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segunda-feira, janeiro 31, 2005
SAD faz "forcing" por avançado A Administração da Benfica SAD não desiste de tentar, em tempo útil, reforçar o plantel às ordens de Trapattoni com, pelo menos, mais um jogador. Nas últimas horas foram desenvolvidos intensos contactos para garantir até às 18 horas de hoje o concurso de um atleta de características ofensivas. As inscrições na Liga encerram hoje, é uma corrida contra o tempo. O tempo escasseia para Trapattoni ter mais reforços na sua equipaOs ponteiros do relógio avançam velozmente para o fecho do mercado de Inverno, as inscrições de reforços terão de dar entrada nos serviços da Liga de Clubes até às 18 horas. Impreterivelmente. E na Luz, os responsáveis da Benfica SAD têm encetado nas últimas horas intensos contactos para dar uma última prenda ao plantel dirigido por Trapattoni. Gorada a vinda de Maxi López, que rumou a Barcelona, o Benfica iniciou de imediato contactos, via fundo de investimento, para assegurar uma alternativa. Depois de ter garantido André Luís e Nuno Assis, as prioridades centraram-se na aquisição de um avançado e um centro-campista, mas nesta altura os contactos mais intensos têm sido para conquistar um jogador para fazer companhia a Nuno Gomes, Mantorras e Karadas. E ao que A BOLA apurou, os dirigentes da SAD encontram-se mesmo a negociar em dois campos diferentes, esperançados de que de um deles possa surgir luz verde para inscrever atempadamente o desejado reforço. As negociações decorrem rodeadas de grande secretismo, embora se saiba que o alvo das pretensões benfiquistas se encontra no mercado europeu. Ou seja, caso o processo negocial encerre rapidamente e com sucesso, os encarnados conseguirão colocar na Liga a necessária documentação para a sua inscrição, mesmo que o jogador ainda não esteja em Lisboa. Depois de falhada a abordagem a Maxi, o Benfica tentou antecipar a vinda do também argentino Lisandro López, avançado do Racing Avellaneda, mas os dirigentes locais foram inflexíveis e apenas em Junho permitem a saída do goleador. Os encarnados viraram-se então para o mercado europeu, onde existem vários jogadores referenciados. Walter Pandiani, do Desportivo da Corunha, foi o último nome a surgir como estando nas cogitações do Benfica. Mas o avançado uruguaio prefere outras paragens: Itália e Inglaterra são destinos mais atraentes. Tremendo no último passe O FABULOSO destino de Nuno Assis começou a construir-se numa tarde fria da Lousã. A Alvalade chegaram ecos de um talento que andava à solta pela serra e logo Carlos Pereira, treinador de juniores do Sporting, seguiu viagem para ver se... o miúdo era mesmo bom. Era júnior de primeiro ano e já jogava na equipa de seniores do Lousanense, na durinha II Divisão. Sim, era craque e depois de feito o relatório ficaram os leões a saber que era preciso ir buscar aquele menino. Nuno Assis partiu para Lisboa. Sozinho na cidade grande, não se conseguiu adaptar facilmente, mas logo no primeiro ano foi campeão de juniores. Não se enganara Carlos Pereira. Nuno Assis formava um trio de ataque temível com Luís Boa Morte e Vargas e ainda hoje o treinador diz que em Alvalade se cometeu um erro histórico: "É verdade que demorou a demonstrar todo o seu talento mas ainda hoje sinto mágoa por não ter tido uma verdadeira oportunidade no Sporting. Julgo que foi um desperdício terem deixado Nuno Assis ir embora." Carlos Pereira conhece bem as características do jogador que comandou com sucesso. "Na minha opinião, deve jogar solto, atrás do ponta-de-lança. É um jogador muito criativo, capaz de ser temível no um para um, o que faz com que não deva ser muito sacrificado em missões defensivas. Sim, podemos-lhe chamar número 10, já que é um jogador de grande personalidade e que consegue ser tremendo no último passe", diz. Carlos Pereira não se espanta com o sucesso de Nuno Assis. Há muito que conhecia o seu talento, já que foi a primeira pessoa que o viu jogar no Lousanense. Com ele foi depois campeão de juniores em 1995/96, numa equipa que tinha Caneira, Patacas, Carlos Fernandes, Luís Boa Morte, Vargas e... Simão Sabrosa. Por tudo o que viveram juntos, Carlos Pereira fala com naturalidade do salto de Nuno Assis e até dá uma pista para se ter entendido bem com Simão. Poderá vir dos tempos dos juniores no Sporting? Talvez não... "Desde essa altura senti que eram jogadores que desequilibravam. Apesar disso, só na fase final desse campeonato nacional de juniores estiveram juntos, já que Simão era ainda juvenil e foi integrado apenas nos encontros decisivos. Ainda hoje podemos ver que têm um futebol muito idêntico. Têm cultura táctica, conseguem ser imprevisíveis e isso viu-se frente ao Moreirense." Fala quem sabe... Mágico na Luz Só dez anos depois de ser descoberto por Carlos Pereira, Nuno Assis conseguiu afirmar-se e dar o grande salto. Desde cedo lhe viram qualidades para jogar num dos três colossos de Portugal, mas tardou o realizar do sonho. Apesar disso, nas bancadas do D. Afonso Henriques percebeu-se que o jovem que encontrou em Guimarães espaço para brilhar caiu imediatamente no goto dos benfiquistas. "O nosso mágico é português... Nuno 15 Assis", lia-se num dos muitos cartazes. Nuno Assis provou que estavam certos os homens da SAD do Benfica quando decidiram chamá-lo para a exigente fase final do campeonato. O início triunfal da sua caminhada no Benfica desenhou-se com um golo e, como se não bastasse, esteve ainda na génese do tento inaugural, marcado por Nuno Gomes. Confirmados ficaram os atributos que chamaram a atenção dos homens-fortes da Luz. Para além de grande competência a criar, Nuno Assis revela arte para marcar. Nos 154 encontros que disputou na SuperLiga, o craque nascido na Lousã marcou 14 golos-12 com o pé direito (como aconteceu na última jornada), dois de cabeça e um na sequência de um pontapé da canto. Com Nuno Assis no onze, Trapattoni poderá vir a ganhar um elemento que pense o jogo e, mais importante, passar a ter o criador que lhe faltava. Zahovic não conseguiu este ano iniciar qualquer jogada que tenha acabado em golo e essa é uma das características que o reforço de Inverno do Benfica tem bem vincada. Nos 154 jogos já realizados na SuperLiga, Nuno Assis conseguiu fazer 33 assistências, quatro delas na presente edição da mais importante prova do calendário português. sábado, janeiro 29, 2005
A estreia de Assis NUNO ASSIS vai estrear-se com a camisola do Benfica, e logo a titular, em... Guimarães, frente ao Moreirense. Um curioso regresso a casa, agora com outras cores. De resto, Nuno Assis e André Luís foram as duas novidades na comitiva que ontem seguiu para a cidade berço. José Veiga, homem forte do futebol encarnado, chefiou a comitiva que ontem se instalou no Hotel de Santa Marinha, em Guimarães. Para trás, um almoço com a equipa, no Estádio da Luz, refeição à qual se juntou o presidente Luís Filipe Vieira. E apenas a presença terá dito tudo quando às expectativas e exigências para o jogo de hoje, com o Moreirense. Depois de uma viagem de quatro horas, com paragem na Mealhada para descanso, pequenas compras e... alguns autógrafos, o Benfica instalou-se numa unidade hoteleira que oferece uma magnifica vista e o descanso que permite máxima concentração. Curiosamente, pelo caminho, o autocarro do Benfica cruzou- se com um carro onde seguia Ricardo Rocha, que, não podendo jogar, se deslocou ao Minho, onde tem família. Aposta em Nuno Assis Dois nomes integraram a comitiva encarnada pela primeira vez: os reforços André Luis e Nuno Assis. Por ironia do destino, o segundo estreia-se com uma deslocação a Guimarães, cidade que deixou para rumar à Luz. E deverá mesmo entrar com o pé direito na equipa, já que Trapattoni está a pensar conceder-lhe a titularidade. Mais uma coincidência: estrear-se com a camisola encarnada num estádio que foi a sua casa até há tão pouco tempo. Em relação às apostas de Trapattoni para o jogo com o Moreirense, Alcides deverá substituir Ricardo Rocha, lesionado, no eixo da defesa. No meio campo, saem Petit, castigado, e poderá sair Bruno Aguiar, por opção. Deverão entrar Nuno Assis e, provavelmente, Fyssas. Ou seja, o treinador estará inclinado a mexer um pouco no meio campo e ataque, com Fyssas e Dos Santos na ala esquerda e Simão ao meio, no apoio di - recto a Nuno Gomes. Uma ideia que há muito equaciona e que foi testando a espaços. O último ensaio aconteceu no jogo com o Sporting, quando fez entrar Fyssas, mandou avançar dos Santos e colocou Simão ao meio. Uma vez mais gostou do que viu, já que o Benfica saiu a ganhar no meio-campo e na capacidade de transposição eficaz defesa/ataque. Como há várias semanas que esta hipótese tem sido colocada, é razoável pensar-se que poderá ser desta que Trapattoni vai apostar nela. Temos de vestir o fato de macaco ÁLVARO MAGALHÃES considera que o Benfica terá de reunir todas as forças para manter o nível exibicional da última quarta-feira este fim-de-semana. Nuno Assis e André Luís poderão já ser utilizados e os dois já estarão bem dentro do espírito que se pretende: correr e lutar para não perder pontos. Sabemos que o Moreirense está à espera de um Benfica cansado. É normal que isso aconteça devido ao desgaste do jogo de quarta-feira como Sporting, mas vamos pedir aos jogadores que estejam a 100 por cento psicologicamente para ganharmos a um adversário de grande qualidade », avisou Álvaro Magalhães. O adjunto de Trapattoni reforçou a ideia: «Mas nós queremos vencer, não podemos perder pontos e só a vitória nos interessa. A equipa que vai entrar em campo tem de estar muito concentrada, com uma grande atitude, como a do jogo contra o Sporting e outros. Temos de lutar, correr, ser uma equipa forte em todos os sectores e ter muita humildade. Se entrarmos como fato de gala não vamos ganhar o jogo, por isso temos de vestir o fato de macaco, correr e lutar para ganhar ao Moreirense, que vai tentar contrariar o favoritismo do Benfica.» Nuno Assis e o André Luís estão convocados, «mas só amanhã [hoje] se vão dissipar algumas dúvidas. Vamos falar com os jogadores e ver qual a melhor solução». Sem Petit, castigado, será necessário novas alterações no onze. «Os que vão entrar têm de dar o seu melhor e temos de confiar em todos os jogadores, são todos importantes na estrutura da equipa. Aquele que vai entrar para o lugar do Petit vai dar o seu melhor e garantir à equipa boa consistência nesse sector. Só assim é que o Benfica pode ganhar ao Moreirense. Temos de pensar nisso e os jogadores sabem da responsabilidade desse desafio », acrescentou. Reforço só se for de grande qualidade A quatro dias de fechar o mercado de inverno, Álvaro Magalhães prefere pensar nos jogadores que o Benfica já tem e vai recuperando: «Reforços? Vamos ver,mas há três meses dizia que os reforços estavam cá dentro. Destaquei o Alcides na altura e viu-se que ele é um belíssimo jogador. Se o presidente e a Administração da SAD entenderemquehá necessidade de outro jogador, que seja de grande qualidade. Falhar nesta altura é imperdoável e, para estar a contratar um atleta para não jogar, é preferível dar oportunidade aos nossos. Temos na equipa B jogadores que poderão treinar com a equipa principal eapareceremdaí novos talentos.» Mesmo assim, háque ter alternativas: «Trapattoni sabe oqueequipa precisa para colmatar ausências, é preciso ter opções para lesões, castigos ehá que olhar para o banco e saber que tem jogadores de qualidade », concluiu. Estão preocupados connosco... A presença de José Veiga e Luís Filipe Vieira na sala de imprensa foi justificada pela apresentação de Nuno Assis, mas já se sentia um desconforto provocado pela notícia publicada no Diário de Notícias, que dava conta de divergências entre o presidente e Veiga. Vieira garantiu que o Benfica não vai fazer contratações loucas, havendo sempre a aposta nas camadas jovens. O DN conta que Vieira está «desiludido com Veiga» e privilegiará transacções de jogadores com o empresário Jorge Mendes, o mesmo que tratou da transferência de Nuno Assis e tentou Maxi Lopez. Vieira atribuiu a notícia a «adversários do Benfica preocupados» com o sucesso do clube. «Isso dá vontade de rir. O importante é dizer aos benfiquistas que estamos satisfeitos com o nosso trabalho. Parece que se sentem atemorizados por uma equipa que naturalmente tem vícios de ser vencedora. A notícia saiu porque pensavam que o Benfica ia ser eliminado pelo Sporting. Havia segundas intenções e penso que não vem de dentro do clube, mas de administrações de adversários, preocupados com o Jorge Mendes», sublinhou. Para explicar que «o que vem nos jornais não faz sentido », Vieira deu um exemplo: «Tentaram vender-nos o Leo Lima, mas dissemos que não estávamos interessados. O presidente Carlos Pereira é testemunha disso. No Sporting-Benfica perguntou se havia algum interesse, se não o jogador iria para o FC Porto; respondi que não havia interesse. Veio nos nos jornais que o Leo Lima tinha sido desviado para o FC Porto.» Roger pode jogar Vieira adiantou que Roger pode ser utilizado por Trapattoni: «Ele é nosso jogador e se o treinador o quiser pôr a jogar pode fazê-lo. Não sou eu quem faz a equipa, o treinador sabe quais as qualidades do Roger, quando entender que vai jogar, joga, ninguém o proibiu de jogar no Benfica.» Aposta nos jovens Se não houver condições para mais uma contratação, Vieira adiantou que a solução já existe no clube. «Vamos apostar na formação. Temos uma estratégia, um percurso e uma meta. Entre José Veiga e Luís FilipeVieira não há problema algum», reiterou. Embora «atentos ao mercado», Vieira diz que o Benfica não fará loucuras: «Temos uma equipa B onde estão jovens que sabem o que é aquela camisola do clube. Se não houvermais nenhum jogador, temos muitos valores dentro da nossa casa.» sexta-feira, janeiro 28, 2005
Contra-relógio para reforçar ataque AS inscrições de jogadores nesta fase de mercado de Inverno encerram já na segunda-feira, mas o Benfica ainda tem esperança de conseguir pelo menos mais um reforço para o ataque da equipa. Via fundo de investimento, continuam as negociações por Lisandro López, craque argentino, de 21 anos, do Racing de Avellaneda. Na calha está ainda um outro jogador, cujo nome a SAD mantém em segredo. Luís Filipe Vieira e José Veiga desenvolvem contactos para reforçar o plantel e nos próximos dias poderá chegar à Luz mais um jogador, que estará a ser negociado no mais absoluto segredo. A SAD tem consciência das limitações atacantes do grupo às ordens de Giovanni Trapattoni e considera urgente pelo menos mais uma contratação, para que os benfiquistas possa encarar com maior confiança o resto de campeonato. Sokota deixou de fazer parte dos planos do clube—treina com a equipa B até final da época, quando termina contrato — Pedro Mantorras ainda não está na forma ideal e, portanto, restam Nuno Gomes e Karadas. As alas estão igualmente carenciadas, pois se Carlitos pode ser opção para Geovanni... Simão não tem substituto directo na esquerda do ataque e uma lesão iria criar graves problemas à equipa. Atendendo à indisponibilidade financeira do Benfica, este negócio em perspectiva passará, seguramente, por um empréstimo. A decisão não estará, portanto, nas mãos dos dirigentes do clube da Luz, embora estejam a ser feitos grandes esforços para que Nuno Assis e André Luís não sejam as únicas prendas no sapatinho de Trap. Último esforço por Lisandro López Paralelamente à operação que o Benfica desenvolve directamente para contratar um jogador, decorrem igualmente contactos para que seja possível trazer Lisandro López para a Luz ainda este mês. Novamente, a decisão não está nas mãos do Benfica. O melhor marcador do campeonato argentino da época passada, de 21 anos, custa qualquer coisa como cinco milhões de euros, mas certamente um pouco mais para que o Racing esteja disposto a libertá-lo já, no arranque da época argentina e no caminho para a disputa da Taça Libertadores. A aquisição de Lisandro apenas será possível através do GSI, fundo de investimento que também tentou comprar o passe de Maxi López, para depois o colocar no Benfica. O ponta-de-lança acabou por assinar pelo Barcelona, que por ele pagou seis milhões de euros. O Benfica não tem condições de negociar, mas pressiona e ainda acredita que pode ter sucesso. Até segunda-feira tudo é possível. Roger não desiste NÃO está altamente motivado porque pode sair a qualquer momento do clube e, por isso, não será opção até ao final do mês, data em que termina a reabertura do mercado de transferências. Mas Roger parece não desistir e tem vindo a mostrar os seus dotes a Giovanni Trapattoni. Ontem marcou um golo e foi dos que mais encheram o campo no jogo de treino frente à equipa B (1-1). No final ainda se queixou do frio mas, enquanto o apito de Álvaro Magalhães não soou, o esquerdino foi dos que tentaram manter a temperatura elevada. Nem a propósito: depois de ultrapassar o Sporting nos oitavos-de-final da Taça de Portugal, os encarnados realizaram ontem de manhã um treino... no campo principal do Estádio Nacional, palco da final da prova rainha. Giovanni Trapattoni decidiu fazer descansar os titulares que alinharam no encontro de véspera e observar atentamente a evolução dos menos utilizados frente à equipa B, de Tiago Gomes, Hélio Roque e Manuel Curto, apenas para citar algumas das jovens promessas do clube. Naturalmente, o ritmo de jogo não foi intenso — apesar de Everson e o reforço André Luís terem usado da virilidade em alguns lances — mas permitiu a Roger mostrar a Giovanni Trapattoni (que observava, concentrado, os trabalhos) que pode ser uma solução definitiva para o meio-campo ofensivo dos encarnados. Um golo... de pé direito, em remate cruzado, e um conjunto de aberturas para golo conseguiram fazer esquecer a manhã gélida no vale do Jamor. Em suma, uma prestação para italiano ver. Olhos em Everson e André Luís Mais dois jogadores que Trapattoni esteve a observar com atenção: Everson e André Luís. O primeiro regressa de uma operação para debelar uma pubalgia, o segundo ingressou no plantel há pouco mais de uma semana. Se o médio acusou algumas limitações físicas (o seu nome ainda consta no boletim clínico), o central está mais solto, mostrou mestria em vários cortes e ainda tentou a marcação de um livre directo, uma das suas especialidades. Assis e André Luís para o Moreirense NUNO ASSIS passou o dia de ontem em exames médicos, ainda não foi oficialmente apresentado, mas A BOLA sabe que será convocado para o jogo de amanhã, frente ao Moreirense. O mesmo se passará com o brasileiro André Luís. Já chegou o certificado internacional e, tendo em conta a lesão de Ricardo Rocha, Trapattoni não deverá colocar de lado mais esta opção para o lugar de defesa-central. A apresentação de Nuno Assis estava prevista para ontem, mas foi novamente adiada. De qualquer forma, o médio criativo contratado ao Vitória de Guimarães deve ser convocado pelo treinador italiano e já deve constituir opção para o encontro de amanhã, frente ao Moreirense. É possível, até, que seja titular, tendo em conta as poucas opções que neste momento existem para o lugar. Assis pode ser ainda hoje oficialmente apresentado como novo reforço e depois seguirá viagem com a comitiva para Guimarães, onde se realiza o encontro com a equipa de Moreira de Cónegos. Recorde-se que Nuno Assis já realizou dois treinos com a equipa do Benfica, um apenas físico e outro com bola, pelo que o técnico encarnado já teve oportunidade de avaliar, ainda que superficialmente, as características e qualidades do jogador. Chegou o certificado de André Luís Já chegou a Portugal o certificado internacional de André Luís e o brasileiro, que trocou o Santos pelo Benfica, já está inscrito, com a situação regularizada e em condições de ser chamado por Trapattoni. Isso mesmo deverá acontecer hoje, tendo em vista o desafio de amanhã. Ricardo Rocha tem uma lesão muscular na face externa do gémeo direito e não pode jogar, pelo que, no plantel, apenas Amoreirinha ficaria em condições de substituir Luisão e Alcides, prováveis titulares frente ao Moreirense. Trap deverá convocar André Luís, que se tem revelado um defesa forte fisicamente e com capacidade técnica para sair a jogar e em lances de bola parada. quinta-feira, janeiro 27, 2005
Benfica 3 - 3 Sporting 7 - 6 após Marcação de grandes penalidades 4m 1-0 por Geovanni, a um metro da linha de golo, tirando benefício de um livre de Simão, que leva a bola a ser desviada por Tiago e a bater no poste 23m 2-2 por Geovanni, em voo de cabeça e em recarga a livre indirecto, com defesa incompleta de Tiago e mau posicionamento dos defesas 116m 3-3 por Simão, em potente pontapé com o pé direito, fora da área, com a bola a tabelar suavemente na trave antes de entrar Arbitragem ANTÓNIO COSTA Um jogo frenético, difícil para António Costa. Erros vários. Sala de Imprensa ÁLVARO MAGALHÃES (treinador adjunto do Benfica) Grande jogo vencedor justo ÁLVARO MAGALHÃES substituiu Giovanni Trapattoni na conferência de imprensa, já que o italiano preferiu dar ao seu adjunto a responsabilidade de falar de encontro tão intenso. «Assistimos a uma verdadeira final antecipada, a um grande jogo de futebol que teve um justo vencedor», disse. Álvaro defende a opinião com números. «Foi o Benfica a equipa que criou as melhores oportunidades. Neste jogo de grande luta, este grupo fez por merecer a felicidade que teve nas grandes penalidades.» Para os adeptos ficou esquecida a desilusão que foi a derrota frente ao Beira- Mar. Mas que razões poderão existir para a metamorfose? Resposta: «São jogos muito diferentes. No final desse encontro senti nos balneários que os jogadores estavam revoltados e nesse momento percebi que iríamos vencer o Sporting. Com as grandes equipas a motivação é maior mas esta é a atitude que teremos de ter até ao fim deste campeonato. Queremos ganhar a Taça e a SuperLiga e sabemos que temos de trabalhar muito para isso...» Álvaro fez mais elogios ao Sporting e garante que acreditou sempre que a sua equipa acabaria por ganhar: «Defrontámos jogadores de grande experiência internacional que provaram que a idade não conta. Mas senti sempre que seríamos nós a vencer. Mesmo quando Paítomarcou o terceiro golo disse no banco que empataríamos e que poderíamos até marcar o quarto golo depois disso. Este maravilhoso público bem o mereceu, porque foi fantástico. O adjunto de Trapattoni sublinhou ainda a importância da vitória para os próximos jogos, também para duelo da UEFA com o CSKA Moscovo e ainda confessou que não gostou de ouvir José Peseiro criticar João Pereira. Sobre os assobios a Trapattoni, declaração evasiva: «Estava concentrado no jogo. Não ouvi! É natural que quando as coisas não correm bem os adeptos se manifestem, mas não sentimos nada disso. Muitas vezes essas vaias servem para nos motivar e fazer os jogadores correrem mais. São para nós como um elogio... » Geovanni: «Trabalhámos com firmeza» «O Benfica está de parabéns pela qualificação. Dedico esta vitória à equipa do Benfica que tem muito valor, ao nosso treinador e à direcção do clube. Trabalhámos com firmeza e conseguimos a vitória, que era o mais importante». Luís Filipe Vieira: «O Benfica ganhou muitíssimo bem» «Gostaria de dar os parabéns ao Sporting e aos nossos jogadores. As duas equipas foram dignas uma da outra. O Benfica ganhou muitíssimo bem, mas se o Sporting tivesse ganho também era justo». O Benfica um a um Oportunismo de Geovanni no pé de Simão O extremo brasileiro revelou dotes de goleador insaciável e o capitão encarnado "fechou" a contabilidade com remate fulminante de meia-distância. Defesa e meio-campo passaram por momentos complicados, mas não caíram SÉRGIO ANDRÉ Quim 6 Uma noite complicada para o guardião encarnado. Sofreu três golos, e nada podia ter feito para os impedir. Não se adaptou às sucessivas investidas aéreas do conjunto de Peseiro - foi pouco decidido a abandonar os postes -, no entanto compensou essa lacuna com algumas intervenções de bom nível, que impediram que os "leões" festejassem mais golos. Resolveu bem um atraso de bola mal medido de João Pereira. João Pereira 5 O jogo foi intenso desde o apito inicial e já se sabe que o lateral-direito encarnado ferve em pouca água, ou seja, perde a concentração com alguma facilidade, permitindo que os adversários se agigantem e aproveitem o seu nervosismo para explanarem o seu futebol. Hugo Viana e Liedson acabaram por tirar partido dessa situação, criando sucessivos lances de perigo sempre que apareciam no seu corredor. Aos 15', cometeu uma falta desnecessária da qual resultou o primeiro golo do Sporting e, aos 110', foi incapaz de impedir o raide de Paíto para o terceiro golo - protegeu-se da expulsão. De permeio, esteve na origem do vermelho a Hugo Viana. Luisão 6 Uma exibição intermitente. Demasiado lento em algumas situações e imperial noutras (jogo aéreo). Mas na retina dos adeptos fica o túnel perfeito executado por Paíto e que resultaria no terceiro golo leonino. O "gigante" brasileiro não poderia vacilar naquela zona, sob pena de acontecer o que aconteceu... Mas, ironicamente, até parecia mal roubar aquele momento de ouro ao miúdo. Ricardo Rocha 5 Apesar de ter sido substituído muito cedo devido a lesão, não se pode dizer que tenha tido uma presença simbólica no dérbi, pois viveu a emocionante meia hora inicial, desdobrando-se na marcação aos avançados do Sporting. O balanço final não foi totalmente positivo, mas ajudou a acalmar os ânimos do sector mais recuado nos momentos de aflição. Dos Santos 6 O elemento mais regular da defesa. Não se aventurou no ataque, enfrentando - com alguma dificuldade, é verdade - constantes solicitações. É que Pedro Barbosa e Sá Pinto caíram muito na sua área de jurisdição, criando sucessivos problemas. O lateral nunca perdeu o discernimento, porém, jogando rápido e simples. Passou para extremo com a entrada de Fyssas. Petit 7 Deambulou um pouco por todas as zonas do terreno para tentar emendar erros de posicionamento dos colegas e o desgaste provocado por essa disponibilidade ter-lhe-á retirado algum discernimento no ataque. Esteve na origem do segundo golo, marcando o livre que Tiago sacudiu para a frente. Bruno Aguiar 6 Pouco esclarecido no centro de terreno, foi colmatando alguns erros com uma entrega total ao jogo. No entanto, isso não foi suficiente para travar a investida de Rogério no lance do segundo golo do Sporting. Aos 56' , travou em falta Liedson, quando o avançado sportinguista se dirigia como uma seta para a baliza. Manuel Fernandes 7 O que faz, faz bem. Mas, por vezes, isso não chega para "encher o campo". O camisola 37 voltou a realizar uma boa partida, cortando em determinados momentos as linhas de passe do adversário, mas também desapareceu às vezes do jogo, deixando Petit órfão no centro do terreno. Aos 39', efectuou um remate perigoso à entrada da área. Bateu-se bem com Custódio e Hugo Viana. Geovanni 8 Regressou às boas exibições e mostrou que pode jogar no Benfica se mantiver sempre os níveis de concentração elevados. Marcou dois golos plenos de oportunidade, "dos pés à cabeça" (qual ponta-de-lança!) e deu água pela barba a Polga com as suas constantes movimentações da direita para o centro. Foi o principal impulsionador do ataque benfiquista durante o jogo, não se percebendo bem a sua substituição. A partir desse momento, a equipa encolheu-se. Simão 7 Quando já se faziam contas ao prejuízo, arrancou do meio da rua um remate fabuloso com o pé direito, de nada valendo o voo de Tiago. Não esteve muito em jogo, nem respondeu sempre bem às várias solicitações, mas voltou a fazer a diferença. Participou (e de que maneira!) no primeiro golo, atirando a bola ao poste na marcação de um livre directo. Nuno Gomes 5 Preso entre os centrais leoninos, não teve espaço e tempo para rodar para a baliza. Os apoios nem sempre chegaram no momento certo, mas o camisola 21 tinha a obrigação de fazer um pouco mais. Ganhou a falta que originou o primeiro golo e ainda testou os reflexos de Tiago em duas ocasiões. Alcides 6 A temperatura estava elevadíssima no relvado e o central brasileiro não se queimou. Entrou tranquilo, embora tenha sentido de perto a velocidade de Sá Pinto e Liedson, cumprindo com as indicações dadas. Marcou com êxito a última grande penalidade da sua equipa. Fyssas 5 Ensaiou uma jogada de sonho, ao romper pelo lado esquerdo e a driblar vários adversários, tendo o lance terminado com o remate de Carlitos à barra Carlitos 4 Uma desatenção no meio-campo do Sporting que custou um golo e um remate à barra... e poste. quarta-feira, janeiro 26, 2005
Queremos a desforra! GIOVANNI TRAPATTONI diz ter varrido os resquícios da derrota com o Beira-Mar. O italiano afirma que este jogo cheira a desforra e que na Luz é possível jogar de uma forma mais senhorial, mandona e com cariz mais ofensivo, apesar de as justificações para a má imagem deixada no último sábado continuem a ser abstractas: ou o técnico não quer dizer tudo o que pensa ou simplesmente trata-se de uma limitação linguística. O treinador italiano analisou o jogo de hoje e algumas questões polémicas com frases soltas e justificações que complementaram um discurso cauteloso. Mas foi na sua habitual introdução que enviou uma mensagem de optimismo aos adeptos: — Todas as vezes que a equipa sofre uma derrota a reacção é boa. E eu tenho grande confiança nos jogadores porque trabalham bem. No outro jogo perdemos e por isso queremos a desforra. — O que pode mudar do jogo de Alvalade? — Creio que podemos jogar melhor. É um jogo com características diferentes, por exemplo, relativamente ao encontro com o Beira-Mar, porque aí foi muito difícil jogar futebol. — Volta a não poder contar com Miguel e também com Karadas... — Confio em João Pereira, que tem jogado muito bem. Todas as equipas têm problemas. O Sporting também está com problemas, pois o Douala e o Hugo Viana estão em dúvida, embora ache que o Viana vai jogar. Miguel é um jogador importante mas não vou chorar por causa disso. Só tenho Nuno Gomes mas também Simão, Carlitos e Geovanni podem marcar. «Derby» será mais «fácil» — Luís Filipe Vieira disse que os jogadores podem ter falta de motivação. Concorda? — Não. A atitude é uma coisa, conseguir fazer no relvado o que pretendemos é outra. Se o Miguel chuta contra a perna de um adversário e é golo [falando do primeiro de Tanque Silva] não podemos falar de falta de atitude. — Mas com o Beira-Mar a equipa jogou mal... — Foi um jogo diferente, muito atlético. Com o Sporting pode ser atlético mas trata-se de uma equipa com muita técnica. — Mas o Boavista é uma equipa atlética e o Benfica conseguiu circular a bola, algo que não aconteceu com o Beira-Mar... — Com o Beira-Mar foi muito difícil, a resposta física de alguns jogadores não foi a melhor. Porque se não fosse o azar de Miguel teríamos chegado ao intervalo empatados a zero. E na segunda parte o Simão teve uma oportunidade flagrante o que o guarda-redes defendeu. Se pagamos a dia 5 têm de estar motivados Luís Filipe Vieira falou ontem como presidente mas também na condição de adepto sobre a derrota caseira frente ao Beira-Mar (0-2). O líder dos encarnados afirmou que os jogadores não fizeram tudo o que estava ao seu alcance no último encontro e manda um recado interno: «Se o Benfica tem motivação para pagar religiosamente os ordenados no dia 5, então os jogadores também têm de estar motivados para ganhar em todos os jogos.» Mesmo assim, Vieira está confiante numa vitória frente ao Sporting. É raro ver o presidente do clube a da SAD adoptar um discurso público de crítica directa ao plantel. Ontem fê-lo, sem que qualquer jornalista o tivesse interpelado directamente. A pergunta foi muito simples: «O que espera para o jogo com o Sporting?». Luís Filipe Vieira começou a resposta de uma forma politicamente correcta mas depois deixou falar o coração: «Espero uma vitória e estou convicto de que vamos ganhar, independentemente do que se passou no último jogo, algo que foi muito mau para todos nós. Merecíamos muito mais. Os jogadores lutaram, não há dúvida, mas não fizeram tudo o que estava ao seu alcance para ganhar ao Beira-Mar. Há coisas que, como presidente do Benfica, não entendo. E esta derrota foi uma delas. Vendo a atitude que tivemos frente ao Boavista... Não sei se é um problema de motivação ou não, mas há uma coisa flagrante: pagamos sempre aos jogadores religiosamente ao dia 5 de cada mês. E se o Benfica está motivado para pagar ao dia 5, os jogadores também têm de estar motivados para ganhar em todos os jogos. Vamos esperar para ver o que acontece amanhã [hoje].» Jogo sem casos em fase de concertação Falando enquanto terminava a inauguração da exposição fotográfica que recorda os 100 anos do clube [ver peça à parte] Vieira diz acreditar que o Benfica tem «fortes possibilidades de vencer o Sporting». Mas há algo que tem marcado o encontro entre os dois rivais: o clima de paz e concertação em torno das soluções para os problemas do futebol português. Por isso, o dirigente acredita que o árbitro vai ter a tarefa facilitada. «Para bem do futebol, acredito que não vai haver casos e que vai ser um grande jogo», afirmou. Quanto ao silêncio da classe política sobre o manifesto assinado pelos dois emblemas, o presidente dos encarnados não quis estender-se e deixou mais desenvolvimentos para futuras conversas em espaço próprio: «Não me preocupo com isso. Eu e Dias de Cunha já dissemos tudo o que tínhamos a dizer. O resto acontecerá dentro da Liga de Clubes.» Trap perde Karadas e Miguel DEPOIS de Miguel, Giovanni Trapattoni ficou sem poder contar com Azar Karadas. O avançado queixou-se segunda-feira de malestar e foi-lhe diagnosticada uma gastroenterite, o que obrigou a falhar os dois treinos de Óbidos. Ficou fora dos convocados e Trap deverá fazer ainda fazer mais duas alterações na equipa para o jogo da Taça com o Sporting. Dois treinos, duas ausências. Desde que o Benfica procurou refúgio na Praia d’El Rei, em Óbidos, na segunda-feira, Karadas ficou sempre no hotel. As primeiras queixas ocorreram logo no primeiro dia e o norueguês não apareceu para o treino da tarde. Ontem de manhã, na última das sessões antes do jogo na Luz, Karadas não tinha ainda tido melhoras, pelo que o repouso foi de novo a nota dominante. Enfraquecido fisicamente, o norueguês acabou por não ser, naturalmente, convocado. Karadas e Miguel compõe ma lista de indisponíveis e ao treino de ontem faltaram ainda João Vilela e Frederico Runa, tendo ficado os dois últimos no hotel a realizar tratamento. No campo, Everson realizou trabalho específico. O brasileiro participou em grande parte da sessão, que durou cerca de duas horas, e efectuou o treino físico, mas abandonou o campo de treino com Rodolfo Moura antes de Trapattoni dar início ao treino de conjunto. Como o treino se efectuou à porta fechada, resta apenas especular sobre que equipa vai Trapattoni utilizar hoje frente ao Sporting. Na baliza deverá manter-se Quim, com o técnico italiano a abdicar da típica rotação de guarda-redes quando há jogos de Taça. No lado direito, para o lugar de Miguel, deverá entrar João Pereira, com Luisão, Ricardo Rocha e Fyssas a completarem a defesa; no meio campo é provável que Manuel Fernandes reentre para jogar ao lado de Petit, saindo Paulo Almeida; Geovanni e Simão compõem as alas e Carlitos poderá entrar para o meio. Na frente contra o leão, Nuno Gomes. Tudo dados a confirmar a partir das 19.45 horas. Todos os esforços por Lisandro López O Benfica está a tentar o tudo por tudo para trazer Lisandro López para a Luz, ainda este mês, como A BOLA adiantou na sua edição de ontem. O director-geral da SAD, José Veiga, já está em campo para negociar o passe do melhor marcador do campeonato argentino, craque do Racing de Avellaneda. Falhada a transferência de Maxi López, ao River Plate, o Benfica está a fazer um último esforço para tentar contratar outro craque na Argentina. O alvo, agora, é Lisandro López, avançado que tem dado nas vistas ao serviço do Racing de Avellaneda e na última época se sagrou o melhor mar cador no campeonato, apesar de não ser propriamente um homem de área e não ter o típico perfil de ponta-de-lança. Lisandro tem o seu passe estipulado em cinco milhões de euros, mas seguramente o Racing pedirá um pouco mais para libertar o jogador ainda este mês. Os dirigentes argentinos estavam a negociar com um fundo de investimento para que o jogador saísse apenas em Julho, provavelmente também a caminho da Luz. Uma mudança de cenário implica um maior esforço financeiro e é neste ponto que os benfiquistas também parecem estar na disposição de contribuir, naturalmente, à medida da sua bolsa. O Racing, em declarações do seu director desportivo, Emílio Carizo, ao nosso jornal, já admitiu a disponibilidade do clube em deixar sair já o jogador, embora tenha mencionado a inexistência de um contacto encarnado. A BOLA sabe que José Veiga e Luís Filipe Vieira já estão em campo a desenvolver esforços para, antes do fecho das inscrições, oferecerem mais um reforço a Giovanni Trapattoni, após Nuno Assis. terça-feira, janeiro 25, 2005
Miguel pode parar um mês CONFIRMADA a pior hipótese para o Benfica: a lesão sofrida por Miguel frente ao Beira-Mar afasta-o do encontro de amanhã com o Sporting e pode obrigar a paragem de um mês, encontrada que foi uma rotura muscular na coxa direita após exames. O jogador esteve com a equipa no estágio na Praia D’el Rei, em Óbidos, mas nem chegou a sair do hotel. Depois de exames realizados durante o dia de ontem, em Lisboa, o departamento médico do Benfica confirmou o diagnóstico preliminar efectuado ainda na noite de sábado, depois da partida frente ao Beira-Mar: rotura muscular na face anterior da coxa direita. Miguel, que se lesionou na parte inicial do jogo mas cumpriu o encontro até ao fim, até se tinha mostrado optimista quanto à sua utilização frente ao Sporting no final do jogo, mas o exame à perna direita deitou por terra essa intenção. Trabalho de ginásio O jogador viajou ontem com a equipa para o curto estágio de dois dias em Óbidos, mas ficou no hotel da Praia D’el Rei a efectuar tratamento, sem se juntar aos companheiros no treino da tarde. Miguel limitou-se a trabalho de recuperação no ginásio, o que dava já algumas indicações sobre a sua limitação e impedimento para o derby de amanhã à noite. Tempo de ausência Sendo certa a sua ausência do jogo com o Sporting, a questão agora é saber quanto tempo de paragem deverá Miguel efectuar para debelar mais uma lesão. É prematuro avançar um prazo concreto nesta altura, uma vez que dependerá da cicatrização da rotura e também da resposta do jogador, mas é provável que Miguel tenha de parar pelo menos um mês. Depois de curada a lesão, o lateral-direito terá ainda de readquirir a forma física e tudo de forma gradual, de forma a evitar recaídas. Giovanni Trapattoni perde, desta forma, um importante argumento para mais este confronto com os leões. Uma baixa que obrigará a mudanças na provável equipa titular. Racing admite libertar Lisandro já este mês MAXI LÓPEZ está a caminho do Barcelona e o Benfica pode apontar baterias para outro argentino: Lisandro López, avançado, craque do Racing de Avellaneda. O clube dos arredores de Buenos Aires negociou o passe do jogador com um fundo de investimento e já se encontrava em cima da mesa a possibilidade de Lisandro se juntar ao plantel da Luz no início da próxima temporada. O cenário alterou-se e, ontem, responsáveis do Racing admitiram a transferência ainda este mês. Não é de agora o interesse benfiquista em Lisandro López, mas a contrariedade registada na transferência do ponta-de-lança Maxi López — que em vez da Luz prefere ir jogar para o Barcelona—tornou forte a possibilidade de Luís Filipe Vieira e José Veiga tentarem já a contratação do avançado do Racing de Avellaneda. Um dos jogadores mais conceituados e queridos da massa associativa do Racing, Lisandro é uma das armas da equipa para o campeonato e para a disputa da Taça Libertadores, razões pelas quais os dirigentes argentinos apenas em Julho estariam dispostos a libertá-lo.Todavia, contactado ontem por A BOLA, o director desportivo do Racing já admitiu uma transferência ainda durante este mês. «Não fechamos a porta a qualquer negociação, embora, oficialmente, o Benfica ainda não nos tenha contactado. Já recebemos muitas propostas por Lisandro, mas recusámos porque não nos interessavam. Se aparecer uma que seja financeiramente atraente, estamos dispostos a conversar », explicou Emílio Carizo. O Racing colocou uma fasquia de cinco milhões de euros para quem estiver interessado em levar o jogador, goleador da época passada, mas sobretudo um avançado muito versátil na sua posição, além de ser o melhor marcador do campeonato argentino da época passada. Passe na posse de investidores Segundo as indicações de que dispomos, o passe de Lisandro já será posse do mesmo fundo de investimento que negociou com o River Plate as contratações de Maxi López, Javier Mascherano e Lucho González, para depois os colocar a jogar noutros clubes preferencialmente na Europa. Assim sendo, é comos representantes deste fundo que o Benfica estará a conversar para garantir Lisandro na Luz, na próxima época ou ainda este mês, como agora se torna possível. Este é exactamente o mesmo caminho seguido pelos encarnados nas negociações por Maxi López, antes do Barcelona aparecer com uma proposta superior e ter seduzido o ponta-de-lança. Os próximas dias serão determinantes para o Benfica saber se tem condições de forçar a vinda do argentino. O mercado de transferências fecha no final do mês e, caso este negócio se revele infrutífero, terá de avançar para outra hipótese se quiser reforçar o plantel às ordens de Trapattoni. UEFA confirma CSKA-Benfica em Krasnodar O encontro da Taça UEFA, entre Benfica e CSKA, vai mesmo realizar-se em Krasnodar, a mais de mil quilómetros de Moscovo. Apesar das dificuldades com vagas nos hotéis e instalação das comitivas, o organismo que tutela a prova confirma o local, com receio das baixas temperaturas previstas para a capital russa durante o próximo mês de Fevereiro. Os russos já preparam o relvado do Estádio Kuban para a recepção aos benfiquistasA UEFA já aceitou a sugestão do CSKA para transferir de Moscovo para Krasnodar o encontro com o Benfica, 1.ªmão da próxima ronda da Taça UEFA e agendado para o dia 16 de Fevereiro. Uma decisão tomada depois de analisadas as condições do Estádio Kuban, habitualmente utilizado para os trabalhos da selecção russa e, por isso, com os requisitos necessários para acolher jogos europeus — A BOLA apresenta-lhe nesta página várias fotos do recinto. Além de ficar a mais de mil quilómetros da capital — o que naturalmente causa transtorno do ponto de vista do transporte — esta mudança de planos, provocada pelas previsões de temperaturas muito baixas em Moscovo, trouxe outros incómodos. Krasnodar tem apenas dois hotéis com boas condições e as restantes instalações para visitantes limitam-se a casas particulares que alugam quartos. A comitiva benfiquista conseguiu garantir lugar numa das duas instalações hoteleiras existentes, mas mesmo assim não foi fácil. Mal se soube da possibilidade, muitos russos reservaram quartos no melhor dos dois hotéis e o outro encontra-se lotado para a realização de congressos. Se o Benfica garantiu, a custo, instalações com o conforto exigido, maiores dificuldades vão encontrar os adeptos e outros benfiquistas que viagem fora da comitiva. De qualquer forma a UEFA confirma. CSKA-Benfica, dia 16, em Krasnodar. Como A BOLA adiantou. Avança João Pereira O substituto de Miguel na equipa titular para amanhã deve ser João Pereira. O jovem atleta regressa, desta forma, ao lado direito da defesa. Já anteontem, durante um treino na Luz, Trapattoni fez trabalho específico com João Pereira, provavelmente antecipando a ausência de Miguel do derby. Hoje os benfiquistas voltam a treinar-se, durante a manhã, e o técnico italiano deverá testar esta mudança no onze. A sessão vai decorrer à porta fechada. Karadas ausente Everson regressa ALÉM de Miguel, Karadas também esteve ausente no treino de ontem à tarde, que decorreu à porta fechada, nas imediações do Hotel da Praia D’el rei, em Óbidos. Everson recomeçou a trabalhar sem limitações. Karadas esteve ausente do treino de ontem, devido a uma gastroenterite, mas a situação do ponta-de-lança norueguês é recuperável para o jogo de amanhã, frente ao Sporting. Karadas ficou no hotel a descansar. Igualmente em tratamento ficaram os jogadores da Equipa B Frederico Runa e João Vilela, a recuperarem das respectivas lesões com Rodolfo Moura. No treino, que durou cerca de hora e meia e decorreu à porta fechada, Everson começou a sessão de forma condicionada, realizando trabalho específico com Rodolfo Moura, mas depois integrou o treino sem problemas. Em breve deverá estar disponível para ser utilizado por Trap. Mudanças na equipa titular Giovanni Trapattoni deve testar hoje a equipa titular que vai utilizar frente ao Sporting, na Luz, em jogo dos oitavos-de-final da Taça de Portugal. Moreira deve voltar à baliza, substituindo Quim, que nas últimas jornadas tem sido titular. João Pereira à direita. Luisão e Ricardo Rocha devem manter-se no centro da defesa, com Fyssas na esquerda. Ao meio-campo regressa Manuel Fernandes—após cumprir castigo — voltando a formar dupla com Petit. Na direita, o treinador italiano deve manter a aposta no brasileiro Geovanni, enquanto Simão fará as despesas no flanco esquerdo. Karadas e Nuno Gomes são os homens-golo para atacar a baliza defendida por Ricardo. Enchente à vista no «derby» RESTAM apenas 4300 bilhetes dos mais de 8000 que estavam à venda (desde anteontem) para que a lotação do estádio da Luz esgote para o derby de amanhã. Face a esta realidade, os dirigentes encarnados já não têm dúvidas de que a operação foi um êxito. A vinte e quatro horas do início do jogo frente ao Sporting, falta vender 4300 bilhetes para que a enchente seja uma realidade. Atendendo a que na véspera ainda estava disponível para o público o dobro dos ingressos vendidos ontem, não será difícil concluir que vão estar no estádio da Luz 55 000 espectadores. Ao contrário do que sucedeu na época passada, em que equipas de pequena dimensão foram recebidas com as bancadas cheias, conta-se pelos dedos de uma mão as vezes em que a Luz esteve repleta esta época. Por detrás destas expectativa frustradas está, claramente, a carreira irregular da equipa, que está longe de entusiasmar os adeptos encarnados. Entende-se, por isso, que para lá do prestígio e do significado desportivo de uma vitória sobre o eterno rival, um resultado positivo sirva para reconciliar a equipa com o público e reconquistar os indefectíveis que não escondem a tristeza pelos maus resultados dos últimos tempos, apenas quebrada pela goleada ao Boavista (4-0). Casas ajudam Foi, justamente, esse alheamento de público, ao fim e ao cabo comum a quase todas as equipas da Superliga, que levou o departamento de futebol a promover uma iniciativa virada para as crianças até 13 anos, que passaram a dispor de bilhetes a 5 euros, se forem sócios, e 7 euros, não sócios, excepção feita a jogos de alto risco, como é o caso do derby. Garantida a presença de muitos sportinguistas, entusiasmados com a vitória em Barcelos, os encarnados bem podem agradecer o contributo das casas espalhadas pelo país, que organizaram diversas excursões a Lisboa. Afinal, a magia do Benfica-Sporting é única. segunda-feira, janeiro 24, 2005
Nuno Assis já corre na Luz SORRIDENTE e conversador, foi assim que Nuno Assis se apresentou no seu primeiro dia de trabalho no Estádio da Luz. O novo reforço esteve sempre lado a lado com Simão Sabrosa — velho amigo dos tempos em que ambos militavam nas camadas jovens do Sporting — e trabalhou com os titulares utilizados na véspera. Nuno Assis já começou a ambientar-se à sua nova casa. Depois de ter assistido na véspera à inesperada derrota frente ao Beira-Mar (0-2), o ex-vimaranense envergou ontem o fato de treino da equipa encarnada para efectuar o seu primeiro treino na Luz. A sessão estava agendada para as 10. 30 horas, mas já passava dessa hora quando o autocarro da equipa entrou no estádio em velocidade apreciável, parando no espaço contíguo ao parque de estacionamento destinado aos jogadores e equipa técnica. Giovanni Trapattoni voltou a conversar ainda com os seus pupilos antes de dar ordens para subirem ao relvado e começarem a trabalhar. Cara nova no plantel, Nuno Assis converteu-se imediatamente no centro das atenções para os operadores de câmara e repórteres fotográficos, que captaram a imagem de um jogador sorridente e tranquilo, apesar de só agora estar a conhecer pessoalmente a maioria dos novos companheiros, sobretudo os estrangeiros. Reencontro de amigos No seu primeiro dia na Luz, chamou a atenção o facto de o último reforço encarnado ter estado sempre acompanhado do capitão Simão Sabrosa, com quem trocou, amiúde, sorrisos cúmplices e algumas palavras, enquanto corriam. Algo perfeitamente natural, atendendo à amizade que os une desde os tempos em que militaram nas camadas jovens do Sporting, ao serviço do qual se sagraram campeões nacionais de juniores. Desta feita, Nuno Assis nem teve direito a tocar na bola, limitando-se a acompanhar os jogadores utilizados na véspera nos exercícios de recuperação. A caminho do balneário, ainda teve direito a uma palmadinha nas costas, como incentivo, por parte de José Veiga, que assistiu ao treino. Miguel pode falhar «derby» DORES musculares na coxa direita ameaçam a presença de Miguel no derby de quarta-feira. Há razões para optimismo, mas tudo vai depender do estado em que o lateral-direito se apresentar hoje ao trabalho. Miguel foi um dos quatro jogadores que não subiram ontem ao relvado, limitando-se a fazer tratamentos e trabalho de ginásio. O lateral-direito começou a sentir dores musculares na coxa direita logo nos primeiros minutos do jogo com o Beira-Mar, no passado sábado, mas uma vez observado pelo departamento médico, ficou excluída a possibilidade de se ter ressentido da lesão que o levou a fazer uma artroscopia. Recorde-se que, no final do jogo, Miguel mostrou-se convencido de poder defrontar o Sporting, minimizando os efeitos das dores que sente. No entanto, a sua utilização irá depender muito da forma como se apresentar hoje ao trabalho. Apesar da sua preponderância, o departamento médico do clube só autorizará que a equipa técnica o utilize se estiver nas melhores condições físicas. Manuel Fernandes regressa à equipa Além de Miguel, também Alcides, Mantorras e Everson se limitaram a trabalhar no ginásio, sob as ordens de Rodolfo Moura. O angolano terá de trabalhar, ao longo da carreira, entre o relvado e o ginásio. Everson continua a não estar nas melhores condições físicas, apesar da intervenção cirúrgica a que foi submetido e Alcides já deve fazer treino livre esta tarde. À excepção deste quarteto, todos os restantes jogadores estiveram sob as ordens de Trapattoni, incluindo Manuel Fernandes, ausente frente ao Beira-Mar por ter cumprido um jogo de suspensão. O jovem médio já participou no meiinho promovido pelo treinador e, tudo indica, estará pronto para regressar à equipa titular já na quarta-feira. Os jogadores utilizados frente ao Beira-Mar fizeram corrida à volta do relvado, num grupo também integrado por Carlitos, Paulo Almeida, João Pereira, André Luís, Bruno Aguiar, Amoreirinha, Dos Santos e Roger. Novo refúgio em Óbidos depois dos lenços brancos O Benfica vai voltar a sair de Lisboa para preparar um jogo. Trapattoni e a Direcção da SAD parecem ter tomado o gosto pelos ares de fora da cidade, por isso, depois da passagem pelo Couço, em Coruche, a equipa vai regressar a Óbidos, local onde estagiou antes da goleada por 4-0 ao Boavista. Local de boa memória, portanto. Tudo isto na véspera do jogo da Taça com o Sporting e depois de Trapattoni ter sido vaiado anteontem na Luz, com lenços brancos à mistura. Um refúgio à procura de inspiração? É uma prática cada vez mais comum nos estádios portugueses: quando Paulo Baptista apitou para o final do Benfica-Beira-Mar (talvez um pouco antes...), começaram os assobios fortes, os lenços — ou um qualquer papel branco — saíram dos bolsos e começaram a agitar-se no ar, furiosos. O alvo era a equipa que tinha acabado de perder com o penúltimo classificado, mas em destaque o treinador Giovanni Trapattoni. Há algumas semanas que o treinador italiano tem sido assobiado até antes de começar o jogo, por altura da divulgação da constituição das equipas, o que deixa a entender que a margem de manobra do italiano começa, talvez, a ficar curta, e a paciência dos benfiquistas a esgotar-se, apesar de os encarnados terem acabado a primeira volta da SuperLiga em igualdade pontual com Sporting e FC Porto. Tudo bem, tudo mal Já se sabe que costuma ser assim, está na massa do sangue do adepto de futebol, e viu-se nos últimos tempos: se há uma vitória e a exibição até foi agradável, está tudo bem, mas um desaire provoca a presença de adeptos ao treino a fim de pedir mais empenho. Depois do burburinho que implicou uma troca de palavras entre público e treinador numa sessão no Estádio Nacional, como aconteceu no dia seguinte à derrota com o Sporting em Alvalade (1-2), as coisas voltaram a ficar bem, com cerca de duas centenas de pessoas no treino que se seguiu ao triunfo sobre o Boavista, enviando agora palavras de incentivo, novamente no palco do Estádio do Jamor. Assim, Trapattoni parece ter decidido recolher de novo à quietude de Praia D’el Rei, em Óbidos, para manter a equipa unida, longe de olhares estranhos e de distracções. Dois treinos em paz A equipa viaja hoje de manhã para o local de estágio e treina à tarde, pelas 15.30 horas. Amanhã há novo treino de manhã, às 10 horas e Trapattoni antecipa a partida frente aos leões em conferência de imprensa durante a tarde, já em Lisboa. Segundo "round", palco novo Este jogo com o Sporting, a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, o segundo derby em quinze dias, ganha contornos de importância extrema, não só por o Benfica encontrar em pouco tempo o maior de todos os rivais, com uma derrota no primeiro round, mas por significar a defesa de um lugar na competição que deu o único título ao Benfica nos últimos anos. Um jogo que será, nem de propósito, no Estádio da Luz, na quinta-feira, precisamente o local... dos últimos lenços brancos. Falta vender 8 mil bilhetes Ainda restam por vender 8 mil ingressos para o jogo de quarta-feira, entre Benfica e Sporting. Os bilhetes que sobram encontram-se à venda na Luz, em Alvalade e ainda em algumas casas do clube da Luz. Vai registar-se casa cheia, disso já não restam dúvidas. domingo, janeiro 23, 2005
Benfica 0 - 2 Beira-Mar Arbitragem PAULO BAPTISTA (7) Uma exibição ao nível do... Beira-Mar! Perfeito do ponto de vista disciplinar. Sem mácula, a análise do lance da queda de Simão, aos 65 minutos, Srnicek não fez penalty. Uma mancha apenas — e não da sua responsabilidade: o offside mal assinalado a Nuno Gomes, aos 77minutos,quando já se isolava. Sala de Imprensa GIOVANNI TRAPATTONI (treinador do Benfica) Trapattoni compreende adeptos GIOVANNI TRAPATTONI considerou justíssima a vitória do Beira-Mar. O italiano confessou que tinha avisado os seus jogadores, mas acabou por reconhecer que foi a arma que mais temia aquela que acabou por derrubar a sua equipa. «Tinha dito que corríamos grande perigo se não estivéssemos atentos ao contra-ataque do nosso adversário e foi precisamente assim que sofremos estes dois golos e perdemos os três pontos...», disse. O treinador do Benfica afirmou ainda que não se pode apontar nada aos jogadores, que demonstraram grande empenho durante todo o jogo. Apesar disso, lá foi falando numa lacuna que ainda encontra neste conjunto: «Tinha a ilusão de que a equipa estava pronta, que tinha encontrado a mentalidade certa e continuaria no bom caminho. Afinal, temos de recomeçar tudo outra vez.» Os adeptos não esperavam que depois de uma exibição convincente frente ao Boavista a equipa voltasse a desiludir. Trapattoni lamenta que isso tenha acontecido, mas pede compreensão: «Depois do jogo com o Boavista tive a preocupação de dizer que ainda não tínhamos ganho nada e hoje todos perceberam isso. O primeiro golo nasceu de um lance infeliz do Miguel — a bola tocou-lhe e mudou de direcção— e aí começaram todas as dificuldades. O pior é que depois disso não conseguimos criar muitas oportunidades. Só estivemos perto do golo nos remates de Simão, Luisão e Ricardo Rocha. E estava eu a pensar que poderíamos chegar ao empate quando voltámos a sofrer um golo em contra-ataque...» A derrota com o Beira-Mar vem refrear a motivação encarnada e logo em vésperas do jogo com o Sporting para a Taça de Portugal, já na quarta-feira. Trapattoni volta a dizer que em situações díspares se deve reagir de forma diferente: «As características do jogo são outras. A equipa que hoje defrontámos atacou com dois ou três jogadores, não mais. Mesmo nos lances em que fomos surpreendidos. O Sporting trocará essa atitude pela qualidade e faz com que tudo mude. Vamos ver a resposta que daremos na quarta-feira.» O treinador promete aos adeptos que a sua equipa terá sempre atitude nos próximos jogos e pede para que ninguém deixe de acreditar no título: «A Liga é muito longa e temos ambição de que poderemos melhorar e chegar onde todos queremos, ao título. Percebi muito cedo que este jogo se tornaria muito difícil, mas cheguei a pensar que poderíamos chegar ao empate. Não foi uma boa exibição, mas houve um esforço grande por parte dos jogadores...» Giovanni Trapattoni viu lenços brancos no final do jogo. Não faz disso um drama, como que dando a outra face, afirma que compreende a reacção dos benfiquistas: «É normal. Sei que os adeptos dos grandes clubes do Mundo não têm paciência, que lidam mal com todas as derrotas. Até a 15 minutos do final acreditavam que podíamos dar a volta. Depois vieram os assobios e muita desilusão. » Terá Manuel Fernandes feito muito falta a este Benfica? Esse é um caminho que Trapattoni não quer seguir: «Não posso dizer isso. Conheço bem esta equipa e sei onde podemos crescer. Aqui, todos fazem falta...» sábado, janeiro 22, 2005
Nuno Assis hoje na Luz via Dínamo de Moscovo Nuno Assis vai ser apresentado como jogador do Benfica nas próximas horas. Contratado pelo Dínamo de Moscovo, clube do milionário Fedorychev, o jogador é colocado na Luz por três épocas e meia e deve assinar hoje o seu novo contrato. Ontem, Assis foi libertado da convocatória do V. Guimarães, já não vestirá mais a camisola da sua antiga equipa e viaja hoje para Lisboa. Mas foi preciso o Sporting abdicar da sua opção sobre o jogador. Nuno Assis vai ser jogador do Benfica a partir de hoje. O jovem médio assinará um contrato de três épocas e meia com os encarnados, apesar de os seus direitos desportivos passarem a pertencer ao Dínamo de Moscovo, propriedade do milionário russo Fedorychev, que recentemente adquiriu no futebol português os passes de outros cinco jogadores — Derlei, Frechaut, Danny, Cícero e Thiago — e está prestes a adquirir também o de Jorge Ribeiro, sempre, como no caso de Nuno Assis, em negócios intermediados pelo empresário Jorge Mendes. O Dínamo de Moscovo paga ao V. Guimarães 600 mil euros por Nuno Assis e cede-o ao Benfica a título de empréstimo, protegendo, assim, eventuais interesses futuros na Luz. Ou seja: no caso de Fedorychev vir a contratar no final da época algum jogador encarnado, Dínamo de Moscovo e Benfica entrarão então em acerto de contas. Opção leonina Curiosamente, e apesar de há muito se terem iniciado os contactos para a transferência de Nuno Assis para o Benfica (via Dínamo de Moscovo), só na quinta-feira os responsáveis do V. Guimarães se aperceberam de que no contrato do jogador existia uma cláusula cedendo ao Sporting direito de opção em caso de transferência. Os responsáveis do Benfica foram avisados e, segundo apurou A BOLA, o presidente encarnado, Filipe Vieira, terá então falado do assunto ao seu homólogo leonino, Dias da Cunha, ainda antes da conferência de imprensa que ambos convocaram para a noite de quinta-feira, num hotel de Lisboa, na qual os dois dirigentes apresentaram um manifesto comum sobre o que é preciso alterar no futebol português. Nessa mesma quinta-feira, os dirigentes do V. Guimarães enviaram para o Sporting um faxe comunicando a transferência e pedindo ao Sporting para dar resposta sobre o seu direito de opção; ontem mesmo, os leões abdicaram dessa opção em faxe enviado para o Vitória minhoto, decisão que, apesar de tudo, não foi consensual no interior do clube leonino, como A BOLA apurou. Na SAD há quem defenda que o Sporting não deveria abdicar tão facilmente de um jogador que até chegou a estar nos planos leoninos... mas só para o final da época, a custo zero. Mesmo sabendo-se que num caso como este a vontade do jogador conta mais que tudo — não há direito de opção que se sobre producente deixar o caminho livre para um rival de forma tão... desprendida. Dinheiro e um jogo A saída de Nuno Assis de Guimarães custa, pois, 600 mil euros ao Dínamo de Moscovo, mas o negócio envolve ainda, segundo fonte do Vitória, um jogo com o Benfica, a realizar no final de Julho próximo, com receita para os minhotos. Ao contrário do que chegou a ser noticiado no início das negociações, Alex continua a ser um jogador emprestado pelo Benfica ao V. Guimarães; os seus direitos desportivos não entram no negócio agora concretizado. Agora é que vai ser a sério A ausência de Manuel Fernandes e o perigo de Petit e Simão serem contemplados com o 5.º amarelo, falhando nesse caso o derby com o Sporting, não tira o sono a Trapattoni. O técnico italiano vê a sua equipa estabilizada e garante que não serão as ausências de um ou dois jogadores que podem enfraquecê-la. «Estou convencido de que agora é que começa a SuperLiga», diz TrapO regresso de Miguel e Luisão, entre outros lesionados, parece ter transfigurado o Benfica, que apresentou frente ao Boavista um futebol muito mais convincente que em jogos anteriores. Mais que ninguém, Trapattoni personifica esse optimismo, que já tinha evidenciado na véspera do jogo com o Boavista e mostra forte esperança em cimentar a liderança já nesta jornada. Foi em tom premonitório que a velha raposa advertiu que a partir de agora é que é a sério. «Estou convencido de que agora é que começa a SuperLiga. A nossa esperança é ganhar no sábado e alcançar os dois primeiros classificados, Porto e Sporting, sem perder de vista o Braga e o Boavista», afiançou. Abordando directamente o jogo com o Beira-Mar, Trapattoni pôs em relevo as qualidades do adversário, advertindo os seus pupilos para a ideia de encararem o jogo com base na pontuação da tabela classificativa: «Seria perigoso darmos demasiada atenção à classificação. O Beira-Mar precisa de bons resultados e essas são as equipas mais poderosas. Para ganharmos, teremos de ter a mesma atitude do jogo com o Boavista, demonstrando muita convicção na nossa caminhada. Temos de entrar em campo com a convicção de podermos vencer o jogo, porque se Janeiro é importantíssimo, Fevereiro, Março e Abril vão ser meses terríveis! » Bem documentado sobre o Beira-Mar, o treinador dos encarnados adiantou ainda: «Eles têm jogadores muito rápidos no ataque, como Kingsley, Tanque Silva, Mcphee ou Murray. Não se trata de ter ou não pontos fracos, mas o Beira-Mar necessita urgentemente de pontos e por isso pode ser muito perigoso.» Somos muito ofensivos Mesmo em caso de vitória, os encarnados não terão muito tempo para embandeirar em arco, pois o embate com o Sporting é já na próxima quarta-feira. Nesse contexto, Petit e Simão são dois casos bicudos para o treinador, uma vez que ambos estão em risco de ver o 5.º cartão amarelo, que os impossibilitaria de defrontar os leões. No entanto, Trapattoni está disposto a correr o risco. «A equipa demonstrou frente ao Boavista que está estabilizada e não será a falta de dois ou três jogadores que vai alterar essa realidade. O panorama só é diferente quando há muitos lesionados e castigados. Penso que esta equipa tem agora mais maturidade e, por isso, já não é tão ingénua como antes. Tem a confiança de poder ombrear com outras grandes equipas. Se não fosse essa ingenuidade, teríamos agora mais alguns pontos que os nossos concorrentes», afiançou. É também esta confiança que leva Trap a não temer qualquer dispositivo ultra-defensivo que o Beira-Mar possa apresentar na Luz: «Logo veremos como as coisas se vão passar, se eles apresentam poucos ou muitos defesas. Não é por aí que se ganha ou perde um jogo. Nós temos muitos jogadores ofensivos, Nuno Gomes, Simão, Karadas, Mantorras, Geovanni, e que podem actuar juntos. São suficientes para ganhar, mas não podemos pensar em ir todos para a frente e descurar a defesa. Com o Belenenses apostámos no contra-ataque e foi perigosíssimo.» Roger deve aguardar Pela terceira vez consecutiva, no espaço de duas semanas, Giovanni Trapattoni foi instado a falar de Roger, que ainda não foi convocado desde que regressou a Portugal. Com alguma subtileza, o técnico italiano deu a entender que a estreia do menino do Rio não deverá acontecer neste mês. «Vamos com calma. Primeiro, vamos ver o que acontece em Janeiro e só depois se tomará uma decisão. Neste momento, o clube está a tratar de diversas contratações e depois sim, falarei do Roger.» Roger não joga até final do mês A expectativa do Benfica em conseguir colocação para Roger obriga a que o brasileiro não jogue até final do mês. Os regulamentos da FIFA permitem uma só transferência por época, pelo que a utilização do médio activaria a inscrição e impossibilitaria a saída da Luz. Roger pode sair da Luz até final do mês ou ser utilizado a partir de FevereiroApesar de estar às ordens de Giovanni Trapattoni desde o início do ano, a SAD do Benfica ainda não deu luz verde à utilização de Roger. Daí que o próprio treinador italiano tenha dito, na conferência de imprensa de ontem, que a situação do jogador não ficará definida até que o mercado de transferências encerre, no dia 31. Não é líquido, para já, que Roger seja reforço de Inverno, uma vez que o Benfica continua aberto a propostas pela compra do seu passe (novo empréstimo está fora de questão). Gorada a possibilidade de rumar ao Corinthians, surgiu nos últimos dias o interesse do Palmeiras. Poderá ser a derradeira oportunidade de colocação do jogador. Face a este cenário de indefinição, o Benfica não pode arriscar a utilização do brasileiro, face aos regulamentos da FIFA, segundo os quais um jogador não pode transferir-se mais de uma vez na mesma época. O regresso de Roger ao Benfica, depois de ter estado cedido ao Fluminense, conta como transferência, mas a inscrição só será activada se for utilizado até final do mês. Por exemplo: se Roger jogasse hoje com o Beira-Mar (não é o caso porque nem foi convocado) já não poderia abandonar a Luz em Janeiro, tendo de permanecer até final da temporada. Se o cenário não se alterar, a partir de Fevereiro o médio passará então a fazer parte das contas de Trapattoni. Vagas de inscrição não são problema A não utilização de Roger nada tem a ver com a falta de vagas para inscrições (limite de 26 por época), uma vez que o Benfica pode jogar com a equipa B. Para mais, a saída de Yannick abre outra vaga (ver peça à parte). Yannick cedido ao Estoril Yannick vai reforçar o Estoril até ao final da época. O guarda-redes, que assinou contrato com o Benfica por três anos, tem, agora, oportunidade de estrear-se na SuperLiga, depois de as respectivas SAD terem ontem acordado o empréstimo. O jogador francês está satisfeito com o novo rumo na carreira. «Vou para ter mais possibilidades de jogar.» O próximo treino de Yannick será na Amoreira, sob a supervisão de Litos, depois de Benfica e Estoril terem ontem acordado o empréstimo do guarda-redes até ao final da época. A apresentação terá lugar aquando do regresso ao trabalho da formação estorilista, que hoje parte para Vila do Conde. Esta não deve ser, contudo, a única cedência dos encarnados, uma vez que a eventual transferência do defesa-direito Rui Duarte, no final da temporada, para a Luz poderá abrir a porta a outros jogadores, caso do médio ofensivo Bruno Aguiar, pouco utilizado por Giovanni Trapattoni. A próxima semana trará desenvolvimentos neste capítulo. Relativamente a Yannick, o jogador está satisfeito com a oportunidade: «Vou para o Estoril para ter mais possibilidades de jogar, pois com Moreira e Quim tornou-se difícil.» Não ser opção era algo a que não estava habituado, todavia garante estar empenhado em exibir o trabalho de casa: «Quero mostrar o meu trabalho e colocar em prática tudo o que aprendi nestes seis meses.» O facto de ter sido utilizado apenas nas competições europeias permite ao clube encarnado a abertura de vaga para atletas acima dos 23 anos. Recorde-se que o guarda-redes francês foi titular somente na terceira pré-eliminatória da Taça UEFA, realizada a 10 de Agosto no Estádio da Luz, frente ao Anderlecht. Nunca fui empurrado para sair Minutos depois de ter acertado a rescisão de contrato com Luís Filipe Vieira e José Veiga, na quarta-feira, Argel falou a A BOLA. A entrevista impunha-se por vários motivos. Mas sem dúvida que a principal razão residia na necessidade de ouvir as últimas palavras em solo português de um jogador que cultivou uma imagem única, independentemente de uns gostarem e outros não. Três anos e meio depois de abraçar a águia, o central parte agora para Santander, cidade pacata no Norte de Espanha. O brasileiro diz que ninguém o forçou a sair da Luz e congratula-se pelo facto de aos 30 anos, quando teoricamente começa a curva descendente, ter feito o melhor contrato da carreira. E neste momento prepara-se para jogar frente a Deco e Ronaldinho Gaúcho. Argel disse adeus ao Benfica, agora a sua carreira prossegue em SantandeO antigo número 3 da Luz sai pela porta grande. De paz com colegas, treinadores, dirigentes e adeptos. Mas ainda há outro dado que o deixa satisfeito: Argel adquiriu, há duas semanas, passaporte português. «Só não posso jogar na selecção, mas quem sabe o meu filho», afirma com sorriso sincero quando diz sentir-se metade português. «Antes não comia peixe nem bebia vinho; agora não passo sem esses dois elementos tão típicos da cultura portuguesa. Amo Portugal.» — Muda-se para um campeonato com projecção mas sai de um clube que diz tê-lo marcado muito. Mistura de sentimentos? — Vou sentir muitas saudades, vou guardar recordações muito boas. Nunca tinha ficado tanto tempo num clube. Mas foi uma decisão minha porque Luís Filipe Vieira e José Veiga deixaram-me sempre à vontade para tomar a decisão que quisesse: sair para Espanha, sair para o Brasil ou inclusive permanecer no clube. Tanto que fui convocado para o jogo com o Sporting quando o Sokota e o Zahovic ficaram de fora. É isso que me deixa feliz porque em nenhum momento a SAD me deu sinal de desprezo. Não fui forçado a sair. O que aconteceu foi, simplesmente, eu ter uma proposta realmente muito boa de um clube de outro país. Há muito tempo que queria sentir o perfume do campeonato espanhol. Além disso, eu estou numa idade limite, dificilmente daqui a seis meses, quando estiver à beira de completar 31 anos, teria um convite tão aliciante. Ou então teria de baixar salários e ceder em muitas coisas. E a verdade é que aos 30 anos tenho o último bom contrato da minha carreira e, por incrível que pareça, é o melhor contrato da minha carreira! — Santander é um salto ou mais uma etapa na carreira? — É uma etapa e não um salto. Por todo o respeito que tenho pelo Racing Santander, não o posso comparar com o Benfica, que é um dos maiores clubes da Europa, com uma massa de adeptos monumental. Mas é uma oportunidade interessante. Camacho falava-me muito bem deste clube, porque há seis meses eles procuraram-me mas não houve acordo. E com a idade que tenho não posso analisar a grandeza dos clubes, mas avaliar outros aspectos. O meu caso foi diferente de Zahovic e Sokota — Diz que a SAD lhe deu liberdade de escolha. Mas pergunto: alguma vez se sentiu empurrado para sair? — Quero esclarecer o seguinte: o meu caso foi diferente em relação a Zahovic e Sokota. Eles só tinham mais seis meses de contrato, enquanto eu tinha 18. Sempre me deixaram à vontade. Três dias antes do jogo com o Boavista tive uma reunião com José Veiga, na qual me meu liberdade de escolha. Que se eu quisesse ficar no Benfica, ficava. Apenas me alertou que poderia não ser titular ou convocado, mas que não me queria ver fora do clube da maneira como foi veiculado na comunicação social. Se tivesse sido posto de lado porque fui então convocado para o Boavista, ficando outros colegas de sector de fora? Ou porque não fui para a equipa B? Por isso, só posso dizer coisas boas de José Veiga e Luís Filipe Vieira. Ao contrário do que acontecia no passado recente: os jogadores saíam e atacavam os dirigentes. Agora não. As pessoas que mandam no futebol respeitam os jogadores, tal como o fizeram com Zahovic. Porque um clube grande não vive só de títulos, mas também da grandeza dos dirigentes. Não quero puxar o saco, até porque estou de saída, mas quem me conhece sabe que falo o que sinto e se acho que Vieira e Veiga são pessoas correctíssimas, tenho de o dizer porque merecem ouvir. Ricardo Rocha deve ser titular na Selecção Sai do Benfica com a perfeita noção de que existe muito valor humano no plantel. Deixa o alerta para a SAD e Trapattoni apostarem na equipa B, pois existem quatro jogadores «fantásticos » na segunda equipa. Considera Manuel Fernandes «melhor que Makelele» e fala com profunda admiração de Ricardo Rocha, «uma versão desenvolvida de Walter Samuel». Na sua óptica, é o parceiro perfeito para Ricardo Carvalho na Selecção Nacional. Quanto à liderança interna, Argel vê em Simão Sabrosa o grande capitão encarnado. E arrepende-se de não ter votado no camisola 20 na história da braçadeira... — Qual o jogador que considera ser capaz de ser a bandeira do clube? — O Petit, o Miguel, o Ricardo Rocha, o Manuel Fernandes no futuro... mas o Simão, hoje, é a pessoa ideal para ser capitão do Benfica. Quando houve aquela confusão da braçadeira eu arrependi-me de não ter votado nele. E disse-o ao Simão mais tarde. Um capitão não serve só para ver o árbitro atirar a moeda ao ar, tem de representar o plantel. É ele que tem de discutir com o presidente sobre um prémio de jogo, uma folga. E o Simão surpreendeu-me pela positiva porque amadureceu muito desde que casou e teve filhos. — É um líder? — Tornou-se um líder. Demorou a conquistar esse estatuto mas agora é o melhor representante da equipa, sem a mínima dúvida. O Simão tem uma porta aberta na Direcção, sabe pressionar o presidente na hora certa. Um capitão forte é isso. As pessoas contam que o Humberto Coelho jogava golfe com o presidente. Aí falavam sobre as necessidades da equipa, etc. E o Simão pode fazer o mesmo. — Fez dupla de centrais com muitos jogadores. Com qual gostou mais de jogar? — Eticamente não vou especificar este ou aquele por consideração a Ricardo Rocha, Luisão, Alcides, Amoreirinha, Hélder, Caneira, Júlio César ou João Manuel Pinto. Cada um tem a sua maneira de jogar. Mas há um que considero fantástico: Ricardo Rocha. É extremamente rápido, tem uma raça impressionante e um enorme coração. Eu dizia o mesmo quando via o Ricardo Carvalho no FC Porto, era ele um muleque. Para mim, a dupla de centrais da Selecção devia ser composta pelo Ricardo Rocha e pelo Ricardo Carvalho. Seria uma Rocha jogar no lado direito, ao contrário do que acontece no Benfica, então ainda joga melhor. Tem um estilo parecido com o Walter Samuel do Real Madrid, mas com todo o respeito pelo Samuel, acho o Ricardo muito melhor. Jovem quarteto de luxo — Quem vê mais com grande futuro? — Manuel Fernandes. É o novo Makelele, só que o Manuel é mais forte, tem melhor colocação, joga bem com ambos os pés. E é um jogador frio, que não se importa com quem disputa um lance. É um jogador fantástico e vai ter um futuro brilhante. Lembro-me do primeiro treino dele com a equipa principal e ficámos muito impressionados. Dividiu uma bola com o Robocop [Fernando Aguiar] e ganhou. Eu, o Petit e o Simão até chegámos junto do Camacho e dissemos-lhe para mantê-lo connosco. O Chalana também insistiu, pois foi ele o responsável pela sua chamada. Devia-se apostar mais nas categorias de base. — Quer explicar melhor? — Foi da formação que saiu o Moreira, que é um guarda-redes fabuloso. Comparo-o ao Vítor Baía quando começou a carreira. Foi da formação que saiu o João Pereira, que é o oposto ao típico miúdo tímido que vem dos juniores. Ele tem uma atitude dentro do campo de guerreiro. E há quatro jogadores na equipa B fantásticos: o lateral-esquerdo Tiago Gomes, o defesa-central Eduardo Simões, que faz lembrar o Aldair, e os avançados Manuel Curto e João Vilela. O Benfica tem de apostar mais nos jovens. Se me colocaram a jogar com 17 anos porque não fazer o mesmo com estes? Não estou a dizer que possam ser titulares ou mesmo convocados, mas eles têm de estar junto do Simão, do Miguel, do Nuno Gomes, do Petit, do Luisão , para ganharem maturidade quanto antes. Deixei 50 mil dólares para os computadores Por muitos anos que passem, Argel ficará sempre lembrado, além do seu trajecto desportivo, pelo rebuliço que causou na Torre da Antas no momento em que se desentendeu com Pinto da Costa. O central queria abandonar o FC Porto, o dirigente não lhe queria dar carta branca e depois aconteceu o que é do domínio público. Pela primeira vez, o luso-brasileiro fala do assunto. Confirma ter causado estragos materiais mas lembra que deixou o ordenado daquele mês na mesa do presidente dos azuis e brancos. Polémico e frontal, Argel salienta que isso beneficiou-o: porque entrou na Luz como um herói... Argel é enérgico tanto dentro como fora do campo— Tem noção de que criou em Portugal uma imagem de jogador controverso pela forma como saiu do FC Porto, falando-se que partiu os computadores da SAD, na Torre das Antas? — Sim, fiquei triste com o que aconteceu porque quem passou essa informação para fora foi o clube. Eu não disse nada. Eles quiseram denegrir a minha imagem de jogador, mas não tiveram nem uma única razão de queixa sobre o meu profissionalismo em campo e nos treinos. Porque marquei um golo, estive numa vitória histórica sobre o Real Madrid, adversário a que o FC Porto não ganhava há 20 anos, estive bem na Liga dos Campeões. Fiquei chateado porque a roupa suja tem de ser lavada dentro de casa. — No tempo em que representou o Benfica sentiu que esse acontecimento o perseguiu? — Sim... mas pela positiva. Quando cheguei à Luz senti uma admiração imediata dos adeptos. Porque aquilo que fiz no Porto jogador nenhum teria a coragem de fazer. E a história que veio cá para fora é mesmo verdade. E digo mais: nem tudo foi contado. E aproveito esta oportunidade para falar sobre isto pela primeira vez. Os dirigentes do FC Porto pensavam que me iriam prejudicar, mas foi o contrário: passado um ano o Benfica contratou-me. E sei que isso se deveu, em muito, ao que aconteceu no Porto. — Acha mesmo? — Não tenho dúvida. Porque naquela altura o Pinto da Costa era uma pessoa intocável em Portugal. E lembro-me de uma frase que o Vítor Baía—uma pessoa fantástica com excelente carácter, um grande profissional e um dos melhores jogadores com quem tive oportunidade de jogar—me disse no balneário quando lhe comuniquei que queria ir-me embora: ‘Duvido que consigas sair porque eu conheço-os e não te vão deixar.’ Só que respondi-lhe de imediato: podes conhecê-los mas não me conheces bem. Eu quero sair e saio mesmo! E depois foi o que aconteceu: aquela confusão toda, um jogador a colocar Pinto da Costa contra a parede. — A SAD chegou a mandar-lhe a conta dos estragos? — Não, porque eu deixei o meu salário daquele mês, que era 50 mil dólares, em cima da mesa de Pinto da Costa. Mas não sei se o usaram para comprar computadores e vidros novos que estraguei [risos]. Eu queria sair e pronto: saí. E continuo a dizer que isso me ajudou no Benfica porque nenhum benfiquista gosta de Pinto da Costa. sexta-feira, janeiro 21, 2005
Rumo a Krasnodar KRASNODAR em vez de Moscovo. O jogo da Taça UEFA com o CSKA, agendado para dia 17 de Fevereiro, às 21 horas locais, irá, tudo o indica, disputar-se a 1300 quilómetros de Moscovo. Lourenço Pereira Coelho, funcionário da Benfica SAD, está desde ontem em Krasnodar, cidade localizada no cáucaso, junto ao Mar Negro, onde hoje irá observar as condições do Kuban Stadium, um complexo desportivo antigo e com algumas lacunas. Mas tudo indica que será neste estádio que vai disputar-se o desafio da Taça UEFA com o CSKA. Foi o clube russo que solicitou a alteração do jogo, uma vez que as previsões meteorológicas para o próximo mês apontam temperaturas substancialmente inferiores a 15 graus para Moscovo, situação que inviabilizava a realização do encontro. A UEFA já autorizou a transferência para Krasnodar, falta o Benfica dar o seu parecer, embora não deva ir contra, uma vez que pode beneficiar desta situação: o CSKA jogará longe do seu público habitual e os encarnados encontrarão uma temperatura mais amena que em Moscovo. Não sai ninguém! O presidente do Benfica respondeu a algumas questões dos jornalistas na sala de Imprensa da Luz, ontem de manhã. Os temas foram desde os reforços—só confirmados depois de assinados os respectivos contratos — às possíveis saídas—o clube está aberto a propostas mas o núcleo duro é intocável. Tempo ainda para um comentário sobre a hora de início do derby, na quarta-feira. Quando se esperava que fosse um jogador do Benfica a usar a palavra, projectando o encontro com o Beira-Mar, os planos foram alterados. Foi Luís Filipe Vieira quem se disponibilizou para responder a questões dos jornalistas. Os reforços, claro está, foram tema de conversa. "O Miguel já apareceu, o Nuno Gomes e o Luisão também... Outros mais estão a aparecer, como o André Luís. É natural, por isso, que os reforços já cá estejam. Se vier mais algum, na altura própria saberão", começou por dizer Luís Filipe Vieira, contornando a questão. Confrontado com nomes em concreto, casos de Maxi López e Nuno Assis, optou pela ironia. "Se forem ao computador já deve lá estar outro nome, já deve haver mais alguma novidade... " Mais a sério , sublinhou: "Só serão jogadores do Benfica quando assinarem. Até lá, são meras suposições." Roger disponível A actual situação de Roger mereceu igualmente uma pergunta. Apesar de inscrito, o brasileiro está ou não disponível para ser utilizado por Giovanni Trapattoni? "O Roger é jogador do Benfica. Está inscrito, operacional e, se o treinador assim o entender, disponível para jogar ", esclareceu. E se surgir uma proposta? "O Benfica está aberto a receber propostas para qualquer jogador, mas do núcleo duro não sairá nenhum jogador", garantiu Luís Filipe Vieira, acrescentando que não recebeu qualquer ataque do Dínamo de Moscovo: "Repito, não sai ninguém neste momento, mas também não chegou qualquer proposta." Taça às 19.45 h Uma última questão versou a hora do jogo com o Sporting, na quarta-feira, a contar para a Taça de Portugal. Os dois clubes pretendem jogar às 19.45 horas, a Federação Portuguesa de Futebol e a RTP haviam acordado as 20.30 h. "Não há divergência alguma. Benfica e Sporting, que são os dois intervenientes do espectáculo, estão de acordo que o jogo se realizará às 19.45 horas." Assim será. Os últimos detalhes MAXI LÓPEZ e Nuno Assis aguardam apenas os últimos sinais para avançar para a Luz. É muito provável que hoje mesmo fique a saber-se quando Maxi López aterra em Lisboa (é esperado amanhã) e Nuno Assis poderá vestir de encarnado já hoje. Entre Benfica e V. Guimarães está tudo acertado. Faltam, apenas, detalhes. Maxi López já tem em mãos a proposta do Benfica e encontra-se, neste momento, a analisá-la, juntamente com a família. Apesar de o jogador não ter dado ainda uma resposta definitiva, na Argentina todos dão como certa a sua partida para Portugal hoje à noite e, indício claro de que isso poderá acontecer, foi o facto de o treinador do River Plate ter retirado o seu nome da lista dos convocados para o jogo com o Boca Juniores, em Mar del Plata. A esta hora, o jovem ponta- de-lança já deverá ter viajado de Mendonza (onde o River se encontra a estagiar) para Buenos Aires, a fim de recolher a bagagem para viajar imediatamente para Lisboa. O próprio empresário, Dario Bombini, não esconde que Maxi López está ansioso por envergar a camisola encarnada e se tudo correr normalmente, o novo reforço poderá até assistir ao jogo com o Beira-Mar, salvo algum imprevisto de última hora. Óptimo para Nuno Assis Quem deverá chegar à Luz nas próximas horas é Nuno Assis. Apesar de se saber que vai representar as águias nos próximos três anos e meio, o médio ofensivo vimaranense tem usado de muitas cautelas ao abordar o tema, mas os elogios dispensados à sua nova equipa não deixam margem para dúvidas. Ontem, a seguir ao treino, Nuno Assis deu uma versão soft sobre o assunto. «Estou à espera da confirmação. Se houver acordo entre os clubes será óptimo, pois representaria um salto na minha carreira. Estou na idade ideal para dar o salto e o Benfica é um clube de dimensão europeia e que entra em todas as provas para ganhar», referiu. Num discurso que cheirou a despedida, Nuno Assis lamentou não ter sido campeão em Guimarães: «O Vitória vai ficar para sempre no meu coração. Gostava de dar um título aos adeptos, que são fantásticos, mas no Benfica estamos sempre sujeitos a ganhar qualquer coisa. Se a transferência tiver de acontecer, que seja agora mas eu desconheço os pormenores. » Refira-se que para deixar sair Nuno Assis, o Vitória de Guimarães garantiu a título definitivo o médio-ala Alex, que se encontrava emprestado pelos encarnados, assim como o perdão de uma dívida antiga ao clube da Luz e ainda um jogo amigável entre as duas equipas a realizar em data a definir. Palmeiras em Lisboa Mas se uns chegam, outros devem partir e poderá ser o caso de Roger, que continua na mira do Palmeiras. Marcel Figger, empresário que tem representado os interesses do clube brasileiro no negócio, encontra-se neste momento em Espanha e a qualquer momento deverá deslocar-se a Lisboa, com uma proposta concreta. Roger já foi inscrito e poderá ser utilizado se Trapattoni assim o entender, mas o Benfica admite vender o seu passe. Só vender, nada de mais empréstimos como os responsáveis da Luz já deixaram claro. Hora definida, bilhetes à venda BENFICA e Sporting fizeram valer a sua posição sobre a hora do jogo da Taça: 19.45 da próxima quarta-feira. A FPF já acedeu, falta a confirmação da RTP, que queria o desafio nunca antes das 20.30 horas. Entretanto, os bilhetes estarão à venda a partir de hoje na Luz e de amanhã em Alvalade. Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, já tinha dado o mote na conferência de imprensa que deu ontem de manhã: Benfica e Sporting acertaram o jogo para as 19.45 horas, nem pensavam noutra hipótese, por muito que RTP e Federação quisessem o jogo mais tarde. Da Praça da Alegria chegou ontem à Luz a confirmação do desejo dos clubes quanto à hora do jogo. Agora, só falta a confirmação oficial que a RTP transmitirá o desafio. A partir do momento em que a Federação confirmou a hora do jogo, o Benfica deu início à operação de venda dos bilhetes, uma vez que os clubes já tinham concordado com os preços praticados. A partir de ontem à noite já podiam ser adquiridos on-line, como aconteceu nas Casas do Benfica, hoje já estarão disponíveis nas bilheteiras do Estádio da Luz a partir das 10 horas da manhã, a afluência promete ser grande. Sporting com bancada própria Uma vez que os bilhetes que forem para Alvalade terão de ser pré-impressos, só amanhã os adeptos sportinguistas ali poderão começar a comprar ingressos. Para já, devem seguir entre três a quatro mil, todos para a bancada Coca Cola, salva guardando-se a protecção à claque Diabos Vermelhos, ali instalada. Os encarnados poderão disponibilizar mais bilhetes de acordo com as necessidades que forem comunicadas pelo Sporting. Não só porque a isso tem direito mas também pelas boas relações entre clubes. quinta-feira, janeiro 20, 2005
Nuno Assis por horas Tudo bem encaminhado para que Nuno Assis troque o Vitória de Guimarães pelo Benfica nas próximas horas. O jogador tem vontade de assinar pelos encarnados e o acordo entre clubes está perto de ser confirmado. Nuno Assis está em final de contrato e esse é um argumento que ajudará o Benfica a conseguir os seus intentos. O médio virá aumentar as opções de Giovanni Trapattoni para a segunda volta do campeonato e é provável que comece a trabalhar na Luz já durante a próxima semana. A vinda de Nuno Assis, juntamente com a do argentino Maxi López, fechará o plantel por agora. A única possibilidade de Luís Filipe Vieira e José Veiga oferecerem mais um reforço ao técnico italiano apenas se coloca na eventualidade de aparecer um médio de qualidade inquestionável e de nível mundial. Karagounis continua a ser um dos amores de Trape do Benfica, mas por agora não existem condições de negócio com o Inter de Milão, que não o quer libertar. Este, ou outro cenário de características semelhantes, apenas será viável com a ajuda de um qualquer Fundo de Investimentos com que o Benfica colabora. Ou seja, num sistema idêntico ao que tornou possível a contratação de Maxi López ao River Plate. Mas, por agora, fecha a torneira. Roger reclama oportunidade TRAPATTONI testou ontem a equipa que deverá entrar de início frente ao Beira-Mar, no próximo sábado. Com Manuel Fernandes castigado, Paulo Almeida deverá voltará titularidade. Mas no treino, marcado por um jogo com os juniores, quem brilhou foi Roger, que reclama um lugar nos convocados. Na primeira parte, o técnico italiano viu a sua equipa marcar dois golos, por intermédio de Karadas e Pedro Mantorras, e deve ter ficado satisfeito coma confirmação da boa forma física dos jogadores que estiveram muito tempo parados por lesão, nomeadamente Miguel e Luisão. Apesar da presença de concorrentes de peso, Ricardo Rocha mostrou-se seguro ao lado do habitual parceiro do eixo da defesa e, tudo indica, ganhou a corrida a Alcides, no que se refere à luta pela titularidade frente aos aveirenses, próximos adversários na SuperLiga. Concluída a primeira parte sem grandes motivos de interesse, foi sobretudo na segunda metade que os adeptos puderam deliciar-se com alguns dos jogadores menos utilizados, especialmente Roger, que ainda não se estreou desde que regressou do Brasil. No seu estilo gingão e sem grandes preocupações defensivas, o menino do Rio abriu o livro e deliciou os muitos adeptos que se deslocaram ao Jamor com passes geniais, que não foram aproveitados da melhor maneira pelos extremos, João Pereira e Carlitos, manifestamente infelizes em matéria de finalização. Perante tanto desperdício, acabou por ser o próprio Roger a ampliar o marcador para 3-0 e a oferecer a Dos Santos o golo seguinte, através de um passe magistral, feito do meio campo e que deixou o francês completamente isolado. Por fim, Mantorras fechou a contagem, fixando o resultado em 5-0, para os seniores. O brasileiro regressa à Luz numa altura em que Giovanni Trapattoni parece mais inclinado a apostar no 4-4-2, mas a sua inegável qualidade oferece ao treinador a oportunidade de apostar noutros esquemas tácticos, com a mesma garantia de sucesso. O Palmeiras está interessado em contratar o brasileiro (ver caixa), mas neste momento está inscrito pelo Benfica, pode jogar e é uma alternativa para a lista de convocados de Trap. «Derby» preso ao relógio A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a RTP terão acordado a transmissão televisiva do derby da Taça de Portugal para as 20.30 horas da próxima quarta-feira, mas o Benfica mostra-se irredutível na sua posição: pretende jogar às 19.45. Os encarnados já enviaram um faxe à FPF, dando conta desta situação, tendo seguido, juntamente, um documento escrito do Sporting no qual os leões manifestam concordância com as águias. Resta saber se a discórdia vai resultar num braço-de-ferro ou se, ao invés, terá solução pacífica. Certo é que os bilhetes não serão colocados à venda até que tudo se resolva. As próximas horas dirão se há ou não lugar a caso. Tudo depende da evolução da discórdia instalada em torno do derby da Taça de Portugal, agendado para a próxima quarta-feira, dia 26, no Estádio da Luz. A história explica-se em poucas palavras: a RTP e a FPF (entidade organizadora da prova) terão acordado a transmissão televisiva do encontro para as 20.30 horas, mas o Benfica pretende jogar 45 minutos antes, ou seja, às 19.45. Os responsáveis encarnados enviaram já um faxe à FPF dando conta da sua intenção, juntando ao mesmo um documento escrito do Sporting no qual o clube de Alvalade se mostra concordante. Pelo que o nosso jornal conseguiu apurar, a posição do Benfica é irredutível: 20.30 horas, nem pensar. Argumento do Benfica O argumento do Benfica é o de que o horário desejado pela RTP (e que mereceu concordância da FPF) pode colocar em causa a desejável lotação esgotada. Para o clube da Luz, 45 minutos podem ser determinantes para quem se deslocar de longe, tendo em conta que o dia seguinte é novamente de trabalho. Face a isto , o Benfica recusa submeter-se à lei da televisão, por entender que a prioridade é ter o estádio cheio, embora o ideal fosse, naturalmente, juntar o útil ao agradável. Bilhetes à espera... O Benfica está disposto a levar o braço-de-ferro até às últimas consequências, se necessário, pelo que a resolução pacífica ou não do processo está agora nas mãos da FPF e da RTP (que no mesmo dia vai transmitir o Manchester United-Chelsea, referente à Taça da Liga Inglesa). Entretanto, o impasse está a atrasar as várias e necessárias diligências organizativas do jogo, nomeadamente a emissão de bilhetes e a sua colocação à venda. Ou seja, tudo terá de resolver-se rapidamente. Faltam sete dias... quarta-feira, janeiro 19, 2005
ANDRÉ LUÍS mostra-se ANDRÉ LUÍS mostrou-se ontem aos benfiquistas e o saldo fica por um... soube a pouco. Isto porque o central não parece estar fisicamente a cem por cento e está ainda em fase de tímida integração. Do que mostrou, destaque para o facto de ter bons pés, no capítulo do passe, e uma compleição física impressionante. Foi o segundo treino de André Luís com os seus novos companheiros, mas apenas o primeiro em que pôde mostrar-se a benfiquistas e jornalistas, já que a sessão de sábado, na Praia D’el Rei, decorreu à porta fechada. As cerca de duas centenas de pessoas que estiveram ontem no Estádio Nacional começaram por se impressionar com a estampa física do central. Com menos dois centímetros do que Luisão, André Luís (1,92m) destaca-se e quando os dois estão juntos são autênticas torres que, se chegarem a jogar juntos no eixo da defesa, não deixarão de impor respeito. Sabor a pouco André Luís parece muito compenetrado e ainda não mostrou um décimo do que sabe fazer. Por um lado por estar a integrar-se, finalmente por nos parecer que não estará em plena frescura física. No treino de ontem, Trap nem o colocou a central (Luisão e Alcides foram os eleitos). Alternou entre trinco e defesa encostado às alas. Não pôde pois mostrar o seu jogo de cabeça e apenas no capítulo do passe mostrou alguns bons pormenores. Com ambos os pés, diga-se, embora o direito seja o preferido. André Luís mostrou pormenores interessantes no passe, na desmarcação dos colegas, na forma como acariciou a bola. No mais, há que esperar para ver. De bestas a... bestiais, uma semana, nada mais CERCA de duas centenas de benfiquistas estiveram ontem no Estádio Nacional para ver o treino do Benfica. Há cerca de uma semana foi igualmente no Jamor que os encarnados fizeram o primeiro treino após a derrota de Alvalade. Na altura os adeptos insultaram jogadores e treinador. Ontem, tudo calmo, de novo em paz. Poucas vezes um treino no Estádio Nacional terá tido mais do que as duas centenas de benfiquistas de ontem. O tempo até ajudou um pouco, com as nuvens a afastarem-se para darem lugar ao... Benfica. Que contraste com o que se passou a semana passada. Também no complexo do Estádio Nacional alguns adeptos insurgiram-se com críticas e insultos a Trapattoni, jogadores e dirigentes. O treinador italiano perdeu a paciência, exigiu respeito, mandou calar as críticas e o caso ganhou tal dimensão que José Veiga, director geral da SAD, entendeu por bem convocar a equipa para um estágio na Praia D’el Rei, em Óbidos. O último fim-de-semana foi rico. FC Porto empatou, Sporting perdeu e o Benfica ganhou por 4-0 ao Boavista, num jogo em que o ambiente nas bancadas foi magnífico e que teve um momento de magia, com o golo de Mantorras. Por isso, segunda-feira, todos os benfiquistas andaram bem dispostos e ontem essa boa disposição sentia-se. Não que os adeptos se tenham rendido por completo ou estejam cem por cento satisfeitos. Mas o certo é que voltou a haver esperança no título. Depois de vários dias a trabalhar à porta fechada, os jogadores voltaram ao convívio com os adeptos. Não estavam eufóricos, o ambiente até era de grande serenidade. As pazes parecem estar feitas. Mas, no mundo do futebol, já se sabe que as pazes são, quantas vezes, apenas tréguas. Porque de bestas a bestiais e vice-versa... Maxi López pode "assinar" hoje O acordo entre o Benfica e o River Plate é total e os encarnados enviaram ontem para a Argentina uma proposta concreta de contrato, que será analisada pelo jogador. Se este concordar com os valores, tudo fica resolvido e o jovem ponta-de-lança seguirá imediatamente viagem para Lisboa MATEO PONTERO, Mendoza (Argentina)* O avançado Maxi López recebeu ontem da parte do Benfica, via fax, os termos do contrato que o ligará ao clube da Luz e nas próximas horas poderá ficar formalizado o seu ingresso no plantel encarnado. Os responsáveis do Benfica atingiram uma plataforma de acordo total com o River Plate, actual clube do jovem ponta-de-lança, facto que deixa o processo inteiramente nas mãos do avançado e do seu empresário Dário Bombini. Na Argentina, o representante do atacante preferiu não alongar-se em detalhes mas, mesmo assim, assumiu que "há um princípio de acordo entre os dois clubes". Aliás, foi a Dário Bombini que os encarnados endereçaram a proposta de contrato, o qual viajará hoje de Buenos Aires para Mendoza para encontrar-se com o avançado - o atleta está em estágio de pré-época com a sua equipa, que hoje disputa mais um jogo de preparação, com o San Lorenzo - e, juntos, tomarem uma decisão. O Benfica aguardará pelo sim do jogador ou por alguma contra-proposta, também via fax. Seja como for, e dado o estado das conversações até ao momento, os dirigentes benfiquistas acreditam que a proposta enviada será aceite por Maxi López e, perante este facto, é de esperar que o atleta viaje para Lisboa antes de sexta-feira para ser oficialmente apresentado. O "final feliz" está, pois, cada vez mais próximo. No que respeita a valores, a Imprensa argentina adianta que os encarnados chegaram a acordo com o River Plate garantindo o pagamento de cerca de 6 milhões de euros. Essa quantia poderá vir a ser comparticipada, pelo menos em parte, por um fundo de investimento, o mesmo que tentou a negociação directa com o emblema de Buenos Aires. Curiosamente, mesmo no River Plate o desejo é ver concretizada o mais depressa possível a venda de Maxi López. Ainda ontem o técnico da formação das "Pampas", Leonardo Astrada, pedia uma rápida resolução do negócio de forma a poder definir o seu plantel para a segunda fase do campeonato argentino. Isto porque o River Plate está a tentar assegurar a aquisição de Ernesto Farias ao Palermo mas tal só pode acontecer quando o clube receber o dinheiro da venda de Maxi López. Este factor acabou por ser, assim, uma vantagem negocial para os encarnados. Agora falta mesmo que o avançado concorde com os valores que lhe foram apresentados para que a aparente vontade de todas as partes em colocar tudo preto no branco se transforme numa realidade. Rui Duarte a caminho da Luz ? A contratação do lateral-direito "canarinho" deverá ser anunciada nas próximas horas, depois de terem ficado praticamente definidas as condições da transferência. O jogador segue assim as pisadas de Carlitos Rui Duarte está a um passo de se transferir para o Benfica. O lateral-direito do Estoril, há muito referenciado pelas águias, deverá vestir a camisola encarnada ainda esta temporada. Ontem à noite, José Veiga reuniu-se com António Figueiredo, presidente da SAD do Estoril-Praia, e deverá ter acertado os pormenores relativos à transferência do jogador da equipa da linha para a Luz, sendo certo que a apresentação oficial deverá verificar-se nas próximas horas. O encontro entre o homem-forte do futebol encarnado e o dirigente estorilista durou cerca de quatro horas, confirmando o entendimento entre os clubes para a ida de Rui Duarte para o Benfica. De resto, o próprio jogador está na expectativa, mas preparado para enfrentar o novo desafio. Rui Duarte sabe que estava na primeira linha de potenciais reforços de Inverno do clube da Luz, mas, até ontem, não tinha recebido luz verde de António Figueiredo para começar a pensar no mais do que provável seu novo clube. Neste momento, ainda faltam acertar agulhas relativamente ao contrato do atleta, mas é praticamente um dado adquirido que o valoroso defesa do Estoril se irá juntar ao plantel benfiquista nas próximas horas. A concretizar-se esta transferência, Luís Filipe Vieira e José Veiga concretizam mais um negócio na reabertura do mercado. É muito provável que a transferência seja anunciada ainda hoje ou até ao final da semana. Bilhete de Identidade Nome: RUI Sandro de Carvalho DUARTE Posição: Defesa-direito Altura: 1,74 Peso: 73 quilos Nascimento: 11 de Outubro de 1980 (24 anos) Naturalidade: Lisboa Clubes: Estoril, Casa Pia e Sacavenense (formado nas escolas do Sporting) Jogos esta época: 17 (todos a titular, 1530') |
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