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domingo, julho 31, 2005
Campeão (quase) definido O jogo de Guimarães, o primeiro de uma nova fase da preparação do Benfica e que assinala o ponto final nas experiências levadas a cabo por Ronald Koeman, deixou preciso que o técnico holandês já escolheu - situação que poderá ser eventualmente alterada com a chegada de novos jogadores - os futebolistas que terão a responsabilidade de responder perante as muitas dificuldades que serão colocadas ao campeão nacional nas múltiplas frentes em que estarão envolvidos, a começar pela Supertaça Cândido de Oliveira, já dia 13. Especialmente para quem observa, e o jogo da noite passada nada dissipou, subsiste a dúvida relacionada com o vértice do meio-campo. A exemplo do que aconteceu na fase final do encontro do Barreiro, o holandês confiou a articulação com o sector atacante a Simão, deslocando-o da esquerda, zona do terreno onde actuou Hélio Roque, mas esse é um assunto longe de estar totalmente esclarecido, uma vez que, por precaução, Petit não jogou. Sem qualquer tentativa de especulação, Karyaka parece ter perdido algum do fôlego com que chegou a Lisboa, e assim um lugar na equipa, mas estando Petit nas melhores condições em quem apostará Koeman? No número 6, Manuel Fernandes e Beto, regressando Simão à esquerda? Em nossa opinião há um, no entanto, que parece intocável: Beto. É, indiscutivelmente, aquele que mais e melhor tem respondido neste começo de época. Sector defensivo está estruturado Se esta, digamos assim, é uma situação para ser esclarecida um pouco mais para diante (pode até chegar algum jogador para essa zona do terreno e então, contrariamente ao que se possa pensar, as coisas ficarão mais simplificadas...), parecem claras as opções do holandês, sempre com base em opiniões recentes e nas escolhas de Guimarães, às eventuais dúvidas existente no sector mais recuado: Quim, João Pereira, Ricardo Rocha e Léo parecem ter ganho vantagem relativamente a Moreira, Alex, Anderson e Dos Santos. O caso do guarda-redes não é novo, mas Koeman preferiu manter quem terminou a época, sem Miguel, João Pereira tem rendido mais do que o antigo jogador do V. Guimarães, ao ser contrato e com o ritmo que trás, Léo tinha mesmo de ganhar a Dos Santos, ao passo que a dupla de centrais (Alcides já deve ter percebido que é o número quatro), independentemente da qualidade de Anderson, será a mesma do título. Quanto ao sector atacante, Geovanni está a viver excelente momento, um dos melhores mesmo desde que chegou ao Benfica, enquanto Nuno Gomes, até prova em contrário, parece não ter rival no centro do ataque. Pelo menos foi a conclusão a que se chegou depois deste jogo de Guimarães. Vermelho a Manuel não dá castigo Quando Manuel Fernandes viu o cartão vermelho por uma entrada mais violenta do que permitem as leis de jogo, pensou-se que o médio do Benfica poderia ficar afastado da Supertaça Cândido de Oliveira. Não será assim porque dizem os regulamentos que só no caso de ser mostrado um cartão vermelho directo deverá haver punição. No lance que deixou o Benfica a jogar com menos um elemento, Paulo Costa mostrou o segundo cartão amarelo ao médio encarnado, o que faz com que não exista o risco de no dia 13, no Algarve, os encarnados perderem uma das suas pedras mais influentes para o duelo com o Vitória de Setúbal naquele que será o primeiro jogo oficial da época. Aliás, para que este jogo particular não tivesse quaisquer consequência em termos disciplinares, o árbitro acabou por expulsar Dragoner mostrando-lhe dois cartões amarelos. Ficou a ideia que tinha sido por palavras, mas evitou-se com esta habilidade males maiores para os vimaranense. Tinha acontecido o mesmo com Manuel Fernandes e entre o sentido de justiça e o não querer prejudicar ninguém acabou por ser encontrar uma solução que agradasse a gregos e troianos. Ninguém esperava outra coisa. sábado, julho 30, 2005
Clarificar o futuro em Guimarães Está cada vez mais próxima a hora de o Benfica começar a defender o título de campeão de Portugal e aos poucos Ronald Koeman vai fazendo cada vez menos experiências. No jogo de hoje, em Guimarães já poderemos ver um onze muito próximo ao que será lançado desde a primeira jornada da SuperLiga. Falar no Benfica é hoje lançar para o ar num sem número de dúvidas que Ronald Koeman começará hoje a dissipar. As incertezas começam logo na baliza, onde Quim e Moreira terão de aproveitar a ponta final da preparação para provarem ao treinador que merecem o epíteto de dono das redes. O primeiro tornou-se fundamental na fase final da época passada, transformando-se numa das grandes figuras do título; o segundo é um jovem de grande talento, uma certeza do futebol português e este ano promete assumir-se como indiscutível. A verdade é que a escolha que o holandês fizer hoje pode já dar uma forte indicação do caminho a seguir nos próximos tempos. As soluções são muitas também na defesa. Na direita, João Pereira pode ser a solução mais viável. Ao centro há duas vagas e três candidatos muito fortes: Luisão, Anderson e Ricardo Rocha. Na esquerda, Dos Santos pode começar na frente a corrida com Léo. No epicentro de uma crise de abundância, Ronald Koeman tem também decisões difíceis para tomar quando escalar os três jogadores que povoarão o meio-campo. Pode fazer-se uma forte aposta em Manuel Fernandes, Petit e Beto, mas a verdade é que também o russo Karyaka tem mostrado talento para baralhar um pouco as contas do treinador. Avancemos um pouco no terreno e façamos um prognóstico: Koeman confiará a Geovanni, Simão e Nuno Gomes a responsabilidade de formarem o sector mais atacante do Benfica. Enquanto espera por um homem de área, um ponta-de-lança que tenha a capacidade de jogar entre os centrais adversários e a habilidade de marcar muito golos, Ronald Koeman dá a confiança a três jogadores que na época passada empurraram os encarnados para o título que se tornou histórico. Foi comeste cenário de incerteza que o Benfica partiu para Guimarães, mas como referido, depois de mais este jogo particular o treinador do Benfica deverá tornar mais claras as opções a tomar. Alcides e Carlitos preteridos Pela primeira vez desde o início da pré-época, Ronald Koeman deixou jogadores fora da convocatória. Se os casos dos jovens Tiago Gomes (lateral-esquerdo) e Bruno Costa (guarda-redes) não surpreendem, Carlitos e Alcides, os outros preteridos já ficaram a saber que vão ter de lutar muito para alterar a situação. Com a chegada de Anderson, Alcides vê confirmada a sua condição de 4.ª alternativa, já que aos titulares da época passada, Luisão e Ricardo Rocha, junta-se Anderson, que confirmou todos os predicados que lhe eram atribuídos no Brasil. Ao longilíneo central, resta-lhe aguardar por uma oportunidade, até porque a época é longa e desgastante. Por sua vez, Carlitos começa a experimentar as mesmas dificuldades da pré-época, apesar de ser, em teoria, o único concorrente directo de Geovanni. Tal como Alcides, o extremo-direito foi utilizado nos cinco jogos disputados até agora, mas o balanço final não lhe terá sido muito favorável, a julgar por esta decisão de Koeman. Parte com o pé esquerdo para o arranque de mais uma época, decerto desgastante, mas sem as lesões da época passada, compete-lhe inverter a situação desfavorável que conhece neste momento. Quanto a Tiago Gomes, tapado por Dos Santos e Léo, e Bruno Costa, o 3.º guarda-redes, resta-lhes trabalhar e amadurecer com os mais velhos, enquanto não chega o momento. Além destes quatro elementos, também Bruno Aguiar ficou em Lisboa, continuando a recuperar da intervenção cirúrgica a que foi submetido na pré-época. Primeira nortada de Koeman Quatro horas de viagem de Lisboa a Santo Tirso, na véspera do jogo com o V. Guimarães, para marcar Ronald Koeman na rotina dos longos trajectos de autocarro que a equipa vai ser obrigada a fazer durante a época, por força do elevado número de clubes nortenhos presentes na SuperLiga. Um hábito que o holandês terá de enraizar. Para quem está habituado a percorrer o seu país numa hora de carro, Portugal até parece um país grande... Eram 14.30 horas quando o vermelhão abandonou o Estádio da Luz. Pelo caminho, trânsito, muito trânsito, tal como previa a Brigada de Trânsito da GNR, ao fazer vários apelos à paciência dos condutores, pois muita gente começou ontem à tarde as suas férias. E foi por muita sorte que o autocarro que transportou a comitiva (liderada por José Veiga) não foi obrigado a parar a meio do caminho: um aparatoso acidente no quilómetro 125, entre Fátima e Leiria, envolvendo três veículos pesados, obrigou as forças policiais a limitar a A1 a apenas uma faixa e com velocidade reduzida. Tudo se passou poucos minutos depois de os encarnados passarem o local... A única paragem deu-se na estação de serviço da Mealhada. Oportunidade para breves contactos entre jogadores, técnicos e adeptos, embora não fossem muitos os turistas portugueses ali presentes. Nada comparado com a última viagem ao Norte, quando o Benfica jogou com o Boavista e trazia na bagagem a vontade de fazer pelo menos um ponto para conquistar o campeonato: havia benfiquistas a rodos em cada canto, o que obrigou inclusive os responsáveis encarnados a pedir escolta policial ao longo de todo o trajecto... Recepção amena e adolescentes inimigos O relógio marcava 18. 30 horas quando o Benfica chegou ao hotel, em Santo Tirso - o mesmo que acolheu a equipa no jogo do título. Um pequeno grupo de jovens esperava os jogadores para lhes pedir os tradicionais autógrafos e fotos para a posteridade, mas houve também um grupo de adolescentes inimigos - leia-se, adeptos do FC Porto - que fizeram questão de lançar alguns cânticos... nada simpáticos. Nada que tivesse atormentado, porém, o estado de espírito dos viajantes. Acima de tudo notava-se algum cansaço. Afinal, foram quatro longas horas a rasgar asfalto, algo que Ronald Koeman não está muito habituado, como fez questão de lembrar, pois o técnico está acostumado a atravessar de carro a Holanda numa hora. Pois agora já sabe: serão muitas as nortadas ao longo dos próximos 10 meses... Temos dois bons avançados no plantel Discurso cada vez mais cauteloso sobre o reforço da equipa, principalmente no que a avançados diz respeito. Luís Filipe Vieira não quis assumir qualquer compromisso com os benfiquistas sobre este tema, garantindo existirem dois «bons avançados» na equipa quando confrontado a respeito da «insuficiência » existente na frente de ataque diagnosticada por Ronald Koeman. Um tema cada vez mais tratado com pinças... A contratação do substituto de Jon Dahl Tomasson é, definitivamente, assunto tabu e nenhum dos responsáveis do clube e da SAD deixam emergir qualquer pista. Talvez porque o dinamarquês estava dado como certo e depois acabou por rumar a Estugarda. A estratégia sobre os reforços passa, pois, pelo total silêncio. Mas Luís Filipe Vieira abriu ontem uma excepção, à saída da reunião com as casas do Minho, realizada em Famalicão [ver peça à parte]. Uma excepção feita em defesa do plantel... e de Nuno Gomes e Mantorras. Confrontado sobre as declarações de Ronald Koeman a respeito da "insuficiência " na frente de ataque do Benfica, Vieira foi directo: "Temos dois bons avançados no plantel. O resto não é problema vosso!" O líder dos encarnados não gosta, portanto, de falar sobre o assunto e por isso também não quis prometer reforços para o jogo de apresentação aos sócios, que terá lugar na próxima semana, dia 6, no Estádio da Luz, frente à Juventus de Fabio Capello. Miguel sem comentários Outro dos temas que Luís Filipe Vieira recusa falar diz respeito a Miguel. "Já disse tudo o que tinha a dizer na Suíça", disparou, escusando-se a comentar a notícia divulgada por Paulo Barbosa relativamente a uma alegada proposta de 10 milhões de euros que o Benfica teria pelo jogador. "Não conheço esse senhor", limitou-se a dizer. Kit é o produto mais conhecido do País Luís Filipe Vieira voltou ontem a apelar aos adeptos para a compra do kit de sócio. "É neste momento o produto mais conhecido do País", afirmou, garantindo que a meta dos 300 mil sócios "não é demagógica". "Vamos lá chegar!" Jogadores chamam novos sócios Os jogadores do Benfica vão juntar-se ao esforço da direcção para cativarem novos associados e espera-se que estejam na Luz a 14 de Agosto, em tendas personalizadas, a vender a autografar kits. Isto no âmbito da Benfica em Festa, evento a ter lugar na Luz de 12 a 14 de Agosto. Espera a organização e o Benfica que tudo corra bem a 13 de Agosto, dia em que o Benfica defronta o Vitória de Setúbal no Estádio do Algarve. Em disputa a Supertaça. É que se tudo correr bem, o dia 14 tem tudo para ser uma grande jornada de convívio entre adeptos e jogadores. Por um lado, numa ida ao relvado para exibirem o troféu, por outro no contacto mais próximo. O Benfica, naturalmente, quer aproveitar o Benfica em Festa e a esperada afluência de 100 mil pessoas ao recinto, durante os três dias, para promover a venda do kit, além de já ter influenciado na concessão de grandes descontos aos associados nos bilhetes para o evento. Neste contexto, os jogadores vão dar uma ajuda, já que no recinto da festa haverá um espaço dedicado ao Benfica e aos seus produtos, e no dia 14 está previsto que sejam montadas várias tendas personalizadas, ou seja, destinadas a um só jogador e com o seu nome. Em cada tenda serão vendidos e autografados kits, participando assim os jogadores mais mediáticos no esforço que o clube está a fazer. E promovendo o contacto com quem, a cada jogo, lhes presta todo o apoio e os empurra rumo às vitórias. Bilhetes à venda Refira-se que começaram a ser ontem colocados à venda os ingressos para o Benfica em Festa. Para apenas um dia ou para os três dias do evento. Como acontece em qualquer evento que junta tanta gente, naturalmente que os apelos da organização vão no sentido de que sejam adquiridos atempadamente os respectivos ingressos. O programa oficial e completo da festa será anunciado ao longo da próxima semana. Mas o que já foi divulgado permite deixar água na boca. sexta-feira, julho 29, 2005
Miguel assinou na presença notarial Novo dado para ajudar a clarificar o caso Miguel: a assinatura do contrato do jogador com os encarnados, em Novembro de 2003, foi efectuada na presença de um funcionário do 5.º Cartório Notarial de Lisboa. O reconhecimento dactilografado da assinatura é que não foi feito no local, mas também não era preciso. Segundo o código do notariado, esse acto pode e deve ser feito numa folha de papel anexa de modo a evitar qualquer tipo de acidente com a folha original do contrato. Essas e outras garantias foram dadas ontem a A BOLA pelo responsável do notário em causa. São assim desmentidos alguns dos factos apontados por Miguel na sua carta de rescisão com o Benfica. O 5.º Cartório Notarial de Lisboa, hoje um cartório privado sob tutela de Carlos Manuel da Silva Almeida, é reconhecido no meio como sendo um dos cartórios mais competentes do País. No entanto, a habitual discrição deste tipo de serviços foi recentemente posta em causa pelo envolvimento no conflito que opõe Miguel ao Benfica. O jogador rescindiu o seu contrato com os encarnados, assinadoem20 de Novembro de 2003, alegando, entre outras razões, que a sua assinatura "não foi feita na presença do notário ou de qualquer seu representante" e que o reconhecimento da respectiva assinatura "não foi feito na sua presença", envolvendo assim, indirectamente, a credibilidade do 5.º Cartório Notarial de Lisboa. Em2003, este organismo era ainda regido pelo domínio dos serviços públicos do Estado (a lei mudou entretanto e passou a permitir a privatização dos notários) mas já era Carlos Almeida o seu responsável. É neste cartório que há muitos anos Benfica (pós-Vale e Azevedo) e Sporting, por exemplo, costumam efectuar os registos de contratos. E de acordo com o que indica o notário, "sempre sem que tenha sido denunciado qualquer problema". Assinatura na presença de representante notarial Carlos Almeida, responsável, pois, por este ex-5.ºCartório Notarial (actualmente o cartório temo seu nome) é assim uma das partes involuntariamente envolvidas no caso Miguel. E garante que o processo do qual resultou a renovação do contrato do jogador com o Benfica, em 2003, "quer do ponto de vista do cartório quer do reconhecimento do contrato decorreu conforme o que está estabelecido no código do notariado ". Não foi Carlos Almeida quem assistiu ao acto da assinatura de Miguel, mas um seu funcionário, que no dia 20 de Novembro de 2003 se deslocou à Avenida Marechal Gomes da Costa (onde na altura funcionava a SAD do Benfica enquanto o novo Estádio da Luz se encontrava em construção) e testemunhou assinatura do jogador, estando também presentes Luís Filipe Vieira e Teresa Claudino, os dois últimos naturalmente em representação do Benfica. O acto presenciado pelo representante notarial deu-se após várias horas de reunião e no fim de serem passados a papel todos os pontos do acordo alcançado com o jogador, que entrou em vigor, como se sabe, a 1 de Julho último. De acordo com Carlos Almeida, o seu funcionário seguiu todos os passos exigidos pelo código do notariado. "A assinatura do jogador aconteceu na presença do meu representante. E, nestes casos, seja a que hora for feito o contrato, o funcionário tem obrigatoriamente de levar o documento para o cartório, efectuar o reconhecimento, que é rápido, e que até poderia ter sido feito no dia seguinte, mas não foi, e só depois ir para casa. O notário não pode correr o risco de permitir que um documento desta responsabilidade passe a noite fora do cartório. Nós não somos donos da nossa vida e se, mesmo que por absurdo, ele falecesse durante a noite? O jogador Luís Miguel enuncia na sua carta de rescisão que o reconhecimento não foi feito no dia 20 mas sim no dia 21. Podia ter sido efectivamente feito no dia 21,masfoi feito no próprio dia". O funcionário do então 5.º Cartório saiu das instalações da SAD já perto da meia-noite, depois de testemunhar a assinatura do vínculo, deslocou-se ao seu local de trabalho e efectuou o reconhecimento. Não foi dactilografado presencialmente. Mas, como Carlos Almeida melhor esclarece mais adiante, não precisava de o ser. O reconhecimento das assinaturas Chega-se então à questão da necessidade de o reconhecimento dactilografado das assinaturas ser ou não feito presencialmente pelo representante do notário. Explica Carlos Almeida: "O reconhecimento é, antes de mais, o recolher as assinaturas no momento e também nesse aspecto não houve falha." Alega, no entanto, Miguel que o reconhecimento foi dactilografado numa folha separada do contrato. Carlos Almeida justifica: "O funcionário utilizou, realmente, uma folha anexa para fazer o reconhecimento porque é uma norma que nós temos e que usamos por precaução. Ou seja, o contrato original é assinado pelo jogador, no verso, e rubricado pelo funcionário do notário na parte da frente. O reconhecimento é efectuado numa folha à parte que depois é anexada ao contrato com um selo a óleo na união das duas folhas para não dar azo a alterações posteriores. Este é um procedimento legalíssimo e de uso corrente em milhares de documentos. E porquê? Diz o jogador na sua carta de rescisão com o Benfica que existiam na folha do contrato cerca de 13 centímetros em branco onde caberia o reconhecimento que ocupa três ou quatro centímetros. A verdade, como já disse, é que por uma questão de precaução devemos fazê-lo numa folha à parte. Hoje, os reconhecimentos são feitos em computador, mas na altura, em2003, ainda eram em máquinas de escrever. E as máquinas podem falhar, podem encravar, podem danificar a folha original do contrato. Seria o suficiente para inutilizar um contrato no qual estão estabelecidos valores na ordem de muitos milhares de euros. " Adianta Carlos Almeida: "É bom não esquecer que lidamos com contratos que envolvem milhões e milhões de euros e não podemos correr riscos de estragar as folhas nas quais são assinados. " Absoluta confiança no funcionário Carlos Almeida espera ver restituído o bom-nome do serviço que gere e apenas por isso aceitou falar a A BOLA. O seu objectivo é clarificar um caso que lamenta tê-lo envolvido. Carlos Almeida põe, aliás, "as mãos no lume pelo funcionário que esteve presente no acto da assinatura do contrato de Miguel com o Benfica e efectuou o respectivo reconhecimento da assinatura"."Trata-se de uma pessoa de absoluta confiança, e sei que colocou em prática todas as normas que por mim são exigidas. Ele não levou a máquina de escrever, também não levou o selo branco, e não tinha de levar, mas seguiu todas as normas: assistiu ao acto da assinatura do contrato, veio ao cartório e cumpriu o resto das formalidades." Onze de gala em Guimarães Koeman já viu o suficiente dos seus pupilos e, amanhã, vai apostar num onze de gala, frente ao Vitória de Guimarães. A grande expectativa reside em saber quem está mais perto da titularidade no meio-campo: Beto ou Manuel Fernandes? Agora é a sério! O jogo com o Vitória de Guimarães ainda não é oficial, mas Ronald Koeman já viu em acção todos os seus pupilos em diversas oportunidades e, como ele próprio admitiu, a partir de agora jogarão aqueles que lhe derem maiores garantias. E, chegada a hora da verdade, o técnico holandês não deixará de ter boas dores de cabeça para formar o melhor onze. A primeira delas está focalizada no meio-campo e tem carácter bem mais agradável por resultar de uma pequena crise de abundância. Petit é um dos intocáveis da equipa e Manuel Fernandes foi a grande revelação na época passada, mas Beto surpreendeu tudo e todos nesta pré-época e ninguém arrisca colocá-lo no banco. Não sendo crível que Ronald Koeman venha a utilizar, em simultâneo, três médios defensivos, mesmo adiantando um deles no terreno, o jogo de Guimarães ajudará a esclarecer o que pensa Koeman sobre a matéria. Indiscutível é que o miolo e o centro da defesa, sem esquecer a qualidade dos guarda-redes, são os sectores melhor apetrechados. No eixo da defesa há também a curiosidade de constatar quem será a dupla de centrais eleita pelo holandês. Outra dor de cabeça mais problemática diz respeito ao ataque. A falta de um homem-golo é gritante e se não for resolvida a tempo poderá penalizar a equipa em muitos jogos, independentemente da qualidade de jogo. O treinador está claramente tentado a apostar em Simão como primeira unidade de apoio ao ponta-de-lança, mas esta solução abre outro buraco no lado esquerdo. Já se viu que Nuno Assis não está vocacionado para a posição, Karyaka é, aos olhos de Koeman, um médio interior esquerdo e está por saber se Hélio Roque já tem andamento para suprir a lacuna. Por definir está também a questão dos laterais, surgindo João Pereira mais determinado que Alex nestes primeiros jogos e Dos Santos na expectativa sobre o real valor de Léo. Luta terrível vão travar Quim e Moreira na baliza. São estas questões que o jogo de amanhã, com o Vitória de Guimarães, poderá ajudar a esclarecer. Mas hoje, no treino à porta fechada a realizar às 10.30 horas, no Estádio da Luz, Koeman começará a dar resposta a estas e outras inquietações. Queremos a Supertaça Petit não vê a hora de erguer a Supertaça, para voltar a festejar na Luz, perante dezenas de milhares de adeptos encarnados. O médio garante que a equipa tudo fará para engrandecer ainda mais a festa do Benfica, que decorrerá em meados de Agosto. Nada foi deixado ao acaso no que toca à realização do mega-evento Benfica em Festa 2005, que decorrerá entre 12 e 14 de Agosto. O segundo dia dos festejos, na Luz, coincidirá com a disputa da Supertaça, no Algarve, frente ao Vitória de Setúbal, mas tudo está preparado para que jogadores e adeptos se encontrem madrugada dentro, num cenário muito mais entusiástico de que aquele que se seguiu à derrota na final da Taça, com o mesmo adversário. O mesmo é dizer que se o Benfica erguer a Taça, as 50 mil pessoas aguardadas no estádio serão incentivadas a permanecer nos seus lugares até a chegada dos jogadores, para se promover uma final de noite em beleza. Petit, que passou ontem pela sala de imprensa, juntamente com Ricardo Rocha, deu voz ao sentimento dos companheiros, desejosos de repetir uma sensação idêntica à que se apoderou de todos, aquando da conquista do título. «Queremos ganhar a Supertaça e festejar no palco», avisou o pitbull, que espera chegar e subir directamente para o palanque. Ricardo Rocha limitou-se a rir, mas os gestos afirmativos, com a cabeça, não deixaram lugar a dúvidas sobre a cumplicidade com o colega de equipa. Enfim, só falta saber se os sadinos estão pelos ajustes. Todos convidados para a festa Cerca de 150 mil é o número de visitas esperadas para a Benfica em Festa 2005, que terá lugar na Luz de 12 a 14 de Agosto. O evento foi ontem apresentado na presença de Petit e Ricardo Rocha. Nem só os benfiquistas são convidados. O desafio é extensível a todos os que gostem de música, diversão e gastronomia. A BOLA é um dos parceiros do evento e baptiza a zona desportiva. Coube a Miguel Garcia, da Brother's Productions, apresentar um evento cujo programa ainda está a ser alvo de acertos e confirmações. De qualquer maneira, deixou água na boca só com aquilo que foi possível anunciar para já. Na mesma mesa estavam Petit e Ricardo Rocha, Seara Cardoso, em representação do Benfica, e Carlos Colaço, em nome das casas do Benfica, também elas importantes para o sucesso da iniciativa. O projecto bebeu o espírito do Dia do Benfiquista, que deixou de se realizar há poucos anos e deu-lhe uma nova amplitude, alargando não só a oferta como o conceito de festa, com muita música, divertimentos diversos e gastronomia. Aposta clara em Portugal Apesar desta ser uma festa que tem os benfiquistas por naturais alvos, a organização foi muita clara quando dirigiu o convite a todos, desde os emigrantes, os turistas, as pessoas que gostam de boa música, boa comida e muito divertimento. Uma festa que se pode fazer a várias cores, com o vermelho anfitrião e orgulhoso das suas visitas. A prova no cuidado que se está a ter num programa em que todos se sintam em casa está na aposta que se faz no que é Portugal. Não só ao nível da gastronomia, que apresenta com orgulho o que se faz de melhor no País, como na música e nas danças. Tudo isto sem que se perca o carácter universalista da festa, dando-se espaço à modernidade, ao alternativo e ao internacional. Mar de gente invade a Luz Segundo as estimativas feitas, deverão estar na Luz cerca de 50 mil pessoas por dia. Como muitas irão comprar o ingresso de três dias, deverão ser cerca de 150 mil as que estarão na Luz. A festa tem um horário alargado. Se é verdade que a cerimónia de inauguração só começa às 21 horas de 12 de Agosto, com o inesquecível espectáculo de lusofonia Sons da Fala, no palco central, já sábado e domingo as portas estarão abertas das 10.30 às 02.30 horas do dia seguinte. O Benfica em Festa, que tem A BOLA como parceiro, promete assim ser "o evento do ano", conforme promete a organização. Já só faltam duas semanas. quinta-feira, julho 28, 2005
Acabaram-se as experiências Ao quinto jogo de pré-época, Ronald Koeman parece ter ficado sem grandes dúvidas sobre a equipa base do Benfica para esta temporada. No final da partida frente ao Barreirense, onde efectuou várias alterações, ficou claro que a equipa que entrar em campo no sábado, com o V. Guimarães, estará muito próxima do Benfica 2005/06. Ainda faltam alguns retoques lá na frente, falhas que o técnico espera melhorar até começar verdadeiramente a competição. O jogo de apresentação do Barreirense serviu para o treinador do Benfica efectuar os últimos testes e observações. O técnico holandês disse que a equipa está, de facto, a jogar mais próxima do modelo que quer, mas o jogo de ontem esteve uns furos abaixo daquele realizado em Albufeira frente ao West Bromwich Albion, por isso voltaram algumas críticas. «Foi um encontro jogado a bom ritmo, o adversário fez um grande jogo e na primeira parte criou-nos problemas. Não tivemos o ritmo que queríamos, porque num campo mais pequeno do que o normal é preciso ter mais rapidez, tanto é que os laterais não subiram», sublinhou. No entanto, o segundo tempo trouxe um grande momento: «A segunda parte foi diferente, eles baixaram um pouco o ritmo e controlámos mais, tivemos mais oportunidades e o golo de Petit foi fantástico.» Nestas coisas de adversários «grandes» e «pequenos », por vezes é mais complicado enfrentar os segundos. «Faltou agressividade a todos, fomos surpreendidos pela entrega deles e temos de estar mais atentos, porque é muito diferente jogar com uma equipa grande do que com uma pequena, porque eles dão tudo. O jogo custou-nos muito desde o princípio, mas a equipa está a jogar como queremos», acrescentou. Depois, a confirmação de que as experiências chegaram ao fim: «Este jogo e os anteriores deram minutos a todos, agora vou olhar e tentar montar uma equipa- tipo. Todos tiveram a oportunidade de deixar a sua marca, agora vamos tirar conclusões.» O técnico manteve a tónica nas faltas que ainda tem, sublinhando mais uma vez que o problema está do meio campo para a frente: «Na defesa estamos bem servidos, com laterais e três centrais de categoria e por isso não me preocupa, tal como o meio-campo. Mas na frente nota-se que precisamos de algo mais.» «Vou escolher não só o onze, mas também os 22, agora é preciso dar minutos a quem merece ser titular e vai ser assim nos próximos dois jogos, com o V. Guimarães e a Juventus. Temos de melhorar», completou. «Foi o jogo possível» Rui Bento, treinador do Barreirense, disse que «este foi o jogo possível», «tendo em conta que esta é apenas a terceira semana de trabalho. «Fizemos o jogo possível numa altura em que ainda estamos a construir a equipa. Ficaram poucos jogadores da época passada, por isso ainda há situações de jogo que ainda não estão articuladas e gostaríamos de termais bem estudadas. Mas a equipa soube defender bem e também conseguiu sair em contra-ataque. Estamos a dar passos seguros rumo à estabilização », comentou. Eu tenho títulos... Parece não haver conferência de imprensa em que Ronald Koeman não tenha de comentar declarações de Co Adriaanse. Ambos são holandeses, ambos foram contratados ao mesmo tempo para clubes rivais, mas parecem ter atitudes, tácticas e métodos diferentes. O treinador do Benfica chegou a substituir Adriaanse no comando do Ajax depois de este ter sido despedido, tendo sido bi-campeão. Koeman não aprecia, claramente, que lhe perguntem pelo treinador do FC Porto, mesmo que o técnico dos dragões lhe chame «defensivo» quando comparando os métodos dos dois. Ontem resolveu pôr um ponto final em questões futuras, mas num tom nada agressivo, apenas um pouco mais sério: «A única diferença que vejo entre ele e eu, é que eu ganhei títulos, e ele não... Mas ele tem mais experiência do que eu, é treinador há mais tempo. Cada um tem de pensar apenas e só no seu clube, ele no FC Porto e eu no Benfica. Para vocês [jornalistas] isto é mais um jogo, mas não quero falar mais disso.» Koeman terá tentado colocar um ponto final num assunto que, muito provavelmente voltará a ser referido no decorrer da SuperLiga. Estreia de Luisão como capitão Luisão marcou o encontro de ontem por duas razões distintas. Primeiro porque vestiu pela primeira vez a camisola encarnada, esta temporada, uma vez que regressou mais tarde de férias do que os companheiros – em virtude da presença na Taça das Confederações, ao serviço do Brasil - e ainda não tinha sido utilizado por Ronald Koeman; segundo porque, pela primeira vez desde que chegou à Luz, teve o privilégio de envergar a mítica braçadeira de capitão. Uma situação que só foi possível pelo facto de Simão Sabrosa – é ele o primeiro capitão do Benfica – ter começado a partida no banco de suplentes. Do onze inicial, o único jogador mais antigo do que Luisão era Mantorras, que não entra nas contas da braçadeira por uma questão de perfil. Segundo foi possível apurar, não está totalmente definida a hierarquia dos substitutos de Simão na referida função. Em caso de ausência do camisola 20, deverá ser sempre Ronald Koeman a optar, com base no perfil de cada jogador e nos anos de casa. Aos 62minutos, quando o técnico encarnado fez cinco alterações de uma só vez, a braçadeira voltou ao braço de Simão - foi um dos que entraram e Luisão um dos que saíram - mas antes registou-se uma situação caricata: Luisão entregou a braçadeira a Petit, quando se encaminhava para a linha lateral, por sua vez o médio foi endossá-la a Nuno Gomes e foi o ponta-de-lança quem chamou a atenção do companheiro de que Simão acabara de entrar também, chegando então a fita ao seu destino. Regressos de Nuno Assis, Karyaka e Manuel Fernandes Além do regresso de Luisão à competição, o encontro com o Barreirense marcou também a estreia de Manuel Fernandes esta temporada, ele que foi operado a uma hérnia inguinal, em Munique, durante o estágio realizado na Suíça. Karyaka e Nuno Assis também mostraram estar já recuperados das lesões que os apoquentaram e voltaram a integrar as opções de Koeman. Primeiro de Petit De referir que o golaço de Petit foi o seu primeiro nesta pré-época e que Ricardo Rocha e Tiago Gomes foram os únicos não utilizados ontem à tarde. «Quis contratar Miguel», diz Joan Laporta O presidente do Barcelona revelou, ontem, a A BOLA, ter chegado a querer contratar o internacional português Miguel para a equipa campeã de Espanha antes do jogador entrar em conflito como Benfica. «Quando fiquei a saber do caso, afastei essa possibilidade», diz. O líder dos campeões espanhóis, Joan Laporta, disse ontem ao nosso jornal que o nome de Miguel foi um dos pensados para reforçar o Barcelona. "Confirmo que manifestei interesse em contratar Miguel e cheguei mesmo a dar indicação para se iniciarem conversações. Mas pouco tempo depois ficámos a saber do conflito entre Miguel e o Benfica e abandonámos essa possibilidade. Já sabemos que o jogador, entretanto, avançou mesmo para o pedido de rescisão e, nessas circunstâncias, é assunto que já não nos interessa ", adiantou Laporta. O presidente do Barcelona considera que Miguel "é um jogador muito interessante" mas sublinha que a partir do momento em que ficou a saber dos problemas com o jogador e o Benfica nunca mais voltou a pôr o assunto na mesa. Desconhece-se destino do jogador Miguel, recorde-se, não se apresentou, a 1 de Julho, ao trabalho no Benfica e veio mesmo a pedir a rescisão unilateral de um contrato que, inicialmente, os seus representantes afirmavam não ser válido. Até agora, nenhum clube assumiu qualquer acordo com o jogador e o jogador, ou o seu empresário, também não tornaram oficial o novo destino, apesar de Miguel (e seus representantes) se considerar um jogador livre. Barbosa criticado Como mediador aceite pelas partes, Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores, não gostou de ouvir Paulo Barbosa, empresário de Miguel, anunciar uma alegada proposta de 10 milhões de euros para a compra do passe de Miguel e muito menos por ter dito que a informação lhe foi fornecida pelo Sindicato. "Não confirmo, não desminto. O Sindicato quer salvaguardar o princípio da confidencialidade. Se Paulo Barbosa diz que há proposta a ele cabe a prova. Não deveria ter dito o que disse. Se as partes não se contiverem verbalmente está o processo condenado à intransigência", condenou. E ameaçou: "Se chegar à conclusão que estamos a ser usados por uma ou ambas as partes o Sindicato retira-se do processo". Apesar de tudo, Evangelista acredita que este caso integrará os "70 por cento de sucesso da mediação do Sindicato em centenas de processos". Apelou a "que as partes façam um esforço", considerou normal "avanços e recuos até uma plataforma estável" e preferia uma decisão antes da FIFA agir: "Não conviria a ninguém. " Por um Benfica em Festa Vai ser hoje apresentado no Estádio da Luz, a partir das 12.30 horas, o Benfica em Festa 2005, evento que terá lugar de 12 a 14 de Agosto próximo, no complexo do estádio, e do qual A BOLA é um dos parceiros. Uma grande festa, com espectáculo, diversão e gastronomia. E, claro está, muito fervor benfiquista. A festa e o programa serão apresentados na sala de imprensa, em conjunto pela empresa responsável, a Brother’s Productions, e pelo Benfica, representado por Seara Cardoso. A inauguração do evento está agendada para as 21 horas de 12 de Agosto, com um grande espectáculo de música lusófona. O resto do agendamento será hoje anunciado. De resto, a festa tem vários pilares: primeiro, dois palcos para espectáculos musicais (um dentro e outro fora do estádio), por onde vão passar dezenas de grupos e de artistas; segundo, a Cidade Benfiquista, que terá 30 tendas destinadas às casas do Benfica, por regiões. Aqui, a gastronomia e artesanato reinarão, sempre como o que de melhor se fizer em cada região; terceiro, a Zona Desportiva A BOLA, com actividades desportivas e divertimentos, essencialmente, para os mais novos; quarto, a zona VIP, dentro do estádio, para recepção de convidados. Pontos altos da festa, a certeza de que o jogo da Supertaça será transmitido nos megascreen do Estádio da Luz e em ecrã gigante, fora dele. Já no dia 14, Filipe Vieira, presidente, e os jogadores deverão ir à Luz para, espera o Benfica, apresentar a Supertaça, conviverem e promoverem a venda do kit do cartão de sócio. Bilhetes de 1 ou 3 dias Para acesso a este recinto foram emitidos bilhetes de um e três dias. Respectivamente 12 e 28 euros (sócios), 20 e 45 euros (não sócios). As crianças até 12 anos pagam apenas, para um dia ou três, 7,5 ou 20 euros (sócios), 10 ou 22,50 euros (não sócios). Curiosamente, o jogo de ontem entre Barreirense e Benfica foi aproveitado para uma grande campanha de divulgação. Não só foram distribuídos milhares de panfletos como junto à linha de jogo estava um rapaz com uma televisão plasma às costas a promover a festa. Diego emprestado ao Flamengo Ao terceiro dia de negociações intensas, conduzidas pelo presidente Luís Filipe Vieira, o Benfica acertou ontem o empréstimo de Diego ao Flamengo até final de Dezembro de 2005. Depois, a sua situação será reavaliada e se decidirá se regressa à Luz ou será alvo de novo empréstimo. A informação foi ontem anunciada de forma oficial no site do Benfica, onde se acrescenta também que o jogador oficializou a sua ligação ao clube da Luz pelos próximos cinco anos. A demora prendeu-se com o facto de Benfica e Fluminense, clube ao qual o jogador pertencia, não terem chegado a acordo quanto à vertente financeira de um empréstimo. Entrou pois o Flamengo na corrida e é ele que leva o internacional brasileiro. Apesar da vontade do jogador se singrar no Benfica, assim que percebeu que não teria qualquer hipótese de jogar na Luz foi o primeiro a pedir para ser emprestado a um clube brasileiro, e não português, para poder estar mais perto da selecção, já que tem sido um dos indiscutíveis da selecção sub-21. Paulo Almeida quase no Santos Em fase de conclusão está o processo de empréstimo de Paulo Almeida ao Santos. O Palmeiras parece ter perdido, definitivamente, a corrida e é o ex-clube do médio quem mais luta por ele. De resto, é o próprio Santos a assumir que tudo está bem encaminhado, fala acertar em definitivo o salário. Curiosamente, o Benfica encarregou Paulo Almeida e seus representantes de encontrar clube que pagasse o seu ordenado—ou assumisse Paulo Almeida baixar a fasquia—caso contrário ficaria na equipa B. quarta-feira, julho 27, 2005
Manel e Luisão mostram-se Luisão e Manuel Fernandes voltam hoje à actividade. Depois de dois dias de treinos quase sem limitações, o encontro frente ao Barreirense marca o regresso de dois jogadores fundamentais na conquista do título nacional, ausentes dos trabalhos devido a férias prolongadas e lesão, respectivamente. Trata-se, em suma, da primeira oportunidade que Koeman terá para vê-los ao vivo e em acção, quase um mês depois de ter assumido os comandos da equipa. O técnico holandês deu o primeiro treino no Benfica a 5 de Julho mas só 22 dias depois Ronald Koeman vai observar pela primeira vez o desempenho de dois jogadores tão importantes na equipa como Luisão e Manuel Fernandes em pleno palco de jogo, no confronto com o Barreirense (18.30 horas), encontro que permitirá aos encarnados compensarem o histórico clube da margem sul pela compra do passe de Vasco Firmino, da equipa B. Recorde-se que o defesa central começou os trabalhos de pré-época mais tarde que os companheiros em virtude de ter participado na Taça das Confederações pela selecção do Brasil, o que motivou o adiamento das suas férias e, consequentemente, o regresso das mesmas. Já Manuel Fernandes esteve ausente por motivos clí- nicos, uma vez que foi operado a uma hérnia inguinal no passado dia 8 e necessitou de algum tempo para regressar em pleno. Karyaka e Nuno Assis titulares Mais duas novidades para a partida que opõe os encarnados à formação orientada por Rui Bento: Karyaka e Nuno Assis. O russo voltou ontem aos trabalhos depois da curta estada na Rússia (não participou na sessão matinal pois ainda estava em viagem) e não apresentou quaisquer vestígios da entorse no joelho sofrida no jogo com o Chelsea. O mesmo se pode dizer do médio português, que ultrapassou os problemas musculares que o impediram de jogar frente ao West Bromwich Albion. Posto isto, Ronald Koeman deverá apresentar o seguinte onze para os primeiros 45 minutos (serão entretanto feitas algumas substituições ao intervalo): Quim; Alex, Luisão, Alcides, Dos Santos; Beto, Manuel Fernandes e Karyaka; Carlitos, Mantorras e Nuno Assis. Léo e Bruno Aguiar ausentes Léo e Bruno Aguiar serão deste modo os únicos ausentes do jogo de hoje. O lateral continua no Brasil a tratar de assuntos particulares, enquanto o médio recupera de lesão - está agora a ser tratado em regime de full time por Rodolfo Moura, uma vez que enquanto ontem o plantel se treinava no Estádio Nacional ambos trabalhavam no ginásio do Estádio da Luz. Nome de código sigilo absoluto José Veiga montou uma verdadeira operação sigilo em redor da contratação do(s) reforço(s) em falta, blindando a sua sala de trabalho e provocando um silêncio ensurdecedor não só em seu redor como no reino dos benfiquistas, alguns sem saber como interpretar esta aparente calma. Aparente, é verdade, já que o director-geral da SAD está mais activo que nunca em busca das melhores soluções. É que comprar bom não é fácil. Nem barato... Nas conversas de café, nas ruas, onde quer que haja um benfiquista a discussão em torno de reforços é uma constante. E toda a gente comenta a acalmia que se seguiu ao estrondo da falhada contratação de Tomasson. Estrondo porque o Benfica esteve quase, quase a contratar um grande jogador e a conseguir o milagre de uma operação financeira vantajosa. De então para cá, instalou-se um silêncio quase ensurdecedor. Nem uma pista, nem uma informação sólida, quase nada. Como se fosse o suficiente para os benfiquistas perguntarem se, de facto, está para chegar algum reforço. Este silêncio nasce, em primeiro lugar, pelo apertar do controlo por parte do director-geral da SAD, José Veiga. Ele terá sido quem mais sentiu o golpe da não contratação de Tomasson, como se fosse bom de mais para ser verdade ter conseguido quase um milagre e alguém lhe ter tirado o rebuçado da boca no último instante. Por isso, ergueu em sua volta um muro ainda maior e só quando tiver um contrato assinado anunciará o reforço, com o jogador na sala de imprensa. Porque demora tanto? Segunda pergunta dos benfiquistas: se José Veiga está tão activo no mercado, porque demora tanto? Resposta simples: se fosse para comprar por atacado ou barato, apenas para fazer número no banco, o problema estava resolvido há muito. Acontece que a SAD traçou um perfil de reforço, em especial no caso dos avançados, que não é fácil de alcançar: jogadores de créditos firmados, a jogar em grandes clubes e que estivessem em final de contrato ou integrassem o lote de dispensáveis ou emprestáveis. Foi neste contexto que surgiu Tomasson, como outros nomes. Saviola, do Barcelona, chegou a ser pensado, mas depressa se tiraram ilusões. Ontem, chegaram a ser divulgados os nomes de Larsson ou Maxi López, também do Barcelona, mas logo o clube catalão negou tal possibilidade, por estar a contar com ambos. A dificuldade prende-se com o facto da Liga portuguesa não ser tão atractiva para jogadores a actuar noutros palcos mais mediáticos e porque são atletas com vencimentos elevados, que o Benfica, com muita imaginação e poder de persuasão, tenta contornar. José Veiga acredita que em muitos processos o tempo corre a favor do Benfica. Aposta no desgaste de certo tipo de situações e na sua grande capacidade de persuasão, a que alia contactos privilegiados com muitos dos dirigentes dos clubes de topo europeu. O problema é que o tempo também joga contra, porque Koeman quererá ter o grupo completo o mais rapidamente possível. Ele próprio tem participado activamente e, ao mesmo tempo, revela capacidade de compreensão para o que se está a passar. Mas precisa mesmo de, preferencialmente, mais dois jogadores para o ataque. Ou pelo menos mais um ponta- de-lança. Certo é que está tudo a ser gerido de tal forma em segredo – que começa dentro da própria SAD – que a qualquer momento poderá haver novidade(s). Dispensados apresentaram-se na equipa B O primeiro treino da equipa B, após o regresso de Cabo Verde, contou com os dispensados Paulo Almeida e Everson, que tiveram a companhia de Cristiano, que na época passada representou o Belenenses, e Anderson Luís, contratado há três épocas ao Alverca, mas que nunca chegou a representar o Benfica. Everson, Paulo Almeida e Cristiano apresentaram-se... na equipa B. O trio teve ainda a companhia do conterrâneo Anderson Luís, avançado que mantém contrato sem ter chegado a envergar a camisola da águia. Os dois primeiros integraram o plantel na época passada, Cristiano esteve emprestado ao Belenenses. "Não fiquei no plantel, mas ninguém pode dizer que fui avaliado correctamente ", lembra o médio Everson. O jogador referia-se aos problemas de pubalgia que o mantiveram afastado dos treinos durante grande parte da época. "Não tive oportunidade de mostrar o meu valor e até no único jogo em que fui utilizado de início, com o Oriental, tive de tomar uma injecção." Agora, enquanto aguarda por notícias do clube ou de Gaetano Marotta, o empresário que tratou da sua vinda para o Benfica, Everson irá trabalhar para manter a forma com os jovens da equipa B. Com os mesmos propósitos de Everson trabalha o lateral-esquerdo Cristiano, que deposita tudo nas mãos do empresário Roberto Assis. "Espero novidades. Sei que há clubes estrangeiros interessados em mim, mas o Roberto disse-me para ficar tranquilo e eu acredito nele. Resta-me trabalhar aqui para estar em forma quando o momento chegar ", revelou o lateral brasileiro. Paulo Almeida tranquilo Mais mediático que os colegas, até por ter sido capitão do Santos, Paulo Almeida vive, mesmo assim, situação idêntica à dos colegas. "Não quero falar muito sobre a minha situação, mas devo dizer que estamos aqui porque queremos. Disseram-me que esperasse até arranjar clube, mas eu preferi ir treinando com a equipa B, para manter a condição física ", explicou. Paulo Almeida evitou dizer o que falhou na sua primeira época na Luz, mas acredita que vai poder demonstrar as suas qualidades noutra equipa. "A minha situação está a ser resolvida. Agora, tenho é de continuar a trabalhar e esperar que isso aconteça. O futebol é assim mesmo, hoje está-se por cima e amanhã em baixo. Por isso, estou tranquilo", garantiu. Carraça no treino António Carraça, gestor da formação, observou o treino. No fim, falou com os quatro jogadores. Uma conversa breve e cordial, a julgar pelas expressões dos jogadores. Para já continuam na equipa B até arranjarem equipa e está definido que não vão competir na II Divisão. Para já. Recorde-se que Paulo Almeida tem mais três anos de contrato, tal como Everson, enquanto Cristiano e Anderson têm mais dois. Honrar o passado olhar pelo futuro Depois do presidente Filipe Vieira ter feito o anúncio na SIC, o dossier de acolhimento de antigas glórias no Centro de Estágio e Formação foi ontem discutido, ainda numa fase embrionária. O duplo objectivo é dar apoio a jogadores que envergaram a camisola encarnada e proporcionar o contacto e, de preferência, convívio entre ex-glórias e crianças e adolescentes da formação. A ideia começou a germinar na cabeça de Filipe Vieira a propósito da doença do famigerado Cavém, que passou os últimos anos da sua vida em dificuldades de vária ordem. Desde monetárias até ao apoio de que necessitava para ultrapassar as dificuldades físicas que o foram debilitando. Depois, veio a notícia de que a doença está a debilitar José Torres e o Benfica, uma vez mais, quis saber como pode ajudar. De resto, já foram realizadas algumas iniciativas das casas com vista à angariação de fundos para apoio a José Torres, como tinha acontecido com Cavém. Mas há a consciência de que o apoio monetário, quantas vezes importante, é o mais fácil. Difícil é, por vezes, estar presente, dar apoio presencial e permanente. Foi neste contexto que Luís Filipe Vieira falou com Mário Dias, responsável pelo Centro de Estágio e Formação, e ambos voltaram ontem a discutir o assunto. O objectivo é reservar no Seixal entre quatro a seis quartos para acolher antigas glórias que precisem. Se uns têm família, haverá quem, no futuro, não tenha quem possa ou saiba cuidar dele. Aproveitando os quartos do centro de estágio, pessoal auxiliar e departamento médico ali instalado, nada faltará a quem um dia serviu com dedicação o emblema do Benfica. Convívio intergerações O Centro de Estágio do Seixal poderá funcionar também como uma espécie de centro de dia para casos intermédios. Uma das virtuosidades do projecto é, além da vertente pessoal e social, proporcionar o contacto e convívio entre gerações diferentes de jogadores. Os da formação em contacto, se possível, com glórias do passado. E que melhor história pode ser contada aos petizes da formação do Benfica do que a daqueles que fizeram sonhar milhões de benfiquistas? Este é um importante projecto social, de enorme impacto e nobreza, em que o Benfica pretende não só honrar a sua história como fazer a ponte com o futuro. terça-feira, julho 26, 2005
Entra Juventus, sai Roma SÃO duas as alterações em relação ao cartaz inicial do jogo de apresentação do Benfica aos sócios: a Juventus passa a ser o adversário, em vez da Roma, e o encontro passa de 7 para 6 de Agosto. Em declarações ao nosso jornal, José Veiga desmistifica as razões da troca e diz que «o Benfica fica a ganhar». Totti e companhia já não estarão no Estádio da Luz no dia 7 de Agosto, como estava previsto. Isto devido à troca de padrinhos na festa de apresentação do Benfica. Sai a Roma, entra a Juventus, detentora do título italiano. Será o segundo jogo de campeões no Estádio da Luz, esta temporada, uma vez que os encarnados já receberam o Chelsea de José Mourinho para a realização da Samsung Cup. Ao mesmo tempo, aumenta a parada de estrelas. No relvado da Luz estarão nomes como Buffon, Cannavaro, Thuram, Zambrotta, Camoranesi, Emerson, Nedved, Patrick Vieira, Del Piero, Ibrahimovic, Mutu, Trezeguet e Zalayeta. De referir ainda que no banco adversário estará Fabio Capello. Esta mudança implica igualmente a alteração do dia do jogo. Passa a realizar-se a 6 de Agosto, sábado, pelas 19.15 horas. Explicação de José Veiga Em declarações ao nosso jornal, José Veiga, director-geral da SAD do Benfica, desmistificou a troca, salientando que não tem a ver com qualquer negócio entre os clubes — como por exemplo Miguel, que tem sido frequentemente relacionado com o emblema de Turim, ou Zalayeta, avançado uruguaio da Juventus que chegou a estar nas cogitações encarnadas — e que até abrilhanta a festa. «Não há nada de especial nesta troca. Aliás, o Benfica até fica a ganhar. Tenho boas relações com os dirigentes da Juventus, que se comprometeram a trazer as estrelas todas. Isto nada tem a ver com o Miguel. Simplesmente a Roma não conseguia cumprir algumas coisas importantes para o Benfica», disse a A BOLA. A notícia foi avançada pelo site do Benfica, mas, estranhamente, seria retirada ao final da tarde. Ainda assim, a justificação referia «impedimentos de última hora». Segundo foi possível apurar, a Roma estava com dificuldades em cumprir o programa estabelecido. Benfica quer que Miguel seja ouvido O departamento jurídico do Benfica rebateu ponto por ponto a carta de rescisão de Miguel, indicou as suas provas e solicitou que Miguel seja ouvido. Tudo isto consta na acção de contestação ontem enviada à Comissão Arbitral Paritária (CAP), no último dia do prazo estabelecido pelos regulamentos. Na sequência do pedido de rescisão apresentado por Miguel—a carta do jogador chegou à Luz na segunda-feira da semana passada — o Benfica tinha cinco dias úteis, de acordo com os regulamentos, para apresentar a sua contestação à justa causa invocada pelo atleta. Fê-lo no último dia, ou seja, ontem. O documento, destinado à CAP, foi entregue na sede do Sindicato dos Jogadores. Contactado por A BOLA, o advogado do clube da Luz, João Correia, escusou-se, naturalmente, a falar sobre o conteúdo da acção de oposição, por razões deontológicas, mas explicou em que consiste o documento. «O Benfica rebateu ponto por ponto a carta rescisória. Todo o processo foi legal e assumido e o clube apresenta as respectivas provas. Foi ainda requerido que Miguel seja ouvido pela CAP», disse o causídico. A acção de contestação tem um total de 178 artigos nos quais são explicados e comprovados os argumentos encarnados e onde é solicitado à CAP o depoimento de várias testemunhas e do próprio Miguel. Entretanto, já seguiu para a FIFA uma exposição sobre o assunto, enviada pela Federação Portuguesa de Futebol a pedido do Benfica. Segundo o que está estipulado nos regulamentos, a CAP tem de pronunciar-se sobre o assunto nos próximos 40 dias e Miguel será notificado para apresentar a sua prova. Se não existir qualquer possibilidade de reconciliação — Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores, já se ofereceu para mediar o conflito e ajudar à procura de uma solução — o processo segue os seus trâmites normais dentro do prazo de 40 dias. Não à justa causa nem ao período de experiência Apesar de o Benfica não avançar, naturalmente, com pormenores sobre a acção de contestação, não é difícil pois são três os grandes pilares da tese encarnada: não existe nenhum vício formal que fira o contrato de nulidade, mormente no que concerne à questão da entrega de um exemplar do contrato a Miguel; não se verificam nenhum dos pressupostos para a invocação de justa causa; nenhum dos argumentos para que seja invocado o período de experiência se aplicam ao caso em concreto. A CAP (três membros da Liga e três do Sindicato) analisará os factos e o direito. Voltou a força de Manuel Fernandes AÍ está ele.Manuel Fernandes já se treinou sem limitações visíveis e estará apto a defrontar o Barreirense em jogo particular que se realiza amanhã. O super meio-campo do Benfica tem agora ainda mais talento. E não foi a única novidade, já que Nuno Assis também está completamente recuperado da mialgia que evitou que defrontasse o West Bromwich Albion. Mais talento, mais força e muito mais competitividade. Com o regresso de Manuel Fernandes aos treinos o treinador Ronald Koeman ganha mais recursos para o meio-campo e pode finalmente testar qual a melhor solução para o trio de centro-campistas que tanto gosta de utilizar. Na época passada, Manuel Fernandes transformou-se em titular indiscutível devido à qualidade que demonstrou desde o primeiro minuto. Agarrou as oportunidades, cresceu como poucos esperariam e no final de época era unânime a opinião de que foi um dos jogadores mais influentes na conquista do título. Este ano, porém, o sector em que actua foi reforçado e depois das grandes exibições de Beto criouse a ideia de que titulares indiscutíveis é coisa que o meio-campo do Benfica não terá. Koeman tem à sua disposição Manuel Fernandes, tem Beto — um dos melhores da equipa nesta pré época —, Petit, Karyaka, Bruno Aguiar, Nuno Assis, Hélio Roque. Tem, enfim, um leque grande em número e forte em talento. E até Simão pode fazer o papel de número 10, como aconteceu frente ao West Bromwich Albion. Uma coisa é certa: à partida para a nova época o treinador holandês tem a agradável dor de cabeça de ter mais de meia dúzia de opções para um sector onde apenas jogarão três elementos. Nuno Assis também em pleno No treino de ontem Manuel foi dos primeiros a entrar em campo. Nos primeiros momentos pensou-se que poderia ainda fazer trabalho diferente dos companheiros porque começou por fazer alguns sprints ao lado de Luisão, mas rapidamente vestiu o colete e se envolveu com grande empenho no exercício de circulação de bola que animou a sessão. Muitos adeptos entravam por aquela altura nas bancadas no fim de mais uma visita guiada ao estádio e todos puderam verificar que tinha voltado o menino que tanto os espantou com a maturidade e a força que coloca em cada lance. Como se de um exigente jogo se tratasse, o jovem internacional fez carrinhos, mostrou aquela certeza de passe que tão preciosa tem sido para a equipa e revelou não ter qualquer receio de colocar o pé mais forte que qualquer companheiro para ganhar qualquer lance. Provado ficou que esqueceu a intervenção cirúrgica a uma hérnia inguinal e chegou a hora de arregaçar as mangas e entregar-se de alma e coração à luta pela titularidade. E não foi o único a mostrar-se bem fisicamente e voltar aos treinos com a intenção de convencer Koeman. Nuno Assis está também recuperado e, se Manuel Fernandes ainda alternou o trabalho com bola com algumas corridas na companhia do preparador físico Kluitemberg, o ex-vimaranense, que não esteve no Algarve devido a uma mialgia, fez toda a sessão sem que ninguém tivesse dado por alguma limitação. Um dia em cheio para Koeman, que enquanto espera por reforços pode trabalhar com quase todo o plantel. Diego continua num impasse O apelo de Diego por uma oportunidade parece não ter surtid o efeito. Depois de uma espera de duas horas e meia no aeroporto de Lisboa, por questões burocráticas, o jogador reuniu-se à tarde com responsáveis do clube — não com José Veiga, que nem recebeu o jogador — mas a definição do seu futuro ficou adiada. O Fluminense é o principal candidato a receber o médio por empréstimo. O avião, proveniente do Rio de Janeiro, aterrou pelas 7.10 horas no aeroporto de Lisboa, mas só às 9.35 é que Diego surgiu no horizonte, resolvidos que estavam os problemas burocráticos, devido à falta da documentação requerida pelo SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) em relação aos jogadores que têm contrato com clubes portugueses. Acompanhado pelo empresário, Eduardo Uram, e pelo pai, Marcos,—no mesmo avião viajou um colega do Fluminense, Marquinhos, rumo ao Estrela da Amadora—Diego não prestou qualquer declaração, mantendo-se quase sempre de rosto fechado, esboçando um sorriso aqui ou ali. «Temos instruções para não falar», disse Eduardo Uram, confirmando apenas a reunião, à tarde, com os responsáveis encarnados, com o objectivo de encontrar uma solução para a carreira do médio, internacional brasileiro sub-20. No Brasil, antes da part ida, Diego clamara por uma oportunidade, mas não jogará mesmo no plantel principal, apesar de ter assinado contrato por cinco épocas. José Veiga não recua nas suas intenções — sempre disse que se o jogador entrasse por uma porta sairia por outra, dado terse tratado de uma contratação sem o seu cunho— e nem recebeu o médio, que se reuniu com outros responsáveis do clube. Da conversa não saiu fumo branco, tendo ficado adiada para hoje uma solução. Neste momento tudo aponta para que Diego seja cedido ao Fluminense, seu ex-clube, até Dezembro. segunda-feira, julho 25, 2005
Vem aí o Manel MANUEL FERNANDES está prestes a mostrar as imensas qualidades que possui ao treinador Ronald Koeman. Depois de se ter submetido a uma intervenção cirúrgica a uma hérnia inguinal numa fase importante da pré-época e de ter estado a fazer trabalho específico, o médio deverá começar hoje a trabalhar sem limitações, envolvendo-se definitivamente pela luta que promete ser titânica por um lugar no meio-campo encarnado. O Departamento médico do Benfica não o confirma — sabe-se que é do segredo que vive a política de comunicação do Benfica —, mas deverá ser esta tarde, no Estádio da Luz, que os adeptos voltarão a ter oportunidade de ver em acção a grande revelação da época passada. A acontecer o esperado regresso, Manuel Fernandes mantém intactas as expectativas de iniciar a temporada 2005/06 na condição de titular, já que tem ainda muito tempo para adquirir uma condição física que lhe permita estar a cem por cento. Quando esteve na Alemanha, a médica que o operou afirmou que duas semanas seriam suficientes para que Manuel Fernandes voltasse aos treinos, prazo que será cumprido pelo jogador, que já não sente dor, está pronto para voltar e aguarda apenas que o departamento médico lhe dê o necessário aval. Existe a preocupação de não correr qualquer tipo de risco, mas a verdade é que parece ter chegado a altura de o talentoso médio deixar para trás os dias em que tinha de se consolar em ver a bola ao longe. Recorde-se que durante a estada no Algarve, onde o Benfica goleou os ingleses do West Bromwich por 5-0, o médio começou já a trabalhar com bola, o que deixa antever que daí a cumprir a totalidade das exigentes sessões que têm sido orientadas por Ronald Koeman é um pequeno passo. Enfim, chegou uma altura em que as coisas vão animar bastante. É que Beto tem demonstrado uma qualidade imensa, Petit a habitual frescura física e entrega ao jogo invejáveis e também Karyaka demonstrou já que pode ter valor para se afirmar como pedra importante no xadrez ofensivo do treinador holandês, o que acaba por ser um ponto de viragem numa equipa que com Giovanni Trapattoni era rotulada de defensiva e privilegiava menos a estética. Neste momento, sem dúvida que o meio-campo é um dos mais fortes sectores da equipa — também de defesas-centrais está bem servido o Benfica—e ninguém está disposto a perder um dia que seja para que o comboio da titularidade não passe a alta velocidade. A vontade de Manuel Fernandes e Karyaka voltarem ao convívio com os seus companheiros é, pois, enorme. Enquanto se vai falando na contratação de um ponta-de-lança que passa fazer esquecer a mágoa de Tomasson ter sido desviado para o Estugarda por Trapattoni, animam-se as hostes com estes duelos internos que durante a época prometem dar muito que falar. Deixem-me ao menos pisar a relva Diego chega hoje a Lisboa com o seu pai e o empresário para se reunir com José Veiga e saber do seu futuro. E faz um sentido apelo: "Assinei por um clube grande como o Benfica e vou estar segunda-feira no maravilhoso Estádio da Luz, numa sala de reuniões. Deixem-me ao menos pisar a relva. Dêem-me uma oportunidade de mostrar valor. Apenas uma. Se não prestar mandem-me embora." Não se sabe ainda como vai reagir José Veiga a este apelo. O director-geral da SAD, quando Diego assinou, disse que no dia em que o jogador entrasse numa porta ele sairia pela outra. Mais tarde justificou a declaração com a necessidade de defender o grupo em vésperas de discussão do título. Foi um dossier que não conduziu e a solução encontrada foi a de emprestar o jovem talento, internacional brasileiro sub-20. Terá Veiga pensado melhor, admitindo agora que Diego fique na equipa principal, crescendo sob o olhar atento de Koeman? Essa resposta poderá ser hoje conhecida depois da reunião com o jogador, o pai, Marcos, e o empresário, Eduardo Uram. Uma oportunidade Pouco antes de partir do Rio de Janeiro Diego abriu o coração a A BOLA. "Quando assinei pelo Benfica não imaginam o que muita gente me disse. Que tinha tido muita sorte, que ia para a Europa, para um grande clube. E é de facto um grande clube. Com muitos adeptos, história e, já vi na televisão, tem um estádio muito bonito. Vou lá estar e olhar para a relva. Tão perto do sonho e... Deixem-me ao menos pisar a relva", apelou. Ou seja: "Tudo o que peço é uma oportunidade. O meu sonho é jogar no Benfica, foi para isso que assinei. Imagine que você [jornalista] era contratado pela TV Globo e depois não o deixavam entrar no edifício? Só peço isso, que me deixem treinar uma vez que seja. Quero provar que ninguém se enganou quando me contrataram. Se concluírem que não presto então tiro o Benfica da cabeça." Fluminense interessado O jovem jogador tem-se treinado no Fluminense. O seu treinador, Abel Braga, disse a A BOLA: "Se o Benfica não quiser ficar com ele o Fluminense gostaria muito de contar com o Diego. É um jovem de muita qualidade, humilde e trabalhador. " O empresário, Eduardo Uram, admite todos os cenários. "Ficar ou ser emprestado, nomeadamente ao Fluminense." De qualquer forma, todos esperam que José Veiga reajuste a sua posição e dê uma oportunidade a Diego, uma jovem promessa, ainda há pouco presente no Mundial de sub-20, na Holanda. Vem aí um grande ponta-de-lança DO Benfica à sua vida profissional, o presidente do Benfica, convidado especial do Herman SIC, abordou com o seu estilo aberto e frontal todas as questões que preenchem a actualidade benfiquista, anunciando mesmo algumas novidades. A BOLA acompanhou Luís Filipe Vieira no Herman Sic de ontem à noite, em directo, e apresenta aqui o essencial das palavras do presidente encarnado, que deixou a crença de que o Benfica «voltará a ser campeão» e de que está para chegar o tão desejado matador: «O jogador que vier será um grande ponta-de-lança, embora já tenhamos dois ou três bons no plantel. Não sei se é número dez ou número nove, mas ele vai aparecer. O Benfica vai ser cada vez mais forte e ganhar mais vezes.» Complexo para as velhas glórias O primeiro grande momento da noite surgiu após algumas imagens de José Torres, velha glória do clube que se encontra em débil estado de saúde. «Ninguém esquece as velhas glórias do Benfica. Eu e o Mário Dias decidimos, há três ou quatro meses, criar no centro de estágio um complexo de quatro a seis quartos para que as velhas glórias ali possam estar junto da família benfiquista, com todos os cuidados necessários. Os jovens terão oportunidade de conviver com referências do clube, mesmo que o seu estado de saúde possa não ser o melhor». Origens humildes Numa conversa que oscilou entre o Benfica e a vida pessoal e profissional de Luís Filipe Vieira, o líder do clube lembrou com orgulho as suas «origens humildes» - Bairro das Furnas, em Benfica - e garantiu: «O meu dinheiro não é assim tanto e não sou assim tão importante.» Tempo para recordar os tempos de infância em que ia ao Jardim Zoológico enganar o elefante e ganhar umas moedas, assim como o início da sua carreira no negócio dos pneus. «O meu segundo patrão, Armando Marques, foi um dos meus grandes professores », lembrou, relatando um percurso em que chegou a ser «talvez o empregado do ramo mais bem pego do país». «Recebia 140 contos por mês há trinta e tal anos», acrescentou. Pinto da Costa e Vítor Santos Pinto da Costa e Vítor Santos foram igualmente tema de conversa. «Conheci o senhor Pinto da Costa quando estava no Alverca, fomos amigos. Continuo a dizer que fora do futebol é um homem adorável, nada tem a ver com aquilo que é no futebol», disse em relação ao primeiro. «Vítor Santos queria mandar em tudo, até no presidente, chegando a ameaçá-lo de levar porrada... », juntou. A família A família é algo fundamental. «Sem a minha mulher não teria conseguido tudo o que consegui na vida profissional e também no Benfica. E só uma mulher como ela poderia educar tão bem os meus filhos, o Tiago e a Sara. É uma pessoa que não pensa nela, só sabe fazer bem aos outros », disse», comovido. Mourinho melhor do mundo A propósito do jogo com o Chelsea, Luís Filipe Vieira classificou Mourinho de «melhor treinador do mundo» e gracejou: «Jogámos muito bem e no dia em que formos a Londres talvez sejamos nós a surpreendê-los. A massa associativa já viu a qualidade da equipa. » Miguel e Tomasson Seguiu-se o caso Miguel. «Parece que já não basta ter os ordenados em dia. O silêncio é o melhor nesta fase do processo. O Miguel sabe onde é a catedral, o balneário e o seu cacifo. Tem o cartão de acesso ao estádio e já estava na altura de regressar à sua casa», sublinhou, referindo-se a Dias Ferreira - «esse senhor talvez seja um novo empresário do futebol » - e recordando depois a contratação falhada de Tomasson: «Se calhar às vezes somos parolos e acreditamos na palavra das pessoas. Tínhamos tudo acertado com Tomasson há mais de 15 dias, inclusive tudo assinado com o Milan . Quando fomos à Bélgica para o jogador assinar surgiu algo que nunca pensámos e que até terá estado relacionado com o seu empresário. Tenho a certeza de que os adeptos estão satisfeitos com o actual plantel e brevemente vamos ter surpresas.» Trap, Koeman e Adriaanse A conversa saltou então para Trapattoni. «Deu uma alegria a todos os benfiquistas. Temos de o respeitar e pensamos que não teve influência na contratação do Tomasson, cremos que foi algo que lhe passou ao lado. É um grande homem e temos grandes recordações dele», afirmou, referindo-se então a Koeman: «Contratámos um grande técnico, uma grande equipa técnica que vai dar muitas alegrias aos benfiquistas.» Uma palavra ainda para o treinador rival do FC Porto, Co Adriaanse. «Penso que o FC Porto não vai cair nos erros do passado, em que contratou três treinadores na mesma época. Pensamos que contrataram um grande treinador e isso vai valorizar ainda mais as nossas vitórias», disse. Diego sem lugar «O Diego assinou um contrato de cinco anos, mas não tem lugar no nosso plantel pois todos já viram a qualidade do meio-campo »,referiu. E revelou. «Deve ser emprestado a clube brasileiro até Dezembro ». domingo, julho 24, 2005
Dilemas de KOEMAN AO fim de quatro jogos de preparação, Koeman vai gozar hoje um dia de folga e não deixará de reflectir mais um pouco sobre as contas que tem para fazer. Na baliza, onde Moreira e Quim lutam por um lugar, passando pela defesa e meio campo. No ataque espera por boas novas da SAD, leia-se reforços, para ver aumentar as opções e, logicamente, as dores de cabeça. Dilemas que aumentam à medida que aumenta a qualidade do grupo. E como disse Luís Filipe Viera, presidente, em Arganil [ver pág. 4/5], o plante do Benfica está mais forte. As contas fazem-se nesta página, em especial nos casos a provocarem maior reflexão e discussão entre os adeptos. Se as apostas em Simão e Geovanni, nos extremos, parecem óbvias, porque aí a concorrência é menos apertada; e se Nuno Gomes é a escolha natural na frente de ataque, não só por ser um jogador de qualidade mas também porque ainda não tem real rival, já no resto o equilíbrio justifica uma daquelas dores de cabeça de que nenhum treinador abdica. Quim VS Moreira É talvez o mais duro dos dilemas de Koeman, que dispõe de dois belíssimos guarda-redes. Qualquer um deles o deixará dormir descansado, mas ter de deixar um de fora é motivo para tirar o sono. Trapattoni começou por apostar em Moreira, mudou depois para Quim. E Koeman? Para já vai alternando, se bem que com o West Bromwish Albion só Moreira jogou. Mas ontem conversou sobre o assunto com Quim, tranquilizando-o. João Pereira VS Alex Com a saída de Miguel, há dois candidatos principais ao lado direito da defesa. Curiosamente, Alex tem um percurso parecido com o de Miguel. Ou seja, um extremo direito que foi adaptado com total sucesso a defesa direito, o que lhe valeu uma grande época em Guimarães e a chamada de Scolari à Selecção. João Pereira, que também faz todo o flanco, é lateral de raiz e um dos jogadores tacticamente mais disciplinados do plantel. Para já, dois jogos titular para cada um. Luisão, Rocha e Anderson Luisão começou agora a época e ninguém duvida que quando estiver apto não seja o dono de um dos dois postos no centro da defesa. Ricardo Rocha tem sido o senhor da outra vaga, leva vantagem, mas a contratação do experiente Anderson e as boas exibições do brasileiro, em especial no jogo aéreo, fazem com que a dificuldade de escolha aumente. E convém não esquecer Alcides, o mais novo, mas também com características, como a velocidade, que fazem dele um central diferente. Dos Santos VS Léo Dos Santos foi o senhor do lado esquerdo da defesa. Superou as desconfianças iniciais e mostrou-se um valor seguro. Chega agora o reforço Léo, internacional brasileiro. Luta para recuperar o atraso e foi titular em Albufeira. E o jovem Tiago Gomes tenta complicar. Beto, Petit, M. Fernandes Manuel Fernandes foi operado e está a recuperar. Enquanto isso, Petit e Beto têm jogado juntos no miolo. Se Petit é um dos pilares da equipa, Beto tem-se revelado pela rapidez de adaptação e protagonismo que vem assumindo nos jogos de preparação. Já por duas vezes eleito por A BOLA o melhor em campo (Chelsea e West Bromwish Albion). O que irá acontecer quando Manuel Fernandes regressar? Aceitamse apostas. Karyaka VS Nuno Assis Karyaka chegou à Luz e depressa impressionou. Quando se discutia que era com Simão que tinha de medir forças no lado esquerdo do ataque (que ingrata tarefa!) eis que o treinador holandês lhe reservou tarefas de organização de jogo, atrás do avançado. Uma posição para a qual Trap apostava em Nuno Assis. Na altura apontavase falta de alternativas nesse sector. Agora já existem e o Benfica ainda está no mercado em busca de um número 10. Quem está para chegar? Os dilemas vão aumentar quando chegarem os reforços para o ataque. Se tudo correr a contento, pelo menos mais dois jogadores devem chegar: um número 10 e um ponta-de-lança. Karadas foi emprestado, sobram Nuno Gomes e Mantorras como homens mais avançados. O dossier reforços está a ser gerido em sigilo e com pinças. O caso Tomasson obriga a mais cautelas. Haverá fumo branco a qualquer momento. Koeman lança Moreira mas tranquiliza Quim NUMA altura em que vai ganhando forma o onze inicial do Benfica, não passou despercebido o facto de, frente ao West Bromwich Albion, Moreira ter sido o escolhido e Quim não ter saído do banco, situação que contrariou a rotatividade a que se assistia. Ronald Koeman fez questão de tranquilizar Quim no treino de ontem, devendo colocá-lo de início com o Barreirense. E a luta continua. Quim e Ricardo Janota trabalhavam sob as ordens de Abe Knoop numa das balizas do complexo do Hotel Montechoro, durante o treino matinal, quando Ronald Koeman se aproximou. Observou por instantes os exercícios e, na primeira oportunidade em que Quim efectuou uma pausa, dirigiu-se ao guarda-redes. Agachou-se para ficar ao nível do seu jogador e começou a falar com ele. Naturalmente que não é possível saber quais as palavras do técnico - Quim limitou-se praticamente a ouvir - mas terão estado relacionadas com a titularidade de Moreira na véspera. Mais do que isso, terão estado relacionadas com o facto de Moreira ter cumprido os 90 minutos frente ao West Bromwich Albion, facto que se registou pela primeira vez desde que começaram os trabalhos de pré-temporada. Até aqui a opção tinha sido pela rotatividade e Quim até tinha iniciado aquele que, até agora, foi o teste mais difícil dos encarnados, com o Chelsea. Depois de alguns minutos de conversa, e já com ambos os interlocutores de pé, Koeman, que teve sempre uma bola na mão, lançou-a de forma enérgica para as mãos de Quim, como que dizendo: "Força, a luta continua!" Tudo aponta para que, na próxima quarta-feira, com o Barreirense, Quim seja o escolhido para a defesa das redes da equipa. E é possível que, tal como aconteceu com Moreira, cumpra os 90 minutos. Para já, Koeman fez questão de tranquilizar Quim. É preciso afinar pontaria A finalização continua a ser uma das principais preocupações de Ronald Koeman. O treino de ontem foi quase exclusivamente dedicado a essa vertente e deu para perceber que a pontaria ainda não está afinada. Apesar da vitória por cinco a zero, anteontem, frente aos ingleses do West Bromwich Albion (WBA), a equipa técnica holandesa continua insatisfeita com os muitos golos que os jogadores do Benfica falham por jogo. E foi certamente nesse contexto que o treino de ontem, ainda no Algarve, teve como principal preocupação melhorar a pontaria. Em força ou em jeito, seis jogadores (Alcides, Luisão, Carlitos, Tiago Gomes, Mantorras, Dos Santos) que não actuaram no particular com os ingleses, ou menos utilizados, tiveram liberdade para rematar a uma das balizas que estavam no relvado, defendidas por Quim e Ricardo Janota (jovem da equipa B), alternadamente. Alcides e Tiago Gomes foram os que melhor acerto demonstraram, merecendo mesmo alguns elogios por parte dos treinadores e dos adeptos presentes. Os restantes atletas fizeram apenas trabalho físico, orientado pelo preparador Kluitemberg. Luisão, que chegou na semana passada de férias, não jogou contra o WBA e continua a cumprir um programa especial para ganhar ritmo. Estamos melhor que na época passada LUÍS FILIPE VIEIRA fez ontem, em Arganil, um elogio ao trabalho que está a ser desenvolvido por Ronald Koeman e pelos jogadores. Considera que o plantel é mais rico relativamente ao da época do título e garante que os reforços estão a caminho, embora sem querer avançar datas. Pelo meio soltou algumas farpas a Pinto da Costa pelo facto de o líder dos azuis e brancos ter manifestado a sua satisfação pela contratação falhada de Tomasson e ao Sporting, o clube que alegadamente está a criar receitas copiando as ideias... do Benfica. Quanto ao eterno apelo à compra de kits de sócio, Vieira diz-se satisfeito: "Estamos a vender entre 700 a 1000 kits por dia." – Mais uma presença numa casa do clube, outra vez a mesma mensagem de apelo à compra do kit de sócio. Sente que está a passar a mensagem ou que está a tornar-se repetitivo? – Este é um processo que vai evoluindo. As pessoas têm de entender que o novo cartão de sócio traz muitas vantagens e penso que a pouco e pouco a mensagem está a ser captada, que envolve as casas do Benfica porque também lhes interessa. Acho que neste momento temos razões para estar felizes, até porque já temos 140 mil sócios. – Mas parece que falta um clique para uma adesão massiva. Um nome sonante para a equipa poderia tornar-se a âncora desejada? – O nome sonante é o Benfica! A mensagem que estamos a passar para as pessoas tem a ver com o Benfica, sabendo nós que este projecto tem colada a paixão. Entendemos que dentro do que perspectivámos os objectivos estão a ser conseguidos. Quem viu ontem [anteontem] o jogo que fizemos [frente ao West Bromwich Albion] sabe o que está a ser feito, todos estão felizes com as aquisições que fizemos. O que vai ser feito daqui para frente depende dos nossos adeptos. – Mas hoje [ontem] foram vendidos apenas dois kits na reunião de benfiquistas de Arganil. Não é pouco? – Não podemos obrigar as pessoas a comprar aquilo que já compraram porque a Casa do Benfica de Arganil já vendeu 260 kits. Agradeço a esta casa porque já conseguiu desenvolver 26 parcerias regionais. Estamos a vender cerca de 700 a 1000 kits por dia e isso é muito bom. – Está satisfeito com a adesão? – Sim. Se não achasse que o projecto era importante para o Benfica não estaria aqui. Mas todos sabemos que o povo português é muito especial a preencher papéis. Isto é uma questão de sensibilizar as pessoas diariamente. Mas estou convencido que vamos atingir os nossos objectivos. Mesmo que não consigamos bater a fasquia dos 300 mil sócios acho que estão criadas as condições para sermos a curto prazo o maior clube do Mundo a nível de associados. Futebol agradável – Está a gostar deste novo Benfica em termos futebolísticos? – Gosto sempre do Benfica, a análise cabe a vós. Mas para quem contratou uma equipa técnica como nível da nossa sabíamos até onde iríamos e o que queríamos fazer. Esta equipa técnica irá pôr o Benfica a jogar um futebol que todos os benfiquistas gostam. Ontem [anteontem] ficou mais uma vez demonstrado o que é importante para o Benfica: não só ganhar mas demonstrar dentro de campo que se tem um comportamento correcto. Eles treinaram-se pela manhã e à noite fizeram aquele jogo... estamos bastante satisfeitos! Nomeação, Pinto da Costa, copianços... – Falando de reforços: o Benfica já encontrou um substituto para Tomasson? – Para o Benfica os nomes não interessam. Jogadores há muitos e para quem viu o Benfica do ano passado e vê o deste ano percebe que estamos melhor, pois já temos quatro reforços de nível. O que vem daí para fren te é da nossa conta. – Para quando? – Quando entendermos que devemos anunciar. – Como analisa as declarações de Pinto da Costa ao regozijar-se pelo facto de o Benfica não ter conseguido a contratação do dinamarquês? – Tenho o meu tempo tão ocupado com o Benfica que isso passa-me sempre ao lado. Mas as declarações que vêm daquele lado é sinal que as pessoas reconhecem cada vez mais o nosso trabalho e aquilo que tenho dito é que hoje muitos copiam o que estamos a fazer. Se estiveram atentos concluem que alguns clubes portugueses estão a ter grandes benefícios, a nível de receitas, com ideias do próprio Benfica [o Sporting será o alvo pelo facto de os leões terem feito contratos de naming do estádio e por terem cedido o nome de um dos seus pavilhões à mesma empresa de seguros que patrocina um dos pavilhões da Luz]. – Considera uma vitória do Benfica a continuidade da nomeação dos árbitros, algo por que batalhou nas última semanas? – Só comento isso no local próprio, que é a Liga de Clubes. Não se tratou de uma proposta do Benfica, tratou-se apenas de transmitirmos o que achávamos ser mais correcto. Dêem-lhe liberdade UM vagabundo em campo, correndo para a direita, para a esquerda. Livre, sempre livre. É assim que Alberto Bastos Lopes diz que Hélio Roque se pode tornar numa pedra preciosa para o Benfica. O treinador que celebrou com o jovem internacional a conquista de um campeonato nacional de juniores não duvida de que o futuro pode ser brilhante. É de liberdade que Hélio Roque precisa para que um dia se possa tornar numa estrela. É esta a leitura que se pode fazer das palavras de Alberto Bastos Lopes, treinador que hoje dirige o Sintrense, mas que um dia olhou para um menino franzino que mal jogava e percebeu que poderia estar ali uma verdadeira jóia. Quando Hélio Roque se desmarcou, recebeu o soberbo passe de Nuno Gomes e marcou o seu primeiro golo com a camisola do Benfica, os adeptos espantaram-se com a frieza do jovem numa hora tão inesquecível. Alberto Bastos Lopes, que o treinou na equipa de juniores, não. Aquele movimento frente ao West Bromwich acaba por ser a imagem demarca de um jovem que conhece bem, diz: "Gosto de o ver a jogar solto, atrás do ponta-de-lança. Quanto mais liberdade tiver melhor para o seu rendimento. É jogador sem grande poder de choque, mas com uma habilidade imensa na hora de fazer o último passe ou mesmo finalizar. Julgo que amarrá-lo a uma das alas seria um erro..." Sem dúvida que Hélio Roque tem génio, mas Bastos Lopes diz que há algo que pode até ser mais importante que o talento: "É muito bom tecnicamente e tem uma garra que só passa despercebida porque tem aquele aspecto franzino. Lembro-me que essa vontade de vencer fez com que tenha até marcado vários golos de cabeça, o que me faz pensar que para além do génio existe ali uma força de vontade imensa. No fundo, toda aquela agressividade pode ser determinante para uma carreira de sucesso." Para os adeptos nasceu outra estrela na Luz. Hélio Roque acaba por ganhar de um segundo para o outro um estatuto importante. É precisamente por isso que Bastos Lopes pede calma. Muitos jovens que cedo foram rotulados de génio se perdera e é isso que Bastos Lopes não quer ver com a mais recente esperança encarnada. Fica o alerta: "Tem condições para se tornar num jogador importante no Benfica. É verdade que ainda é muito cedo para se falar em Hélio Roque como uma estrela, que só com humildade pode vir a chegar longe, mas também o é que tem progredido muito e que com este crescimento pode tornar-se num daqueles jogadores que qualquer treinador quer ter. Nesta fase tem que saber resistir à fama e trabalhar ainda mais..." Pode já contar-se uma história de sucesso. Afinal, ainda há pouco ninguém pensava numa ascensão tão fulgurante. "Quando cheguei ao Benfica havia muitas dúvidas em relação a Hélio Roque. Era um jovem franzino que no primeiro ano de júnior pouco tinha jogado, mas quando começámos a trabalhar olhei-o como um jovem com grande potencial. Trabalhámos muito, modificámos algumas coisas, fizemos por torná-lo mais forte psicologicamente e colhemos bons frutos", concluiu. sábado, julho 23, 2005
O meu primeiro «hat-trick» GEOVANNI fez ontem o seu primeiro "hattrick" pelo Benfica, passando a encabeçar a lista dos melhores marcadores da equipa encarnada, na pré-época, com quatro golos. Bom prenúncio para o brasileiro. Antes de ser protagonista no jogo com o West Browmich, o brasileiro já tinha encantado Ronald Koeman com um golo fenomenal na vitória sobre o Sion. Um bom prenúncio, sem dúvida, para um jogador que tem por característica aparecer nos momentos decisivos, pecando por alguma irregularidade nos jogos de somenos importância. Mas o feito de Geovanni foi apenas um pequeno detalhe num colectivo que continua a dar mostras de ser muito mais equilibrado que o plantel da época passada. Beto ameaça ser um caso sério e após o brilharete com o Chelsea voltou a demonstrar que será muito difícil relegá-lo para o banco, mesmo que os concorrentes directos se chamem Petit e Manuel Fernandes. O mesmo sucede com Anderson. O ex-capitão do Corinthians não engana e tem capacidade para lutar ombro a ombro com Luisão e Ricardo Rocha pela titularidade. A sensivelmente 15 dias do primeiro jogo oficial, com o Vitória de Setúbal, e ainda sem os reforços prometidos, o mínimo que se pode dizer é que a águia já voa e os adeptos têm sobejas razões para se sentirem optimistas em relação aos compromissos que se avizinham. Uma goleada de 5-0 sobre um adversário da Premier League não acontece todos os dias e Koeman teve, decerto, razão extra para sentir-se satisfeito. E Hélio Roque? Não faz lembrar João Pinto? Uma mão cheia de promessas FOI o quarto teste deste novo Benfica da era Ronald Koeman e, também, aquele em que os encarnados conseguiram a sua primeira goleada. Cinco golos sem resposta dizem bem da superioridade incontestável da águia. Em boa verdade, quase se pode dizer que o Benfica dominou do princípio ao fim e banalizou em toda a linha uma equipa britânica que ainda está a anos luz de mostrar argumentos para se bater entre os melhores do campeonato inglês. Quando, no jogo anterior, o Benfica encontrou pelo caminho o poderoso Chelsea de José Mourinho, já se havia visto como é diferente esta equipa de Koeman. Diferente no futebol que pratica, no figurino táctico já não tanto, mas com variantes que a colocam noutro patamar. Frente ao Bromwich surgiram algumas novidades. Talvez porque Koeman não pôde contar com Karyaka, Nuno Assis, João Pereira e Luisão, que chegou há poucos dias ao grupo de trabalho, o holandês mexeu no onze. Léo, a contratação mais recente, ocupou o lado esquerdo da defesa e viu-se que é um lateral dinâmico, com sentido ofensivo latente. Depois, outra novidade foi a inclusão do jovem Hélio Roque, que fez o lado esquerdo, no lugar que habitualmente pertence a Simão. E se a primeira aposta foi ganha, esta, então, foi mais do que ganha. Hélio Roque não só encheu o lado esquerdo, como no segundo tempo, quando derivou para o lugar que Simão ocupou na primeira parte, atrás do ponta-de-lança, conseguiu manprimido ter o ritmo e a vivacidade, aliada, ainda por cima, a uma excelência técnica notável. Enfim, serviu tudo isto para ver um Benfica em4x2x3x1, um Benfica que não vivendo, ainda, com um verdadeiro ponta-de-lança, chegou aos cinco golos e deixou outros tantos por marcar. Ficou à vista que a equipa tem soluções e os jogadores... concorrência. Como ficou à vista, que onde a concorrência não existe (pese embora o número de golos marcados) é mesmo lá na frente, no lugar do tal matador que está anunciado mas ainda não chegou. Geovanni muito bem na finalização O West Bromwich não foi um adversário de peso. Ainda que pertença à elite dos clubes ingleses, a equipa de Bryan Robson desiludiu. Mas desiludiu ainda mais porque desde cedo o Benfica a impediu de desenvolver o seu futebol. Pressionando a meio-campo e conseguindo desbaratar um esquema rígido de 4x4x2 que os ingleses nunca mudaram, o Benfica chegou ao golo ainda cedo (5), na sequência de um pontapé de canto, estudado, com a bola a viajar para a cabeça de Beto e o brasileiro a tocá-la para trás, onde Geovanni, ainda de cabeça, rematou imparavelmente. Um golo que fez o Benfica crescer, sempre com a bola a cirandar de um lado para o outro e inteligentemente a chamar a si o adversário. E quando os ingleses se atreviam mais um pouco e o Benfica conseguia sair rápido para o ataque, então era um ver se te avias na defensiva britânica abria-se, escancarava-se completamente. Quando o segundo golo apareceu (25), não foi mais do que isso aquilo que aconteceu. Petit ganhou a bola a meio-campo, de imediato a colocou nas costas da defesa e Geovanni, que nem uma seta, embalou, isolou-se e facturou. Dois golos de vantagem e o Benfica a jogar num carrossel do meio-campo para frente, com Nuno Gomes a vir atrás, Geovanni a a parecer bem na direita (Alex também) e Hélio Roque a corresponder na esquerda (bem apoiado por Léo), cabendo a Simão, no eixo, tabelar com Nuno Gomes e procurar ganhar partido da dureza de rins de um adversário estonteado. Golos e mais golos, sempre bonitos Curiosamente, quando se esperava que Koeman mudasse a equipa para a segunda metade do jogo, o que se viu foi apenas a troca (esperada e justificada) de Léo por Dos Santos. Ganhou o espectáculo, até porque os ingleses entraram no mesmo jogo e nada alteraram. E ganhou Nuno Gomes, que apareceu de imediato a rematar (finalmente!) perigosamente, quase fazendo golo. Como que inspirado, o atacante entrou no jogo de outro modo e voltou a estar muito bem no terceiro golo, tabelando para Hélio Roque fazer o gosto ao pé. Mais um golo bonito, com o West Bromwich sem capacidade para responder fosse ao que fosse, imutável, tãopouco logrando incomodar Moreira. O Benfica agradeceu, é verdade, e sem ter imprimido ao jogo e ao seu futebol uma velocidade por aí além, imprimiu a velocidade suficiente para voltar a marcar, através de combinação vistosa entre Nuno Gomes e Geovanni. Quatro golos já dava para respirar bem, mais do que bem. E Koeman lá se resolveu a mudar alguma coisa. Foi então que o jogo mudou, porque as equipas também foram mudando. Mesmo assim, o quinto golo ainda surgiu e também este bonito, magnífico, de Simão. Quando não há cão caça-se com gato Este Benfica mereceu golear por tudo o que fez, independentemente do valor mostrado pelo adversário. Importa dizer que a equipa de Koeman fez golos mas mostrou promessas. E Hélio Roque é uma delas. E importa dizer, que na ausência de um matador, o Benfica disfarçou senhorialmente, indo buscar à versatilidade dos seus homens de ataque movimentos e combinações suficientes para abrir caminhos para a baliza. Daí resultou a goleada. Perguntar-se-á: então, para quê um matador? Ele não existe, mas faz falta. Nem todos os jogos são iguais e nem todos os adversários são como este West Bromwich... Resultado não permite dormir DESTA vez Ronald Koeman gostou de tudo. A exibição em toda a partida frente ao West Bromwich Albion (WBA) foi do seu agrado, o que levou ao resultado tão expressivo de 5- 0. Léo teve boa estreia e Beto continua a fazer jogos positivos, mas Koeman alertou para o facto de que é proibido adormecer à sombra deste sucesso de pré-época. O Benfica vai no bom caminho. Se frente ao Chelsea, na Luz, o treinador holandês apontou algumas falhas na sua equipa, ontem as coisas foram diferentes : "Foi um jogo bonito, bem jogado do princípio ao fim, o que nos deu muitas possibilidades. O resultado de 5- 0 está muito bem, vimos o Benfica com ritmo e vai no bom caminho." O técnico holandês decidiu colocar o mais recente reforço Léo na equipa titular, guardando-lhe no fim alguns elogios após a observação de 45 minutos. "Pareceu-me que tem qualidade e vai trazer muito dinamismo à equipa, sabe subir no terreno e com Simão e Hélio Roque na esquerda surpreendemos muito o adversário ", analisou. Beto teve, mais uma vez, uma noite de encher o olho. "Trabalha muito, talvez até demais [risos]... digo-lhe que tem de ter mais tranquilidade, mas está a fazer um trabalho muito bom", considerou. Quanto a Geovanni, autor de três golos, Koeman mostrou-se também satisfeito com o brasileiro: "Estou muito contente, não só pelos golos que fez, mas também porque se distribuiu pelo campo, a atacar e a defender. Todos têm liberdade no campo, mas há que destacar a defesa, onde os laterais podem subir se Beto e Petit estiverem a controlar o meio-campo." Gorada a hipótese de Tomasson, o Benfica continua à procura de um ponta-de-lança, como confirmou: Queremos ter dois ou três jogadores para todas as posições. Temos a intenção de termais jogadores na frente apesar deste resultado, que não é para dormir. Procuramos também um jogador para actuar do meio campo para a frente, mas sabemos que o Hélio e o Simão podem jogar atrás do ponta de lança. Hoje foi um teste e funcionou muito bem." No geral, a diferença para o jogo com o Chelsea "foi a criação de mais oportunidades": "Há que destacar a luta, o trabalho e noto que há raça. Para os jogadores é mais divertido jogar com mais liberdade." Avançado só por empréstimo Se não falou muito aos jornalistas portugueses sobre o avançado que poderá vir, Koeman levantou um pouco mais o véu aos holandeses: "O Benfica está a tentar conseguir um avançado apenas por empréstimo. " Questionado sobre a hipótese de Charisteas, que levou para o Ajax, mostrou estar informado sobre a situação do jogador. "O Ajax só está interessado em vendê-lo", disse, pondo-o, de imediato fora de hipóteses. Realistas, diz Robson O treinador do WBA, Brian Robson, mostrou-se conformado: "Foi um choque e a única coisa bom foi não ter havido lesões. O Benfica jogou bem, rodou muito bem a bola e nós não temos individualidades para competir com eles, temos de ser realistas. Ninguém gosta de perder." Senti-me como se estivesse em casa FOI com alguma surpresa que Léo surgiu no onze inicial escolhido por Ronald Koeman, embora fosse certa a sua estreia na noite de ontem. O defesa-esquerdo ex-Santos alinhou apenas nos primeiros quarenta e cinco minutos e, apesar da boa condição física apresentada, terá sentido algum cansaço, razão pela qual ficou nos balneários ao intervalo. Em conversa com os jornalistas, à saída do balneário, Léo respondeu com sorrisos e com uma pergunta à primeira questão que lhe foi colocada. "Eu é que vos [jornalistas] pergunto, correu bem?", soltou. Mais a sério, analisou de forma positiva a estreia. "Senti-me bem, senti-me como se estivesse em casa. Para quem só fez um treino, foi óptimo. Foi só o início, ainda tenho muito para dar ao Benfica", garantiu. Sobre a goleada imposta ao West Browmich, não se mostrou surpreendido: "Tratando-se do Benfica, uma equipa que joga sempre para ganhar, tem de ser assim, sem menosprezar o adversário. Temos de nos habituar a vencer sempre." Léo terminou dizendo que gostou da "boa movimentação da equipa". Geovanni feliz pelo primeiro "hat-trick" A maior figura da noite foi, contudo, Geovanni. Três remates certeiros num só encontro é feito que não acontece todos os jogos, sobretudo para quem não é ponta-de-lança. "Estou muito feliz pelo facto de ter apontado três golos, até porque nunca tive o privilégio de o fazer ao serviço do Benfica ", começou por dizer Geovanni na entrevista rápida à RTP. O jogador está optimista com o início de época dos encarnados. "Começámos bem e estamos no caminho certo para encarar com confiança todas as competições que temos pela frente", referiu. Elogiando o trabalho de Ronald Koeman, afirmaria: "É um excelente treinador. Giovanni Trapattoni já tinha deixado uma boa base e penso que estamos a dar continuidade. O Benfica tem jogado bem e tem de continuar assim." Para Geovanni, e apesar do expressivo resultado de ontem, naquele que foi o quarto ensaio da pré-época para os actuais campeões nacionais, a equipa ainda pode produzir mais. "Falta melhorar apenas a condição física para atingirmos os nossos objectivos", disse. Quero ver o Benfica na final da «Champions» RECEBIDO em clima de grande festa por cerca de 600 adeptos de São João da Madeira, Luís Filipe Vieira reforçou a importância de o Benfica se tornar, a breve prazo, o maior clube do Mundo em títulos conquistados e número de sócios. Mas foi na projecção das metas desportivas para a nova época que o líder encarnado empolgou a sala, ao manifestar o desejo de ver a equipa na final da Liga dos Campeões. Apesar de debilitado por uma forte constipação, Luís Filipe Vieira manteve-se firme na defesa do ambicioso projecto de crescimento em matéria de sócios que já o fez percorrer diversas regiões do País. Ontem, esteve em São João da Madeira, envolvido pelo abraço de uma família unida que ouviu com entusiasmo o discurso do presidente do Benfica. Garantindo que, no capítulo do futebol profissional, "o clube não vai desviar-se um milímetro da sua linha de orientação", o dirigente prometeu um balneário unido no objectivo de revalidar o título nacional. Mas foi mais longe Luís Filipe Vieira ao anunciar o desejo de ver o Benfica "ir ao mais longe possível na Liga dos Campeões." "Para mim, ir o mais longe possível é atingir a final da competição ", elucidou, perante uma plateia rejubilante. Em traços gerais, defendeu as virtudes do kit destinado a captar mais associados, referindo que ao Benfica "só falta mesmo ser o maior clube do Mundo" em número de sócios e títulos, uma meta que Luís Filipe Vieira está convencido ser possível cortar com sucesso "se todos compreenderem a importância que a campanha tem no presente e no futuro do emblema." Como exemplo, descreveu alguns cenários delicados "que a actual Direcção teve de resolver " nas modalidades, designadamente, no ciclismo. "A Volta a Portugal custou a esta Direcção 250 mil contos! Por vezes perguntam-me por onde anda o dinheiro. O dinheiro serviu para pagar dívidas e restituir a dignidade que hoje o Benfica tem", disse, esclarecendo que a campanha do kit não é comparável "à Operação Coração, uma vez que o adepto tem retorno garantido do investimento. " Do Benfica só guardo boas recordações Sorte com a chegada de Giovanni Trapattoni, que há um ano o indicou aos encarnados, azar, a honrar o nome próprio, com a escolha de Ronald Koeman para a sucessão ao treinador italiano. Azar Karadas acertou anteontem a transferência, por empréstimo até ao final da época, para o Portsmouth e ontem já integrou o estágio que a equipa da Premier League inglesa está a realizar em França. Na hora da partida o ponta-de-lança norueguês não esboçou qualquer crítica ao técnico holandês, nem mesmo quando confrontado com a veia goleadora que evidenciou na pré-época. Nunca primou pelo virtuosismo, obrigou mesmo Trapattoni a perder algum tempo durante a época passada a tentar apurar-lhe a capacidade técnica, mas acabou por revelar-se de extrema utilidade em inúmeros jogos. Naqueles jogos em que o desespero obrigou a praticar um futebol mais directo, de bolas a pingar em catadupa sobre a grande área do adversário, afinal o estilo que melhor se ajusta às características atléticas de Azar Karadas. Com o adeus do treinador italiano, a caminho do Estugarda depois de ter conseguido resistir às saudades da terra natal, complicou-se a vida do internacional norueguês. "Trabalhar sob as ordens de Giovanni Trapattoni foi uma experiência importantíssima para a minha carreira", admitiu, sem mágoas em relação a Ronald Koeman, o principal responsável pela saída da Luz, que nem sequer se deixou influenciar pelos dois golos marcados, um deles magnífico, nos desafios particulares disputados na Suíça: "Dois golos não mudam nada. Nunca tive problemas com Koeman e até julgo que se trata de um bom treinador. O futebol é feito de mudanças. Há que saber conviver com essa realidade. Prefiro lembrar que vivi um ano fantástico. Sou campeão de Portugal, ao serviço de um clube com adeptos admiráveis. Do Benfica só guardo boas recordações. Talvez precisasse de mais tempo. O futebol norueguês é diferente do português, muito diferente... A língua também. E só tenho 23 anos." Amor antigo de Alan Perin Quando se começou a delinear a possibilidade de ser dispensado, entre outros emblemas, o Besiktas, da Turquia - os pais de Karadas são turcos -, manifestou-se "fortemente interessado ". Do Estugarda surgiu, também, uma abordagem, "apenas isso", sem sequência. Até que o Portsmouth, orientado pelo francês Alan Perin, técnico que há muito acompanhava a carreira do avançado, acordou o empréstimo com o Benfica, por uma época, com opção de compra para os ingleses no final da temporada. "Se penso voltar a Portugal? Veremos dentro de um ano. Para já estou bastante feliz com a mudança. A equipa é boa e a liga inglesa é um aliciante para qualquer profissional. O facto de Alan Perin gostar da minha forma de jogar contribuiu decisivamente para a opção pelo Portsmouth ", sublinhou, ansioso por experimentar a atmosfera única da Premier League: "Todas as semanas defrontamos grandes equipas. Que mais posso pedir?" |
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