho que já tínhamos desde então". Para o presidente, o grego é "uma mais valia para o grupo". E também uma mostra da política de reforços: "Quero dizer a todos os benfiquistas que não cedemos a pressões. Sabemos os timings a cumprir. Nem sempre as coisas correm como queremos, mas seguramente que nesta casa não entram jogadores por embrulho. Ou são mais valias para o grupo, dando muito mais qualidade e competitividade, ou então é melhor ficarmos como estamos." Para os mais impacientes o presidente começa por esclarecer que "os benfiquistas não podem ter a memória curta e só um cego é que não vê o que está feito nos últimos quatro anos, não só em termos patrimoniais, como na conquista de três títulos em ano e meio." E rematou: "Sabemos o que estamos a fazer, qual a direcção a seguir. Tenham confiança, em breve haverá mais novidades. Queremos ser competitivos em todas as frentes até final e se possível vencer todas as provas que disputarmos". MICCOLI assina hoje DEPOIS de Karagounis, o Benfica conquista mais um reforço proveniente de Itália. Fabrizio Miccoli chega hoje, bem cedo, a Lisboa e irá assinar por um ano, cedido por empréstimo pela Juventus, com cláusula de opção de compra fixada em cinco milhões de euros. Em cima da hora, mas a tempo de ser inscrito na Liga e na UEFA. Karagounis passou ontem pela sala de Imprensa do Estádio da Luz, após ter viajado de surpresa desde Milão, hoje será a vez de Fabrizio Miccoli vestir a camisola encarnada do Benfica sensivelmente à mesma hora que ontem foi apresentado o internacional grego. As negociações não foram fáceis, mas a Juventus acabou por ceder às pretensões do Benfica: empréstimo por um ano com cláusula de opção de compra fixada em cinco milhões de euros, e com o campeão italiano a suportar boa parte do salário do avançado, que segundo A BOLA apurou ronda os 1,7 milhões de euros época. Desta cifra, o Benfica apenas despenderá cerca de 800 mil euros pelo empréstimo. Viagem de madrugada Miccoli está desde o início da noite de ontem em Milão, de onde hoje embarca bem cedo rumo a Lisboa, acompanhado pelo seu empresário Francesco Caliandro e também por Gaetano Marotta, empresário residente da Suíça que nos últimos anos se tem destacado por organizar os estágio de pré-temporada do Benfica. Desta feita Marotta colaborou com os encarnados nas negociações junto da Juventus, graças às relações privilegiadas que tem junto do clube de Turim. Recorde-se que foi a sua empresa, a GamaSport, que recentemente trouxe a Juventus à Luz para o jogo de apresentação da equipa de Ronald Koeman. Este trio chegará a Lisboa ao início da manhã e se tudo decorrer conforme o programado Miccoli estará na sala de Imprensa do Estádio da Luz para ser oficialmente apresentado por volta da hora do almoço. Camisola 19? Na Juventus, Miccoli era a camisola 9, na Fiorentina envergava a 10. Números que estão já preenchidos na Luz. A alternativa pode passar pela camisola 19, que ainda se encontra vaga na equipa encarnada. Mas apenas hoje, quando o avançado aterrar em Lisboa e após as derradeiras negociações com José Veiga o número definitivo lhe será atribuído. "Estou contente" Proibido pela Juventus de prestar declarações à Imprensa, ontem a Rádio Antena 1 conseguiu, ainda que muito rapidamente, uma declaração de Miccoli: "Sim, sim! Está tudo acertado. Chego amanhã [hoje] de manhã a Lisboa. Será um ano de empréstimo com opção de compra para o Benfica. Não posso falar mais nada, o meu procurador não me deixa falar... mas estou muito contente", garantiu, telegráfico, o jogador. Chega assim ao fim, em cima da hora, um episódio que se arrastava há algumas semanas. Os encarnados garantem assim, em cima da linha, dois importantes reforços para o ataque, sector que Koeman identificou como sendo o mais débil da equipa. É preciso agora garantir que os certificados internacionais cheguem a tempo da inscrição na UEFA. Dia 1 é o limite. Petit fez microrrotura PETIT contraiu uma microrrotura na face posterior da coxa direita e por isso foi dispensado da selecção. Dificilmente recuperará a tempo de defrontar o Sporting, na próxima jornada. A mesma situação é vivida por Ricardo Rocha, que fez uma drenagem do hematoma provocado por uma forte contusão, igualmente na coxa direita. Petit viu confirmadas as suspeitas de que teria contraído uma microrrotura muscular na face posterior da coxa direita, após exame complementar. Face a este diagnóstico, o médio encarnado foi dispensado da Selecção [ver pág. 14] e limitar-se-á a seguir tratamento e repouso nos próximos dias, sob a orientação do sinesioterapeuta Rodolfo Moura. Em causa pode estar a participação do jogador no confronto com o Sporting, a contar para a próxima jornada da Liga, mas o departamento médico prefere não se pronunciar sobre o período de tempo que o jogador vai ficar parado, sendo certo que tudo será feito para que Petit esteja à disposição de Ronald Koeman. O médio tem sido imprescindível para o treinador, mas a confirmar-se a sua indisponibilidade, Manuel Fernandes e Beto poderão formar a dupla de médios defensivos, em Alvalade. Rocha prossegue tratamento Também o central Ricardo Rocha prossegue os tratamentos que tem vindo a efectuar na coxa direita. O jogador fez uma drenagem do hematoma que contraiu nessa zona, consequência de uma forte contusão sofrida no jogo com o Gil Vicente e, à semelhança de Petit, não tem garantida a presença no derby. Ricardo Rocha foi titular nos dois jogos já disputados na Liga, mas sempre adaptado à posição de lateral-esquerdo e, tudo indica, seria novamente o dono da posição, se estiver nas melhores condições. Mas, em caso de indisponibilidade, Koeman sempre poderá optar por um dos laterais-esquerdos de raiz que há no plantel, ou testar a polivalência de Nelson. terça-feira, agosto 30, 2005
PETIT e ROCHA preocupam PETIT tem uma lesão muscular na coxa direita e ontem apenas fez tratamentos. Ricardo Rocha procura debelar um hematoma na coxa direita. Duas baixas resultantes do jogo frente ao Gil Vicente, no passado sábado, e que colocam em risco as opções de Koeman para a próxima jornada. Não é certo que Petit e Rocha recuperem a tempo de defrontar o Sporting. Numa altura em que Ronald Koeman apenas dispõe de 13 jogadores à disposição, as atenções viram-se para Petit e Ricardo Rocha, que se lesionaram no jogo com o Gil Vicente. O derby ainda vem longe, devido à paragem do campeonato na próxima semana, mas todos serão necessários para inverter a tendência negativa dos primeiros jogos, em casa do histórico rival, moralizado por duas vitórias em igual número de jogos. À primeira vista, o caso de Petit não inspirava cuidados, mas deverá obrigar o médio a uma paragem mais prolongada do que se esperaria. Ontem, o jogador fez tratamentos e é garantido que voltará a estar ausente no treino marcado hoje para o Estádio Nacional. Ao final da tarde, deverá apresentar-se no lugar de concentração da Selecção munido de um parecer do departamento médico do clube sobre a sua situação clínica. Os médicos da FPF terão a última palavra sobre a sua permanência na concentração, mas tudo indica que Petit será dispensado. Quanto a Ricardo Rocha, o hematoma é bem visível na coxa direita, onde sofreu forte contusão. E vai continuar a fazer tratamento, já que superar este tipo de lesões leva algum tempo. Para o defesa-central, agora adaptado a lateral-esquerdo, a possibilidade de recuperação representa um autêntico contra relógio com vista ao jogo com o Sporting. Os próximos dias serão importantes para se perceber melhor este cenário, mas é certo que as situações de Petit e Rocha preocupam os benfiquistas e, particularmente, Ronald Koeman. Novo megaprojecto arranca em 2006 NA primeira metade do próximo ano vai arrancar mais um grande projecto do Benfica: a construção do edifício sede das empresas do universo encarnado e o enriquecimento do já valioso complexo desportivo da Luz com mais uma piscina e courts de ténis. A garantia foi dada ontem pelo presidente, Luís Filipe Vieira, ao vice-presidente e candidato a líder da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues. De resto, este projecto está já protocolado com a edilidade. Carmona Rodrigues visitou ontem o Estádio da Luz. Fê-lo como vice-presidente da autarquia e candidato a presidente. Foi efusivamente recebido por Filipe Vieira e pelos vices Mário Dias e Rui Cunha. De resto, o presidente encarnado não se esqueceu de elogiar Carmona Rodrigues e de lhe agradecer o empenhamento pessoal para a resolução de todos os entraves à construção do novo estádio e as condições oferecidas pela Câmara para viabilizar o respectivo project finante. Foi uma visita que durou mais de uma hora, por todo o complexo, e com um encontro muito especial, no relvado, com a águia Vitória. "Gostava de ver uma final da Liga dos Campeões neste estádio", confessou Carmona Rodrigues. Mas foi quando, numa das varandas exteriores do estádio, olhava para a Avenida Lusíada que Carmona Rodrigues recebeu do presidente novidades. O Estádio da Luz está construído e pago, o centro de estágio avança e o financiamento também já está garantido, pelo que já se fazem novos planos. "Mal o Centro de estágio esteja acabado avançaremos para o novo projecto ", frisou Filipe Vieira. O centro de estágio deverá estar pronto até final do ano. Em 2006 deverá então avançar mais essa grande obra, na Avenida Lusíada, que prevê um edifício sede do Universo Benfica, uma piscina e courts de ténis. segunda-feira, agosto 29, 2005
RICARDO ROCHA é dúvida para Alvalade O dia de folga foi respeitado na Luz e, por isso, Ricardo Rocha e Petit, os dois jogadores que sofreram mazelas no jogo com o Gil Vicente, ficaram em casa. Ambos serão reavaliados hoje, sendo mais preocupante o caso do central, que fez uma contusão na coxa direita, com hematoma, e tem a zona imobilizada. Petit, por sua vez, sentiu dores na face posterior da coxa direita, mas tudo indica que apenas precisará de descanso, não estando em causa a sua presença no primeiro derby da época, frente ao Sporting. Ricardo Rocha corre sérios riscos de falhar o jogo com o Sporting, da 3ª jornada da Liga. É prematuro fazer qualquer afirmação nesse sentido, até porque o central teve direito a descanso, ontem, tal como os companheiros de equipa, pelo que não iniciou tratamento. Sabe-se, no entanto, que lhe foi diagnosticada uma contusão na coxa direita, com hematoma. E que tem a perna imobilizada. Hoje, o departamento médico irá ver como evoluiu a lesão e traçar então o tipo de tratamento a aplicar no processo de recuperação do jogador. A paragem do campeonato, devido aos compromissos da Selecção Nacional, jogam a favor de Ricardo Rocha, que beneficiará de um período de tempo mais prolongado para se recuperar. Mas só após a reavaliação que lhe vai ser feita hoje se saberá se continuam em aberto as hipóteses de ser utilizado em Alvalade, frente ao Sporting. Queixas de Petit No entanto, Ricardo Rocha não é o único caso a preocupar os médicos e a equipa técnica encarnada. Também Petit será reavaliado hoje, por apresentar queixas a nível da face posterior da coxa direita. À primeira vista, o seu caso não será tão delicado como o do companheiro de equipa, mas tudo está dependente da observação à qual será sujeito hoje. É provável que Petit se limite apenas a fazer tratamento hoje ou, no mínimo, treino condicionado. Mas a sua presença no jogo com o Sporting não parece estar em causa. Além destes dois casos, apenas Bruno Aguiar continua a recuperar de uma operação ao pé esquerdo. Recuperado está o lateral-esquerdo Léo, que irá disputar o lugar com Dos Santos, caso Ricardo Rocha não recupere. Romper com Trapattoni ainda tem os seus custos SE dúvidas houvessem da diferença entre Ronald Koeman e Trapattoni, o jogo com o Gil Vicente provou que o holandês pretende romper totalmente com o legado deixado pela velha raposa. A introdução, de chofre, de um 3x4x3 no jogo com o Gil Vicente foi uma inovação que causou alguma surpresa junto dos benfiquistas e até nos próprios jogadores, ainda habituados a um esquema táctico mais conservador. Será esse um dos custos a suportar pela renovação de ideias, mas Koeman poderá continuar a apostar neste modelo nos jogos efectuados no Estádio da Luz. Três centrais, quatro médios que sobem e descem e um trio de ataque móvel, rápido e capaz de baralhar as marcações adversárias, cinco a seis jogadores a atacar e sete a defender. Foi assim que o Benfica surgiu anteontem frente ao Gil Vicente, para espanto de todos, inclusive para o adversário, cujos jogadores reconheceram, no final, terem sentido muitas dificuldades para defender. "Foi uma sorte não termos sofrido um golo na primeira parte", reconheceu o capitão gilista Nandinho. Terá sido por este motivo que os encarnados tiveram um início de jogo dos mais prometedores dos últimos tempos. Mas os golos não apareceram, Simão falhou um penalty na segunda parte e duas desatenções defensivas estiveram na origem da derrota. Dilema por resolver Coloca-se, por isso, um dilema a Koeman. Voltar a um modelo mais conservador para não provocar uma ruptura total com o futebol de Trapattoni (menos vistoso mas que acabou por revelar-se ganhador) ou levar por diante a renovação? Dificilmente irá o Benfica apresentar-se em Alvalade em 3x4x3 mas é possível que Koeman adopte este sistema nos jogos em casa, à semelhança do que chegou a fazer no Ajax. A chegada dos reforços prometidos por José Veiga pode ajudar a clarificar as ideias. domingo, agosto 28, 2005
Benfica 0 - 2 Gil Vicente Arbitragem RUI COSTA (2) Do árbitro quase tudo dito. Assinalou um penalty em que merece o benefício da dúvida e deixou três por assinalar. Como se não bastasse deveria ter expulso Carlitos no lance em que lesionou Ricardo Rocha. E não ter nunca demonstrado autoridade até foi o menos... Sala de Imprensa RONALD KOEMAN (treinador do Benfica) KOEMAN está preocupado NÃO conseguiu disfarçar a incredulidade. Ronald Koeman gostou da forma de jogar da sua equipa, mas considera o penalty falhado por Simão o momento decisivo para a queda dos encarnados, que deixaram de pensar da mesma forma e acusaram enorme nervosismo. O holandês revela estar preocupado, até porque vai perder vários jogadores para as selecções e não terá tempo para a terapia colectiva antes do derby com o Sporting. — Pediu consistência à equipa e melhoria na finalização, mas isso não aconteceu. Porquê? — Começámos bem o jogo, com vontade de ganhar. Atacámos muito, criámos várias oportunidades mas não marcámos golos, uns por azar e outros por mérito do guarda-redes. A equipa não soube reagir ao penalty falhado e depois do golo sofrido não tivemos capacidade para dar a volta. Mas até ao momento do penalty a equipa esteve bem. — Considera o penalty o momento decisivo do jogo? — Sim, porque a partir daí a minha equipa perdeu a tranquilidade que vinha evidenciando. Deixámos de ter cabeça e organização. — Mas não considera isso anormal? Mesmo com um penalty falhado havia 0-0... — Mas o futebol é assim mesmo, quando se está na bancada vê-se as coisas de uma maneira diferente de quem está dentro do campo. A cabeça de quem está lá dentro deixa de pensar da mesma forma. Novo sistema táctico ia funcionando — Por que razão usou um sistema táctico que nunca tinha utilizado na pré-época? — Gostei muito como os meus jogadores interpretaram este sistema. A equipa ganhou muito mais mobilidade, sobretudo do lado esquerdo com a entrada de Nélson. E não era fácil passar pelo Gil Vicente porque fechou-se muito durante o jogo. — Diz que gostou do sistema mas perdeu. Pensa continuar com o esquema? — Não sei... gostei da mobilidade e atitude dos jogadores só que depois do penalty e da forma como sofremos os dois golos tudo foi diferente. Há que pensar... — Nenhum golo marcado em dois jogos é preocupante? — É um problema de toda a equipa, não só dos avançados mas também dos médios. Há que marcar as oportunidades que criamos. O desacerto no remate deve-se à falta de confiança. É preciso ganhá-la, mas penso que vamos alterar isso e iremos melhorar. Paragem não é boa — Esta paragem é positiva ou negativa face ao mau começo de campeonato? — Todos os treinadores gostam de contar com os seus jogadores e isso não vai acontecer. Gostava de ter todos os atletas comigo neste momento para falar com eles, analisarmos todos juntos o que está mal. Queria acima de tudo ter tranquilidade mas isso não vai ser possível porque vamos ter jogadores fora, ao serviço das selecções e terei apenas dois dias para preparar o jogo com o Sporting. Início desesperado Ronald Koeman está consciente de que a sua missão é difícil. Não só está a tentar criar uma equipa à sua imagem como o início do campeonato está a ser desastroso. O holandês reconhece isso mesmo. - Como vai gerir as emoções do plantel? - É complicado. Estamos a ter um início da campeonato desesperado. Empatámos o primeiro encontro, o que é mau, e perdemos no primeiro jogo em casa, algo que não estávamos nada à espera. É difícil de entender o que se passa. Fundamentalmente precisamos de tranquilidade. Tivemos essa tranquilidade até ao momento em que falhámos o penalty, mas é um problema do futebol. Começas a reagir de forma diferente, começas a deixar de pensar bem. Refira-se que José Veiga fez questão de estar presente na conferência de imprensa, acompanhando o técnico ao balneário mal terminaram as perguntas. Um sinal de apoio. Rocha lesionado Ricardo Rocha teve de abandonar o terreno de jogo depois de uma entrada feia de Carlitos, do Gil Vicente. Foi imediatamente assistido, mas teve de ceder o lugar a Dos Santos. Mais tarde foi anunciado o boletim clínico: "Ricardo Rocha contraiu um traumatismo na coxa direita." Em princípio, a avaliar pelo que foi anunciado, não se trata de uma lesão grave. De qualquer forma, Ricardo Rocha será reavaliado e amanhã, antes do primeiro treino, deverá conhecer o veredicto final quanto à sua recuperação. Menos preocupante ainda é a situação de Petit, que abandonou o terreno de jogo com dores. Segundo o boletim clínico, Petit "sentiu dores na face posterior da coxa direita". Foi devidamente assistido, descansará e deverá ficar bem. sábado, agosto 27, 2005
Koeman quer mais disciplina CORRIGIR os erros cometidos em Coimbra, ter agressividade ofensiva, criar oportunidades de golo e concretizá-las. Em traços gerais, é esta a receita de Ronald Koeman para a sua equipa vencer o primeiro jogo do campeonato após um empate amargo com a Académica. Um jogo do qual guarda na memória 28 faltas, oito cartões e muitas perdas de bola da sua equipa. O holandês quer mais disciplina e rigor táctico. — É o primeiro jogo do campeonato em casa do campeão nacional. Pode ser uma motivação extra para os jogadores? — Não será muito positivo se os jogadores estiverem mais motivados que no primeiro jogo, em Coimbra. Um jogador de elite tem de estar sempre motivado, seja a jogar fora ou em casa. A única motivação amais que possa existir tem a ver com o empate no jogo com a Académica, pois não foi um bom resultado para uma equipa como o Benfica. É por isso que poderemos ter um pouco mais de pressão por jogar em casa: temos a obrigação de ganhar. — O que quer ver alterado relativamente ao jogo com a Académica? — Nesse jogo não gostei do princípio da primeira e segunda partes. Tivemos altos e baixos. Perdemos muitas bolas no meio-campo e não é normal para uma equipa como Benfica, que aspira a muitas coisas, fazer 28 faltas num jogo e ser advertida com sete cartões amarelos e um vermelho. Não fiquei contente com a atitude dos meus jogadores. O adversário é que tem de nos fazer faltas, pois isso é sinal de que estamos a dominar o jogo. Se fazemos 28 faltas o jogo pára muito e isso não é bom para o ritmo que queremos impor. Tantas faltas é sinal de que a equipa não está atenta. — Vai mexer na equipa inicial? — Pode ser que surjam alterações, mas não posso dizer mais nada antes da palestra com os meus jogadores. — Mas essas mudanças podem acontecer no meio-campo? — Pode ser que sim, mas posso mudar noutros sectores também. O mais importante é perceber que é desnecessário fazer uma falta a meio-campo merecedora de cartão amarelo. Outra coisa é fazê-la junto à nossa área, onde há mais perigo. Três dos cartões que a minha equipa viu aconteceram na sequência de faltas a meio-campo, onde o perigo é menor. Luisão, por exemplo, viu um cartão amarelo aos cinco minutos por protestos. Isso é desnecessário! Um defesa com um cartão amarelo aos cinco minutos dá origem a que passado pouco tempo faça outra falta e seja expulso. Não concebo a ideia de um jogador ver um cartão amarelo por protestar com o árbitro! Reacção de João Pereira foi incorrecta mas compreendo — Fala da indisciplina. Como viu, então, a expulsão de João Pereira e a sua reacção posterior? — Não vi bem porque estava longe mas a atitude não foi positiva. Porém, compreendo a sua reacção porque o segundo cartão amarelo foi mal mostrado, na minha opinião. Mas há que ter paciência porque não se vence um jogo contra o árbitro. Ele tem a última palavra e o jogador tem de se controlar e pensar no jogo. Isso é mais importante do que se queixar, há que pôr isso na cabeça porque o juiz é que tem a última palavra, quer analise bem ou mal os lances. Gil Vicente é equipa organizada — Que análise faz do Gil Vicente? — O Bruins Slot viu o jogo do nosso adversário frente ao Marítimo e vimos que se trata de uma equipa organizada e experiente. É importante que os nossos jogadores estejam muito concentrados, criar oportunidades e marcar golos. Só assim é possível vencer. — O treinador do Gil Vicente, Ulisses Morais, disse que vem à Luz para ganhar. Acredita? — Se ele disse isso tenho de acreditar. O Gil Vicente vai ter menos tempo a bola em seu poder, o que será normal, e os seus jogadores virão com uma mentalidade diferente da nossa. Teremos de ser agressivos na frente e por seu lado o adversário vai tentar defender. Há uma certa diferença de nível, mas nunca é fácil bater uma equipa que se apresenta bem organizada. Não estou a pensar nos reforços — José Veiga garantiu que o plantel terá dois reforços até quarta-feira. Isso deixa-o mais tranquilo? — Se o senhor José Veiga disse isso tenho de estar tranquilo, vamos esperar. Mas não quero falar de reforços porque o plantel que tenho é bom. É claro que queremos sempre melhorá-lo cada vez mais a cada temporada que passa. Mas neste momento não penso em reforços, penso apenas no jogo com o Gil Vicente. Depois disso teremos tempo para falar. Reforços até quarta-feira JOSÉ VEIGA voltou , ontem, a prometer a vinda de reforços para o plantel. Não quis falar em nomes, mas deixou claro serem dois os novos elementos que vão integrar o grupo orientado por Ronald Koeman. As negociações, diz, estão adiantadas e a respectiva apresentação deverá ter lugar até quarta-feira, dia do encerramento das inscrições. Mesmo que o clube «não nade em dinheiro». O tempo escasseia e depois de goradas as contratações de Dedé, Tomasson, Kalou e outros jogadores cujos nomes não surgiram a público mas foram alvos de abordagens directas, desta vez José Veiga, consciente do pouco tempo que tem a seu favor, garantiu, durante a apresentação de Nélson (só ontem se realizou a tradicional cerimónia do aperto de mão, polegar levantado e palavras de circunstância apesar de o cabo verdiano treinar há uma semana) que Ronald Koeman terá dois jogadores para a frente de ataque até quarta-feira, data do fecho das inscrições. Ou seja, desta será de vez. «Estou em condições de dizer que até quarta-feira estarão contratados os reforços, mas o timing será escolhido por nós», assegurou o director geral da SAD, sem fornecer muitos dados para não desviar as atenções do jogo de hoje com o Gil Vicente, um encontro «muito importante », tendo a equipa a «obrigação de ganhar», até por que «joga em casa». Compreendam que não temos milhões para gastar» Mas perante a insistência dos jornalistas, José Veiga voltou a abordar o tema, principalmente para justificar a demora na chegada das desejadas mais valias para o sector ofensivo: «As pessoas têm de compreender que nós não nadamos em dinheiro, temos um orçamento para cumprir rigorosamente e também não queremos trazer qualquer jogador, porque se fosse contratar por contratar com certeza que não faltam jogadores por esse marcado fora. Mas quando não se tem os milhões que outros clubes têm, somos obrigados a usar outras armas, nomeadamente a paciência e negociar de uma forma diferente. E isso muitas vezes leva o seu tempo. Não gosto de falar até ficar tudo concretizado mas temos as coisas adiantadas, que deverão concluir-se mais cedo do que algumas pessoas pensam.» Espera-se, por esta razão, um jogo de cintura até à última. Mas foi notório na conferência de Imprensa que Veiga estava seguro quanto à vinda de um médio ofensivo e de avançado. Falta pouco para saber os escolhidos. E Miccoli poderá ser um deles. Concretizei um sonho ASSINOU há oito dias mas só ontem foi apresentado. Uma semana que serviu para pôr os pés no chão depois do choque sofrido ao saber que a Luz era o destino surpresa de uma simples viagem a Lisboa. Há uma semana nem sequer conseguiria falar com os jornalistas, confessou, com a tradicional humildade dos africanos. Segue-se, agora, nova etapa: mostrar serviço. É já hoje, frente ao Gil Vicente. — Tem sentido dificuldades de adaptação? — Só o nervosismo que senti, pois tudo aconteceu muito rápido. Mas para ser sincero estou a sentir-me bem, fui bem recebido. Já estou mais tranquilo porque até já consigo falar com vocês [risos]. —Teve algum episódio marcante no dia em que chegou à Luz? — Vieram muitas coisas à cabeça. Quando era miúdo sempre sonhei alto e agora vejo que o desejo está a realizar-se. O Benfica é o clube onde sempre sonhei jogar, sempre simpatizei com o Benfica. Quando saí de Cabo Verde foi para singrar e agora que tenho essa oportunidade vou agarrá-la com unhas e dentes e ajudar o Benfica a sagrar-se, no mínimo, campeão nacional. — Está em condições de jogar? — Estou. Há dois anos jogava na II Divisão B e agora estou num clube como o Benfica. Acredito que muita gente poderá estranhar e pensar que posso ficar com receio mas isso não vai acontecer. — Foram demoradas as negociações? — Eu não sabia de nada. Fui informado quando estava a ir de carro para Lisboa para tratar de uns assuntos. Quiseram fazer-me uma surpresa. Fiquei espantado e nem consegui dormir no dia em que soube disso. Imaginem o que é saber que se vai jogar no Benfica, é extraordinário! — Teve alguma proposta FC Porto? — Ninguém falou comigo, também ouvi que poderia ir para a Rússia ou para França... — Esperava ser titular tão cedo? — Sei que as coisas não são rápidas no início mas a minha mentalidade é simples: chegar e vencer, dar o máximo logo a partir do primeiro treino. Se as pessoas acreditaram em mim eu também tenho de acreditar, embora o João Pereira seja um grande jogador. sexta-feira, agosto 26, 2005
Temos legítima aspiração de passar à segunda fase O responsável pelo futebol profissional do Benfica, José Veiga, considerou ontem a A BOLA que o Benfica tem legítima esperança de se qualificar para a segunda fase da Liga dos Campeões. Para Veiga, o Grupo D (com Manchester United, Villarreal e Lille) não é pior nem melhor do que os outros. «Na Liga dos Campeões todos os adversários são difíceis e todos os grupos complicados. Mas o Benfica tem aspirações, como os seus adversários, e estará em condições de lutar pela qualificação para os oitavos-de-final», disse Veiga. José Veiga assistiu, em Monte Carlo, ao sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões. Fê-lo na companhia do seu assessor, Lourenço Pereira Coelho, e de João Rodrigues, antigo presidente da Federação Portuguesa de Futebol e actual conselheiro de Gilberto Madail, líder da FPF, além de figura sempre bem colocada nos bastidores do futebol internacional. No final do sorteio, Veiga deixou apressadamente o Fórum Grimaldi (onde decorreu o sorteio) e só ao fim da noite foi possível a A BOLA recolher o seu comentário. Veiga manteve-se o resto do dia ocupado com negociações tendo em vista o reforço do Benfica. Calendário favorável José Veiga reconhece algum favoritismo no grupo ao Manchester United. «No papel sim, mas os ingleses vão ter de o demonstrar. Respeitamos todos os adversários mas acreditamos no nosso valor e conhecemos a nossa capacidade para seguir para os oitavos-de-final. Vai ser tão difícil neste como noutro qualquer grupo, porque todas as equipas que chegam à Liga dos Campeões são fortes». Para o responsável encarnado, o calendário dos jogos não deixa de ser favorável ao Benfica. «Julgo, realmente, que é um bom calendário, uma vez que abrimos, em casa, com o Lille, e fechamos, também na Luz, com o Manchester United, numa altura em que poderemos ter já assegurada a qualificação. Além disso, no jogo em França, com o Lille, vamos jogar no Stade de France, arredores de Paris, e podemos esperar muito público português. Ou seja, talvez joguemos também em casa», recordou Veiga. Sobre o facto de a estreia do Benfica (a 14 de Setembro) se verificar apenas três dias após a deslocação a Alvalade para a Liga portuguesa, José Veiga desdramatiza: «Equipa com aspirações na Liga dos Campeões não pode estar preocupada com essas questões. O Benfica tem capacidade para enfrentar os seus desafios com optimismo e deve confiar nas suas capacidades». Mudanças à esquerda e Simão volta ao meio KOEMAN equaciona manter Ricardo Rocha como lateral-esquerdo, jogando Léo à sua frente e passando Simão para o meio. Por um lado porque lhe custa abdicar de Ricardo Rocha, por outro porque não está satisfeito com a ligação entre meio-campo e ataque e considera que Simão, tal como ensaiou em vários jogos da pré-época, desempenha bem essa missão. Para já são equações. Amanhã se verá. No treino de anteontem, à porta fechada, Koeman ensaiou Ricardo Rocha na defesa da equipa titular. E Simão no meio, atrás do ponta -de-lança. O treinador holandês vai proceder a algumas alterações na equipa, sem, no entanto, alterar a sua filosofia táctica. A vontade de Koeman será a de manter Ricardo Rocha à esquerda, na defesa. Quem poderá jogar à frente de Ricardo Rocha é Léo, que deverá regressar à titularidade após a lesão. Ou seja, em vez de ter de optar entre Ricardo Rocha e Léo, Koeman equaciona até que ponto não podem jogar os dois, com o brasileiro à frente do português. Como Rocha não é lateral-esquerdo de raiz, até seria bom um jogador com as características de Léo para o apoio e para fazer o corredor esquerdo. De resto, no treino de ontem Léo jogou sempre à frente dos defesas, se bem que as características da sessão não permitam tirar grandes conclusões quanto ao onze idealizado por Koeman. Simão no apoio a Nuno Gomes Também no meio-campo o treinador do Benfica tem sentido algumas dificuldades para esticar a manta, ou seja, ter um miolo que esteja igualmente bem a defender e a atacar, nomeadamente no apoio ao ponta-de-lança, Nuno Gomes. Com a Académica começou por apostar em Petit, Beto e Karyaka mas teve de emendar a mão com a entrada de Manuel Fernandes e Nuno Assis. E, no final do jogo, reconheceu que essa ligação o preocupa e procura ainda a melhor solução. Como Nuno Assis ainda não lhe encheu as medidas, embora lhe reconheça valor, Koeman equaciona colocar Simão no meio, no apoio a Nuno Gomes. De resto, ensaiou essa solução na pré-época, em vários jogos, e poderá repetir. Simão poderá jogar à frente de Petit e Manuel Fernandes ou Beto. Este último leva vantagem mas Manuel Fernandes está a subir, claramente, de forma. CAP decidiu por unanimidade A Comissão Arbitral Paritária decidiu na segunda-feira o caso Miguel, negando a justa causa argumentada pelo jogador para rescindir contrato com o Benfica, e, segundo revelou ontem o site Mais Futebol, que teve acesso ao acórdão, o veredicto foi obtido por unanimidade. Os seis juízes (três nomeados pelo Sindicato de jogadores e outros três pela Liga de clubes) rejeitaram todos os argumentos apresentados pelo advogado de Miguel, Dias Ferreira. Entre eles o que alegava a nulidade do contrato do lateral (2005/08). A CAP explicou que o facto de existir apenas um exemplar do contrato não é razão para declarar a nulidade do mesmo. Quanto ao reconhecimento presencial das assinaturas, «a lei não exige tais formalidades », diz o acórdão. O facto de Miguel estar em período experimental foi também negado como motivo para rescindir, «quer porque não foi convencionado no contrato a existência de período experimental quer porque se trata de um segundo contrato (sucessivo) entre o mesmo jogador e o mesmo clube», salientando ainda que Miguel denunciou um contrato que ainda nem sequer tinha sido iniciado (o mesmo entrava em vigor a 1 de Julho e o lateral não chegou a apresentar-se na Luz). A este propósito diz a CAP que Miguel «excedeu manifestamente os limites impostos pela boa-fé». O órgão arbitral reconhece que Luís Filipe Vieira «ofendeu de forma inequívoca o advogado e o empresário de Miguel», pese embora isso também não justifique a justa causa para rescindir. A CAP conclui com um conselho a Miguel. «Importa que o requerido, que é ainda um jovem, com uma promissora carreira à sua frente, tenha presente que os contratos assinados são para ser cumpridos e que a desvinculação dos mesmos no seu período de vigência carece da anuência livre da outra parte, não lhe podendo ser imposta a qualquer custo.» quinta-feira, agosto 25, 2005
CHAMPIONS seis anos depois FOI necessário esperar seis anos para ver o Benfica juntar-se novamente aos palcos onde brilham as maiores estrelas que vão jogando por essa Europa fora. Os encarnados voltaram à Liga dos Campeões, à competição dos milhões, ao local onde devem estar os mais poderosos. O sorteio é hoje e na rota encarnada estão clubes tão emblemáticos como Milan, Real Madrid, Barcelona, Bayern Munique, Manchester United ou o todo poderoso Chelsea de José Mourinho. As últimas épocas abalaram muito o prestígio do Benfica, sempre afastado da maior competição do futebol europeu. É preciso recuar até 1998/99 para vermos os encarnados entre os maiores, a disputar a Liga dos Campeões. Souness era então o homem que orientava as águias, que garantiram a presença na fase de grupos afastando os israelitas do Beitar na pré-eliminatória. Por essa altura o futebol não era de milhões. Os cofres do Benfica não saíram tão reforçados quanto isso, mas a participação até nem foi muito má. Os encarnados acabaram em segundo num grupo que foi ganho pelos alemães do Kaiserslautern, tendo o PSV e o HJK ocupado as duas últimas posições. Também aí era diferente, se agora a segunda posição garante a passagem à fase seguinte, nessa época só os vencedores seguiam em frente, o que fez com que a formação portuguesa se tenha despedido aí. Ganhar com o afastamento do Sporting Portugal perdeu uma oportunidade de ouro de demonstrar a sua força no futebol europeu com o afastamento do Sporting da fase de grupos da Liga dos Campeões. Seria a primeira vez que a representação lusa seria composta por três formações, mas a par dessa tristeza, o Benfica acaba também por beneficiar financeiramente com esse facto, graças à distribuição das verbas provenientes das transmissões televisivas. As contas são simples de fazer: cada federação nacional recebe 1,5 milhões de euros, tendo depois que os distribuir pelos seus representantes na Liga dos Campeões. Ora, se o Sporting se qualificasse cada formação embolsaria 500 mil euros. Com o afastamento dos leões, Benfica lucra 250 mil euros, o que significa que recebe 750 mil. Uma verba a que se deve somar os 3,6 milhões que cabem aos clubes que marcam presença fase de grupos. Aliciante... Experiências de Koeman A exibição da equipa do Benfica em Coimbra não chegou para convencer, por isso Ronaldo Koeman terá pensado que era importante fazer um treino à porta fechada para testar outras opções que aquelas apresentadas frente à Académica. Resultado: uma hora e meia de testes e experiências para uma estreia mais positiva do Benfica em casa frente ao Gil Vicente. Inédito: Ronald Koeman optou por um treino à porta fechada a meio da semana, quando tal costuma apenas acontecer no último treino antes dos jogos, normalmente na Luz. Acontece que o relvado do recinto encarnado está ainda a sofrer um tratamento ao fungo que o afectou no último mês, pelo que essa «porta fechada» teve que ser transferida para o Estádio Nacional, que não oferece condições para que tal aconteça. Assim, alguns adeptos até puderam assistir ao treino, devidamente separados por alguns metros dos jogadores e atrás de grades. Em Coimbra jogaram Moreira, João Pereira, Luisão, Anderson, Ricardo Rocha, Petit, Beto, Geovanni, Simão, Karyaka eNuno Gomes. Com o castigo de um jogo imposto a João Pereira— por expulsão frente à Académica—, o técnico holandês vai ter de mexer na defesa, pelo menos do lado direito, sendo praticamente certo que vai manter Ricardo Rocha na esquerda e Luisão e Anderson como centrais. Fica assim aberta vaga na lateral-direita, que em princípio será ocupada por Nélson, apto que está para estrear-se com a camisola encarnada. No entanto, não é de deixar de parte a hipótese deKoeman escolher outro cenário. No meio-campo Manuel Fernandes tem chances de regressar à titularidade, obrigando assim à saída do russo Karyaka, que não teve grande estreia em Coimbra e foi mesmo substituído aos 55 minutos. No treino de ontem Koeman realizou um treino de conjunto a todo o campo, com 11 para 11 jogadores. quarta-feira, agosto 24, 2005
Rocha continua à esquerda A posição não lhe é estranha e Ricardo Rocha vai dando mostras de que está pronto para aceitar a oferta de um lugar como lateral-esquerdo. Pelas indicações dadas no treino que se realizou na tarde de ontem no Estádio Nacional, a aposta feita por Ronald Koeman nos únicos dois jogos oficiais de época — frente ao V. Setúbal para a Supertaça e em Coimbra na primeira jornada da Liga — será para repetir no confronto com o Gil Vicente. No dia em que o Benfica se estreará no Estádio da Luz em jogos da principal prova do futebol português, no sábado, tendo o Gil Vicente como adversário, Ricardo Rocha voltará a viver uma experiência que desempenhou durante a era José Antonio Camacho. Trocará o centro do terreno pela esquerda, relegando o reforço Léo e Dos Santos— os laterais de raiz no plantel encarnado — para o banco de suplentes. Nos dois jogos oficiais já realizados, Ronald Koeman preferiu a adaptação de Ricardo às características mais ofensivas de Dos Santos e a verdade é que até se saiu bem, já que os encarnados continuam sem sofrer qualquer golo. Poder-se-ia pensar que o facto de Léo estar lesionado poderia ter sido decisivo, mas a verdade é que o brasileiro já se tem treinado sem limitações e Koeman não parece disposto a abrir mão do rigor defensivo. É que com Ricardo Rocha a defesa ganha alguns centímetros e se é verdade que a equipa pode perder algo quando parte para o ataque também o é que defensivamente o conjunto ficará bem mais forte. Luisão regressa A adaptação de Ricardo prende-se com o facto de neste momento Luisão e Anderson formarem uma dupla de grande qualidade, talvez mesmo amais forte do futebol português nesta temporada. Luisão esteve ausente na véspera, mas ontem já trabalhou sem limitações, nota de tranquilidade para os adeptos que aprenderam a eleger o internacional brasileiro como uma das pedras mais influentes do plantel encarnado, um dos heróis do título. Deixa que eu cruzo NA direita e também na esquerda, os cruzamentos de Nélson foram ontem alvo de comentários e elogios por parte da equipa técnica liderada por Koeman. O reforço contratado no final da semana passada cruza mesmo muito bem. E vai ser titular, já no sábado, no jogo frente ao Gil Vicente. O castigo de João Pereira, no passado sábado, na segunda parte do encontro com a Académica, abriu as portas ao jovem jogador de 22 anos que o Benfica foi recrutar ao Boavista, no final da última semana. Nélson vai ser titular nesta jornada, frente ao Gil Vicente, e já começou a mostrar porque razão a SAD encarnada resolveu apostar na sua contratação, após as saídas de Miguel para o Valência e de Alex para o Wolfsburgo. Ontem, durante os dois treinos que decorreram no Estádio Nacional, Nélson foi uma das figuras em destaque, sobretudo pelo acerto que demonstrou nos cruzamentos. Dos seus pés a bola saiu quase sempre certinha, senhora do seu nariz e com um objectivo bem definido. Nélson cruza mesmo muito bem e essa característica deixou Ronald Koeman e os seus adjuntos muitos satisfeitos. Na sessão da manhã, os cruzamentos da jovem atracção, foram alvo de comentários e elogios por parte de Koeman e do seu adjunto, Tonny Bruins Slot, os dois estrategicamente colocados no campo para acompanhar um esquema de cruzamentos e finalização. «Força Nélson, vai, vai... boa!» Repetiu Koeman, várias vezes, para contentamento da equipa técnica e também de algumas dezenas de adeptos que assistiram ao treino. Nélson ainda não foi oficialmente apresentado aos benfiquistas, mas essa falha será corrigida ainda esta semana... Juntamente com a apresentação de mais dois jogadores que devem reforçar o plantel. Luisão é um activo importante O Liverpool não se mostrou convencido com a recusa encarnada em vender o passe de Luisão e já fez saber ao empresário do jogador que está na disposição de tentar novamente... mas na próxima época. Por agora, Luís Filipe Vieira, que confirmou o assédio do campeão europeu, garante que o central não sai mesmo. Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica e da Administração da SAD, confirmou ontem, aos microfones da rádio Renascença, a notícia de A BOLA dando conta da recusa encarnada em vender o passe de Luisão ao Liverpool. «O Luisão é um activo do Benfica e vai manter-se no clube. O Benfica pretende é reforçar-se e não desvalorizar-se. Era uma boa proposta, superior a dez milhões de euros», destacou o dirigente. O campeão europeu em título procura um defesa central (Fernando Meira também chegou a ser abordado) e interessou-se por Luisão, a quem oferecia igualmente um contrato bastante atractivo. Ainda assim, o Benfica inviabilizou o negócio com o mote de que ninguém mais sairá... por agora. Ainda assim, o Liverpool parece disposto a não desistir do internacional brasileiro. De acordo com o que A BOLA apurou, o clube inglês terá já feito sentir ao representante de Luisão que está na disposição de esperar pela próxima temporada para tentar novamente adquirir o passe do central. E quando se fala em reforços, Luís Filipe Vieira pede tranquilidade. «Aguardem, temos que ter calma, perdemos tempo a gerir o caso Miguel e estamos empenhados em conseguir pelo menos dois reforços», salientou Filipe Vieira. terça-feira, agosto 23, 2005
Miguel rescindiu sem justa causa JÁ se sabia que qualquer decisão emitida ontem pela Comissão Arbitral Paritária (CAP) seria apenas desportiva, ou seja, não vinculativa devido ao facto de Benfica, Valência e Miguel já terem um acordo mas, mesmo assim, o clube decidiu ouvir o parecer do organismo. A CAP, após seis horas de reunião — em que analisou outros casos —, decidiu a favor do Benfica, considerando ilícita a rescisão do jogador. A decisão da CAP favorável ao Benfica impediria Miguel de jogar em Portugal até Junho de 2008, ou seja, durante o período em que valeria o contrato, mas devido ao acordo efectuado entre o Valência, o jogador e o Benfica, a decisão tomada fica sem efeito. É este o curto texto comunicado pela CAP já ao princípio da noite, depois de uma reunião das 15 horas às 21: «Decisão: julgada procedente a acção e, em consequência, considerar, para efeitos desportivos, ilícita a rescisão promovida por Luís Miguel Brito Garcia Monteiro do contrato de trabalho que o vinculava à Sport Lisboa e Benfica Futebol SAD de 1 de Julho de 2005 a 30 de Junho de 2008.» Nenhum dos membros que compõem a CAP (três da Liga e três do Sindicato dos Jogadores) se mostrou disponível para comentar a decisão, alegando um deles, que não se quis identificar, «que não se discutem decisões tomadas no decorrer de processos judiciais ». Recorde-se que a CAP só apreciou o caso por insistência do Benfica, já depois de alcançado o acordo para transferência de Miguel para o Valência pelos próximos cinco anos. A decisão foi precipitada pelos acontecimentos da noite de quinta-feira, em que Miguel leu, primeiro, um comunicado em que pedia desculpa pelo processo de rescisão desencadeado por si — «a estratégia definida por mim e pelos meus representantes não foi a mais adequada»—, para depois dizer que o tinha feito contrariado, uma vez que se não o lesse o negócio podia não se realizar. No dia seguinte, insatisfeito com a atitude de Miguel e do seu representante, Filipe Vieira entendeu levar o caso até ao fim. A razão está do lado do clube, mas sem efeitos. "Ninguém brinca com o Benfica" O presidente dos encarnados não embandeirou em arco com a decisão da Comissão Arbitral Paritária (CAP), e muito menos a encarou como uma vitória pessoal. "Nem pensar", começou por afirmar a O JOGO, rejeitando mesmo qualquer laivo de vaidade dela decorrente. "O que me interessa - e é o que deve interessar a todas as pessoas que pugnam por um futebol transparente - é que a verdade foi reposta. Ficou provado que tudo o que dissemos desde o primeiro dia era verdade e que os interesses do Benfica estão acima de tudo. Não foi uma vitória minha, mas sim uma vitória do Benfica, porque estou aqui única e exclusivamente para servir o clube - do primeiro ao último dia. Seja contra quem for, ninguém brinca com o Benfica. Acabou o folclore dos últimos dez anos." Luís Filipe Vieira não quer falar mais sobre Miguel, mas deixou claro que há comportamentos que não irá deixar passar em claro. "Gostaria de saber qual a relação que Paulo Barbosa tem com Miguel, porque se intitula empresário do jogador e nunca apresentou qualquer documento assinado com o mesmo. É muito estranho... a não ser que Paulo Barbosa não queira assinar nada com os atletas, para depois nunca poder ser responsabilizado pelos seus actos... Aliás, gostaria de saber com que atletas é que esse empresário tem contratos assinados, e qual a contribuição que teve na carreira deles", frisou, ao mesmo tempo que criticou - mesmo sem o mencionar pelo nome - Dias Ferreira. "O Miguel tem agora a oportunidade de perceber que todas as promessas que lhe fizeram eram vãs, especialmente as provenientes daqueles que se dizem especialistas em direito desportivo. Induziram o jogador a partir para uma situação de ilegalidade e agora, certamente, irão colocar-se do lado de fora. Esse senhor é tão bom advogado como comentador." "A verdade vem sempre ao de cima e podem ter a certeza que nunca irei pactuar com a mentira, a pressão ou a chantagem. Essas artimanhas, comigo, não resultam", destacou ainda o líder dos encarnados, que deixou ficar um alerta. "Este caso pode mesmo ter feito história no futebol português." Luís Filipe Vieira centrou depois o seu discurso em Paulo Barbosa: "Esse senhor acusou-me de dizer uma coisa à segunda e outra à terça... Se mais não percebeu nesta situação, ao menos ficou a saber que nunca mudo de opinião. Quiseram brincar com o Benfica, mas comigo na presidência isso é impossível. Enquanto lá estiver - e, possivelmente, é esse o caso patológico que mencionou -, nunca irei pactuar com a mentira. O Benfica está muito acima dessas pessoas e o passado, felizmente, não se repete. Esse é o problema de certas pessoas que estão a mais no futebol, porque pensavam que podiam continuar a prejudicar e delapidar o maior clube português." No meio das críticas, ficou ainda um desejo: "Que esta decisão sirva de ponto de partida para a exclusão das pessoas que estão a mais no futebol, sendo importante que sejam os próprios organismos desportivos a filtrar quem está no futebol para o servir, e quem nele está para se servir. E isto não vai ficar por aqui. Porque há senhores que estiveram no meio disto tudo e que querem agora manter-se na sombra", aludiu Luís Filipe Vieira, sem desvendar a quem se referia. "É o mesmo senhor que, em tempos, quando tinha responsabilidades no futebol, não queria que o Alverca subisse de divisão. Aliás, até poderá comentar esse tema num programa de televisão..." Bilhetes para a Luz estão mais baratos O Benfica definiu para o Gil Vicente uma tabela de preços de bilhetes que é, para sócios e público em geral, a mais baixa desde que foi inaugurado o Estádio da Luz. Em contrapartida, acabou com os bilhetes de criança e de casa do Benfica, tentando puxar pela venda de lugares cativos. No fundo, é uma questão de política, de conciliação entre gestão e paixão, com teses em permanente discussão dentro do próprio clube. Definir preços é, também, definir públicos alvos, expectativas de vendas e racionalizar o binómio custo/proveito. Ou é também admitir prejudicar um pouco a performance comercial para potenciar enchentes no estádio e mais apoio à equipa. Para o primeiro jogo da Liga, frente ao Gil Vicente, a Benfica Estádio definiu preços para sócios e público em geral que são os mais baixos desde que foi inaugurado o novo Estádio da Luz. Reduções que visam cativar mais público. Ao mesmo tempo, pretende a Benfica Estádio manter uma política tão agressiva quanto possível na venda de lugares cativos, proporcionando aos sócios ganhos que podem ser significativos no rácio preço/ jogo. E as crianças? E as casas? Para este jogo com o Gil Vicente não existem dois tipos de bilhete que vigoravam a época passada: o bilhete de criança e o bilhete de Casa do Benfica. O primeiro, implementado já com o último campeonato em andamento, custava 5 euros e promovia a adesão da família ao estádio. Fazendo contas, naturalmente que a factura de um casal com dois filhos, por exemplo, ficava mais barata o ano passado. Há quem defenda o fim dos bilhetes de criança com a necessidade de promover os cativos de família, há quem entenda que não há relação de causa/efeito e que muitas famílias, em especial crianças, deixarão de ir ao jogo. Quanto às casas do Benfica, o benefício consistia em criar bilhetes a preços intermédios entre sócios e público em geral. Facilitavam-se assim as excursões, já que o preço mais baixo do bilhete (para público em geral) amortizava o custo do autocarro. Na Benfica Estádio responde-se com a aposta nos lugares cativos de casa — a do Porto, por exemplo, comprou 50 lugares — mas muitas respondem com a incapacidade de organizarem excursões em todos os jogos — muitos serão ao domingo à noite, véspera de dia de trabalho — além de que várias oscilam bastante no número de autocarros das suas excursões. Certo é que as casas lamentam o fim desses bilhetes numa altura em que, mais do que nunca, o Benfica lhes pede o máximo empenhamento, nomeadamente na venda de kits de sócio. Convites são custo ou benefício? Nos últimos jogos da última época, exceptuando o do Sporting, o Benfica distribuiu uma média de 10 mil convites a escolas e instituições de todo o País. Convites que não retiraram receita de bilheteira, já que o Estádio nunca encheu cem por cento nesses jogos. Há quem defenda que sem o esforço das casas e sem convites a Luz nunca teria mais de 40 mil pessoas e que a equipa ganhou com o ambiente que se passou a viver na Luz a partir de determinada altura da época. Além de que convidar crianças e jovens é criar rotinas e investir no futuro. É certo que também há gráficos com custos de operacionalidade e quem conclua que muitas vezes não compensa o esforço de compor mais as bancadas, em especial com não pagantes ou bilhetes mais baratos, face ao aumento dos custos, com a segurança. Mas os defensores da outra tese terão sempre o seguinte argumento: na Luz, sábado, deverão estar cerca de 40 mil pessoas. E se estivesse cheio? Nélson já é titular PARECE encontrado o substituto de João Pereira e ontem, durante o treino de conjunto realizado no Estádio Nacional, Nélson até integrou a equipa dos titulares. Koeman prepara-se para apostar no recém-chegado e sábado irá estrear-se sem surpresa. Já Manuel Fernandes, relegado para o banco de suplentes neste início de Liga, parece ter reconquistado a confiança do técnico holandês, em detrimento de Karyaka. Nélson cumpriu ontem o segundo ensaio com os novos colegas, o primeiro à porta aberta e também de estreia no que à luta pela titularidade diz respeito, dado que o anterior, decorrido sexta-feira, aconteceu já com o comboio em andamento. Entrar na equipa não será, todavia, tão moroso como poderia inicialmente julgar, tanto mais que a expulsão de João Pereira quase obriga Koeman a conceder-lhe um lugar no onze. De resto, Nélson, um bem-disposto por natureza, esteve no relvado do Estádio Nacional como se dali nunca tivesse saído, não deixando transparecer qualquer inibição ou falta de adaptação no relacionamento com colegas e treinador. E Koeman, que não está para hesitações, pô-lo imediatamente ao corrente das suas intenções, introduzindo-o no grupo de Anderson, Ricardo Rocha, Geovanni, Petit, Beto, Manuel Fernandes, Simão e Nuno Gomes. Manuel Fernandes está de volta Outra novidade em maturação pode ser o regresso de Manuel Fernandes ao onze titular. Foi notória a evolução da equipa, na partida com a Académica, assim que o jovem médio entrou em campo, pelo que o seu lugar parece estar assegurado. Quem sai? Bom, no treino de conjunto em meio campo realizado ontem, Beto esteve entre os titulares e Karyaka jogou ao lado dos menos utilizados, indicador que poderá clarificar a questão. SAD recusou dez milhões por Luisão NÃO sai! Foi esta a resposta que o Benfica deu esta semana na sequência de uma proposta apresentada pelo Liverpool interessado em comprar o passe de Luisão. Dez milhões de euros foi o valor que os encarnados recusaram. O Liverpool, campeão europeu em título, anda louco à procura de um defesa-central e nos últimos dias apresentou uma proposta pelo internacional brasileiro do Benfica Luisão no valor de dez milhões de euros (dois milhões de contos na moeda antiga). Os encarnados recusaram argumentando que é um jogador actualmente considerado imprescindível para os objectivos definidos para a presente temporada. Giulliano Bertolucci, empresário do jogador, confirmou que falou «com o presidente do Benfica sobre esse assunto» mas Luís Filipe Vieira não mostrou abertura para negociar. «O Benfica acabou de adquirir a totalidade do passe, o jogador renovou, logo não tem mais conversa», salientou Bertolucci, garantindo ainda que a «proposta era muito boa também para o jogador.» Quando Luisão chegou ao Benfica, os encarnados apenas adquiriram 25 por cento do seu passe. O brasileiro foi um dos jogadores determinantes para a conquista do título do último campeonato e a SAD efectuou um esforço financeiro no sentido de renovar com o internacional canarinho e adquirir a restante percentagem do seu passe, numa operação que terá custado aos cofres benfiquistas valores na ordem dos 6,5 milhões de euros. De acordo com os dados recolhidos por A BOLA, a proposta do Liverpool chegou até Giuliano Bertolucci, que a apresentou a Luís Filipe Vieira, por intermédio de Manuel Garcia Quillon, empresário do treinador do Liverpool, Rafael Benitez. Os ingleses terão de procurar outro central. Também se fala em Fernando Meira. segunda-feira, agosto 22, 2005
Ponta-de-lança e médio ofensivo vêm da Europa É uma luta contra o tempo. Os responsáveis da SAD encarnada sabem que não têm muito mais espaço de manobra para esperar pelos reforços e estão a fazer tudo para que até dia 25, quinta-feira, os certificados internacionais do ponta-de-lança e do médio ofensivo estejam na Luz. Os nomes dos alvos pretendidos pelo Benfica estão bem guardados, mas de acordo com os dados recolhidos por A BOLA serão provenientes do mercado europeu e tratam-se de jogadores experientes. Na próxima quinta-feira, dia 25, realiza-se no Mónaco o sorteio para a Liga dos Campeões, prova a que o Benfica regressa após seis épocas de ausência, e até lá os responsáveis máximos da SAD querem ter tudo resolvido no que concerne as prementes questões do reforço do sector ofensivo da equipa. O fecho das negociações pelo ponta-de-lança e médio ofensivo deverá, por isso, acontecer nas próximas horas, sendo objectivo dos encarnados que os certificados internacionais cheguem à Luz o mais tardar até dia 25, muito a tempo ainda de enviar depois toda a documentação para a UEFA e também para a Liga de clubes. Em termos oficiais, o mercado de transferências encerra dia 31, no entanto, e no que diz respeito à inscrição dos jogadores para a participação na Liga dos Campeões, a UEFA aceita ainda os processos de inscrição no dia 1 de Setembro, desde que acompanhados dos respectivos certificados internacionais. Apesar disso, o Benfica não pretende correr riscos com eventuais atrasos de envios de passes e é convicção dos seus dirigentes que dia 25 é mesmo o timing estabelecido para entrarem na Luz os certificados internacionais dos reforços em questão, o que obriga a que as negociações tenham mesmo de ser fechadas entre hoje e amanhã. Experiência é um posto Estão no mercado europeu o ponta-de-lança e o médio ofensivo que se encontram em diálogo com os encarnados e cujos nomes se encontram guardados a sete chaves. De acordo com os dados que foram avançados a A BOLA os jogadores deverão ser experientes, de modo a conferirem maior solidez às naturais ambições do Benfica na Liga e também na Champions League. Koeman com mais banco No exercício comparativo entre o Benfica que iniciou esta e a última época, uma das notas de destaque vai para a maior riqueza nas opções. Quem olhasse para o banco dos encarnados, anteontem, veria várias opções de relevo. De resto, foi no banco que Koeman encontrou as soluções para estancar a sangria no meio-campo e recuperar o controlo da partida. É ideia generalizada que o plantel do Benfica está mais equilibrado esta época, com mais opções de qualidade semelhante, na baliza, na defesa e no meio campo. E esperemos para ver o que acontece no ataque, sendo pois que a tendência é de se acentuar esse equilíbrio. Basta olhar para o banco do jogo do Benfica com a Académica e perceber que Koeman se pode dar ao luxo de ter no banco jogadores como Manuel Fernandes e Nuno Assis, indiscutíveis com Trap. Porque agora há Beto e Karyaka e ambos já mostraram ser bons reforços. Em relação à última época, em que o Benfica se estreou em Aveiro, com o Beira-Mar, com uma vitória por 2-3, apenas cinco jogadores repetiram a titularidade, sendo certo que Nuno Gomes e Geovanni se encontravam, na altura, lesionados. E dos repetentes, apenas três na mesma missão: Moreira, Luisão e Petit, já que Ricardo Rocha e João Pereira jogaram em sectores diferentes do terreno. Vida difícil para Dos Santos Do banco do Benfica no jogo de arranque da última época, foram dispensados Amoreirinha e Paul o Almeida. Sokota terminou contrato e foi afastado da equipa a meio da época. Havia, no entanto, Quim e Dos Santos, que seriam peças basilares na segunda metade do campeonato. Mas se este ano Quim mantém as esperanças de voltar a ser dono da baliza, já Dos Santos parece ter a vida difícil. De propósito ou não, Koeman traçou exemplarmente o cenário após o jogo com a Académica, quando questionado se Ricardo Rocha continuaria à esquerda: «Depende da evolução da lesão de Léo.» Ou seja, Dos Santos nem entrou nas contas. NÉLSON viu a Luz Achegada de Nélson à Luz assume-se como uma volta mais na sua vida. Tantas quanto os penteados mais ou menos originais meticulosamente esculpidos, sinal maior de uma certa excentricidade apenas denunciada dentro das quatro linhas. Território sagrado para um menino de raízes humildes e que dele faz testemunha do paraíso na terra dos homens. Ainda não havia o verde ou o veludo de um tapete bem tratado sob os seus pés quando soprou os medos e partiu à procura do sonho, à boleia do embalo de uma bola. Foi nas ruas e nos pelados da Praia (Cabo Verde) que deu os primeiros pontapés, as primeiras carícias nas canelas dos outros. O peito ganharia, mais tarde, um emblema. O do Clube Desportivo da Palmeira, à porta de casa. A intimidade com a bola comprou visibilidade e... um bilhete de avião para Portugal. Chegou ainda com a vergonha de um miúdo, mas a ambição de gente grande. O Vilanovense abriu-lhe as portas, matou-lhe a fome, mas deixou-o na sala de espera. Júnior, ainda, era no balneário dos seniores que se equipava, era com o plantel principal que se treinava, mas era na bancada que se sentava. Bola à vista Qual salvador, Edmundo Duarte logo decretou o final da tortura que vitimava o jogador, mal o técnico pousou os pés no clube de Gaia. Nélson saltou para o palco dos heróis como desejava, mas alternando o programa de espectáculos com o central Edú, face à inevitabilidade de escolha entre um dos dois estrangeiros para a digressão da então denominada II Divisão B. Jamais se especulou a respeito de tão imberbe talento, nem tanto sobre os apertos do coração. Mergulhou num mar de saudades, de casa, da família (a esposa e a filha de apenas um ano ficaram em Cabo Verde). Dor esforçadamente atenuada e camuflada pela convivência salutar no clube ou no lar, doce lar, então partilhado com alguns colegas da equipa de Gaia: um apartamento baptizado de Big Brother. Mais alma Remou contra marés, superadas à força... da arte. Assinou umas quantas aguarelas subordinadas à magia daquela coisa redonda que nos hipnotiza e só estalou os dedos para despertar a cobiça de senhores mais ricos. Rio Ave e Sp. Braga terão desejado ser seus amigos, mas o Salgueiros foi o parceiro ideal. No Vila, nem um tostão entrou, desvendada a inscrição de um amador. Alma cheia, bem mais cheia do que um Vidal Pinheiro melancólico e saudosista, este amante de R&B, reggae e sons africanos rapidamente vingou a Honra e o privilégio de levitar em domínios que, até então, só moravam no pensamento. Nessa altura, era a Norton de Matos que Netcha chamava mister. Treinador que testemunhou a metamorfose de alguém acabado de chegar aos 20 anos. O filho do senhor Marcos, que antes de se reformar ia sabendo notícias do herdeiro pelos jornais esquecidos nos aviões estacionados no aeroporto em que trabalhava, sempre revelou uma visão nítida e realista das coisas. Mesmo reservado, tem sempre um sorriso para oferecer, carregando o sentimento de responsabilidade em cada tostão que conta, orientado pela necessidade de dar uma mão aos seus. O melhor da Honra A carteira nunca ouviu falar de carta de condução, o que não o impediu de conduzir o Salgueiros numa luta hercúlea pelo retorno ao escalão maior. Não deu, paciência. Aquilo que nunca faltou ao protagonista desta história, jamais assaltado pelo deslumbramento de um aceno: terá mesmo dito não a um convite do FC Porto, se bem que com o carimbo dos bês. Mas estava na hora de seguir o seu caminho. "Contratámos o melhor jogador da Liga de Honra!", arriscou João Loureiro, antes de aquecer as costas da nova pantera. Xadrez não é o seu forte, mas o Boavista oferecia-lhe todas as garantias para tentar o xeque-mate. Ainda demorou a saltar para o tabuleiro de Jaime Pacheco, culpa de uma fissura num pé com que chegou ao Bessa. Tocou nas estrelas numa noite de Setembro de 2004, quando se estreou na prova máxima do calendário nacional, à 5.ª jornada da época transacta. Apesar do presente envenenado do Rio Ave (derrota, por 1-0), apertou bem os atacadores e acelerou para uma campanha de revelação. Uma águia Estilo gingão, velocidade nos limites, fantasia num drible empolgante. Assim inflacionou o volume de palmas da plateia, dando nas vistas até à afirmação no plano interno. Cresceu, foi para a frente, onde até começou a carreira, antes de ganhar a confiança de um lateral. Dizem que quando fechou as contas da última temporada havia emblemas por essa Europa fora com a sua fotografia na mesinha de cabeceira. O seu nome ecoou em França (Bordéus e Mónaco), mas foi por cá que atingiu níveis mais atraentes. Grandes na jogada por trás da cortina, mas foi o Benfica que a fez correr no final. Para que Nélson visse a Luz. domingo, agosto 21, 2005
Benfica 0 - 0 Académica Arbitragem BRUNO PAIXÃO (7) Trabalho sereno, expulsão justa, apenas um cartão por mostrar a Dionattan e alguns lapsos sem influência. Sala de Imprensa RONALD KOEMAN (treinador do Benfica) KOEMAN quer melhorar Ronald Koeman compareceu na sala de imprensa com ar tranquilo mas, naturalmente, contrafeito. Fez uma análise fria do jogo, falou do que de bom e mau a equipa fez, das variações de qualidade de jogo, da necessidade de melhorar no futuro. Justificou Karyaka como forma de dar mais apoio a Nuno Gomes e, no final, o que fica é mesmo a ideia de que há ainda muito trabalho a fazer. — Que comentário faz a este jogo? — Não posso estar satisfeito. Um empate nunca é o resultado que buscamos. Queremos ganhar sempre. E penso que fizemos algo mais que merecia resultar em vitória. Moreira, de resto, não teve quase nada para fazer. Mas não estivemos sempre ao mesmo nível, baixámos em várias fases do jogo e temos de melhorar nesse aspecto. — Porque apostou em Karyaka para titular? — Porque entendi que, para este jogo, tinha condições para dar mais apoio no ataque ao Nuno Gomes. E lembro que o Karyaka até teve uma grande oportunidade de golo na primeira parte. — Mas foi substituído com Beto... —O meio-campo estava a jogar bem. Entrámos melhor na partida. Mas a partir de determinada altura começámos a perder bolas fáceis. Deixámos que a Académica entrasse no jogo e o meio-campo passou a ser um problema. Por isso fiz entrar Nuno Assis e Manuel Fernandes e nesse sentido melhorámos. — Que achou do futebol da sua equipa? — Como disse, foi um jogo de altos e baixos. Com fases em que dominámos e jogámos bem e com outras de menor fulgor. No futuro há que melhorar. — O que quer que melhore? — Quero que a equipa pratique um futebol com mais ritmo, mais toque e mais controlo da bola e do jogo. Queremos que a equipa jogue durante mais tempo ao melhor nível de hoje. Mas, enfim, convém também lembrar que este jogo com a Académica foi complicado, com muitas faltas, muitas quebras de ritmo, muito jogo parado. De resto esta Académica não me surpreendeu, tem bons jogadores no meio-campo. E confirma-se o que já disse: vai ser uma Liga muito complicada. Temos de estar preparados para o facto de todas as equipas quererem ganhar ao campeão. Nélson titular, Ricardo Rocha talvez — Nélson, o mais recente reforço, vai estrear se com o Gil Vicente? — Assim será. Foi expulso o João Pereira, temos o Nélson. — Vai manter o Ricardo Rocha como lateral-esquerdo? — É uma possibilidade. Dependerá da recuperação do Léo. Esperemos o que a próxima semana nos reserva. — Quando espera poder contar com Léo nos treinos com a equipa? — Vamos ver. Talvez segunda ou terça-feira... Certo é que para jogar terá de fazer alguns treinos sem limitações. Isso será decisivo na hora de escolher quem vou escolher para o lugar. Continuem a apoiar a equipa NÃO começou da melhor forma a defesa do título para o Benfica. O empate cedido em Coimbra não estava nas cogitações do grupo encarnado, mas nem por isso Petit considera que a equipa esteve mal. «Penso que para início de campeonato a equipa bateu-se bem. Ambas as equipas se bateram bem. Defrontámos uma boa equipa, com um bom treinador», afirmou o médio do clube da Luz, garantindo de seguida que o plantel do Benfica não espera facilidades ao longo da temporada. «Todas as equipas vão querer lutar contra o campeão. Estávamos avisados para isso», disse Petit, atirando de seguida que os jogadores tudo irão fazer para contrariar todas as adversidades: «Se quisermos revalidar o título vamos ter de lutar e trabalhar contra isso. É esse o nosso objectivo e é por isso que vamos continuar a aplicar-nos ao longo da época.» O falhanço de Karyaka Olhando para o jogo, Petit considerou que os encarnados até poderiam ter regressado a Lisboa com os três pontos na bagagem. "Sabíamos que iria ser um jogo muito complicado e isso acabou por confirmar-se. Mesmo assim, penso que tudo fizemos para ganhar e até tivemos a melhor oportunidade do jogo, através do Karyaka. Infelizmente não conseguiu marcar", atirou. Confiança rumo ao primeiro lugar O Benfica, já se sabe, parte para a nova época bastante confiante na revalidação do título conquistado há poucos meses e não é o empate em Coimbra que afectará o espírito do plantel. Essa é, pelo menos, a opinião de Petit. "Claro que continuamos a acreditar que iremos ser campeões. Temos um grande grupo, um excelente balneário e faltam muitos jogos para o final do campeonato. Vamos melhorar", afirmou, justificando imediatamente a seguir as razões para tamanha crença: "É verdade que não fizemos um encontro brilhante, mas ninguém nos pode acusar de não termos corrido. Fizemos tudo para ganhar o jogo, lutámos sempre por um resultado melhor. Trabalhámos muito." O apoio do público A terminar, Petit dirigiu uma palavra à massa adepta encarnada, que ontem voltou a marcar presença em Coimbra para apoiar a equipa. Não regressaram a casa satisfeitos com o resultado, mas nem por isso devem, na opinião do médio, voltar as costas ao Benfica. «Queria agradecer a todos os adeptos que nos estiveram aqui a apoiar. Estiveram sempre ao nosso lado e por isso merecem uma palavra da nossa parte. Continuem a acreditar nesta equipa e a apoiar-nos em todos os jogos», concluiu. sábado, agosto 20, 2005
Estou muito feliz! Aconteceu tudo muito rápido para este jovem de 22 anos. Do Vilanovense para o Salgueiros, depois para o Boavista e agora para o Benfica, clube com o qual vai assinar um contrato de cinco anos. O lateral- direito já se treinou ontem, no Estádio Nacional, com Koeman a retirar as primeiras impressões do seu valor. Não foi convocado, mas almoçou com a equipa encarnada e já se assume como jogador da águia. «Estou muito feliz!» O treino de ontem decorreu à porta fechada e por isso os adeptos e os jornalistas ainda não puderam ver Nélson trabalhar de águia ao peito. Mas o jovem lateral-direito chegou bem cedo e treinou-se com os novos companheiros. Conheceu Koeman e, apesar de ainda não lhe ter sido atribuído a fatiota oficial do clube, almoçou com a comitiva encarnada, no Estádio da Luz. Uma boa forma de começar a integrar o mais recente reforço do plantel. O cabo-verdiano – será português em breve – ainda não formalizou a sua situação e continua a tratar de pormenores burocráticos para assinar um contrato de cinco anos com o Benfica. Assim, o jogador ainda não está inscrito e, como tal, não seguiu com a comitiva que já se encontra na região de Coimbra. À saída do treino matinal, Nélson posou para os fotógrafos junto ao autocarro do clube da Luz. Com um sorriso nos lábios mas ainda sem palavras para os jornalistas. Fez apenas alguns comentários, horas antes, para os microfones da Rádio Renascença. "Estou muito feliz! Só é possível isto acontecer quando todos estão de acordo, que é o que sucedeu neste caso." Certamente que Nélson seguirá com atenção o jogo de hoje da sua nova equipa e, no início da próxima semana, começará a trabalhar para conseguir um lugar na equipa titular de Ronald Koeman. O concorrente directo ao lugar de lateral-direito é João Pereira... Dois jovens lutam por uma presença neste sector da equipa benfiquista. Tenho confiança neste plantel KOEMAN acredita que a equipa está em boas condições para iniciar hoje, em Coimbra, a defesa do título, sem esconder que ainda há trabalho a fazer. Quanto a reforços, realçou que o seu trabalho é treinar e preparar a equipa. O resto está entregue nas mãos de Veiga. «Tenho total confiança neste plantel», garantiu. — A equipa está no nível que desejava na véspera de iniciar a época? — Acreditamos que estamos preparados para arrancar bem. É claro que há coisas para melhorar. Temos segurança ofensiva e controlo de bola a meio-campo, mas falta-nos um pouco mais de apoio do meio-campo aos atacantes. Estamos a melhorar, conversando com os jogadores e treinando; e precisamos de mais de tempo. — O que espera do jogo com a Académica? — Pelo que vimos da Académica na pré-temporada, não vai ser fácil. Mas temos de nos preocupar mais connosco do que com os adversários. Eles têm qualidades, nós também. Queremos começar a Liga a ganhar. — O Benfica, campeão, é o principal candidato ao título? — É um dos candidatos. Temos de estar preparados, já que os adversários vão esforçar-se mais. Todos querem ganhar ao campeão. Se a equipa ganha... — Ricardo Rocha vai continuar a jogar como lateral-esquerdo? — Em princípio. Se um jogador está bem, não sou treinador de mudar muito. — Nuno Assis foi importante na última época. Porque não é nesta? — Teve as suas oportunidades na pré-temporada. É um jogador que pode entrar, como Karyaka. Falei com ele esta semana sobre como e onde penso que ele pode melhorar. E ele sabe que pode não jogar agora, mas, tal como os outros, chegará a sua hora. — Porque nunca ensaiou Nuno Gomes com Mantorras no ataque? — Gosto de jogar com três avançados, dois deles abertos, não só com dois. É o 4x3x3. Mudarei apenas pontualmente em função do adversário e das nossas opções. Não sou de mudar muito, há que dar tempo aos jogadores para assimilarem este sistema. Nuno Gomes como um 10? Para mim tem de jogar como ponta-de-lança, como Mantorras. O jogador para dar apoio terá de ser outro, com outras características. Koeman a treinar e Veiga a contratar — Quando espera receber os ansiados reforços para o ataque? — Não tenho de desperdiçar forças para me preocupar com esse tema. Eu sou o treinador e trabalho com o plantel que temos. Já falámos muito sobre isso e a minha principal preocupação, hoje, é ganhar o jogo com a Académica. Esse é o meu trabalho: preparar a equipa para ganhar. O trabalho de Veiga é tentar melhorar o nosso plantel. Tenho total confiança neste plantel. Garanto-vos que tenho dormido muito bem, tranquilamente. Claro que se vier um atacante de qualidade será bem-vindo, mas só tenho de me preocupar com este plantel e em ganhar os jogos. — Acredita que terá reforços no fim do mês? — Há um limite que tem a ver com a inscrição de jogadores para a Liga dos Campeões. Há tempo. Miguel não afectou — O que se passou com Miguel teve reflexos no balneário? — Os jogadores são amigos de Miguel, mas o que se passou não afectou. Miguel saiu em litígio, chegou a um acordo com um grande clube europeu e com o Benfica, melhor para ele. O Benfica também ganhou dinheiro, as partes devem estar satisfeitas. Nélson vai ser um jogador muito útil — Estava à espera da saída de Alex e entrada de Nélson? — Não, até porque estava satisfeito na defesa. Soube que havia a possibilidade de Alex sair e disse que se tivéssemos outro lateral de qualidade para entrar, não haveria qualquer problema. — Conhecia o jogador ou foi uma escolha da SAD? — O jogador estava documentado e mal se colocou a hipótese de Alex sair fui informar-me. Vi alguns jogos da época passada e acredito que vai ser um jogador muito útil. Para começar é um jogador muito jovem, que vai aprender. Além disso é polivalente, já que tanto pode jogar a lateral-direito como esquerdo. Logo, penso que estamos melhores. O Alex só jogava na direita, agora temos opção para as duas alas. Em resumo, penso que o Nélson tem qualidade para ser jogador do Benfica e por ser jovem ainda pode aprender muito. Nélson é um bom reforço ALEX viajou ontem de manhã para a Alemanha, onde vai fazer exames médicos e assinar um contrato com o Wolfsburgo válido por quatro anos. O lateral-direito explicou que este acordo foi bom para todas as partes e, na hora de dizer adeus, elogiou a escolha do Benfica na hora de reforçar o plantel. "Nélson é bom jogador e tem qualidade para lutar pelo lugar, tal como acontece com João Pereira. Se com ele o plantel fica ou não mais forte é uma questão que têm de colocar à SAD, que em princípio contrata sempre para tornar o plantel mais forte", afirmou Alex, no aeroporto de Lisboa, antes de embarcar para uma nova aventura, agora na Alemanha. "Este era um assunto que vinha sendo tratado há um mês mas só agora ficou acertado", explicou o jogador, que em seguida apresentou os argumentos que o fizeram optar por uma mudança de país: "Depois dos primeiros jogos pela Selecção chegaram algumas boas propostas, de clubes estrangeiros. Fiz saber às pessoas que me representam que via com bons olhos uma mudança. Elas falaram com o Benfica e chegou-se a um entendimento entre as partes." Mas porquê o Wolfsburgo? "Porque apresentou uma boa proposta. Penso que o acordo foi bom para todos. Para mim, para o Benfica e para o Wolfsburgo." Alex assegurou que estava bem no Benfica e que não teve qualquer problema com Koeman, mas lamenta a falta de oportunidades para jogar. "A época não estava a correr como eu desejava, mas não tive qualquer problema com o treinador. Trata-se de opções, que nós, jogadores, temos de saber respeitar." O internacional português vai ficar, nesta fase, durante uma semana na Alemanha. Benfica não desiste da queixa de Miguel Agastado pelas declarações de Miguel e, em especial, de Paulo Barbosa, representante do jogador, Luís Filipe Vieira revelou ontem que quer que a Comissão Arbitral Paritária vá até ao fim e decida sobre este litígio e poderá tomar outras iniciativas judiciais. «Ninguém obrigou o Miguel a ler o comunicado. De resto, onde estavam os seus conselheiros? Se dizem que foi humilhante para o Miguel, onde estavam para o aconselhar? Foi tudo por dinheiro? », perguntou Filipe Vieira, em declarações à TVI. «O Miguel leu porque quis. E quem negociou as condições até foi um amigo de Miguel. Algumas das expressões usadas até foram ditas por Miguel a um grupo de amigos, não fomos nós que as inventámos», reiterou. Sublinhando que «o Benfica lutou pela defesa da sua honra e dignidade», Filipe Vieira não gostou do que ouviu depois, em especial de Paulo Barbosa, e contra-atacou: «Foi formado na ex-U. Soviética, por isso está deste modo no futebol. Não tem dignidade para estar no futebol. Este caso vai até às últimas consequências.» Ou seja, o Benfica, apesar do acordo, «quer que a CAP tome uma decisão», após o que o Benfica tomará outras iniciativas, nomeadamente contra os representantes de Miguel, sendo que não está em causa impedir que Miguel jogue. Filipe Vieira enalteceu ainda o comportamento do Valência e lembrou a proposta que chegou do Belize, de 5 milhões de euros, de uma «off-shore», inferior aos 8 milhões que o Valência sempre se dispôs a oferecer: «Dá que pensar para onde iria a diferença...». Referindo várias vezes não estar contra o jogador, «muito mal aconselhado », o presidente encarnado lembrou ainda que o início da sua incompatibilidade com Paulo Barbosa aconteceu quando encontrou «determinados documentos no Benfica » e que o problema do empresário «é pensar que as portas do Benfica continuavam escancaradas ». Neste processo, refere, «o mais importante foi defender o Benfica». sexta-feira, agosto 19, 2005
Sai ALEX entra NÉLSON Está garantido mais um reforço para a nova época. Nélson, lateral-direito de 22 anos do Boavista, vai assinar um contrato de cinco anos e hoje mesmo começa a treinar-se sob a orientação de Ronald Koeman. O negócio apenas ficou fechado depois de confirmada a venda de Alex aos alemães do Wolfsburgo, numa operação relâmpago apenas concretizada durante o dia de ontem, em Lisboa. Não é de hoje o namoro do Benfica a Nélson, mas apenas nos últimos dias o negócio avançou de forma mais firme e ficou fechado com o Boavista e também com o jogador. Nélson tem 22 anos anos e é cabo-verdiano, apesar de estar para breve a conquista do estatuto de cidadão português. Vai assinar um contrato válido por cinco anos e hoje mesmo vestirá de vermelho, treinando pela primeira vez com os companheiros da Luz e sob a orientação de Ronald Koeman. Não são ainda conhecidas as verbas envolvidas nesta transferência. A contratação de Nélson apenas se tornou possível porque também ficou acertada a venda de Alex aos alemães do Wolfsburgo. A operação decorria há algumas semanas mas apenas ontem, em Lisboa e na sequência de uma reunião entre José Veiga e o empresário Thomas Strunz, tudo ficou definido. Finalmente os dez milhões! A venda de Alex ao Wolfsburgo representará um bom encaixe financeiro para o Benfica, que quando o contratou ao Moreirense pagou apenas 200 mil euros. Segundo apurou o nosso jornal, os alemães vão pagar cerca de dois milhões de euros pelo agora internacional português. Uma verba que juntando aos oito milhões que renderá a transferência de Miguel para o Valência perfaz os 10 milhões que a SAD pretendia encaixar. Ou seja, está conseguido o balão de oxigénio que permitirá a Luís Filipe Vieira e José Veiga reforçar o plantel com mais dois jogadores. Nos próximos dias, seguramente após o encontro de Coimbra, os benfiquistas podem aguardar por mais novidades. Estão praticamente assegurados o ponta-de-lança e o número dez que Koeman e os adeptos tanto pretendem. Alex viaja hoje Alex viaja hoje para a aventura alemã. Vai realizar exames médicos e, se não houver problema, vai assinar um contrato com o Wolfsburgo válido por quatro anos. O lateral-direito irá jogar numa equipa onde actua outro jogador bem conhecido do público português e em particular dos sportinguistas, o argentino Facundo Quiroga. Alex teve uma passagem pelo Benfica no mínimo estranha. Veio do Moreirense para assumir o lugar de extremo-direito mas não se conseguiu impor com José Antonio Camacho. Saiu e acabou por brilhar no Vitória de Guimarães. As boas exibições valeram-lhe o passaporte de volta à Luz e sobretudo a entrada nas escolhas do seleccionador nacional. Quando tinha tudo para agarrar um lugar na equipa encarnada... eis que lhe pisca o olho o campeonato alemão... Ele até pediu desculpa, mas contrariado... MIGUEL teve mesmo de pedir desculpa ao Benfica, aos sócios, a Luís Filipe Vieira. Fê-lo no Sindicato dos Jogadores. Visivelmente contrariado, tropeçando nas palavras de frases mais duras para os seus representantes. Mais tarde, à porta do Sindicato, quer ele quer o seu representante Paulo Barbosa admitiram que o comunicado só foi lido porque a tal teria sido obrigado, sob pena de não haver transferência. Miguel chegou ontem ao Sindicato dos Jogadores eram 23 horas. Vinha acompanhado de amigos e de Paulo Madeira, simultaneamente dirigente sindical e colaborador de Paulo Barbosa, representante de Miguel. Estava visivelmente tenso e a conferência de imprensa agendada para essa hora acabou por começar 40 minutos mais tarde. Miguel sentou-se ao lado de Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores, e de Rui Cunha, administrador da SAD. O Sindicato congratulou-se pelo desfecho das negociações e pela mediação exercida, Miguel leu então um comunicado, que publicamos na íntegra, em que pediu desculpa aos benfiquistas e a Luís Filipe Vieira. Em que diz reconhecer uma estratégia "menos ética" da sua parte e de quem o representava. Em que considera que se aproveitaram dele para "fazer fortuna". Garantindo não ter sido coagido, leu um comunicado duro mas em que se se notava falta de convicção, já que Miguel tropeçava nas frases mais incómodas. Leu de forma maquinal e, no final, não escondeu o seu nervosismo. "Pediram-me para ler o comunicado" Curiosamente, Paulo Barbosa, representante do jogador, também ouviu o comunicado contrariado e improvisou com o jogador, no final, uma conferência de imprensa à porta do Sindicato. "Li o documento porque isso resultou das negociações. Pediram-me para ler este comunicado e assim o fiz", comentou Miguel. Rematando: "Continuo a agradecer aos adeptos, à instituição e a todos os que trabalham no Benfica". Por seu lado, Paulo Barbosa defendeu que "Miguel sempre quis uma solução na qual o Benfica fosse ressarcido " e que "sempre esteve a par do que se passava ". Frisou o seu trabalho de negociação com o Valência e comentou a leitura do comunicado: "As pessoas compreendem o que se passou e como certas pessoas funcionam. Houve um problema de carácter pessoal com Luís Filipe Vieira, que tentou inviabilizar o negócio até ao último momento, ao colocar como condição que o jogador teria de ler o que ouviram. O Comunicado prova que há pessoas que não sabem negociar, falar e conviver com opiniões diferentes. Faz lembrar os anos 30, em que pais e filhos tinham de se denunciar para sobreviver...", rematou, com elogios a José Veiga pelo meio e a revelação de que "Miguel abdicou dos 10 por cento a que teria direito na transferência". Filipe Vieira vence braço-de-ferro Rui Cunha esteve no Sindicato dos Jogadores e despediu-se de Miguel com um abraço: "Tomaste a melhor opção, foi melhor assim. Felicidades ", disse. Não sabia ainda o que Miguel e Paulo Barbosa diriam a seguir. O presidente Luís Filipe Vieira reagiu em A BOLA [ver noutra peça]. Critica o carácter do jogador e seu representante, mas o certo é que venceu o braço-de-ferro. Isto porque ao longo de todo o dia se mostrou irredutível a fechar as negociações em que Miguel se retractasse. Foram horas de duras negociações e Miguel retractou-se. Contrariado. Evangelista que diga a verdade «Aquilo que foi dito pelo Miguel e pela pessoa que se diz seu representante revela bem o carácter de ambos», afirmou Luís Filipe Vieira, contactado por A BOLA para comentar as declarações que marcaram a noite de ontem para os benfiquistas. Mas o presidente não se ficou pelo desabafo e especificou: «Nada mais me parece importante dizer. A não ser que o presidente do Sindicato de Jogadores, Joaquim Evangelista, queira explicar, pois sabe melhor do que eu tudo o que se passou. Ele é testemunha da verdade, de tudo quanto se passou durante estas negociações. Ele sabe e deve dizer a verdade, senão estará a pactuar com pessoas que estão a mais no mundo do futebol.» Luís Filipe Vieira insistiu ainda na necessidade de esclarecimento sobre a alegada coacção a Miguel para pedir desculpas publicamente, além de outras situações. «O dito representante de Miguel não participou em rigorosamente nada neste acordo entre o jogador, o Benfica e o Valência. Mas Joaquim Evangelista que conte a verdade. Ele é a testemunha.» Petit foi poupado mas joga em Coimbra O plantel esteve muito reduzido durante a semana devido aos compromissos de várias selecções e ontem, dia do regresso destes jogadores, Koeman não contou com a participação de Alex e viu Petit trabalhar condicionado devido a fadiga muscular. Os restantes internacionais — Luisão, Karyaka e Mantorras — também foram poupados. O treino de ontem, no Estádio Nacional, foi seguido por mais de duas centenas de adeptos, que tiveram o privilégio de assistir ao regresso de todos os jogadores que ontem jogaram pelas selecções. O único ausente acabou por ser Alex, que sofreu um traumatismo no joelho direito durante o Portugal-Egipto e ficou na Luz, em tratamentos. Quem também chegou com algumas queixas foi Petit. O médio iniciou a sessão sem grandes limitações, até que se abeirou do médico António Barata para lhe dizer que não estava bem. A decisão foi imediata: devido às dores musculares que sentia, Petit seguiu para o Estádio da Luz. Tudo indica, no entanto, que o médio recupere a tempo de ser chamado por Koeman e de alinhar no primeiro encontro das águias na Liga, amanhã, em Coimbra, frente à Académica. O único dos jogadores que estiveram ao serviço da Selecção que se treinou sem limitações acabou por ser o guarda-redes Quim. Mas nem só à selecção portuguesa o Benfica cede jogadores. Luisão esteve com o Brasil num encontro particular na Croácia e até confessou a Shéu que estava cansado por não ter dormido tanto quanto seria desejável. Acabou por não estar muito tempo em contacto com a bola, tal como Karyaka (esteve no dia da desilusão russa, que empatou na Letónia e comprometeu a ida ao Mundial) e Mantorras, que marcou um dos golos de Angola frente a Cabo Verde, num encontro realizado em Portugal e terminou com a vitória dos palancas por 2-1. As várias selecções deixaram algumas marcas no plantel, embora não sejam preocupantes neste arranque da SuperLiga. Léo ainda ausente O lateral-esquerdo Léo voltou ontem a não participar no treino, o que acaba por dissipar todas as dúvidas: o brasileiro não estará no leque de opções de Ronald Koeman para o jogo coma Académica. A meio da semana chegou ainda a pensar-se que Léo poderia estar em perfeitas condições no arranque da Liga, mas tal não se verifica, continuando o brasileiro a fazer tratamento e trabalho de ginásio no Estádio da Luz enquanto os seus companheiros continuam a preparação no Estádio Nacional. Com Léo tem estado Bruno Aguiar que perdeu o estágio por ter sido sujeito e uma intervenção cirúrgica e ainda não teve oportunidade de mostrar o seu talento a Ronald Koeman. Extremos abertos para conquistar liberdade A primeira batalha para a defesa do título aproxima-se vertiginosamente e o treinador sente-se na obrigação de preparar os jogadores. Koeman vai limando as arestas e ontem, durante o treino que se realizou no Estádio Nacional, pediu energicamente que os jogadores trabalhassem com rigor, a única estratégia que poderá dar frutos. «Quero os extremos bem abertos para poderem ganhar liberdade no centro», dizia. O calor era muito, o sol escaldante, mas Koeman não admite que ninguém repouse um segundo que seja à sombra do sucesso. O holandês sabe que para o Benfica se apresentar forte é preciso muito trabalho e é isso que vai pedindo com insistência aos jogadores. A atitude foi tudo menos passiva. Gritou bem alto quando as coisas não corriam como pretendia, corrigiu uma e outra vez algumas movimentações e no intervalo de um treino de conjunto de oito contra oito, a meio-campo, conversou com os jogadores. Aproxima-se o jogo com a Académica e a estratégia tem de ser à prova de surpresas. No fundo, o que Koeman pretende é velocidade. Quando disse que o seu Benfica seria diferente do de Trapattoni prometia um futebol mais atractivo, uma equipa menos calculista e mais fulgurante em situações de ataque e é isso que ontem foi trabalhado até à exaustão. Muitas movimentações sem bola, cada jogador a procurar o espaço livre e a bola sempre a correr... veloz. Procurando superar as dificuldades que podem surgir das equipas mais fechadas no seu meio-campo, o treinador apresenta como solução ter jogadores bem abertos nas alas e muita velocidade no centro do terreno para que a equipa possa abrir espaços. Mas ficaria incompleta a receita sem os cuidados defensivos. A par das movimentações ofensivas Koeman não se cansa de pedir aos seus jogadores que procurem imediatamente a bola quando esta está em poder do adversário. Brilharam Simão e Hélio As elevadas temperaturas não evitaram que os jogadores do Benfica proporcionassem um animado espectáculo aos muitos adeptos que marcaram presença no treino. Num jogo de oito contra oito Simão brilhou a grande altura com alguns raides e dribles no período inicial, mas também o jovem Hélio Roque esteve em destaque numa jogada em que esperou pelo apoio dos seus companheiros, fez uma pausa e marcou um golo fabuloso a Moreira, graças a um indefensável remate cruzado. Refira-se ainda que Nuno Gomes parece cada vez mais confiante (só o poste lhe roubou a oportunidade de também marcar), tendo feito algumas assistências de grande qualidade. Enquanto se espera que possa ainda chegar um ponta-de-lança, o número 21 vai solidificando o seu estatuto de titular. |
O Jornal
Acervo de Noticias sobre o Contacto
Agenda
Agenda dos próximos dias Sites
- Sport Lisboa e Benfica - Futsal Benfica - SerBenfiquista.com - A Voz da Águia - SLB Camisolas Originais - SLBenfica deviantART - Fórum Sons Blogs
- Alma Benfiquista - Anti anti Benfica - Boca do Túnel - Calcio Rosso - Diario de um Benfiquista - Diario de um Ultra - Domingo Subjectivo - E Pluribus Unum: SLB - Encarnados - Encarnado e Branco - Especulação Recordista - Furacão Vermelho - Glorioso Benfica - A Lei da Bola - Pedro Ribeiro - Mar Vermelho - Mágico SLB - Memórias Encarnadas - Memória Gloriosa - Não Se Mencione o... - Nunca Caminharás Sozinho - Planeta Benfica - Quero a Verdade - Tertúlia Benfiquista - Um Zero Basta - Jornalistas Desportivos - Livre-Indirecto - O Antitripa - Corpo Dormente - Gato Fedorento - Fórum Sons Arquivos
|
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
|
|