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domingo, outubro 31, 2004

Um ano no cadeirão
365 dias se passaram desde que Luís Filipe Vieira derrotou Jaime Antunes e Guerra Madaleno na corrida à presidência do Benfica. O Estádio da Luz está em pleno funcionamento, o centro de estágio avança paulatinamente, a seriedade do clube foi de alguma forma restabelecida, a identidade da instituição também. Falta o sucesso desportivo, que a conquista de uma Taça Portugal alimentou, mas não saciou, face ao apetite voraz de uma massa associativa tão exigente. É o objectivo que é exigido ao homem que ganhou com maior margem de todos os tempos um acto eleitoral do Benfica. 90, 47% nas urnas. Jamais alguém fora tão consensual!

Luís Filipe Vieira vive hoje um dia especial da sua presidência: há um ano estava a festejar a vitória nas eleições do Benfica, nas quais obteve 90,47 por cento dos votos e arrasou a concorrênciaO 33.º presidente do Benfica foi eleito há precisamente um ano. Ganhava, de forma pouco menos que incontestável, um acto eleitoral tripartido, com uma margem nunca antes observada. Mais de 90 por cento dos votantes escolhiam Luís Filipe Vieira para o cadeirão e uma nova realidade despontava, já que era a primeira sucessão pacífica desde há muitos anos. Antes, Manuel Damásio, João Vale e Azevedo e Manuel Vilarinho, que desde cedo apoiaria a candidatura de Filipe Vieira, o que não acontecera nas anteriores passagens de testemunho. Com a 4.ª classe, a experiência de uma guerra colonial, a entrada no mundo dos pneus, onde faria os primeiros montantes significativos da sua fortuna pessoal, e, principalmente, um discurso forte, o homem do momento criou em seu redor a imagem de alguém que finalmente pretendia a vaidade do clube em vez da própria. E rapidamente tentou sensibilizar os benfiquistas para a sua causa.

Fehér e Centenário — Desgosto e honra

A 3 de Novembro de 2003 tomaria posse e iniciaria a sua gestão, que sofreria o primeiro abalo com a morte de Miklos Fehér. Um desgosto que faria abanar a nação encarnada logo no primeiro mês de 2004. Rapidamente se recompuseram, no entanto, as gentes da Luz e para sempre ficou reservado um lugar para o húngaro, quer no coração dos benfiquistas, quer no novo estádio, que era já uma realidade da vida do clube. Pela primeira vez, um número ficaria pendurado — ninguém mais usaria o 29. Luís Filipe Vieira, que estaria ligado à construção de um novo estádio, teve, pouco tempo depois, a honra de ter passado, na condição de presidente, o aniversário dos 100 anos do Benfica. Foi a 28 de Fevereiro deste ano e na companhia de quase todos os antigos presidentes. Faltava Vale e Azevedo, que há bem pouco regressou à actualidade encarnada, desta feita sob a ameaça de perder o estatuto de associado. Um ano tão especial para os encarnados tardam, porém, em associar-se a outras iniciativas tão importantes, como sejam o restabelecimento do prestígio da instituição, a construção do centro de estágio ou a viabilização financeira do emblema. Um empréstimo obrigacionista de 15 milhões de euros foi entretanto aprovado para a SAD, que é também presidida por Filipe Vieira, uma Taça de Portugal foi conquistada sob o comando do treinador do projecto, José Antonio Camacho, e um outro nome sonante do futebol internacional, Giovanni Trapattoni, chegou à Luz, numa altura em que José Veiga já era parte integrante da estrutura. A Liga dos Campeões continua, no entanto, a ser uma miragem e só mesmo o primeiro lugar na SuperLiga enche, neste momento, as medidas dos benfiquistas. Luís Filipe Vieira tem dois anos pela frente para concluir o que está em andamento e começar o que está por fazer.

Simão Sabrosa comemora hoje um quarto de século
Se dez anos é muito tempo, como diz a letra da música, 25 é muito mais. Um quarto de século. É esta a efeméride que Simão Sabrosa hoje assinala e que o balneário encarnado certamente não deixará passar em claro.

Simão Sabrosa tem um motivo extra para desejar a vitória no confronto de hoje com o Gil Vicente: O capitão do Benfica festeja o 25.º aniversário e vai querer comemorar durante o jogoPor força das circunstâncias, uma vez que a equipa de Trapattoni realiza esta noite o encontro com o Gil Vicente, em Barcelos, o capitão benfiquista não poderá festejar junto da sua família, mas certamente que não desdenhará a oportunidade de lhes dedicar mais um triunfo. A BOLA não quis deixar a ocasião em claro e ontem, em pleno relvado do Estádio da Luz, Simão confraternizou durante alguns minutos com 25 crianças das escolinhas do clube, que desenharam no palco que um dia sonham conquistar a idade do jogador a quem chamam de ídolo. Embevecidos os petizes não cabiam em si de contentes com a possibilidade de trocarem breves palavras com o capitão encarnado. Já muito se disse e escreveu sobre a importância de Simão na equipa agora dirigida por Giovanni Trapattoni. Pode transmitir a sensação que não está nos seus dias, que está a realizar uma exibição menos agradável, mas a verdade é que a sua presença em campo acaba quase sempre por ser determinante, ora com golos, ora com assistências. Na SuperLiga, o menino que o Sporting viu nascer leva já 150 jogos, contabilizando 56 golos. Desde que chegou à Luz, onde rapidamente conquistou o lugar de indiscutível, Simão facturou por... 44 vezes (SuperLiga) em três épocas e meia, o que não deixa de ser impressionante tendo em conta a posição que ocupa no terreno. Líder no relvado, líder no balneário, Simão ocupa lugar de destaque na admiração que os adeptos nutrem pela sua equipa. Um quarto de século é uma data importante. Parabéns Simão!



sábado, outubro 30, 2004

Abram alas a Geovanni!
A lesão de Miguel, que o obriga a falhar o encontro de amanhã, com o Gil Vicente (ver pag.7), vai motivar mudanças de fundo na ala direita do Benfica. O lugar que pertencia ao internacional português deve ser ocupado por João Pereira, que cede, por sua vez, posição a Geovanni. Ontem, durante o treino matinal, Trapattoni terá mostrado metade do jogo.

Trapattoni e Álvaro Magalhães enfrentam com um sorriso as dificuldades na formação da equipa para amanhãPonto assente: Miguel não estará em condições de actuar amanhã à noite, em Barcelos, diante do Gil Vicente, motivo pelo qual o treinador encarnado, Giovanni Trapattoni, forjou algumas experiências durante os últimos dias da semana. Por conseguinte, ontem de manhã, durante a sessão matinal realizada no relvado número 3 do complexo do Jamor, o italiano terá deixado transparecer metade da renovação que será obrigatoriamente processada, uma vez que colocou João Pereira a actuar como lateral-direito, ao lado de Luisão, Ricardo Rocha e Fyssas, que serão, ao que tudo indica, novamente titulares amanhã. E apenas metade do jogo ficou à vista em virtude de Trapattoni não ter, sequer, feito bluff durante o treino de conjunto, uma vez que não experimentou qualquer jogador no lado direito do ataque. Mas se João Pereira recuar... então alguém terá de avançar. Não obstante a discrição com que Trap trata o assunto, a lógica aponta para que Geovanni seja o galardoado, ele que, curiosamente, cumpriu parte da sessão como primeiro obstáculo às investidas de João Pereira, num frente a frente que terá servido para ambos trabalharem as funções que amanhã deverão desempenhar.

Nuno Gomes só... ou acompanhado?

Que Nuno Gomes deve jogar de início não existem muitas dúvidas, agora se o fará ao lado de outro ponta-de-lança já cria algumas incertezas. Karadas e Sokota, os dois em boa condição, são candidatos a um lugar no onze, caso Trapattoni se decida pelo 4x4x2. Se for fiel ao 4x2x3x1, então Zahovic recolhe favoritismo.

Galisteu ou Benfica?
Roger continua a ser o menino do Rio. Ainda é jogador do Benfica mas é no Fluminense e no Brasil que é rei. Dentro e fora dos relvados. O namoro com a modelo e apresentadora de televisão Adriane Galisteu deu-lhe ainda maior visibilidade e retirou-lhe vontade de regressar a Portugal. É um novo homem, com novos hábitos, mais refinado, que na cabeceira não dispensa um livro, nesta altura um best-seller—O Código Da Vinci. Será que existem condições para o jogador voltar a Lisboa?

Roger é notícia não apenas pelas exibições e golos que marca Roger tem merecido uma exposição muito grande na comunicação social brasileira. Quer pelas boas exibições ao serviço do Fluminense (clube onde joga por empréstimo do Benfica), quer pelo namoro com Adriane Galiesteu, antiga mulher de Ayrton Senna, piloto de Fórmula 1 que morreu ao volante. Roger, graças a Galisteu, adquiriu novos hábitos, mais refinados. Gosta de restaurantes caros, roupas de marca e lê com frequência, coisa que antes não fazia. O próprio confessou que o novo gosto foi influenciado por Flora Gil, mulher de Gilberto Gil.

Casamento à espera do... Benfica

Roger e Adriane fazem tudo para estar juntos. Ela viaja de São Paulo para o Rio de Janeiro para assistir aos jogos do noivo e esta relação, admite Roger, tem influência no desempenho profissional do craque do Fluminense. O casamento chegou a estar marcado para o passado mês de Outubro mas a actual situação de Roger, que tem contrato com o Benfica até 2006, adiou a decisão. Além de que o apartamento que os dois compraram no bairro do Leblon (Rio de Janeiro) está em reestruturação. Adriane diz que nunca abordou com Roger um tema fundamental: como será o namoro se o futebolista tiver de regressar para jogar em Lisboa? Ela lembra que já morou um ano em Sintra (1994), mas que nesta altura é praticamente impossível viajar e ficar a morar em Portugal. Roger está a atravessar o seu melhor momento no Fluminense e da vida pessoal. «Vivo um dos melhores momentos da minha carreira. Realizei o sonho de representar a selecção brasileira. Tenho feito bons jogos, tenho marcado golos. Enfim... melhor não podia ser.» As palavras do jogador justificam o estado de espírito que certamente apresenta quando pensa que pode regressar a Portugal já em Janeiro. Aliás, o papel de Roger no Fluminese é de tal forma importante que já é considerado um líder. Teve choques com os outros dois craques da equipa, Edmundo e Romário, fez declarações polémicas, mas saiu por cima, como dizem no Rio.

Frustração na selecção e confiança no futuro

Roger esperava voltar a ser chamado por Carlos Alberto após a primeira oportunidade que teve de representar a selecção brasileira, no particular frente ao Haiti (marcou dois golos). Ficou frustrado: «Triste toda a gente fica. Quando voltei ao Fluminense estava numa situação complicada, meio esquecido no Benfica. Ter uma oportunidade já foi gratificante.» Voltará Roger ao Benfica? Adriane não quer e ele também não parece querer...

Petit e Miguel falham Estugarda
Más notícias para Giovanni Trapattoni: Petit não vai recuperar para o encontro frente ao Estugarda, na quinta-feira. A lesão muscular do médio tem evoluído bem mas ao que tudo indica só estará disponível para representar a equipa na recepção ao V. Setúbal. Miguel também não vai à Alemanha, devido a lesão muscular.

Trapattoni não pode contar com Petit na AlemanhaÉ o jogo com maior grau de dificuldade da fase de grupos da Taça UEFA e o Benfica vai apresentar-se desfalcado de duas peças nucleares. Petit continua sem se treinar devido à lesão muscular na face posterior da coxa esquerda contraída no encontro com o Heerenveen e só estará apto para o encontro com o V. Setúbal, a contar para a nona jornada da SuperLiga, agendado para dia 7 de Novembro. Segundo a informação prestada ontem no site oficial do clube, Petit apresenta uma «evolução favorável», mas, sabe A BOLA, não estará recuperado a tempo para defrontar o Estugarda.

Miguel pára uma semana

Trapattoni terá também de encontrar solução para colmatar a ausência de Miguel. Os exames a que o lateral se submeteu anteontem após lesionar-se frente ao Oriental, na IV eliminatória da Taça de Portugal, confirmaram as primeiras suspeitas de microrrotura. Oficialmente só foi informado que Miguel contraiu uma «lesão muscular na face posterior da coxa esquerda », mas tudo aponta para que pare uma semana e não dê o seu contributo à equipa no embate com a formação de Fernando Meira. Falta saber se estará recuperado para defrontar a equipa sadina.

Carlitos aumenta carga de trabalho

Carlitos continua a recuperar da lesão no joelho direito contraída na recepção ao Dukla Bystrica mas tem estado a aumentar as cargas de trabalho. Mantorras e Alcides continuam a fazer trabalho específico.

Só depois do contrato assinado
O presidente encarnado justificou o resultado negativo das contas da SAD, assim como o aumento significativo do passivo. Reiterou a sua confiança absoluta em José Veiga e jogou à defesa quanto à contratação de Robinho. «Só depois do contrato assinado... », soltou.

Filipe Vieira pouco esclarecedor sobre o tema RobinhoLuís Filipe Vieira não confirmou nem desmentiu, como costuma dizer-se. «Penso que neste momento não interessa falar do Robinho ou de outro jogador qualquer», começou por referir. Mas interessa? «Só depois dos contratos estarem assinados...», expressou, de forma defensiva, acrescentando: «Não vou dizer se houve contactos ou não, não vale a pena.» E ponto final. As suspeitas lançadas sobre José Veiga, por alegado incumprimento fiscal — e devido ao qual o próprio pediu, anteontem, para não ser nomeado administrador da SAD até que tudo fique esclarecido — mereceu nova reacção. «Qualquer cidadão livre pode ser suspeito de incumprimento fiscal e quem vem para o Benfica sujeita-se a isso...O senhor José Veiga neste momento deve estar junto da família, sem ligar a estas especulações », expressou, garantindo que não surgiu um problema na SAD por causa desta situação. «De maneira nenhuma. No grupo e no balneário está tudo clarificado. » O tema foi falado na assembleia de ontem: «Tentei transmitir que o senhor Veiga é um homem de família. Não tem incomodado muita gente, tem super incomodado! »

Contas controladas

O líder do executivo da Luz justificou ainda os números da SAD, ontem apresentados e aprovados por larga maioria (ver peça à parte). «Acho que a nossa actividade, durante este exercício, é bastante positiva, em relação ao perspectivado. Não há problema nem descontrolo em relação ao passivo [aumentou de 83,966 para 122,799 milhões de euros]. Tem a ver com algumas negociações com os bancos e que passaram do curto prazo para o médio/longo prazo. Trata-se de uma óptica de investimento e o nosso projecto não é de curto prazo, mas sim de médio/longo prazo. Nos próximos dois anos sabemos que vamos ter receitas extraordinárias.»

Sokota aceita ganhar menos
Tomo Sokota aceita baixar o ordenado que aufere neste momento se a SAD for de encontro às suas intenções no que toca à renovação do contrato. Foi o seu empresário quem o garantiu, revelando ainda que recebeu recentemente uma proposta concreta do Hertha de Berlim.

Sokota já conseguiu chegar a acordo coma SAD quanto à duração do novo contrato, resta agora acertar as verbas; é este, porém, o grande entrave que impede o consensoSokota já conquistou a SAD no que toca à duração do futuro contrato (quatro anos), resta agora acertar as verbas. No entanto, este parece ser o grande entrave que impede ambas as partes de acertarem a renovação, quando restam pouco mais de seis meses para o final do actual vínculo. O croata está consciente de que não poderá continuar com o mesmo ordenado que aufere actualmente e está mesmo disposto a reduzir o salário, segundo o seu empresário. Porém, Zoran Stojadinovic lança um alerta aos dirigentes benfiquistas: «Sokota continua a querer o Benfica e está inclusive disposto a ganhar menos. Mas é uma redução razoável, não metade do que ganha! Porque assim vai para o estrangeiro, onde poderá ganhar mais do que recebe actualmente no Benfica.» Nas declarações proferidas à Rádio Renascença, o agente do avançado reafirmou que tem recebido propostas de «alguns clubes espanhóis e alemães», especificando mesmo um desses convites: «O Hertha de Berlim fez-nos uma proposta concreta. De Portugal? Ainda não se informaram comigo, mas também não precisam pois toda a gente sabe que ele termina contrato pelo Benfica no final da época...»

Não falo com Veiga há duas semanas

Stojadinovic continua a afirmar que a prioridade de Sokota passa por continuar no Benfica e em Portugal, mas admite que neste momento as negociações estão paradas. «Há duas semanas que não falo com José Veiga. Se as pessoas não se sentam, naturalmente as coisas ficam mais difíceis. Mas que fique claro: ele quer ficar no Benfica!», frisou o empresário.



sexta-feira, outubro 29, 2004

José Veiga pediu para não ser nomeado administrador
O nome de José Veiga já não será ratificado hoje, na Assembleia Geral da SAD, para o cargo de administrador da sociedade desportiva, um dos pontos da ordem de trabalhos da reunião magna. Foi o próprio homem forte do futebol encarnado quem o pediu à Direcção, por forma a «não envolver» o nome do clube nas notícias que vieram a lume acerca da sua situação fiscal. Luís Filipe Vieira aceitou o pedido mas diz, em nome de todo o executivo, manter total confiança em Veiga, que continuará a ser director-geral da SAD, e que a respectiva vaga no Conselho de Administração ficará em aberto «até à clarificação os factos».

Já há muito tempo que um dos pontos da Assembleia Geral (AG) da Sport Lisboa e Benfica, SAD, passava por ratificar os nomes de José Veiga e Domingos de Oliveira para o Conselho de Administração da sociedade desportiva, cuja reunião magna terá lugar hoje, ao princípio da noite, mas devido às notícias vindas a lume acerca da sua situação fiscal, o actual homem forte do futebol encarnado pediu à Direcção para não assumir o lugar de administrador. Foi Luís Filipe Vieira quem fez o anúncio, durante o discurso de abertura da AG do clube, realizada ontem à noite, no pavilhão n.º 2 do Estádio da Luz, perante 257 sócios.
Segundo o líder da SAD e da Direcção, José Veiga não quis envolver o nome do clube nas recentes notícias que dão conta de dívidas ao Fisco decorrentes da sua situação profissional (quando desempenhava funções de agente FIFA) e por isso enviou, anteontem, uma carta ao executivo dando conta disso mesmo. Ou seja, um dia antes de o assunto vir a lume, através da SIC.

Vieira dá voto de confiança
A atitude de Veiga, aparentemente, não surpreendeu os dirigentes encarnados. Provocou, sim, a formalização de um elogio público. «A Direcção registou a grande dignidade e nobreza de José Veiga, ao não querer envolver o nome do Benfica nas especulações que têm vindo a ser feitas sobre a sua vida profissional, pedindo à Direcção que retirasse a referida proposta para ocupar o lugar de administrador da SAD até à clarificação de todos os factos», frisou o líder máximo do clube da Luz, deixando a garantia de que nada irá mudar na condução da equipa de futebol: «A Direcção vai deixar a vaga de administrador aberta e garante que José Veiga irá continuar a desempenhar as funções de director-geral da SAD. Tem feito um excelente trabalho.»

Miguel fora de jogo
Só hoje será possível fazer um diagnóstico rigoroso sobre a situação clínica de Miguel, depois da ecografia realizada ontem. As piores suspeitas apontam para uma microrrotura na coxa esquerda, mas reside a esperança de um cenário menos grave. É praticamente certa a ausência em Barcelos, permanecendo a dúvida para o desafio de Estugarda.

Só hoje poderá traçar-se um diagnóstico rigoroso, mas é praticamente certo que Miguel não jogará em BarcelosNo final do encontro com o Oriental, Miguel disse à equipa técnica que acreditava não se tratar de uma situação grave. A ecografia ontem realizada vai permitir a dissolução das dúvidas, sendo que, após conhecidos os resultados, o departamento médico do Benfica fará uma comunicação através do site oficial do clube. Neste momento é arriscado o avanço de qualquer cenário, podendo apenas afirmar-se que há suspeita da existência de uma microrrotura. Contudo, entre os responsáveis clínicos e técnicos do Benfica reside a esperança de que a situação não seja assim tão grave. Seja como for, está praticamente assegurada a ausência de Miguel em Barcelos, depois de amanhã, permanecendo a dúvida relativamente ao compromisso de quinta-feira, em Estugarda.

Petit também...

Petit encontra-se numa situação idêntica. O médio, que ontem fez tratamento na Luz, tal como Miguel, contraiu uma lesão muscular na face posterior da coxa esquerda, frente ao Heerenveen, tendo já falhado as recepções ao Nacional e ao Oriental. A deslocação ao reduto do Gil Vicente está riscada do seu mapa, mas o departamento médico procura ainda recuperar o jogador para Estugarda.

Trap testa Aguiar

Face à ausência de Miguel, Trapattoni já pensa nas alternativas. E são três: Amoreirinha, João Pereira e Bruno Aguiar. O primeiro já demonstrou que não se adapta ao lugar e o segundo, tudo indica, continuará a ser aposta de ataque. Bruno Aguiar vestiu essas funções no jogo-treino de ontem com os juniores, tendo deixado boas indicações. Dos jogadores que actuaram 90 minutos contra o Oriental, foi o único que não ficou na Luz.

Empresário de Luisão vem a Lisboa
O empresário de Luisão deve chegar este fim-de-semana a Lisboa e em agenda tem uma conversa com os dirigentes do Benfica sobre o futuro do jogador. Existem vários clubes interessados em contratar o defesa brasileiro, já em Janeiro ou no final da época, como é provável que suceda.

O prestígio de Luisão continua a subir no mercadoGiulliano Bertolucci tem viagem marcada para Lisboa e deve chegar já no próximo domingo. Entre outros assuntos profissionais, o empresário de Luisão vai reunir-se com dirigentes do Benfica. A conversa terá várias vertentes mas uma delas será, seguramente, a possibilidade concreta de o jogador poder sair do Benfica já em Janeiro, altura em que reabre o mercado de transferências. Interessados são vários e com muito peso no mercado: Real Madrid, Desportivo da Corunha, Tottenham, Inter de Milão e Newcastle. Alguns destes clubes fizeram apenas uma abordagem informal ao empresário de Luisão, mas outros avançaram de forma mais concreta e de tal forma que Giulliano se viu na necessidade de viajar e conversar sobre o caso com os dirigentes da Luz. Contactado por A BOLA, o agente confirmou apenas a deslocação a Portugal, não adiantando mais pormenores sobre um cenário que, por enquanto, não passa disso mesmo.

Argumentação benfiquista

Na altura em que comprou Luisão ao Cruzeiro de Belo Horizonte, o Benfica garantiu apenas 25 por cento do passe, ficando a maioria nas mãos de um grupo de empresários. Todavia, o Benfica tem assegurados os direitos desportivos do jogador e pode bloquear uma eventual proposta concreta que surja já em Janeiro. Por outro lado, se de alguma forma os números não forem satisfatórios e o Benfica conseguir assegurar os direitos desportivos de Luisão até final da época, dificilmente o vai manter na próxima temporada. Aliás, uma possibilidade forte é também a de o defesa-central ser negociado agora e apenas deixar a Luz no final da época. Luisão já mostrou no Benfica que é um jogador de nível mundial, como provam as consecutivas chamadas à selecção brasileira, treinada por Carlos Alberto Parreira. O futuro não deverá passar por Portugal.



quinta-feira, outubro 28, 2004

Convocatória Assembleia-geral




1.Apreciar e votar o Relatório da Gestão e as Contas do exercício de 2003/2004, bem como o Parecer do Conselho Fiscal;

2.Apreciação e votação da proposta apresentada por um grupo de associados e admitida à discussão na reunião da Assembleia-geral de 9 de Julho de 2004 e da proposta da Direcção, ambas tendo por objecto a instauração de processos disciplinares e/ou de inquérito, aos seguintes associados:


- João de Araújo Vale e Azevedo – 10375
- José Manuel Capristano dos Santos – 2747
- António Manuel Sala Mira Gomes - 12771
- José Manuel de Sousa Antunes – 6721
- Pedro Manuel de Resende Mendes Pinto – 10663
- Cândido Amílcar Madeira Bonifácio Gouveia - 23030
- Hélder José Gomes Mendes – 2068
- Gabriel Francisco Dias - 6203
- Francisco Manuel Duarte Gama Castanheira – 9785
- José Manuel de Macedo Leal – 7091
- José António Paiva Novo – 5385/1
- André Viana Roman Navarro – 2765
- Romão Rosa da Cruz – 7959
- Alexandre José de Canêdo Correia Leal - 8131

Dado que, nos termos dos Estatutos, a assembleia-geral só pode funcionar em primeira convocação, com a presença da maioria dos associados, e, em segunda convocação, com qualquer número deles, fica desde já convocada a assembleia-geral para, se for o caso, reunir em Segunda Convocação, uma hora mais tarde, isto é às 21h00, no mesmo local, com a mesma Ordem de Trabalhos.

A participação e o exercício do direito de voto na assembleia-geral deverão observar os requisitos estabelecidos na lei e nos Estatutos, sendo admitidos a presenciar os trabalhos todos aqueles que tenham sido admitidos como associados até à data da publicação desta convocatória, mesmo os que não tenham direito de voto, devendo todos os associados apresentar o cartão de sócio, devidamente actualizado, com o comprovativo do pagamento da quota de, pelo menos, o mês de Agosto de 2004 (inclusive).

Lisboa, 18 de Outubro de 2004
O Presidente da Mesa da Assembleia-geral
Manuel Joaquim Martins Tinoco de Faria


!! Todos a próxima Assembleia Geral !!







Benfica 3 - 1 Oriental

26m
1-0, por Sokota. Everson recupera um lance a meio campo, passa para Nuno Gomes que descobre Sokota sozinho na esquerda. O croata remata colocado.

60m
2-0, por Geovanni. Dos Santos faz o cruzamento para a entrada da área. Geovanni aparece isolado e remata.

70m
3-0, por Sokota. Geovanni faz um passe excelente para Miguel, no corredor direito, que cruza com conta peso e medida para Sokota fazer o golo à boca da baliza.

Arbitragem

PEDRO PROENÇA
Um final de tarde calmo, para o qual muito contribuiu o desempenho profissional dos jogadores. Sem casos, sem erros dignos de registo. Apenas ficamos com a sensação de que deveria ter mostrado mais cartões.

ÁLVARO MAGALHÃES (treinador-adjunto do Benfica)
Com respeito sem facilitar
FOI Álvaro Magalhães quem compareceu na sala de Imprensa, mais uma vez. «Os jogadores estão de parabéns, foram bons profissionais. Respeitaram o adversário e não facilitaram, o que é sempre um risco contra equipas de escalões inferiores. Assim dá gosto trabalhar. O Benfica foi um justo vencedor, ganhou bem e todos os que jogaram mostraram que podemos contar com eles para o futuro», começou por dizer o adjunto de Trapattoni.

Azar de Miguel

De imediato as agulhas se viraram para a lesão de Miguel. «Ainda é muito cedo para fazer um diagnóstico, teremos de esperar mais 24 ou 48 horas. Ele disse-me, no final do jogo, que não deve ser nada de especial, mas vamos aguardar para ver se estará disponível para domingo», soltou, recorrendo à memória visual para identificar a zona afectada: «Penso que é na coxa esquerda.» Perguntou-se depois se havia realmente necessidade de colocar Miguel em campo. «Isso é muito subjectivo. Até na rua um jogador pode cair e lesionar-se. Havia necessidade de colocar um jogador com outras características na direita e entrou o Miguel, que está em boa forma. Não foi por jogar 30 ou 35 minutos que ele se lesionou, são coisas que acontecem, quem anda à chuva molha-se. Mas pode ser que não seja nada de grave...», expressou.

Gil Vicente ferido

O próximo adversário do Benfica, o Gil Vicente, foi ontem eliminado da Taça de Portugal pelo modesto Odivelas. Está, por isso, ferido no seu orgulho e vai tentar dar a volta já frente aos encarnados: «É uma equipa que atravessa um mau momento, mas frente ao Benfica as equipas agigantam-se sempre. Estamos preparados, sabemos que não podemos facilitar. Temos de ser humildes e competitivos. » Elogios a Everson A terminar, elogios a Everson. «Gostei muito da sua exibição e atitude. Ainda não está a cem por cento mas está a trabalhar para regressar à equipa num nível elevado», disse Álvaro Magalhães.

CHALANA (treinador do Oriental)
Saímos de cabeça levanta
É a maior estrela do Oriental e o capital de simpatia que detém junto dos benfiquistas ficou demonstrado ontem, pela forma como Fernando Chalana foi recebido na nova Luz. «Sinto que dei muitas alegrias aos benfiquistas não neste estádio, mas no antigo. Fui muito feliz aqui», afirmou Fernando Chalana na conferência de Imprensa que se seguiu ao jogo, afirmando ter sentido grande emoção antes e depois do encontro: «Antes de entrarmos em campo fiquei muito emocionado e quando terminou também, principalmente pelos sorrisos e abraços dos jogadores do Benfica. Mas durante o jogo mantive-me totalmente concentrado», acrescentou o pequeno genial, tão familiarizado com a Catedral que, por ele, ficava «mais meia hora» a responder às perguntas dos jornalistas.
Quanto ao jogo, Chalana considerou que os seus jogadores deram um contributo para honrar o clube de Marvila. «Quis, antes do jogo, que os meus jogadores pudessem sair com a cabeça levantada e foi que aconteceu. Dignificámos o clube», disse o técnico do Oriental, satisfeito também por ver um jogador saído do banco marcar um golo: «Tenho de gerir um plantel composto por 16 jogadores de campo e dois guarda-redes. Por isso tinha de os poupar para o jogo de domingo [com o União da Madeira]. Felizmente o menino Maquemba marcou e certamente que daqui a muitos anos será considerado um herói do Oriental.»

Assembleia Geral hoje na Luz

Realiza-se esta noite, pelas 20 horas, a Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, no pavilhão n.º 2 do Estádio da Luz.

Na reunião magna será apresentado e votado o relatório e contas relativo ao último exercício de gestão, que apresenta um saldo negativo de 2,5 milhões de euros.

Ainda assim, regista-se uma redução em mais de metade, comparativamente ao ano anterior. Um dos pontos em discussão, que se prevê quente, é a instauração de processos disciplinares a todos aos membros da anterior Direcção, liderada por Vale e Azevedo. Em última instância, estes processos poderão resultar na expulsão dos sócios em causa.



quarta-feira, outubro 27, 2004

ROBINHO a um passo da Luz
É a maior operação a que o Benfica se abalançou nos últimos anos. O alvo é Robinho, um jogador jovem, internacional A do país campeão do Mundo, que joga a dez, posição que os encarnados pretendem ver reforçada. Para resolver a questão do preço do passe do craque, os encarnados engendraram um sistema de parcerias que transformará o sonho em realidade. Se tudo correr como até agora, em Janeiro... Robinho será jogador do Benfica!

Com o fenómeno Ronaldo e o grande amigo Diego, ex-companheiro no Santos e hoje jogador do FC Porto; Robinho tem tudo para fazer furor na LuzO Benfica está perto de concluir uma das maiores operações da sua história. A contratação de Robinho, 20 anos, jóia do Santos e internacional canarinho, está muito bem encaminhada e a possibilidade de o jogador passar a vestir à Benfica a partir de Janeiro é muito forte. As negociações têm decorrido num clima favorável a um desenlace «feliz», mas a complexidade das mesmas ainda requer que os contactos se prolonguem por mais algum tempo. O valor da operação ronda os 20 milhões de euros, verba que não está ao alcance do Benfica, pelo que Luís Filipe Vieira e José Veiga montaram uma engenharia financeira semelhante à que trouxe Luisão para a Luz, numa lógica de parcerias com algumas entidades.

Longa duração

O contrato do jovem astro brasileiro—um número dez de enorme talento que consta das escolhas habituais de Carlos Alberto Parreira na selecção campeã do Mundo — com o Benfica deverá ter a duração, no mínimo, de cinco anos, o que dará ao jogador o tempo necessário para uma adaptação segura ao futebol europeu e ao clube a certeza de proventos desportivos, compatibilizados com a valorização que o jogador conhecerá até 2010. Apesar de liderar a Superliga, o Benfica não tem descansado à sombra do plantel existente e o nome de Robinho tem sido sucessivamente equacionado pela SADda Luz. Porém, como Santos a lutar pela conquista do Campeonato brasileiro, a janela de oportunidade para a transferência só se abrirá no fim do ano, altura em que a época termina no país irmão e o mercado reabre em Portugal.

Frenética corrida

A corrida por Robinho, por parte de alguns dos mais importantes emblemas europeus, tem sido frenética e ainda há cerca de duas semanas o Santos recusou uma oferta do PSV Eindhoven, clube com queda para a contratação de jovens craques brasileiros, ou não tivessem sido os holandeses da Philips os descobridores do baixinho Romário e do fenómeno Ronaldo. Porém, o Benfica criou condições para que Robinho — que nasceu, curiosamente, no mesmo dia de Eusébio— possa ter a Luz por destino. Jogador versátil, de grande imaginação, Robinho é, neste momento, o dez mais cobiçado do Brasil e tem condições para dotar a equipa de Giovanni Trapattoni de argumentos superiores aos que, de momento, dispõe. A operação montada por Filipe Vieira e José Veiga segue a firme estratégia de discutir o título de campeão nacional e de o conseguir recuperar, onze anos depois, para os encarnados. Conseguir contratar Robinho é, indiscutivelmente, um êxito para Filipe Vieira e José Veiga e não deixará de aumentar deforma clara o potencial de entusiasmo criado entre os benfiquistas, desde logo, pelo bom arranque da equipa na SuperLiga.

Ele nasceu no mesmo dia de Eusébio...

O talento de Robinho, nascido a 25 de Janeiro de 1984, precisamente 42 anos depois de Eusébio ter vindo ao Mundo, para o futebol despontou muito cedo e o craque que está perto de ingressar no Benfica começou a jogar aos cinco anos de idade, no futsal, primeiro no Clube Beira-Mar e depois no Portuários. Mais tarde, logo que se dedicou ao futebol de 11, entrou para a equipa infantil do Santos, onde se evidenciava pelo génio e não só: tinha apenas 1,64 metro de altura e 48 quilos, mas nem o facto de ser um peso-pluma interferiu com o sucesso que começava a desenhar-se. Aliás, a maior figura da história do Santos, Edson Arantes do Nascimento, cedo reparou no menino que diziam ser um «novo Pelé» e nunca lhe regateou elogios, mas por via de dúvidas, não fossem as comparações fazer mal a Robinho, o clube decidiu, na época em que passou a actuar na equipa profissional, que deveria abandonar o número 10 «de Pelé», que usava nas camadas inferiores e vestir uma camisola mais modesta, com o sete nas costas. Robinho estudou até o 1º ano do segundo grau e não faz segredo de que gostava de concluir um curso de Educação Física. Porém, as obrigações de uma carreira profissional exigente, têm tornado esse sonho mais distante. Robinho, já se disse, é conhecido e reconhecido por um talento «divino». E dele se conta que, durante um jogo de exibição, no estádio do Santos, deu um túnel a Michael Schumacher que deixou o hepta-campeão de Fórmula 1 de olhos trocados. O piloto, que até nem joga nada mal à bola, como ficou provado nas participações que teve nas festas da Fundação Luís Figo, declarou a propósito que «quando o olhei nos olhos, já sabia que iria fazer aquilo mas não consegui impedi-lo ».

Não vamos dar hipóteses
«NÃO vamos dar hipóteses » . Foi com esta frase que Álvaro Magalhães expressou a confiança que reina na Luz em vésperas da recepção ao Oriental. Mas não se pense que tal significa euforia em excesso. O adjunto de Trapattoni diz que já avisou os jogadores de que a humildade é a chave do sucesso e que são obrigados a correr mais que o adversário para seguirem rumo ao objectivo de estarem novamente na final.

Ponto prévio, o Benfica vai apresentar uma equipa completamente diferente da que tem defendido o clube na SuperLiga. Álvaro Magalhães não se alargou muito sobre as opções que serão tomadas, mas lá foi levantando um pouco a ponta do véu: «Ainda bem que Sokota marcou frente ao Nacional. É um grande atleta, sente-se mais feliz e mais moralizado. De certeza que jogará amanhã, tal como Nuno Gomes. O modelo de jogo, esse, será o mesmo.»
Depois veio a mensagem de confiança. E que confiança, diga-se... «Vamos ganhar o jogo com certeza absoluta. Não vamos dar hipóteses, por muito respeito que o Oriental nos mereça. Somos os detentores da Taça de Portugal e queremos conquistar este troféu novamente. »
É normal que os encarnados assumam o favoritismo, já que o Oriental milita na II Divisão B. Mesmo assim, o treinador pede humildade. «Vamos defrontar uma equipa de um escalão inferior, mas ninguém deve deixar de pensar que o Oriental deve ser respeitado, já que tem grandes profissionais e se apresentará extremamente motivado por jogar no Estádio da Luz. Os jogadores estão avisados que já um vez fomos eliminados pelo Gondomar e não queremos que isso se repita», disse.
Os avisos nunca são demais e até há um estatuto a defender: «Somos os detentores da Taça, mas temos o maior respeito por este adversário. Fazer este jogo a meio da semana não é desejável, mas temos de jogar bem e ganhar. Nada de facilitar. Somos melhores mas temos de o provar dentro do campo, com humildade e respeito.» O facto de o Benfica apresentar neste jogo segundas escolhas é encarado de forma natural: «Os jogadores têm de estar motivados. Quem joga menos vezes — aqui não há titulares e suplentes — deve aproveitar todas as oportunidades. A motivação tem de ser a chave para o sucesso. Para contrariarmos o sonho do Oriental temos de correr mais, mostrar confiança e fazer a nossa obrigação. Os jogadores têm de provar que para fazerem parte de um plantel como o do Benfica têm sempre de dar o máximo, de correrem muito e suarem a camisola. Esta camisola não é fácil de vestir... cada um tem de estar disposto a morrer dentro de campo, mesmo frente a um adversário de um escalão inferior.»

O amigo Chalana

Álvaro Magalhães defrontará um treinador com quem já partilhou momentos fantásticos, mas nem por isso dá grande significado a esse facto. «Chalana é um amigo mas para mim não há amizades durante os 90 minutos. Contudo, é evidente que é alguém especial. Fizemos parte de uma equipa que teve uma década fantástica. Vivemos muitas alegrias juntos mas neste jogo estaremos em lados opostos e cada um faz pela vida...» Terá Álvaro Magalhães falado com o homem que formou com ele uma das mais temíveis asas esquerdas do Mundo? «Não. Normalmente não falo com treinadores das outras equipas. Estou mais preocupado com a minha equipa e em trabalhar para ganhar o jogo», afirmou.
Finalmente, novo olhar sobre a arbitragem: «Quando o Benfica fala é porque tem razões para isso. Nos últimos três jogos temos motivos para criticar as arbitragens, sem querer dizer com isto que estejam a errar de propósito. »

Que descansem as estrelas
APROVEITANDO o facto de a sorte ter colocado no caminho do Benfica uma equipa da II Divisão B e logo no Estádio da Luz, Giovanni Trapattoni irá aproveitar para fazer repousar a grande maioria dos mais influentes jogadores do plantel.

Descansem as estrelas, lugar às segundas escolhas. Moreira nem foi convocado —será Quim o dono da baliza neste encontro — e, a avaliar pelo treino que ontem se realizou no complexo do Jamor, prevê-se que jogadores como Miguel, Simão, Luisão, Fyssas, Manuel Fernandes, Zahovic, Karadas — que com o Nacional marcou um golo fabuloso— e João Pereira só devem pisar o relvado em caso de extrema necessidade no decorrer do desafio. Da lista de 19 jogadores convocados para o jogo com o Oriental fazem parte os mais utilizados durante a época mas a revolução de ocasião está a ser preparada. Destaque neste campo para o brasileiro Everson, que fará a estreia absoluta em jogos oficiais depois de estar nos últimos meses a recuperar de lesão e ainda em busca da melhor forma.
O médio fará dupla inédita no centro do terreno com o compatriota Paulo Almeida, dividindo-se assim a obrigação de proteger um quarteto defensivo que será composto por Amoreirinha, Argel — segundo jogo consecutivo a titular —, Ricardo Rocha—regresso depois de ter sido preterido no encontro com o Nacional— e Dos Santos, que depois de um grande golo ao Heerenveen volta a marcar presença entre os eleitos de Trapattoni.
Tudo diferente nesta equipa menos o esquema de jogo a que o treinador italiano tem sido fiel. Na primeira vaga do ataque estarão Geovanni, Nuno Gomes — um avançado com funções de número 10 na Taça de Portugal — e Bruno Aguiar, que tem a difícil missão de ocupar o lugar que pertence ao capitão de equipa, Simão. Espera-se que o homem-golo seja Tomo Sokota.
O croata voltou aos golos com o Nacional—dizem os técnicos do plantel que ficou mais feliz e moralizado e tem agora oportunidade de provar que encontrou definitivamente o caminho dos golos.




Continua a caça ao SLB.
Apesar de não termos jogados bem na primeira parte.
Apesar de ainda não sermos uma equipa totalmente afinada.
Apesar de termos alguns jogadores fulcrais em nítida baixa de rendimento.

Apesar de tudo e mais alguma coisa:

CHEGA DE BRINCADEIRAS!!

Já não consigo encontrar adjectivos para qualificar as acções dos homens de azul... desculpem eu queria dizer "de preto", de preto.

Ontem, na nova catedral ficou mais uma vez exposto que alguém encomendou um serviço completo contra nós. Já lá vão três jornadas em que nos nossos jogos algo de estranho sucede. Não vou falar em faltas menores nem em lances mais ou menos duvidosos de coisas inconsequentes, vou falar de GOLOS - o objectivo máximo do futebol como desporto.

Assistimos, apesar de tudo, a uma vitória descansada ontem na Luz. O Nacional na primeira parte causou algum incómodo aproveitando o fraco jogo da nossa equipa, mas nada de especial, nada que nos fizesse tremer como já vem sendo o nosso hábito. Na segunda parte marcámos dois golos de belo efeito que nos deixaram descansados a nós, adeptos, porque a equipa - e bem - não se deixou adormecer...

Pois bem, é aqui que entra mais um caso, depois do golo do Guimarães precedido de um penalty que só nos olhos dos árbitros existiu, de um golo mais do que real que sós os árbitros não viram na recepção ao FCP - como disse nem vou falar nos penalties - ontem resolveram validar um golo não se percebe bem porquê. Livre indirecto longe da área do SLB, árbitro de mão levantada - para quem não sabe a sinalética, isto significa que se deve marcar um livre indirecto, ou seja, para ser validado um golo a bola tem que pelo menos tocar em alguém - e bola chutada para dentro da baliza do nosso Moreira. Para qualquer pessoa normal o golo não seria validado, mas para o senhor árbitro o golo foi validado. Porquê?, perguntam vocês. Porquê pergunto eu! Vou tentar arranjar a resposta:

A bola tocou no cabelo de um avançado do Nacional? É uma possibilidade, não digo que não tocou, para mim o cabelo faz parte de qualquer pessoa. Mas tocou mesmo? E se tocou, o Sr. árbitro conseguiu ver? Duvido. Se ficou na dívida e validou o golo - porque uma recomendação da FIFA diz para que se houver dúvida beneficiar a equipa que ataca - aceito a justificação, agora justifiquem o golo do Petit, s.f.f., ou...nem sequer houve dúvidas?

Este golo do Nacional aconteceu por volta do minuto 85 (mais ou menos à mesma "hora" do penalty de Guimarães e mais ou menos à mesma hora do GOLO defendido pelo Baía). A partir daí assistimos a um festival de faltas que só existiram na cabeça daquele senhor. Lamentável, mas não me vou alongar nesta parte, porque só estou aqui a analisar GOLOS.

Neste momento acho que as recomendações da FIFA chegam a Portugal com uma ligeira diferença. Deve ser da tradução dessas mesmas recomendações, certamente. As pessoas que as fazem não devem ter muito conhecimento de....tradução. É que uma recomendação da FIFA que diga "Em caso de dúvida deve-se beneficiar sempre a equipa que ataca", traduzida pela Federação/Liga é a seguinte: "Em QUALQUER caso deve-se decidir a favor do Futebol Clube do Porto e em prejuízo de qualquer outra equipa, principalmente o Sport Lisboa e Benfica".

Amigos, acabem lá com a brincadeira e a palhaçada. Ok, já toda a gente riu, já toda a gente achou muito giro, mas sabem que as mesmas piadas com os mesmos intervenientes vezes demais deixam de ter a piada que era suposto ter, ok?

Vamos lá ser sérios.



terça-feira, outubro 26, 2004

Petit recupera bem para o Gil
Petit continua a fazer tratamento, sob a orientação do recuperador físico Rodolfo Moura, sendo certa a sua ausência no jogo com o Oriental. No entanto, o cenário poderá ser diferente no jogo da próxima jornada, com o Gil Vicente, já que se tudo correr dentro da normalidade, a sua recuperação é muito provável.
Tido como um dos jogadores encarnados em melhor momento de forma, o internacional português é aguardado com alguma ansiedade pela equipa técnica, dada a influência que exerce na equipa. No entanto, Petit só será utilizado se estiver nas melhores condições físicas, de modo a não agravar a lesão. Também Pedro Mantorras tem reagido bem aos tratamentos e trabalho de campo que tem vindo a realizar, igualmente sob a orientação de Rodolfo Moura.
O avançado angolano tem dado mostras de grande optimismo, apesar de submetido à quarta intervenção cirúrgica no espaço de dois anos, e não vê a hora de regressar aos treinos.
Após uma fase em que trabalhou na areia, para fortalecer os músculos, Mantorras iniciou trabalho de campo e até agora, tudo tem decorrido de acordo com a estratégia traçada pelo médico catalão, Ramon Cugat, que irá visitar proximamente. Os dois têm estado em contacto permanente e o médico mostrasse satisfeito com os resultados. Falta ainda Carlitos, sem data prevista para o regresso.

KARADAS
Goleador do frio com pé quente
ALTOS, toscos e fortes já passaram muitos pelo Benfica. Alguns conquistaram o coração dos benfiquistas. Karadas já reclama o seu cantinho nesse lote. No domingo, frente ao Nacional, o ponta-de-lança norueguês lutou, batalhou, até que encontrou uma nesga de espaço para marcar um grande golo. Veio do frio, mas tem o pé quente. O direito, que já lhe valeu três dos quatro golos oficiais que marcou com a camisola da águia.

Sofreu faltas, fez algumas, discutiu com o árbitro e agitou o jogo ofensivo do Benfica numa altura em que chegou a ser exasperante para os benfiquistas que assistiram ao desafio contra o Nacional, no domingo. No jogo do puxa, empurra e fura, Karadas fez três remates. Um deles resultou num golo monumental, a mais de 20 metros da grande área, dos mais bonitos que já se marcaram na nova Luz.
Veio do frio, mas dentro do campo Karadas tem um temperamento pouco escandinavo... E desperta emoções escaldantes. É alto e um pouco tosco na forma de tratar a bola, mas tem as características fundamentais para um goleador: atitude, sentido de oportunidade, uma dose certa de egoísmo e uma força de remate — já se viu — que coloca em sentido os guarda-redes.

Como ele gosta de marcar

Foi com o pé direito que Karadas marcou ao Nacional e parece ser dessa forma que mais gosta de pontuar. O que é curioso, pois o ponta-de-lança norueguês chegou rotulado de grande finalizador no jogo aéreo... Mas para os benfiquistas tanto dá que seja com a cabeça, o tornozelo ou com os dois pés ao mesmo tempo. Não foi bem assim, mas o primeiro golo que marcou pelo Benfica foi com o joelho, o esquerdo, frente ao Beira-Mar. Marcou mais um nesse jogo, desta vez com o direito, o mesmo que utilizou para abrir caminho no jogo com os holandeses do Heerenveen, na Taça UEFA. deixou os nacionalistas de boca aberta.
Contas feitas, já soma quatro golos oficiais. Três na SuperLiga, nos 393 minutos em que esteve em campo.

Finalmente um golo, Tomo!
CORREU de braços abertos, parou alguns segundos a olhar para o céu. Terminou no domingo mais um calvário para Sokota. Marcou o primeiro golo da época. Deu o primeiro passo para afastar os fantasmas que anunciavam uma época para esquecer.

Já tinha falhado duas boas oportunidades, não tão escandalosas como outras, em outros jogos, mas igualmente preocupantes. Continuava a jogar bem e sem dúvida trouxe qualidade ao jogo da equipa quando entrou em campo frente ao Nacional... Mas os fantasmas continuavam a pairar sobre Sokota.
Finalmente, ao minuto 80, o que procurava desde o início da época e lhe teimava em fugir: um golo oficial com a camisola do Benfica. E da maneira mais difícil, de cabeça (foi também o primeiro que a equipa marcou desta forma no campeonato) e depois da bola bater na relva, com risco de trajectória imprevisível. A reacção do ponta-de-lança croata diz tudo.
Parou, desatou a correr e parou outra vez para abrir os braços e erguer os olhos para o céu. Depois chegaram Simão, Fyssas e mais companheiros para partilharem com ele o momento de particular significado.

Renovação na bancada

O croata termina contrato no final desta temporada. Em Janeiro pode comprometer-se com outro clube. Há desacordo de verbas e este processo deve retirar-lhe alguma tranquilidade. Contudo, Sokota tem um calvário mais doloroso para ultrapassar, que é o de convencer Trapattoni a colocá-lo como titular. Ficou na bancada contra o FC Porto e Heerenveen. Regressou domingo.

Luz acesa há um ano
Foi a 25 de Outubro de 2003 que o novo Estádio da Luz foi inaugurado e baptizado com o nome de Estádio do Sport Lisboa e Benfica. Com pompa e muito brilho, numa festa inesquecível. Fez ontem um ano. O primeiro de muitos que o Benfica quer de glória.

Ali já se viveram grandes emoções, ali se disputaram grandes jogos, até uma final de um Campeonato da Europa e um mítico Portugal-Inglaterra. Hoje não há benfiquista que não se orgulhe do estádio e quase ninguém se lembra de tanta polémica, de tantas contrariedades, de tantas incertezas que rodearam a construção do recinto novo.
No processo de decisão houve vencedores e vencidos. A começar por Luís Filipe Vieira, que abriu o peito às balas e apostou de cabeça no novo complexo. O financiamento haveria de aparecer, custasse o que custasse. Desde que existisse vontade. Mário Dias, o baptizado pai do estádio, foi um caso de dedicação enorme e de fé inabalável no projecto. Também por isso recebeu a Águia de Oiro dos benfiquistas, galardão máximo. Vilarinho foi mais comedido, mais racional e hesitante, mas acabou por se render ao novo projecto. Pelo caminho as guerras com o Conselho Fiscal, as demissões de Luís Nazaré, João Carvalho e Jorge Fonseca Ferreira, além do vice da Direcção Mário Negrão. Hoje, seguramente, orgulham-se do estádio, mesmo que possam manter dúvidas quanto à questão financeira.

A emoção de Fialho Gouveia

Já ninguém se lembra que o estádio foi desenhado e construído em tempo de constar no Guiness Book. Que o Benfica se zangou com João Soares, ex-presidente da Câmara de Lisboa, e encontrou em Pedro Santana Lopes a solução imaginativa para a catedral. Hoje, ninguém se lembra dos milhões necessários para os acordos com a Euroárea e para pagar os impostos. O finance project foi aprovado, o novo estádio provou ser um enorme gerador de receitas. Hoje respira-se na Luz a convicção que está tudo bem encaminhado no pagamento da obra que é o orgulho dos benfiquistas. Hoje é fácil sorrir. Poucos se lembram do quanto custou. Mas todos se lembram do apaixonado e poético discurso de Fialho Gouveia no dia da inauguração. Ou dos seus apelos ao civismo: «Quem não sabe receber não é benfiquista». Que injustiça!

Os irmãos mais novos

Para o futuro são outros os ambiciosos projectos que o Benfica tem em cima da mesa. Um deles, também urgente, é a construção do Centro de Estágio do Seixal. Há que reconhecer que este projecto foi claramente prejudicado pelo esforço financeiro, pela falta de tempo e pelas energias consumidas na construção de um novo estádio. Houve necessidade de reenquadrar o plano financeiro e tudo indica que no início da próxima temporada a equipa se possa mudar para o Seixal.
Um segundo projecto é a construção do edifício sede das empresas do universo Benfica. Ficará localizado na Avenida Lusíada e está também à espera de viabilização financeira.



segunda-feira, outubro 25, 2004

Benfica 2 - 1 Nacional

61 m
1-0, por Karadas, num remate espectacular, com o pé direito, a alguns metros da grande área, que fez a bola entrar sobre o lado direito de Hilário, impotente para deter a sua trajectória

80 m
2-0, por Sokota, em remate de cabeça oportuno, na sequência de um livre marcado por Simão, a colocar a bola entre o primeiro poste e o guarda-redes

87 m
2-1, por Alexandre Goulart, num livre indirecto que acabou por ser directo, pois a bola não tocou em nenhum jogador

Arbitragem

MÁRIO MENDES (2)
O golo do Nacional foi a cereja no topo do bolo, num mau trabalho do juiz de Coimbra. 48 faltas, num encontro em que os jogadores nunca complicaram? O árbitro só apitou por duas razões: por tudo e por nada.

Melhor em Campo - KARADAS (7)
Estava difícil entrar na ilha defensiva formada pelos homens do Nacional, até que o norueguês leu todas as coordenadas e acertou em cheio no alvo num remate de meia distância. O prémio depois de duas tentativas falhadas (27 e 42). Não é jogador para finos recortes técnicos, mas o sentido de baliza impressiona e nota-se que está cada vez com maior confiança, mais entrosado com os colegas. E na hora do aperto até a defender foi decisivo em dois cortes de cabeça na sequência de um canto e um livre..

Sala de Imprensa - ÁLVARO MAGALHÃES (treinador adjunto do Benfica)
Paciência e serenidade
À imagem do que aconteceu antes do encontro, foi Álvaro Magalhães a comentar as incidências da vitória sobre o Nacional. O adjunto de Trapattoni não poupou elogios aos jogadores encarnados, pela atitude e paciência durante os 90 minutos. Pelo meio, uma referência ao «golo irregular» do Nacional e ao regresso aos golos de Sokota. «Já sabíamos que não seria fácil, mas os jogadores estão de parabéns pela atitude e pelo comportamento, depois do desgaste de quinta-feira. Lutaram, marcaram dois golos e ganharam, que era fundamental para mantermos o primeiro lugar», começou por dizer Álvaro Magalhães, acrescentando: «Tivemos pela frente uma equipa que veio para tentar levar, pelo menos, um ponto, às vezes com um pouco de antijogo. É normal. Tivemos paciência, não nos enervámos e fizemos dois belos golos.»
Pergunta seguinte, o golo do Nacional, alvo de muitos protestos encarnados. «Tenho a confirmação de que o golo é irregular, foi-me dada através de pessoas que percebem de futebol e que me disseram que a bola não tocou em ninguém, pelo que o golo não deveria ter sido validado, visto ter sido assinalado livre indirecto. Vou ver melhor na televisão, mas foi pena porque as coisas complicaram-se um pouco, o Nacional acreditou que poderia chegar ao empate. A nossa equipa manteve- se serena e garantiu os três pontos, apesar de tudo», expressou.

Elogios a Argel, Sokota e Karadas

Seguiram-se alguns elogios, começando por Argel. «É bom ter jogadores disponíveis, é sinal de que trabalham bem,mesmo não jogando. O Argel fez um grande jogo e o Ricardo Rocha também tem estado muitíssimo bem. É bom ter tantas opções de qualidade », referiu. Depois foi a vez de Karadas e Sokota: «Karadas tem marcado quase sempre que joga e Sokota já merecia esta alegria. É um bom profissional, quebrou o enguiço, deu-lhe uma sapatada, e espero que agora dê continuidade a este golo, para que no futuro esteja ao seu melhor nível e possa mesmo ser titular e ajudar a equipa. Temos também o Nuno Gomes, que está em boa forma. São três bons pontas-de-lança e a concorrência é boa.»
Aproveitando a deixa, concluiu: «Temos competitividade em todos os sectores, é importante que os jogadores não durmam à sombra da bananeira. Têm de dar o seu melhor nos treinos para serem escolhidos. Todos têm de se mentalizar de que não há titulares indiscutíveis.»



domingo, outubro 24, 2004

Pressão de ganhar é boa
Coube a Álvaro Magalhães, desta feita, tomar a palavra na conferência de Imprensa de projecção do encontro de hoje, com o Nacional. O adjunto reconhece a importância das ausências de Petit e Nuno Gomes, mas acredita que os substitutos estarão à altura, da mesma forma que não tem dúvidas sobre a conquista dos três pontos: com humildade e muita luta.

– Como está a equipa, nesta sequência desgastante de jogos?
— Está bem, recuperaram bem do esforço dispendido na quinta-feira. Temos a lesão do Petit e a ausência do Nuno Gomes, por castigo, mas os jogadores sentem-se muitíssimo bem e estão motivados para mais um embate contra uma equipa de grande valor. É mais uma final para ganhar.
— As ausências de Petit e Nuno Gomes vão obrigar a mexidas...
— Só amanhã [hoje] é que são dissipadas as dúvidas. Há jogadores mais cansados do que outros, mas têm de estar preparados para jogar ao domingo e à quarta-feira, para resistirem a este esforço.
— Nesta fase, um mau resultado pode significar a perda da liderança. Como está o grupo a lidar com essa pressão?
— A pressão é boa quando é para ganhar, pressão para perder é que é mais difícil. Os jogadores que lutam pelo título têm de estar preparados para viver com essa pressão. Estamos em primeiro e assim queremos manter-nos. Só a vitória interessa, vamos entrar para ganhar e vamos ganhar de certeza absoluta.
— Como é que se levanta o moral de uma equipa, depois de um jogo como o de domingo, com o FC Porto? — Trabalhando sempre mais, acreditando no nosso valor. Os jogadores sentem que estão no bom caminho, fizeram tudo para ganhar ao FC Porto e venceram o Heerenveen, com um belíssimo jogo. A equipa reagiu muito bem aos dois golos sofridos. O importante é que o grupo se mantenha confiante, concentrado e mentalizado para ganhar amanhã [hoje] e tentar manter o primeiro lugar até final do campeonato.

Petit e Nuno Gomes, ausências de vulto

— Nuno Gomes e Petit constituem baixas importantes...
— Sem dúvida. São dois jogadores fundamentais, que estão em boa forma. O Petit está a fazer uma época fantástica e o Nuno Gomes tem vindo a dar boa continuidade ao trabalho desenvolvido desde que regressou da lesão. Seja como for, vão jogar outros...
— Paulo Almeida e Karadas?
— Só amanhã [hoje] é que serão dissipadas as dúvidas. Todos os convocados podem jogar. É evidente que já sabemos mais ou menos quem entrará, mas amanhã [hoje] veremos quem está em melhores condições. Os últimos jogos têm sido muito desgastantes, há que analisar bem cada jogador.

Boa reacção pós-FC Porto

— A equipa ficou muito afectada com o que se passou no encontro com o FC Porto?
— Não, reagiu muitíssimo bem. Trabalhou para ganhar, sentiu que podia ter ganho o jogo ou, pelo menos, empatá-lo, que para mim seria o resultado mais justo. Reagiram também muito bem na quinta-feira, quando sofreram aqueles dois golos. Ganhámos esse jogo, estamos motivados, confiantes e concentrados.

Correr mais do que o Nacional
— O Nacional não parece estar tão bem como na época passada? — Não está a fazer um campeonato tão regular, mas é uma equipa sempre difícil. Mantém o treinador, a estrutura base e o estilo de jogo. Trabalha muito e joga bem com boa técnica. Estou convencido que, com maior ou menor dificuldade, vamos ganhar. Para isso temos de ser humildes e correr mais do que eles.

Estratégia para segurar liderança
As ausências de Nuno Gomes e Petit garantem a titularidade a Azar Karadas, no ataque, e Paulo Almeida, ao lado de Manuel Fernandes, no sector intermediário. Fica por saber se Giovanni Trapattoni irá manter Dos Santos no lado esquerdo da defesa ou se Fyssas irá retomar o seu lugar. A decisão nunca será fácil, mas o golo apontado pelo lateral franco-caboverdiano na última quarta feira poderá desequilibrar a balança a seu favor...

Paulo Almeida e Azar Karadas foram os eleitos para substituir, respectivamente, o lesionado Petit e o sancionado Nuno Gomes.
O afastamento do pulmão do meio-campo tornou-se irreversível no momento em que contraiu uma lesão na face posterior da coxa esquerda, frente ao Heerenveen, enquanto o ponta-de-lança já tinha a sentença lida ao ser expulso no escaldante clássico com o FC Porto, por tentativa de agressão a Pepe. Estas contrariedades obrigam Giovanni Trapattoni a apostar em dois jogadores de características diferentes, já que Paulo Almeida é o típico jogador de contenção, que aposta no posicionamento em campo para recuperar bolas e ceder imediatamente ao colega melhor posicionado, não arriscando muito na progressão. O brasileiro é a antítese de Petit, que tem feito furor neste início de época e já soma dois golos na SuperLiga.
Por sua vez, Karadas é o típico homem de área, sem a mobilidade de Nuno Gomes, mas cada vez mais familiarizado com as balizas adversárias.

Dos Santos ou Fyssas?
O norueguês já leva dois golos na SuperLiga, ao qual se junta outro, para a Taça UEFA e está, claramente, mais confiante, em relação aos seus primeiros tempos na Luz. Para obter melhor rendimento do homem mais adiantado no terreno, Trap deverá apostar, novamente, na experiência de Zahovic ou na velocidade e potência de remate de Geovanni, que seriam os principais responsáveis pelas assistências ao avançado norueguês. Mas, se em relação aos substitutos de Nuno Gomes e Paulo Almeida não existem dúvidas, o mesmo não acontece em relação a quem será o titular no lado esquerdo da defesa. Fyssas vinha merecendo a confiança do treinador, mas após o jogo com o FC Porto, em que foi interveniente involuntário no lance do golo de McCarthy, assistiu no banco à vitória sobre o Heerenveen. Dos Santos, o seu concorrente directo foi particularmente feliz, ao inaugurar o marcador ante o adversário da Taça UEFA. As hipóteses de o internacional grego regressar à titularidade mantém-se intactas, mas tudo aponta para que Dos Santos se mantenha no onze. Outra alteração que não pode deixar de ser equacionada é a substituição de João Pereira por Geovanni, mas o treinador tem demonstrado grande confiança no impetuoso médio-ala direito, entregando-lhe a titularidade em todos os jogos. Ontem, realizou-se o último treino antes do jogo, mas à porta fechada e o italiano escondeu o jogo, misturando titulares e suplentes. Porém, tudo indica que não se esperam mais mexidas no onze.

Aí está Alcides!
UMA semana antes do previsto, Alcides foi reintegrado no grupo de trabalho encarnado. Foi ontem de manhã, na Luz, numa sessão de trabalho que decorreu à porta fechada.

Finalmente, a partir de agora, os adeptos do Benfica vão poder ver Alcides em acção. O jovem central brasileiro (19 anos), contratado ao Santos para esta temporada, é o único dos reforços que ainda não envergou a camisola do Benfica. Face ao longo processo de recuperação que tem vindo a cumprir, nem nos treinos foi possível, até agora, observar as suas qualidades, facto que o tem tornado numa grande incógnita.
Para já, está conseguida a primeira vitória: foi reintegrado nos trabalhos do grupo, sem limitações. Previa-se que o regresso acontecesse só na próxima semana, mas este foi antecipado para ontem, numa sessão que decorreu à porta fechada. O próximo passo é adquirir a forma física necessária, por forma a fazer parte das contas de Giovanni Trapattoni.

Azar a 25 de Abril

Foi no dia 25 de Abril deste ano que Alcides se lesionou com gravidade ao serviço do Santos, num encontro com o Botafogo. Por essa altura, já estava comprometido com o Benfica, já se havia mesmo deslocado a Lisboa para assinar contrato. Três dias depois, o central era informado da necessidade de ser submetido a uma intervenção cirúrgica, face à rotura nos ligamentos do joelho direito.
No dia 12 de Maio concretizou-se a operação, em São Paulo, com uma paragem estimada de seis a oito meses. Era o início de um longo processo de recuperação que teve início no Brasil e que prosseguiu em Portugal, já sob as ordens do enfermeiro Rodolfo Moura, comos timings a superarem, para já, as expectativas iniciais.
Na altura em que se lesionou, Alcides ficou muito sensibilizado pelo facto de o Benfica não ter quebrado o negócio. Prometeu recuperar depressa e aí está ele.

Simão um líder incontestado
No dia em que cumpre o jogo 150 da SuperLiga, e o... 13.º oficial desta temporada, Simão passará a ser o único jogador cem por cento titular, o único com os 13 jogos disputados. Para quem tenha dúvidas sobre o peso do capitão na equipa os números são esclarecedores: lidera em tempo de utilização, em golos marcados, em golos oferecidos, na apreciação da crítica... Enfim, um jogador produtivo, empenhado e disciplinado.

TOTALISTA

Até ao jogo de hoje apenas dois jogadores foram titulares em todos os jogos oficiais da época: Simão ePetit, com vantagem do primeiro no número de minutos disputados, de 1051 para 1018.Coma lesão de Petit, Simão passará a ser o único jogador titular em todos os jogos. Ou seja, seis na SuperLiga, cinco nas competições europeias e um na SuperTaça Cândido Oliveira. O 150.º jogo na SuperLiga é também o 13.º de Simão na presente época. De sorte ou de azar?

MIL E...

Nos 12 jogosemque foi titular, apenas emumdeles foi substituído. Aconteceu no Benfica-Bystrica, quando deu o lugar a Bruno Aguiar, aos 61 minutos.Aeliminatória já estava em 5-0, no cômputo das duas mãos, só aí Trapattoni deu algum descanso ao capitão, umdos pilares da equipa.Ou seja, Simãotem1051 minutos nas pernas e hoje, salvo qualquer percalço, ultrapassará a barreira dos 1100.

GOLOS, GOLOS...

Simão volta a ser o melhor marcador do Benfica, à imagem do que aconteceu no final das duas últimas épocas. O que não deixa de ser brilhante para quem não é ponta-de-lança. Nos 12 jogos oficiais marcou cinco golos (três na SuperLiga e dois na Taça UEFA). É o melhor, com dois golos de vantagem sobre Karadas (dois na SuperLiga e um na Taça UEFA) e Nuno Gomes (três na Taça UEFA). Nota digna de registo, o facto de apenas um ter sido marcado de bola parada (livre directo em Guimarães), ao contrário do que aconteceu nas épocas anteriores, em que as grandes penalidades e os livres directos tiveram papel determinante.

TANTAS PRENDAS

Para além de ser o melhor marcador, Simão é igualmente o melhor no capítulo das assistências . Dos seus pés já saíram cinco passes milimétricos que companheiros seus converteram em golos.Uma curiosidade: os dois golos apontados por Zahovic foram con vertidos após assistência de Simão. Karadas e João Pereira também tiveram no capitão um protagonista dos golos que marcaram. Ou seja, Simão Sabrosa marcou cinco e ofereceu outros tantos, o que quer dizer que teve papel decisivo em dez dos 18 tentos apontados pelo Benfica, mais de cinquenta por cento.

DISCIPLINADO

Em campo,Simão tem sido um capitão à altura das suas responsabilidades. Incisivo quando entende que a situação se justifica, mas quase sempre dentro dos limites da compostura. Uma excepção quando protestou a grande penalidade assinalada contra o Benfica em Guimarães, lance em que a crítica teve igual dificuldade em perceber. Nesse protesto o único cartão amarelo com que foi advertido em 12 jogos. Pelo contrário, tem sido alvo de inúmeras faltas e culpado de cartões exibidos aos adversários.

BOA MÉDIA
Para a crítica de A BOLA, Simão é igualmente o jogador com maior média de pontos. Uma vez que os jogos com o Anderlecht e FC Porto (SuperTaça) ainda não eram pontuados, nos restantes nove jogos Simão acumulou 61 pontos, o que dá uma média de 6,8. Ou seja uma média de umjogador que está a fazer uma boa época. Nunca recebeu umanota inferior a seis e por uma vez recebeu a nota oito, no jogo de Bystrica, em que apontou dois golos e ofereceu um.



sábado, outubro 23, 2004

Coxa trava Petit
Uma lesão muscular na face posterior da coxa esquerda está a condicionar a acção de Petit. O jogador abandonou o encontro de anteontem, frente ao Heerenveen, com muitas queixas, ontem nem sequer se treinou, limitando-se a fazer tratamento, e as dúvidas em relação à sua utilização no jogo com o Nacional estão praticamente dissipadas—vai falhar o jogo.

Pouco faltava para o final da partida de anteontem, frente ao Heerenveen, quando Petit abandonou o terreno de jogo queixando-se de um problema muscular na coxa esquerda, problema esse que agora ameaça seriamente a sua presença nos próximos desafios do Benfica. Petit foi, aliás, um dos ausentes da sessão de trabalho de ontem, limitando-se a fazer tratamento e sujeitando-se a uma reavaliação por parte do departamento médico.
As informações formais no que à extensão da lesão dizem respeito são escassas, mas em menor número ainda são as dúvidas em relação ao futuro próximo do médio encarnado — não será opção para Giovanni Trapattoni.

Plantel partido em duas partes

Também ausentes da sessão de treino orientada por Giovanni Trapattoni no relvado principal do Estádio Nacional estiveram Carlitos e Mantorras, que cumprem programas específicos de recuperação, e dez dos titulares do jogo com o Heerenveen — Miguel, Luisão, Ricardo Rocha, Dos Santos, Petit, Paulo Almeida, Zahovic, Simão, João Pereira e Nuno Gomes. À excepção de Petit, e sob a orientação do preparador-físico, Fausto Rossi, que posteriormente se dirigiria ao Jamor, todos fizeram treino de descompressão na Luz, e, logo a seguir, ginásio, enquanto Moreira, Quim, Yannick, Argel, Amoreirinha, Fyssas, Manuel Fernandes, Bruno Aguiar, Everson, Geovanni, Sokota e Karadas trabalharam durante hora e meia no tapete do Jamor.

Karadas assume titularidade
A expulsão de Nuno Gomes no jogo do passado domingo, frente ao FC Porto, vai dificultar e... facilitar a vida a Giovanni Trapattoni. Se o italiano ficará, por um lado, privado de um ponta-de-lança em bom momento de forma, não se verá, por outro prisma, obrigado a deixar novamente de fora um dos mais utilizados atletas do plantel —Sokota. Com a ausência forçada de Nuno Gomes, cada jogador da frente de ataque avançará uma casa, pelo que Karadas, se a lógica não nos trair, será novamente titular, experiência que gozou nas duas primeiras jornadas da SuperLiga, frente a Beira-Mar e Moreirense, e Tomo Sokota terá oportunidade de reentrar nos 18 jogadores constantes na ficha de jogo, depois de ter ficado duas vezes consecutivas, ante FC Porto e Heerenveen, na bancada, mesmo fazendo parte da lista de convocados. Mais para trás, e sabendo-se que Petit está impossibilitado de ocupar o seu lugar, é muito provável que Paulo Almeida faça dupla com Manuel Fernandes a meio campo, o que significaria o regresso do jovem jogador encarnado, que se sentou no banco dos suplentes na partida com a turma holandesa. Continuando a recuar no terreno, uma referência para o lado esquerdo da defesa, onde Manuel dos Santos deve manter a vantagem sobre Fyssas, relegado logo após o encontro com os campeões nacionais e europeus. Dos Santos, recorde-se, jogou e marcou contra o Heerenveen. Já Moreira, Miguel, Luisão, Ricardo Rocha, Zahovic, João Pereira e Simão são mais do que esperados no onze inicial que defrontará o Nacional, tanto mais que também foram primeiras escolhas anteontem.

Simãox150
O menino que o Sporting viu nascer e que viria a ser adoptado como um dos maiores ídolos dos benfiquistas vai atingir, no domingo, o bonito registo de 150 jogos na SuperLiga, 96 dos quais ao serviço dos encarnados. Golos são 56, número notável para um extremo. E 44 foram de águia ao peito. Aos 25 anos, o capitão bem pode sorrir.

Foi recebido em apoteose no antigo Estádio da Luz, por vinte mil adeptos, no início da época 2001/2002. Desde então, não mais a popularidade de Simão parou de aumentar junto das hostes benfiquistas. Peça fundamental na manobra encarnada, foi o melhor marcador da equipa nas duas últimas temporadas e a sua influência acabou por valer-lhe a braçadeira de capitão, de líder do grupo. Estreou-se no escalão principal do futebol português no dia 16 de Maio de 1997, apontando um dos golos da vitória do Sporting sobre o Salgueiros (3-0), em Vidal Pinheiro. Nas três épocas em Alvalade alinhou em 53 encontros da SuperLiga e apontou 12 golos. Depois de duas temporadas em Barcelona regressou ao futebol português, logo para o rival Benfica. Aí deu um novo impulso à sua carreira (já vai na quarta temporada na Luz), revelando uma capacidade goleadora notável para um jogador da sua posição: 96 jogos, 44 golos na SuperLiga (ver no quadro os dados das demais competições). Contas feitas, 149 presenças na SuperLiga e um total de 56 remates certeiros. No domingo, o Nacional será o padrinho demais um dia especial para Simão.

Não me vão calar!
FILIPE VIEIRA, presidente do Benfica, garante que quer ser campeão às claras, não às escondidas, referindo-se ao jogo com o FC Porto. Considera que a SAD foi delapidada, não gostou das críticas feitas ao que disse após o jogo e desafiou Luís Guilherme, presidente da Comissão de Arbitragem, a assumir responsabilidades ou a regressar à... APAF.

Os benfiquistas presentes na inauguração da Casa do Benfica de Aguiar da Beira pediram-lhe: «Não se cale. Lute contra tudo e contra todos. » O presidente respondeu: «Não me vão calar.» Na mente, tudo o que se passou antes, durante e após o jogo com o FC Porto. «Acusaram-nos de termos incendiado o País. Em breve, entregaremos recortes dos jornais dos últimos 15 anos, inclusive a políticos, para ver quem andou a incendiar o País nos últimos anos», prometeu o presidente. Ainda sobre o jogo com o FC Porto, foi claro: «Numa SAD em que há responsabilidades financeiras, delapidaram fortemente a sua estrutura.» Indignado com o que os opinion makers dele disseram sobre os seus comentários no final do clássico, Filipe Vieira questionou: «Ninguém se pronunciou sobre a conduta de determinada pessoa sobre mim e minha família, com determinado cartaz e entrevista. A minha família é de bem.»

Luís Guilherme debaixo de fogo

O Benfica ficou muito agastado com a posição de Luís Guilherme, presidente da Comissão de Arbitragem, sobre o trabalho de Olegário Benquerença. «Pelos vistos, segundo defendeu, tivemos uma grande arbitragem, mas até a CNN e a Eurosport mostraram aquele escândalo. Até um treinador estrangeiro [Heerenveen] reconheceu que fomos roubados », frisou. O líder encarnado lembrou depois a luta para que o presidente da Comissão da Arbitragem fosse indicado pela APAF e a luta de Luís Guilherme para o fim das nomeações. «Ele exigia condições para poder ser responsabilizado, tal como os erros grosseiros dos árbitros. Lutámos por essas condições. Agora, o que precisa mais para assumir responsabilidades? Aquele foi um jogo em que o erro foi sempre para o mesmo lado», protestou, perguntando também se «não haveria outro árbitro mais experiente e com responsabilidade » que Olegário Benquerença, de quem o Benfica tivera razões de queixa no passado. Conclusão? «Ninguém queria o Benfica a sete pontos! » Ainda com Luís Guilherme por alvo, o presidente encarnado lançou-lhe um repto: «Ele está na Liga para credibilizar a arbitragem, não para defender interesses corporativos, para defender a APAF. Se ele assume que não houve erros nesse jogo, se quer defender os árbitros e a APAF, então que regresse para a presidência da APAF.» Filipe Vieira garantiu que «o Benfica está atento e não ficará de braços cruzados ». «O segredo é a lama do negócio. Mas vamos descobrir todas as verdades, demore o tempo que demorar. Eles não se conseguem esconder por muito tempo.» E garantiu: «Temos plantel mais que suficiente para ser campeões. Continuamos com a mesma determinação. Estejam atentos aos próximos jogos, não calem a vossa revolta com as injustiças. » A resumir, uma frase que proferira na Câmara Municipal de Aguiar da Beira: «Para ser campeão não é preciso comprar tudo e todos, o Benfica será à sua maneira: Às claras. Não às escondidas, como vimos no último jogo.»



sexta-feira, outubro 22, 2004

100 golos Parabéns, Nuno!
Aos 28 anos, Nuno Miguel Soares Pereira Ribeiro, fã de Fernando Gomes, entrou para o restrito lote de jogadores do Benfica com 100 golos obtidos ao serviço do clube. São agora 17 os integrantes desta lista de sonho, com o pormenor de a esmagadora maioria deles pertencer a um tempo em que se passavam anos e anos com a mesma camisola. Os dois golos marcados no triunfo sobre o Heerenveen, na abertura da fase de grupos da Taça UEFA, permitiram a Nuno Gomes tornar-se também o melhor marcador encarnado nesta competição, ultrapassando Zoran Filipovic, que fizera história em 82/83, quando o Benfica atingiu a final. Nuno Gomes é agora o sexto melhor marcador de sempre das águias no conjunto das competições europeias. E já olha para outra meta: quando marcar na SuperLiga, atinge os 100 tentos na competição principal competição portuguesa. Parabéns, senhor golo!

Benfica 4 - 2 Heerenveen

14 m
1-0, por Dos Santos. Canto de Petit, o lateral corta a bola ao segundo poste, fazendo um chapéu.

31 m
2-0, por Nuno Gomes. Miguel centra, Zahovic amortece de cabeça, Nuno Gomes finaliza de primeira.

73 m
3-2, por Karadas. O noruguês é isolado de calcanhar por Nuno Gomes e fuzila com o pé direito

78 m.
4-2, por Nuno Gomes, que finaliza na área de pé esquerdo, depois de ser lançado por Simão.

Melhor em Campo - NUNO GOMES
Voltou a ser a unidade de melhor produção. Pertenceu-lhe o primeiro remate (3), que saiu ligeiramente ao lado do poste direito da baliza holandesa, como tónico para uma prestação de alto rendimento, coroada com dois golos: o primeiro de pé direito, superiormente assistido pela cabeça de Zahovic, e o segundo, com o pé esquerdo, a passe de Simão, a sentenciar um jogo que os encarnados complicaram. Na retina, ainda, o passe de calcanhar a lançar Karadas para o 3-2. Comandou a revolta, então no papel de n.º 10.

Sala de Imprensa - GIOVANNI TRAPATTONI (treinador do Benfica)
Trapattoni e o coração forte
Costuma dizer-se que há jogos impróprios para cardíacos. A expressão deve ser mundial, porque Trapattoni abriu o seu discurso elogiando a sua máquina: «Ainda bem que tenho um coração forte, porque esta equipa fez-me passar por todas as emoções em 90 minutos. Fizemos as coisas bem nos primeiros 45 minutos — jogámos com determinação, atitude, e merecemos a vantagem. No intervalo disse aos jogadores para entrarem na segunda parte com a mesma atitude, mas fomos ingénuos.» O Benfica sofreu dois golos nos primeiros dez minutos da segunda parte, frutos de desatenções a evitar no futuro. «Não se pode fazer um penalty como aquele nem sofrer um golo como o primeiro, quem está a ganhar não pode fazer isso», avaliou. A entrada de Karadas deu novo fôlego à equipa: «O Karadas entrou muito bem no jogo e a equipa acabou por reagir, o que deu para ganhar. Portanto, para ganhar a SuperLiga e ir longe na UEFA temos de melhorar. Não podemos perder a bola nem provocar aquele tipo de penalty. De qualquer maneira, desde Julho, já há coisas que fazemos bem, porque de um resultado de 2-2 às vezes é difícil chegar a um 4-2.» O italiano já o havia dito, por altura da entrada falhada na Liga dos Campeões, que faltava algum traquejo à equipa, e voltou a sublinhá-lo: «Temos de melhorar na experiência, na personalidade. A ganhar por 2-0 não se pode sofrer aqueles golos. Amanhã [hoje] vamos ver o vídeo do jogo para melhorar esta situação.»

Karadas está melhor que Sokota

O técnico italiano não teve problemas em explicar por que deixou Sokota na bancada e privilegiou a permanência do norueguês no banco: «Neste momento o Karadas está melhor e não posso ter no banco dois jogadores com as mesmas características. Tenho simpatia por todos, mas também responsabilidade, e vejo o Karadas mais forte psicologicamente e até nos treinos. Até marcou um golo, mas mantinha a mesma opinião se não tivesse marcado.» Quanto à utilização de Paulo Almeida, Trapattoni reconheceu que lhe falta algum ritmo: «Quem não joga há um mês não tem ritmo, mas mesmo o Manuel Fernandes, que é um jovem, se mostrou muito cansado com o FC Porto. O Paulo Almeida tem a vantagem de ter muita experiência.» O treinador reconheceu que tem jogadores cansados, sobretudo os internacionais como Simão, Petit, Miguel, que «não estão tão bons como há quinze dias».



quinta-feira, outubro 21, 2004

Que entrem os artistas
Começa hoje a fase de grupos e o Benfica é a primeira equipa portuguesa a experimentar este sistema. O adversário é holandês (Heerenveen) e o futebol deste país é conhecido pelo rigor táctico e por grande espírito competitivo. Para trás fica o desalento de um clássico que correu muito mal frente ao FC Porto, a primeira derrota na Superliga e um conjunto de emoções que os benfiquistas terão de ultrapassar. Começa um novo ciclo, num palco europeu. Que entrem os artistas.

A magia e os golos de Simão continuam a marcar pontos no Benfica«É mais forte do que o Bystrica» É esta a análise, sintética, que Giovanni Trapattoni faz do seu adversário de hoje, comparando-o com a equipa eslovaca que o Benfica venceu para se qualificar para a fase de grupos da Taça UEFA. Trata-se de um desafio interessante e por diversas razões: porque é importante perceber até onde chega a qualidade deste Benfica e até que ponto os jogadores encarnados já recuperaram das emoções do jogo com o FC Porto, o qual perderam por 0-1 mas do qual têm muitas queixas em relação à equipa de arbitragem. Mas este primeiro jogo da fase de grupos da nova Taça UEFA é importantíssimo, na medida em que a equipa da Luz apenas realiza dois jogos em casa (este é o primeiro e o segundo será frente aos croatas do Dínamo de Zagreb) e, à partida, é crucial vencer ambos. Passam os três primeiros e duas vitórias caseiras dariam uma confortável vantagem para os confrontos na Alemanha, frente ao Estugarda; e na Bélgica, contra o Heerenveen. Não se prevê que estejam muitos adeptos hoje, no Estádio da Luz. Assim, os jogadores treinados por Trap têm nos ombros, sobretudo, a pressão de mostrar que estão psicologicamente recuperados — como assegurou ontem o treinador italiano — e prontos para encarar o resto de temporada. Que entrem os artistas que o palco está pronto e o público expectante.

Não temos um Diego mas temos outras qualidades
O treinador do Benfica teve uma longa conversa com o grupo e acredita que este está recuperado das fortes emoções do clássico. Entre elogios ao Heerenveen, sublinha que os nomes já não ganham jogos e, pelo meio, uma curiosa comparação utilizando... Diego.

Como sempre, Giovanni Trapattoni foi o primeiro a usar da palavra. «Ontem [segunda-feira]falámos, todos juntos, sobre o jogo com o FC Porto. Temos de esquecer. Falámos também sobre tudo o que temos feito, desde que começou a época, e penso que nos faltaram apenas 45 minutos com o FC Porto, no domingo, e outros 45 com o Anderlecht, em Bruxelas. Disse à equipa que estou contente com o trabalho desenvolvido e com a atitude contra o FC Porto, na segunda parte. Na primeira parte estivemos um pouco bloqueados, emotivamente, acusámos um pouco a pressão do jogo e do resultado, mas fomos melhores na segunda parte e merecemos o empate, pelo que não temos de ligar ao que se passa fora do balneário. Agora temos de retomar o caminho de vitórias, com a mesma atitude e vontade», começou por dizer.

Menos ingénuos

O treinador italiano prosseguiu com a primeira abordagem ao Heerenveen. «Vamos defrontar uma equipa com muita experiência europeia. É, sem dúvida, uma equipa forte, já vi os vídeos, inclusive o da vitória sobre o Ajax [3-1 em Amesterdão], no último fim-de-semana. Penso que, neste momento, a nossa equipa tem menos ingenuidade do que em Julho, Agosto», concluiu. Seguiu-se a fase de perguntas e respostas.
— Como está a equipa em termos psicológicos?
— Conversámos e analisámos as coisas com muita tranquilidade e serenidade. Contra o FC porto, na segunda parte foi outro Benfica. Marcámos um golo, com a bola 30 centímetros dentro da baliza, mas não contou. Continuamos em primeiro e merecemos.
— Arrepende-se de alguma opção?
— [Trapattoni não percebeu a pergunta] Seguramente vão entrar um, dois ou três jogadores mais frescos. A equipa já tem bom entrosamento . Pode depois fazer-se uma ou outra mudança. É o que faremos.

Recuperação mental

— A equipa está, então, preparada?
— Está, mas vamos ver amanhã [hoje]. Ontem precisavam de algum descanso. Era importante, sobretudo, a recuperação mental. Esta manhã já senti os jogadores de outra maneira.

Heerenveen perigoso

— Que opinião tem sobre o adversário?
— É uma equipa muito equilibrada e organizada, com um contra-ataque muito veloz. É melhor que o Bystrica. Ganharam ao Ajax com mérito. Podemos ganhar, mas temos de ter cuidado. Hoje em dia os nomes já não ganham jogos. Na segunda parte, com o FC Porto, a equipa demonstrou o seu potencial. Às vezes não conta só a qualidade estética dos jogadores. Não temos um Diego, por exemplo, mas temos outros jogadores, com outra atitude. Não devemos comparar. Esta equipa actua como um conjunto. Quando estive no Inter, o Milan tinha Gullit, Rijkaard e Van Basten. Não nos podíamos comparar, mas vencemos porque tínhamos outras qualidades. O Benfica também tem outras qualidades.

Dos Santos, Paulo Almeida e Zahovic regressam ao onze
Giovanni Trapattoni vai apresentar algumas mudanças na equipa que hoje defronta o Heerenveen. Fyssas, Manuel Fernandes e Geovanni vão ceder os seus lugares a Dos Santos, Paulo Almeida e Zahovic, respectivamente. A lista de (20) convocados não sofre alterações, pelo que fica a dúvida: Sokota ou Karadas na bancada?

O treinador italiano vai refrescar a equipa no regresso aos jogos europeusNão será apenas uma questão de rotatividade, face ao cansaço físico de algumas peças, uma vez que o Heerenveen não se apresenta na Luz como pêra doce, pelo contrário. As entradas de Dos Santos, Paulo Almeida e Zahovic serão, antes, o reflexo das exibições menos conseguidas de Fyssas, Manuel Fernandes e Geovanni frente ao FC Porto. Mantém-se a fórmula (4x2x3x1), mudam-se os protagonistas. A julgar pelo último treino e pelo próprio discurso de Trapattoni, estas deverão ser as únicas alterações a registar. Na baliza, Moreira conserva o estatuto de titular, confirmando-se assim que Quim não será a escolha para os jogos europeus. Tal aconteceu com o Bystrica, na Luz, mas apenas porque a eliminatória estava decidida e Trapattoni aproveitou para dar uma oportunidade a alguns jogadores habitualmente menos utilizados. Desta feita a música é outra. Certo é que Quim será o guarda-redes encarnado nos jogos da Taça de Portugal. Na defesa, Miguel, Luisão e Ricardo Rocha continuam titulares; no meio-campo Petit continuará a ser a trave-mestra; no ataque, a linha constituída por Simão, Zahovic e João Pereira, em apoio ao ponta-de-lança Nuno Gomes. Geovanni seria uma forte possibilidade para a ala direita, mas João Pereira, substituído frente ao FC Porto ainda na primeira parte, estará em melhor condição física (o brasileiro cumpriu os 90 minutos). Nuno Gomes, já se sabe, é uma aposta clara do treinador italiano, pelo que não perde o seu lugar. E não tem de preocupar-se com o desgaste, uma vez que não poderá defrontar o Nacional, no próximo fim-de-semana, em virtude da expulsão no clássico.

Cinco de fora

A lista de 20 convocados é exactamente igual à do FC Porto, ficando de fora os três lesionados (Mantorras, Alcides e Carlitos) e ainda Yannick e Everson, estes por opção técnica. Face a este cenário, ficará Sokota outra vez na bancada?

Sorriso laranja
Cinco vitórias, cinco derrotas e seis empates em 16 jogos entre o Benfica e equipas holandesas, nas três competições da UEFA. Um balanço extremamente equilibrado que não deixa ninguém a rir. Ou melhor, apenas se solta um sorriso. Nem amarelo de inquietação nem vermelho de alegria benfiquista. Fica a meio termo: laranja, a cor baptizada pelos holandeses no deporto, em honra ao rei Guilherme D’Orange.

Nuno Gomes marcou na última vez que as águias receberam uma equipa holandesaFoi há seis anos, em jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões, que os encarnados jogaram oficialmente pela última vez frente a uma equipa holandesa. O resultado final quedou-se num empate a duas bolas frente ao PSV de Bobby Robson, em Eindhoven. Graeme Souness era, então, o técnico do Benfica. Uma igualdade que retrata com exactidão o balanço dos encontros entre as águias e formações do país dos diques e tulipas, quer na velhinha Taça dos Campeões Europeus (agora Liga dos Campeões), na extinta Taça das Taças e na Taça UEFA: em 16 partidas, o Benfica venceu cinco, perdeu outras tantas e empatou por seis ocasiões.

Mais fortes em casa

Mas há um dado que pode ser relevante para a projecção do jogo de hoje à noite, frente ao modesto Heerenveen, clube que nunca defrontou equipas portuguesas: nos jogos em casa (7), os encarnados venceram quatro, perderam dois e empataram uma vez. E tendo em conta que o sorteio quis que os holandeses viessem a Lisboa (só haverá um jogo entre as duas formações neste modelo de grupos), Trapattoni e jogadores terão como obrigação dar continuidade a uma tradição positiva. Nuno Gomes sabe o que isto significa: marcou na vitória ao PSV (2-1), no Estádio da Luz.



quarta-feira, outubro 20, 2004

A resposta de Sokota
É nos jogos que o deve fazer, mas Sokota marcou quatro golos no treino de ontem e parece estar mais confiante. Não foi opção para o clássico com o FC Porto mas é forte a possibilidade de regressar à equipa no jogo de amanhã, frente aos holandeses do Heerenveen.

Muita chuva, mas também determinação de Sokota, Simão e Fyssas (da esquerda para a direita)No domingo passado nem sequer foi opção para Giovanni Trapattoni e viu da bancada do Estádio da Luz o escaldante confronto entre o Benfica e o FC Porto. Ontem o plantel encarnado treinou-se e Sokota parece estar determinado a reconquistar a confiança do técnico espanhol e a ultrapassar o período complicado que atravessa praticamente desde o início da época. O ponta-de-lança croata ainda não marcou golos neste campeonato, mas no treino de ontem, realizado no Estádio Nacional e sob chuva intensa, foi o goleador de serviço numa peladinha que durou apenas meia hora. Sokota marcou quatro vezes e mostrou estar confiante, provavelmente para mudar a sua sorte já amanhã, no encontro europeu com os holandeses do Heerenveen.

Insinuações de empresário

Em declarações a A BOLA, o empresário do avançado croata, Zoran Stojadinovic, sugeriu que o afastamento de Sokota do clássico de domingo pode estar relacionado com o delicado processo de renovação de contrato com o Benfica—o jogador termina o vínculo no final desta época, existe desacordo de verbas e Sokota pode assinar por outro clube já em Janeiro. Apesar do complicado da situação, o jogador treinou-se ontem sem aparente transtorno e parece, de facto, mais confiante na forma como se movimenta dentro do relvado e remata à baliza. Regressará o goleador em noite de Benfica europeu? É já amanhã.

Sócios querem Benquerença no banco dos réus
Um grupo de sócios do Benfica pretende colocar em tribunal o árbitro Olegário Benquerença e o seu auxiliar Luís Tavares, por forma a serem responsabilizados judicialmente pelos erros cometidos no clássico de domingo. A inspiração vem do país vizinho, no qual uma juíza aceitou julgar a queixa de 300 adeptos do Valência, na sequência de um penalty mal assinalado a favor do Real Madrid. A iniciativa não conta com o envolvimento dos dirigentes encarnados.

Arbitragem de Benquerença continua na ordem do diaOs benfiquistas continuam sem conseguir digerir a derrota com o FC Porto. Agora é a vez de um movimento popular—a Direcção do clube e a administração da SAD negam qualquer envolvimento no mesmo—tomar a iniciativa de processar judicialmente aqueles que consideram ser os dois principais responsáveis pelo resultado do último domingo: o árbitro Olegário Benquerença e um dos seus auxiliares, Luís Tavares. O grupo de sócios do clube da Luz já iniciou o processo de recolha de assinaturas e contactou mesmo um advogado, Pedro Martins, no sentido de levar o caso a tribunal. O advogado em questão, sócio do Benfica, está já a preparar uma deslocação a Espanha, onde pretende inteirar-se dos contornos de um caso similar, envolvendo o Valência. «Vou analisar o grau de consistência existente, para ver se há ou não matéria para avançar», afirmou o causídico à Rádio Renascença.

Caso do Valência

Recorde-se que, em Espanha, uma juíza aceitou a queixa de um grupo de 300 adeptos do Valência contra o árbitro Tristante Oliva, depois deste, no Real Madrid-Valência da época passada, ter assinalado uma grande penalidade, inexistente, a favor da equipa da casa (alegada falta de Marchena sobre Raúl), no último minuto do encontro, permitindo, assim, precioso empate aos merengues. O grupo de sócios apresentou queixa contra o árbitro e a federação espanhola de futebol, exigindo o reconhecimento público do erro e uma indemnização de três mil euros. A juíza, de forma surpreendente, entendeu haver matéria para dar provimento à queixa e aceitou julgar o caso. Tudo isto apesar do Valência se ter sagrado campeão de Espanha.

APAF despreocupada

O presidente da APAF, Vítor Reis, mostra-se despreocupado com as intenções do grupo de benfiquistas. «É algo que não tem pernas para andar no futebol português e penso que o processo de Valência também morrerá naturalmente», defendeu em declarações aos jornalistas durante o dia de ontem.

Nem no Brasil vi algo assim
Luisão não consegue esquecer a arbitragem do jogo frente ao FC Porto. «Nem no Brasil vi algo assim», diz o brasileiro, que afirma também que «há clubes que não respeitam o Benfica».

Apesar da derrota com o FC Porto, Luisão garante que o Benfica continua motivado para conquistar a SuperLigaO Benfica perdeu com o FC Porto por 0- 1. Depois do jogo terminado viu-se a revolta dos encarnados por considerarem que a arbitragem prejudicou a equipa. Luisão afirmou ontem que concorda com Karadas e que «tiraram três pontos ao clube». Mas garante que ninguém se sente abatido: «Estamos bem, ficámos com ânimo renovado. Todo o mundo viu o que aconteceu no jogo com o FC Porto. Apesar de tudo o que tentaram fazer nesse encontro, continuamos em primeiro lugar e temos de manter a motivação.» Estão motivados mas não esquecem o que aconteceu. Palavra a Luisão: «Não estou preocupado com as arbitragens, espero que tenha sido apenas um dia mau do árbitro. Tenho a experiência de jogar futebol no Brasil e também em alguns países da América do Sul com a minha selecção e nunca tinha visto nada como isto. Espero que tenha sido mesmo um dia mau e nada mais... o golo que não valeu, as grandes penalidades, nunca vi.» No final da partida percebeu-se a exaltação do defesa brasileiro. Ontem, ficou a garantia que ninguém passou dos limites: «Por mais calmo que um homem seja, por mais respeito pela autoridade [que no futebol é o árbitro], as pessoas perdem por vezes a cabeça. Disse-lhe o que toda a gente no estádio viu. Que foi golo e que quatro minutos de desconto era muito pouco depois de tudo o que aconteceu. Apesar disso, ninguém lhe faltou ao respeito, apenas manifestámos a indignação.» Mesmo assim, optimismo é algo que parece não ter deixado os jogadores encarnados. «Estamos agora no início do campeonato, ainda se passará muita coisa até ao fim. O que acontece é que há equipas que não respeitam o Benfica e dizem coisas que não deviam. É evidente que temos condições para sermos campeões», diz.

Passei a ser o reforço que esperavam

Luisão viveu dias difíceis quando chegou a Portugal. O estatuto de internacional brasileiro não era suficiente e as críticas foram muitas. O brasileiro sorri quando recorda os maus momentos e mostra-se agora muito feliz: «Sempre disse que estava a tentar conquistar o meu espaço e que precisava de tempo porque sofri duas lesões que me impediram de mostrar o meu futebol. Agora sinto que passei a ser o reforço que todos esperavam quando me foram buscar.»



terça-feira, outubro 19, 2004

Vamos para Espanha!
Do Ninho da Águia...

Deixemo-los a jogar sózinhos!

Meus amigos e caros benfiquistas, podemos ficar em 5º, 6º ou até descer de divisão (o que não aconteceria), mas seremos mais respeitados do que aqui.

Não há a mínima hipótese de fazer seja o que fôr cá dentro para ganhar campeonatos, a não ser sermos amigos do PdC, como foi o Sporting por dois anos e como foi o Boavista, por ser amigo do VL.

Orgulhosamente sós. Manter-nos-emos assim para sempre. É uma festa para lagartos e tripeiros quando o Benfica perde e quando o Benfica perde mal!

É incrível o estado a que tudo isto chegou. Era impensável que o que se passou este Domingo se passasse alguma vez. Erros de árbitros há aos milhões e não vão deixar de haver, agora fechar os olhos ao que acontece e é visível a toda a gente já é grosseiro e vergonhoso.

Parabéns a todos os que estão felizes pelo que se passou. Parabéns ao FCP, seus dirigente e associados porque conseguiram fazer de um clube que nem de bairro é, um fenómeno absolutamente único no mundo. É o único clube que sistematicamente perde em campo e ganha os pontos correspondentes à vitória. Assinalável!

No Domingo, na primeira parte do desafio SLB vs FCP+CA, estranhei a quantidade de cartões amarelos que estavam a ser exibidos aos atletas do FCP. Mas quando estranhei esse facto pensem tambám logo que aquilo não estaria a passar de uma tentativa por parte do Olegário (recuso-me a chamar Sr, a gente desta) de meter "vaselina" nos sócios do Benfica para que, na segunda parte, pudesse fazer o que lhe tinham encomendado de forma menos dolorosa para nós.

Enganou-se e, ter-nos-á à perna por muitos e maus tempos para ele. Segundo li, um grupo de sócios do Benfica vai processar este l@*ão com o mesmo fundamento que foi o ano passado processado um árbitro em Espanha de um Real Madrid vs Valência. Os sócios eram do Valência e ganharam a causa, boa! Contem comigo, eu assino também!

Não entendi desde logo a nomeação deste gajo. Não dá para entender. Todas, mas TODAS as críticas que eu li - confesso que não é meu hábito fazê-lo - às arbitragens dele foram péssimas. Desde desastroso a mau demais para ser verdade. Foi este gajo nomeado para um SLB vs FCP+CA por alminha de quem?? Para um jogo que trazia consigo toda a carga psicológica feita pelos Padrinhos do futebol nacional, não era propriamente um jogo entre 15º e 16º (como foi o caso do Estoril vs Sporting).

Sim, porque ainda têm que me explicar onde é que o Benfica tem culpa na questão dos bilhetes, ah pois têm! Ou as coisas funcionam de forma a que eu a partir de hoje, se o Padrinho da Costa entender meter 4 ou 5 Super Dragões em minha casa nem precisa de pedir? Era o que faltava, mas também já não me admirava, tais são os tentáculos destes palhaços...

Só o FCP tem associados deste nível de inteligência. A instituição até é uma boa instituição e não havia necessidade de ser brindada com sócios e simpatizantes, todos eles mentecaptos e atrasados mentais, no que a futebol diz respeito. É que eles são:
- Os únicos otários que não vêm o que está à vista de todos;
- Os únicos otários que insistem em merdices que não valem o que eu faço todas as manhãs assim que acordo;
- Os únicos otários que vêm grandeza na forma sistemática que têm de ganhar campeonatos;
- Os únicos otários que vêm e acham graça a um presidente que é o maior mafioso que portugal conheceu. (Sim, eu escrevi portugal com letra pequena, porque em matéria de futebol, taditos de nós).

Voltando aos tentáculos do polvo, a Sport Tv acabou de perder um assinante. Não pela falta de qualidade dos comentários ou das transmissões, porque a nível jornalístico conseguem não ser tão maus como os lambe-botas do Canal 1 (que só não dão beijos no rabo de qualquer coisa que tenha a ver com o Porto em público porque em privado acho que devem haver orgias entre os jornalistas desportivos do canal público com os jogadores do FCP, porque quer joguem bem ou mal são sempre uns heróis). O que me choca foi um atentado, mais um, à liberdade de imprensa...

Ía eu, portanto, falar em censura. Há que não esquecer quem é o manda chuva deste canal privado e há que não esquecer o roubo que se verificou na Luz. Pois é, tendo estes factos como cenário, sentei-me ontem no sofá para ver um programa que me dá algum gozo ver que se chama "Dia Seguinte", este programa é transmitido pela Sic Notícias e tem como um dos protagonistas um ex-professor meu e que respeito bastante - o Prof. Fernando Seara - e mais dois comentadores a quem acho alguma piada e a quem reconheço algum conhecimento do futebol português, um afecto ao FCP e outro ao SCP. Para espanto meu e do painel de comentadores, a parte do programa dedicada ao jogo entre o SLB e o FCP+CA, começou com a informação dada pelo Sr. Pedro Mourinho (moderador do programa) que referia que a "Sport TV proíbiu o programa de mostrar a imagens do jogo de Domingo". O que é isto? Meus amigos, já toda a gente viu o que se passou, não vale a pena esconder agora. Os vossos jornalistas (como até os jornalistas do Comércio do Porto!) já disseram o que tinham a dizer, "validaram" o golo e "marcaram" um penalty a favor do Benfica. Esconderem-se atrás destas jogadas não é bonito, meus "senhores"!

Ver-me-ão festejar efusivamente o desaparecimento do Pinto da Costa seja porque motivo fôr. Serei o primeiro a fazer festa quando esse gajo desaparecer do nosso quotidiano. Acho que ninguém me pode levar a mal. Ainda se fosse uma pessoa de família, com filhos por criar, agora este fdp é tão berinha, mas tão berinha que o filho não lhe fala e abandonou a mulher e a filha menor por uma v*** daquelas, a miss "Champagne"!

Dia do desaparecimento deste gajo será dia de festa em minha casa! Só espero é que valha de alguma coisa e que se dê nesse dia o tal 25 de Abril que o Sr. Senil apregoa há muito tempo.

Viva o Benfica!
Ninguém nos parará!

Nem os ladrões, nem os mafiosos!




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